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5 Dcnsidade, Densidade Especffica e Volume Especffico 84
Densidade 84
Densidade Especffica 84
Densidade oenus Densidade Especffic 86
Cdlculo da Dcnsidade Especifica de Liquidos 86
Ernprego da Densidade Especifica em Calculos de Massa e Volume 88
Conside~oes Especinis sobre a Densidade Especlfica 90
Calculo do Volume Especffico 91
4 Interpretacao de Prescricoes Medicas 69
Farores Envolvidos no Calculo de Prcsai~6<:s 70
Exaudao em Prcscricces 73
Ernprego de Abrevi.~Oes e Stmbolos 75
Proiocolo de Traramento e Adesao do Pacienre ao Trarameruo 79
3 Merodos de Medida 57
Medidas de Volume · · 57
Pesagcm 59
Merodo de AlfquOCJSna Pesagem e Medida de Volumes 60
Pesagem pelo Mctodo d. Quanridade MInima 64
Porcemagem de Erro 65
2 Sistema Inrcrnacional de Medidas 42
Direrrizes para 0 Uso Correro do SI : 43
Consideracoes Especiais sobre 0 SI em Farmdcla 44
Medidas de Comprimcnro ; 45
Medidas de Volume 46
Medidas de Peso 46
Calculos Fundamentais 48
Rela~'\o do SI com Ourros Sistemas de Medid 51
1 Fundamenrosdos Calculos Farmaceuricos 17
Numcros e Numerals " " ·· ""··,····.,, 17
Tipos de Niimeros 17
Numerals Arabicos · " 18
Nurnerais R.OU);Ul0S " , , , " 19
Frac;6e.s-Comuns e Decimals "." 20
Porcenragem 24
NC)r.a95o Exponencial 26
Razao, Proporcso e Varias-ao 28
Analise Dimensional 31
Numeros Significacivos 35
Esrimativa ~ 38
Introd u~iio 15
o Escopo dos Calculus Farrnaceuucos 15
13 Calculos de Infusoes Intravenosas,Misturas Parenterais e Velocidadede Fluxo 214
Infusoes Intravenosas 214
12 Solucoes de Eletrolitos: Miliequivalentes, Milimoles e Miliosmoles 196
Miliequivalentes 196
Milimoles 201
Osmolaridade 202
Consideracoes Clfnicas sobre a Agua e 0 Equilfbrio Eletrolitico 204
11 Solucoes Isotonicas e Solucoes Tarnpao 175
Principais Consideracoes Clfnicas sobre a Tonicidade 175
Consideracoes Ffsico-qufrnicas na Preparacao de Solucoes Isotonicas 176
Tarnpces e Solucoes Tampao 184
10 Calculos Clinicos Selecionados 161
Calculos de Dose de Heparina 161
Calculos de Dose Baseados na Depuracao (Clearance) de Creatinina 164
Testes Clinicos Laboratoriais 169
9 Alguns Calculos Envolvendo "Unidades", "I-lg/mg" e
Outras Medidas de Potencia 154
8 Calculo de Doses: Parametros do Paciente 133
Pacientes Pediatricos 133
Pacientes Geriitricos 134
Formas de Dosagem Aplicaveis a Pacientes Pediatricos e Geriatricos 135
Dose de acordo com a Idade ~ 136
Dose com Base no Peso Corporal 137
Dose com Base na Area de Superficie Corporal 139
Consideracoes Especiais sobre a Dose na Quirnioterapia de Cancer 144
7 Calculo de Doses: Consideracoes Gerais 116
Definicfo de Dose 116
Vias de Adrninistracao de Farmaco/Dose e Formas de Dosagem 119
Medicao das Doses 119
Calculos Gerais de Dose 122
Opcoes na Dosagem 125
6 Porcentagem, Razao de Concentracao e Outras Expressoes de Concentracao 96
Porcentagem 96
Preparacao de Porcentagens 96
Corisideracoes Especiais em Calculos de Porcentagem 97
Porcentagem Peso-Volume 97
Porcentagem Volume-Volume 99
Porcentagem Peso-Peso 100
Emprego de Porcentagem de acordo com Padroes Estabelecidos em Compendios 103
Razao de Concentracao 105
Conversoes Simples de Concentracoes para mg/mL 107
Miligramas por Cento 108
Partes por Milhao (PPM) e Partes por Bilhao (PPB) 108
XII SUMARIO
20 C,Hculoda Fracao Ativa do Farmaco 326
Massa Atornica c Molecular 326
Quanridades Quirnjc:arnente Equivnlenres 328
Equivalcucia da Fr.Sao Aeivado Farmaco 328
19 Calculos Selecionados sobre Preparacoes Exrrarivas de Plantas 321
Exrraros, Exrraros Fluidos eTinruras 322
Suplemenros Alirnenrarcs de Origem Vcger,.J 324
18 Calculos Selecionados sobre Medicamenros de Uso Vererinario 315
Consideracoes Espcciais na ~'ianjplll:u;iode Medicamenros de
Usc vcreeinaeio 3 I6
17 Calculos Selecionados para a Manipulacso Contemporanea 294
Considcracccs Gerais da Prdrica da Manipulacac 294
Reconstitui,.iio dos P6s 294
Uso de Prcparacoes Comereiais na Manipulacao 299
Calculos F.pcd.is: Encbimenro de Capsul as e Moldagem de Suposircrios 30 1
Manipulacao de f6rmuk.., Especiulizadas 305
16 Reduzindo e Aumenrando Forrnulacoes 286
~orlnuJact6c."Sque Espccificam Partes Proporcionais 288
15 Diluicao, Coucenrracao e Aliga~iio 256
Considerecdes Espcciais sobre Diluicao e Ccncentracio em M:lfdpula~ao
Farmaceut ica 256
Rel3~iioentre Conccnrracao e Quanridade Tara) 257
Oiluil'ao c Conccnrracio de Ltquidor 257
~\~~~~ ~tfi.J~:i;:::::::::::::::::!:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~~
Dilui¢.io de Addos 266
Oi)ui,ao e Concentraeio de Sclidos e Serni-solidos 267
Trituracdes 268
Aliga~50 269
Densidade Especffica das Misruras 275
I ' I
14 Nutri~ao Enteral e Parenteral, fruiice de Massa Corporal e Tabela
de Informacoes Nutricionais 233
Nuni\i(o Enteral 233
Nutri¢.io Parenteral 235
Neccssidades Nutricionais , 23i
Calculos de Nurricio Enteral e Parenteral- 239
fndice de Mass. Corporal (IMC) 244
Tabcla de lnforrnacoes Nutricionais 246
1
Ad"linist(af~Ode FAr"l~co..\por PUJh Iueaveoosc (lVP) 217
Considcracoes Especiais sobre Infusoes IV Pcdiaericas 218
Misruras Pareuterais 219
Velocidade de Liberacsc ou de Fluxo de Fluidos Intravcnosos 222
SUMARlO xm
.J
Ap~ndic" C Conc.eitos Basicos de Estarfsrica 395
Ordenamcnro do, Dados 395
Disuibuielo de FreqUenci 395
Medias 396
Medidas d. Varial-ao 397
Aspectos d. Probabilidade 398
Ap~ndicc D Clossdrio de Formas de Dosagens Farmaoeuucas e de Sistemas
de Liberacao de Farrnacos 407
Problemas de Revisao 413
Resposras dos Problemas de Revisao 431
fndice 439
Pesos At3micos 452
AJ>~lldjceB Merodos Gdficos 385
ReI.~'Oe' Lineares em Papel Milimetrado 385
Rda~6es Lineares em Papel Grafico Scm i1ogarftmico 388
Outros Merodos para a Aprcscnracfio de Dodos: Tabelas c Graficos 388
Apendice A Sistemas Comuns de Medidas e Convcrsao Inrersistemas 371
Medidas Aporecdrias p.r. Fluidos : 371
Medidas ArotccMiols para Pesos 371
Medidas Avoirdupois pata Pesos 372
Opcracoes e C:!Icuios Fundamentals 372
Rel.,.o entre os SiseernasAvoirdupo;, e i\potedrio de Peso 374
Conversao Jntersistemas " " ..· 375
Convcrsao de Quanridadcs Lineares 377
Couvers.ic de Quanudades Liquidas 377
Convcrsao de Massas " .." 378
Converssc de Ternperaruras ".., 379
23 Calculos Selecionados de Farmacocconornia 353
Meeodos de Analise Farmacoecon6mica 353
Consider.,oes sobre 0 Custo c. Sclecso de Medicamcneos 354
Custos de Aquisi9<10de Medicaruenros 357
Margcm de Lucre (Markup) 358
Preco d. Prescricao 359
Aspectos Farmacoeconomicos Relacionados a Gradlla~o Alcoolica " 361
22 Calculos Selecionados de Biodisponibilidade e Farmacocinerica 342
Biodisponibilidade dos Farmacos a partir de Forma, de Dosagcm
e Sistemas de libe"",,"o 342
Conceitos e Calculos Inuodutorios Ueilizados na Farrnacocinetica " 346
21 Calculos Selecionados de Radiofarrnacos 333
Radioisotopes 333·
Radionrividade 333
Unidades de Radioatividadc 336
~ N. de T.: No Brasil> 0 tcrrno "ordern de rncdicacio" nao e usual. Portanro. unicamcnre 0 termo ....prcscricso" serd
urilizadc no restanre deste livre, par;l qualquer sil U!l.;::io .
•. N. de T.: No Brasil. a farnlacia COl11l.lniniria oao f(:lli'Z;t In:.nipllla~:i() de mediC:lJncn.ros, C <l aciyjdade do profissional
oeste ('Stabdecimenco COllshtc na dispensay50 de nl«liClmenfos comcrci'lis e OUtrOSprodulos, e 0<1provis:1o de ~ervi.
Para cada uma dessasareas, exisre uma literature na qual a premissa e 0 enrendimenro do calculo
sao baseados. Algumas areas sao mais especiaiizadas ou avancadas do que outras e consri •.uern campos
scparados e disrinros de estudo. Ourras sao mais fundarnenrais, provendo 0 ernbasarncnro para a prd-
rica Iarmaceurica. f neste iilrimo ripe que esre livre esra baseado.
Os captrulos e apendices deste livro apresentam diferentes tipos de calculos &rmaccuticos que cern
aplica~ao direra na prarica em Iarmacia ern varieslocais, incluindo comunidades, insutuicoes e indus-
rrias.
Ern cada urn dcsses locais, os farmaceuricos suprem as necessidades de mcdicamcnto dos pacienres,
Na f.um:lci. comuniraria, isso e realizado pelo preenchimeuro de urn. pn:stri{iiQ, feirapor urn medico
ou outre profissional aurorizado da area da saude, e pelo ["rnecimenco de infonnacoes chnicas apro-
priadas para garantir 0 usa segura c efcrivo da rncdicacao. A prescricao pede conrer 0 nome comercial de
urn produro fJtlna~utico produzido por uma industria OU0 nome de cada urn de seus cornponenres
qulrnicos para que os mesmos possarn ser pcsados ou medidos pelo farmaceurico e manipulados sob
cncomenda, resulrando no produro solicirado." Em hospitais, uma ordem. tie medicaroo no quadro do
paciente consrirui a prescricso.
• pureza qulmica, caractertsticas flsic~ e acividade biolcgica de farmaco..c; e subsrancias farmaceuric.as;
• dados de testes ftsicos e qulmicos censaics para 0 conrrole de qualidade de formas de dosagcm e
sistemas de libera<;ao de farnl;lCos;
• taxas de absorcao de farmaco. distribuicdo corporal, mceabolisrno c excrccio:
• fonnulacoes farmaceuucas e producao de lotes de varias quantidades,
prcscricoesC ordcns de mcdicacao' que requerem manipulacao; e
• dosagcm de farJnaeos, regimes de dosagem, taxas de adrninistracdo de medicarnenros c adesdo do
pacicmc ao traramenro prescriro.
o uso de calculos em f.trm~cia c amplo e variado. Ele inclui as calculos rcalizados per f,tlmaceuticos
qtle aruam tanto na prarica iradicional COmOespecializada e eru areas operacionais e de pesquisa denrro
de indusrrias, univcrsidades e governo.
De forma geral, 0 escopo dos calculos farmaccuucos inelui 0 c:i1culo de:
o Escopo dos Calculos Farmaceuticos
16 INTRODU<;:AO
Independentemente de o medicamento receitado ao paciente ser produzido em uma industria ou
manipulado em uma farmacia de manipulas:ao, os farmaceuticos fazem calculos para determinar. as
quantidades das varias substincias que devem ser utilizadas para atingir 0 padrao de qualidade e a
dosagem adequada para a administras:ao. A diferens:a entre medicamentos industrializados e aqueles
manipulados sob encomenda pelo farmaceutico e a quantidade de produto preparada. Na farmacia de
manipulas:ao, as prescris:6es requerem quantidades relativamente pequenas de medicamentos para urn
unico paciente. No contexto hospitalar, a farmacia tambem pode produzir em pequena escala os medi-
camentos freqlientemente prescritos para o uso na instituis:ao. Entretanto, na industria a produs:ao e
feita em !arga esca!a, para satisfazer as necessidades dos farmaceuticos e seus pacientes em urn ambito
nacional e ate mesmo internacional. Para tanto, sao produzidas centenas de milhares ou ate mesmo
milh6es de unidades de dosagem (p. ex. , comprimidos) de urn determinado produto durante urn ciclo
de produs:ao. Os calculos necessaries a manipulas:ao de uma unica prescris:ao, bern como para a produ-
s:ao em larga escala de produtos farmaceuticos, sao urn componente importante dos calculos farmaceu-
ticos, assim como deste livro.
v arios produtos medicinais e nao-medicinais (jarmaceuticos) sao empregados na preparas:ao de
prescris:6es ou formulas:6es de urn produto. Alguns sao materiais s6lidos, como p6s, que sao pesados
com exatidao em uma balans:a semi-analitica ou analitica, antes de seu uso. Outros materiais sao
liquidos, que em geral sao medidos volumetricamente antes de ser usados, embora tambem possam ser
pesados. Os principais componentes de qualquer prescris:ao ou produto farmaceutico sao OS principios
ativos OU substancias medicinais que S-0 a base para que 0 produto previna, trate OU cure a doens:a.
Outros componentes sao substancias ·inativas, * que sao incluidas em uma formulas:ao para produzir a
forma fisica desejada por conveniencia e segurans:a da administras:ao da forma de dosagem, e as quali-
dades farmaceuticas desejadas, incluindo estabilidade quimica e fisica, taxas de liberas:ao do farmaco,
aparencia do produto, gosto e cheiro. Agentes ativos e inativos podem ser obtidos a grane! para o uso
na produs:ao farmaceutica de produtos acabados, ou seja, formas de dosagem (p. ex., comprimidos) e
sistemas de !iberariio de formacos (p. ex., sistemas de liberas:ao transdermicos) . Na produs:ao sob enco-
menda de prescris:6es manipuladas, quando a substincia ativa nao estiver disponivel a grand , os farma-
ceuticos podem usar formas de dosagem comerciais, como comprimidos, capsulas ou solus;6es para
injes:ao do farmaco, como fonte de substincia ativa.
Com muito poucas exces:6es, os farmacos sao preparados e administrados aos pacientes em varias
formas de dosagem e sistemas de liberas:ao para assegurar uma dosagem exata. E importante que o
estudante de farmacia conhes:a as varias formas de dosagem e os sistemas de liberas:ao de urn farmaco
que podem ser empregados no cuidado dos pacientes. Calculos comuns sao a determinas:ao da quan-
tidade do prindpio ativo e dos excipientes necessarios para atingir a dose, concentras:ao ou quantidade
desejada do farmaco por unidade de dosagem. Alem disso, existem dlculos que sao espedficos a deter-
minadas formas de dosagem, tecnicas farmaceuticas e necessidades dos pacientes. Os varios tipos de
formas de dosagem farmaceuticas e sistemas de liberas:ao de farmacos sao brevemente definidos e
descritos no Apendice D .
<;:os para o cuidado da saude da popula<;:ao, sendo que a obrigatoriedade do profiss ional farmaceutico neste servi<;:o de
saude foi aprovada pela Portaria 698/06, do Ministerio da Saude, e ainda esra. em fase de implanta<;:ao . A produ<;:ao de
urn medicamento a partir de uma prescri<;:ao e a sua comercializa<;:ao sao realizadas em farmacias de manipula<;:ao .
Alguns hospitais e 6rgaos do governo autorizados tambem podem manipular medicamenros, mas com o intui to de
satisfazer suas necessidades pr6prias. Dessa forma, o termo "farmacia de manipula<;:ao" sera utilizado no restante deste
livro quando o autor se referir a comercializa<;:ao de produros manipulados.
* N. de T. : No Brasil, o termo "subsdncias inativas" nao e usado. Portanto, somente o termo "excipientes" sera uriliza-
do no restante deste livro.
' ;..
Numeros e Numerais
Urn numero e uma quantidade total, ou quantidade de unidades. Urn numeral e uma palavra ou sinal,
ou urn grupo de palavras ou sinais, que expressa urn numero. Por exemplo, 3, 6 e 48 sao numerais
arabicos que expressam numeros que sao, respectivamente, 3, 6 e 48 vezes a unidade 1.
Existem muitos s!mbolos usados na matematica e na ciencia que oferecem instru<;:6es para urn
dlculo espedfico ou que indicam urn valor relativo. Alguns dos s!mbolos comuns em aritmetica sao
apresentados na Tabela 1.1. 1
. \
Tipos de Numeros
Em aritmetica, a ciencia de calcular numeros positivos e reais, urn numero normalmente e (a) urn
numero natural ou inteiro, como 549; (b) uma fras;ao, ou subdivisao de urn numero inteiro, como 4f7;
ou (c) urn numero misto, formado por urn numero inteiro e uma fra<;:ao, como 37/8.
Urn numero como 4, 8 ou 12, por si s6, sem aplica<;:ao a qualquer coisa concreta, e chamado de
numero abstrato ou puro. Ele meramente designa quantas vezes a unidade 1 est<i contida nele mesmo,
sem implicar que qualquer outra coisa esteja sendo contada ou medida. Urn numero abstrato pode ser
somado, subtra!do, multiplicado ou dividido por qualquer outro numero abstrato. 0 resultado de
quaisquer dessas opera<;:6es sempre e urn numero abstrato que designa urn novo total de unidades.
Urn numero que designa uma quantidade de objetos ou unidades de medida, como 4 gramas, 8
mililitros ou 12 Onfas,* e chamado de numero concreto ou denominado. Ele designa a quantidade total
de tudo o que foi medido. Urn numero denominado pode ser somado ou subtra!do de qualquer outro
numero da mesma denomina<;:ao, mas ele s6 pode ser multiplicado ou dividido por urn numero puro.0 resultado de qualquer uma dessas opera<;:6es e sempre urn numero da mesma denomina<;:ao.
Exemplos:
10 gramas + 5 gramas = 15 gramas
10 mililitros -5 mililitros = 5 mililitros
300 miligramas X 2 = 600 miligramas
12 onfas + 3 = 4 onfas
A regra aritmetica mais importante e a seguinte: numeros de denominaf5es diferentes nlio tem
nenhuma conexlio numerica entre si e nlio podem ser empregados juntos em qualquer operaflio aritme-
tica direta. Veremos inumeras vezes que, caso as quantidades sejam somadas, ou se uma quantida-
* N. de T.: Para convers6es intersistemas ver Capitulo 2, p. 52 ou Apendice A, p. 375.
...
18 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
TABELA 1.1 ALGUNS SlMBOLOS ARITMETICOS UTILIZADOS EM FARMACIA"
Sfmbolo
%
%o
+
±
+
X
<
>
;t
Significado
porcento; partes em cem
por mil; partes em mil
mais; soma; ou positive
menos; subtrair; ou negative
somar ou subtrair; mais ou menos; positive ou negative; expressao de amplitude, erro, ou tolerancia
dividido por
dividido por
vezes; multiplicado por
o valor a esquerda e menor do que o valor a direita (p. ex., 5<6)
e igual a, iguais
0 valor a esquerda e maior do que 0 valor a direita (p. ex., 6>5)
nao e igual a, nao se iguala
e aproximadamente igual a
e equivalente a
o valor a esquerda e menor ou igual ao valor a direita
0 valor a esquerda e maior que ou igual ao valor a direita
vfrgula decimal
marcador decimal (vfrgula)
sfmbolo de razao (p. ex., a:b)
sfmbolo de proporgao (p. ex., a:b:: c:d)
varia de acordo com; e proporcional a
x aci quadrado
x ao cubo I
·'
• Tabela adaptada do Barron's Mathematics Study Dictionary, de Frank Tapson, com a permissao do autor. Muitos outros simbolos
(letras ou sinais) sao usados em farmacia, como nos sistemas metrico e apotecario de pesos e medidas, em estatistica, em
farmacocinetica, nas prescri96es, em calculos fisicos, e em outras areas. Muitos desses simbolos estao incluidos e sao definidos
em outras partes deste livre.
de for subtrafda de outra, elas devem ser expressas com a mesma denominayao! Quando aparente-
mente multiplicamos OU dividimos Uffi numero denominado por Uffi numero de denominayaO
diferente, na verdade estamos utilizando o multiplicador ou divisor como urn numero abstrato.
Se, por exemplo, 1 onfa vale 5¢ e queremos achar o cusro de 12 onfas, nao multiplicamos 5¢ por
12 OnfaS, mas pelo numero abstratO 12.
Numerais Arabicos
0 conhecido sistema numerico arabi co e geralmente chamado de sistema decimal. Com so mente 10
numeros- urn zero e nove dfgitos (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9)- qualquer numero pode ser expresso por urn
sistema engenhoso, no qual diferentes valores sao atribufdos aos dfgitos de acordo com o Iugar que
ocupam. 0 Iugar central e normalmente identificado por urn sinal colocado a sua direita, chamado de
virgula decimal. Qualquer dfgito que ocupe esse Iugar expressa seu proprio valor- em outras palavras,
urn cerro numero de numeros urn. 0 valor anterior de urn dfgito e aumentado dez vezes cada vez que
este se move uma casa para a esquerda e, reciprocamente, seu valor e urn decimo de seu valor anterior
cada vez que este se move uma casa a direita. 0 zero demarca urn Iugar nao ocupado por urn dos dfgiros.
A simplicidade do sistema e demonstrada posteriormente pelo faro de estes 10 nlimeros decimais aten-
derem a todas as nossas necessidades quando trabalhamos com numeros inteiros positives, e, com a ajuda de
alguns sinais, o sistema e adequado para expressar fray6es, nlimeros negatives e nlimeros hipoteticos.
0 alcance pratico do sistema e representado pelo seguinte esquema (que pode ser estendido a
esquerda ou a direita, atingindo valores cada vez mais altos ou mais baixos):
. ..
CALCULOS FARMACEUTICOS 19
Esquema do sistema decimal:
Etc. Etc.
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Portanto, o valor total de qualquer numero expresso no sistema ad.bico decimal e . a soma dos
valores de seus digitos, determinados por suas posi<;:6es.
Exemplo:
5.083,623 significa:
5.000,000 ou 5 mil
+ 000,000 mais 0 cern
+ 080,000 mais 8 dez
+ 003,000 mais 3 unidades
+ 000,600 mais 6 decimos
+ 000,020 mais 2 centesimos
+ oop,003 mais 3 milesimos
A universaliza<;:ao do uso desse sistdma resultou cia facilidade com que pode ser adaptado aos varios
prop6sitos de dlculos aritmeticos.
Numerais Romanos
0 sistema numerico romano surgiu por volta de 500 a. C. e foi usado na Roma Antiga e na Europa ate
cerca de 900 d.C., quando o sistema numerico ad.bico entrou em vigor.
0 sistema de numera<;:ao romano expressa uma variedade bastante grande de numeros por meio do
uso de algumas letras do alfabeto, em uma simples nota<;:ao "posicional" indicando a adi<;:ao a ou a
subtra<;:ao de uma sucessao de bases que variam de 1 a 5, 10, 50, 100, e de 500 a 1.000. Os numerais
romanos registram somente quantidades: eles sao inuteis para calculos.
Para expressar quantidades no sistema romano, oito letras de valores fixos sao empregadas (nao ha
nenhuma letra para o valor zero):
ss = Yz
I ou i = 1
Vou v = 5
X ou X = 10
Lou 1 =50
c ou c = 100
D ou d = 500
M ou m = 1.000
Outras quantidades sao expressas combinando-se essas letras. Existem quatro regras gerais para ler-
se numerais romanos: 1
1. Uma letra repetida uma vez ou mais repete seu valor (p. ex., XX= 20; XXX= 30).
2. Uma ou mais letras colocadas depois de uma letra de maior valor aumenta o valor cia letra maior (p.
ex., VI= 6; XII= 12; LX= 60).
3. Uma letra colocada antes de uma letra de maior valor diminui o valor cia letra maior (p . ex., IV= 4;
XL= 40; CM = 900).
20 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
4. Uma barra colocada sobre uma letra ou letras aumenta o valor 1.000 vezes (p. ex., X:V = 15, mas
XV= 15.000).
Exemplos:
ii = 2 XXX= 30 exi = 11 1 lxxxvi ii = 88
iii= 3 xii i = 13 dl = 550 xeiv = 94
iv = 4 xiv = 14 mv = 1.005 edxl iv = 444
vi= 6 xviii = 18 ed = 400 edxe = 490
vii= 7 xix = 19 me = 1.100 emxeix = 999
ix = 9 ei = 101 em = 900 MCDXCI I = 1.492
..
Deve-se notar que as datas sao geralmente expressas em letras maiusculas. Os numerais romanos
sao usados em farmacia apenas ocasionalmente em prescric,:oes: (1) para designar o numero de unida-
des de dosagem prescrito (p. ex., cdpsulas n!!. C); (2) para indicar a quantidade do medicamento a ser
administrada (p. ex., co/heres de chd ii); e (3) em casos raros, nos quais o sistema de medida comum ou
apotedrio sao usados (p. ex., graos iv).•
. ! PROBLEMAS PRATICOS
1. Escreva em numerais romanos
(a) 28
(b) 64
(c) 72
(d) 126
(e) 99
(f) 37
(g) 84
(h) 48
(i) 1.989
2. Escreva em numerais arabicos
(a) xli (c) MCMLIX
(b) cl (d) MDCCCXIV
Fra~oes Comuns e Decimais
3. Interprete a quantidade descrita nas frases
a seguir, retiradas de prescric,:oes
(a) Capsulas nQ xlv
(b) Gotas ij
(c) Tabletes nQ xlviii
(d) Onc,:as nQ lxiv
(e) Pastilhas nQ xvi
(f) Adesivos transdermicos nQ lxxxiv
As vezes, a aritmetica utilizada na farmacia requer a manipulac,:ao de frac,:oes comuns e decimais. A
breve revisao a seguir podera ser uti! para o leitor, mesmo que ele possua urn conhecimento previo
envolvendo o uso de frac,:oes.
Fra~oes Comuns
Urn numero na forma 1/8, 3/ 16, e assim por diante, e chamado de frac,:ao comum, ou simplesmente
frac,:ao . Seu denominador, ou segundo numero, ou, ainda, numero inferior, sempre indica o numero
a Nas prescri<;:6es, os medicos ou outros profissionais da saude podem utilizar numerais romanos em letra maiuscula ou
minuscula. Quando a letra minuscula i e usada, deve ter o ponto para distingui-la da letra l. As vezes, urn j pode ser
usado em vez de urn i no final de uma sequencia (p. ex., viij) . Seguindo o costume Iatino, os numerais romanos sao
geralmente colocados depois de urn simbolo ou termo (p. ex.,dpsulas nQ xxiv ou ons:as fluidas xi]).
CALCULOS FARMACEUTJCOS 21
de partes de aliquota nas quais 1 e dividido; seu numerador, primeiro numero ou numero superior,
especifica o numero de partes que nos interessa.
0 valor de uma frac,:ao e 0 quociente (is to e, 0 resultado da divisao de urn numero por outro) quando seu
numerador e dividido pelo seu denominador. Se o numerador for menor que o denominador, a frac,:ao e
chamada propria e seu valor e menor que 1. Se o numerador e denominador forem iguais, seu valor e 1. Se
0 numerador for maior que 0 denominador, a frac,:ao e chamada impropria e seu valor e maior que 1.
Dois prindpios devem ser compreendidos por qualquer pessoa que tente fazer d.lculos com frac,:6es
comuns.
No primeiro principio, multiplicando-se o numerador aumenta-se o valor de uma frac,:ao, e multi-
plicando-se o denom.wndor diminui-se o seu valor, mas quando numerador e denominador sao multipli-
cados pelo mesmo numero, o valor nao se altera.
2 3x 2 6
7 3 x 7 21
Este prindpio nos permite reduzir duas ou mais frac,:6es a uma denominac,:ao comum, quando necessa-
ria. Geralmente desejamos o menor denominador comum, que e o menor numero divisive! por todos
OS outros denominadores. Esse denominador e facilmente encontrado testando-se sucessivos multiplos
do maior denominador ate que alcancemos urn numero divisive! por todos os outros denominadores.
Entao, multiplicamos tanto o numerador quanto o denominador de cada frac,:ao pelo numero de vezes
que seu denominador e contido no denominador comum.
\
Exemplo: ·'
Reduza asfrar;oes 3/ 4, 4J5 e I/3 a um denominador comum.
Ao testarmos sucessivos multiplos de 5, descobrimos que 60 eo menor numero divisive! por 4, 5 e
3; 4 esra contido 15 vezes em 60; 5, 12 vezes; e 3, 20 vezes.
3 15x3 45
4 15x4 60
4 12x4 48
Respostas
5 12x5 60
1 20x1 20
-
-- -
3 20x3 60
De acordo com o segundo principio, dividir o numerador diminui o valor de uma frac,:ao, e dividir o
denominador aumenta o seu valor, mas quando tanto o numerador quanto o denominador sao divididos
pelo mesmo numero, o valor nao se altera.
6 6+3 2
21 21+3 7
Este prindpio nos permite reduzir uma frac,:ao de dificil manuseio a termos menores mais convenien-
tes, seja durante uma serie de d.lculos ou quando registramos o resultado final. Para reduzirmos uma
frac,:ao a termos menores, dividimos o numerador e o denominador pelo maior divisor comum.
Exemplo:
Reduza 36!2880 aos seus menores termos.
0 maior divisor comum e 36
36 36+36 1
2.880 = 2.880 + 36 = 80' resposta.
Alem de aprender bern esses dois prindpios, o a! uno deve seguir duas regras antes de ten tar usar urn
atalho.
22 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
Regra I. Antes de executar qualquer operas;ao aritmetica que envolva fras;6es, reduza todo numero
misto a uma frarlio impr6pria. Para isso, multiplique o inteiro, ou numero inteiro, pelo denominador
da fras;ao, some o numerador e escreva o resultado em cima do denominador. Por exemplo, antes de
tentar multiplicar 3/ 4 por 11/5, primeiro reduza 11/5 a uma fras;ao impr6pria:
115' == (1x5)+1 == %
5
Se o resultado final de urn cilculo for uma fras;ao impr6pria, voce pode, se quiser, reduzi-lo a urn
numero misto. Para isso, simplesmente divida o numerador pelo denominador e expresse o restante
como uma fras;ao comum, nao como uma fras;ao decimal:
Regra 2 . Ao executar uma operas;ao que envolva uma fras;ao e urn mimero inteiro, expresse (ou pelo
menos visualize) o numero inteiro como uma frarlio que tenha I como seu denominador.
Pense em 3, como 3/1, 42 como 42f 1, e assim por diante. Essa visualizas;ao e desejavel quando uma
fras;ao e subtraida de urn numero inteiro, e e necessaria quando uma fras;ao e dividida por urn numero
inteiro.
Para somar fras;6es comuns, reduza-as a urn denominador comum, some os numeradores e escreva a
soma em cima do denominador comum. Caso sejam usados numeros inteiros e mistos, o procedimen-
to mais seguro (embora nao seja o mais rapido) e aplicar as Regras I e 2. Se a soma for uma fras;ao
impr6pria, voce poded reduzi-la a urn numero misto.
Exemplo:
Na prepararlio de vdrias formulas, um formaceutico utilizou 1!4 onra (oz.), 1/12 oz., 1/8 oz. e 1!6 oz. de
um produto. Calculi! a quantidade total do produto que foi utilizada.
0 menor denominador comum das fras;6es e 24,
6+2+3+4 15
oz. ==-oz.
24 24
Para subtrair ·~rna fras;ao de outra, reduza-as a urn denominador comum, subtraia e escreva a diferens;a
em cima do denominador com urn. Se urn numero inteiro ou misto estiver envolvido, primeiro aplique
as Regras I ou 2. Se a diferens;a for uma fras;ao impr6pria, voce podera reduzi-la a urn numero misto.
Exemplos:
Um paciente hospitalizado recebeu 7/12 litros de uma in.fos!io intravenosa prescrita. Se ele nlio tivesse
recebido o 118 litro final, que frarlio de um litro ele teria recebido?
0 menor denominador comum e 24.
...
CALCULOS f ARMACEUTICOS 23
14- 3 [' ' 11 [' ~ Jtros =
24
Jtros, resposta.
Se 3 onfas Jluidas (jl. oz.) de uma mistura liquida contiverem If24Jl. oz. do produto A, If4 jl. oz. do
produto B, e 1/3 fl. oz. do produto C, quantas onfas fluidas do produto D sao necessdrias?
0 menor denominador cornu~ e 24.
Yz4 = Yz4 ' Y.: = %4 ' e X = %4
1+6+8 15 5
--- fl. oz. = - fl . oz. = - fl. oz.
24 24 8
Imerprete 3 fl. oz. como 311 fl. oz., e reduza-o a uma fras;ao cujo denominador seja 8:
~fl. oz. = 2;Ys fl. oz.
Subtraindo:
24 - 5 19
-- fl. oz. = -fl. oz.
8 8
Altere a diferens;a para urn numero misto:
1% fl. oz. = (19 7 8) fl. oz. = 2 Ys fl. oz., resposta.
I
·'
Multiplica~ao de Fraejoes
Para · multiplicar fras;6es, multiplique os numeradores e escreva a resposta em cima do produto dos
denominadores. Se urn dos ,dois for urn numero misto, primeiro aplique a Regra 1. Se o multiplicador
for urn numero imeiro, simplesmente multiplique o numerador da fras;ao e escreva o produro em cima
do denominador.
Exemplo:
Se a dose de um medicamento de um adulto sao 2 colheres de chd cheias (col. chd), calcule a dose para
uma crianfa se esta for 1 I 4 da dose do adulto.
_!_ x 2 col. cha = 3:_ = _!_col. cha,
4 1 4 2
resposta.
Divisao de Fra~oes
Na divisao de fras;6es, e importame que o aluno compreenda o significado de reciproco. Por definis;ao,
o redproco de urn numero e 1 dividido pelo numero. Por exemplo, o redproco de 3 e I/3, Se voce
aplica a Regra 2 e considera 3 igual a fras;ao 311, seu redproco e igual a inversao dessa fras;ao. Portanto,
de forma geral, quando a e uma fras;ao, seu redproco e I I a e tern 0 mesmo valor da fras;ao invertida.
Assim, o redproco de 114 e 411 ou 4, eo redproco de 2112, ou 512, e 215.
Se a fras:ao 314 e interpretada como 3 dividido por 4, entao se deve enfatizar que dividir por 4 e exata-
mente igual a multiplicar pelo redproco de 4, ou I I 4· Esse metodo de calcular a divisao das fras;6es e chama-
do de metodo redproco, e demonstra a relas;ao redproca, ou relas:ao inversa, entre a multiplicas:ao e a divisao.
Para dividir por uma fras;ao, entao, apenas inverta seus termos e multiplique. Quando uma fras;ao
e dividida por urn numero inteiro, primeiro interprete 0 numero inteiro como uma fras;ao cujo deno-
minador e 1, inverta-a para obter a sua redproca e multiplique-a.
' ;..
24 HOWARD c. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
Exemplos:
Se I / 2 onra e dividida em 4 partes iguais, quanta conterd cada parte?
lmerpretando 4 como 4/ 1,
1 4 1 1 1x 1 1
-oz.7 - =-oz.x- = -- oz.= -oz.,
2 1 2 4 2 x 4 8 resposta.
..
Um fobricante deseja preparar amostras de um ungiiento dentro de envelopes lacrados de aluminio, cada
envelope contendo 1!32 onra de unguento. Quantas amostras podem ser preparadas com llibra (16 onras) de
ungiiento?
16 1 16 32 16x32
- 7- = -X - = - -- = 512 amostras, resposta.
1 32 1 1 1 X 1
Sea dose para uma crianra de um xarope para tosse e 3/4 de co/her de chd e isso representa If4 da dose para
um adulto, qual e a dose para um adulto?
3 I h' 1 3' I h' 4 3 x 4 I h ' 3 I h '
- co . c a 7 -1. = - co . c a x- = - - co . c a = co . c a, resposta.
4 4 4 1 4x1
Fra~oes Decimais
Uma frac;:ao cujo denominador e 10 ou qualquer potencia de 10 e chamada de frac;:ao decimal, ou
simplesmente decimal. 0 denominador de uma frac;:ao decimal nunca e escrito, porque a virgula deci-
mal indica o valor de posicionamento dos numerais. 0 numerador e a virgula decimal sao suficiemes
para expressar a frac;:ao. Portanto, 1/ 10 e escrito 0,1, 45J 100 e escrito 0,45, e 65/ 1.ooo e escrito 0,065.
Todas as operac;:6es com frac;:6es decimais sao realizadas da mesma forma como sao feitas com numeros
imeiros, mas e preciso ter cautela ao colocar a virgula decimal em seu lugar apropriado nos resultados.
Uma frac;:ao decimal pode ser alterada para uma frac;:ao comum escrevendo-se o numerador em
cima do denominador e (se desejado) reduzindo-a a rermos mais baixos:
0,125 = 125 /J.ooo = 1/8
Uma frac;:ao comum pode ser alterada para uma frac;:ao decimal dividindo-se o numerador pelo
denominador (note que o resultado pode ser uma frac;:ao decimal repetida ou infinita):
3/8 = 3 + 8 = 0,375
1/3 = 1 + 3 = 0,3333 ....
Porcentagem
0 termo por cento e seu sinal correspondence, o/o, significa "por uma centena'' . Assim, 50 por cento
(50%) significa 50 partes em cada 100 do mesmo item.
As frac;:6es comuns podem ser convertidas em porcemagem dividindo o numerador pelo denomi-
nador e multiplicando por 100.
Exemplo:
Converta 3/8 para por cento.
3/ 8 X 100 = 37,5%, resposta.
CALCULOS FARMACEUTJCOS 25
Fra<;:6es decimais podem ser convenidas a por cento se multiplicadas por 1000
Exemplo: o
Converta 0, 125 para por centoo
0,125 X 100 = 12,5%, respostao
Exemplos de express6es equivalentes a fra<;:6es comuns, fra<;:6 es decimais e porcentagem sao apresenta-
dos na Tabela 1020
TABELA 102 EQUIVALENCIAS ENTRE FRAv OES COMUNS, FRAvOES DECIMAlS E PORCENTAGEM
Fra~iio Fra~iio Porcentagem Fra~ao Fra~iio Porcentagem
co mum decimal (%) co mum decimal (%)
1/10000 0,001 0,1 1/5 0,2 20
1/500 0,002 0,2 1/4 0,25 25
1/100 0,01 1 1/3 0,333 33,3
1/50 0,02 2 3/8 0,375 37,5
1/40 0,025 2,5 2/5 0,4 40
1/30 0,033 3,3 1/2 0,5 50
1/25 0,04 4 3/5 0,6 60
1/15 0,067 6,7 5/8 0,625 62,5
1/10 0,1 10 2/3 0,667 66,7
1/9 0,111 111 ,1 3/4 0,75 75
1/8 0,125 0' 12,5 4/5 0,8 80
1/7 0,143 14,3 7/8 0,875 87,5
1/6 0,167 16,7 8/9 0,889 88,9
PROBLEMAS PRATICOS
10 Some as seguintes fra<;:6es :
(a) 5/ 8 + 9/32 + i/4
(b) if ;50 + i/200 + if 100
(c) i f6o + i/20 + i/i 6 + i/32
20 Encontre a diferen<;:a:
(a) 3i/2 - iS/64
(b) i/30- i/40
(c) 2i/3- I'/2
(d) if i50 - if 400
3 0 Encontre o produto:
(a) 30/ 75 X i5 / 32 X 25
(b) 2if2 X 12 X 7/ 8
(c) i/ 125 X 9/ 20
40 Quale a redproca de cada numero abaixo?
(a) if iO
(b) 3113
(c) i2fi
(d) 3f 2
(e) F/8
(f) i/64
50 Encontre o quociente:
(a) 2/ 3 _,_ i / 24
~b) i/soooo 7 12
(c) 6i/4 -c- i/2
60 Resolva cada uma das seguintes express6es:
(a) (i/ 120 -c- if iSO) X 50 = ?
!Yz
(b) lOO X 1.000 = ?
(c) 3/ 4 x ? = 48,
(d) ,Y;oo X ? = 50
5
7 0 Qual parte fracional:
(a) de 64 e 2?
(b) de i /i6 e i / 20?
(c) de i/32 e 2?
8 0 Qual fra<;:ao decimal:
(a) de 18 e 2if4?
(b) de 25 e 0,005?
(c) de 70000 e 437,5?
9 0 Escreva os numeros abaixo como decimais e
some-os:
26 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
10. Escreva os numeros abaixo como decimais e
some-os:
3/5, lf2o' 65/J.ooo, 19f4o' 3fs
11. Quantas doses de 0,000065 grama podem ser
feitas com 0,130 grama de urn farmaco?
12. De a fras;ao decimal e os equivalentes porcen-
tuais para cada uma das seguintes fras;5es co-
muns:
(a) 1/35
(b) 3/7
(c) 1/ 250
(d) 11400
13. Se o estudo clfnico de urn novo farmaco de-
monstrasse que ele atendeu aos criterios de
efetividade em 646 dos 942 pacientes testa-
dos no estudo, como seriam os resultados ex-
pressos como uma fras;ao decimal e como uma
porcentagem?
Nota~ao Exponencial
14. Urn farmaceutico possufa 3 ons;as de clori-
drato de hidromorfona. Ele usou o seguinte:
1/ 8 ons;a
1/4 ons;a
Il/2 ons;a
Quantas ons;as de cloridrato de hidromor-
fona restaram?
15. Urn farmaceutico possufa 5 gramas de sulfato
de codefna, que foram usados para preparar o
seguinte:
8 dpsulas, cada uma contendo 0,0325 grama
12 dpsulas, cada uma contendo 0,015 grama
18 dpsulas, cada uma contendo 0,008 grama
Quantos gramas de sulfato de codefna res-
taram depois que ele preparou as dpsulas?
16. A literatura sobre urn produto farmaceutico
indica que 26 dos 2.103 pacientes submeti-
dos a urn estudo clfnico relataram dor de ca-
bes;a depois de ingerir o produto. Calcule (a)
a fras;ao decimal e (b) a porcentagem de pa-
cientes que informaram essa reas;ao adversa.
Muitas medidas ffsicas e qufmicas envolvem tanto numeros muito grandes quanta muito pequenos.
Como freqiientemente e dificil controlar numeros de tal magnitude, mesmo para executar as opera-
s;5es aritmeticas mais simples, e mais adequado empregar a notas;ao exponencial, ou potencias de 10,
para expressa-los. Assim, podemos expressar 121 como 1,21 X 102, 1.210 como 1,21 X 103, e 1.210.000
como 1,21 X 106. Da mesma forma, podemos expressar 0,0121 como 1,21 X 10-2, 0,00121 como
1,21 X 10-3, e 0,00000121 como 1,21 x 10-6.
Quando numeros sao escritos dessa maneira, a primeira parte e chamada de coeficiente, geralmen-
te escrito com urn numero a esquerda da vfrgula decimal. A segunda parte e o fator exponencial ou
potencia de 10. . .
0 expoente representai6 num:ero de casas que a vfrgula decimal foi movida- positivo a esquerda e
negativo a direita- para 'forni~t~ : exponencial. Assim, quando convertemos 19.000 para 1,9 X 104,
movemos a virgula decimal4 ,casas a' ~squerda; conseqtientemente, temos 0 expoente 4. Quando con-
vertemos 0,000001 2,~Para t9 X 10"6, f11~vemos a vfrgula decimal6 casas a direita; conseqiientemente,
temos expoente negativo ~6.
Na multiplica(!io de exponencia,is; os expoentes sao somados. Por exemplo, 102 X 104 = 106. Na
multiplicas;ao de numeros expressos exponencialmente, os coeficientes sao multiplicados de forma ha-
bitual, e en tao esse produto e mull:iplicado pela potencia de 10 encontrada algebricamente a partir da
soma dos expoentes.
Exemplos:
(2,5 X 102) X (2,5 X 104) = 6,25 X 106, ou 6,3 X 106
(2,5 X 102) X (2,5 X 10-4) = 6,25 X 10-2, ou 6,3 X 10-2
(5,4 X 102) X (4,5 X 103) = 24,3 X 105= 2,4 X 106
CALCULOS F ARMACEUTICOS 27
Na divisiio de exponenciais, os expoemes sao subtraidos. Por exemplo, 102 + 105 = 10-3. Na divisao
de numeros expresSOS exponencialmente, OS coeficientes sao divididos de forma habitual e 0 resultado e
multiplicado pela potencia de 10 encontrada algebricamente pela subtrariio dos expoentes.
Exemplos:
(7,5 X 105) + (2,5 X 103) = 3,0 X 102
(7,5 X 10-4) + (2,5 X 106) = 3,0 X 10-10
(2,8 X 10-2) + (8,0 X 10-6) = 0,35 X 104 = 3,5 X 103
Note que em cada urn desses exemplos o resultado e arredondado para o menor numero significati-
vo de casas, sendo expresso apenas com urn numero a esquerda da virgula decimal.
Na adir;iio e subtrar;iio de exponenciais, as express6es devem ser alteradas (movendo-se os pontos
decimais) para formas que tenham qualquer potencia co mum de 10, e emao os coeficientes sao apenas
somados ou subtraidos. 0 resultado deve ser arredondado para o menor numero de casas decimais e
deve ser expresso com urn s6 numero a esquerda da virgula decimal.
1.
2.
Exemplos:
(1,4 X 104) + (5,1 X 103)
1,4 X 104
5,1 X 103 =~ X 104
Total: 1;91 X 104,ou 1,9X 104, resposta.
(1,4 X 104)- (5,1 X 103)1,4 X 104 = 14,0 X 103
=-.2.J. X 1 03
Diferen<;:a: 8,9 X 103, resposta.
(9,83 X 103) + (4, 1 X 101) + (2,6 X 103)
9,83 X 103
4, 1 X 101 = 0,04 1 X 103
2.J2 X 103
Total: 12,471 X 103, ou
12,5 X 103 = 1,25 X 104, resposta.
PROBLEMAS PRATICOS
Escreva os numeros a seguir na forma expo- (d) 2,5 X 105
nencial: (e) 8,6956 X 103
(a) 12.650 3. Calcule o produto:
(b) 0,0000000055 (a) (3,5 X 103) X (5,0 X 104)
(c) 451 (b) (8,2 X 1 02) X (2,0 X 1 0-6)
(d) 0,065 (c) (1 ,5 X 10-6) X (4,0 X 106)
(e) 625.000.000 (d) (1,5 X 103) X (8,0 X 104)
Escreva OS numeros a seguir na forma nume- (e) (7,2 X 105) X (5,0 X 10-3)
nca comum: 4. Calcule o quociente: (a) 4,1 X 106 (a) (9,3 X 105) + (3,1 X 102)
(b) 3,65 X 10-2 (b) (3,6 X 10-4) + (1,2 X 106) (c) 5,13 X 10-6 (c) (3,3 X 107) + (1,1 X 10-2)
-......
- ---
- - -
- ...
28 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
5. Calcule a soma:
(a) (9,2 X 103) + (7,6 X 104)
(b) (1,8 X 10-6) + (3,4 X 10-5)
(c) (4,9 X 102) + (2,5 X 103)
6. Calcule a diferen<;:a:
(a) (6,5 X 106)- (5,9 X 104)
(b) (8,2 X 10-3)- (1,6 X 10-3)
(c) (7,4 X 103)- (4,6 X 102)
Razao, Propor~ao e Varia~ao
Raztio
A magnitude relativa de duas quantidades e denominada razao. k vezes, a razao e definida como o
quociente de dois numeros. Quando duas quantidades estao sendo comparadas, 0 quociente e sempre
expresso como uma operarao, nao como urn resultado; em outras palavras, ele e expresso como uma
frarao, e a fra<;:ao e interpretada como a operayao de dividir o numerador pelo denominador. Portanto,
uma razao nos fornece o conceito de uma fra<;:ao comum que expressa a rela<;:ao entre seus dois mimeros.
A razao entre 20 e 10, por exemplo, nao e expressa como 2 (ou seja, o quociente de 20 dividido por
10), mas sim como a fra<;:ao 20/ 10 . Da mesma forma, quando a fra<;:ao 1/2 e interpretada como uma
razao, ela e tradicionalmente escrita 1:2, e nao e !ida como "um meio", mas sim como "1 para 2".
Todas as regras que governam as fra<;:6es comuns tambem se aplicam a uma razao. 0 principia de
que, se os dois os termos de uma razt,ao sao multiplicados ou divididos por um mesmo numero, o valor
permanece inalterado, 0 valor sendo d quociente do primeiro termo dividido pelo segundo, e particular-
mente importante. Por exemplo, a razao 20:4 ou 20f4 tern o valor de 5; se ambos os termos forem
di~ididos por 2, a razao passa a ser 10:2 ou 10/2; novamente, temos o valor de 5.
Os termos de uma razao devem ser do mesmo tipo, porque o valor de uma razao e urn numero
abstrato que expressa quantas vezes maior ou menor eo primeiro termo (ou numerador) em rela<;:ao ao
segundo termo (ou denominador).b Os termos podem ser numeros abstratos ou numeros concretos da
mesma denomina<;:ao. Assim, podemos ter uma razao de 20 para 4 (20/ 4) ou 20 gramas para 4 gramas
(20 gramas/4 gramas). Para reconhecer essa rela<;:ao claramente, devemos interpretar que a razao expres-
sa, em seu denominador, o numero de partes que uma certa quantidade (usada para compara<;:ao)
contem e, em seu numerador, o numero dessas partes que a quantidade que estamos medindo contem.
Quando duas raz6es tern o mesmo valor, elas sao equivalentes. Urn aspecto interessante das raz6es
equivalentes e que o produto do numerador de uma eo denominador de outra sempre se igualam ao produto
do denominador de uma e ao numerador da outra; ou seja, os produtos cruzados sao iguais:
Porque 2/ 4 = 4!8,
2 X 8 (ou 16) = 4 X 4 (ou 16).
Tambem e verdade que se duas razifes forem iguais, os seus reciprocos serao iguais:
Porque 2/ 4 = 4f 8, entao 4f 2 = Bf 4.
Descobrimos tambem que o numerador de uma frarao e igual ao produto entre o seu denominador e a
outra frarao:
( 15x2) entao 6 = 15 x Ys ou - 5- = 6,
b A razao de urn galao para tres quartilhos nao e 1:3, porque o galao contem 8 quartilhos, e, portanto, a razao e 8:3.
CALCULOS FARMACEUTICOS 29
6 ( 5x6) -e 2 = 5 x~5 ou15 -2.
E o denominador de uma e igual ao quociente de seu numerador dividido pela outra frarlio:
15 = 6 + 2/5 (ou 6 x 5/2) = 15,
e 5 = 2 + 6/15 (ou 2 X 15/6) = 5.
Uma aplicac;:ao pratica extremamente uti! desses fatos e encontrada na proporrlio.
Propor~ao
Uma proporc;:ao e a expressao da igualdade entre duas raz6es. Ela pode ser expressa de tres formas
diferentes:
(1) a:b = c:d
(2) a:b :: c:d
(3) a c
I
.\
b d
Cada uma dessas express6es pode ser lida da seguinte forma: a esra para b assim como c esta para d, e a e d sao
chamados extremos (significando "membros externos") e be c sao as medias ("membros medianos") .
Em qualquer proporc;:ao, o produto dos extremos e igual ao produto dos meios. Esse principia nos
permite achar o termo desconhecido de qualquer proporc;:ao, quando os outros tres termos forem
conhecidos. Se o termo desconhecido for a media, ele sera o produto dos extremos dividido pela media
dada; se for urn extremo, sera o produto dos meios dividido pelo extremo dado. Usando essa informac;:ao,
podemos derivar as seguintes equac;:6es fracionarias:
a c
Se b = d , entao
a = be b = ad c = ad e d = be .
d' c ' b ' a
Em uma proporc;:ao que e ajustada adequadamente, nao importa a posic;:ao dos termos. No entanto,
algumas pessoas preferem colocar o termo desconhecido na quarta posic;:ao - ou seja, no denominador
da segunda razao. E importante nomear as unidades em cada posirlio (p. ex., mL, mg, etc.) para assegurar
a relarlio apropriada entre as razoes de uma proporrlio.
0 uso de raz6es e propon;:6es possibilita a soluc;:ao de muitos dos problemas de dlculos farmaceu-
ticos incluldos neste livro.
Exemplos:
Se 3 comprimidos contem 975 miligramas de aspirina, quantos miligramas existem em 12 comprimidos?
3 (comprimidos) 975 (miligramas)
12 (comprimidos) x (miligramas)
12x975 .1. 3 900 .1. x = m1 1gramas = . m 1 1gramas, resposta.
3
30 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
Se 3 comprimidos contem 975 miligramas de aspirina, quantos comprimidos deveriio conter 3.900
miligramas?
3 (comprimidos) _ 975 (miligramas)
x (comprimidos) 3.900 (miligramas)
3 3.900 . 'd . 'd x = x --compnmi os = 12 compnm1 os, resposta .
975
Se 12 comprimidos contem 3.900 miligramas de aspirina, quantos miligramas existem em 3 comprimidos?
12 (comprimidos) 3.900 (miligramas)
3 (comprimidos) x (miligramas)
3.900 '] ' ']' x = 3 x --m1 1gramas = 975 m1 1gramas, resposta.
12
Se 12 comprimidos contem 3 .900 miligramas de aspirina, quantos comprimidos deveriio conter 975
miligramas?
12 (comprimidos) 3.900 (miligramas)
x (cbmprimidos) 975 (miligramas)
12x975 .. d 3 .. d x = compnmi os = compnmt os, resposta .
3.900
As propors;oes nao prec;isam conter numeros inteiros. Se fras;6es comuns ou decimais forem forne-
cidas nos dados, elas podem ser inclufdas na propors;ao, sem alterar o metodo. Para facilitar o calculo,
recomenda-se que as fras;oes comuns sejam convertidas para fras;oes decimais antes de estabelecer a
propors;ao.
Exemplo:
Se 30 mililitros (mL) representam 1/6 do volume de uma prescrir;iio, quantos mililitros representariio
114 do volume?
Varia~ao
1/ 6 = 0,167 e 1/4 = 0,25
0,167(volume) 30(mL)
0,25 (volume) x (mL)
x = 44,91 ou = 45 mL, resposta.
Nos exemplos anteriores, as relas;oes eram claramente proporcionais. A maioria dos dlculos farmad~u
ticos envolve relas;oes simples e diretas: duas vezes a causa, o dobro do efeito, e assim por diante.
Ocasionalmente, elas envolvem relas;oes inversas: duas vezes a causa, metade do efeito, e assim por
diante, como quando diminuimos a concentras;ao de uma solus;ao, aumentando a quantidade de diluente.c
c Ao represenrarmos uma propon;ao inversa, nao devemos esquecer que toda propon;:ao afirma a equivalencia de duas
frac;:6es; assim, ambos os numeradores devem ser menores ou maiores que os seus respectivos denominadores.CALCULOS FARMACEUTICOS 31
Veja urn problema tfpico de propors;ao inversa:
Se 10 quartilhos de uma soluriio a 5% sao diluidos a 40 quartilhos, qual e a porcentagem de
concentrariio da diluriio?
Analise Dimensional
10 (quartilhos) = x (%)
40 (quartilhos) 5 (%)
10 x 5
x = - - o/o = 1,25o/o,resposta.
40
Ao realizarem dlculos farmaceuticos, alguns alunos preferem usar urn metodo chamado de analise
dimensional (tambem conhecido como analise fatorial ou metodo fatorial). Esse metodo envolve o
seqlienciamento l6gico e a colocas;ao de uma serie de raz6es (chamadas fatores) em uma equas;ao. As
raz6es sao preparadas a partir dos dados apresentados e, tambem, pela seles;ao de fatores de conversao,
e contem tanto as quantidades aritmeticas como suas unidades de medida. Alguns termos sao inveni-
dos (aos seus redprocos) para permitir o cancelamento de unidades identicas no(s) numerador(es) e
denominador(es) e deixar apenas os termos desejados da resposta. Uma das vantagens de se empregar
a analise dimensional e a consolidas;ad de varios passos aritmeticos em uma unica equas;ao.
Para resolver problemas utilizando a analise dimensional, o aluno que nao esti familiarizado como
processo deve considerar os seguintes passos:2,3
Passo 1. Identifique a quantidade dada e sua unidade de medida.
Passo 2. Identifique a unidade desejada na resposta.
Passo 3. Estabeles;a o caminho para conversiio de unidades (partindo da quantidade e unidade dadas
para obter a resposta aritmetica na unidade desejada) e identifique os fatores de conversao
necessarios .. Isso pode incluir:
(a) vm fator de conversao para a quantidade e unidade dadas, e/ou
(b) urn fator de conversao para chegar a unidade desejada na resposta.
~ CAPSULA DE CALCULOS FARMACEUTICOS
Razao e Proporyao
• Uma razao expressa a magnitude relativa de duas quantidades semelhantes (p. ex. , 1:2, expresso
como "1 para 2") .
• Uma propor9ao expressa a igualdade de duas razoes (p. ex., 1:2 = 2:4) .
• Os quatro termos de uma proporgao sao descritos da seguinte forma:
a c
a : b = c : d, ou a : b :: c : d, ou b = d
e sao expressos como "a esta para b assim como c esta para d."
• Dados tres dos quatro termos de uma proporgao, o valor do quarto, ou termo desconhecido, pode ser
calculado.
• 0 metoda razao e proporgao e uma ferramenta util para a resolugao de muitos problemas de calculos
farmaceuticos.
32 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
Passo 4. Estabelec;:a as raz6es nas devidas unidades, de tal forma que, com o cancelamento de unida-
des de medida nos numeradores e denominadores, reste somente a unidade desejada na resposta.
Passo 5. Execute o d.lculo multiplicando os numeradores, multiplicando os denominadores, e divi-
dindo o produto dos numeradores pelo produto dos denominadores.
0 esquema geral demonstrado aqui e na "Capsula de Cilculos Farmaceuticos: Analise Dimensio-
nal" pode ser util para a utilizac;:ao do metodo.
Quantidade
dada
Caminho para conversao de unidades
Faror de conversao para
a quantidade dada
Faror de conversao para
, '"'"'"'"' ,,~i·" I
Calculo da
conversao
Exemplos de Calculos que Utilizam a Analise Dimensional
Quantas ontas jluidas (jl. oz.) hd em 2,5 litros (L)?
Passo 1. A quantidade dada e 2,~ L.
Passo 2. A unidade desejada pari a resposta e ontas.
Quantidade desejada
Passo 3. Os fatores de conversao necessarios sao aqueles que converterao litros em onc;:as.
Como aprenderemos mais adiante, esses fatores de conversao sao os seguintes:
1 litro = 1.000 mL (para converter os 2,5 L dados para mililitros), e
1 onc;:a = 29,57 mL (para converter mililitros para onc;:as) .
Passo 4. A configurac;:ao do caminho para conversao de unidades:
Caminho para conversao de unidades
Quantidade
dada
Faror de conversao para
a quamidade dada
Faror de conversao para
, '"'"'"'"' ,,.;,,, I
1 fl. oz.
Calculo da
conversao. Quantidade desejada
2,5 L 1.000 mL
1 L 29,57 mL
Nota: 0 caminho para conversao de unidades e configurado de tal forma que todas as unidades de
medida serao anuladas, exceto a unidade desejada na resposta, ontas, que e colocada no numerador.
Passo 5. Fac;:a o cilculo:
Caminho para conversao de unidades
Quanti dade Faror de conversao para Faror de conversao para Calculo da
dada a q uantidade dada a quantidade desejada conversao Quantidade desejada
2,51:: 1.000 .m:L 1 fl . oz. 2,5 X 1.000 X 1 2.500 84,55 fl. oz.
1 1::: 29,57 mt: 1 X 29,57 29,57
ou
2,5X X l.OOO.mL X 1 fl . oz. = 2,5 X 1.000 X 1 = 2.500 = 84,5 5 fl. oz.
lL 29,57 .mL 1 X 29,57 29,57
,
CALCULOS F ARMACEUTICOS 33
~ CAPSULA DE CALCULOS FARMACEUTICOS
Analise Dimensional
• Trata-se de um metoda alternativo ao metoda de razao e propon;:ao para resolw;:ao de problemas de
calculos farmaceuticos.
• 0 metoda envolve o sequenciamento 16gico e coloca~tao de uma serie de raz6es para incorporar multi-
plos passos aritmeticos em uma unica equa~tao .
• Ao aplicarmos determinados fatores de conversao a equa~tao - tais como recfprocos - as unidades
indesejadas de medida sao canceladas, restando o resultado aritmetico e a unidade desejada.
• Esquema de analise dimensional:
Quanti dade
dada
Caminho para conversao de unidades
Fator de conversao para
a quanridade dada
Faror de conversao para
, q "'"'hl''"'"'i"'• l
l
. \
Calculo da
conversao
Nota: 0 problema tambem pode ser resolvido por razao e propon;;ao:
Passo 1.
Passo 2.
___!_Ql_ = 1·000 (mL); x = 2.500 mL
2,5 (L) x (mL)
29,57 (mL) 1 (fl. oz.)
2.500 mL x (fl. oz.)
x = 84,55 fl. oz., resposta.
Quanridade desejada
Uma prescrir;iio medica requer que 1.000 mililitros de uma infusiio intravenosa de dextrose sejam
administrados durante um periodo de 8 horas. Utilizando-se uma administrar;iio intravenosa que Libera
10 gotaslmililitro, quantas gotas por minuto deveriam ser administradas ao paciente?
Resoluc;;ao por razao e propon;;ao:
8 horas = 480 minutos (min)
1.000 gotas 1 . 1.000..mL x x = 21 gotas por mmuro, resposta.
1.mt: 480 min
Nota: "Gotas" foram colocadas no numerador e "minutos" no denominador para chegar a resposta no
termo desejado, gotas por minuto.
34 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
PROBLEMAS PRATICOS
1. Se uma injes;ao de insulina contem 100 uni-
dades de insulina em cada mililitro, quantos
mililitros devem ser injetados para que urn
paciente receba 40 unidades de insulina?
2. 0 elixir pediatrico Digoxina* (LANOXJNA)
contem 0,05 mg de digoxina em cada milili-
tro de elixir. Quantos miligramas de digoxi-
na seriam administrados com uma dose de
0,6 mL?
3. Em urn estudo clfnico, o farmaco triazolam
provocou sonolencia em 30 dos 1.500 pacien-
tes testados. Quantos pacientes de uma de-
terminada farmacia poderiam esperar efeitos
semelhantes, em uma contagem de 100 pa-
cientes?
4. Uma f6rmula para 1.250 comprimidos con-
tern 3,25 gramas (g) de diazepam Quantos
gramas de diazepam deveriam ser tisados para
preparar 350 comprimidos?
5. Se 100 dpsulas contem 500 mg de urn in-
grediente ativo, quantos miligramas do ingre-
diente estarao contidos em 48 dpsulas?
6. Cada comprimido de TYLENOL COM
CODEfNA** contem 30 mg de fosfato de co-
deina e 300 mg de parace_tamol. Se ingerisse
dois comprimidos diariamente durante uma
semana, quantos miligramas de cada farmaco
o paciente tomaria?
7. Urn xarope para tosse contem 10 mg de dex-
trometorfan hidrobromida por 5 mL. Quan-
tos miligramas do farmaco estao contidos em
urn recipiente de 120 mL do xarope?
8. Se urn fluido intravenoso e ajustado para li-
berar 15 mg de urn medicamento por hora a
urn paciente, quantos miligramas do medica-
memo sao liberados por minuto?
9. 0 medicamento biotecnol6gico filgrastim
(NEUPOGEN) esti disponfvel emfrascos
que contem 480 microgramas (meg) de fil-
grastim por 0,8 mL. Quantos microgramas
de medicamento seriam administrados em
cada injes;ao de 0,5 mL?
10. Urn frasco com 100 comprimidos de urn far-
maca custa ao farmaceutico R$ 42,00. Qual
seria o custo de 24 comprimidos?
11. Quantos comprimidos de 0,1 mg conterao a
mesma quantidade de farmaco que 50 com-
primidos que contem 0,025 mg cada urn do
mesmo farmaco?
12. Aciclovir (ZOVIRAX) suspensao contem
200 mg de aciclovir em cada 5 mL. Quantos
miligramas de aciclovir estao contidos em urn
quartilho (473 mL) de suspensao?
13. Urn aerossol inalat6rio dosificador contem
225 mg de sulfato de metaproterenol que e
suficiente para 300 inalas;6es. Quantos mili-
gramas de sulfato de metaproterenol sao ad-
ministrados a cada inalas;ao?
14. Urn produto vitamfnico pediatrico contem o
equivalente a 0,5 mg do {on fluoreto em cada
mililitro. Quantos miligramas do fon fluore-
to seriam fornecidos por urn dispositive que
Iibera 0,6 mL?
15 . Se uma vitamina pediatrica contem 1.500
unidades de vitamina A por mililitro de solu-
s;ao, quantas unidades de vitamina A sao ad-
ministradas a uma crians;a que recebe 2 gotas
da solus;ao de urn conta-gotas calibrado para
liberar 20 gotas por mililitro de solus;ao?
16. Urn elixir contem 40 mg de farmaco em cada
5 mL. Quantos miligramas do farmaco seriam
utilizados para preparar 4.000 mL do elixir?
17. Urn elixir de sulfato ferroso contem 220 mg
de sulfato ferroso em cada 5 mL. Se cada mi-
ligrama de sulfato ferroso contem o equiva-
lente a 0,2 mg de ferro elementar, quantos
miligramas de ferro elementar estariam repre-
sentados em cada 5 mL do elixir?
* N. de T.: Exemplo de especialidade farmaceutica disponivel no Brasil: Digoxina (Glaxo).
** N. de T.: Exemplo de especialidade farmaceutica disponivel no Brasil: Tylex (Janssencilag).
18. A uma temperatura constante, o volume de
urn gas varia inversamente em rela<;ao a pres-
sao. Se urn gas ocupa urn volume de 1.000 mL
a uma pressao de 760 mm, qual eo seu volu-
me a uma pressao de 570 mm?
19. Se uma solu<;ao oftalmica contiver 1 mg de
fosfato de dexametasona em cada mililitro de
solu<;ao, quantos miligramas de fosfato de
dexametasona estariam contidos em 2 gotas,
se o conta-gotas utilizado liberasse 20 .gotas
por mililitro?
20 . Urn recipiente de spray nasal de 15 mL Iibera
20 sprays por mililitro de solu<;ao, sendo que
cada spray contem 1,5 mg de farmaco. (a)
Qual e 0 numero total de sprays que serao li-
berados? (b) Quantos miligramas de farmaco
estao contidos no recipiente de 15mL de spray?
21. Uma prepara<;ao de penicilina V potassica
possui 400.000 unidades em cadak omprimi-
do de 250 mg. Quantas unidades urn pacien-
te receberia se tomasse quatro comprimidos
por dia durante 10 dias?
22. Se urn pacote de , 5 g de urn suplemento de
porassio prove 20 m'iliequivalentes do ion
porassio e 3,34 miliequivalentes do fon clore-
to, (a) quantos gramas do po proveriam 6 mi-
liequivalentes do ion porassio, e (b) quanto
miliequivalentes do ion cloreto seriam provi-
dos por essa quantidade de po?
Numeros Significativos
CALCULOS FARMACEUTICOS 35
23. Se urn elixir de cloreto de porassio contem 20
miliequivalentes do ion porassio a cada 15 mL
de elixir, quantos mililitros darao ao paciente
25 miliequivalentes do ion potassio?
24. A concentra<;ao serica do farmaco antibacte-
riano ciprofloxacina aumenta proporcional-
mente com a dose de farmaco administrada.
Se uma dose de 250 mg de farmaco resulta
em uma concentra<;ao serica de 1,2 microgra-
mas de farmaco por mililitro, quantos micro-
gramas de farmaco seriam esperados por mi-
lilitro de sangue, se for administrada uma dose
de 500 mg de farmaco?
25. A dosagem do farmaco tiabendazol (MINTE-
ZOL)* e determinada em propor<;ao direta ao
peso do paciente. Se a dose de urn farmaco
para urn paciente que pesa 150 Iibras e de 1,5
gramas, qual seria a dose para urn paciente
que pesa 110 Iibras?
26. Se 0,5 mL de uma vacina para o virus da ca-
xumba contiver 5.000 unidades de antigeno,
quantas unidades haveria em cada mililitro,
se '0,5 mL de vacina fosse diluido com 2 mL
de agua para inje<;ao?
27. Uma amostra de ginseng oriental contem
0,4 mg de componentes ativos em cada 100 mg
de p6. Quantos miligramas de componentes
ativos estariam contidos em 15 mg do p6 da
planta?
Quando contamos objetos com exatidao,. qualquer numero no numeral que expressa o numero total de
objetos deve ser considerado em rela<;ao ao seu valor de face. Esses numeros podem ser chamados de
absolutos. Quando registrarmos uma medida, 0 ultimo numero a direita deve ser considerado uma
aproximariio, uma admissao de que o limite de precisao possivel ou de exatidao necessaria foi alcan<;ado
e que quaisquer numeros adicionais a direita nao seriam significativos - em outras palavras, seriam
insignificantes para urn determinado proposito, ou seriam desnecessarios.
Urn numero denominado, como 325 gramas, e interpretado da seguinte forma: 0 3 significa 300
gramas, nem mais nem menos, e o 2 significa exatamente 20 gramas a mais; mas o 5 final significa
aproximadamente 5 gramas a mais, ou seja, 5 gramas mais ou menos alguma frariio de um grama. Se essa
fra<;ao e, para urn determinado proposito, desprezivel, depende da precisao com que a quantidade foi
(ou sera) pesada.
* N . de T.: Exemplo de especialidade farmaceurica disponivel no Brasil: Thiaben (Uci Farma) .
...
36 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
Portanto, numeros significativos sao numeros sucessivos que expressam o valor de urn numero
denominado de forma suficientemente precisa para urn determinado prop6sito. A exatidao varia com
0 quantidade de numeros significativos, que sao todos absolutos em valor, com exces;ao do ultimo, que
e chamado de incerto.
Qualquer urn dos dfgitos em urn numero denominado valido deve ser considerado significativo.
No entanto, se o zero e significativo ou nao, depende de seu posicionamento ou de fatos conhecidos
sobre urn determinado numero.
A interpreta<;:ao do zero pode ser resumida da seguinte maneira:
1. Qualquer zero entre dfgiros e significativo.
2. Zeros iniciais a esquerda do primeiro dfgito nunca sao significativos: eles sao inclufdos meramente
para indicar a localizas;ao da vfrgula decimal e, assim, atribuir urn valor para os dfgitos que os
sucedem.
3. Urn ou mais zeros finais a direita da vfrgula decimal podem ser considerados significativos.
Exemplos:
Considerando-se que OS seguintes numeros sao todos denominados:
1. Em 12,5, ha tres numeros significativos; em 1,256, ha quatro numeros significativos; e em 102,56,
ha cinco numeros significativos.
2. Em 0,5 ha um numero significative. 0 dfgiro 5 indica quanros decimos nos temos. 0 0 nao-
significativo simplesmente chama a nossa atens;ao para a vfrgula decimal.
3. Da mesma forma, em 0,05, ha apenas um numero significativo, assim como em 0,005.
4. Em 0,65, existem dois numeros significativos, assim como em 0,065 e 0,0065.
5. Em 0,0605 existem tres numeros significativos. 0 primeiro 0 indica a vfrgula decimal, o segundo 0
. indica 0 numero de casas a direita da vfrgula decimal ocupadas pelos numeros restantes, e 0 terceiro
0 contribui significativamente para o valor do numero. Em 0,06050, ha quatro numeros significa-
tivos, porque 0 ultimo 0 tambem contribui para 0 valor do numero.
Como ja foi apontado, urn dos fatores que determina o grau de aproximas;ao para apurar a medida
e a precisao do instrumento utilizado. Seria incorrero argumentar que 7,76 mililitros foram medidos
em urn i~strumento calibrado em unidades de 1 mililitro, ou que 25,562 gramas foram pesados em
uma balan<;:a com sensibilidade para pesar 0,01 grama.
Devernos distinguir de forma clara numeros significativos de casas decimais.Ao registrarmos uma
medida, o numero de casas decimais que inclufmos indica o grau de precisiio com o qual a medida foi
fiita; por outro lado, a quantidade de numeros significativos indica o grau de exatidiio necessaria para
urn determinado prop6sito.
As vezes, precisamos registrar urn valor "correto para (tantas) casas decimais." Nunca devemos
confundir essa expressao comum com a expressao "correto para (tantos) numeros significativos". Por
exemplo, se o valor 27,625918 e arredondado para cinco casas decimais, escreve-se 27,62592; mas
quando esse valor e arredondado para cinco numeros significativos, escreve-se 27,626.
Regras de Arredondamento
1. Ao arredondar uma medida, diminua ao maximo o numeros de casas, pois, dessa forma, tera ape-
nas urn numero incerto. Por exemplo, ao usar uma regua calibrada em centfmetros, seria correto
registrar uma medida como 11,3 centfmetros, mas seria incorreto registra-la como 11,32 centfme-
tros, pois os 3 (decimos) sao incertos e nenhum ourro numero deveria vir a seguir.
2. Ao eliminar nlimeros superfluos em urn cilculo, adicione 1 ao Ultimo nlimero se este for igual ou maior
do que 5. Por exemplo, 2,43 pode ser arredondado para 2,4, mas 2,46 deve ser arredondado para 2,5.
'
:
CALCULOS F ARMACEUTICOS 37
3. Ao adicionar ou subtrair numeros aproximados, inclua apenas o numero de casas decimais do nu-
mero, de forma que o resultado final tenha o minimo de casas decimais possiveis. Por exemplo, ao
adicionar 162,4 gramas + 0,489 gramas + 0,1875 gramas + 120,78 gramas, 0 resultado da soma e
283,8565 gramas, mas com o arredondamento e 283,9 gramas. Entretanto, quando urn instru-
mento tern a capacidade de pesar com precisao todas as quantidades em urn determinado cilculo,
. o arredondamento pode ser considerado inapropriado.
Em rela<;ao ao que foi descrito acima, existe uma suposi<;ao feita em calculos farmaceuticos de
que todas as medidas descritas em uma prescrifao ou na manipulafao de uma formula sao executadas
com igual precisao pelo formadutico. Assim, por exemplo, seas quantidades 5,5 gramas, 0,01 grama,
e 0,005 grama sao especificadas em uma formula, elas podem ser somadas como se fossem pesos
exatos, cujo resultado seria 5,515 gramas.
4. Ao multiplicar ou dividir dois numeros aproximados, retenha apenas a quantidade de numeros
significativos do numero que river a menor quantidade de numeros significativos. Por exemplo, se
multiplicar 1,6437 gramas por 0,26, a resposta pode ser arredondada de 0,427362 gramas para
0,43 gramas.
5. Ao multiplicar ou dividir urn numero aproximado por urn numero absoluto, o resultado deve ser
arredondado para a mesma quantidade de numeros significativos do numero aproximado. Assim,
se 1,54 miligramas sao multiplicados por 96, o produto, 243,84 miligramas, pode ser arredondado
para 244 miligramas, ou para tres numeros significativos.
\
.\
PROBLEMAS PRATICOS
1. Informe a quantidade de numeros significa-
tivos em cada das quantidades em itdlico:
(a) Uma on<;a e igual a 29,57 mililitros.
(b) Urn litro e igual a 1.000 mililitros.
(c) Uma polegada e igual a 2,54 centimetros.
(d) 0 custo de ·urn ingrediente e de R$1,05
por quilo.
(e) Urn grama e igual a 1.000.000 microgra-
mas.
(f) Urn micrograma e igual a 0,001 mili-
grama.
2. Arredonde OS numeros abaixo para tres nu-
meros significativos:
(a) 32,75
(b) 200,39
(c} 0,03629
(d) 21,635
(e) 0,00944
3. Arredonde os numeros abaixo para tres casas
decimais:
(a) 0,00083
(b) 34,79502
(c) 0,00494
(d) 6,12963
4 . Se uma mistura de sete ingredientes contiver
os seguintes pesos aproximados, qual o total
aproximado do peso combinado dos ingre-
dientes?
26,83 gramas, 275,3 gramas, 2,752 gramas,
4,04 gramas, 5,197 gramas 16,64 gramas e
0,085 grama.
5. Efetue OS calculos abaixo, mantendo apenas
os numeros significativos nos resultados:
(a) 6,39 - 0,008
(b) 7,01- 6,0
(c) 5,0- 48,3 gramas
(d) 24 X 0,25 grama
(e) 56,824 + 0,0905
(f) 250 + 1,109
38 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
Estimativa
Uma das melhores formas de conferir se urn dlculo numerico e razoavel e estimar a resposta. Se
chegarmos a uma resposta errada, usando urn metodo errado, uma repeti<;ao mednica do dlculo pode
nao revelar o erro. Entretanto, urn resultado absurdo, tal como a coloca<;ao do vfrgula decimal no lugar
errado, provavelmente nao passara despercebido se antes for realizada uma esrimativa.
Como e imprescindfvel que os farmaceuricos garantam a exatidao de seus dlculos empregando
todos os recursos possfveis, os alunos de farmacia sao aconselhados a utilizar a estimativa como urn
desses recursos. A habilidade de estimar e obrida com a pratica constance. Portanto, os alunos de
farmacia devem adquirir o habito de estimar a resposta para cada problema, antes de tentar resolve-lo.
A estimativa e empregada como urn dos meios para julgar a racionalidade do resultado final.
E importance conferir a exatidao de cada dlculo, primeiro somando a coluna para cima e depois
para baixo. Conseqiientemente, o aluno deve seguir invariavelmente este procedimento: (1) estimar,
(2) calcular, (3) conferir.
0 processo de estimativa e basicamente simples. Primeiro, OS numeros dados em urn problema sao
arredondados mentalmente para numeros ligeiramente maiores ou menores que contenham menos
numeros significativos; por exemplo, 59 seria arredondado para 60, e 732 para 700. A seguir, os
dlculos necessarios sao executados, ate onde for possfvel, mentalmente, e o resultado, embora seja urn
pouco maior ou menor que a resposta exata, e aproximado o bastante para servir como uma estimativa.
Na adirao, podemos obter uma ~timativa razoavel do total somando primeiro os numeros da
coluna que esriver mais a esquerda. Os numeros remanescentes descartados de cada numero provavel-
mente indicam mais ou menos do que a metade do valor de uma unidade da ordem que acabamos de
adicionar e, conseqiientemente, ao somat6rio da coluna mais a esquerda, adicionamos metade para
cada numero na coluna.
Exemplo:
Some os seguintes numeros: 7.428, 3.652, 1.327, 4.605, 2.791 e 4.490.
Estimativa:
Os null!eros na coluna de milhares somam 21.000, e com cada numero que contribui 500 ou mais
em media, ou cada par que contribui 1.000 ou mais, obtemos 21.000 + 3.000 = 24.000, resposta
estimada (resposta certa, 24.293).
Na multiplicarao, o produto dos dois dfgitos posicionados mais a esquerda, somados a urn numero
suficiente de zeros para dar o posicionamento correto ao valor do resultado, serve como uma boa
estimativa. 0 numero de zeros providos deve ser igual ao numero total de numeros descartados. A
aproxima<;ao para a resposta correta e mais precisa se os numeros descartados sao usados para arredon-
dar 0 valor dos numeros retidos.
Exemplo:
Multiplique 612 por 413.
Estimativa:
4 X 6 = 24, e como descartamos quatro numeros, temos que prover quatro zeros, o que resulta em
240.000, resposta estimada (resposta certa, 252.756).
Na divisao, os numeros dados podem ser arredondados para aproxima<;6es conveniences, mas, no-
vamente, e necessaria ter cuidado para preservar o posicionamento correto ao valor do resultado.
Exemplo:
Divida 2.456 por 5,91.
Estimativa:
Os numeros podem ser arredondados para 2.400 e 6. Podemos dividir 24 por 6 mentalmente, mas
precisamos lembrar dos dois zeros substitufdos por 56 em 2.456. A resposta estimada e 400 (resposta
certa, 416).
1. Estime as somas:
(a) 5.641 (b) 3.298
2.177 368
294 5.192
8.266 627
~ tl12
2. Estime os produros:
(a) 42 X 39 ==
(b) 365 X 98 ==
(c) 596 X 204 ==
(d) 6.549 X 830 ==
(e) 8.431 X 9.760 ==
(f) 2,04 X 705,3 ==
(g) 0,0726 X 6.951 ==
(h) 6,1 X 67,39 == .
CALcULos FARMACEuncos 39
PROBLEMAS PRATICOS
(c) R$ 75,82
37,92
14,69
45,98
28,91
1.2.JU
\
. )
3. Estimeos quocientes:
(a) 171 7 19 ==
(b) 18472.300==
(c) 160 7 3.200 ==
(d) 86.450 772 ==
(e) 98.000 7 49 ==
(f) 1,07 45 7 500 ==
(g) 1,9214 7 0,026 ==
(h) 458,4 7 8 ==
RESPOSTAS PARA OS PROBLEMAS PRATICOS
Numerais Romanos (p. 20)
1. (a) xxviii
(b) lxiv
(c) lxxii
(d) CXxvi
(e) xcix
(f) xxxvii
(g) lxxxiv
(h) xlviii
(i) MCMLXXXIX
2. (a) 41
(b) 150
(c) 1.959
(d) 1.814
3. (a) 45
(b) 2
(c) 48
(d) 64
(e) 16
(f) 84
Fra~oes Comuns, Fra~oes Decimais e
Porcentagem (p. 25)
1. (a) 37/ 32 ou 1 5/ 32
(b) 131600
(c) 77 I 480
2. (a) 209/ 64 ou 3 17/ 64
(b) l/1 20
(c) 5/ 6
(d) !f 240
3. (a) 225/ 48 ou 4 11/16
(b) I05J4 ou26 1/ 4
(c) 9/ 2.500
4. (a) 10/1 ou 10
(b) 3/10
(c) 1/ 12
(d) 2f 3
(e) s; 15
(f) 64J 1 ou 64
5. (a) 4BJ3 ou 16
(b) 1 I 6o.ooo
(c) 25/ 2 ou 12 I/2
40 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
6. (a) 62 1/ 2
(b) 15
(c) 64
(d) 12.500
7. (a) 1/32
(b) 4f 5
(c) 64f 1
8. (a) 0,125
(b) 0,0002
(c) 0,0625
9. 2,048
10. 1,565
11. 2.000 doses
12. (a) 0,028 ou 2,8%
(b) 0,43 ou 43%
(c) 0,004 ou 0,4%
(d) 0,0025 ou 0,25%
13. 0,68 ou 68%
I
·'
14. 1 1/8 ons;as de cloridrato de hidromorfona
15. 4,416 gramas de sulfato de codefna
16. 0,012 ou 1,2%
Nota~oes ExponEmciais (p. 27)
1. (a) 1,265 X 104
(b) 5,5 X 10-9
(c) 4,51 x 102
(d) 6,5 X 10-2
(e) 6,25 X 108
2. (a) 4.100.000
(b) 0,0365
(c) 0,00000513
(d) 250.000
(e) 8.695,6
3. (a) 17,5x107 =1,75x108
(b) 16,4 X i0-4 = 1,64 X 10-3
(c) 6,0 X 100 = 6
(d) 12 X 107 = 1,2 X 108
(e) 36 X 102 = 3,6 X 103
4. (a) 3,0 X 103
(b) 3,0 X 10-10
(c) 3,0x 109
5. (a) 8,52 X 104, ou 8,5 X 1Q4
(b) 3,58 X 10-5, ou 3,6 X 10-5
(c) 2,99 X 103, ou 3,0 X 103
6. (a) 6,441 X 106, ou 6,4 X 106
(b) 6,6x10-3
(c) 6,94 X 103, ou 6,9 X 103
Razao, Propor~ao, Varia~ao e Analise
Dimensional (p. 34)
1. 0,4 mL de injes;ao de insulina
2. 0,003 mg de digoxina
"
3. 2 pacientes
4. 0,91 g de diazepam
5. 240 mg
6. 420 mg de fosfato de codefna e 4.200 mg de
acetaminofeno
7. 240 mg de dextrometorfan
8. 0,25 mg
9. 300 meg de filgrastina
10. R$ 10,08
11. 121/ 2 comprimidos
12. 18.920 mg de aciclovir
13. 0,75 mg de sulfato de metoproterenol
14. 0,3 mg do fon fluoreto
15. 15 0 unidades de vi tam ina A
16. 32.000 mg
17. 44 mg de ferro elementar
18. 1.333 mL
19. 0,1 mg de fosfato de dexametasona
20. (a) 300 sprays
(b) 450 mg
21. 16.000.000 unidades
22. (a) 1,5 g
(b) 1 miliequivalente do fon cloreto
23. 18,75 mL
24. 2,4 microgramas de ciprofloxacina
- ~-
I
I ;,.
2 5. 1, 1 g de tiabendazol
26. 2.500 unidades de antigeno
27. 0,06 mg
Numeros Significativos (p. 37)
1. (a) quatro
(b) quatro
(c) tn~s
(d) tres
(e) sete
(f) urn
2. (a) 32,8
(b) 200
(c) 0,0363
(d) 21,6
(e) 0,00944
3. (a) 0,001
(b) 34,795
(c) 0,005
(d) 6,130
4. 330,8 g
5. (a) 6,38
(b) 1,0
(c) 240 g
REFERENCIAS
(d) 6,0 g
(e) 628
(f) 225
Estimative (p. 39)
CALCULOS FARMACEUTICOS 41
1. (a) 20.500 (19.881)
(b) 14.500 (14.320)
(c) R$ 240,00 (R$ 253,19)
2. (a) 40 X 40 = 1.600 (1 .638)
(b) 360 X 100 = 36.000 (35.700)
(c) 600 X 200 = 120.000 (121.584)
(d) 7.000 X 800 = 5.600.000 (5.435.670)
(e) 8.000 X 10.000= 80.000.000 (82.286.560)
(f) 2 X 700 = 1.400 (1.438,812)
(g) (7 X 70) = 490 (504,6426)
(h) 6 X 70 = 420 (411,079)
3. (a) 170 + 20 = 8,5 (9,0)
(b) 180 + 2.000 = 0,09 (0,08)
(c) 16 + 320 = 1120 ou 0,05 (0,05)
(d) 8.400 + 7 = 1.200 (1.200,7)
(e) 9.800 + 5 = 1.960 (2.000)
(f) 0,01 + 5 = 0,002 (0,002149)
(g) 19 + 0,25 = 19 X 4 = 76 (73,9)
(h) 460 + 8 = 57,5 (57,3)
1. "Roman Numerals." lnfoplease. © 2000-2004 Pearson Education, publishing as lnfoplease. 16 Aug. 2004. http:/
/www.infoplease.com/ipa/ AOOO 1734.html.
2. Disponivel em: http: //www2.ausrincc.edu/barnes/da.hrml. Acessado em 20/08/2004.
3. Craig GP. Clinical Calculations Made Easy. 2nd Ed. Baltimore: Lippincott Williams & Wilkins, 2001.
Sistema 1 .... ~
Medidas
0 Sistema Internacional de Medidas (SI), antigamente chamado de sistema metrico, e urn sistema
decimal de pesos e medidas internacionalmente reconhecido. Ele foi formulado na Fran<;:a, no fim do
seculo XVIII. Em 1866, o uso do sistema metrico foi legalizado nos Estados Unidos, mas nao se
tornou obrigat6rio. Em 1875, os Estados Unidos assinaram urn acordo internacional, conhecido como
Treaty of the Meter, que criou o International Bureau of Weights and Measures, em Sevres, Fran<;:a, a
fim de estipular padr6es de medida para uso mundial. Em 1960, o Sistema lnternacional de Medidas
(Le Systeme lnternacional d'Unites), uma versao modernizada do sistema metrico, foi desenvolvido
pela Conferencia Geral de Pesos e Medidas (Conference Generale des Poids et Mesures). Para encora-
' jar a conversao ao sistema internacionil, o Congresso norte-americana aprovou o Aro de Conversao
Metrica de 1975 e a Lei Geral Relativa ao Comercio e a Competitividade, de 1988. 0 processo de
mudan<;:a dos sistemas comuns e unidades de medida (p. ex., libras, pes, gal6es) para o sistema metrico
SI e chamado de transi<;:ao metrica ou metrifica<;:ao. Atualmente, a pesquisa farmaceutica e a industria,
os compendios oficiais, a United States Pharmacopeia- National Formulary e a pratica farmaceutica
utilizam a conversao para o sistema internacional. As raz6es para essa transi<;:ao incluem a simplicidade
do sistema decimal, a clareza provida pelas unidades basicas e prefixos do SI e a facilidade de intercim-
bio cient{fico e profissional como uso de urn sistema de pesos e medidas padronizado e aceito interna-
cionalmente.
As unidades basicas do SI sao o metro e o quilograma. Originalmente, o metro era definido como
1 I 4o.ooo.ooo da circunferencia polar da Terra. A ciencia moderna refinou a defini<;:ao de metro para
torna-la mais precisa: e a distincia que a luz viaja no vacuo em 1/299 .792.458 de segundo. Em termos dos
sistemas comuns, urn metro equivale a 39,37 polegadas, ou seja, e ligeiramente maior do que uma
trena com 36 polegadas. A massa (peso) de urn quilograma, originalmente definida como a massa
de urn litro de agua, e atualmente representada pela massa padronizada de uma barra de platina-
iridic mantida em urn cafre na Fran<;:a. Para fins comparatives com o sistema comum, urn quilo-
grama equivale a aproximadamente 2,2 libras. Embora nao sejam abordadas oeste livro, o sistema de
medidas inclui outras areas, como, por exemplo, for<;:a, viscosidade, eletricidade, luminosidade e som,
entre outras. 1
Cada tabela do SI contem uma unidade definitiva ou primaria. Para comprimento, a unidade
primaria e 0 metro; para volume, 0 litro; e para peso, 0 grama (embora, tecnicamente, 0 quilograma seja
considerado a unidade basica hist6rica). Subdivis6es e multiplos dessas unidades primarias, seus valo-
res relativos e seus prefixos correspondentes estao dispostos na Tabela 2.1 .
As subdivis6es padronizadas e OS multiplos das unidades primarias sao chamados de nomendatu-
ras, e 0 numero empregado conjuntamente a uma nomenclatura e chamado de numero denominado.
Por exemplo, em 5 miligramas, 5 e o numero denominado e miligramas e a nomenclatura. As formas
reduzidas para unidades do SI (tais como em, para cendmetro) sao chamadas de simbolos, em vez de
abrevia<;:6es. 1
CALCULOS F ARMACEUTICOS 43
TABELA 2.1 PREFIXOS E VALORES RELATIVOS DO SISTEMA INTERNACIONAL (SI)
Prefixo
Subdivisoes
ato-
fento-
pico-
nano-
micro-
mili-
centi-
deci-
Muttiplos
deca-
hecto-
quilo-
miria-
mega-
giga-
tera-
peta-
ex a-
Significado
um quintilhonesimo (1 o-18) da unidade basica
um quadrilhonesimo (1 o-15) da unidade basica
um trilhonesimo (10-12) da unidade basica
um bilhonesimo (10-9) da unidadebasica
um milionesimo (10-6) da unidade basica
um milesimo (10-3) da unidade basica
um centesimo (1 o-2) da unidade basica
um decimo (10-1) da unidade basica
10 vezes a unidade basica
100 vezes (102) a unidade basica
1.000 vezes (1 03) a unidade basica
10.000 vezes (1 04) a unidade basica
1 milhfw de vezes (1 06) a unidade basica
1 bilhao de vezes (109) a unidade basica
1 trilhao de vezes (1 012) a unidade basica
1 quadrilhao de vezes (1 015) a unidade basica
1 quintilhao de vezes (1 018) a unidade basica
l
. \
Diretrizes para o Uso Correto do 51
A seguir, apresentaremos algumas diretrizes para o uso correto do SI, segundo a U.S. Metric Associa-
tion, assim como algumas considerac;:6es pertinentes a pratica farmaceutica: 1
• Nomes de unidades e sfmbolos geralmente sao escritos em letras mintisculas, exceto quando utili-
zados no inicio de uma sentenc;:a ou em tftulos. Entretanto, o sfmbolo para litro (L) pode ou nao ser
escritoem letra maiuscula. Exemplos: 4 Lou 41, mas 4 mm e 4 g, em vez de 4 Mm e 4 G.
• Nos Estados Unidos, o marcador decimal (ou vfrgula decimal) e colocado na linha com a nomen-
clatura e o ntimero denominado; porem, em alguns pafses, uma vfrgula ou urn ponto acima da
linha tambem sao urilizados. Exemplos: 4.5 mL (EUA); 4,5 mL ou 4·5 mL (fora dos EUA).
• Pontos finais nao sao utilizados depois dos sfmbolos do SI, com excec;:ao do final de uma sentenc;:a.
Exemplos: 4 mL e 4 g, em vez de 4 mL e 4 g.
• Uma unidade composta que e uma razao ou quociente de duas unidades e indicada pela linha inclinada
(/) ou por urn expoente negativo. Exemplos: 5 mL/h ou 5 mL-h-1, em vez de 5 mL por hora.
• Sfmbolos nao devem ser combinadas com abreviac;:6es na mesma expressao. Exemplo: 3 mg/mL, em
vez de 3 mg/mililitros.
• Plurais de nomes de unidades, quando abreviados, recebem urn s a mais. Entretanto, os sfmbolos
das unidades nao sao alterados nem no singular nem no plural. Exemplo: 5 mililitros ou 5 mL, em
vez de 5 mLs.
• Existem dois sfmbolos para micrograma: meg (freqiientemente empregado na pratica farmad~uti
ca) erg (SI).
• 0 sfmbolo para metro quadrado e m2; para centfmetro ctibico, cm3; e assim por diante. Na pratica
farmad~utica, cm3 e considerado equivalente a mililitro. 2 0 sfmbolo cc, para centfmetro ctibico,
nao e aceito pelo SI.
• Frac;:6es decimais sao utilizadas em vez de frac;:6es comuns. Exemplo: 5,25 g, em vez de 51Jl g.
• Urn zero deve ser colocado na frente de uma vfrgula decimal para prevenir erros de medicac;:ao que
podem ser causados por vfrgulas decimais incertas. Exemplo: 0,5 g, em vez de ·5 g.
44 HowARD C. ANsEL E MITCHELL J. STOKLOSA
E extremamente importante que os furmaceuticos compreendam que urna virgula decimal mal colocada
pode levar a urn erro de cilculo ou a dispensa<jiio de urn decimo a dez vezes a quantidade desejada.
• Para prevenir erros de interpreta<;:ao, assim como erros nos medicamentos, zeros consecutivos niio
devem ser colocados depois de urn numero inteiro nas prescri<;:6es. Exemplo: 5 mg, e niio 5,0 mg.
Entretanto, em algumas tabelas (tais como a do SI neste capitulo), em certas formulas farmaceuti-
cas e em resultados quantitativos, os zeros sao freqiientemente utilizados para indicar a exatidao de
urn numero especifico de casas decimais.
• A escolha das dimens6es para expressar uma quantidade e normalmente baseada na sele<;:ao da
unidade que resultara em urn valor numerico entre 1 e 1.000. Exemplos: 500 g, em vez de 0,5 kg;
1,96 kg, e nao 1.960g; e 750 mL, em vez de 0,75 L.
Considera~oes Especiais sobre o 51 em Farmacia
Embora ainda existam algumas reminiscencias do sistema comum de medida (ver Apendice A) na pritica
farmaceutica, o uso do SI e praticamente total. 0 sistema e utilizado para produzir e etiquetar produtos
farmaceuticos; escrever, preencher e manipular prescri<;:oes; medir e pesar os pacientes; expressar resultados
de testes clinicos laboratoriais e na comunica<;:ao verbal, assim como na literatura cientifica e profissional.
Na produ<;:ao de formas de dosagem em grande escala, os componentes farmaceuticos sao medidos em
quilogramas e quilolitros. Nas farmicias
1
de manipula<;:ao, a produ<;:ao e a dispensa<;:ao em miligramas, gra-
mas e mililitros e mais comum. As doses de firmaco sao normalmente administradas em miligramas ou
microgramas e sao preparadas em formas de dosagem s6lidas, como comprimidos ou cipsulas, ou num
dado volume de prepara<;:ao liquida, tal como uma solu<;:ao oral (p. ex., 30 mg/5 mL) ou inje<;:ao (p. ex., 2
mg/mL). As doses de certos firmacos podem, ainda, ser calculadas com base no peso corporal e expressas em
mg/kg, o que significa urn determinado numero de miligramas de formaco por quilograma de peso corporal.
Os valores urilizados nos laborat6rio clinicos tambem sao indicados em unidades metricas e sao expressos,
por exemplo, em mg/dL, que significa miligramas de formaco por decilitro de fluido corporal (p. ex., sangue).
Tamanho da Particula e Nanotecnologia
Hi muito tempo se sabe que o tamanho da particula do firmaco e uma considera<;:ao importante em
tecnologia farmaceutica. Pela tritura<;:ao e a redu<;:ao das particulas do firmaco para urn tamanho micro
ou nano, a area de superficie das particulas e aumentada (Figura 2.1), geralmente resultando em bene-
ficios farmaceuticos e clinicos. Esses beneficios podem incluir: 3
• urn aumento das taxas de dissolu<;:ao aquosa de subsd.ncias pouco soluveis;
• melhor biodisponibilidade, com taxas maiores de absor<;:ao dos firmacos administrados por via oral;
Area total da superffcie
6 cm2
Area total da superffcie
12 cm2
LiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJ
~ LiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJ
LiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJ
LiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJLiJ
Area total da superffcie
24 cm2
FIGURA 2.1 Representa9ao do aumento da area de superffcie a partir da redu9ao do tamanho da partfcula. (Adap-
tada da literatura da empresa Nanocrystal, Elan Drug Delivery, Inc.)
CALCULOS FARMACEUTICOS 45
• possibilidade de administra~ao de dosagens menores por via oral, pelo aumento da absor~ao do
farmaco; e
• maior numero de op~6es para 0 preparo de suspens6es farmaceuticas esraveis e dispers6es coloidais
destinadas a administra~ao em todas vias, incluindo as vias oral, parenteral, respirat6ria, oftalmica
e nasal.
Uma area tecnol6gica com grande potencial e nanotecnologia. Nanotecnologia pode ser defi-
nida como o desenvolvimento e uso de materiais em escala de tamanho nano. Nanotecnologia
molecular e 0 metodo de construir estruturas organicas e inorganicas atomo por atomo ou mole-
cula por molecula. Em nanotecnologia, cientistas e engenheiros geralmente trabalham com mate-
riais entre 1 e 1.000 nanometros (nm) . Para se ter uma ideia, urn nanometro e equivalente a urn
bilionesimo de urn metro; cerca de 25.400.000 nm equivalem a aproximadamente 1 polegada; a
helice do DNA tern urn diametro de cerca de 2 nm; e uma liga~ao tfpica entre dois atomos tern
aproximadamente 0,15 nm. 4 A nanotecnologia tern aplica~6es potenciais para muitos produtos,
incluindo aqueles vinculados a quimica, as ciencias biol6gicas, a medicina e a tecnologia de com-
putadores. 0 termo nanomedicina refere-se a aplica~ao da nanotecnologia na preven~ao e trata-
mento de doen~as. Esse termo tambem pode ser definido como "o monitoramento, o reparo, a
constru~ao e o controle molecular de sistemas biol6gicos humanos, com o uso de nanodispositi-
vos e nanoestruturas. "5
I
_,
Medidas de Comprimento
0 metro e a principal unidade de medida no SI.
Tabela de medida de comprimento metrico:
1 quilometro (km)
1 hectometro (hm)
1 decametro (dam)
1 metro (m)
1 dedmetro (dm)
1 centimetro (em)
1 milimetro (mm)
1 micrometro ().lm)
1 nanometro (nm)
1.000,000 metros100,000 metros
10,000 metros
1,000 metro
0,100 metro
0,010 metro
0,001 metro
0,000.001 metro
0,000.000.001 metro
A tabela tambem pode ser escrita da seguinte forma:
1 metro 0,001 quilometro
0,01 hectometro
= 0,1 decametro
10 dedmetros
100 centfmetros
1.000 milimetros
1. 000.000 micro metros
1.000.000.000 nanometros
As denomina~6es mais utilizadas sao o milimetro, o centimetro e o metro, como se a tabela fosse:
1.000 milimetros (mm)
100 centimetros (em)
100 centimetros (em)
= 1 metro (m)
46 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
A Figura 2.2 mostra uma regra dividida em milfmetros e centfmetros.
P'~
~uluJuMZJili
FIGURA 2.2 Regua calibrada em milfmetros, centfmetros e polegadas. (Cortesia de Schlenker Enterprise, Ltd.)
Medidas de Volume
0 litro e a unidade basica de volume. Ele representa o volume do cubo de urn decimo de urn metro, ou
seja, de 1 dm3.
Tabela de medida de volume metrico:
1 quilolitro (kL)
1 hectolitro (hL)
1 decalitro (daL)
1 litro (L)
1 decilitro (dL)
1 centilitro (cL)
1 mililitro (mL)
1 microlitro (~L)
1.000,000 litros
100,000 litros
10,000 litros
1,000 litro
0,100 litro
l .l 0,010 t'tro
0,001 litro
0,000.001 litro
Essa tabela tambem pode ser escrita como segue:
1 litro 0,001 quilolitro
= 0,010 hectolitro
= 0,100 decalitro
= 10 decilitros
100 centilitros
1.000 mililitros
- 1.000.000 microlitros
Embora teoricamente o litro tenha o volume de 1 dm3 ou 1.000 cm3, tecnicas precisas de
medidas modernas descobriram que o litro padrao contem urn pouco menos do que esse volume.
A discrepancia e insignificante para a maioria dos prop6sitos praticos; no entanto, como urn
mililitro apresenta praticamente o volume de 1 cm3, a United States Pharmacopeia- National
Formulary2 declarou: "Urn mililitro (mL) e utilizado aqui como equivalente a 1 centfmetro cubi-
co (cc) ."
As nomenclaturas geralmente empregadas sao o mililitro e o litro, como se a tabela fosse:
1.000 mililitros (mL) = 1 litro (L)
Exemplos de vidrarias com graduac;6es metricas para medidas de volume estao dispostas na Figura 2.3.
Medidas de Peso
A principal unidade de peso no SI eo grama, equivalente ao peso de 1 cm3 de agua a 4°C, que e sua
temperatura de maior densidade.
A
CALcuws FARMACEuncos 47
80
10
41
10,
8
FIGURA 2.3 Exemplos de vidrarias farmaceuticas graduadas em
escala metrica, cilfndrica (A) e conica {B).* (Cortesia de Kimble/
Kontes Glass.)
Tabela de medida de peso metricd:
I quilograma (kg) = 1.000,000 gramasJ
~ I hectograma (hg) = I 00,000-gramas
I decagrama (dag) 10,000 gramas
I grama (g) = I ,000 grama
I decigrama (dg) O,IOOO grama
I centigrama (cg) 0,010 grama
I miligrama (mg) = O,OOI grama
I micrograma (J.lg or meg) = 0,000.00 I grama
I nanograma (ng) = O,OOO.OOO.OOI grama
I picograma (pg) O,OOO.OOO.OOO.OOI grama
I fentograma (fg) = O,OOO.OOO.OOO.OOO.OOI grama
Esta tabela tambem pode ser escrita:
I grama 0,00 I quilograma
O,OIO hectograma
O,IOO decagrama
I 0 decigramas
I 00 centigramas
I.OOO miligramas
I.OOO.OOO microgramas
= 1.000.000.000 nanogramas
I.OOO.OOO.OOO.OOO picogramas
I.OOO.OOO.OOO.OOO.OOO fenrogramas
As nomendaturas geralmente empregadas sao o micrograma, o miligrama, o grama e o quilogra-
ma, como se a tabela fosse:
* N. de T.: As vidrarias graduadas cillndricas tambem sao chamadas de proveras e as vidrarias c6nicas, de cilices.
48 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
1.000 microgramas (~g ou meg)
1.000 miligramas (mg)
1.000 gramas (g)
1 miligrama (mg)
1 grama (g)
1 quilograma (kg)
Urn exemplo do sistema metrico de pesos e fornecido no Capitulo 3.
Note que para mierogramas, tanto a abreviac;:ao meg quanto o simbolo Jlg sao utilizados neste livro.
Embora o simbolo /1g seja atualmente usado pela United States Pharmacopeia- National Formulary,2 a
abreviac;:1io meg e bastante empregada nas bulas e embalagens de medicamentos e em prescric;:6es. 0 termo
gama, simbolizado por y, e geralmente usado, em vez de micrograma, na literatura bioquimica.
Prescric;:6es escritas no 51 utilizam numerais arabicos antes das abreviac;:6es para as suas denomina-
c;:6es (p. ex., 6 g). Quamidades de peso sao normalmente escritas como gramas e deeimos de grama, e os
volumes sao escritos como mililitros e deeimos de mililitro.
Exemplo:
E:: Dextrometorfan HBr
Guaifenesina
Xarope de cereja, para fazer
Calculos Fundamentais
320 mg
3,2 g
240 mL
Redu~ao das Unidades do 51 pt.ra Denomina~oes Maiores ou Menores,
Utilizando uma Escala de Unidades
A conversao de uma determinada quantidade em termos de uma denominac;:ao maior ou menor e
chamada de redu~iio. "Trinta minutos" podem ser expressos como "meia hora'' ou, caso seja necessaria,
como "1.800 segundos" . 0 processo de alterar denominac;:6es de valores maiores para valores menores
e conhecido como redu~iio deseendente, e o de valores mais baixos para valores mais altos, como redu~iio
aseendente.
Urn comprimento, urn volume ou urn peso de uma denominac;:ao do 51 pode ser expresso em outra
denominac;:ao simplesmente movendo-se a virgula decimal.
Para alterar uma denominac;:ao para a pr6xima denominac;:ao menor, mova a virgula decimal uma
casa para a direita. Para alterar para a pr6xima denominac;:ao maior, mova a virgula decimal uma casa
para a esquerda, assim como e demonstrado na Figura 2.4.
Exemplos:
Reduza 1,23 quilograma para gramas.
1,23 kg= 1.230g, resposta.
Reduza 9.876 miligramas para gramas.
9.876 mg = 9,876 g, resposta.
No primeiro exemplo, 1,23 kg deve ser convertido para gramas. Na escala, a posic;:ao do grama esra
a tres casas decimais da posic;:ao do quilograma. Assim, a virgula decimal e movida tres casas para a
direita. No segundo exemplo, a conversao de miligramas tambem requer o movimento de tres casas da
virgula decimal, mas, dessa vez, para a esquerda.
Exemplos:
Reduza 85 micrometros para cent/metros.
85 J.lm = 0,085 mm = 0,0085 em, resposta.
Reduza 2,525 litros para microlitros.
2,525 L = 2.525 mL = 2.525.000 J.iL, resposta.
CALCULOS FARMACEUTICOS 49
kg hg dag g dg cg mg (0, 1 mg) (0,01 mg) !J.Q
I I I I I I I I I I
9,876 g
1,23 kg u.76dg_
u.3hg
~Odag_
~,Og
u-6cg_
~,Omg
Deslocamento decimal
~ Para converter de unidades maiores para menores
~ Para converter de unidades menores para maiores
FIGURA 2.4 Escala de posicionamento de unidades de peso.
Redu~ao das Unidades do 51 para Denomina~oes Maiores ou Menores
Utilizando Razao, Propor~ao ou Analise Dimensional
Exemplos:
Reduza 1,23 quilograma para gramas.
Com base na tabela: 1 kg= l.OOOg
Por razao e propon;:ao:
Por analise dimensional:
Reduza 62.500 meg para g.
1 (kg) 1,23 (kg)
_ ...:.....;;.:__ = ; x = 1.230 g, resposta.
1. 000 (g) X (g) .
1.000 g
1,23 kg x --- = 1.230 g, resposta .
1 kg
Com base na tabela: lg = 1.000.000 meg
Por razao e propon;:ao:
1.000.000 meg 62.500 meg
6 ----~ = ; x = 0,0 25 g, resposta.
lg xg
Por analise dimensional:
1g 62.500 meg x = 0,0625 g, resposta.
1.000.000 meg
50 HOWARD C. A NSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
t; I I A
~ CAPSULA DE CALCULOS FARMACEUTICOS
Sistema International de Medidas (SI)
• 0 Sl, ou sistema decimal de medidas, e utilizado tanto em farmacias quanto em industrias farmaceuticas.
• As unidades primarias do Sl para o calculo de massa ou peso (grama), volume (litro) e comprimento
(metro) sao utilizadas com prefixes para indicar multiples ou subdivisoes das unidades primarias.
• Para alterar uma denominavao do Sl para a proxima denominavao menor, a vfrgula decimal e movida
uma casa para a direita.
grama (g) > decigrama {dg) > centigrama (cg) > miligrama (mg)
5,555g = 55,55dg = 555,5 cg = 5555 mg
--...::..--t"'~ ~
Todos os valores sao equivalentes.
• Para alterar uma denominavao do Sl para a proxima denominavi'io maior, a vfrgula decimal e movida
uma casa para a esquerda.
quilograma (kg)> hectograma {hg) > decagrama {dag) > grama (g) .
5,555 kg = 55,55 hg = 555,5 dag = 5555 mg
~~~
Todos os valores sao equivalentes.
• A escala de unidades (p. ex., ver Figura 2.4) , o uso de razao e proporvi'io ou a analise dimensional
podem ser utilizados para alterar as denominav6es.
• Apenas numeros da mesma denominavao podem ser adicionados ou subtrafdos.
I
·'
Adi~ao e Subtra~ao
Para adicionar ou subtrair quantidades no SI, reduza-as a uma denominar;iio comum, preferivelmente a
uma unidade da tabela, e organize seus numeros denominados para adiciona-los ou subtrai-los como
decimais comuns.
Exemplos:
Some I kg, 250 mg e 7,5 g. Expresse o total em gramas.
1 kg
250 mg
7,5 g
1.000, g
0,25 g
7,5 g
1.007,75 g ou 1.008 g, resposta.
Some 4 L, 375 mL e 0,75 L. Expresse o total em mililitros.
4L
375 mL
0,75 L
=4.000 mL
375 mL
750 mL
5 .12 5 mL, resposta.
Uma capsula contem as seguintes quantidades de substincias medicinais: 0,075 g, 20 mg, 0,0005 g,
4 mg e 500 JIK· Qual e a massa total das substincias na capsula?
0,075 g
20 mg
0,0005 g
4mg
500 f,lg
0,075 g
0,02 g
0,0005 g
0,004 g
0,0005 g
0, 1000 g ou 100 mg, resposta.
CALCULOS F ARMACEUTICOS 51
Subtraia 2,5 mg de 4,85g.
4,85 g
2,5 mg
4,85 g
=- 0,0025 g
4,8475 g ou 4,848 g, resposta.
Uma prescrirao requer 0, 06 g de um ingrediente, 2,5 mg de outro e o suficiente de um terceiro para
produzir 0,5 g. Quantos miligramas do terceiro ingrediente devem ser utilizados?
Interpretando rodas as quantidades com exatidao de urn decimo de miligrama:
12 ingrediente:
22 ingrediente
0,06 g
2,5 mg
Massa total:
Massa do 12 e 22:
0,5000 g
-0,0625 g
= 0,0600 g
0,0025 g
0,0625 g
Massa do 32: 0,4375 g ou 437,5 mg, resposta.
Multiplicafli.O e Divisiio. Como rodas as medidas no SI sao expressas em uma unica denominac;:ao, os
problemas de multiplicac;:ao e divisao podem ser resolvidos pelos merodos utilizados para qualquer
numero decimal.
Exemplos:
l
. )
Multiplique 820 mL por 12,5 e expresse o resultado em litros.
820 mL X 12,5 = 10.250 mL = 10,25 L, resposta.
Divida 0, 465 g por 15 e expresse o resultado em miligramas.
0,465 g + 15 = 0,031 g = 31 mg, resposta.
Rela~ao do 51 com Outros Sistemas de Medidas
Alem do Sistema Internacional de Unidades, o aluno do curso de farmacia deve conhecer outros dais
sistemas de medida: o sistema avoirdupois e o sistema apotedrio. 0 sistema avoirdupois, amplamente
utilizado nos Estados Unidos para medir o peso corporal e na venda de produtos em onc;:as ou Iibras,
vern gradativamente sendo substituido pelo sistema internacional. 0 sistema apotedrio, que antiga-
mente era o sistema predominante de medida volumetrica e de peso, tambem vern sendo substituido,
em grande parte, pelo SI. Emretanto, o farmaceutico tambem deve considerar a relac;:ao entre os varios
sistemas de medida e deve saber lidar com eles de forma eficiente, caso seja necessaria.
Os sistemas de medida avoirdupois e apotedrio, incluindo todos os equivalentes e metodos neces-
sarios para a conversao intersistemas, estao dispostos no Apendice A. Os exemplos equivalentes apre-
sentados na Tabela 2.2 sao U.teis para a resoluc;:ao de determinados problemas neste livro - por exem-
plo, quando ha necessidade de converter onc;:as fluidas para mililitros ou quilogramas para Iibras. Esses
equivalentes devem ser memorizados.
Quando forem encontradas quantidades em unidades dos siste~ de
medida apotedrio ou avoirdupois (ver Apendice A), sugere-se que se-
jam convertidas para quantidades equivalentes em unidades do SI e
que os calculos requeridos sejam entao resolvidos da maneira habitual .
52 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
TABELA 2.2 ALGUNS EQUIVALENTES l.ITEIS DE CONVERSAO
Equivalentes de conversao de comprimento
1 polegada
1 metro (m)
2,54
39,37
em
in.
Equivalentes de conversao de volume
1 on9a fluida (fl. oz.) 29,57 ml
1 quartilho (16 fl. oz.)
1 quarto de galao (32 fl. oz.)
1 galao, US (128 fl. oz.)
1 galao, UK
473 ml
946 ml
3.785 ml
4.545 ml
Equivalentes de conversao de peso
1 libra (lb, Avoirdupois) 454 g
1 quilograma (kg) 2,2 lb
ESTUDO DE CASO 2.1: Ao farmaceutico de urn hospital e solicitada a preparagao uma infusao intraveno-
sa de dopamina. Com base no peso do paciente, o farmaceutico calcula uma dose de 500 meg/min
para a infusao continua. A concentragao de uma solugao para infusao de dopamina e de 400 mgt
250 mL. Quale a concentragao da infusao em mcg/mL? Quantos miligramas de dopamina o paciente
deve receber na primeira hora d~ tratamento? Quanto tempo durara a infusao?
PROBLEMAS PRATICOS
1. Adicione 0,5 kg, 50 mg e 2,5 dg. Reduza o
resultado para gramas.
2. Adicione 7,25 L e 875 cL. Reduza o resulta-
do ' para mililitros.
3. Adicione 0,0025 kg, 1.750 mg, 2,25 g e
825.000 flg, e expresse a resposta em gra-
mas.
4. Reduza 1,256 g para microgramas, para mili-
gramas e para quilogramas.
5. Os termos mcg/mL e mg/L sao equivalentes
ou nao?
6. Urn comprimido mastigivel de aspirina para
crian<;:as/adultos contem 81 mg de aspiri-
na. Quan tos comprimidos podem ser pre-
parados a partir de 1 kg de aspirina?
7. Uma fita adesiva feita de tecido apresenta uma
elasticidade superior ou igual a 20,41 kg/
2,54 em de largura. Reduza essas quantida-
des para gramas e milimetros.
8. Urn liquido contem 0,25 mgde uma subs-
tincia por milimetro. Quantos gramas da
subsdncia estarao contidos em 3,5 L?
9. Urn inalador em aerossol contem 225 mg de
sulfato de metaproterenol, que e suficiente
para 300 inala<;:6es. Quantos microgramas de
sulfato de metaproterenol estariam contidos
em cada inala<;:ao?
10. Pilulas anticoncepcionais de TRIPHASIL-28*
sao ingeridas seqi.iencialmente, 1 pilula por dia,
durante 28 dias, sendo que as pilulas contem:
Fase 1 - 6 comprimidos, cada urn conten-
do 0,050 mg de levonorgestrel e
0,030 mg de etinil estradiol;
Fase 2 - 5 comprimidos, cada urn conten-
do 0,075 mg de levonorgestrel e
0,040 mg de etinil estradiol;
Fase 3 - 10 comprimidos, cada urn con-
tendo 0,125 mg de levonorgestrel
e 0,030 mg de etinil estradiol;
* N . de T.: Exemplo de especialidade farmaceutica disponivel no Brasil: Nordette (Wyeth Laboratories).
a seguir, 7 comprimidos inertes (sem far-
maca).
Quantos miligramas de levonorgestrel e de
etinil estradiol sao ingeridos durante 0 perfo-
do de 28 dias?
11. Quantos comprimidos de colchicina, cada urn
contendo 600 meg, podem ser preparados a
partir de 30 g de colchicina?
12. Os seguimes dados apresentados por urn la-
borat6rio clfnico estao dentro dos valores nor-
mais para urn adulto. Converta cada valor para
mcg/mL:
(a) amonia, 30 mcg/dL
(b) folato, 18 pg/mL
(c) creatinina serica, 1, 0 mg/ dL
(d) antfgeno espedfico para pr6stata (PSA),
3 ng/mL
(e) colesterol total, 150 mg/dL
13. Os comprimidos de aspirina geral111eme con-
tern 325 mg de aspirina. Quantos comprimi-
dos com essa dosagem podem ser preparados
a partir de 5 kg de aspirina?
14. Urn comprimido para gripe contem as seguin-
res quantidades de prindpios ativos:
Paracetamol 325 mg
Maleato de clorofeniramina 2 mg
Dextrometorfan 15 mg
Quantos comprimidos podem ser prepa-
rados se o farmaceutico possuir 1 kg de pa-
racetamol, 125 g de maleato de clorofeni-
ramina e quantidades ilimitadas de dextro-
metorfan?
15. Estao disponfveis comprimidos de norgestrel
e etinil estradiol que contem 0,5 mg de nor-
gestrel e 50 flg de etinil estradiol. Quantos
gramas de cada ingrediente seriam utilizados
para preparar 10.000comprimidos?
16. Aproximadamente 0,02% de uma dose de
100 mg do farmaco miglitol (GLYSET) esta
comprovadamente presente no Ieite materno.
Calcule a quantidade de farmaco detectado,
em miligramas, em uma unica dose.
17. Quantos gramas de digoxina (LANOXIN)3
seriam necessarios para produzir 25 .000 com-
CALcuws F ARMACEuncos 53
primidos, cada urn contendo 250 meg de di-
goxina?
18. 0 adalimumab (HUMIRA), urn anticorpo
monoclonal humano recombinante, esta dispo-
nfvel na forma de uma seringa pre-preenchida,
pronta para uso, contendo 40 mg/0,8 mL. Cal-
cule a concentrac;:ao do farmaco em mg/mL.
19. Se uma soluc;:ao injetavel contiver 25 flg de
urn farmaco a cada 0,5 mL, quantos milili-
tros seriam necessarios para administrar
0,25 mg desse farmaco ao paciente?
20. Urn paciente e instrufdo a ingerir tres compri-
midos de 50 meg de mesilato de pergolida (PER-
MAX) diariamente. Quantos miligramas de far-
maca o paciente ira ingerir por semana?
21. Urn lfquido oral concentrado de cloridratro
de sertralina (ZOLOFT) contem 20 mg/mL
de farmaco. Quantos gramas de hidroclori-
dratro de sertralina estao presentes em cada
frasco de 60 mL do concentrado?
22. A digoxina (LANOXIN)* esra disponfvel para
o uso pediatrico por via parenteral numa con-
centrac;:ao de 0,1 mg/mL. Quantos mililitros
proveriam uma dose de 40 flg?
23. Urn lfquido oral concentrado de sulfato de
morfina contem 2,4 g de sulfato de morfina
em urn frasco de 120 mL. Calcule a concen-
trac;:ao de sulfa to de morfina em mg/ mL.
24. Se uma ampola de 20 mL contiver 0,5 g de
aminofilina, quantos mililitros devem ser ad-
ministrados para prover uma dose de 25 mg
de aminofilina?
25. Umasoluc;:iio intravenosacontem 500 flgde urn
farmaco a cada mililitro. Quantos miligramas
de farmaco urn paciente receberia em uma in-
fusao intravenosa de urn litro da soluc;:ao?
26. Se uma soluc;:ao intravenosa contendo 123 mg
de urn farmaco a cada frasco de 250 mL deve
ser administrada a taxa de 200 !J,g de farmaco
por minuto, quantos mililitros da soluc;:ao sao
administrados por hora?
27. A dose profilatica de riboflavina e de 2 mg.
Quantos microgramas de riboflavina estao
presentes em uma capsula de urn composto
* N. de T.: Exemplo de especialidade farmaceurica disponivel no Brasil: Digoxina (Glaxo).
54 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
vitamfnico multiplo que contem I I 5 da dose
profihitica?
28. Urn miligrama de sulfato de estreptomicina
contem a atividade antibiotica equivalente a
650 )lg de estreptomicina-base. Quantos gra-
mas de sulfato de estreptomicina seriam equi-
valentes a 1 g de estreptomicina-base?
29 . Uma cartela de urn medicamento comercial
contem trinta e seis comprimidos de 200 mg
de ibuprofeno. Quantos quilogramas de ibu-
profeno foram utilizados para produzir 1.000
cartelas do produto?
30. Uma coluna de cromatografia gasosa tern 1,8 m
de comprimento e 3 mm de difunetro interno.
Converta essas medidas para polegadas.
31. Uma seringa pre-preenchida, pronta para uso,
contem 20 mg de farmaco a cada 2 mL de
solw;:ao. Quantos microgramas de farmaco se-
riam administrados em uma il(jes;ao de 0,5 mL
da solw;:ao? '
32. Urn frasco contem 80 mg de farmaco a cada
2 mL de solus;ao para injes;ao. Quantos mili-
litros da solus;ao deveriam ser injetados para
se obter 0,02 g de farmaco?
33. Meio litro de solu<;:ao para infusao intraveno-
sa contem 2 g de farmaco. Quantos mililitros
da solus;ao conteriam 0,5 mg de farmaco?
34. Urn frasco de 125 mL de amoxicilina contem
600 mg/5 mL. Quantos mililitros seriam utili-
zados para administrar 400 mg de amoxicilina?
35. Urn comprimido efervescente tern a seguinte
formula:
Paracetamol
Carbonaro de calcio
Acido dtrico
Bicarbonato de porassio
Bicarbonato de sodio
325 mg
280 mg
900 mg
300 mg
465 mg
(a) Calcule a massa total, em gramas, dos in-
gredientes de cada comprimido.
(b) Quantos comprimidos poderiam ser pro-
duzidos com 5 kg de paracetamol?
36. Urn novo instrumento analftico e capaz de
detectar quantidades em picogramas de uma
substancia qufmica. Quantas vezes mais ca-
paz e esse instrumento em relas;ao a outro que
pode detectar quantidades em nanogramas da
mesmas substancia qufmica?
37. As dimens6es de urn sistema de libera<;:ao
transdermico de nicotina sao de 4,7 em por
4,8 em. Expresse essas dimens6es em polega-
das, levando em consideras;ao que 1 polegada
equivale a 25,4 mm.
38. Se urn inalador de albuterol contiver 20 mg
de albuterol, quantas inalas;6es podem ser rea-
lizadas, se cada uma delas liberar uma dose
de 90 )lg?
39. A administra<;:ao de paracetamol em quanti-
clades superiores a 4 g por dia tern sido asso-
ciada a hepatoxicidade. Qual 0 numero ma-
ximo de comprimidos de 500 mg de parace-
tamol que uma pessoa pode ingerir diariamen-
te, sem atingir nfveis toxicos?
40. Proclorperazine (COMPAZINE) injetavel e
comercializado em frascos multidoses de 10 mL
que contem 5 mg/mL. Quantas doses de 2 mg
podem ser produzidas a partir de urn frasco?
41. A dose indicada de uma marca de adesivos
transdermicos de nicotina e de 21 mg por dia
durante 6 semanas, seguida por 14 mg por
dia durante 2 semanas, e entao 7 mg por dia
durante mais 2 semanas. Qual a quantidade
total, em gramas, que urn paciente receberia
durante esse perfodo de tratamento?
42. Urn aparelho medico e esterilizado por meio
de radias;ao gama a 2,5 megarads (Mrad). Ex-
presse a quantidade equivalente em rads.
43. 0 sistema de liberas;ao transdermico de es-
tradiol VIVELLE* e urn adesivo redondo que
mede aproximadamente 4,3 em de diametro.
Converta essa dimensao para polegadas e mi-
lfmetros.
44. Uma solus;ao para uma injes;ao IV bolus con-
tern 125 mg de farmaco a cada 25 mL de solu-
s;ao. Qual a concentra<;:ao de farmaco em ~g/~L?
45 . 0 numero total de caracteres do genoma hu-
manos e de 3,5 bilh6es. Expresse essa quanti-
dade numericamente sem utilizar uma vfrgu-
la decimal.
* N. de T.: Exemplo de especialidade fa rmad!utica disponivel no Brasil: Systen (Janssencilag) .
CALCULOS FARMACEUTICOS 55
RESPOSTAS PARA 0 ESTUDO DE CASO E PARA OS PROBLEMAS PRATICOS
Estudo de Caso 2.1 (p. 52)
Concentra(iiO de infusao, mcglmL:
400 mg 400.000 meg
--=
250mL 250mL
= 1.600 mcg/mL, resposta .
mg, dopamina, primeira hora:
500 meg 600 min 1 mg
--~X X - --''---
1 min 1 h 1.000 meg
= 30 mg/h, resposta.
DurafliO da infusiio:
1 min 1.000 meg 400 mg X X---=
500meg 1mg
= 800 min= 13 h 20 min, resposta.
Problemas Praticos (p. 52)
1. 500,3 g
2. 16.000 mL
3. 7,325 g
4. 1.256.000 meg
1.256 mg
0,001256 kg
5. equivalente
6. 12.345 comprimidos
7. 20.410 g/25,4 mm
8. 0,875 g
9. 750 meg de sulfato de metaproterenol
10. 1,925 mg de levonorgestrel
0,68 mg de etinil estradiol
11. 50.000 comprimidos
12. (a) 0,3 mcg/mL de amonia
(b) 0,000018 meg/mL de folato
(c) 10 mcg/mL de creatinina serica
(d) 0,003 mcg/mL de amigeno espedfi-
co para pr6stata,
(e) 1.500 mcg/mL de colesterol
13. 15.384 comprimidos
14. 3.076 comprimidos
15. 5 g de norgestrel
0,5 g de etinil estradiol
16. 0,02 mg de miglitol
17. 6,25 g de digoxina ,---
18. 50 mg/mL
19. 5 mL
20 . 1,05 mg de mesilato de pergolida
21. 1 ,2 g de cloridrato de sertralina
22. 0,4mL
23. 20 mg/mL de sulfato de morfina
24. 1 mL
25. 500 mg
26. 24,39 mL
27. 400 meg de riboflavina
28. 1,538 g de sulfato de streptomicina
29. 7,2 kg
30. 70,866 ou 70,9 polegadas
0,118 ou 0,12 polegadas
31. 5.000 meg
32. 0,5 mL
33. 125 mL
34. 3,33 mL
35 . (a) 2,27 g
(b) 15.384 comprimidos
36. 1.000 vezes
37. 1,85 polegadas X 1,89 polegadas
38. 222 doses
39. 8 comprimidos
40. 25 doses
41. 1,176 g de nicotina
42. 2.500.000 rads
43. 1,69 polegadas e43 mm
44. 5 !lgl!lL
45. 3.500.000.000 ou 35 X 108
...
56 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
REFERENCIAS
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2. Unired Srares Pharmacopeia-Narional Formulary. USP 26/NF 21. Rockville, MD: Unired Srares Pharmacopeia!
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4. Seeman NC. Nanorechnology and rhe double helix. Scienrifc American. 2004;290:64-75.
5. Freiras RAJr. Nanomedicine. Disponivel em: hrrp://www.foresighr.org/Nanomedicine/. Acessado em 24/08/2004.
Metodos de medida sao uma parte importante da pratica farmaceutica. Eles sao utilizados em farma-
cias de manipula<;:ao, na pesquisa farmaceutica, no desenvolvimento e na produ<;:ao de medicamentos,
na analise de subsdl.ncias quimicas e produtos acabados e no controle de qualidade. Este capitulo
descreve os equipamentos e metodos de medida empregados para a medi<;:ao exata de materiais tera-
peuticos e farmaceuticos em farmacia. .
A exatidao na medida de peso e volume e uma habilidade historica e notavel, adquirida pelo farma-
ceutico, por meio de educa<;:ao profissional e treinamento. Alem disso, essa capacidade e uma expecta-
tiva de outros profissionais da area de saude e dos pacientes que estao sendo atendidos. Nao e urn
exagero dizer que a vida dos pacientes liepende disso. .
0 papel do farmaceutico no cuidado a saude inclui a habilidade e a responsabilidade de manipular
_ ou seja, pesar com exatidao, medir o volume e combinar os diferentes componentes terapeuticos e
farmaceuticos na formula<;:ao e na prepara<;:ao de prescri<;:6es.
Medidas de Volume
Os instrumentos comuns para a medida de volumes em farmacia variam desde micropipetas e buretas,
empregadas em procedimentos analiticos, ate grandes recipientes calibrados de tamanho industrial. A sele-
c;ao do instrumento de medida deve ser baseada no grau de exatidao requerido. Na pratica farmaceutica, os
instrumentos mais comuns para medir volume sao OS recipientes graduados ciJindricos (provetas) OU coni-
COS (cilices, na forma de cone) (Figura 3.1) . Entretanto, para a medida de pequenos volumes, os farmaceu-
cicos freqiientemente utilizam uma seringa graduada ou, quando a siruac;ao requer, uma pipeta.
Enquanto as provetas sao calibradas em unidades metricas do SI, OS calices normalmente urilizam
uma escala dupla, ou seja, sao calibrados tanto no sistema metrico quanto no sistema apotecario de
unidades de volume. (Nota: unidades metricas de volume sao descritas no Capitulo 2, e t).nidades
apotedrias sao descritas no Apendice A.) Os recipientes de vidro e de plastico sao vendidos no comer-
cia em diversos tamanhos, variando entre 5 e 1.000 mililitros ou mais .
Como regra geral, e mais adequado selecionar urn calice ou uma proveta graduados com capacida-
de igual ou levemente superior ao volume a ser medido. A medida de pequenos volumes em dlice ou
proveta graduados de grande capacidade aumenta o potencial de erro. 0 design do aparato volumetrico
e urn fator importante para a exatidao da medida; quanto mais estreito foro calibre da vidraria, menor
sera o erro de leitura do menisco e maior sera a exatidao da medida (Figura 3.2). De acordo com a
United States Pharmacopeia, o desvio de± 1 mm no menisco provoca urn erro de aproximadamente
0,5 mililitro, quando uma proveta cilindrica de 100 mililitros e empregada, e urn erro de 1,8 mililitros
na marca de 100 mililitros, quando urn dlice graduado e empregado. 1 De acordo com as exigencias
legais para vidrarias farmaceuricas do National Bureau of Standards Handbook 44, urn dlice ou uma
proveta graduados deve ter urn intervalo inicial que nao seja subdividido, que seja igual e nao menor
58 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
FIGURA 3.1 Exemplos de vidrarias graduadas c6nicas (calices) e cilfndricas (provetas), uma pipeta e uma pera
para medida volumetrica.
~ --- - --q -- ----
0 { Erro de volume
Erro
de leitura
FIGURA 3.2 Diferentes erros de volume
provocados pelo diametro das vidrarias.
i
4
CALCULOS FARMACEUTICOS 59
do que urn quinto ou maior do que urn quarto da capacidade da vidraria.2 Cilices conicos com capa-
cidade inferior a 25 mililitros nao sao recomendados para a manipulac;:ao de medicamentos.
E essencial que o farmaceutico selecione de forma adequada o tipo e a capacidade do instrumento
para a medida volumetrica e que observe o menisco cuidadosameme na altura dos olhos para chegar a
medida desejada.
Pesagem
A selec;:ao de urn equipamento para a determinac;:ao da massa depende da tarefa a ser realizada. A
escolha pode ser feita entre uma ampla gama de equipamentos dispon{veis, incluindo balanc;:as anallti-
cas de elevada sensibilidade ou balanc;:as de varias capacidades usadas na produc;:ao de lotes de produros
farmaceuticos de pequena ou grande escala. Qualquer que seja o equipamento empregado, ele deve
apresentar padr6es estabelecidos de sensibilidade, exatidao e capacidade.
As balanc;:as de precisao Classe A (Figura 3.3) sao projetadas para pesar substincias medicinais ou
farmaceuticas necessarias em prescric;:6es ou manipulac;:6es de pequena escala. Algumas balanc;:as de
precisao tern urn peso e urn indicador de equillbrio (cavaleiro) e outras, urn leitor digital. Se necessario,
pesos externos adicionais podem ser acrescentados ao prato direito da balanc;:a. 0 material a ser pesado
e colocado no prato a esquerda. Papeis para pesagem sao colocados em cada prato antes de qualquer
adic;:ao, e a balanc;:a e nivelada com pes ~u parafusos niveladores. As pesagens sao realizadas por meio da
adic;:ao e remoc;:ao cuidadosa de uma porc;:ao do material a ser pesado (como uso de uma espatula), com a
balanc;:a travada (pratos presos pelo botao de controle) durante cada adic;:ao e remoc;:ao de material, e liberada
com a tampa fechada, para a determinac;:ao dos pontos de equillbrio. Quando os pratos soltos nao ascendem
nem descem e o indicador mostra que a agulha esta no centro, o material e os contrapesos sao considerados
equivalentes. 0 aluno de farmacia pode recorrer a outras fontes, como a United States Pharmacopeia, para
obter informac;:6es mais detalhadas sobre o uso adequado eo teste de equillbrio da balanc;:a de precisao. 1
No m{nimo, uma balanc;:a de precisao Classe A deve ser empregada em todos os procedimentos de
manipulac;:ao. As balanc;:as desse tipo apresentam sensibilidade de 6 miligramas ou menos, quando estao
sem carga ou com uma carga de 10 mg em cada prato. Para evitar erros superiores a 5% ao utilizar essa
FIGURA 3.3 Balanga de torgao Torbal e balanga eletr6nica Ohaus. (Cortesia de Total Pharmacy Supply, Inc.)
...
60 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
balanra, o formaceutico n!io deve pesar menos do que 120 miligramas de material (ou seja, um erro de 5%
ao pesar 120 miligramas = 6 miligramas). A maioria das balanr;:as Classe A disponlveis tern uma capaci-
dade maxima de 120 gramas.
0 termo sensibilidade e definido como a quantidade que causara uma mudanr;:a na ordem de uma
divisao no indicador da balanr;:a. Ela pode ser determinada pelos seguintes procedimentos:
1. Nivele a balanr;:a.
2. Determine o ponto de equilibria da balanr;:a.
3 . Determine a menor massa que fad. com que o ponto de equilibria da balanr;:a se mova uma divisao
no indicador.
Para obter uma maior exatidao do que aquela fornecida por uma balanr;:a de precisao Classe A,
muitas farmacias utilizam balanr;:as analiticas eletronicas de alta precisao para pesar quantidades muito
pequenas (Figura 3.4) . Muitas dessas balanr;:as podem pesar 0,1 miligrama com exatidao, sao autocali-
braveis e sao equipadas com leitores digitais. Em geral, a capacidade das balanr;:as com esse nivel de
exatidao varia de 60a 210 gramas, dependendo do modelo. A Figura 3.5 ilustra urn jogo de pesos
metricos que podem ser utilizados para pesar materiais em uma balanr;:a de precisao e/ou sao utilizados
para calibrar uma balanr;:a analitica.
l
Metodo de Aliquotas na' Pesagem e Medida de Volumes
Quando o grau de exatidao requerido na medida esta alem da capacidade do equipamento disponlvel,
o farmaci~utico pode alcanr;:ar a exatidao desejada por meio do calculo e da medida de aliquotas. Uma
allquota e uma frar;:ao, porr;:ao ou parte que esra comida em urn mimero exato de vezes em outra.
FIGURA 3.4 Balanc;:a analftica Sartorious Basiclite. (Cor-
tesia de Sartorious Corporation.)
...
CALCULOS F ARMACEUTICOS 61
FIGURA 3.5 Jogo de pesos metricos. (Cortesia de
Mettler-Toledo Inc.)
Pesagem pelo Metodo de Aliquotas
0 metodo de aliquotas na pesagem e aquele em que pequenas quantidades de substincia podem ser
obtidas com o mesmo grau de exati<\ao pela pesagem de uma pon;:ao maior da subsrancia do que a
necessaria, seguida da dilui<;:ao com rri~terial inerte e da pesagem de uma por<;:ao (alfquota) da mistura,
calculada para comer a quantia desejada da subsrancia em questao. A descri<;:ao passo a passo do proce-
dimento e representada na Figura 3.6 e pode ser descrita da seguinte maneira:
Passo Preliminar. Calcule a quantidade minima de uma subsrancia que possa ser pesada na balan<.ra
com a exatidao desejada.
A equa<;:ao empregada e:
100% x Sensibilidade (mg) Q "d d , . ( )
= uann a e mm1ma mg
Erro aceiravel (%)
Exemplo:
Uma quantidade de pelo menos 120 mg deve ser pesada em uma balanra com sensibilidade de 6 mg e
com erro aceitdvel de ate 5%.
Passo 1
-5 mg x 25 = 125 mg
[farmaco [fator [quantidade
necessario] multiplo] que e
real mente
pesada]
[
100% x 6 mg = 120 mg]
5%
Passo 2
Adicionar 2.875 mg
[diluente]
Passo 3
3.000 mg de mistu- Pesar 1/ 25 de 3.000 mg = 120 mg
ra [125 mg de tar-
maco + [5 mg de farmaco + 11 5 mg de diluente]
2.875 mg de
diluente]
FIGURA 3.6 Representavao do metodo de alfquota na pesagem utilizando o exemplo descrito a seguir.
62 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
Passo I. Selecionar urn mllltiplo da quantidade necessaria que possa ser pesada com a exatidao desejada.
• Se a quantidade de uma determinada substancia for menor do que a quantidade minima que possa
ser pesada, selecione urn "multiplo" da quantidade desejada que levara a uma quantia igual ou
maior do que a minima que possa ser pesada. (Urn multiplo acima do necessaria pode ser emprega-
do para exceder a exatidao minima desejada.)
• Exemplo:
Caso a balan~a do exemplo do passo preliminar fosse utilizada, e se 5 mg de fiirmaco foss em necessarios
em uma prescri~!io, uma quantidade de pelo menos 25 vezes (o multiplo) a quantidade desejada, ou
125 mg (5 mg X 25), deveria ser pesada para que se pudesse atingir a exatid!io necessaria. (Se urn
multiplo maior for urilizado, por exemplo, 30, e 150 mg da substancia forem pesados [5 mg X 30]
o erro de pesagem seria de apenas 4%.)
Passo 2. Diluir a quantidade multipla com uma substancia inerte.
• A quantidade de diluente inerte a ser utilizada e determinada pela por<;:ao da aHquota da mistura
farmaco-diluente pesada no Passo 3, que deve ser igual ou maior do que a quantidade minima que
pode ser pesada, determinada anteriormente.
• Multiplicando-se a quantidade da por<;:ao da aHquota a ser pesada no Passo 3 pelo multiplo selecio-
nado no Passo 1, determina-se a quantidade total da mistura a ser preparada.
• Exemplo: 1
De acordo com o passo anterior, ' 120 miligramas ou mais devem ser pesados para se atingir a exatid!io
necessaria. Se decidirmos que a por~lio da aliquota no Passo 3 e de 120 mg e a multiplicarmos pelo
multiplo selecionado no Passo 1 (ou seja, 25), temos que 3. 000 mg e a quantidade total de mistura
fiirmaco-diluente que devemos preparar. Subtraindo-se 125 mg do fiirmaco pesado no Passo 1, deve-se
adicionar 2. 8 75 mg de diluente para preparar 3. 000 mg da mistura fiirmaco-diluente.
Passo 3. Pesar a pors:ao da allquota da diluis:ao que contem a quantidade de farmaco desejada.
• Como 25 vezes a quantidade necessaria de farmaco foi pesada (Passo 1), uma parte da aliquota igual a
1/ 25 dos 3.000 mg da mistura farmaco-diluente, ou 120 mg, contera a quantidade necessaria de farmaco.
• Contraprova: 1/ 25 X 125 mg (quantidade de farmaco pesada no Passo 1) 5 mg
1/ 25 X 2.875 mg (diluente pesado no Passo 2)
• Exemplo:
115 mg
120 mg
Uma balan~a apresenta uma sensibilidade de 6 mg. Explique como voce pesaria 4 mg de sulfoto de
atropina com uma exatid!io de± 5%, utilizando lactose como diluente.
Como 6 miligramas e o erro potencial da balan<;:a, 120 miligramas e a menor quantidade que
poderia ser pesada para alcan<;:ar a exatidao necessaria.
Se 120 mg, ou 30 vezes a quantidade desejada de sulfato de atropina, sao escolhidos como a quan-
tidade multipla a ser pesada no Passo 1, e se 150 miligramas sao estabelecidos como a allquota a ser
pesada no Passo 3, entao:
1. Pesar 30 X 4 mg, ou
2. Diluir com
120 mg de sulfato de atropina
4.380 mg de lactose
Para fazer 4.500 mg de mistura diluida
3. Pesar 1/ 30 da mistura, ou 150 mg, que conterao 4 mg de sulfato de atropina, resposta.
I
.1.
4.500 mg (diluic;:ao) 120 mg (sulfato de atropina)
Contraprova :
150 mg (diluic;:ao) x mg (sulfato de atropina)
= 4 mg, resposta.
'RMACEUTICOS 6.3
esre exemplo, o peso da aliquota foi arbitrariamente estipulado em 150 mg, o que excede o peso
da quantidade multipla, como deveria acontecer preferencialmente. Se 120 mg tivessem sido estipula-
dos como aliquota, a quantidade multipla deveria ter sido diluida em 3.480 mg de lactose para obter
3.600 mg de mistura, e a aliquota de 120 mg conteria 4 mg de sulfato de atropina. Por outro lado, se
200 mg rivessem sido estipulados como aliquota, a quantidade multipla de sulfato de atropina deveria
ter sido diluida em 5.880 mg de lactose para obter 6.000 mg de mistura.
Outro exemplo:
Uma balanra tem sensibilidade de 6,5 miligramas. Explique como voce pesaria 15 miligramas de sulfa-
to de atropina com uma exatidlio de± 5%, usando lactose como o diluente.
Como 6,5 miligramas e 0 erro potencial da balan<;:a, 130 miligramas (20 X 6,5 miligramas) e a
menor quantidade que deve ser pesada para atingir a exatidao exigida. Se 10 for escolhido como o
multiplo, e se 130 miligramas sao fixados como 0 peso da aliquota, entao:
1. Pesar 10 X 15 mg, ou 150 mg de sulfa to de atropina
2. Diluir com 1.150 mg de lactose
Para fazer 1.300 mg de mistura diluida
3. Pesar I I 10 da mistura, ou 130 mg, que conterao 15 mg de sulfa to de atropina, resposta.
Medida de Volume pelo Metodo de Aliquotas
0 metodo de aliquotas para a medida de volume, que em prindpio e identico ao metodo de pesagem
por aliquotas, pode ser empregado quando volumes relativamente pequenos devem ser medidos com
elevada exatidao:
Passo 1. Selecionar urn multiplo da quantidade desejada que possa ser medido com a exatidao
necessaria.
Passo 2. Diluir a quantidade multipla com urn diluente compativel (normalmente urn solvente do
liquido a ser medido) em uma quantidade uniformemente divisive! pelo multiplo selecionado.
Passo 3. Obter a medida da porc;:ao da alfquota da mistura dilufda que con tern a quantidade deseja-
da de farmaco.
Exemplos:
Uma formula requer 0,5 mililitro de dcido cloridrico. Empregando um recipiente graduado de 10 mililitros,
calibrado com divisoes de 1 mililitro, explique como voce obteria a quantidade desejada de dcido cloridrico
pelo metodo de aliquota.
Se 4 for escolhido como multiplo, e se 2 mililitros foram definidos como sendo o volume da
alfquota, entao:
1. Medir 4 X 0,5 mL, ou
2. Diluir com
2 mL de acido
6 mL de agua
Para fazer 8 mLde dilui<;:ao
3. Medir I I 4 de dilui<;:ao, ou 2 mL, que conterio 0,5 mL de acido cloridrico, resposta.
Uma prescrirlio requer 0,2 mL de oleo de cravo. Usando um recipiente graduado de 5 mL calibrado com
unidades de 0,5 mL, como voce obteria a quantidade requerida de oleo de cravo empregando 0 metodo de
aliquota e utilizando dlcool como diluente?
64 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
Se 5 e escolhido como multiplo, entao:
1. Medir 5 X 0,2 mL, ou 1 mL de oleo de cravo
4 mL de alcool 2. Diluir com
Para fazer 5 mL de diluis;ao
3. Medir If 5 de diluis;ao, ou 1 mL, que contenha 0,2 mL de 6leo de cravo, resposta.
Pesagem pelo Metodo da Quantidade Minima
Esse metoda pode ser utilizado como uma alternativa a pesagem pelo metoda de aliquota para obter
pequenas quantidades de urn farmaco.
Depois de determinar a quantidade desejada de substincia e a menor quantidade que pode ser
pesada na balan<;:a com o grau de exatidao necessaria, o procedimento e o seguinte:
Passo I. Pesar uma quantidade de farmaco que seja igual ou maior que a quantidade minima que
possa ser pesada na balan<;:a com a exatidao necessaria.
Passo 2. Diluir o farmaco com uma quantidade calculada de diluente inerte, de tal forma que uma
quantidade predeterminada da mistura farmaco-diluente contenha a quantidade desejada de
farmaco.
\
·'
Exemplo:
Se 20 ·miligramas de um fdrmaco sao requeridos em uma prescrirao, explique como voce obteria essa
quantidade de fdrmaco com uma exatidao de± 5% utilizando uma balanr;a com sensibilidade de 6 mili-
gramas. Utilize lactose como diluente.
Neste exemplo, 20 miligramas e a quantidade de farmaco requerida. A quantidade minima que
pode ser pesada na balans;a e de 120 milligramas. Assim, a quantidade de farmaco a ser pesada deve ser
igual ou maior do que 120 miligramas. Para resolver este exerdcio, 120 miligramas de farmaco sao
pesados. Ao calcular a quantidade de diluente que deve ser utilizada, uma quantidade predeterminada
da mistura farmaco-diluente deve ser selecionada e canter os 20 miligramas desejados de farmaco. A
quantidade selecionada deve ser maior do que 120 miligramas, porque a mistura farmaco-diluente
deve ser feita com exatidao pela pesagem na balan<;:a. Uma quantidade de 150 miligramas pode ser
arbitrariamente atribuida. A quantidade total de diluente que deve ser urilizada pode ser determinada
pelo cilculo da seguinte propors;ao:
'
~ CAPSULA DE CALCULOS FARMACEUTICOS
Exatidao na Pesagem
• A sensibilidade de uma balanc;:a deve ser conhecida ou determinada. Normal mente a sensibilidade e de
6 mg.
• Um erro de pesagem de ± 5% ou menos e aceitavel.
• A menor quantidade a ser pesada em uma balanc;:a e determinada pela equac;:ao:
1 OO% x Sensibilidade (mg) = Quantidade minima pesada (mg)
Erro aceitavel (%)
Essa quantidade e de aproximadamente 120 mg.
• Para pesar quantidades menores, deve ser utilizada uma balanc;:a eletr6nica ou o metoda de pesagem
por alfquota.
r
CALCULOS F ARMACEUTICOS 65
20 mg (Ehmaco necessario para .8:) _ 120 mg (quanti dade total de farmaco pesada)
150 mg (mistura farmaco- diluente x mg (quanridade total da mistura
a ser utilizada em .8:) farmaco- diluente preparada)
x = 900 mg da mistura farmaco-diluente a ser preparada
Portanto, 900 mg- 120 mg = 780 mg de diluente (lactose) a ser utilizada, resposta.
Deve-se notar que, nesse procedimento, cada pesagem, incluindo a do farmaco, a do diluente e ada
mistura farmaco-diluente, deve ser igual ou maior do que a quantidade minima pesada na balans;a com
a exatidao necessaria.
Porcentagem de Erro
Uma vez que as medidas na farmacia de manipulas;ao nunca sao absolutamente exatas, e importante
que o farmaceutico reconheya as limitas;6es dos instrumentos utilizados e a magnitude de seus possi-
veis erros. Quando o farmaceutico mede o volume de urn liquido ou pesa urn material, duas quantida-
des tornam-se importantes na porcentagem de erro: (1) o peso aparente, ou volume medido, e (2) o
possivel excesso ou falta (erro) na quamidade real obtida.
A porcentagem de erro pode ser qefinida como o erro potencial maximo multiplicado por I 00 e
dividido pela quantidade desejada. 0 calculo pode ser formulado como segue:
Erro x 1 00%
-------- = Porcenragem de erro Quanridade desejada
Calculo da Porcentagem de Erro em Medidas de Volume
Como foi descrito anteriormente, a exatidao obtida em uma medida depende da selec;:ao do equipamen-
to de medis;ao empregado, do volume de lfquido medido e da habilidade e cuidado do farmaceutico.
A porcentagem de erro em medidas de volume pode ser calculada a partir da equas;ao acima, rela-
cionando o volume do erro (determinado com utilizac;:ao de equipamentos de maior precisao) ao volu-
me desejado (ou aparentemente medido).
Exemplo:
Empregando um calice graduado, um farmaceutico mediu 30 mililitros de um liquido. Em uma analise
posterior, utilizando uma bureta de calibre estreito, foi determinado que o volume real medido pelo farma-
ceutico foi 32 mililitros. Qual foi a porcentagem de erro na medida anterior?
32 mililitros- 30 mililitros = 2 mililitros, volume do erro
2 mL x 100%
----- = 6,7%, resposta.
30mL
Calculo da Porcentagem de Erro na Pesagem
As balanc;:as utilizadas na pesagem apresentam diferentes graus de exatidao. Como ja foi visto neste
capitulo, o conhecimento da sensibilidade de uma balanc;:a e muito importante para pesar materiais
com urn grau espedfico de exatidao. A sensibilidade de uma balans;a pode ser utilizada para determinar
a porcentagem de erro de uma determinada pesagem.
,,
'
' ,.
66 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
Exemplos:
Quando o erro potencial mdximo e de ± 4 miligramas em um total de I 00 miligramas,
porcentagem de erro?
4x 100%
---= 4%, resposta.
100
Uma prescri~lio requer 800 miligramas de uma substancia. Depois de pesar essa quantidade em uma
balan~a, o farmaceutico decide conferir sua medida pesando-a novamente em uma balan~a mais sensivel
que registra apenas 750 miligramas. Considerando-se que a primeira pesagem foi 50 miligramas menor do
que a quantidade desejada, qual foi a porcentagem de erro?
50 X 100o/o
---- = 6,25%, resposta.
800
ESTUDO DE CASO 3.1: Solicita-se que um farmaceutico manipule a seguinte formula para a prepara~rao
de 100 capsulas:3
Estriol 200 mg
Estrona 25 mg
Estradiol 25 mg
I
Mel hocel E4M 10 g
Lactose 23,75 9
Utilizando uma balan~ra com sensibilidade de 6 mg, o metodo de pesagem por alfquota, lactose
como diluente e um erro de pesagem de 4%, mostre, por meio de calculos, como a quantidade
correta de estrona pode ser obtida para manipular a formula com exatidao.
PROBLEMAS PRATICOS
Calculos do Metodo de Aliquotas na Pesagem
1. Uma prescri~ao requer 50 miligramas de ma-
leato de clorofeniramina. Usando urn balan-
~a de precisao com sensibilidade de 6 mili-
gramas, explique como voce obteria a quan-
tidade necessaria de maleato de clorofenira-
mina com urn erro de ate 5%.
2. Uma balan~ de precisao tern urna sensibilida-
de de 0,006 grama. Explique como voce pesaria
0, 0 12 grama de sulfato de atropina com urn erro
de ate 5%, usando lactose como diluente.
3. Uma balan<;:a de precisao tern sensibilidade de
4 miligramas. Explique como voce pesaria 5
miligramas de cloridrato de morfina com urn
erro de ate 5%. Utilize lactose como diluente.
4. Uma balan<;:a de precisao tern sensibilidade de
0,004 grama. Explique como voce pesaria
0,008 grama de uma substancia com urn erro
de ate 5%.
5. Uma balan<;:a de precisao tern sensibilidade de
6,5 miligramas. Explique como voce pesaria
20 miligramas de uma substancia com um
erro de ate 2%.
Calculo de Medidas de Volume pelo Metodo
de Aliquotas
6. Uma formula farmaceutica requer 0,4 milili-
tro do surfactante polisorbato80. Utilizando
agua como diluente e urn recipiente gradua-
do de 1 0 mililitros calibrado com unidades
de 1 mililitro, como voce poderia obter a
quantidade desejada de polisorbato 80?
7. Uma formula requer 0,6 mililitro de urna solu-
yao colorida. Usando urn recipiente graduado
I
&.
de 10 mililitros calibrado com unidades de
1 mililitro, explique como voce obteria a quan-
tidade desejada da solw;:ao colorida pelo meto-
do de allquota. Utilize agua como diluente.
8. Usando urn recipiente graduado de 10 milili-
tros calibrado com unidades de_ 1 mililitro,
explique como voce mediria 1,25 mililitros
de uma tintura pelo metodo de allquota. Uti-
lize agua como diluente.
9. A formula para 100 mililirros de elixir de pen-
tobarbital sodico requer 0,75 mililitro de oleo
de laranja. Utilizando alcool como diluente e
urn recipiente graduado de 10 mililitros cali-
brado com unidades de 1 mililitro, como voce
poderia obter a quantidade desejada de oleo
de laranja?
Calculos de Porcentagem de Erro
10. Urn farmaceutico tenta pesar 120 miligramas
de sulfato de codelna em uma balan~a com
sensibilidade de 6 miligramas. Calcule o erro
potencial maximo, em porcentagem.
11. Ao manipular uma prescri~ao, urn farmaceu-
tico pesou 0,050 grama de uma subsrancia
em uma balan~a que nao tinha sensibilidade
para pesar quantidades menores que 0,004
grama. Qual foi 0 erro potencial maximo, em
po rcen tag em?
CALCULOS FARMACEUTICOS 67
12. Urn farmaceurico pesou 475 miligramas de
uma substancia em uma balanc;:a de exatidao
duvidosa. Quando o resultado foi conferido
em uma balan~a de maior exatidao, foramen-
contrados 445 miligramas. Calcule a porcen-
tagem de erro na primeira pesagem.
13. Urn recipiente graduado de 10 mililitros pesa
42,745 gramas. Quando 5 mililitros de agua
destilada sao medidos, o peso combinado do
recipiente graduado e da agua e 47,675 gra-
mas. Por defini~ao, 5 mililitros de agua de-
vern pesar 5 gramas. Calcule o peso da agua
medida e expresse qualquer desvio de 5 gra-
mas como uma porcentagem de erro.
14. Uma vidraria graduada pesa 35,825 gramas.
Quando 10 mililitros de agua sao medidos, 0
peso desta vidraria e da agua e 45,835 gra-
mas. Calcule o peso da agua e expresse qual-
quer desvio de 10 gramas como uma porcen-
tagem de erro.
15. Ao preparar uma pomada, urn farmaceutico uti-
lizou 28,35 gramas de oxido de zinco, em vez
dos 31,1 gramas requeridos. Calcule a porcen-
tagem de erro, com base na quantidade desejada.
16. Urn farmaceutico tentou pesar 0,375 grama
de sulfato de morfina em uma balan~a de exa-
tidao duvidosa. Quando o resultado foi con-
ferido em uma balan~a de maior exatidao, foi
encontrado 0,400 grama. Calcule a porcen-
tagem de erro na primeira pesagem.
RESPOSTAS PARA 0 ESTUDO DE CASO E PARA OS PROBLEMAS PRATICOS
Estudo de Caso 3.1 (p. 66)
A menor quantidade que deveria ser pesada na
balan~a:
1 OOo/o x 6 mg = 150 m 4o/o g
Quantidade desejada (estrona) : 25 mg
Fator multiplo selecionado: 6
Por~ao da allquota selecionada: 150 mg
Estrona (25 X 6) 150 mg
Lactose 750 mg
Mistura 900 mg
Allquota
(900 mg + 6)
150 mg da mistura terao
25 mg de estrona,
resposta.
Problemas Praticos (p. 66)
Metodo de Aliquotas na Pesagem (p. 66)
1. Pesar
Diluir com
Para fazer
Pesar
150 mg de maleato de
clorofeniramina
450 mg
600 mg
200 mg
68 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
2. Pesar 120 mg de sulfato de
atropina
Diluir com 1.380 mg
Para fazer 1.500 mg
Pesar 150 mg
3. Pesar 80 mg de cJoridrato
de morfina
Diluir com 1.520 mg
Para fazer 1.600 mg
Pesar 100 mg
4. Pesar 160 mg
Diluir com 3.840 mg
Para fazer 4.000 mg
Pesar 200 mg
5. Pesar 400 mg
Diluir com 7.600 mg
Para fazer 8.000 mg
Pesar 400 mg
Medidas de Volume pelo Metodo
de Aliquotas (p. 66)
6. Medir
Diluir com
Medir
REFERENCIAS
2mL
10 mL
2mL
7. Medir
Diluir com
Medir
8. Medir
Diluir com
Medir
9. Medir
Diluir com
Medir
3 mL
10 mL
2mL
5 mL
8 mL
2mL
3 mL de oleo de laranja
8mL
2mL
Porcentagem de Erro (p. 67)
10. 5%
11. 8%
12. 6,32%
13. 1,4%
14. 0,1 o/o
15 . 8,84%
16. 6,67%
1. United States Pharmacopeia. 24rh Rev Rockville, MD: United States Pharmacopeia! Convention, 2000;1808, 2125.
2 . National Bureau of Standards Handbook 44. 4th Ed. Washington, DC: National Institute of Standards and Tech-
nology, 1971.
3. International Journal of Pharmaceutical Compounding. 1993;3:401.
de Prescri~oes
Por definic;:ao, uma prescric;:ao e urn pedido de urn medicamento emitido por urn medico, dentista ou
outro profissional da saude licenciado. A prescric;:ao indica urn medicamento e uma dosagem espedfi-
cos que devem ser preparados por urn farmaceutico e administrados a urn determinado paciente.
A prescric;:ao e normalmente preenchida em formuhirios padronizados que apresentam o s!mbolo
tradicional R (que significa "receita", "tome" ou "receba"), nome, endew;:o, numero de telefone e
outras informac;:oes pertinentes relativas ao medico ou a outra pessoa que tenha feito a prescric;:ao. Alem
disso, o solicitante utiliza os espac;:os em branco para fornecer informac;:6es sobre o paciente, o medica-
menta desejado e as instruc;:6es para o seu u
1
so. A Figura 4.1 ilustra o tipo de informac;:ao geralmente
encontrada em uma prescric;:ao. Uma prescric;:ao feita por urn veterinario costuma incluir a especie do
animal, seu nome eo nome do dono.
A prescric;:ao pode ser apresentada na farmacia pelo paciente ou pode ser enviada por telefone ou
por outros meios eletr6nicos pelo responsavel por ela. Caso a prescric;:ao seja transmitida por telefone
ou por outro meio eletr6nico, o farmaceutico deve passar, imediatamente, a informac;:ao para urn
formulario escrito ou computadorizado que seja apropriado.
Em hospitais e outras instituic;:6es, OS formularios sao urn pouco diferentes. A Figura 4.2 ilustra
uma prescric;:ao dpica. Os pedidos demonstrados nesse exemplo estao digitados, mas normalmente as
instruc;:6es sao escritas pelo medico.
Uma prescric;:ao para urn recem-nascido, para uma crianc;:a ou para urn idoso pode tambem incluir
a idade, o peso, e/ou a area de superficie corporal (BSA)* do paciente (como e discutido no Capitulo
8). Urn exemplo de uma prescric;:ao para urn paciente pediatrico e ilustrado na Figura 4.3. Essa infor-
mac;:ao as vezes e necessaria para que se possa calcular a dosagem apropriada de medicamento.
E importante saliemar duas grandes categorias de prescric;:oes: (1) aquelas compostas de urn unico
componente ou produto pre-fabricado e que nlio requerem manipulaflio ou mistura pelo farmaceutico,
e (2) aquelas compostas por mais de urn componente e que requerem manipulaflio. • Uma prescric;:ao
pode incluir o nome qu!mico ou generico da subsrancia, a marca do fabricante ou o nome de marca
registrada (indicado com letras maiusculas neste livro) . As prescric;:oes que requerem manipulac;:ao con-
• A manipulac;:ao por encomenda extempod.nea de prescric;:6es e uma atividade que deve ser realizada apenas por
profissionais farmaceuticos em func;:ao da educac;:ao, treinamento e experiencia adquiridos no decorrer da graduac;:ao.
Por definic;:ao, a manipulac;:ao farmaceutica se refere a misrura, ao preparo, a embalagem e a rotulagem da prescric;:ao de
urn paciente especifico. Alem da manipulac;:ao individual de prescric;:6es, diretrizes do Food and Drug Administration
permitem a manipulac;:ao de quantidades limitadas de medicamentos como uma antecipa[iio das prescric;:6es dos pa-
cientes, baseada na freqiiencia de pedidos observada. As farmacias de manipulac;:ao nao estao aptas a produc;:ao de
medicamentos em larga escala, para outras farmacias ou para outras entidades de distribuic;:ao ou revenda, a menos que
possuamautorizac;:ao dos 6rgaos reguladores para esse fim. 1
* N. de T.: BSA, do ingles body surface area. A abreviac;:ao em ingles foi mamida no texto para nao causar confusao com
a sigla ASC (area sob a curva), discutida no Capitulo 22.
70 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
tern as quantidades necessarias de cada ingrediente. Para assegurar que os medicamentos sejam admi-
nistrados de forma exata e adeq_uada, eles podem ser preparados em varias Jormas de dosagem (p. ex.,
comprimidos, xaropes, solu~ifes para inje~lio) e sistemas de libera~ao de fiirmacos (p. ex., adesivos transder-
micos). Os exemplos a seguir ilustram prescris;6es como nome comercial dos produtos (Figura 4.1 e
Figura 4.3), o nome generico (Figura 4.4) e para ser realizada a manipulas;ao (Figura 4.5). Definis;6es e
descris;6es de formas de dosagem e de sistemas de libera<;:ao de firmacos sao apresentadas no Apendice D .
Fatores Envolvidos no Calculo de Prescri~oes
Este capitulo apresenta a forma, o conteudo e a interpretas;ao de prescris;6es e, assim, prove a base para
a maioria dos cdlculos que se sucedem neste livro, incluindo os seguintes:
(1)
(2)
John M. Brown, M.D.
100 Main Street
Libertyville, Maryland
Telefone 123-4567
l
Nome :Mary Smitli Data 9 Jan, 20
Enderec;o 123 (]3road Street
(4) R
(5) Lipotor 10 mg
(6) 30 comprimidos
(7) Poso[ogia: tamar 1 comprimido ao dia
(8) Refil _§_ vezes
Etiqueta: Sim ..::!._ Nao _
Generico, se possivel: Sim _ Nao ..::/._
(3)
J :M (]3rown, :MJD. (1)
CRM No. 1234563
FIGURA 4.1 Componentes de uma prescric;ao tipica. As partes indicadas sao as seguintes:
(1) lnformac;ao sobre a pessoa que faz a prescric;ao e assinatura
(2) lnformac;oes sobre o paciente
(3) Data de emissao da prescric;ao
(4) 0 simbolo F.l, que significa "receita"ou "tome"
(5) Medicamento prescrito
(6) lnstruc;6es sabre a dispensac;ao para o farmaceutico
(7) lnstrur,;6es para o paciente
(8) lnstrur,;6es especiais. E importante notar que em qualquer prescrir,;ao, caso o nome comercial do medicamento
seja prescrito , ele nao podera ser substitufdo por um medicamento generico.
C ALCULOS F ARMACEUTICOS 71
CITY HOSPITAL
Athens , GA 30600
PRESCRICAO
DATA HORA
NOME DO PACIENTE:
ENDERECO:
CIDADE, ESTADO:
IDADE, SEXO:
MEDICO:
HOSP.NO:
SERVICO:
QUARTO:
PRESCRICAO
Thompson, Linda
2345 Oak Circle
Athens, GA
35 Feminine
J . Hardmer
900612345
Medicina
220 Leste
01/02/ - 12h 1. Propranolol 40 mg via oral 4 x ao dia
2. Furosemida 20 mg via oral pela manha
3. Flurazepam 30 mg, se necessario, para dormir
4. Soro glicosado 5% + 20 mEq KCI/L a 84 mllh
Hardmer, MD
l
·'
A menos que esteja escrito "nenhuma substituigao e permitida", de forma clara,
depois da prescrigao, um farmaco equivalente ou generico pode ser dispensado,
de acordo com as normas do hospital.
Mary M. Brown, M.D.
Clinica Pediatrica
100 Main Street
Libertyville, Maryland
Telefone 123-4567
Nome Suzy Smith ldade ....2...._ Peso 39,4 lb
Enderego 123 (]3road Street Data 9 Jan, 2~0=
Suspensii.o ora[ omnisef
125mg/5m£
(])isp. 100m£
jldministrar 14 mg/li.g/dia x 10 dias
Posologia -- co[fzer de cfzd a cada 12 fz
Refii .JL.. vezes
Etiqueta: Sim .:!...._ Nao _
Generico, se disponfvel : Sim _ Nao _:l_
:Mary (]3rown, :M.(])_._
CRM No. MB 5555555
FIGURA 4.2 Exemplo
tfpico de uma prescri -
gao hospitalar.
~----------~~
FIGURA 4.3 Exemplo de prescrigao para um paciente
pediatrico.
72 HOWARD c. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
.John M. Brown, M.D.
100 Main Street
Libertyville, Maryland
Telefone 123-4567
Nome CJ3rad Smitli
Enderec;:o 123 CJ3road Street
Data 9 Jan, 20 __
RX 1234567
fl.mmjfina 250 mg/5 mL
(])isp. 100 mL
C'poso{ogia: duas co{lieres de clid a
cada 121i
Refil _Q_ vezes
Etiqueta: Sim _:{_ Nao _
Generico, se disponfvel: Sim _ Nao _
J'M CJ3rown, 'M..(]).
CRM No. 1234563
John M. Brown, M.D.
100 Main Street
Libertyville, Maryland
Telefone 123-4567
Nome 'Nei{ Smitli
Enderec;:o 123 CJ3road Street
:Metodopramida J(c{
'Meti[para6eno
C'propi[para6eno
C{oreto de s6dio
J[gua punficada, qsp *
'M. ft. um Spray nasa{
Data 9 Jan, 20
lOg
50mg
20mg
800mg
100m£
Indicaj:do: spray nasa{ para emese induz ida
por quimioterapia.
Vso conforme indicado. (])escarte ap6s 60 dias.
Refil _Q_ vezes
Etiqueta: Sim _:{_ Nao _
Generico, se disponfvel: Sim _ Nao _
}'M CJ3rown, 'M. (]).
CRM No. 1234563
FIGURA 4.4 Exemplo de prescric;;ao de farmaco
gene rico.
FIGURA 4.5 Exemplo de prescric;;ao que requer ma-
nipulac;;ao.
* N. de T.: As abrevia-;:6es em ingles ad e q.s. ad sao ucilizadas no Brasil como qsp, que significa quantidade suficiente
para fazer. A abreviatura qsp e utilizada aqui e no restante do livro como tradu-;:ao de ad ou q.s. ad.
CALCULOS FARMACEUTICOS 73
• Doses: incluindo a quantidade de uma dose prescrita, o numero total de doses prescritas e o numero
de dias de tratamento.
Adesiio: a adesao do paciente ou do profissional responsavel por seu cuidado as instrU<;:6es
prescritas.
Concentrariio do formaco: a quantidade de urn agente terapeutico ativo que deve ser utilizada para
atingir a concentrac,:ao de farmaco desejada.
Taxa de administrariio do formaco: a quantidade de farmaco que deve ser administrada por unidade
de tempo para atingir a dosagem estipulada no protocolo de tratamento (p. ex., mg/min, gotas/
minuto ou mL!h para a administrac,:ao de urn fluido intravenoso).
• Manipulariio: as quantidades de componentes ativos e excipientes que devem ser utilizadas na
preparac,:ao sob encomenda de urn produto farmaceutico, incluindo o uso de soluc,:6es estoque e/ou
unidades de dosagem comerciais no processo.
• Fatores flsico-quimicos: incluindo calculos para fazer solU<;:oes isotonicas, isoosmoticas, equimolares,
ou tamp6es.
• Fdrmaco-economicos: incluindo custos dos medicamentos, analise de custo-beneffcio, analise de
custo-efetividade e pianos alternativos de tratamento.
As quantidades dos ingredientes que normalmente devem ser utilizados sao expressas em uni-
dades metricas de peso e medida, conforme o SI. Esse sistema e descrito em detalhe no Capitulo
2. Em raras circunstancias, as unidades do sistema apo tedrio, descrito no Apendice A, podem ser
utilizadas. Quando o SI (sistema metrico)~ e utilizado, a vfrgula decimal pode ser substitufda por
uma linha vertical impressa ou desenhada pelo solicitante no espac,:o em branco da prescric,:ao.
Nesses casos, unidades totais ou subunidades em gramas de peso e mililitros de volume sao sepa-
rados pela linha vertical. As vezes, as abreviac,:oes g (para grama) e mL (para mililitro) nao sao
inclufdas e devem ser presumidas.
Exemplos de prescriraes escritas em unidades metricas do Sf:
.8: Acido acetilsalidlico 4,0 g
Fenacetina 0,8 g
Sulfato de codefna 0,5 g
Misture e fa<;:a 20 capsulas
Posologia: uma capsula a cada 4 horas:
Dextrometorfano
Xarope de guaifenesina
Alcool
Xarope flavorizado
Posologia: 5 mL, se necessaria, para tosse.
Exatidao em Prescri~oes
0 18
1 2
2 1
60 0
E. de responsabilidade do farmaceutico assegurar que cada prescric,:ao recebida esteja correta em sua
forma e seu conteudo, que seja apropriada para o paciente e que seja subseqiientemente preenchida,
rotulada, dispensada e administrada com exatidao. Essencialmente, cada medicamento deve ser:
• terapeuticamente apropriado para o paciente;
• prescrito em doses corretas;
• dispensado na concentra<;:ao e forma de dosagem corretas;
74 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
• rotulado corretamente, com as instrw;:6es completas para o paciente; e
• em rela<;:ao aos pacientes hospitalizados ou em tratamento em outros centros medicos, cada medi-
camento deve ser administradoao paciente certo, no tempo certo e pela taxa e via de administra<;:ao
corretas.
Para assegurar tal exatidao, o farmaceutico e obrigado a revisar cada prescri<,:ao passo a passo para
detectar erros e omiss6es. Esse procedimento recebe o nome de busca por erros e omissoes.
A revisao criteriosa das prescri<;:6es para verificar se estao completas e corretas e urn passo inicial
importante no processo para que a sua exatidao seja assegurada. Deve-se ressaltar que outros parame-
tros subseqiientes utilizados para assegurar a exatidao do uso dos medicamentos - tais como a aplica-
<;:ao de farmacorerapia, o controle do estagio da doen<;:a e os aspectos legais e regulat6rios relacionados
aos farmacos e aos solicitantes -, embora sejam essenciais para a pratica farmaceutica e para o cuidado
com 0 paciente, nao sao abordados neste livro.
Dentre os itens que o farmaceutico deve conferir, para a leitura e interpreta<;:ao correta de uma
prescri<;:ao, encomram-se:
• informa<;:6es sabre o solicitante, incluindo o endere<;:o, o numero de telefone, o CRM (numero do
Conselho Regional de Medicina) e a assinatura;
• data da prescri<;:ao e a sua validade para requerer a prepara<;:ao;
• informa<;:6es sabre o paciente, incluindo informa<,:6es relevantes a respeito da dose adequada, como,
por exemplo, a idade e/ ou o peso po pacieme, se a dose do farmaco estiver relacionada a esses
parametros;
• o farmaco prescrito, incluindo a dose, a concentra<;:ao da prepara<,:ao, a forma de dosagem e a
quantidade;
• clareza em qualquer abrevia<;:ao, simbolo, e/ou unidade de medida;
0~
o -
...... ---
-tO===
-----0~
_..-
cu
""'-I 00===
-
--
.....,
FIGURA 4.6 Exemplo de um c6digo de barras utilizado para identificar o
farmaco e minimizar erros em hospitais e outros centros de saude. (Corte-
sia de Baxter Healthcare Corporation .)
. ;,.
CALCULOS FARMACEUTICOS 75
• clareza e dados completos em rela<;:ao as instru<;:6es de uso para 0 paciente;
• autoriza<;:ao para reprodu<;:ao e/ou substitui<;:ao por urn produto generico;
• necessidade de etiquetas especiais, como, por exemplo, data de validade, condi<;:6es para o armaze-
namento, bern como alimentos e/ou outros medicamentos que nao podem ser ingeridos concomi-
tantemente; e
• 0 nome das substancias e suas respectivas quantidades para as prescri<;:6es a serem manipuladas;
sendo que os cilculos realizados para o preparo do produto devem ser confirmados mais de uma
vez, assim como a identifica<;:ao de todos os ingredientes utilizados e suas respectivas medidas.
Antes de dispensar e depois de preparar e rotular o produto, o farmaceutico deve se certificar de que:
• 0 produto contem o farmaco, a concentra<;:ao, a forma de dosagem e quantidade corretos. 0 c6digo
de barras de produtos farmaceuticos utilizados em hospitais e exigido pelo Food and Drug
Administration (FDA) como uma prote<;:ao adicional para assegurar a exata dispensa<;:ao e adminis-
tra<;:ao do produto (ver Figura 4.6);
• 0 nlimero de serie impressa pela farmacia no r6tulo do produto esti de acordo com o da prescri<;:ao;
• 0 r6tulo apresenta o nome correto do paciente e do medico, o nome correto do farmaco , a quanti-
dade e a concentra<;:ao, o nome ou as iniciais do farmaceutico que preparou o produto eo numero
de refis remanescentes. Maiores informa<;:6es no r6tulo ou etiquetas adicionais podem ser requeri-
das de acordo com a pratica farmaceutica e com as leis federais e estaduais, dependendo do farmaco
que esti sendo dispensado.
Exemplo:
Leia a prescritlio apresentada na Figura 4.4 para identificar quaisquer erros elou omissoes no rdtulo da
seguinte prescritlio:
R 1234576
Brad Smith
Main Street Pharmacy
150 Main Street
Libertyville, Maryland
Telefone 456-1432
10 Jan, 20 __
Dr.]. M. Brown
Tomar 2 colheres de cha a cada 12 horas.
Arnpicilina 250 mg/5 mL
Refis: 0
Erro: 0 nome do farmaco esta incorreto.
Omisslio: As instru<;:6es estao incompletas.
100 mL
Farmaceutico: AB
Nota: Existem raz6es para duvidar que o paciente tenha recebido o medicamento correto. Outros
exemplos de enos e omiss6es sao apresentados nos problemas praticos no final deste capitulo.
Emprego de Abrevia~oes e Simbolos
---------------------------------------------------
0 uso de abrevia<;:6es e comum em prescri<;:6es. Algumas se originam do latim, por seu uso hist6rico na
medicina e na farmacia, ao passo que outras foram criadas pelos solicitantes como atalhos para uma
76 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
escrita mais rapida. A Tabela 4.1 apresenta uma lista de algumas dessas abrevia<;:6es . Infelizmente, os
erros de medica<;:ao podem ser resultado tanto do uso inadequado, da rna interpreta<;:ao e da escrita
ileg!vel das abrevia<;:6es, quanto do uso de abrevia<;:6es ad hoc (espedficas para uma finalidade) ou
inventadas pelos medicos que as prescrevem. 0 uso de urn vocabulario controlado, uma redw;:ao
no emprego de abrevia<;:6es, o cuidado ao escrever v!rgulas decimais e o emprego adequado de
zeros iniciais e finais sao fundamentais para mini mizar erros de medica<;:ao. 2-5 Deve-se enfatizar
que uma v!rgula decimal colocada no lugar errado ou mal-interpretada representa urn erro de pelo
menos 10 magnitudes.
Para reduzir erros de escrita, legibilidade e interpretayao em prescri<;:6es recomenda-se o seguinte:2-5
• Um numero inteiro deve ser escrito sem uma virgula decimal e sem um zero no final (p. ex., expressar 4
miligramas como 4 mg em vez de 4, 0 mg).
• Uma quantidade menor do que I deve ser expressa com um zero precedendo a virgula decimal (p. ex.,
expressar dois decimos de um miligrama como 0,2 mg em vez de .2 mg).
• Deixe um espa~o entre o numero e a unidade (p. ex., I 0 mg em vez de I Om g).
• Use numeros inteiros quando for possivel, em vez de fra~oes decimais equivalentes (p. ex., use I 00 mg e
nao O,Ig).
• Use o nome do fiirmaco por extenso, e nao sua abrevia~ao (p. ex., fenobarbital, em vez de FE).
• Use as designa~oes da USP para unidades de medida (p. ex., para gramas, use gem vez de Gm ou gms;
para miligramas, use mg e nao mgs ou mgm).
• Escreva "unidades"por extenso (p. ex., !I 00 unidades, em vez de I 00 u ou I 00 U, uma vez que um "U"
incompreensivel pode ser mal interpretado como um zero, resultando em um erro I 0 vezes maior, ou seja,
I. 000). A abrevia~ao UJ, que significa "Unidades lnternacionais" tambem deve ser escrita por extenso,
para nao ser interpretada como I V, que significa "intravenoso '~
• Certas abrevia~oes que podem ser confondidas com outras abrevia~oes devem ser escritas por extenso (p.
ex., escreva "olho direito" ou "olho esquerdo" em vez de usar o.d. ou o.e. e escreva por extenso ·''orelha
direita" e ''orelha esquerda" em vez de o.d. ou o.e.).
• Escreva "diariamente"por extenso e nao q.d.; 'a cada dois dias': e nao q.o.d.; e "quatro vezes por dia': e
nao q.i.d., para evitar erros de interpreta~ao.
• Evite usar d para "dia" ou "dose" em fon~ao da grande diferen~a entre os termos, como, por exemplo, mgl
kgldia versus mglkg!dose.
• Utilize letras maiusculas para distinguir ~omes de fiirmacos "semelhantes': tais como AggreSTAT e
AggreNOX hidrOXIZINA e hidrALAZINA, e D!Goxina e DESoxina.
• Caso seja necessdrio para um melhor entendimento, escreva por extenso as instru~oes do medico no r6tulo
da prescri~ao (p. ex., use "Tomar uma (I) cdpsula com dgua pela manha" em vez de "uma cap a.m. ').
0 Institute for Safe Medication Practices (ISMP) publica regularmente uma lista de abrevia<;:6es,
s!mbolos e designa<;:6es de doses que nao devem ser utilizadas. 5
As partes da prescri<;:ao que apresentam instru<;:6es para o farmaceutico e para o paciente geralmente
contem abreviac;:6es, assim como numerais arabicos e romanos. A interpretac;:ao correta dessas abrevia-
c;:6es e essencial tanto para OS calculos farmaceuticosquanta para a preparac;:ao e dispensac;:ao de medi-
camentos.
Em bora o tema seja abordado no Capitulo 7, deve-se no tar que quando os s!mbolos 3i, 5 mL
e a abreviac;:ao tsp. aparecem na posologia, eles significam "uma colher de chi"; da mesma for-
ma, quando os s!mbolos 3 ss, I5 mL e a abreviac;:ao tbsp. aparecem, eles significam "uma colher
de sopa."
Exemplos de instru~oes para o formaceutico:
(a) M ft. ung.
Misture e fac;:a uma pomada.
CALCULOS FARMACEUTICOS 77
TABELA 4.1 SELEI;AO DE ABREVIA!;OES, ACRONIMOS E SfMBOLOS EMPREGADOS EM PRESCRII;OES8 *
Abrevia~ao
(origem latinab) Significado
lnstru~oes para a prepara~ao de prescri~oes
aa. ou (ana) de cada
ad (ad) ate; para tazer
disp. ( dispensatur) dispense
div. (dividatur) divida
d.t.d. (dentur tales dar em cada dose
doses)
ft (fiat)
M. (mice)
No. (numero)
non. rep. ou NR
(non repatatur)
q.s. (quantum sufficit)
q.s. ad (quantum
sufficiat ad)
Sig. (Signa)
fa9a
misture
numero
nao repita
uma quantidade suficiente
uma quantidade suliciente para
fazer
posologia (instru96es no r6tulo
ou na bula)
Quantidades e medidas
BSA
cm3
1 ou II (fluidus)
113 ou 13
113ss ou l3ss
g
gal
gtt (gutta)
lb (libra)
kg
L
m2ou M2
meg
mEq
mg
mg/kg
mg/m2
mL
mUh
mOsm ou mOsmol
oz.
pt.
area de superffcie corporal
centfmetro ou milflitro (mh.)
cubico '
lfquido
dracma fluida (=: 1 colher
de cha, 5 mL)
meia on9a fluida (=: 1 colher
de sopa, 15 ml)
grama
galao
got a
libra
quilograma
litro
metro quadrado
micrograma
miliequivalente
miligrama
miligramas (de farmaco) por
quilograma (de peso corporal)
miligramas (de tarmaco) por
metro quadrado (de area de
corporal)
mililitro
mililitros (de tarmaco
administrado) por hora (como
em uma administrayao
intravenosa)
miliosmoles
onya
quartilho
Abrevia~ao
(origem latinab)
qt.
ss ou 5s (semissem)
tbsp.
tsp.
Significado
quarto de galao
um meio
colher de sopa
colher de cha
Posologia/instru~oes para pacientes
a.c. (ante cibos) antes das retei96es
ad lib. (ad libitum) livremente
admin administrar
A.M. (ante meridiem) pela manha
aq. (aqua) agua
ATC 24 horas
b.i.d. (bis in die)
c ou c (cum)
d (die)
dil. ( dilutus)
et
h (hora)
h.s. (hora somm)
i.e. (inter cibos)
min (minutum)
m&n
N&V
noel. (nocte)
NPO (non per as)
p.c. (post cibos)
P.M. (post meridiem)
p.o. (per os)
p.r.n (pro re nata)
q (quaque)
qAM
qn
q4h, q8h, etc.
q.i.d . (quarter in die)
rep. (repetatur)
s (sine)
s.i.d. (semel in die)
s.o.s. (si opus sit)
stat. (statim)
t.i.d . (ter in die)
ut diet. (ut dictum)
wk.
Medicamentos
APAP
ASA
AZT
EES
HC
duas vezes ao dia
com
dia
dilua
e
hora
antes de deitar
entre refei96es
minuto
manha e noite
nauseas e v6mito
noite
nada pela boca
ap6s as refeiy6es
a tarde
pela boca
se necessaria
cad a
todas as manhas
todas as noites
de em horas
quatro vezes ao dia
repetir
sem
uma vez ao dia
se houver necessidade,
caso necessaria
imediatamente
tres vezes ao dia
conforme orienta9ao
semana
paracetamol
aspirina
zidovudina
etilsuccinato de eritromicina
hidrocortisona
(continuac;ao)
* N. de T.: A maioria da abrevia<;:6es apresenradas neste capitulo nao e utilizada no Brasil. Assim, para nao causar
confusao, unicamenre o significado das abrevia<;:6es foi traduzido para o porrugues.
78 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
TABELA 4.1 continuafiiO
Abreviayao
(origem latinab)
HCTZ
MTX
NTG
Clfnico
BM
BP
BS
CHD
CHF
GERD
Gl
GFR
GU
HA
HBP
HRT
HTou HTN
lOP
Ml
OA
Pt
SOB
TPN
URI
UTI
Significado
hidroclorotiazida
metotrexato
nitroglicerina
movimento peristaltico
pressao sangufnea
agucar sangufneo
doenga coronaria cardfaca
infarto cardfaco congestivo
refluxo gastrintestinal
gastrintestinal
taxa de filtragao glomerular
geniturinario
dor de cabega
pressao arterial alta
terapia de reposigao hormonal
hipertensao
pressao intraocular
infarto/isquemia cardfaca
osteoartrite
paciente
encurtamento da respiragao
nutrigao parenteral total
infecgao respirat6ria superior
infecgao no trato urinario
Formas de dosagem/vefculos
amp.
cap.
D5LR
D5NS
D5W
am pol a
capsula
dextrose 5% em Ringer lactato
dextrose 5% em solugao salina
normal (0,9% de cloreto de
s6dio)
dextrose 5% em agua
Abreviayao
(origem latinab)
D10W
elix.
inj.
NS
% NS
oint ur ungt.
(unguentum)
pulv. (pulvis)
RL, R/L ou LR
sol. (solutio)
supp. (suppositorium)
susp.
syr. (syrupus)
tab. (tabletta)
Significado
dextrose 10% em agua
elixir
injegao
salina normal
salina meio normal
pomada
p6
lactato de Ringer ou solugao
lactato de Ringer
solugao
suposit6rio
suspensao
xarope
comprimido
Rotas de administrayao
CIVI infusao intravenosa continua
(24 horas)
10 intradermico
IM intramuscular
IT intratecal
IV
IVB
IV Drip
IVP
IVPB
NGT
p.o. ou PO (per os)
reel.
SL
SubQ
Top.
Vou PV
intravenosa
intravenosa bolus
infusao intravenosa
push intravenoso
bolsa intravenosa
tubo nasogastrico
via oral
via retal ou reto
via sublingual
via subcutanea
uso t6pico
via vaginal
a Na pratica, pontos e/ou /etras maiusculas podem ou nii.o ser utilizados com as abrevia96es. Algumas abrevia96es, acr6nimos
simbolos apresentam riscos de erros associados ao seu uso. Dessa forma, o Institute for Safe Medication Practices (ISMP) e
Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations (JCAHO) emitiram uma /isla de itens que tiveram seu uso
ou que estii.o em processo de proibi9ii.o (vide texto)s Esses itens nii.o estii.o inc/uidos na Tabela 4.1.
b Muldoon HC. Pharmaceutical Latin . 41h Ed. New York: John Wiley & Sons, 1952.
(b) Ft. sup. no. xii
Fa<;:a 12 supositorios.
(c) M ft. cap. d.t.d no. xxiv
Misture e fa<;:a d.psulas. Administre 24 doses.
Exemplos de instruroes para o paciente:
(a) Caps. i. q.i.d. p.c. et h.s.
Tome uma (1) capsula quatro (4) vezes ao dia, apos cada refei<;:ao e na hora de dormir.
(b) gtt. ii olho direito q.d. a.m.
Pingue duas (2) gotas no olho direito todos os dias pela manha.
(c) tab. ii stat. tab. 1 q 6 h x 7 d.
Tome dois (2) comprimidos imediatamente, depois tome urn (1) comprimido a cada 6 horas,
por 7 dias.
CALCULOS FARMACEUTICOS 79
ESTUDO DE CASO 4.1: Um farmaceutico recebeu a seguinte prescri~iio, que requer a interpreta~iio
correta das abrevia~oes antes que ele possa efetuar os calculos, a manipula~iio, a rotulagem e a
dlspensa~iio:
Lisinopril
Hidroclorotiazida
Fosfato de calcic
Lactose qsp
M. ft. cap. i D.T.D. # 30
Posologia: cap. i AM a.c.
10 mg
40 mg
300 mg
(a) Quantos miligramas de lisinopril e hidroclorotiazida sao necessaries para preparar a prescri~iio?
(b) Qual e a quantidade de lactose necessaria?
(c) Traduza as instru~oes no r6tulo para o paciente.
Protocolo de Tratamento e Adesao do Paciente ao Tratamento
0 protocolo de tratamento pode ser definido como a freqtiencia (isto e, 0 numero de vezes por dia) e
a dura<;:ao (isto e, o tempo de tratamento) d1,1 utiliza<;:ao de urn farmaco. Alguns medicamentos, em
fun<;:ao de suas caracteristicas Hsicas, qufmicas'ou biologicas ou de suas formas de dosagem, podem ser
ingeridos apenas uma vez ao dia, enquanto outros farmacos devem ser administrados duas, tres, quatro
ou mais vezes ao dia para que se obtenha o efeito desejado. A freqiiencia do protocolo de rratamento
tambem e influenciada pela condi<;:ao Hsica do paciente e pela natureza e gravidade da doen<;:a que esta
sendo rrarada. Alguns problemas, como indigestao, podem requerer uma unica dose do medicamento.Outras doen<;:as, como infec<;:6es sistemicas, podem necessitar varias doses por dia, durante 10 dias ou
mais. Em doen<;:as como diabete e pressao alta, terapias de manuten<;:ao de Iongo prazo sao necessarias
e requerem dosagens diarias de cerros medicamentos para o resto da vida.
Para obter melhores resultados no tratamento, utilizando tanto medicamentos prescritos pelo me-
dico como medicamentos vendidos sem prescri<;:ao, e imprescindivel que o paciente siga o prorocolo de
tratamento recomendado.
A adesao do paciente ao tratamento, tanto de medicamentos prescritos quanto de venda livre, e
definida como a sua compreensao e aceita<;:ao das instru<;:6es de uso. Nesse caso, o paciente segue
corretamente as instru<;:6es do rotulo ou bula para tomar o medicamento e aceita qualquer instru<;:ao
adicional provida pelo farmaceutico e/ou pelo medico. A adesao ao rraramento significa tomar o medi-
camento na concentra<;:ao desejada, na forma de dosagem adequada, no momento apropriado do dia ou
da noire, como intervalo adequado para a dura<;:io do tratamento e com a devida aten<;:ao em rela<;:io ao uso
concomitante com comidas e bebidas, ourros medicamentos (prescritos ou nao) e fitoterapicos.
A falta de adesao do paciente esra relacionada ao descumprimento das instru<;:6es providas pelo
profissional de saude ou pelo rotulo ou bula do produto quando o paciente se automedica. A falta de
adesao pode acarrerar subdose ou overdose, dosagem inconsistente ou esporadica, dura<;:ao incorreta do
tratamento e abuso da utiliza<;:ao do farmaco.
A falta de adesao do paciente pode advir de varios fatores, incluindo instru<;:6es dubias ou mal
interpretadas, efeitos colaterais indesejados, que desencorajam o uso do medicamento, falra de con-
fian<;:a do paciente em rela<;:ao ao farmaco e/ou pessoa que prescreveu, uso descontinuado em fun<;:ao de
o paciente sentir-se melhor ou pior, raz6es economicas baseadas no custo do medicamento, falta de
acompanhamento e esclarecimento em rela<;:ao a necessidade e as formas de adesao, confusao ao tomar
medicamentos, entre outros fatores .
I
I
I
'
l
80 HOWARD C. A NSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
Freqiientemente, OS pacientes esquecem se tomaram ou nao OS seus medicamentos. Essa situas:ao e
particularmente comum com pacientes que se confundem com facilidade, que tern perda de memoria ou
que estao tomando varios medicamentos cujo protocolo de tratamento exige que sejam tornados em dife-
rentes horarios durante o dia ou a noire. Certos tipos de ferramentas auxiliares como, por exemplo, calenda-
rios e graficos que ajudam a lembrar o dia e a hora da medica<;:ao e porta-medicamentos, podem ser ofereci-
dos para que o paciente possa seguir de forma adequada o seu protocolo de tratamento.
A falta de adesao nao e restrita apenas a pacientes ambularoriais ou que nao estao hospitalizados.
Pacientes de hospitais, enfermarias e outros centros de internas:ao geralmente sao mais complacemes
aos tratamentos devido ao empenho dos profissionais da saude que estao incumbidos da responsabili-
dade de administrar os medicamentos no momenta adequado. No entanto, ate mesmo nesses locais
uma dose programada de medicamento pode ser omitida ou administrada incorretamente ou de forma,
intempestiva, como resultado de erros humanos ou omiss6es.
As conseqiiencias da falta de adesao por parte do paciente podem incluir o agravamento da doen~a,
a necessidade de merodos de tratamentos e procedimentos cirurgicos mais caros e prolongados, hospi-
talizas;ao desnecessaria e o aumento do custo total com o cuidado da saude. Os alunos de farmacia
interessados em outras informas;6es sobre a adesao de pacientes a protocolos de tratamento devem
recorrer a outras fontes de informas;ao.6-7
Alguns dos diferentes tipos de problemas relacionados a adesao de pacientes ao tratamento com
medicamentos sao ilustrados nos exemplos seguintes.
Exemplos:
& Hidroclorotiazida 50 mg
No. XC
Posologia: i q AM para HBP
Se a prescririio foi preparada no dia 15 de abril em que data o paciente deveria encomendar novament
a sua medicariio?
Resposta: 90 comprimidos, tornados 1 por dia, deveriam durar 90 dias, ou aproximadamente 3
meses, e o paciente deveria voltar a farmacia no dia 15 de julho, ou urn pouco antes, naquele mesmo ano.
Solus;ao oral de penicilina V pod.ssica 125 mg/5 mL
Disp. mL
Posologia: 5 mL q 6h ATC x 10 d
Quantos mililitros do medicamento deveriam ser dispensados?
Resposta: 5 mL vezes 4 (doses por dia) equivalem a 20 mL vezes 10 (dias), o que equivale a 200 mL
Urn farmaceutico pode calcular a taxa percentual de adesao de urn paciente da seguinte forma:
0 1 T d d _ Numero de dias que durani a medicar;;ao 100 ; o axa e a esao = x
Numero de dias desde a ultima dispensar;;ao
Exemplo:
Qual e a taxa percentual de adesiio se um paciente recebeu uma quantidade de medicamento suficient
para 30 dias e retornou 45 dias depois para obter uma nova prescririio?
_ 30 dias
%Taxa de adesao = - -- x 100 = 66,6%, res pasta.
45 dias
Ao determinar a taxa de adesao real do paciente (em vez da aparente), e importante determinar se el
tinha o medicamento ao seu dispor e se tomou doses adicionais remanescentes de prescris;6es anteriores.
CALCULOS F ARMACEUTICOS 81
PROBLEMAS PRATICOS
1. Interprete cada uma das seguimes instrw;:oes
ao farmaceutico extrafdas de prescric;:oes:
(a) Disp. supp. rect. no. xii
(b) M. ft. iso. sol. Disp. 120 mL
(c) M. et div. in pulv. no. xl
(d) DTD vi. Non. rep.
(e) M. et ft. ung. Disp. 10 g
(f) M. et ft. caps. DTD xlviii
(g) M. et ft. susp. 1 g!tbsp. Disp. 60 mL
(h) Ft. cap. #1. DTD no.xxxvi N.R.
(i) M. et ft. pulv. DTD #C
(j) M. et ft. LV inj.
(k) R6tulo: hidrocortisona, 20 mg tabs.
2. Interprete cada uma das seguimes instruc;:oes
aos pacieme retiradas de prescric;:oes:
(a) Gtt. ii em cada olho q 4 h p.r.n. dor.
(b) Tbsp. i in 1/ 3 gl. aq. q 6 h
(c) Appl. a.m. & p.m. para dor p.r.n.
(d) Gtt. iv ouvido direito m. & n.
(e) Tsp. i ex aq. q 4 ou 5 h p.r.n. dor.
(f) Appl. ung. olho esquerdo ad lib.
(g) Caps i c aq. h .s. N.R.
(h) Gtt. v cada ouvido 3 X d. s.o.s.
(i) Tab. i via sublingual, rep. p.r.n.
(j) Pingue gtt. ii cada olho do recem-nascido.
(k) Oil. c = vol. aq. e fac;:a gargarejo q 5 h
(I) Cap. ii 1 h antes de sair, entao cap. i de-·
pois de 12 h
(m)Tab. i p.r.n. SOB
(n) Tab. i qAM HBP
(o) Tab. ii q 6h ATC UTI
(p) 3ii 4 x d p.c. & h.s.
(q) 3ss a.c. t.i.d.
(r) Adicione o comprimido triturado na co-
mida do animal s.i.d.
3. Imerprete a abreviac;:oes abaixo, extrafdas de
prescric;:oes:
(a) AMBIEN 10 mg p.o. qh x 5 d
(b) 1.000 mL D5W q 8 h IV c 20 mEq KCI
para cada tres frascos.
(c) Admin. Proclorperazina 10 mg IM q 3h
prn N&V
(d) Minociclina HCI susp. 1 tsp. p.o. q.i.d.
DC depois 5 d.
(e) Propranolol HCllO mg p.o. t.i.d. a.c. & h.s.
(f) NPH U-100 insulina 40 Unidades subc
rodos os dias A.M.
(g) Nafatato de cefamandol 250 mg IM q
12 h.
(h) Cloreto de porassio 15 mEq p.o. b.i.d. p.c.
(i) Sulfato de vincristina 1 mg/m2 pt. BSA.
(j) Flurazepam 30 mg at HS p.r.n. dormir.
(k) D5W + 20 mEq KCIIL at 84 mLI hora.
(I) 2,5 g/kg/dia aminoacidos TPN.
(m)PROCRIT (epoetina alfa) stat. 150 uni-
dades/kg subQ. 3 X wk. X 3-4 wks.
4. (a) Se urn frasco de 10 mL de insulina con-
tern 100 unidades de insulina por mililitro e
deve-se administrar 20 unidades diariamente
para urn pacieme, quamos dias durara o pro-
duro? (b) Se o paciente retornasse a farmacia
em exatamente 7 semanas para apanhar ou-
tro frasco de insulina, ele haveria aderido ao
protocolo de tratamento estipulado, com base
na taxa percentual de adesao?
5. Uma prescric;:ao deve ser seguida da seguime
forma: 1 comprimido q.i.d. no primeiro dia.
1 comprimido t.i.d. no segundo dia; 1 com-
primido b.i.d. X 5 d e 1 comprimido q.d.
doravante.Quamos comprimidos deveriam
ser dispensados para o tratamento de 30 dias?
6. Ao manipular a prescric;:ao da Figura 4.3, o
farmaceutico calculou e rotulou a dose como
sendo "1 colher de cha a cada 12 horas." Isso
esra certo ou errado?
RESPOSTAS PARA 0 ESTUDO DE CASO E PARA OS PROBLEMAS PRATICOS
Estudo de Caso 4.1 (p. 79)
(a) Como aa. significa "de cada", 10 mg de
lisinopril e 10 mg de hidroclorotiazida sao
necessarios para cada capsula. Como
D.T.D significa "dar em cada dose," 30
capsulas devem ser preparadas. Assim, 10
mg de lisinopril X 30 (dpsulas) = 300 mg
82 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
de lisinopril e 10 mg de hidroclorotiazida
X 30 (capsulas) = 300 mg de hidrocloro-
tiazida sao necessarios para preparar a pres-
cric;:ao.
(b) Como qsp significa "quantidade suficiente
para fazer"' 0 total em cada capsula e de
300 mg. A quantidade de lactose por cap-
sula seria igual a 300 mg menos a quanti-
dade dos outros ingredientes (1 0 mg + 10
mg + 40 mg), ou 240 mg. Assim, 240 mg
de lactose/ capsula X 30 ( capsulas) = 7.200
mg = 7,2 g de lactose.
(c) Tome uma (1) capsula pela manha antes
do cafe.
Problemas Praticos (p. 81)
1. (a) Dispense 12 supositorios retais.
(b) Misture e fac;:a uma soluc;:ao isotonica. Dis-
pense 120 mL.
(c) Misture e divida o po em 40 tl.nidades.
(d) Dispense 6 doses como esta. Nao repi-
ta.
(e) Misture e fac;:a pomada. Dispense 10 gra-
mas.
(f) Misture e fac;:a capsulas. Dispense 48 do-
ses como esta.
(g) Misture e fac;:a uma suspensao contendo
1 grama por colher de sopa. Dispense 60
mililitros.
(h) Fac;:a uma capsula. Dispense 36 doses. Nao
rep ita.
(i) Misture e fac;:a po. Divida em 100 doses.
(j) Misture e fac;:a uma injec;:ao intravenosa.
(k) Rotulo: hidrocortisona, comp. de 20 mg.
2. (a) Pingue 2 gotas em cada olho a cada qua-
tro ( 4) horas, se sentir dor.
(b) Tome 1 colher de sopa num copo com
urn terc;:o de agua a cada 6 horas.
(c) Aplique pela manha e a noire, conforme
a dor.
(d) Pingue 4 gotas na orelha direita pela ma-
nha e noire.
(e) Tome 1 colher de cha misturada em agua
a cada 4 ou 5 horas, conforme a dor.
(f) Aplique pomada no olho esquerdo, con-
forme a necessidade.
(g) Tome 1 capsula com agua na hora de dor-
mir. Nao repita.
(h) Pingue 5 gotas em cada ouvido, 3 vezes
ao dia, se necessaria.
(i) Coloque 1 comprimido debaixo da lin-
gua, repita se necessaria.
(j) Pingue 2 gotas em cada olho do recem-
nascido.
(k) Dilua com o mesmo volume de agua e
fac;:a gargarejo a cada 5 horas.
(l) Tome 2 capsulas 1 hora antes de sair e,
entao, 1 capsula depois de 12 horas.
(m)Tome 1 comprimido, se necessaria, quan-
do sentir falta de ar.
(n) Tome 1 comprimido todas as manhas,
para a pressao alta.
(o) Tome 2 comprimidos a cada 6 horas, para
infecc;:6es do trato urinario.
(p) Tome 2 colheres de cha 4 vezes ao dia ap6s
as refeic;:6es e na hora de dormir.
(q) Tome 1 colher de sopa antes das refeic;:6es,
3 vezes por dia.
(r) Adicione urn comprimido triturado naco-
mida do animal uma vez por dia.
3. (a) 10 miligramas de AMBIEN por via oral
na hora de dormir por 5 dias.
. (b) 1.000 mililitros de dextrose 5% em agua,
administrados a cada 8 horas por via intra-
venosa com 20 miliequivalentes de cloreto
de potassio adicionados a cada tres frascos.
(c) Administre 10 miligramas de proclor-
perazina por via intramuscular a cada 3
horas, se houver necessidade, para nau-
sea e vomito.
(d) Uma colher de cha de suspensao de clori-
drato de minociclina por via oral 4 vezes
por dia. lnterrompa apos 5 dias.
(e) 10 miligramas de cloridrato de propano-
lol por via oral 3 vezes ao dia antes de
cada refeic;:ao e na hora de dormir.
(f) 40 unidades de insulina NPH 100 Uni-
dades por via subcuranea todos os dias pela
manha.
(g) 250 miligramas de nafatato de cefaman-
dol por via intramuscular a cada 12 horas.
(h) 15 miliequivalentes de cloreto de potas-
sio por via oral, duas vezes ao dia, depois
das refeic;:6es.
(i) 1 miligrama de sulfato de vincristina por
metro quadrado de superficie corporal do
paciente.
(j) Administre 30 mg de flurazepam antes de
deitar, se necessario, para dormir.
(k) Administre 20 miliequivalentes de clore-
to de potissio por litro em D5W (5%
dextrose em agua) a taxa de 84 mililitros
por hora.
(1) Administre 2,5 gramas de aminoacidos
por quilograma de peso corporal por dia
na nutri<;:ao parenteral total.
(m) Comece o PROCRIT imediatamente
com 150 unidades por quilograma de peso
CALCULOS F ARMACEUTICOS 83
de corporal por via subcutinea e depois
administre 3 vezes por semana de 3 a 4
semanas.
4. (a) 50 dias
(b) sim
5. (a) 40 comprimidos
6. (a) correto
1. http://www.fda.gov/compliance_ref/cpg/cpgdrg/cpg460-200.hrml. Acessado em 13/09/2004.
2. Davis NM. A conrrolled vocabulary for reducing medication errors. Hospital Pharmacy. 2000;35:227-228.
3. Davis NM. Danger in making 10-fold dosage srrengrhs available. Hospital Pharmacy. 1999;34:394.
4. United Stares Pharmacopeia. 24'h Rev. Rockville, MD: United States Pharmacopeia! Convention, 2000:12.
5. Institute for Safe Medication Practices. Disponivel em: http://www.ismp.org. Acessado em 14/09/2004.
6. Bond WS, Hussar DA. Detection methods and strategies for improving medication compliance. American Jour-
nal of Hospital Pharmacy. 1991 ;48: 1978. 1
7. Mackwiak JI. Enhancing Patienr Complicance. 'Ridgefield, CT: Boehringer Ingelheim Pharmaceuticals, 1990.
I
I
I
.1
Densidade
Densidade, De
Especifica e Volu
Densidade (d) e massa por unidade de volume de uma subsrancia. A densidade e normalmente expressa
como gramas por centimetro cubico (glee). Como o grama e definido como a massa de 1 cc de agua a
4°C, a densidade da agua e de 1 glee. Para OS nossos prop6sitos, e considerando-se que a United States
Pharmacopeia' declara que 1 mL pode ser utilizado como equivalente a 1 cc, a densidade da agua pode
ser expressa como 1 g/mL. Por outro !ado, urn mililitro de mercurio pesa 13,6 g; conseqiientememe,
SUa densidade e de 13,6 g/mL. 1
A densidade pode ser calculada di~idindo-se a massa pelo volume:
. Massa Dens1dade = - --
Volume
Assim, se 10 mL de acido sulfurico pesam 18 g, sua densidade e:
Densidade = 18 (g) = 1,8 gramas por mililitro
. 10 (mL)
Densidade Especifica
A densidade espedfica (Desp) e uma razao, expressa na forma decimal, entre a massa de uma subsrancia
e a massa de outra substancia-padrao de igual volume, na mesma temperatura ou em temperaturas
conhecidas.
A agua e utilizada como o padrao para as densidades espedficas de lfquidos e s6lidos; para gases, o
padrao mais utilizado e 0 hidrogenio.
A densidade espedfica pode ser calculada dividindo-se a massa de uma determinada substincia
pela massa de urn volume igual de agua, ou seja:
D .d d 'fi M assa da substancia ens1 a e espeCI 1ca =
Massa de urn volume igual de agua
Dessa forma, se 10 mL de acido sulfurico pes am 18 g e 10 mL de agua, sob condi<;:6es semelhantes,
pesam 10 g, a densidade espedfica do acido e:
' ' 18(~ Dens1dade espeClfica = --- = 1,8
10(mL)
CALCULOS FARMACEUTICOS 85
substancias que tem uma densidade especifica menor do que 1 sao mais !eves do que a dgua.
substancias que tem uma densidade especifica maior do que 1 sao mais pesadas do que a dgua.
5.1 apresenta algumas das densidades espedficas mais relevantes . A Figura 5.1 ilustra a for-
de camadas de liquidos imisdveis devido a suas relativas massas.
Oleo mineral
(Desp 0,89)
Agua
(Desp 1 ,00)
Clorof6rmio
(Desp 1 ,47)
TABELA 5.1 ALGUMAS DENSIDADES ESPECiFICAS
RELEVANTES A 252C
Agente Desp
Eter (a 20°C) 0,71
Alcool isopropflico 0,78
Acetona 0,79
Alcool 0,81
Vaselina lfquida 0,87
Oleo de menta0,90
Azeite de oliva 0,91
Oleo de amendoim 0,92
Oleo de ffgado de bacalhau 0,92
Oleo de rfcino 0,96
Agua 1,00
Propilenoglicol 1,03
Oleo de cravo 1,04
Fenol liquefeito 1,07
Polisorbato 80 1,08
Polietilenoglicol 400 1 '13
Glicerina 1,25
Xarope 1,31
Acido clorfdrico 1,37
Acido nftrico 1,42
Clorof6rmio 1,47
Nitroglicerina 1,59
Acido fosf6rico 1,70
Mercurio 13,6
FIGURA 5.1 llustrac;:ao da formac;:ao de camadas de lfquidos imiscfveis em um tubo de
ensaio, sendo o 61eo mineral mais leve que a agua e o clorof6rmio mais pesado.
86 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. SToKLoSA
Densidades espedficas podem ser expressas na forma decimal com tantas casas depois da
quanto a exatidao da sua determinas:ao possa assegurar. Em cilculos farmaceuticos, essa exJ)res.~•••
pode comer duas, tres ou quatro casas decimais. Como as substancias expandem-se ou contraem-se
diferentes taxas quando as suas temperaturas variam, e preciso controlar cuidadosamente as ·
na densidade espedfica de uma substincia. Na United States Pharmacopeia, a
para a densidade espedfica e 25°C, com exces:ao dado ilcool, que e 15,56°C.2
Densidade versus Densidade Especifica
A densidade de uma substincia e urn numero concreto (1,8 g/mL, no exemplo), ao passo que a
dade espedfica, sendo uma razao de quantidades semelhantes, e urn numero abstrato (1 ,8, no
plo). Enquanto a densidade varia de acordo com as unidades de medida utilizadas, a densidade
fica nao apresenta dimensao e, portanto, e urn valor constante para cada substincia (quando
sob condi<;:6es controladas). Assim, enquanto a densidade da agua pode ser expressa de varias
como, por exemplo, I glmL, I . 000 giL, ou 62 1 I 2 lb!cu ft, sua densidade espedfica e sempre 1.
Calculo da Densidade Especifica de Liquidos
Massa e Volume Conhecidos
0 cilculo da densidade espedfica de urn liquido, quando a sua massa e volume sao conhecidos,
a equa<;:ao:
D .d d 'fi Massa da subsrancia ens1 a e espect tea=
Massa de urn volume igual de agua
Exemplos:
Se 54,96 mL de um oleo pesam 52,78 g, qual e a densidade especifica do oleo?
54,96 mL de agua pesam 54,96 g
D "d d 'fi d ' I 52'7S(g) 0 6 enst a e espec1 1ca o o eo= = ,9 03, resposta.
54,96 (g)
Se um quartilho de um certo liquido pesa 60I g, qual e a densidade especifica do liquido?
1 quartilho = I6 fl. oz.
I6 fl. oz. de agua pesam 473 g
Picnometro
Densidade espedfica do liquido = 601 (g)= 1,27, resposta.
473 (g)
0 picnometro e urn recipiente de vidro especial, utilizado para determinar a densidade espedfi
(Figura 5.2). Os picnometros estao geralmente dispon{veis para uso laboratorial em volumes
variam de 1 mL a 50 mL. Eles possuem uma tampa de vidro com uma abertura capilar q
permite que o excesso de ar e liquido saia do seu interior. Como a temperatura e urn dos fatores
CALCULOS FARMACEUTJCOS 87
FIGURA 5.2 Exemplos de picn6metros utilizados para deter-
minar a densidade especffica de lfquidos. Os tamanhos de-
monstrados sao de 1 ml e de 25 ml. Ver texto para a descri-
yao de seu uso. (Cortesia de Thomas Scientific.)
I
considerados na determina<;:ao da densidade espedfi.ca, alguns picnometros possuem ter-
acoplados.
Ao usarmos urn picnometro, primeiramente devemos pesa-lo vazio, para depois pesa-lo novamente
agua. A massa de agua e calculada por diferen<;:a. Como 1 g de agua equivale a 1 mL, o volume
do picnometro torna-se conhecido. Assim, quando outro liquido qualquer e subseqiientemente
:OHJLa.uv no picnometro, ele possui urn volume equivalente ao da agua e sua densidade espedfica pode
determinada.
Exemplo:
Um picnometro de 50 mL pesa 120 g, vazio; 171 g, quando cheio com dgua; e 160 g, quando cheio com
liquido desconhecido. Calcule a densidade especifica do liquido desconhecido.
Exemplo:
Massa de agua: 171 g- 120 g =51 g
Massa do liquido desconhecido: 160 g- 120 g = 40 g
D 'd d 'fi Massa da subsrancia ens1 a e espeCI 1ca =
Massa de urn volume igual de agua
Densidade especifica do liquido = 40 (g) = 0,78, resposta.
51 (g)
Um recipiente para cdlculo de densidade especifica pesa 23,66 g. Quando cheio com dgua, ele pesa 72,95 g,
cheio com outro liquido, pesa 73,56 g. Quale a densidade especifica do liquido?
73,56 g- 23,66 g = 49,90 g de liquido
72,95 g- 23,66 g = 42,29 g de agua
Densidade espedfica do liquido = 49'90 (g)= 1,012, resposta.
49,29 (g)
88 HowARD C. ANSEL E MncHELL J. STOKLOSA
Metodo de Deslocamento ou Submersao
0 d.lculo da densidade espedfica de urn liquido determinado pelo metodo de deslocamento ou
mersao e baseado no principia de Arquimedes, segundo o qual urn objeto imerso em urn liquido
uma quantidade de liquido igual ao seu proprio volume e perde uma quantidade de massa igual
massa do liquido deslocado. Dessa forma, podemos pesar urn objeto quando ele esti suspenso em
e quando esta suspenso em urn liquido cuja densidade queremos determinar; e, subtraindo essas
sas da massa do objeto pesado no ar, obtemos as massas de volumes iguais dos liquidos, necessarias
o nosso d.lculo.
Exemplo:
Um objeto de vidro pesa 12,64 g no ar, 8,57 g quando imerso em dgua e 9,12 g quando imerso em
oleo. Calcule a densidade especifica do oleo.
12,64 g- 9,12 g = 3,52 g de oleo deslocado
12,64 g- 8,57 g = 4,07 g de agua deslocada
Densidade espedfica do oleo= 3'52 (g) = 0,865, resposta.
4,07 (g)
Nota: A densidade espedfica de materiais s6lidos tambem pode ser calculada, e os metodos para
d.lculos aparecem em edi<;:6es anteriofes deste livro. Eles nao foram incluidos nesta edi<;:ao devido a
limitada aplica<;:ao para a pritica farmaceutica.
Emprego da Densidade Especifica em Calculos de Massa e Volume
Quando a densidade especifica for utilizada como um fiitor em um cdlculo, o resultado deverd canter
mdximo a quantidade de numeros deste fotor.
E importante lembrar que a densidade espedfica e urn fotor que expressa quantas vezes mais
ou mais !eve uma subsrancia e em rela<;:ao a agua, considerada como padrao, cuja densidade espieCJtJca
e 1,0. Por exemplo, urn liquido com densidade espedfica de 1,25 e 1,25 vezes tao pesado quanro
agua, e urn liquido com densidade espedfica de 0,85 e 0,85 vezes tao pesado quanto a agua.
Dessa forma, se tivessemos 50 mL de urn liquido com densidade espedfica de 1,2, ele pesaria 1
vezes mais do que o volume equivalente de agua. Urn volume equivalente de agua, 50 mL, pesaria
g e, entao, o liquido pesaria 1,2 vezes a massa da agua, ou 60 g.
Calculo da Massa com Base no Volume e na Densidade Especifica Conhecidos
Com base na explica<;:ao provida nos parigrafos anteriores, podemos derivar a seguinte equa<;:ao:
Gramas = Mililitros X Densidade espedfica
Exemplos:
Qual e a massa, em gramas, de 3. 620 mL de dlcool com uma densidade especifica de 0, 820?
3.620 mL de agua pesam 3.620 g
3.620 g X 0,820 = 2.968 g, resposta.
Q;tal e a massa, em gramas, de 2 fl. oz de um liquido cuja densidade especifica e 1, 118?
i
.{.
CALCULOS F ARMACEUTICOS 89
Neste tipo de problema, e mais adequado converter primeiro o volume dado para seu equivalente
metrico e entao resolver 0 problema no sistema metrico.
2 X 29,57 mL = 59,14 mL
59,14 mL de agua pesam 59,14 g
59,14 g x 1,118 = 66,12 g, resposta.
Calculo do Volume com Base na Massa e na Densidade Especifica Conhecidas
Ao reorganizarmos a equas;ao anterior, podemos calcular o volume de urn llquido utilizando a equas;ao:
Exemplos:
Gramas Mililirros = -------
Densidade espedfica
Quale 0 volume, em mililitros, de 492 g de dcido nitrico, cuja densidade especifica e I,40?
492 g de agua medem 492 mL
492mL
---= 3 51 mL, resposta.
l,r!O
Quale o volume, em mililitros, de I lb de salicilato de metila, com uma densidade especifica de 1, I85?
llb = 454 g
454 g de agua medem 454 mL
454mL
--- = 383,1 mL, resposta.
1,185
Quale0 volume, em quartilhos, de 50 lb de glicerina, cuja densidade especifica e I,25?
50 lb = 454 g x so= 22.700 g
22.700 g de agua medem 22.700 mL e 1 quartilho = 473 mL
22.700mL .
----=18.160 -o-473 mL =38,4 quarnlhos, resposta.
1,25
Exemplos:
Quale o custo de I .OOO mL de glicerina, com demidade especifica de I,25, comprada a R$ 54,25 por libra?
1.000 mL de agua pesam 1.000 g
A massa de 1.000 mL de glicerina = 1.000 g X 1,25 = 1.250 g
l ib= 454 g
454 (g) (R$) 54,25
1.250 (g) (R$) X
x = R$149,37, resposta.
Quale o custo de I quartilho de cloroformio, cuja densidade especifica e I,475, comprado a R$25,25
por libra?
1 quartilho = 473 mL
473 mL de agua pesam 473 g
90 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. SToKLosA
A massa de 473 mL de clorof6rmio = 473 g X 1,475 = 697,7 g
lib= 454 g
454 (g) (R$) 25,25
697,7 (g) (R$) X
x = R$ 38,80, resposta
Considera~oes Especiais sobre a Densidade Especifica
Aplica~oes Farmac€wticas
Como foi descrito antes, a densidade espedfica e empregada quando o farmaceutico desejar convener
a massa de urn ingrediente ou preparas;ao para urn volume, ou vice-versa. Na pratica, os materiais
lfquidos sao normalmente os objetos das convers6es. 0 prop6sito de uma conversao e medir o volume
de urn material, quando uma formula e expressa em unidades de peso, ou pesar uma quantidade
equivalence de urn material, quando uma formulae expressa em unidades de volume. Como veremos
no proximo capitulo, a densidade espedfica tambem e utilizada para calcular a concentras;ao equiva-
lence de uma preparas;ao com base em sua massa ou volume.
Outra aplicas;ao para a densidade ~spedfica esta relacionada a equipamentos farmaceuticos auto-
matizados utilizados na preparas;ao de nutris;ao parenteral total (NPT). Nesses manipuladores automa-
tizados, o prop6sito da densidade espedfica dos lfquidos de grande volume que estao sendo misturados
e determinar as massas de componemes (p. ex., dextrose, aminoacidos e agua). As massas de cada
substfmcia sao calculadas automaticameme, com base na densidade espedfica, no volume e na porcen-
tagem de concentras;ao das solus;oes empregadas (p. ex., dextrose 70%) na preparas;ao da NPT. Para
fazer a mistura correta, o manipulador automatico utiliza como medida o peso dos componemes, em
vez do volume.
Aplica~oes Clinicas
A densidade espedfica e urn fator importante na uroanalise. Em adultos normais, a densidade
espedfica da urina encontra-se normalmente entre 1,010 e 1,025 com uma ingesrao normal de
fluidos (esses numeros podem variar de acordo com a fonte de referencia). A densidade espedfica
da urina normalmente diminui com a idade. Em recem-nascidos, ela costuma variar entre 1,001
e 1,020.
A densidade espedfica e urn indicador tanto da concentras;ao de partfculas na urina quamo do grau
de hidratas;ao do paciente. Uma densidade espedfica mais alta do que o normal indica que a urina esra
concentrada. Isso pode estar relacionado ao excesso de resfduos ou eletrolitos na urina, a presens;a de
glicose (glicosuria) ou proteina (proteinuria), a baixa ingesrao de fluidos, a perda excessiva de agua, a
diminuis;ao da ingestao de fluidos ou a outros fatores. Uma baixa densidade espedfica indica que a
urina esti diluida, o que pode ser o resultado de diabete insfpido, de problemas renais (devido a
habilidade reduzida do rim para concentrar a urina), de urn aumento da ingestao de fluidos, da hidra-
tas;ao intravenosa ou de outros fa to res. 3-4
Em laboratorios clfnicos modernos, a densidade espedfica da urina e determinada (utilizando o
metodo de fndice refrativo) como urn dos componentes de uma uroanilise executada por equipamen-
tos sofisticados, completamente automatizados, que determinam em segundos a composis;ao qufmica
da urina, sua densidade espedfica, seu pH, sua core seu aspecto.5
CALCULOS FARMACEUTICOS 91
ESTUDO DE CASO 5.1 6
Acido latico
Acido salicflico aa. 1 ,5 g
Col6dio flexivel qsp 15 ml
Posologia: Aplique uma gota na verruga duas vezes ao dia.
R6tulo: Removedor de verrugas. Apenas para uso externo.
o acido lactico esta disponfvel como um lfquido que contem 85 g de acido em 100 g de solu~ao
(Desp 1,21 ). Calcule a quantidade dessa solu~ao, em mililitros, necessaria para preparar a prescri~ao.
Calculo do Volume Especifico
Na pnitica farmaceutica, o volume espedfico e normalmente definido como urn numero abstrato que
representa uma razao, expressa na forma decimal, do volume de uma substincia em rela<;:ao ao volume
de uma massa igual de outra substincia considerada padrao, ambas com a mesma temperatura. A agua
e 0 padrao. Enquanto a densidade espedfita e uma compara<;:ao de massas de volumes iguais, o volume
espedfico e uma compara<;:ao de volumes de massas iguais. Por causa dessa rela<;:ao, a densidade e o
volume espedfico sao reciprocos, isto e, se eles sao multiplicados, 0 produto e 1. 0 volume espedfico
~ CAPSULA DE CALCULOS FARMACEUTICOS
Densidade Especffica
A densidade esp~cffica (Desp) de uma substancia ou de uma preparagao farmaceutica pode ser determina-
da pela seguinte equagao:
Densidade especffica = Massa da substancia (g)
· Massa de um volume igual de agua (g)
A equagao seguinte pode ser utilizada para converter o volume de uma substancia ou preparagao farma-
ceutica parasua massa:
Massa da substancia = Volume da substancia x Densidade especffica
Ou, simplesmente,
g = ml X Desp
A equagao seguinte pode ser utilizada para converter a massa de uma substancia ou preparagao farm ace u-
tica para o seu volume:
Ou, simplesmente,
Volume da substancia = Massa da substancia
Densidade especffica
92 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
indica quamas vezes maior (ou menor) em volume e a massa em relac;:ao a mesma massa de agua. 0
volume espedfico pode ser calculado dividindo-se o volume de uma dada massa pelo volume de uma
massa igual de agua. Dessa forma, se 25 g de glicerina medem 20 mL e 25 g de agua medem 25 mL sob
as mesmas condic;:6es, o volume espedfico da glicerina e:
Volume de 25 g de glicerina = 20 (mL) = 0 8
Volume de 25 g de agua 25 (mL) '
0 dlculo do volume espedfico de urn lfquido, sabendo-se o volume de uma massa espedfica, eo
seguinte:
Exemplo:
Calcule o volume especifico de um xarope, sendo que 91,0 mL dele pesam 107,16 g.
107,16 g de agua medem 107,16 mL
Volume especifico do xarope 91,0 mL --- - = 0,849, resposta.
107,16mL
Como a densidade e o volume espedfico sao redprocos, uma subsd.ncia mais pesada do que a
agua tera uma densidade espedfica mais alta e urn volume espedfico mais baixo, ao passo que
uma subsrancia mais leve do que a aglfa tera uma densidade espedfica mais baixa e urn volume
espedfico mais alto. Portanto, podemcis determinar o volume espedfico de uma subsrancia divi-
dindo 1 por sua.densidade espedfica, e determinamos sua densidade espedfica dividindo-se 1 por
seu volume espedfico.
Exemplos:
Quale 0 volume especifico do dcido fosforico, cuja densidade especifica e 1,71?
1
- - = 0,585, resposta.
1,71
Se um liquido possui um volume especifico de 1,396, qual e sua densidade especifica?
1
--= 0,716, resposta .
1,396
PROBLEMAS PRATICOS
Calculos de Densidade
1. Se 250 mL de alcool pesam 203 g, qual e a
sua densidade?
2. Urn pedac;:o de cobre pesa 53,6 g e tern urn
volume de 6 mL. Calcule a sua densidade.
Calculos de Densidade Especifica
3. Se 150 mL de soluc;:ao de sorbitol pesam 170 g,
qual e a sua densidade espedfica?
4. Se urn liuo de xarope para tosse pesa 1.285 g,
qual e a sua densidade especifica?
5. Se 500 mL de uma soluc;:ao de cloreto de ferro
pesam 650 g, qual e a sua densidade espedfica?
6. Se 380 g de oleo de algodao medem 415 mL,
qual e sua densidade espedfica?
7. Se 2 fl. oz. de glicerina pesam 7 4,1 g, qual e a
sua densidade espedfica?
8. Cincoquartilhos de acido clorfdrico diluf-
do pesam 2,79 kg. Calcule a sua densidade
espedfica.
9. Urn picnometro pesa 21,62 g. Quando cheio
com agua, pesa 46,71 g; quando cheio com
outro llquido, pesa 43,28 g. Calcule a densi-
dade espedfica do llquido.
10. Umobjetodevidropesa14,35gnoar, 11,40g
quando imerso em agua e 8,95 g quando imer-
so em acido sulfurico. Calcule a densidade
espedfica do acido.
11. Uma solu<;:ao modificada de Ringer, para irri-
ga<;:ao, tern a seguinte formula:
Cloreto de sodio
Cloreto de potassio
Cloreto de dlcio
PEG 3350
Agua para injeyao qsp
8,6 g
0,3 g
0,33 g
60 g
1.000 mL
Assumindo-se que 980 mL de agua sao utili-
zados para preparar a irriga<;:ao, calcule a sua
densidade espedfica.
Calculos de Volume Especifico
12. Se 73,42 g de urn lfquido medem 81,5 mL,
qual e 0 seu volume espedfico?
13. Se 120 g de acetona medem 150 mL, qual eo
seu volume espedfico?
14. Adensidadeespedficadoalcoole0,815. Qual
e 0 seu volume espedfico?
15. Se o clorof6rmio possui urn a densidade es-
pedfica de 1 ,476, qual e 0 seu volume es-
pedfico?
Calculos de Massa ou Volume Empregando a
Densidade Especifica
Nota: Utilize informa<;:6es da Tabela 5.1, caso seja
necessaria.
16. Calcule a massa, em gramas, de 100 mL dos
componentes abaixo:
(a) acetona
(b) vaselina llquida
(c) xarope
(d) nitroglicerina
(e) mercurio
17. Quale a massa, em quilogramas, de 5 litros
de acido sulfurico, cuja densidade espedfica
e 1,84?
CALCULOS F ARMACEUTICOS 93 .
18. Quale a massa, em libras, de 5 quartilhos de
acido nftrico?
19. Qual e a massa, em quilogramas, de 1 galao
de solu<;:ao de sorbitol, cuja densidade esped-
fica e 1 ,285?
20. Se 500 mL de oleo mineral sao utilizados para
preparar 1 litro de emulsao de oleo mineral,
quantos gramas do 6leo, cuja densidade espe-
dfica e 0,87, seriam utilizados na prepara<;:ao
de 1 galao da emulsao?
21. Calcule o volume, em mililitros, de 100 g dos
seguintes componentes:
(a) oleo de amendoim
(b) oleo de rfcino
(c) polisorbato 80
(d) acido fosf6rico
(e) mercurio
22. Qual e 0 volume, em mililitros, de 1 lb de
benzoato de benzila, cuja densidade espedfi-
ca e 1,120?
23. Qual e 0 volume, em mililitros, de 1 kg de
acido de sulfurico, cuja densidade espedfica
e 1,83?
24. Calcule as massas correspondentes de fenol
liquefeito e propilenoglicol necessarias para
preparar 24 recipientes de 15 mL da seguinte
formula de urn llquido t6pico, indicado para
o tratamento de ferimentos:
Fenol liquefeito
C1nfora
Benzocafna
Etanol
Propilenoglicol
Agua purificada qsp
0,4 mL
0,5 g
2,2 g
65 mL
17 mL
100 mL
25. Calcule a massa total da seguinte formula de
uma goma mastigavel utilizada para tratamen-
to pediatrico:7
Gelatina
Glicerina
Agua purificada
43,4 g
155 mL
21,6 mL
26. Calcule o numero de mililitros de polisorba-
to 80 requeridos para preparar 48 tubos de
100 g da seguinte formula para urn creme
vaginal de progesterona:8
Progesterona micronizada
Polisorbato 80
Metilcelulose 2% gel
3 g
1 g
96g
' 4
94 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
27. Se 50 supositorios de glicerina sao feitos com
a seguinte formula, quantos mililitros de gli-
cerina, cuja densidade espedfica e 1 ,25, se-
riam utilizados na preparac;:ao de 96 suposi-
torios?
Glicerina
Estearato de sodio
Agua purificada
91 g
9 g
5 g
28. Duas amostras de urina de 10 mL possuem
densidades espedficas de 1,003 e 1,030. Qual
e a diferenc;:a de massa, em miligramas, entre
as duas amostras?
29. Quantos gramas de dextrose estao contidos
em uma infusao intravenosa de 250 mL de
uma solw;:ao para injec;:ao de dextrose que con-
tern 60 g de dextrose por 100 mL, se sua den-
sidade espedfica e 1,20?
30. IP Propionato de testosterona
Oleo mineral, Light
Polisorbato 80
Metilcelulose 2% gel
2 g
10 g
1 g
87 g
A densidade espedfica do oleo mineral Light e
0,85 e a do polisorbato 80 e 1,08. Calcule a
quantidade necessaria de cada urn, em milili-
tros, para preparar a prescric;:ao.
Calculos de Custo de Medicamentos
Empregando-se a Densidade Especifica
31. A manteiga de cacau (oleo de teobroma), que
e solida a temperatura ambiente e derrete a
34°C, tern uma densidade espedfica de 0,86.
Se uma formula requer 48 mL de oleo de te-
obroma, qual seria a massa correspondente de
manteiga de cacau que deve ser utilizada?
32. Urn adesivo transdermico para parar de fu-
mar comem 30 mg de nicotina lfquida. Se
a nicotina river uma densidade espedfica
de 1,01, quantos mililitros do farmaco sao
necessarios para fabricar 1 milhao de adesi-
vos?
33. A formula para 1.000 g de pomada de polie-
tilenoglicol requer 600 g de polietilenoglicol
400. A R$19,15 por quartilho, qual eo cusro
do polietilenoglicol 400, cuja densidade es-
pedfica e 1, 140, necessaria para preparar
4.000 g de pomada?
34. Glicerina, USP (densidade espedfica: 1,25)
custa R$54,25 por libra. Se os alunos de um
curso de farmacia utilizarem no laboratorio 1
quartilho de glicerina para preparar prescri-
c;:6es, qual seria o custo da glicerina urilizada?
RESPOSTAS PARA 0 ESTUDO DE CASO E PARA OS PROBLEMAS PRATICOS
Estudo de Caso 5.1 (p. 91)
Quamidade de acido Jarico necessaria para pre-
parar Rx: 1,5 g
Fonte do acido latico: soluc;:iio contendo 85 g/100 g;
ou, utilizando-se a densidade espedfica:
100 g + 1,21 = 82,64 mL
Dessa forma, 85 g de acido latico estao contidos
em 82,64 mL da soluc;:ao.
Por proporc;:ao:
85 g 1,5 g 4
----"'--- = - - ; x = 1, 6 mL, resposta.
82,64 mL x mL
Problemas Praticos (p. 92)
1. 0,812 g/mL
2. 8,933 g/mL
3. 1,1 33
4. 1,285
5. 1,300
6. 0,916
7. 1,253
8. 1,180
9. 0,863
10. 1,831
11. 1,049
12. 1,110
13. 1,250
14. 1,227
15. 0,678
I
~
(a) 79 g
(b) 87 g
(c) 131 g
(d) 159g
(e) 1.360 g
7. 9,2 kg
8. 7,397 ou 7,4lb
9. 4,86 kg
1.646,5 g
I. (a) 1,087 mL
(b) 104,17 mL
(c) 92,59 mL
(d) 58,82 mL
(e) 7,35 mL
405 ,357 mL
RENCIAS
CALCULOS FARMACEUTICOS 95
23. 546,448 mL
24. 1,54 g
63,04 g
25. 258,75 g
26. 44,44 mL
27. 139,776 mL
28. 270 mg
29. 150 g
30. 11,76 mL
0,93 mL
31. 41,28 g
32. 29.702,97 mL
33. R$85,24
34. R$70,65
1. United Scates Pharmacopeia. 26'h Rev. Rockville, MD: United States Pharmacopeia! Convention, Inc. 2003:11.
2. United States Pharmacopeia. 26'h Rev. Rockville, MD: United States Pharmacopeia! Convention, Inc. 2003:8,59.
3. Pagana KD, Pagana TJ . Mosby's Diagnostic and Laboratory Test Reference. 7'h Ed. Philadelphia: Elsevier, 2005.
4. Internet Pathology Laboratory for Medical Education. Florida State University College of Medicine. Urinalysis
rucorial. Disponivel em: http://www-medlib.med.utah.edu/WebPach/TUTORIAL/URINE/URINE.hcml. Aces-
sado em 25/05/2004.
5. NITEK 500 Urine Chemistry Analyzer [product information] . Tarrytown, NY: Bayer Healchcare LLC Diagnostic
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6. Prince SJ. Calculations. International Journal of Pharmaceutical Compounding. 1998;2:310.
7, International Journal' of Pharmaceutical Compounding. 1997; 1:106.
B. International Journal of Pharmaceutical Compounding. 1998;2:58.
9. International Journal of Pharmaceutical Compounding. 1998;2:67.
Porcentagem,
Concentra~ao
Expressoes de=----'-~
Porcentagem
0 termo por cento (e seu sinal correspondente, o/o) significa "por uma centena" ou "em uma centena",
e porcentagem denota a "taxa por cento"; assim, 50 por cento (ou 50%) e uma porcentagem de 50 sao
express6es equivalentes. A porcentagem tambem pode ser expressa como uma razao, representada
como uma frac;:ao comum ou decimal. Por exemplo, 50% significa 50 partes de um componente em 100
e pode ser expresso como so; 100 ou 0,50.Assim, a porcentagem e simplesmente outra frac;:ao de uso
freqiiente em que o numerador e expJ;esso, mas o denominador e implicito. Deve-se notar que a
porcentagem e sempre uma quantidade' abstrata e que, como tal, pode ser aplicada a qualquer coisa.
Quando efetuamos os dlculos, as porcentagens sao normalmente alteradas para frac;:6es decimais
equivalentes. Essa mudanc;:a e feita retirando-se o sinal de por cento (%) e dividindo-se o numerador
expresso por 100. Assim, 12,5% = 125 ou 0,125; e 0,05% = O,OS ou 0,0005. Nao devemos esquecer
100 100
que, no processo inverso (alterar uma frac;:ao decimal para uma porcentagem), 0 numero e multiplica-
do por 100 eo sinal de por cento (%) e acrescentado.
As porcentagens constituem urn aspecto essencial dos dlculos farmaceuticos. 0 farmaceutico fre-
qiientemente as encontra e uriliza como uma forma conveniente para expressar a concentrac;:ao de um
principia ativo ou de urn material inativo em uma preparac;:ao farmaceutica.
Prepara~ao de Porcentagens
As porcentagens de concentrac;:6es de componentes ativos e inativos em varios tipos de preparac;:6es
farmaceuticas sao definidas da seguinte forma, segundo a United States Pharmacopeia: 1
Porcentagem peso-volume (p!V) expressa o numero de gramas de urn componente em I 00 mL de
soluc;:ao ou preparac;:ao lfquida, sendo utilizada quando a agua ou outro lfquido e 0 solvente ou 0
veiculo. E expressa como: ___ % p!V
Porcentagem volume-volume (VIV) expressa o numero de mililitros de urn componente em I 00 mL
de soluc;:ao ou preparac;:ao lfquida. E expressa como: ___ % VIV
Porcentagem peso-peso (pip) expressa o numero de gramas de urn componente em I 00 g de soluc;:ao ou
preparac;:ao. E expressa como: ___ %pip.
Quando somente o termo por cento ou o sfmbolo o/o sao utilizados, eles significam:
• para soluc;:6es ou suspens6es de solidos em lfquidos , porcentagem peso-volume;
• para soluc;:6es de lfquidos em lfquidos, porcentagem volume-volume;
• para misturas de solidos ou semi-solidos, porcentagem peso-peso; e
• para soluc;:6es de gases em lfquidos, porcentagem peso-volume.
CALCULOS FARMACEUTICOS 97
Considera~oes Especiais em Calculos de Porcentagem
Em geral, a natureza dos ingredientes em uma prepara<;:ao farmaceutica determina a base de calculo.
Isto e, uma subsrancia em p6 dissolvida ou suspensa em urn vefculo Hquido geralmente seria calculada
com base na rela<;:ao peso-volume, e uma substincia em p6 misturada com urn solido ou urn semi-
s6lido como, por exemplo, uma base de pomada, geralmente seria calculada com base na rela<;:ao peso-
peso. Logicamente, entao, urn componente lfquido em uma prepara<;:ao liquida seria calculado
com base na rela<;:ao volume-volume. A partir dessas consideraroes, se a designariio do termo de um
cdlculo (p. ex., p!V, pip, ou VIV) n!io e incluida em um problema, deve-se fozer a suposiflio apropria-
da. A Tabela 6 .1 apresenta exemplos de bases comuns para os calculos de concentra<;:6es para
algumas formas de dosagem.
Na maioria dos exemplos, o emprego de porcentagens de concentra<;:6es na produ<;:ao e rotula<;:ao de
prepara<;:6es farmaceuticas e restrito aos casos cuja dose do agente terapeutico ativo nao e espedfica.
Por exemplo, as doses dos agentes terapeuticos ativos em pomadas, lo<;:6es, solu<;:6es externas e produ-
tos similares podem, em geral, ser expressas em razao de concentra<;:ao (p. ex., uma pomada de hidro-
cortisona 1 o/o). Entretanto, na maioria das formas de dosagem, como em comprimidos, capsulas, inje-
~6es, solu<;:6es orais e xaropes, entre outros, as quantidades dos agentes terapeuticos ativos sao expressas
em unidades definitivas de medida, como miligramas por capsula, miligramas por mililitro ou outros
termos. Por outro lado, em muitas formula<;:6es farmaceuticas, os componentes farmaceuticos, como
flavorizantes, solventes, excipientes, conse):vantes e assim por diante, podem ser expressos em rela<;:ao a
sua porcentagem de concentra<;:ao.
A densidade especifica e urn fator em varios calculos de porcentagens de concentra<;:ao. Muitas for-
mula<;:6es sao baseadas no peso, embora alguns dos ingredientes sejam llquidos. Dependendo do meto-
da de medida desejado, em alguns exemplos pode ser necessaria converter peso para liquido ou vice-
versa. Assim, o aluno de farmacia deve recapitular as equa<;:6es do capitulo anterior, a saber:
g=mLxDesp
mL=_L
D,r
Porcentagem Peso-Volume
Em uma verdadeira expressao de porcentagem (ou seja, partes por 100 partes), a porcentagem de uma
prepara<;:ao liquida (p. ex., solu<;:ao, suspensao, lo<;:ao, etc.) representaria os gramas de soluto ou compo-
nentes em I 00 g de prepara<;:ao liquida. Na pritica, todavia, o farmaceutico utiliza na maio ria das vezes
uma defini<;:ao diferente de porcentagem para solu<;:6es e para outras prepara<;:6es liquidas; uma defini-
TABELA 6.1 EXEMPLOS DE FORMAS DE DOSAGEM FARMACEUTICAS CALCULADAS
COM BASE EM PORCENTAGENS3
Porcentagem de
concentra~ao
Peso-Volume
Volume-Volume
Peso-Peso
Exemplos de formas de dosagem
Soluc;oes (p.ex., oftalmicas, 6ticas, t6picas), loc;oes, sprays
Aguas aromaticas, loc;oes
Pomadas, cremes, suposit6rios
a Nesses exemplos, nem todos os componentes podem ser expressos em porcentagem. Por exemplo, o ingrediente terapeutico
ativo pode ser expresso em unidades definitivas de medida (p. ex., mg/ml, mg/g), enquanto um excipiente pode ser calculado com
base em uma porcentagem.
98 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
~ao cujas partes da porcentagem representam gramas de urn soluto ou componente em I 00 mL de
solu~ao ou prepara~ao liquida.
Em express6es de peso-volume, a concentra~ao "correta'' de 1 o/o (p/V) de uma solu~ao ou outra
prepara~ao lfquida e definida como aquela que contem 1 g de componeme por 100 mL de produto.
Essa varia~ao na defini~ao da porcentagem verdadeira e baseada na suposi~ao de que uma solur;iiolliquido
possui uma densidade especifica de I , como se fosse dgua. E a partir dessa suposi~ao que 100 mL de
solu~ao/lfquido presumivelmente pesam 100 g e, dessa forma, sao urilizados como base para calcular a
porcentagem peso-volume (p. ex., 1 o/o p/V = 1 o/o de [100 mL considerados] 100 g = 1 g por 100 mL).
Supondo que a agua representa qualquer tipo de solveme ou veiculo, podemos preparar porcema-
gens de solu~6es ou prepara~6es lfquidas peso-volume urilizando o sistema metrico SI se empregarmos
a seguinte regra:
Multiplicar o numero requerido de mililitros pela porcentagem de concemra~ao, expresso na for-
ma decimal, para obter o numero de gramas de soluto ou componente na solu~ao ou na preparayao
liquida. 0 volume, em mililitros, representa o peso em gramas da solur;iio ou preparar;iio liquida como se fosse
dgua purificada.
Volume (mL, representando gramas) X o/o (expresso como urn decimal)= gramas (g) de soluto ou
componente
I
Exemplos de Calculos Peso-Volume ·
Quantos gramas de dextrose sao necessdrios para preparar 4.000 mL de uma solur;iio a 5%?
4.000 mL representam 4.000 g de solu~ao
5% = 0,05
4.000 g X 0,05 = 200 g, resposta.
Ou, resolvendo por analise dimensional:
___1_L x 4.000 mL = 200 g, resposta .
lOOmL
Quantos gramas de permanganato de potdssio deveriam ser utilizados para manipular a seguinte
prescrir;iio?
R: Permanganato de potassio
Agua purificada qsp
Posologia: Siga instru~6es.
250 mL representam 250 g de solu~ao
0,02% = 0,0002
250 g X 0,0002 = 0,05 g, resposta.
0,02%
250 mL
Quantos gramas de dcido aminobenz6ico deveriam ser utilizados para preparar 8 onr;as Jluidas (jl. oz.)
de uma solur;iio 5% em dlcool 70%?
8 fl. oz. = 8 X 29,57 mL = 236,56 mL
236,56 mL representam 236,56 g de solu~ao
5% = 0,05
236,56 g X 0,05 = 11,83 g, resposta.
Para calcular a porcentagem peso-volume de uma solu~ao ou prepara~ao liquida, dados o peso do
soluto ou componente e o volumeda soluyao ou prepara~ao lfquida, devemos lembrar que o volume
CALCULOS F ARMACEUTICOS 99
da solw;:ao, em mililitros, representa o peso, em gramas, da solw;:ao ou preparas;ao liquida, como se
fosse agua purificada.
Qual e a porcentagem de concentra~ao (p!V) de uma so!u~ao de uriia, se 80 mL contem 12 g?
80 mL de agua pesam 80 g
80(g) = 100 (%)
12(g) X (o/o)
x = 15%, resposta.
0 calculo do volume de uma solus;ao ou preparas;ao liquida, dados a sua porcentagem de
concentras;ao em peso-volume e o peso do soluto ou componente, envolve o seguinte calculo:
Quantos mi!i!itros de uma so!u~ao a 3% podem ser fiitos a partir de 27 g de sulfoto de efedrina?
3 (%) = 27 (g)
100 (o/o) X (g)
X = 900 g, peso da solw;:ao, Se fosse agua
Volume (em mL) = 900 mL, resposta.
Porcentagem Volume-Volume
Os liquidos sao normalmente medidos por volume, e a porcentagem de concentras;ao indica o numero
de partes de volume de urn ingrediente contido no volume total da solus;ao ou preparas;ao liquida
considerada como 100 partes de volume. Se houver qualquer possibilidade de erro de interpretas;ao,
esse tipo de porcentagem devera ser especificado: por exemplo, 10% V/V
Exemplos de Calcu.los Volume-Volume
Quantos mili!itros de fino! !iquefeito devem ser uti!izados para manipu!ar a seguinte prescri~ao?
R Fenolliquefeito 2,5%
Los;ao de calamina qsp 240 mL
Posologia: Para uso externo.
Volume (mL) X% (expresso como urn decimal) = mililitros de ingrediente ativo
240 mL X 0,025 = 6 mL, resposta.
Ou, resolvendo por analise dimensional:
2,5mL
---x 240 mL = 6 mL, resposta.
100mL
Ao preparar 250 mL de certa !o~ao, um farmaceutico uti!izou 4 mL de fino! !iquefeito. Qual foi a
porcentagem (VIV) de fino! !iquefeito na !o~ao?
250(mL) 100(%)
4 (mL) x (o/o)
x = 1,6%, resposta.
i
.!.
100 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
Qual e a porcentagem de concentrarao V!V de uma solurao de 800 g de um !iquido com densidade
especifica de 0,800 em uma quantidade de dgua suficiente para preparar 4.000 mL?
800 g de agua medem 800 mL
800 mL 7 0,800 = 1.000 mL de subsrancia ativa
4.000(mL) 100(%)
1.000 (mL) x (%)
x = 25%, resposta.
Ou, resolvendo por analise dimensional:
800 (mL)
----'------'- x x 1 00% = 2 5 o/o, resposta.
0,800 4.000 mL
0 volume de uma solw;:ao ou preparas;ao !fquida, dados o volume da subsrancia ativa e sua porcen-
tagem de concentras;ao (V/V), pode requerer que o volume do ingrediente ativo seja determinado
primeiro com base no seu peso e na sua densidade espedfica.
A dgua aromdtica de horte!a contem 10% (VIV) de oleo de horte!a. Que volume de dgua aromdtica
conterd 75 mL de 6/eo de horte!a?
110(%) = 75(mL)
100 (%) x (mL)
x = 750 mL, resposta.
Se um !inimento veterindrio contiver 30% V/V de dimeti! su/f6xido, quantos mili!itros do linimento
podem ser preparados com 1 !b de dimeti! su/f6xido (Desp 1,10)?
1 lb = 454 g
454 g de agua medem 454 mL
454 mL 7 1,10 = 412,7 mL de dimetil sulfoxido
30 (%) 412,7 (mL)
100 (%) x (mL)
x = 1.375,7 ou 1.376 mL, resposta.
Ou, resolvendo por analise dimensional:
lib 454 g 1 mL 1
- - x--x--x--xlOOo/o = 1.375,7 ou 1.376 mL, resposta.
30% lib 1 g 1,10
Porcentagem Peso-Peso
A porcentagem peso-peso (porcentagem verdadeira ou porcentagem por peso) indica o numero de partes
de peso de ingrediente ativo contidas na massa total da solus;ao ou misrura considerada como 100
partes de peso.
Exemplos de Calculos Peso-Peso
Quantos gramas de feno! devem ser uti!izados para preparar 240 g de uma so!urao 5% (pip) em dgua?
CALCULOS FARMACEUTJCOS 101
Massa da solw;:ao (g) X % (expressa como urn decimal)= g de soluto
240 g X 0,05 = 12 g, resposta.
Quantos gramas de um formaco sao necessdrios para preparar 120 mL de uma solu(iio 20% (pip) cuja
densidade especifica e 1' 15?
120 mL de agua pesam 120 g
120 g X 1,15 = 138 g, massa de 120 mL de solw;:ao
138 g X 0,20 = 27,6 g, mais agua suficiente para preparar 120 mL, resposta.
Ou, resolvendo por analise dimensional:
1,15 g 20% 120 mLx--x- - = 27,6 g, resposta.
1mL 100%
As vezes, em urn cilculo de porcentagem peso-peso, a massa de urn componente e conhecida, mas
0 peso total da preparas;ao desejada nao e conhecido. 0 exemplo a seguir demonstra como esse tipo de
calculo e efetuado.
Quantos gramas de um formaco devem ser adicionados a 240 mL de dgua para preparar uma solu(iio a
4% {pip)?
100%-4% = 96% (de peso) de agua
240 mL de agua pesam 240 g
96 (%) = 240 (g)
4 (%) X (g)
x = 1 0 g, resposta.
Normalmente, e impossivel preparar urn volume espedfico de uma solus;ao ou preparas;ao lfquida
de uma determinada porcentagem de concentras;ao peso-peso, porque o volume deslocado pelo ingre-
diente ativo nao pode ser conhecido com antecedencia. Caso urn excesso seja aceitavel, podemos fazer
urn volume maior do . que aquele especificado. Nesse caso, utiliza-se como referencia o volume de
solvente ou veiculo dado e, a partir dessa quantidade, utilizando-se a densidade espedfica do lfquido,
calcula-se a massa do solvente ou vekulo necessaria para preparar a formulas;ao. Utilizando esse peso,
podemos seguir o metodo descrito anteriormente para calcular a massa correspondente de ingrediente
ativo que sera necessaria.
Como voce prepararia 100 mL de uma solu(iio 2% {pip) de um formaco em um so/vente cuja densidade
especifica e 1,25?
100 mL de agua pesam 100 g
100 g X 1,25 = 125 g, peso de 100 mL de solvente
100%-2% = 98% (de peso) de solvente
98 (%) = 125 (g)
2(%) x(g)
x=2,55 g
Portanto, dissolva 2,55 g do farmaco em 125 g (ou 100 mL) de solvente, resposta.
...
102 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
Calculo da Porcentagem de Concentra~ao Peso-Peso
Se o peso da solu<;:ao ou prepara<;:ao liquida nao for fornecido para o d.lculo de sua porcentagem
de concentra<;:ao, outras informa<;:6es devem ser providas para que possamos calcular a porcenta-
gem: por exemplo, a massa dos ingredientes ou o volume e a densidade espedfica da solu<;:ao ou
prepara<;:ao liquida.
Se 1.500 g de uma solurao contem 75 g de um fdrmaco, qual t! porcentagem de concentarao (pip) da
solurao?
1.500 (g)= 100 (%)
75 (g) X (o/o)
x = 5%, resposta.
Ou, resolvendo por analise dimensional:
75 g
---x100% = 5%,resposta.
1.500 g
Se 5 g de dcido borico sao adicionados a 100 mL de dgua, qual t! a porcentagem de concentrarao (pip) da
solurao?
100 mL de agua pes am 100 g
100 g + 5 g = 105 g, peso da solu<;:ao
105 (g)= 100 (%)
5(g) x(%)
x = 4,76 %, resposta.
Se 1.000 mL de xarope com densidade especifica de 1,313 contem 850 g de sacarose, qual t! a porcenta-
gem de concentrariio (pip) ?
1.000 mL de agua pesam 1.000 g
1.000 g X 1,313 = 1.313 g, massa de 1.000 mL de xarope
1.313 (g)= 100 (%)
850 (g) X (o/o)
x = 64,7 %, resposta.
Calculos com Base na Rela~ao Peso-Peso na Manipula~ao
Calculos com base na rela<;:ao peso-peso sao utilizados nos seguintes tipos de problemas de produ<;:ao e
manipulas:ao:
Que massa de uma soluriio 5% (pip) pode ser preparada a partir de 2 g de substancia ativa?
5(%) = 2(g)
100 (o/o) X (g)
x = 40 g, resposta.
Quantos gramas de hidrocortisona devem ser utilizados para manipular a seguinte prescrirao?
Hidrocortisona
Pomada hidrofflica qsp
Posologia: Aplique.
1/ 8% = 0,125%
10 g X 0,00125 = 0,0125 g ou 12,5 mg, resposta.
CALCULOS FARMACEUTICOS 103
Quantos gramas de benzocaina devem ser utilizados para manipular a seguinte prescri(iio?
R: Benzocaina 2%
Base de polietilenoglicol qsp 2
Preparar 24 supositorios.
Posologia: Insira urn, como descrito nas instrw;:6es.
2 g X 24 = 48 g, peso total da mistura
48 g X 0,02 = 0,96 g, resposta.
Ou, resolvendo por analise dimensional:
2g 2% 24 sup. x --x -- = 0,96 g,resposta .
1 sup. 100 o/o
porcentagem e utilizada pela United States Pharmacopeia para expressar o grau de toled.ncia permi-
em rela<;:ao a pureza de substancias quimicas e para expressar, nos rotulos, a quantidade de subs-
Porcentagem de Concentra~ao
As quantidades de ingredientes terapeuticamente ativos e/ou inativos em certos tipos de preparac;:oes far-
maceuticas sao expressas com base em suas porcentagens de concentrac;:ao .
A menos que seja indicado o contrario:
(a) Componentes lfquidos em preparac;:oes lfquidas apresentam uma relac;:ao volume-volume que pode ser
calculada segundo a equac;:ao:
mL de preparat;iio x % concentrat;iio" = mL do componente
(b) Componentes s61idos em preparac;:oes lfquidas apresentam uma relac;:ao peso-volume que pode ser
calculada segundo a equac;:ao:
mL de preparat;iio x % concentrat;iio" = g do componente
Os termos dessa equac;ao sao validos devido a suposic;ao de que a densidade especffica da preparac;ao e
1, como se fosse agua e, assim, cada mililitro representa o peso de um grama.
(c) Componentes s61idos ou semi-s61idos em preparac;:oes s61idas ou semi-s61idas apresentam uma rela-
c;:ao peso-peso que pode ser calculada segundo a equac;:ao:
g de preparat;iio x % concentrat;iio" = g do componente
a Nessas equac;:oes, "% de concentrac;:ao" e expressa decimalmente (p. ex., 0,05, em vez de 5%).
104 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
d.ncia utilizada na preparac,:ao de formas de dosagem. Por exemplo, de acordo com a United States R
Pharmacopeia,2 "aspirina nao pode conter menos que 99,5% e mais que 100,5% de C9H 80 4 (aspirina
pura), calculada como base seca''. Alem disso, "comprimidos de aspirina nao podem comer menos que
90,0% e mais que 110,0% da quantidade de C9H 80 4 descrita no r6tulo". Embora as formas de dosagem
sejam formuladas com o intuito de prover 100% da quantidade de cada ingrediente descrito no r6tulo, uma
certa tolerancia e permitida em func,:ao de erros analfticos, de variac,:6es inevitaveis na produc,:ao e manipula-
c,:ao, bern como de urn grau de deteriorac,:1io considerado insignificance sob condic,:6es priticas.
0 problema a seguir demonstra calculos de porcentagem segundo OS padroes estabelecidos em
compendios:
Se comprimidos de ibuproftno nao podem conter menos que 90% e mais que 110% de formaco, qual
seria a variarao permitida de conteudo de formaco, expresso em miligramas, para comprimidos de ibuprofe-
no contendo 200 mg carla?
90% de 200 mg = 180 mg
110% de 200 mg = 220 mg
Variac,:ao = 180 mg a 220 mg, resposta.
ESTUDO DE CASO 6.1:3 Urn paciente com miastenia grave passou por urn tratamento para separar e
remover certos anticorpos anormais1e outros elementos indesejados do sangue (plasmaferese).
Foram utilizadas imunoglobulinas, mas o paciente perdeu protefna e volume de sangue.
0 medico prescreveu 2.000 ml de uma solu~ao 5% (pN) de album ina em solu~ao para inje~ao de
cloreto de s6dio 0,9% (pN) para repor as protefnas e fluidos perdidos.
Ao preparar a prescri~ao, o tarmaceutico decidiu utilizar urn equipamento automatizado para
manipular a mistura. 0 equipamento deve ser programado com as densidades especfficas das solu-
~oes que estao sendo misturadas. 0 tarmaceutico optou por utilizar uma solu~ao de albumina 25%
(pN) como a tonte de album ina e uma solu~ao para inje~ao de cloreto de s6dio 0,9%.
Ao consultar a literatura, o farmaceutico descobriu que o cloreto de s6dio 0,9% possui uma
dens ida de especftica de 1 ,05. Para descobrir a densidade especffica da solu~ao de albumina, o
tarmaceutico utilizou urn picnometro de 25 ml, que pesa 28 g, adicionou a solu~ao de albumina 25%
(pN) ao picnometro e determinou que o mesmo, cheio, pesa 58 g.
(a) Qual e a densidade especffica da solu~ao de albumina?
(b) Quantos mililitros da solu~ao de albumina 25% (pN) sao necessarios para preparar 2.000 ml
de mistura contendo albumina 5% (pN)?
(c) Qual e a massa de solu~ao de album ina 25% necessaria para preparar a prescri~ao?
(d) Se o farmaceutico misturasse o numero requerido de mililitros da solu~ao de albumina
25% com uma quantidade suficiente da solu~ao para inje~ao de cloreto de s6dio 0,9% (pN)
para preparar os 2.000 ml de mistura, qual seria a densidade especftica da solu~ao resul-
tante?
ESTUDO DE CASO 6.2:3 Urn tarmaceutico recebe a prescri~ao abaixo, mas nao tern hidrocortisona em
p6 disponfvel. Entretanto, ele possui uma solu~ao para inje~ao que contem 100 mg de hidrocortiso-
na por mililitro de solu~ao. Uma pesquisa bibliografica indica que a solu~ao para inje~ao tern uma
densidade especffica de 1 ,5.
& Hidrocortisona 1,5%
Cold cream qsp 30 g
(a) Quantos gramas de hidrocortisona sao necessarios para preparar a prescri~ao?
(b) Quantos mililitros da solu~ao para inje~ao de hidrocortisona proveriam a quantidade correta de
tarmaco?
(c) Quantos gramas de cold cream sao necessarios?
CALCULOS FARMACEUTICOS 105
Razao de Concentra~ao
As concentra<;:6es de solus:oes muito diluldas sao normalmente expressas com base na razao de concen-
tra<;:ao. Como as porcentagens constituem uma razao de partes por centena, a razao de concentra<;:ao e
apenas outra maneira de expressar a porcentagem de concentras:ao de solu<;:6es ou prepara<;:6es Hquidas
{e, menos freqiientemente, de misturas de s6lidos). Por exemplo, 5% significa 5 partes por 100 ou
5:100. Embora uma razao de concentras:ao possa ser designada como 5 partes por 100, e comum
utiJizar 0 numero inteiro 1 precedendo OS dois pontos; assim, 5:100 = 1:20.
Por exemplo, quando uma razao de concentras:ao 1:1.000 e empregada para designar uma concen-
uac;:ao, ela e interpretada da seguinte forma:
• Para solidos em liquidos = 1 g de soluto ou componente em 1.000 mL de solus:ao ou preparac;:ao
Hquida.
• Para liquidos em liquidos = 1 mL de componente em 1.000 mL de solus:ao ou preparas:ao Hquida.
• Para so lidos em so lidos = 1 g de componente em 1. 000 g de mistura.
As raz6es e porcentagens de concentras:ao de qualquer solu<;:ao ou mistura de s6lidos sao proporcio-
nais, podendo ser facilmente convertidas uma na outra pelo uso de propors:ao.
Exemplos de Calculos que Utilizam a Ramo de Concentra~ao
Expresse 0, 02% como uma raziio de concentraflio.
0,02 (o/o) 1 (parte)
100 (o/o) x (partes)
x=5.000
Razao de concenrras;ao = 1: 5.000, resposta.
Expresse 1:4.000 como uma porcentagem de concentraflio.
4.000 (partes) = 100 (o/o)
1 (parte) x (o/o)
x = 0,025%, resposta.
Nota: Para alterar uma razao de concentrac;:ao para uma porcentagem, e convenience "converter" os
dois ultimos zeros da razao para o sinal (%), alterar o valor remanescente para uma fra<;:ao comum e,
entao, expressar a frac;:ao decimal em porcentagem:
1: 100 = 1 I 1% = 1%
1:200 = 1/ 2% = 0,5%
3:500= 3/5% =0,6%
1:2.500 = 1/25% = 0,04%
1:10.000 = 1/ 100%= 0,01%
Os problemas abaixo demonstram o dlculo da razao de concentrac;:ao de uma soluc;:ao ou prepara-
Hquida, quando o peso do soluro ou do componente e dado em urn volume espedfico de solus:ao
preparac;:ao Hquida.
Uma solufliO injetdvel contem 2 mg de fiirmaco por mililitro de soluflio. Quale a raziio de concentraflio
da soluflio?
- -- --'------
106 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
2mg=0,002g
0,002 (g) 1 (mL)
1 (g) x (mL)
x=500mL
Razao de concentras;ao = 1: 500, resposta.
Quale a raziio de concentrar;iio (p!V) de uma solur;iio preparada por meio da dissolur;iio de 5 comprimi-
dos, cada um contendo de 2,25 g de cloreto de s6dio, em dgua suficiente para preparar 1.800 mL?
2,25 g x 5 = 11 ,25 g de clot·ero de s6dio
11 ,25 (g) 1.800 (mL)
1 (g) x (mL)
x =160mL
Razao de concenrras;ao = 1 : 160, resposta.
Ao resolver problemas nos quais os dlculos sao baseados na razao de concentra<;:ao, algumas vezes
e conveniente transformar a razao de con~entra<;:ao nacorrespondente porcentagem e, entao, o proble-
ma pode ser solucionado nessa unidade, ·de acordo com as regras e os metodos discutidos na se<;:ao
sobre porcentagem de prepara<;:ao.
Quantos gramas de permanganato de potdssio deveriam ser utilizados para p reparar 500 mL de uma
solur;iio de 1:2.500?
1:2.500 = 0,04%
500 (g) X 0,0004 = 0,2 g, resposta.
Ou
1: 2.500 significa 1 g em 2.500 mL de solu<;:ao
2.500 (mL) _ 1 (g)
500 (mL) x (g)
x = 0,2 g, resposta.
Quantos miligramas de violeta genciana deveriam ser utilizados para preparar a seguinte solur;iio?
Ou,
Solu<;:ao de violeta genciana
1:10.000
500 mL
Posologia: Usar externamente, conforme indicado.
1:10.000 = 0,01%
500 (g) X 0,0001 = 0,050 g ou 50 mg, resposta.
1:10.000 significa 1 g de 10.000 mL de solu<;:ao
10.000 (mL) 1 (g)
500 (mL) x (g)
x = 0,050 g ou 50 mg, resposta.
Quantos miligramas de hexaclorofino deveriam ser utilizados para manipular a seguinte prescrir;iio?
Hexaclorofeno
Pomada hidroH!ica qsp
Posologia: Aplique.
1:400 == 0,25%
10 (g) X 0,0025 == 0,025 g ou 25 mg, resposta.
Ou,
1 :400 significa 1 g por 400 g de pomada.
400 (g) = 1 (g)
10 (g) X (g)
1:400
10 g
x = 0,025 g ou 25 mg, resposta.
Conversoes Simples de Concentra~oes para mg/mL
C ALCULOS F ARMACEUTICOS 107
Ocasionalmente, os farmaceuticos, em particular aqueles que atuam em cenrros de saude, precisam
converter rapidamente as concentrar;:6es de urn produto expressas como porcentagem de concentrar;:ao,
razao de concentrar;:ao ou gramas por litro (como em infus6es IV) para miligramas por mililitro (mg/
mL) . Essas convers6es podem ser feitas dct forma agil empregando-se tecnicas simples. Abaixo seguem
algumas sugest6es. '
~ CAPSULA DE CALCULOS FARMACEUTICOS
Razao de Concentra.;:ao
As concentra<;:5es de prepara<;:5es farmaceuticas muito dilufdas (normalmente solu<;:5es peso-volume)
frequentemente sao expressas em fun<;:ao de suas razoes de concentra<;:ao.
A razao de concentraqao constitui outra forma de expressar a porcentagem da concentra<;:ao. Par
exemplo: uma solu<;:ao 1% (pN) e uma razao de concentra<;:ao de 1:1 00 (pN) sao equivalentes.
A forma mais adequada de expressar a razao de concentra<;:ao e atribuir 1 para o valor numerico do
soluto. lsso pode ser feito quando calculamos a razao de concent ra<;:ao estabelecendo-se uma propor<;:ao a
partir dos dados, como, par exemplo:
g (So/uta) 1
--='--'---'----= - ,logo, 1: valor de x, resposta.
mL (Soluc;;ao) x
Existem duas op<;:5es ao uti lizarmos uma razao de concentra<;:ao em um problema: (a) converte- la para
uma porcentagem de concentrac;;ao e executar os calculos de maneira habitual ou (b) utilizar a razao de
concentra<;:ao diretamente em um problema resolvido par propor<;:ao.
(a) Para converter uma razao para uma porcentagem, par exemplo, 1:10.000 (pN):
1g ~
10.000 ml 100 ml
0 x resulta em porcentagem, par defini<;:ao (partes par centena) .
(b) Resolvendo par propor<;:ao, par exemplo:
1g
x 9 ; x = gem ml dado (Quantidade dada, ml); 10.000 ml
108 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
Para converter a porcentagem de concentrarlio de um produto para mglmL, multiplique a porcenta-
gem de concentra<;:ao, expressa como urn numero inteiro, por 10.
Exemplo:
Converta 4% (p!V) para mglmL.
4 X 10
Prova ou metodo alternativo: 4% (p/V)
= 40 mg/ mL, resposta.
= 4 g/100 mL
= 4.000 mg/100 mL
= 40 mg/mL
Para converter a razlio de concentrarlio de um de produto para mglmL, divida a razao de concentra<;:ao
por 1.000.
Exemplo:
Converta 1: 10. 000 (p!V) para mglmL.
10.000 + 1.000
Prova ou metodo alternativo: 1:10.000 (p/V)
= 1 mg/ 10 mL, resposta.
= 1 g/10.000 mL
= 1.000 mg/10.000 mL
= 1 mg/10 mL
Para converter as concentraroes de um p~oduto expressas em gramas por litro (giL) para mglmL, conver-
ta o numerador para miligramas e divida-o pelo numero de mililitros do denominador.
Exemplo:
Converta a concentrarlio de um produto de 1 g por 250 mL para mg!mL.
1.000 + 250 = 4 mg/mL, resposta.
Prova ou metodo alternativo: 1 g/250 mL = 1.000 mg/250 mL = 4 mg/mL
Miligramas por Cento
0 termo miligramas por cento (mgo/o) expressa o numero de miligramas de substincia por 100 mL de
liquido. Ele e freqiientemente utilizado para indicar a concentra<;:ao de urn farmaco ou subsd.ncia
natural em urn fluido biol6gico, como, por exemplo, o sangue. Dessa forma, a afirma<;:ao de que a
concentra<;:ao de nitrogenio nao-proteico no sangue e de 30 mgo/o significa que cada 100 mL de sangue
contem 30 mg de nitrogenio nao-proteico. Como veremos no Capitulo 10, as quantidades das subs-
tincias presentes em fluidos biol6gicos tambem costumam ser expressas em miligramas por decilitro
(mg/dL) de fluido.
Partes por Milhao (PPM) e Partes por Bilhao (PPB)
As concentra<;:6es de solu<;:6es muito diluidas sao geralmente expressas em partes por milhlio (ppm) ou
partes por bilhlio (ppb), ou seja, o numero de partes de urn agente por 1 milhao ou 1 bilhao de partes do
total. Por exemplo, a quanridade de fluor na agua poravel, utilizada para reduzir as dries, freqiiente-
mente e de 1 parte de fluor por 1 milhao de partes de agua (1:1.000.000). 0 conteudo expresso em
partes por milhao ou partes por bilhao tambem pode ser utilizado para descrever a quantidade de
tra<;:os de impurezas em amostras quimicas e de elementos em amostras biol6gicas.
CALCULOS FARMACEUTICOS 109
Dependendo das formas fisicas dos tra<;:os de substancias e do produto final, uma concentra<;:ao
expressa em ppm ou ppb pode, teoricamente, ser calculada com base no peso-volume, volume-volume
ou peso-peso. Entretanto, em termos pd.ticos, as unidades do soluto e da solu<;:ao sao geralmente
consideradas iguais (ou seja, constituem o mesmo tipo de "partes") .
Exemplos de Calculos Envolvendo Partes por Milhao e Partes por Bilhao
Expresse 5 ppm de ferro na dgua em porcentagem de concentrar;lio e razlio de concentrar;lio.
5 ppm= 5 partes em 1.000.000 de partes = 1:200.000, razao de concentra<;:ao, e
= 0,0005%, porcentagem de concentra<;:ao, respostas.
A concentrar;lio de um aditivo em uma rar;lio animal e 12,5 ppm. Quantos miligramas da substancia
deveriam ser utilizados para preparar 5,2 kg de rar;lio?
12,5 ppm= 12,5 g (subsrancia) em 1.000.000 g (ra<;:ao)
Logo,
1.000.000 g 5.200 g
12,5g xg
x = 0,065 g = 65 mg, resposta .
PROBLEMAS PRATICOS
Calculos Peso-Volume
1. R Antipirina 5%
Glicerina qsp 60
Posologia: Cinco gotas na orelha direita.
Quantos gramas de antipirina deveriam ser uti-
lizados para preparar a prescri<;:ao?
R Ofloxacina oftilmica solu<;:ao 0,3%
Disp. 10 mL
Posologia: 2 gotas em cada olho q 4 ho-
ras X 2 dias; a seguir 2 gotas q 6 horas X
4 dias.
0 farmaceutico dispensou OCUFLOX.*
Quantos miligramas de ofloxacina estao con-
tidos na prescri<;:ao dispensada?
Dexametasona (fosfato
diss6dico)
Agua esteril para
inje<;:ao qsp
100 mg
100 mL
Posologia: 2 gotas nos olhos q 4 horas X
2 dias; depois 2 gotas q 6 horas X 4 dias.
Calcule a porcentagem de concentra<;:ao de de-
xametasona (fosfato diss6dico) na prescri<;:ao.
4. Se 100 mL de uma prepara<;:ao farmaceutica
con tern 20 rL de uma solu<;:ao 50% (p/V) de
cloreto de benzalconio, qual e a porcentagem
de concentra<;:ao deste agente na solu<;:ao?
5. Uma solu<;:ao oftalmica contem 25 rg/100 rL
de ativador de plasminogenio tecidual (tPA).
(a) Calcule a porcentagem de concen-
tra<;:ao de tPA na solu<;:ao.
(b) Que volume de uma solu<;:ao con-
tendo tPA, 50 mg/50 mL, deveria
ser utilizado para preparar 100 rL
da solu<;:ao de ofralmica?
6. Quantos miligramas de metilparabeno sao
necessarios para preparar 8 on<;:as fluidas de
N. de T. : Exemplo de especialidade farmaceurica disponivel no Brasil: Oflox (Allergan)....
110 HOWARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
uma solw;:ao que contem 0,12% (p/V) de
metilparabeno?
7. Se urn farmaceutico dissolvesse o conteudo
de oito d.psulas, cada uma contendo 300 mg
de fosfato de clindamicina, em uma quan-
tidade suficiente de uma base liquida adstrin-
genre para preparar 60 mL de soluc;:ao topica,
qual seria a porcentagem de concentrac;:ao
(p!V) de fosfato de clindamicina na prescri<;:ao?
8. Se 50 mL de uma soluc;:ao de bicarbonato de
sodio injetavel 7,5% (p/V) sao acrescenta-
dos a 500 mL de uma soluc;:ao para infusao
de dextrose 5%, qual e a porcentagem de
concentrac;:ao (p/V) de bicarbonato de sodio
no produto?
9. Uma formula de xampu antifungico contem
cetoconazol 2% (p/V) . Quantos gramas de
cetoconazol seriam necessarios para preparar
25 litros de xampu? !
10. 0 firmaco biotecnologico interferona gama-
1 b (ACTIMMUNE) contem 100 mcg/0,5 mL.
Calcule a porcenragem de concentrac;:ao da
soluc;:ao.
11. Urn firmaco injetavel contem 50 mg de pen-
tobarbital sodico em cada mL de soluc;:ao.
Qual e a porcentagem de concentrac;:ao (p/V)
da soluc;:ao?
12. Se 425 g de sacarose sao dissolvidos em agua
suficiente para preparar 500 mL, qual e a por-
centagem de concentrac;:ao (p/V) da soluc;:ao?
13. A formula para o tratamento de problemas
no ouvido contem 54 mg de antipirina e
14 mg de benzocaina em cada mililitro de
soluc;:ao. Calcule a porcentagem de concentra-
c;:ao (p!V) para cada ingrediente na formula.
14 . Uma injec;:ao de adalimumab (HUMIRA)
contem 40 mg/0,8 mL. Calcule a porcenta-
gem de concentrac;:ao da injec;:ao.
15.5 &: Eritromicina (lactobionato) 500 mg
Dexametasona (fisfato
dissodico) 100 mg
Glicerina 2,5 mL
Agua esteril para
inJec;:ao qsp 100 mL
M. ft. soluc;:ao ofralmica
' l.
16.
17.
18.
19.
20.
21.
22.
23.
24:
(a) Qual e a porcentagem de concentrac;:ao
de eritromicina na prescric;:ao?
(b) Se a glicerina possui uma ' densidade es-
pedfica de 1,25, qual e a sua concentra-
c;:ao (p/V) na prescric;:ao?
Quantos mililitros de uma soluc;:ao de clare-
to de sodio 0,9% (p/V) podem ser prepara-
dos a partir de 50 comprimidos, cada urn
contendo 2,25 g de doreto de sodio?
Se uma soluc;:ao para injec;:ao intravenosa con-
tern manito! 20% (p/V), quantos mililitros
de soluc;:ao deveriam ser administrados para
prover 100 g de manito! para urn paciente?
Uma seringa pre-preenchida contem 50 mg
de cloridrato de licocaina por 5 mL de solu-
c;:ao para injec;:ao. Expresse a porcentagem de
concentrac;:ao de cloridrato de lidocaina na
soluc;:ao.
Uma solw;:ao para a expansao volemica san-
guinea contem hetastarch 6% (p/V) e clare-
to de sodio 0,9% (p/V) . Quantos gramas de
cada ingrediente estariam presentes em 250 mL
de soluc;:ao?
Urn farmaceutico adiciona 10 mL de solu-
c;:ao 20% (p/V) de urn farmaco em 500 mL
de D5W para infusao de parenteral. Quale
porcentagem de concentrac;:ao do firmaco na
soluc;:ao para infusao?
Calcule a porcentagem de concentrac;:ao de
uma soluc;:ao para injec;:ao que contem 2 mg
de cloridrato de hidromorfona em cada mi-
lilitro de soluc;:ao.
A suspensao oral VIRAMUNE contem ne-
virapina 1% (p/V). Calcule quantos miligra-
mas de nevirapina estao presentes em urn re-
cipiente de 240 mL de suspensao.
&:6 Comprimidos de misoprostol
200-,ug 12 comprimidos
Cloridrato de lidocaina 1 g
Glicerina qsp 100 mL
Calcule a porcentagem de concentrac;:ao de
misoprostol na prescric;:ao.
&:7 Fentanila (citrato)
Cloridrato de bupivacaina
Soluc;:ao para injec;:ao de
20 ,uglmL
0,125%
cloreto de sodio (0,9%) qsp 100 mL
Calcule a porcentagem de concentra<;:ao de
citrato de fentanila na prescri<;:ao.
25. 0 spray nasal ATROVENT con tern 0,03%
de brometo de ipratropio em urn recipien-
te dosificador- de 30 mL. Se o recipiente e
calibrado para liberar 345 sprays, calcule o
volume de cada spray, em microlitros, e a
quantidade de farmaco de cada spray, em
microgramas.
26. Se 100 mL de uma solw;:ao anestesica conti-
verem 200 mg de sulfato de morfina e 8 mg
de droperidol, qual e a porcentagem de con-
centra<;:ao de cada urn desses ingredientes na
solu<;:ao?
27. Uma solu<;:ao oral concentrada de cloridrato
de oxicodona (OXYFAST)* contem 20 mg/
1 mL. Se uma dose de 0,75 mL e adiciona-
da a 30 mL de suco antes da administra-
<;:ao, calcule: (a) a quantidade de mil;gra-
mas de cloridrato de oxicodona adminis-
trados, e (b) a porcentagem de concentra-
<;:ao (p/V) de cloridrato de oxicodona no
suco.
28. Uma inje<;:ao contendo sulfato de morfina li-
posomal de libera<;:ao prolongada (DEPO-
DUR) contem 10 mg/mL de sulfato de mor-
fina. Calcule a porcentagem de concentra-
<;:ao de sulfato de morfina na inje<;:ao.
Uma solu<;:ao topica contem hidroquinona
3% (p/V). Quantos litros da solu<;:ao po-
dem ser preparados a partir de 30 g de hi-
droquinona?
Calculos Volume-Volume
Quale a porcentagem de concentrayao (V/V)
se 225 g de urn lfquido com densidade espe-
dfica de 0,8 sao adicionados a uma quanti-
dade de agua suficiente para preparar 1,5 li-
tros de solu<;:ao?
Quantos litros de uma solu<;:ao para higiene
bucal podem ser preparados a partir de 100 mL
de flavorizante de canela, se sua concentra-
<;:ao deve ser de 0,5% (V/V) ?
CALCULOS fARMACEUTICOS 111
32. Uma lo<;:ao contem glicerina 15% (VIV).
Quantos litros de glicerina devem ser utili-
zados para preparar 5 gal6es de lo<;:ao?
33. A formula para 1 litro de urn elixir contem
0,25 mL de urn oleo flavorizante. Quale a por- -
centagem (VIV) de oleo flavorizante no elixir?
34. Uma lo<;:ao dermatologica contem 1,25 mL
de fenolliquefeito em 500 mL. Calcule a por-
centagem (V/V) de fenolliquefeito na lo<;:ao.
Calculos Peso-Peso
35. Quantos gramas de sacarose devem ser adi-
cionados a 475 mL de agua para preparar
uma solu<;:ao 65% (p/p) ?
36. Quantos gramas de urn farmaco devem ser
adicionados a 1.800 mL de agua para prepa-
rar uma solu<;:ao 10% (p/p) ?
37. Quale a porcentagem de concentra<;:ao (p/p)
de uma solu<;:ao preparada a partir da disso-
lu<;:ao de 62,5 g de cloreto de porassio em
187,5 mL de agua?
38. Se 500 g de dextrose sao dissolvidos em
600 mL de agua, resultando em urn volume
final de 1litro, qual e a porcentagem de con-
centra<;:ao (p/p) de dextrose na solu<;:ao?
39. Urn creme vaginal con tern 0,8% (p/p) de urn
farmaco. Se 40 mg de farmaco sao adminis-
trados em cada aplicador vaginal cheio de
creme, calcule o peso, em gramas, de cada
aplicador cheio.
40. Se 1 g de urn farmaco e dissolvido em 2,5 mL
de glicerina e tern densidade espedfica 1,25,
qual e a porcentagem de concentra<;:ao (p/p)
de farmaco na solu<;:ao resultante?
41. Quantos gramas de resorcinol e hexaclo-
rofeno deveriam ser utilizados para prepa-
rar 5lb de uma pomada para acne que deve
comer resorcinol 2% (p/p) e hexaclorofe-
no 0,25% (p/p) ?
42. Quantos gramas de hidrocortisona deveriam
ser utilizados para preparar 120 supositorios,
• N. de T.: Exemplo de especialidade farmad~utica disponivel no Brasil: Oxyconrin (Zodiac) .
II
112 HowARD C. ANsEL E MITCHELL J. STOKLOSA
cada urn pesando 2 g e contendo 1% de hi-
drocortisona?
43. Se urn creme para uso topico contem hidro-
cortisona 1,8% (p/p), quantos miligramas de
hidrocortisona deveriam ser utilizados para
preparar 15 g de creme?
44.8 R: Tintura de ben join 18 mL
Bilsamo do Peru 10 g
Cold cream 70 g
Pomada utilizada para o tratamento de
ferimentos
Se a tintura de benjoin tern uma densidade
espedfica de 0,88, calcule sua porcentagem
de concentra<;:ao (p/ p) na misrura.
45. Uma pomada de dipropionato de alclometa-
sona (ACLOVATE) contem 0,05% (p/p) de
firmaco em bisnagas de 15 e 45 g. Calcule a
diferen<;:a na quantidade de firmaco entre os
doistamanhos de bisnaga.
46. Quantos gramas de icido azeliico (FINA-
CEA) 15% (p/p) estao contidos em bisnagas
de 30 g de pomada?
47. 0 gel de tretinoina (RETIN-A MICRO)*
esti disponlvel em duas concentra<;:6es: 0,1 %
(p/p) e 0,04% (p/p). Expresse essas concen-
tra<;:6es em miligramas de tretinoina por gra-
ma de pomada.
Calculos de Porcentagens Mistas
48.9 R: Progesterona micronizada 4 g
Glicerina 5 mL
Solu<;:ao de metilcelulose (1 %) 50 mL
Xarope de cereja qsp 100 mL
(a) Qual e a porcentagem de concentra<;:ao
(p/V) de progesterona na prescri<;:ao?
(b) Qual e a porcentagem de concentra<;:ao
(p/V) de metilcelulose na prescri<;:ao?
(c) Qual e a porcentagem de concentra<;:ao
(V/V e p/V) de glicerina (Des 1,15) na
. p
prescn<;:ao?
Colodio flexlvel qsp 100 g
Posologia. Removedor de verrugas. Siga
as instru<;:6es.
(a) 0 col6dio fl exlvel contem canfora
20% (p/p) e oleo de rkino 30% (p/p).
Quantos gramas de cada ingredlente
estariam contidos em 30 g de mistura?
(b) A densidade espedfica do oleo de ri-
cino e 0,955. Quantos mililitros de
o leo estao contidos em 30 g de
mistura?
(c) Se a densidade espedfica da mistura e
0,781, qual e a concentra<;:ao (p/V) de
icido litico, icido salidlico e icido tri-
cloroacetico na mistura?
Calculos de Razao de Concentra~ao
50. Expresse os ntimeros abaixo como uma por-
centagem de concentra<;:ao:
(a) 1:1.500
(b) 1:10.000
(c) 1:250
(d) 1:400
(e) 1:3.300
(f) 1:4.000
51. Expresse os ntimeros abaixo como urn razao
de concentra<;:ao:
(a) 0,125%
(b) 2,5%
(c) 0,80%
(d) 0,6%
(e) lf3%
(f) 1f20%
52. Expresse os ntimeros abaixo como urn razao
de concentra<;:ao:
(a) 2 mg de ingrediente ativo em 2 mL de
solu<;:ao.
(b) 0,275 mg de ingrediente ativo em 5 mL
de solu<;:ao.
(c) 2 g de ingrediente ativo em 250 mL de
solu<;:ao.
(d) 1 mg de ingrediente ativo em 0,5 mL
de solu<;:ao.
53. Urn creme vaginal conrem 0,01% (p/V) de
dienestrol. Expresse essa concentra<;:ao como
uma razao de concentra<;:ao.
49. 10 ]} Acido li tico
Acido salidlico
Acido tricloroacetico
4 g 54. Urn xarope de doxiciclina cilcica e conser-
5 g vado com metilparabeno 0 ,08 % (p/V),
2 g propilparabeno 0,02% (p/V) e metabisul-
* N. de T.: Exemplo de especialidade farmaceutica disponivel no Brasil: RetinA Micro (Jensen-Cilag).
fito de s6dio 0,10% (p/V). Expresse es-
sas concentra<;:6es como raz6es de concen-
tra<;:ao.
55. Uma solu<;:ao oftalmica e conservada com
urn antibacteriano 0,0008% (p/V). Expres-
se essa concentra<;:ao como razao de con-
centra<;:ao.
56. Uma solu<;:ao para inje<;:ao contem cloridrato
de lidocaina 0,50% (p/V) e 1:200.000 (p/V)
de epinefrina. Expresse a concentra<;:ao do clo-
ridrato de lidoca!na como uma razao de con-
centra<;:ao e a da epinefrina como uma por-
centagem.
Uma amostra de vaselina llquida contem
10 mg de tocoferol por quilograma como
conservante. Expresse a quantidade de toco-
ferol como razao de concentra<;:ao.
Uma solu<;:ao t6pica de hidr6xido de dlcio
contem 170 mg de hidr6xido de dlcio pbr
100 mL a 15°C. Expresse essa concentra<;:ao
como razao de concentra<;:ao.
Urn ensaio para ergocalciferol requer a dis-
solu<;:ao de 0,5 mg de ergocalciferol em uma
quantidade suficiente de clorof6rmio para
fazer 5 mL e a adi<;:ao de 0 ,3 mL de anidri-
do acetico e 0,2 mL de acido sulfurico.
Calcule a razao de concentra<;:ao de ergo-
calciferol na mistura.
R Comprimidos de permanganato
de potassio 0,2 g
Disp. #100
Posologia: Dois comprimidos em 4 pt
de agua. Uso conforme indicado.
Expresse a concentra<;:ao, como razao de
concentra<;:ao, da solu<;:ao preparada de acor-
do com as instru<;:6es dadas na prescri<;:ao.
0 virus da vacina para Hepatite B e inati-
vado com formalina 1 :4000 (p/V). Expres-
se esta razao como uma porcentagem da
concentra<;:ao.
VERSED injeravel contem 5 mg de midazo-
lam por mililitro de solu<;:ao para inje<;:ao. Cal-
cule a razao de concentra<;:ao de midazolam
na solu<;:ao.
CALCULOS FARMACEUTICOS 113
63 . Se uma prepara<;:ao de vitamina Hquida con-
tern 0,16 rg de vitamina B 12 por 5 mL, qual
e a razao de concentra<;:ao da prepara<;:ao?
64. Urn teste cutineo para alergia contra urn tipo
espedfico de formiga requer aplica<;:ao intra- -
dermica de 0,05 mL de uma dilui<;:ao
1:1.000.000 (p!V) de veneno de formiga .
Quantos microgramas de veneno seriam ad-
ministrados dessa maneira?
65. Em rea<;:6es de hipersensibilidade aguda,
0,5 mL de solu<;:ao de epinefrina 1:1.000
(p/V) pode ser administrado subcutanea-
mente ou intramuscularmente. Calcule a
quantidade, em miligramas, de epinefrina
administrada.
66.11 R Cloridrato de tetraca!na
Cloridrato de epinefrina
Cloridrato de cocaina
Cloreto de s6dio, q.s.
Agua esterelizada qsp
0,75%
1:4.000
3%
30mL
Quantos miligramas de cloridrato de te-
traca!na, de cloridrato de epinefrina e de clo-
ridrato de coca!na sao necessarios para pre-
parar a prescri<;:ao?
C61culos de Partes por Milhao
67. A agua purificada nao contem mais do que
10 ppm de s6lidos totais. Expresse essa con-
centra<;:ao como uma porcentagem.
68. Quantos gramas de fluoreto de s6dio deve-
riam ser adicionados a 100.000 litros de agua
potavel contendo 0,6 ppm de fluoreto de
s6dio para se obter a concentra<;:ao recomen-
dada de 1,75 ppm?
69. Se o reservat6rio de agua de uma cidade apre-
senta o limite de 250 ppm de ion nitrato,
qual e a quantidade maxima de ion nitrato,
em gramas, que pode estar presente em urn
reservat6rio de 10.000 gal6es?
70. Se uma prepara<;:ao de insulina disponivel co-
mercialmente contiver 1 ppm de pr6-insuli-
na, quantos microgramas de pr6-insulina es-
tariam contidos em urn frasco de 10 mL de
insulina?
I
!..
114 HowARD C. ANSEL E MITCHELL J. STOKLOSA
RESPOSTAS PARA OS ESTUDOS DE CASO E PARA OS PROBLEMAS PRATICOS
Estudo de Caso 6.1 (p. 1 04}
(a) 58 g (peso do picnometro cheio) - 28 g
(peso do picnometro ) = 30 g (peso de
25 mL de solw;:ao de albumina);
30 g + 25 mL = 1,2, densidade espedfica
da soluc;:ao de albumina, resposta.
(b) 2.000 mL X 0,05 (5%) = 100 g de albu-
mina requeridos:
~ = 100 g = 400 mL de soluc;:ao de
100mL xmL
albumina, resposta.
(c) 400 mL X 1 ,2 ( densidade espedfica) = 480 g
de soluc;:ao de albumina, resposta.
(d) 2.000 mL (soluc;:ao total) - 400 mL (so-
luc;:ao de albumina) = 1.600 mL (soluc;:ao
de cloreto de s6dio 0,9%); !
1.600 mL X 1,05 (densidade espedfica)
= 1.680 g (peso da soluc;:ao de cloreto
de s6dio 0,9%);
1.680 g + 480 g = 2.160 g (peso total de
2.000 mL);
2.160 g + 2.000 mL = 1,08, densidade
espedfica da mistura, resposta.
Estudo de Caso 6.2 (p. 1 04}
(a) 30 g X 0,015 (1,5% p/p) = 0,45 g de hi-
drocortisona, resposta.
0,1 g 0,45 g 4 d 1 (b) -- = - - ; x = ,5 mL e so uc;:ao para
1mL xmL
injec;:ao de hidrocortisona, resposta.
(c) 4,5 mL X 1,5 (densidade espedfica) = 6,75
g (soluc;:ao de hidrocortisona); 30 g- 6,75 g
= 23,25 g de cold cream, resposta.
Problemas Praticos (p. 1 09}
1. 3 g de antipirina
2. 30 mg de ofloxacina
3. dexametasona (fosfato diss6dico) 0,1% (p!V)
4 . cloreto de benzalconio 0,01% (piV)
5. (a) tPA 0,025% (p!V)
(b) 0,025 mL
6. 283,9 mg de metilparabeno
7. fosfato de clindamicina 4 % (p/V)
8. bicarbonato de s6dio 0,68% (p/V)
9. 500 g de cetoconazol
10. interferona gamma-1b 0,02% (p/V)
11. pentobarbital s6dico 5% (p/V)
12. sacarose 85%
13. (a) antipirina 5,4% (p!V)
(b) benzocafna 1,4% (p/V)
14. adalimumab 5% (p/V)
15. (a) eritromicina (lactobionato) 0,5% (p/V)
(b) glicerina 3,125% (p/V)
16. 12.500 mL
17. 500 mL
18. cloridrato de lidocafna 1% (p/V)
19. 15 g de hetastarch
2,25 g de cloreto de s6dio
20. 0,39% (p/V)
21. hidromorfona 0,2% (p/V)
22.2.400 mg de nevirapina
23. misoprostol 0,0024% (p!V)
24. citrato de fentanila 0,002% (p/V)
25. 86,96 ~L !spray e 26,09 ~g de ipratr6pio
26. sulfato de morfina 0,2% (p!V) e droperidol
0,008% (p!V)
27. (a) 15 mg de cloridrato de oxicodona
(b) cloridrato de oxicodona 0,049% (p/V)
28. sulfato de morfina 1% (p/V)
29. 1 litro
30. 18,75% (V/V)
31. 20 litros
32. 2,838 ou 2,84 L de glicerina
33. oleo flavorizante 0,025% (VIV)
34. fenol liquefeito 0,25% (VIV)
35. 882,14 g de sacarose
36. 200 g
37. cloreto de potassio 25% (p/p)
38. dextrose 45,45% (p/p)
39. 5 g
40. 24,24% (p/p)
41. 45,4 g de resorcinol e 5,675 g de hexaclorofeno
42. 2,4 g hidrocortisona
43. 270 mg de hidrocortisona
44. tintura de benjoin 16,53% (p/p)
45. 15 mg de dipropionato de alclometasona
46. 4,5 g de acido azelaico
47. 1 mg /g e 0,4 mg/g de tretinoina
48. (a) progesterona 4% (p!V)
(b) metilcelulose 0,5% (p/V)
(c) glicerina 5% (V/V) e 6,25% (p/V)
49. (a) 5,34 g de canfora e 8,01 g de 6leo de dcino
(b) 8,39 mL de 6leo de r!cino
(c) acido latico 3,12% (p!V), acido salidli-
co 3,91% (p/V) e acido tricloracetico
1,56% (p/V)
50. (a) 0,067%
(b) 0,01 %
(c) 0,4%
(d) 0,25%
(e) 0,03%
(f) 0,025%
51. (a) 1:800
(b) 1:40
(c) 1:125
(d) 1:166,67 ou 1:167
(e) 1:300
(f) 1:2.000
52. (a) 1:1.000
(b) 1:18.182
(c) 1:125
(d) 1:500
CALCULOS F ARMACEUTICOS 115
53. 1:10.000 (p/V)
54. metilparabeno 1: 1.250 (p/V)
propilparabeno1:5.000 (p/V)
metabisulfito de s6dio 1: 1.000 (p/V)
55. 1:125.000 (p/V)
56. cloridrato de lidocaina 1:200 (p/V)
epinefrina 0,0005% (p/V)
57. tocoferol 1:100.000 (p/p)
58. hidr6xido de dlcio 1:588 (p/V)
59. ergocalciferol 1: 11.000 (p/V)
60. permanganato de pot:issio 1:4.730
61. formalina 0,025% (p!V)
62. midazolam 1:200 (p/V)
63. vitamina B12 1:31.250.000 (p/V)
64. 0,05 jlg de veneno de formiga
65. 0,5 mg de epinefrina
66. 225 mg de cloridrato de tetracaina
7,5 mg de cloridrato de epinefrina
900 mg de cloridrato de cocaina
67. 0,001% (p!V)
68. 115 g de fluoreto de s6dio
69. 9.462,5 g de ion nitrato
70. 10 jlg de pr6-insulina
1. United States Pharmacopeia. 26'h Rev. Rockville, MD: The United States Pharmacopeia! Convention, 2003:12.
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