Semio 2 - Resumos
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Semio 2 - Resumos

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1. Aparelho respiratório (Aulas: Insuficiência respiratória, Cianose, Dispneia e 
Abordagem do paciente com insuficiência respiratória) 
 
Principal função do aparelho respiratório: troca gasosa (absorção de O2 e eliminação de 
CO2). 
Conceitos: ventilação \uf0e0 quantidade de ar nos alvéolos / perfusão \uf0e0 quantidade de 
sangue nos capilares pulmonares / difusão \uf0e0 permeabilidade das vias aéreas. 
* A oxigenação do sangue depende da difusão; a remoção do dióxido de carbono, da 
ventilação! 
 
Insuficiência respiratória: quadro de descompensação respiratória definido 
gasometricamente por hipoxemia e/ou hipercapnia. 
Classificação: tipo I \uf0e0 hipoxemia sem hipercapnia / tipo II \uf0e0 hipoxemia com 
hipercapnia (mais comum). // Aguda (antecedentes resp podem estar ausentes, rápida 
evolução, grave, pH ácido se há hipercapnia) / Crônica (geralmente há antecedentes 
resp, o organismo teve tempo de se adaptar e compensar alterações, poliglobulia 
frequente, altos níveis de HCO
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 se hipercapnia devido a compensação renal). 
Causas: 
* Intrínsecas \uf0e8 obstrutiva (obstrução física \u2013 trombo \u2013 ou inflamação da glote), 
restritiva, bloqueio alvéolo-capilar, defeitos na perfusão. 
* Extrínsecas \uf0e8 problemas cardíacos, metabólicos, hematológicos (anemias podem 
provocar ins. resp.), envenenamentos, traumas... 
 
Distúrbios da ventilação e das torças gasosas 
* Hipoxemia: \u2193 O2 no sangue 
Mecanismos desencadeadores: hipoventilação, difusão prejudicada dos gases, 
circulação inadequada de sangue e má combinação entre ventilação e perfusão. 
Manifestações: hipóxia tecidual e mecanismos compensatórios. \uf0e0 Se PO2 \u2193, o 
metabolismo aeróbico para e inicia o anaeróbico, ocorrendo produção e liberação de 
ácido láctico = acidose METABÓLICA. 
Manifestações clínicas: 
- Hipoxemia leve: há ativação do sist nerv SIMPÁTICO = \u2191 freq cardíaca, 
vasoconstrição periférica, \u2191 pressão sanguínea, hiperventilação, impedimento mental e 
diminuição da acuidade visual. 
- Hipoxemia + pronunciada: distúrbios neurológicos: mudanças na personalidade, 
inquietação, comportamento agitado ou combativo, euforia, movimentos musculares 
descoordenados, julgamento prejudicado, delirium, estupor e coma. 
Compensação da hipoxemia crônica: ventilação \u2191, produção de hemácias \u2191 (resposta 
dos rins à hipóxia: \u2191 eritropoietina) e vasoconstrição pulmonar (resposta local à hipóxia 
alveolar \uf0e0 \u2191 PA pulmonar e melhora a combinação entre perfusão e ventilação). 
 
*** Cianose *** 
Def.: coloração azulada aberrante da pele e das membranas mucosas devido a excessiva 
concentração de hemoglobina reduzida ou desoxigenada nos vasos sanguíneos. 
Sinal TARDIO da hipoxemia, mais marcante nas extremidades. 
Tipos: 
Periférica \uf0e8 causada por lentificação do fluxo sanguíneo para uma determinada área do 
corpo (geralmente extremidades: dedos, nariz e orelhas); vasoconstrição e \u2193 do fluxo 
periférico (frio, redistribuição do fluxo sanguíneo para os órgãos vitais). Causas: frio, 
choque, doença vascular periférica, insuficiência cardíaca, redução do débito cardíaco, 
obstrução venosa. 
Central \uf0e8 mais grave,implica em risco de vida, potencialmente fatal. Atinge 
principalmente lábios e língua. Causada por aumento de Hb desoxigenada ou aumento 
de derivados anormais da Hb no sangue; hipoventilação (porção central), distúrbios das 
trocas gasosas (hematose inadequada), desvio (shunt) arteriovenoso (malformações 
congênitas). 
Como detectar: 
Utilizar de preferência luz natural; observar leito ungueal, superfície cutânea dos lábios 
e lobos das orelhas; pacientes de raça negra (mais difícil identificar) observar a 
coloração da mucosa oral e língua; anemia dificulta e policitemia facilita a 
VISUALIZAÇÃO da cianose. 
!!! É menos provável que uma pessoa anêmica exiba cianose, pois tem pouca 
hemoglobina para desoxigenar. Uma pessoa com policitemia pode estar cianótica e 
NÃO estar hipóxica, já que, ao contrário da anemia, tem muita hemoglobina reduzida. 
 
*Hipercapnia: \u2191de CO2 no sangue arterial. 
Mecanismos desencadeadores: doenças que causam hipoventilação ou má combinação 
entre ventilação e perfusão. \uf0e0 hipercapnia SEM hipoxemia = hipoventilação / 
hipercapnia COM hipoxemia = má combinação entre ventilação e perfusão. 
Condições que aumentam a produção de CO2: dieta rica em carboidrato e aumento da 
taxa metabólica. 
Manifestações: afeta equilíbrio acidobásico, funções renais, sist nervoso e 
cardiovascular. 
\u2191 PCO2 = \u2193 pH = acidose RESPIRATÓRIA. \uf0e0 Mecanismo compensatório: \u2191 PCO2 = \u2191 
bicarbonato de sódio (retenção renal). Assim, com \u2191HCO-3, \u2191pH. Se o pH está normal, as 
principais complicações da hipercapnia se dão por conta da hipoxemia acompanhante. 
Hipercapnia crônica: como o corpo se adapta aos aumentos crônicos nos níveis 
sanguíneos de CO2, pessoas com hipercapnia crônica podem não apresentar sintomas 
até que a PCO2 se torne marcantemente elevada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relacionadas com hipóxia Relacionadas com hipercapnia 
Dispneia 
Taquipneia 
Cianose 
Ansiedade 
Euforia 
Confusão 
Taquicardia 
Hipertensão arterial 
Pulso paradoxal 
Hipotensão em fases avançadas 
Bradicardia em fases avançadas 
Crises convulsivas 
Coma 
 
* Lembrar do alpinista! 
Hiperemia conjuntival 
Rubor cutâneo 
Sonolência 
Desorientação 
Letargia 
Tremor 
Cefaleia 
Asterixis 
Papiledema 
Coma 
 
 
 
 
*Lembrar do suicídio por monóxido de carbono 
 
 
Insuficiência respiratória 
Manifestações clínicas: dispneia, cianose, distúrbio da consciência, dor torácica, tiragem 
intercostal (geralmente acompanhada por batimento das asas do nariz), asterixis (tremor 
induzidos; mais comum em ins hepática). 
Alterações compensatórias: hiperventilação, eritrocitose, vasoconstrição periférica e 
visceral (exceto coronariana e cerebral). 
Efeitos colaterais: hipertensão arterial pulmonar, baqueteamento dos dedos, sudorese 
viscosa, sialorreia, hipersecreção gástrica e brônquica, acidose respiratória. 
 
Causas da Insuficiência Respiratória 
Categoria do Distúrbio Exemplos 
Distúrbio da Ventilação 
 
Obstrução das vias aéreas superiores 
 
 
Laringoespasmo 
Aspiração de corpos estranhos Tumor das 
vias aéreas superiores 
Infecção das vias aéreas superiores 
(epiglotite) 
 
Fraqueza ou paralisia dos músculos 
respiratórios 
Intoxicação por dose excessiva de drogas 
Lesões da medula espinhal 
Poliomielite 
Síndrome de Guillain-Barré 
Distrofia muscular 
Doenças do tronco cerebral 
Lesões da parede torácica 
Fratura de costela 
Escara de queimadura 
Distúrbio da Compatibilidade da 
Ventilação com a Perfusão 
Doença pulmonar obstrutiva 
crônica 
Doença pulmonar restritiva 
Pneumonia grave 
Atelectasia 
Distúrbio da Difusão 
 
 
Edema pulmonar 
Insuficiência cardíaca esquerda 
Inalação de materiais tóxicos 
Síndrome da angústia respiratória 
Síndrome da angústia respiratória em 
neonatos 
Síndrome da angústia respiratória aguda 
 
 
* Dispneia: Desconforto respiratório que se manifesta mais frequentemente por 
anormalidades nos movimentos respiratórios e menos frequentemente por batimento de 
asa do nariz, tiragens intercostais e supraclaviculares. 
Causas: 
Atmosféricas \uf0e0 inalação de gases tóxicos; grandes altitudes (jogadores de futebol; La 
Paz) 
Obstrutivas \uf0e0 a nível de laringe, traqueia (corpo estranho) ou bronquíolos (asma 
brônquica, bronquite) 
Parenquimatosas \uf0e0 Pneumonia, fibrose cística, enfisema pulmonar, tromboembolia 
pulmonar 
Pleurais \uf0e0 pleurite, derrame pleural 
Toracopulmonares \uf0e0 cifoescoliose, fraturas de costela, doenças musculares 
Diafragmáticas \uf0e0 obesidade, gravidez, ascite, hepatoesplenomegalia,