O ENSINO JURÍDICO E O TRATAMENTO ADEQUADO DOS CONFLITOS: IMPACTO DA RESOLUÇÃO N. 125 DO CNJ SOBRE OS CURSOS DE DIREITO
164 pág.

O ENSINO JURÍDICO E O TRATAMENTO ADEQUADO DOS CONFLITOS: IMPACTO DA RESOLUÇÃO N. 125 DO CNJ SOBRE OS CURSOS DE DIREITO


Disciplina<strong>conciliação e Mediação</strong>9 materiais24 seguidores
Pré-visualização50 páginas
ALEX ALCKMIN DE ABREU MONTENEGRO ZAMBONI 
 
 
 
 
 
O ENSINO JURÍDICO E O TRATAMENTO 
ADEQUADO DOS CONFLITOS: 
IMPACTO DA RESOLUÇÃO N. 125 DO CNJ SOBRE OS 
CURSOS DE DIREITO 
 
 
Dissertação de Mestrado 
Orientador: Professor Associado Dr. Carlos Alberto de Salles 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 
FACULDADE DE DIREITO 
São Paulo-SP 
2016 
ALEX ALCKMIN DE ABREU MONTENEGRO ZAMBONI 
 
 
 
 
O ENSINO JURÍDICO E O TRATAMENTO 
ADEQUADO DOS CONFLITOS: 
IMPACTO DA RESOLUÇÃO N. 125 DO CNJ SOBRE OS 
CURSOS DE DIREITO 
 
 
Dissertação apresentada a Banca Examinadora do Programa 
de Pós-Graduação em Direito, da Faculdade de Direito da 
Universidade de São Paulo, como exigência parcial para 
obtenção do título de Mestre em Direito, na área de 
concentração Direito Processual, sob orientação do Prof. 
Associado Dr. Carlos Alberto de Salles. 
Versão corrigida em 15 de junho de 2016. Versão original, em 
formato eletrônico (PDF), encontra-se disponível na CPG da 
Unidade. 
 
 
 
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 
FACULDADE DE DIREITO 
São Paulo-SP 
2016 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ZAMBONI, Alex Alckmin de Abreu Montenegro. O Ensino Jurídico e o Tratamento 
Adequado dos Conflitos: impacto da Resolução n. 125 do CNJ sobre os cursos de Direito. 
Dissertação (Mestrado em Direito). Versão corrigida. São Paulo: Faculdade de Direito da 
Universidade de São Paulo, 2016. 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
No momento de conclusão deste ciclo, de longos (ou nem tanto assim) três anos de 
estudos, pesquisas e aprendizado, não há como deixar de agradecer a algumas pessoas, sem 
cujo apoio e palavras esse trabalho não teria sido concluído a contento. 
Em primeiro lugar, agradeço ao meu orientador, Professor Associado Carlos Alberto 
de Salles, pelos conselhos e pelas sugestões feitos durante todo esse período \u2013 conselhos, em 
grande medida, muito além do trabalho desenvolvido; conselhos de vida. 
Foi ainda no ano de 2012, o primeiro ano em que ministrada a disciplina optativa de 
\u201cMediação e Conciliação Judiciais e Extrajudiciais\u201d, no 4º ano da Faculdade de Direito da 
USP, em que comecei a me interessar pelos estudos dos mecanismos consensuais de solução 
de conflitos. 
Despretensiosamente, sem nunca ter estudado sobre mediação ou conciliação, 
compareci à primeira aula do curso, já depois de formado, pretendendo acompanhá-lo como 
ouvinte, para cursar a disciplina, que ainda não havia à época da minha graduação. Qual a 
minha surpresa quando, ao me apresentar ao professor Salles ao final da aula, sabendo ele 
que já havia me graduado, me convidou para acompanhar o curso não mais como ouvinte, 
mas como monitor dos alunos matriculados na disciplina. Um grande desafio! 
Ter participado dessa experiência \u2013 e nos três anos seguintes, em que a disciplina foi 
ministrada novamente, e nos dois semestres, o primeiro no período noturno e o segundo no 
período diurno \u2013 certamente reforçou minhas convicções de que o ensino do Direito 
Processual não pode desconsiderar, como ponto central, o estudo dos mecanismos 
consensuais. 
A experiência foi ainda aprofundada pela participação no Núcleo de Estudos de 
Mecanismos de Soluções de Conflitos (NEMESC), como monitor da pós-graduação. Apesar 
de já existente desde 2006, não cheguei a realizar essa atividade de extensão, por imaturidade 
e desconhecimento da matéria. E a experiência na pós-graduação não poderia ter sido mais 
gratificante, pelo convívio e pelas trocas de ideias com os colegas monitores, da pós-
graduação e da graduação, a quem agradeço em nome de Maria Cecília de Araújo Asperti, 
Paulo Henrique Raiol Ostia, Julio Cesar Oliveira, Bruno Megna, Bruna Braga da Silveira, 
Ana Marcato, Érica Barbosa e Silva e Fernanda Tartuce. 
A ligação do estudo dos mecanismos consensuais com a crítica ao ensino jurídico, 
de outro lado, não teria ocorrido sem a vivência que tive, ao longo de quase quatro anos na 
graduação e nos três anos de pós-graduação, como representante discente, em variados 
órgãos colegiados da administração da Faculdade de Direito da USP. 
Foi por ver de dentro o funcionamento da Faculdade, participando de discussões 
acerca do futuro da instituição, como polo nacional de referência da educação jurídica, que 
passei a ver mais criticamente a importância de se estudar como se organiza o ensino jurídico 
em nosso país. 
Essas experiências não teriam sido tão agradáveis e frutíferas sem os debates feitos 
com os amigos dos grupos de que participei na Representação Discente, em especial o grupo 
\u201cUniversidade Crítica\u201d, na graduação, e o grupo \u201cA Pós tem Voz!\u201d, na pós-graduação. Meu 
agradecimento especial à amizade de todos. 
Em terceiro lugar, e mais propriamente voltado a este trabalho, agradeço às 
Professoras Maria Tereza Sadek e Susana Henriques da Costa, que compuseram a banca de 
qualificação deste trabalho. As críticas delas, em especial à parte empírica do trabalho, 
contribuíram grandemente para a reorientação do rumo da pesquisa, inserindo novas 
perspectivas, centrais ao capítulo específico deste trabalho e, porque não, dele como um 
todo. 
Após a qualificação, além disso, tive a sorte de participar do primeiro Curso de 
Métodos e Técnicas de Pesquisa Empírica, da Rede de Pesquisa Empírica em Direito, 
realizado em Brasília, experiência que possibilitou que eu aprofundasse os conhecimentos 
sobre métodos de pesquisa empírica, tão caros às ciências sociais e tão raros nos estudos 
jurídicos. À Rede, agradeço não só pela participação no curso, mas também pela participação 
em dois dos encontros anuais de Pesquisa Empírica em Direito, nos quais pude discutir 
tópicos da pesquisa realizada, aprimorando o trabalho. 
Também agradeço a todos os professores dos cursos de Direito conveniados ao 
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que tão gentilmente se dispuseram a 
compartilhar suas experiências na implementação dos CEJUSCs nas Faculdades em que são 
docentes. 
Por fim, agradeço ao carinho e ao apoio constante da minha família e dos meus 
amigos, que souberam tão bem entender minhas ocupações momentâneas, em especial na 
reta final do trabalho, que me privaram de bons momentos e boas companhias. 
Agradecimento especial aos meus pais, Eurico e Maria Cláudia, sem os quais eu nada seria. 
 
RESUMO 
 
 
Autor: Alex Alckmin de Abreu Montenegro Zamboni. Título: O Ensino Jurídico e o 
Tratamento Adequado dos Conflitos: impacto da Resolução n. 125 do CNJ sobre os cursos 
de Direito. Número de folhas: 164. Grau: Mestrado \u2013 Faculdade de Direito, Universidade de 
São Paulo, São Paulo, 2016. 
 
Desde o ano de 2010, com a aprovação da Resolução n. 125 pelo Conselho Nacional 
de Justiça, os poderes públicos, em especial o Poder Judiciário, vêm incentivando o 
desenvolvimento de política pública, de âmbito nacional, para o tratamento adequado dos 
conflitos. Central para essa política é o incentivo aos mecanismos consensuais de solução de 
conflitos, da mediação e da conciliação, cuja implementação no mundo jurídico seria 
essencial para a transformação da mentalidade dos operadores do Direito e a superação da 
cultura da sentença pela cultura da pacificação. O presente trabalho investiga como vem 
ocorrendo a implementação dessa política pública, em especial quanto à transformação da 
mentalidade litigante dos operadores do Direito. Investiga-se se e como a Resolução n. 125 
do Conselho Nacional de Justiça impacta e influencia a formação jurídica, o ensino do 
Direito, em especial do Direito Processual. Para tanto, parte-se da hipótese de que o 
desenvolvimento a contento da política pública de tratamento adequado dos conflitos,