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* Fluxogramas * O fluxograma constitui um método alternativo para as tabelas-verdade na verificação da validade de um argumento, no qual se ilustra o raciocínio utilizado. Neste método, para verificação da validade de um argumento ou prova de um teorema, procede-se da seguinte maneira: consideram-se as premissas verdadeiras; aplicam-se as definições dos conectivos lógicos para determinar o valor lógico da conclusão que deverá ser a verdade (1), para que o argumento seja válido ou o teorema provado; * Caso ocorram situações em que não se possa determinar o valor lógico da conclusão, ou em que 0=1(contradição), o argumento é falho. O teste de validade de argumentos ou prova de teoremas mediante o uso do fluxograma pode ser feito pelo método direto ou indireto, obedecendo às particularidades de cada uma das técnicas dedutivas já estudadas. Vejamos alguns exemplos. Primeiro Exemplo: Provar p’ dadas as premissas: p ⟶ q q’ * Solução: 1. 2. 3. 4. 5. p ⟶ q = 1 q’= 1 q = 0 p ⟶ 0 = 1 p = 0 p’= 1 * Justificação: Consideramos as premissas verdadeiras fazendo p ⟶ q =1 e q’=1. Como q’=1, pela negação temos: q = 0. Levando q = 0 em p ⟶ q =1, temos: p ⟶ 0 =1. 4. Pela definição de condicional p ⟶ 0 =1 se e somente se p = 0. 5. Como p = 0, temos p’=1, o que mostra ser válido o argumento, pois premissas verdadeiras conduzem a uma conclusão verdadeira. * Segundo Exemplo: Testar a validade do argumento: a ⟶ b, a’, b’ Solução: 1. 2. 3. 4. a ⟶ b =1 a’ = 1 a = 0 0 ⟶ b =1 b = ? * Justificação: Consideremos as premissas verdadeiras fazendo a ⟶ b =1 e a’= 1. Como a’= 1, pela negação, a = 0. Levando a = 0 em a ⟶ b =1, temos: 0 ⟶ b =1. 4. Não podemos concluir se b é verdadeira ou falsa, pois, pela definição de condicional, 0 ⟶ 1 =1 e 0 ⟶ 0 =1. Se b pode ser verdadeira ou falsa, então a conclusão b’ pode também ser verdadeira ou falsa e, portanto, o argumento é falho. * Terceiro Exemplo: Provar q’ dadas as premissas: 1. p + q’, 2. p ⟶ r, 3. r’ Solução: 1. 2. 3. 4. 5. 6. p + q’=1 p ⟶ r =1 r’=1 r = 0 p ⟶ 0 =1 p = 0 0 + q’=1 q’=1 * Justificação: Consideremos as premissas verdadeiras, fazendo p + q’=1, p ⟶ r =1 e r’=1. Como r’=1, por negação temos: r = 0. Levando r = 0 em p ⟶ r =1, temos: p ⟶ 0 =1. 4. Pela definição de condicional p ⟶ 0 =1 se e somente se p = 0. 5. Fazendo p = 0 na premissa p + q’=1, temos: 0 + q’=1. 6. Pela definição de disjunção 0 + q’=1 somente se q’= 1. Portanto, o argumento é válido. * Quarto Exemplo: Testar a validade do argumento: p + q, p + q’, p Solução: 1. 2. 3. 4. 5. p + q =1 p + q’= 1 q = 1 p = 1 p + 1’=1 p + 0 = 1 p = 1 * Justificação: Consideremos as premissas verdadeiras, fazendo p + q =1 e p + q’=1. Pela definição de disjunção, se p + q =1, então p =1 ou q = 1. Se p = 1, o argumento é válido, pois premissas verdadeiras levam a uma conclusão verdadeira. Se q = 1, substituindo na premissa p + q’= 1, temos: p + 1’= 1. 4. Pela negação, temos: p + 0 = 1. 5. Pela definição de disjunção, p + 0 =1 somente se p = 1. Portanto, o argumento é válido, pois premissas verdadeiras levam a uma conclusão verdadeira. * Quinto Exemplo: Testar a validade do argumento: p ⟶ q, (p’ + q)’, p Solução: 1. 2. 3. 4. 5. 6. p ⟶ q = 1 (p’ + q)’ = 1 p’ + q = 0 q = 0 p’= 0 p = 1 1 ⟶ 0 = 1 0 = 1 * Justificação: Consideremos as premissas verdadeiras fazendo p ⟶ q = 1 e ( p’ + q )’= 1. Pela negação, p’ + q = 0. Pela definição de disjunção, se p’ + q = 0, então p’ = 0 e q = 0. Como p’= 0, pela negação temos: p = 1. Levando p = 1 e q = 0 na premissa p ⟶ q = 1, temos: 1⟶ 0 = 1. 6. Pela definição de condicional 1⟶ 0 = 0. Considerando as premissas verdadeiras, chegamos a uma contradição. Portanto, o argumento é falho. * Sexto Exemplo: Provar p’ ⟶ r dadas as premissas: p + q, q ⟶ r Solução: Como a conclusão é da forma condicional, consideramos o antecedente p’ verdadeiro e procuraremos mostrar que o consequente r é verdadeiro. * 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. p + q =1 q ⟶ r = 1 p’ = 1 p = 0 0 + q = 1 q = 1 1⟶ r = 1 r = 1 * Justificação: Consideremos as premissas verdadeiras fazendo p + q = 1 e q ⟶ r = 1. Consideremos verdadeiro o antecedente da conclusão (premissa provisória), fazendo p’ = 1. Como p’= 1, pela negação, temos: p = 0. Levando p = 0 na premissa p + q = 1, temos: 0 + q = 1. Pela definição de disjunção, 0 + q = 1 somente se q = 1. Substituindo q = 1 em q ⟶ r = 1, temos: 1 ⟶ r = 1. * 7. Pela definição de condicional, 1⟶r=1 somente se r = 1. Portanto, a conclusão é verdadeira, pois p’=1 leva a r=1 e 1⟶1=1. Não consideramos a possibilidade de a premissa provisória p’ ser falsa, pois, se p’= 0, a conclusão p’ ⟶ r seria verdadeira, isto é, 0⟶r = 1. Sétimo Exemplo: Provar p dadas as premissas: p + q, p’ ⟶ q’ Solução: Usemos o método indireto. * 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. p + q = 1 p’ ⟶ q’ = 1 p = 0 0’⟶ q’ = 1 1 ⟶ q’ = 1 q’ = 1 q = 0 0 + 0 = 1 * Justificação: 1. Consideremos as premissas verdadeiras fazendo p + q = 1 e p’ ⟶ q’=1. 2. Consideremos a conclusão falsa (negação da conclusão) fazendo p = 0. 3. Levando p = 0 em p’ ⟶ q’=1, temos: 0’ ⟶ q’=1. 4. Pela negação, temos: 1 ⟶ q’=1. 5. Pela definição de condicional 1 ⟶ q’=1 somente se q’ = 1. 6. Pela negação, q = 0. 7. Fazendo p = 0 e q = 0 em p + q = 1, temos: 0 + 0 = 1. Portanto, p = 0 é eliminada, ficando a outra possibilidade p =1 como solução. * Oitavo Exemplo: Provar p dadas as premissas: p + q, q ⟶ r, r’ Solução: Usemos o método indireto. 1. 2. 3. 4. 5. 6. r’ = 1 q ⟶ r = 1 p + q = 1 p = 0 0 + q = 1 q = 1 r = 0 1 ⟶ 0 = 1 * Justificação: Consideremos as premissas verdadeiras fazendo p + q = 1, q ⟶ r = 1 e r’=1. Consideremos a conclusão falsa, fazendo p = 0. Fazendo p=0 em p + q =1, temos: 0+q=1. Pela definição de disjunção 0+q=1 somente se q=1. Pela negação, r=0. Substituindo q=1 e r=0 em q ⟶ r = 1, temos: 1 ⟶ 0 = 1. Usando a premissa provisória p=0, chegamos à contradição 1 ⟶ 0 = 1. Portanto, p=0 é eliminada ficando a outra possibilidade p=1 como solução. * Nono Exemplo: Provar p’ ⟶ r dadas as premissas: p +q, q ⟶ r Solução: Usemos o método indireto . . . 4. 5. 6. 7. p +q=1 q ⟶ r=1 p’ ⟶ r =0 r = 0 p’= 1 p = 0 q ⟶ 0=1 q = 0 0+0=1 * Justificação: Consideremos as premissas verdadeiras. Consideremos a conclusão falsa (negação da conclusão). Pela definição de condicional p’ ⟶ r =0 somente se p’= 1 e r=0. Pela negação, temos: p=0. Fazendo r=0 em q ⟶ r =1, temos: q ⟶ 0 =1. 6. Pela definição de condicional q ⟶ 0 =1 somente se q=0. 7. Substituindo p=0 e q=0 em p + q=1, temos: 0+0=1. Usando a premissa provisória p’ ⟶ r =0, chegamos a uma contradição 0+0=1. Portanto, p’ ⟶ r =0 é eliminada, ficando a outra possibilidade p’⟶ r =1 como solução. * * p ’+ q’ = 1 p ’⟶ q’ = 1 q’= 0 p ’⟶ 0 = 1 p’ = 0 0+0=1 0=1 * * a’ ⟶ b’=1 b + c’=1 c =1 b +1’ = 1 b + 0 = 1 b = 1 a’ ⟶ 1’=1 a’ ⟶ 0=1 a’ = 0 a = 1 * 4. Qual fluxograma corresponde ao argumento: p + q’, q . r, p? a) p + q’=1 q . r = 1 q = 1 r = 1 p + 1’=1 p + 0 =1 p = 1 * b) c) p = 1 p + q’ = 1 q = 1 r = 1 q. r = 1 p = 1 p + q’ = 1 q. r = 1 p = 1 q = 1 p + 1’ = 1 p + 0 = 1 p = 1 * d) Nenhum deles.