Prévia do material em texto
Características dos serviços Alto contato com o cliente – O fornecedor procura atender o cliente da melhor maneira possível, já que o encontro se dá no escritório do fornecedor. Se for uma oficina, o trabalho será feito sem a presença do cliente. Participação do cliente no processo – o cliente pode ser uma participante ou um produto. Como participante, tem- se como exemplo os bancos, e como produto, o exemplo é de uma barbearia. Perecibilidade – O serviço é altamente perecível. Se não consumido na hora, se perde. Características dos serviços Não estocável – Não se pode armazenar serviço. Tem que ser consumido assim que fornecido. Mão-de-obra intensiva – os serviços estão intimamente ligados às pessoas. Embora toda a tecnologia, o custo da mão-de-obra predomina sobre os demais. Curtos lead times – o tempo de atendimento não pode ser longo. O cliente se cansa. Output variável e não padronizável – é muito difícil obter padronização quando se trata de pessoas. Com máquinas, o processo é mais fácil. Características dos serviços Intangibilidade – o serviço é um bem intangível. Dificuldade de se medir a produtividade – existe uma dificuldade maior de se medir os inputs e os outputs dos sistemas envolvidos. Dificuldade de se medir a qualidade – é altamente subjetiva. Usa-se a abordagem dos cinco gaps. Comparação entre aquilo que o cliente avalia e aquilo que o fornecedor acha o que seria o ideal. Gap 1 – divergência entre a expectativa do cliente e o que a empresa entendeu como sendo a expectativa do cliente. Características dos serviços Gap2 – divergência entre o entendimento da empresa e as especificações que elabora para atender o cliente. Gap3 – divergência entre as especificações elaboradas e o serviço prestado. Gap4 – divergência entre o serviço gerado e a comunicação externa ao cliente. Gap5 – divergência entre o serviço esperado e o serviço fornecido. Tendências no setor de serviços Aumento na Competitividade Internacional: o Anteriormente as multinacionais eram somente manufatureiras. o Hoje, já temos multinacionais exclusivamente prestadoras de serviços. Melhoria da Produtividade em serviços: o Os softwares de gestão integrada tem trazido importantes resultados ao setor, eliminando retrabalhos e melhorando o atendimento ao cliente com respostas em tempo real. Tendências no setor de serviços Tecnologia e Automação em Serviços: o As fábricas estão cada vez mais sendo controladas por computador, e profissionais do ramo são prestadores de serviços às máquinas. Adequação de trabalhos em Serviços: o Há necessidade de qualificação e capacitação superior dos funcionários. Planejamento da Produção em Serviços Atender a demanda em tempo e hora, com excelente qualidade. A demanda é muito variada. Existem picos e ociosidade. O serviço não pode ser armazenado, deve ser produzido e consumido simultaneamente. Os recursos disponíveis são geralmente escassos. Atuar para se encontrar o melhor equilíbrio entre oferta e demanda. Estratégias Alterações adequadas de preços; Preços diferenciados por horário ou por dia da semana. Distribuição de senhas; Sistema de filas. Trabalhar em horas extras; Subcontratar mão-de-obra durante os picos; Trabalhar em dois ou mais turnos nos picos. INTRODUÇÃO Em sistemas do tipo contínuo, as opções de produtos e processos são bastante limitadas, restando à programação da produção apenas definir os volumes desejados dos itens. No outro extremo, em sistemas por projetos, a cada novo pedido, normalmente, toda a seqüência de ordens deve ser refeita, alterando-se prioridades e ordens já emitidas. INTRODUÇÃO A classificação dos sistemas de produção por tipo de operações é que define as principais questões inerentes ao seqüenciamento de um programa de produção. seqüenciamento em processos contínuos (privilegiará a velocidade de fluxo); seqüenciamento em processos repetitivos em massa (equilíbrio entre os postos de trabalho); seqüenciamento em processos repetitivos em lotes (procurará dar prioridade às ordens empregando um sistemas de regras); e seqüenciamento em processos por projetos (procurará atender o caminho crítico). Seqüenciamento nos Processos CONTÍNUOS Como os processos contínuos se propõem a produção de poucos itens, normalmente um por instalação, não existem problemas de seqüenciamento quanto a ordem de execução das atividades. Os problemas de programação se resumem à definição da velocidade que será dada ao sistema produtivo para atender a determinada demanda estabelecida no PMP. Caso mais de um produto seja produzido na mesma instalação, procura-se atender o PMP com lotes únicos de cada item, devido ao alto custo dos equipamentos produtivos. Nestes casos a maior preocupação se dá em termos do fluxo de chegada dos insumos e da manutenção industrial Seqüenciamento nos Processos REPETITIVOS EM MASSA O trabalho da programação da produção nos processos repetitivos em massa consiste em buscar um ritmo equilibrado entre os vários postos de trabalho, principalmente nas linhas de montagem, conhecido como, “BALANCEAMENTO DE LINHA”, de forma a atender economicamente uma taxa de demanda, expressa em termos de "TEMPO DE CICLO" de trabalho. Em outras palavras, o balanceamento da linha busca definir conjuntos de atividades que serão executados por homens e máquinas de forma a garantir um tempo de processamento aproximadamente igual (tempo de ciclo) entre os postos de trabalho. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Massa: EXEMPLO Admitindo-se que um produto é montado em uma linha que trabalha 480 minutos por dia (8 horas), a partir de seis operações seqüenciais, com os seguintes tempos unitários: operação 1 = 0,8 minutos, operação 2 = 1,0 minutos, operação 3 = 0,5 minutos, operação 4 = 1,0 minutos, operação 5 = 0,5 minutos, e operação 6 = 0,7 minutos, Calcular: a capacidade de produção diária inferior e superior, o tempo de ciclo admitindo uma demanda diária de 240 unidades; número mínimo de postos de trabalho; e eficiência dos postos de trabalho. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Massa: EXEMPLO CP= TP TC CP = Capacidade de produção por dia; TP = Tempo disponível para a produção por dia; TC = Tempo de ciclo em minutos por unidade; D = Demanda esperada por dia. CP eriorinf , 480 106 6 minutos por dia 4,5 minutos por unidade 106 unidades por dia CP eriorsup 480 480 minutos por dia 1,0 minuto por unidade unidades por dia TC TP D TC 480 240 2 0 minutos por dia unidades por dia minutos por unidade, 1 posto 6 postos Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Massa: EXEMPLO O limite superior da capacidade de produção é obtido empregando-se como tempo de ciclo o maior tempo unitário de operação (1,0 min por unidade); e O limite inferior da capacidade de produção é obtido empregando-se a soma dos tempos das operações (4,5 min por unidade). Contudo, o tempo de ciclo no qual desejamos operar será função do tempo disponível de produção por dia dividido pela taxa de demanda esperada por dia (oriunda do PMP). Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Massa: EXEMPLO N t TC minimo Nmínimo = Número mínimo de postos de trabalho; t = Tempo de cada operação. Nminimo 4 5 2 25, , minutos por unidade 2,0 minutos por unidade postos Posto 1 = operação 1 + operação 2 = 0,8 + 1,0 = 1,8 minutos; Posto 2 = operação 3 + operação 4 = 0,5 + 1,0 = 1,5 minutos; Posto 3 = operação 5 + operação 6 = 0,5 + 0,7 = 1,2 minutos. I N TC eficiencia 1 tempo livre Ieficiencia 1 2 0 18 2 0 15 2 0 1 2 3 2 0 0 75 75% , , , , , , , , ou = 3 postos Seqüenciamento nos Processos REPETITIVOS EM LOTE A questão do seqüenciamento em processos repetitivos em lotes pode ser analisada sob dois aspectos: a escolha da ordem a ser processada dentre uma lista de ordens (decisão 1), e a escolha do recurso a ser usado dentre uma lista de recursos disponíveis (decisão 2). Ordem 1 Ordem 2 Ordem n Fila de Espera Regras para escolha da ordem Ordem Escolhida Regras para escolha do recurso Recurso 1 Recurso 2 Recurso m Grupo de Recursos Recurso Escolhido Decisão 1 Decisão 2 O gráfico de Gantt é um instrumento para a visualização de um programa de produção, auxiliando na análise de diferentes alternativas de seqüenciamento deste programa. Pode ser empregado de diferentes formas, sendo que uma das mais comuns consiste em: listar as ordens programadas no eixo vertical, e o tempo no eixo horizontal. Seqüenciamento nos Processos REPETITIVOS EM LOTE Seqüenciamento nos Processos REPETITIVOS EM LOTE Seqüenciamento nos Processos REPETITIVOS EM LOTE As regras de seqüenciamento são usadas para selecionar, a partir de informações sobre os lotes ou sobre o estado do sistema produtivo, qual dos lotes esperando na fila de um grupo de recursos terá prioridade de processamento, bem como qual recurso deste grupo será carregado com esta ordem. Geralmente, as informações mais importantes estão relacionadas com o tempo de processamento (leadtime) e com a data de entrega, que podem ser estabelecidos tendo por base as informações dos produtos finais ou dos lotes individualmente. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote REGRAS DE SEQÜENCIAMENTO As regras de seqüenciamento podem ser classificadas segundo várias óticas: regras estáticas e regras dinâmicas; regras locais x regras globais; regras de prioridades simples, combinação de regras de prioridades simples, regras com índices ponderados e regras heurísticas sofisticadas. Não existem regras de seqüenciamento que sejam eficientes em todas as situações. Geralmente, a eficiência de um seqüenciamento é medida em termos de três fatores: o leadtime médio, o atraso médio, e o estoque em processo médio. Porém nada substitui um bom planejamento mestre da produção e a utilização equilibrada dos recursos produtivos. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote REGRAS DE SEQÜENCIAMENTO Regra estática: não alteram a prioridade com as mudanças Regra dinâmica: alteram a prioridade com as mudanças Regras locais: consideram apenas a fila de trabalho de um recurso Regra global: consideram informações de outros recursos, principalmente o antecessor e o sucessor Regra de prioridade simples: baseiam-se em uma característica específica do trabalho a ser executado, como a data de entrega Combinação de regras de prioridades simples: aplicação de diferentes regras de prioridades simples para diferentes lotes Regras com pesos de índices ponderados: adotam pesos diferentes para regras simples Regras heurísticas: adotam informação não associadas diretamente ao trabalho específico, como existência de gargalos, possibilidade de carregar antecipadamente um recurso Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote REGRAS DE SEQÜENCIAMENTO Sigla Especificação Definição PEPS Primeira que entra primeira que sai Os lotes serão processados de acordo com sua chegada no recurso. MTP Menor tempo de processamento Os lotes serão processados de acordo com os menores tempos de processamento no recurso. MDE Menor data de entrega Os lotes serão processados de acordo com as menores datas de entrega. IPI Índice de prioridade Os lotes serão processados de acordo com o valor da prioridade atribuída ao cliente ou ao produto. ICR Índice crítico Os lotes serão processados de acordo com o menor valor de: data de entrega - data atual tempo de processamento/ IFO Índice de folga Os lotes serão processados de acordo com o menor valor de: data de entrega - tempo de processamento restante numero de operacoes restante IFA Índice de falta Os lotes serão processados de acordo com o menor valor de: quantidade em estoque / taxa de demanda Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote REGRAS DE SEQÜENCIAMENTO REGRA DE JOHNSON Minimiza o leadtime total de um conjunto de ordens processadas em dois recursos sucessivos. Selecionar o menor tempo entre todos os tempos de processamento da lista de ordens a serem programadas nas máquinas A e B, no caso de empate escolha qualquer um; Se o tempo escolhido for na máquina A, programe esta ordem no início. Se o tempo escolhido for na máquina B, programe esta ordem para o final. Elimine a ordem escolhida da lista de ordens a serem programadas e retorne ao passo 1 até programar todas as ordens. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote REGRAS DE SEQÜENCIAMENTO Lead time total = somatório dos tempos no gráfico de Gantt Lead time médio = lead time total / número de ordens Atraso médio = [Somatório (tempo máximo de entrega – tempo de entrega por Gantt)] / número de ordens Tempo de espera médio = Somatório (tempo de espera dos lotes por Gantt) / número de ordens Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Regras de Seqüenciamento: EXEMPLO Cinco ordens de fabricação precisam ser estampadas na máquina A e, em seguida, usinadas na máquina B. Os tempos de processamento (incluindo os setups), as datas de entrega (em número de horas a partir da programação) e as prioridades atribuídas a cada ordem são apresentados abaixo. Ordens Processamento (horas) Entrega (horas) Prioridade Máquina A Máquina B OF1 5 5 15 4 OF2 8 6 20 1 OF3 4 5 13 3 OF4 2 4 10 2 OF5 4 3 9 5 Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Regras de Seqüenciamento: EXEMPLO Solução Ordens Processamento (horas) Entrega (horas) Prioridade Tempo de Processamento Total ICR IFO Máquina A Máquina B OF1 5 5 15 4 10 1,500 2,5 OF2 8 6 20 1 14 1,429 3 OF3 4 5 13 3 9 1,444 2 OF4 2 4 10 2 6 1,667 2 OF5 4 3 9 5 7 1,286 1 Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Regras de Seqüenciamento: EXEMPLO Regras Seqüências PEPS OF1-OF2-OF3-OF4-OF5 MTP OF4-OF5-OF3-OF1-OF2 MDE OF5-OF4-OF3-OF1-OF2 IPI OF2-OF4-OF3-OF1-OF5 ICR OF5-OF2-OF3-OF1-OF4 IFO OF5-OF3-OF4-OF1-OF2 Johnson OF4-OF3-OF1-OF2-OF5 Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Regras de Seqüenciamento: EXEMPLO Maq.A Maq.B Horas2 6 9 15 20 2910 23 OF4 OF3 OF1 OF2 OF4 OF5 OF3 OF1 OF5 OF2 OF4 OF5OF2Maq.A Maq.B Horas2 166 23 OF3 OF1 OF4 OF5OF3 OF1 OF2 19 282511 MTP Johnson Regras Leadtime Total (h) Leadtime Médio (h) Atraso Médio (h) Tempo de Espera Médio (h) PEPS 31 31/5 = 6,2 (0+0+11+18+22)/5 = 10,2 (0+0+2+5+5)/5 = 2,4 MTP 29 29/5 = 5,8 (0+0+2+5+9)/5 = 3,2 (0+0+0+0+0)/5 = 0 MDE 29 29/5 = 5,8 (0+1+3+6+9)/5 =3,8 (0+1+1+1+0)/5 = 0,6 IPI 31 31/5 = 6,2 (0+8+10+13+22)/5 = 10,6 (0+4+4+4+5)/5 = 3,4 ICR 32 32/5 = 6,4 (0+0+10+13+22)/5 = 9,0 (0+0+2+2+5)/5 = 1,8 IFO 29 29/5 = 5,8 (0+0+7+7+9)/5 = 4,6 (0+0+3+2+0)/5 = 1,0 Johnson 28 28/5 = 5,6 (0+0+1+5+19)/5 = 5,0 (0+0+0+0+2)/5 = 0,4 Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Regras de Seqüenciamento: EXEMPLO Atraso do MTP 1 2 3 4 5 Ordens OF4 OF5 OF3 OF1 OF2 Tempo por Gantt 6 9 15 20 29 Tempo máx. entrega 10 9 13 15 20 Atraso 0 0 2 5 9 Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Regras de Seqüenciamento Analise das Regras de Seqüenciamento: 1. PEPS: é a mais simples, sendo pouco eficiente. É mais empregada em sistemas de serviço, onde o cliente esteja presente. Esta regra faz com que lotes com tempos longos retardem toda a seqüência de produção, gerando grandes ociosidades 2. MTP: obtém baixo índice de lead time médio, reduzindo os estoques em processo, agilizando o carregamento das máquinas a frente e melhorando o nível de atendimento ao cliente. Como ponto negativo, faz com que ordens de tempos longos sejam sempre preteridas, principalmente com situações de uma grande dinâmica de chegada de novas ordens. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Regras de Seqüenciamento 3. MDE: faz com os atrasos se reduzam, bem adequada aos processos “sob encomenda”. Pode ocasionar demora na produção de lotes com potencial de conclusão rápida. Não traz vantagens claras para o processo repetitivo em lotes 4. IPI: é mais conveniente quando empregado como critério de desempate para outra regra. 5. ICR e IFO: estão baseadas no conceito de folga entre as datas de entrega do lote e a data de processamento. Privilegiam o atendimento ao cliente, mais empregadas no sistema MRPII Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Regras de Seqüenciamento 6. IFA: busca evitar que os estoques se esgotem, é mais empregada no controle para os itens intermediários que compõem os produtos acabados 7. Johnson: apresenta bons lead times e baixos tempos de espera para processamento na segunda máquina, porém o atraso médio têm valores altos. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote REGRAS DE SEQÜENCIAMENTO Características importantes com relação as regras empregadas Simplicidade: As regras devem ser simples e rápidas de entender e aplicar; Transparência: A lógica por trás das regras deve estar clara, caso contrário o usuário não verá sentido em aplicá-la; Interatividade: Devem facilitar a comunicação entre os agentes do processo produtivo. Gerar prioridades palpáveis: As regras aplicadas devem gerar prioridades de fácil interpretação. Facilitar o processo de avaliação: As regras de seqüenciamento devem promover, simultaneamente à programação, a avaliação de desempenho de utilização dos recursos produtivos. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote TEORIA DAS RESTRIÇÕES Desenvolvida por Goldratt e Fox na década de 60 Software OPT – Optimized Production Technology O planejamento da produção é feito baseado em uma base de dados que considera a estrutura do produto (lista de materiais) e a estrutura do processo (rotina de operações) O fluxo do sistema é baseado nos GARGALOS (Restrições) Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote TEORIA DAS RESTRIÇÕES GARGALO é um ponto do sistema produtivo (máquina, transporte, espaço, homens, demanda e outros) que limita o fluxo de itens no sistema. Podemos identificar quatro tipos básicos de tipos de relacionamentos entre recursos gargalos e não-gargalos: Gargalo Não-Gargalo Tipo 1 Gargalo Não-Gargalo Tipo 2 Gargalo Não-Gargalo Montagem Tipo 3 Gargalo Não-Gargalo Tipo 4 Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote TEORIA DAS RESTRIÇÕES TIPOS DE RELACIONAMENTOS Tipo 1: o recurso não gargalo fica limitado a trabalhar na velocidade do gargalo; Tipo 2: se o recurso não gargalo operar a 100% de sua capacidade, teremos estoques em processo; Tipo 3: se o recurso não gargalo operar a 100% de sua capacidade, teremos estoques em processo, visto que a montagem depende dos dois; e Tipo 4: ambos atendem a demanda do mercado. Neste caso o recurso gargalo trabalhará de acordo com sua capacidade, sendo toda ela absorvida pelo mercado, enquanto que o não gargalo será acionado para manter o fluxo gerado pela sua demanda. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Teoria das Restrições - REGRA 1 A taxa de utilização de um recurso não-gargalo não é determinada por sua capacidade de produção, mas sim por alguma outra restrição do sistema. o fluxo produtivo sempre estará limitado por um recurso gargalo (interno ou externo), de nada adiantando programar um recurso não-gargalo para produzir 100% de sua capacidade, pois estaremos apenas gerando estoques intermediários e despesas operacionais. a teoria das restrições procura deixar claro a diferença entre utilizar um recurso e ativar um recurso, gerando a regra Utilizar e Ativar. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Teoria das Restrições - REGRA 2 Utilização e Ativação de um recurso não são sinônimos. Convencionalmente, os recursos são utilizados 100% do seu tempo, um recurso parado é visto como perda de eficiência. A teoria das restrições advoga que os recursos devem ser ativados apenas na medida em que incrementarem o fluxo produtivo, ficando parados sempre que atingirem as limitações dos gargalos. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Teoria das Restrições - REGRA 3 Uma hora perdida num recurso gargalo é uma hora perdida em todo o sistema produtivo. Como os recursos gargalos não possuem tempos ociosos, caso algum problema venha a acontecer com estes recursos, a perda de produção se repercutirá em todo o sistema, reduzindo o fluxo. Da mesma forma, ao se transformar tempo improdutivo (como paradas para setup ou manutenção corretiva) em tempos produtivos nos recursos gargalos, todo o sistema estará ganhando pois aumentaremos a capacidade do fluxo produtivo Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Teoria das Restrições - REGRA 4 Uma hora ganha num recurso não-gargalo não representa nada. Como os recursos não-gargalos, por definição, possuem tempos ociosos, qualquer ação que venha apenas acelerar o tempo produtivo destes recursos estará transformando tempo produtivo em mais tempo ocioso. Neste sentido, uma melhora nos tempos de setup nos recursos não-gargalos, por si só, não incrementa o fluxo produtivo. Porém, uma diminuição no tamanho dos lotes que passam por estes recursos, visando agilizar a chegada dos mesmos aos recursos gargalos, é bem vista, pois estará agilizando o fluxo apenas pela transformação dos tempos ociosos em tempos de setup. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Teoria das Restrições - REGRA 5 Os lotes de processamento devem ser variáveis e não fixos. Como conseqüência das regras 3 e 4, o tamanho dos lotes de processamento devem variar conforme o tipo de recurso pelo qual estão passando. Em um recurso gargalo os lotes devem ser grandes para diluir os tempos de preparação, transformando-os em tempos produtivos. Já nos recursos não-gargalos, os lotes devem ser pequenos para reduzir os custos dos estoques em processo e agilizar o fluxo de produção dos gargalos. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Teoria das Restrições - REGRA 6 Os lotes de processamentoe de transferência não necessitam ser iguais. Convencionalmente, os lotes de produção só são movimentados quando totalmente concluídos. Isto simplifica o fluxo de informações dentro do sistema, mas gera um aumento no leadtime médio dos itens e nos estoques em processo dentro do sistema, pois neste caso, o primeiro item terá que esperar o último para ser transferido. Para evitar estes problemas, os lotes de transferência devem ser considerados segundo a ótica do fluxo, enquanto os lotes de processamento segundo a ótica do recurso no qual será trabalhado. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Teoria das Restrições - REGRA 7 Os gargalos governam tanto o fluxo como os estoques do sistema. No sentido de garantir a máxima utilização dos recursos gargalos, nós devemos não só seqüenciar o programa de produção de acordo com suas restrições de capacidade, como também projetar estoques de segurança na frente dos mesmos buscando evitar interrupções no fluxo. Os estoques de segurança dentro da teoria das restrições são conhecidos como "time buffer", pois procura-se antecipar no tempo a entrega dos lotes que irão abastecer os gargalos, dando-se tempo para corrigir eventuais problemas antes que os mesmos afetem o fluxo dos gargalos. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Teoria das Restrições - REGRA 8 A capacidade do sistema e a programação das ordens devem ser consideradas simultaneamente e não seqüencialmente. Nos sistemas convencionais, baseados na lógica do MRP, o seqüenciamento das ordens é realizado tendo por base índices (ICR, IFO, IFA) que empregam leadtimes padrões predeterminados. Já a teoria das restrições, como trabalha olhando a lista de materiais e a rotina de operações simultaneamente, considera que os leadtimes não são fixos, mas sim resultado da seqüência escolhida para o programa de produção. Desta forma, para cada alternativa de seqüenciamento analisada, diferentes leadtimes serão obtidos. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Teoria das Restrições - REGRA 9 Balanceie o fluxo e não a capacidade. Assim como a filosofia JIT/TQC, a teoria das restrições considera que o importante em um sistema produtivo em lotes, sujeito a passar por recursos gargalos, é buscar um fluxo contínuo destes lotes, acelerando a transformação de matérias-primas em produtos acabados. A utilização dos recursos, aqui chamada de ativação, deve se dar no sentido de maximizar o fluxo, justificando todas as decisões que convencionalmente são consideradas improdutivas (movimentar pequenos lotes, duplicar setups, deixar recursos parados, e outros). Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote Teoria das Restrições - REGRA 10 A soma dos ótimos locais não é igual ao ótimo global. Esta última regra sintetiza todas as demais ao considerar que em um sistema produtivo as soluções devem ser pensadas de forma global (em relação ao fluxo), pois um conjunto de soluções otimizadoras individuais para cada recurso, ou grupos de recursos (departamentos), geralmente não leva ao ótimo global. Seqüenciamento nos Processos Repetitivos em Lote TEORIA DAS RESTRIÇÕES Existindo uma certa constância dos pontos limitantes do sistema, podemos empregar uma heurística de cinco passos como forma de direcionar as ações da programação da produção dentro destas regras: 1. identificar os gargalos restritivos do sistema; 2. programar estes gargalos de forma a obter o máximo de benefícios (lucro, atendimento de entrega, redução dos WIP e outros); 3. programar os demais recursos em função da programação anterior; 4. investir prioritariamente no aumento da capacidade dos gargalos restritivos do sistema; 5. alterando-se os pontos gargalos restritivos, voltar ao passo1. EMISSÃO E LIBERAÇÃO DE ORDENS A última atividade do PCP antes do início da produção propriamente dita, consiste na emissão e liberação das ordens de fabricação, montagem e compras, que permitirão aos diversos setores operacionais da empresa executarem suas atividades de forma coordenada no sentido de atender determinado PMP projetado para o período em questão. Uma ordem de fabricação, montagem ou compras deve conter as informações necessárias para que os setores responsáveis pela fabricação, montagem ou compras possam executar suas atividades. EMISSÃO E LIBERAÇÃO DE ORDENS Até serem emitidas e liberadas, as ordens são apenas planos que se pretendem cumprir. Uma vez formalizada a documentação e encaminhada aos seus executores, estas ordens entram na esfera operacional do processo produtivo. Ações são tomadas e recursos alocados para a sua efetivação, fazendo com que seja difícil e antieconômico mudanças nesta programação. Desta forma, é conveniente que o PCP antes de formalizar uma programação da produção verifique se todos os recursos necessários para o atendimento destas ordens estejam disponíveis, evitando que ordens sejam emitidas e, por falta de recursos, não sejam atendidas. EMISSÃO E LIBERAÇÃO DE ORDENS As ordens de compra são encaminhadas ao Departamento de Compras e As ordens de fabricação e montagem, antes de liberadas, necessitam ser verificadas quanto a disponibilidade de recursos humanos, máquinas e materiais. Os recursos humanos e máquinas ficam a cargo dos encarregados dos setores; A verificação da disponibilidade de matérias-primas, peças componentes e ferramentas é a função que cabe ao PCP realizar antes da liberação das ordens de fabricação e montagem. A verificação da disponibilidade destes itens é feita com auxílio dos registros de controle de estoques e ferramentas.