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TÉCNICAS PROJETIVAS PSICOPEDAGÓGICAS 
 
As Técnicas Projetivas psicopedagógicas se apresentam como um 
recurso indispensável ao profissional da Psicopedagogia, na medida em que 
lhe permite investigar a variável emocional que contribui positiva ou 
negativamente para a efetivação da aprendizagem. Sua aplicação e análise 
possibilita a esse profissional investigar os vínculos que o sujeito estabelece 
com a aprendizagem propriamente dita, assim como com as circunstâncias nas 
quais a construção do conhecimento acontece ou conforme as quais o 
processo de aprendizagem se consolida. 
De modo geral, as técnicas projetivas psicopedagógicas investigam os 
vínculos do sujeito com a aprendizagem que acontece no contexto da escola, 
da familiar e consigo mesmo. 
 
CONSIDERAÇÕES GERAIS: 
 
 Embora hoje seja aceito por todos, ou quase todos, que quando se aprende 
se põe em jogo tanto a inteligência como a afetividade, não são muitas as 
técnicas psicopedagógicas que investigam esses aspectos. 
 Em geral, se utilizam recursos provenientes da pratica psicológica e os 
resultados obtidos com eles são interpretados em função de uma perspectiva 
psicopedagógica: vale dizer, se procura explicar a variável emocional que 
interfere positiva ou negativamente na aprendizagem. 
 As técnicas projetivas são um recurso, entre outros, que permitem investigar 
esta dimensão, seja quanto ao vinculo ou vínculos que um sujeito estabelece 
com a aprendizagem propriamente dita, seja com as circunstâncias dentro das 
quais os vínculos se estabelecem. 
 Ambos os aspectos – as características do vinculo de aprendizagem e os 
vínculos com as circunstâncias em que se produzem os mesmos – tal como 
são sentidos, podem ser parciais ou totalmente desconhecidos por quem os 
apresenta ou também pode ocorrer que possuindo um certo conhecimento, 
tenha – como regularmente acontece – dificuldade em comunicá-lo a um 
entrevistador que necessita conhecê-lo. 
 Quantas vezes alguém deseja transmitir, por exemplo, a planta da sua casa 
ou apartamento, quando começa a desenhá-lo toma consciência das 
proporções e das disposições do mesmo ou também da falta de conhecimento 
de certas partes. 
 Sabe-se hoje, através do emprego das técnicas projetivas 
psicopedagógicas, que essas partes do desenho (desconhecidas, excluídas, 
mal elaboradas ou caprichosamente representadas) se encontram diretamente 
relacionados com o vinculo positivo ou negativo que o sujeito estabelece com 
as mesmas. 
 Nesse contexto cabe-se questionar: o que podem apontar de diferente as 
provas projetivas psicopedagógicas a respeito das utilizadas pelo psicólogo? 
Para responder vamos às ideias de Kurt Lewin quando ele destaca que a 
conduta é função da personalidade e das situações nas quais ela se produz e, 
neste caso, as situações estão exclusivamente referidas à aprendizagem. 
 Normalmente quando escutamos as palavras aprendizagem e 
psicopedagogia, de imediato relacionamos com a aprendizagem escolar; no 
entanto, aqui seu sentido será bem mais amplo. 
 Partindo da definição de que o processo de aprendizagem consiste na 
produção e estabilização de condutas, tanto serão consideradas aprendizagem 
o que se produz no contexto escolar, como o que se elabora no meio familiar e 
comunitário, sem que necessariamente esse implique a escola. 
 De acordo com a amplitude desse conceito nos interessamos em saber 
não apenas qual é o vínculo que um sujeito estabelece com o docente, a aula, 
os companheiros e a escola, como também qual é a sua relação com os 
adultos que lhe são significados, que lhe oferecem ou ofereceram modelos de 
aprendizagem e os contextos onde esses vínculos ocorrem/ocorreram; ainda 
fazem parte dos nossos interesses os vínculos do sujeito com seus pares fora 
do meio escolar e consigo mesmo, enquanto aprendiz, em momentos de sua 
vida cotidiana. 
 Estes diferentes vínculos constituem, por um lado, uma rede de relações 
universais na medida em que todo sujeito está imerso nela e, por outro, 
particulares por quanto cada sujeito estrutura cada vínculo e a trama total de 
forma singular, única, particular. 
 Os dez testes projetivos com os quais se analisam a rede de relações 
vinculares são: Par Educativo, O plano da sala de aula e Eu com meus 
companheiros, com os quais se investigam, predominantemente, os vínculos 
com o âmbito escolar; A planta da casa, A Família Operativa / Educativa e 
Os quatro momentos do dia, cuja utilidade prende-se ao fato de serem 
instrumentos que servem para estudar o vínculo em relação ao espaço familiar 
físico e humano e, por último, O desenho em episódios, O dia do meu 
aniversário, Em minhas férias e Fazendo o que mais gosto, são proveitosos 
para observar, predominantemente, a relação do entrevistado consigo mesmo. 
 Outro aspecto que convém destacar é o momento em que estes 
instrumentos devem ser utilizados em um processo de diagnóstico. Sem dúvida 
o critério é clínico e é o profissional quem deve decidir. Por outro lado, cabe 
recordar que existem diferentes modalidades de aproximação diagnóstica, e 
que em cada uma delas existirá uma maneira específica de introduzi-los. 
 É desnecessário acrescentar ou destacar a importância que assume a 
comprovação da imagem vincular que o entrevistado tem de sua rede e das 
imagens que os demais membros do grupo familiar podem ter dele; como 
assim também as semelhanças e diferenças entre essas imagens – do sujeito 
e dos membros do seu grupo familiar – e da realidade objetiva. 
 
AS TÉCNICAS PROJETIVAS: 
 
Os testes podem classificar-se por suas características externas, pelo 
modo de administração e pelo aspecto avaliado. Por suas características 
externas eles podem se agrupar em: de lápis e papel e de performance, que 
 
implicam certas manipulações; pelo modo de administração podem ser 
individuais ou coletivos e pelo aspecto avaliado eles se classificam em de 
eficiência e de personalidade. 
Por sua vez, os testes de personalidade podem categorizar-se em 
questionários, testes objetivos de personalidade e técnicas projetivas. 
Embora já se usassem algumas técnicas projetivas, foi somente em 
1939 que Lawrence K. Frank designou, pela primeira vez, com este nome, um 
grupo de provas cuja característica principal consiste em que “... evoca do 
sujeito o que é, em distintos modos, a expressão de seu mundo pessoal e dos 
processos de sua personalidade.” (Pichot, 1963, p.86). 
O termo projeção, por outro lado, foi utilizado inicialmente em psicologia 
por Freud, em 1894. Hoje, o termo é usado correntemente não só na psicologia 
como também em Psicanálise e Neuropsicologia, para designar “a operação 
pela qual um fato neurológico ou psicológico é descolado e localizado no 
exterior, ou seja, passando do centro à periferia ou do sujeito ao objeto.” 
(Laplanche e Pontalis, 1967, p. 343). Logo em seguida esses autores 
acrescentam ao termo o sentido propriamente psicanalítico que diz: ”projeção 
consiste na operação pela qual o sujeito expulsa de si e localiza no outro, 
pessoa ou coisa, qualidades, sentimentos, desejos...” (Ibidem, p.344). 
Em seus trabalhos Freud se referia tanto à projeção normal como 
patológica. O animismo e a superstição eram consideradas por Freud como 
projeções normais. 
Neste campo é difícil levar a cabo medições quantitativas. Aliás, não são 
muitos os testes de personalidade que podem ser considerados “métricos”, 
pois têm mais uma característica clínica. Isso quer dizer que seus resultados 
são interpretados em função de teorias e da experiência do profissional. São 
esses os testes comumente chamados de projetivos. Assim, por exemplo, 
quando se trata de um testeprojetivo que serve de lâminas com imagens, a 
pessoa deve construir um relato através do qual projeta sobre certos 
personagens e em torno dos mesmos, sua própria imagem das coisas e do 
mundo. 
Estudiosos comentam que os profissionais que trabalham com estas 
técnicas têm um temperamento e uma formação de artista e sua maior 
habilidade seria saber sintetizar quantidades e fragmentos de condutas e 
sentimentos em um todo coerente e cheio de sentido para o sujeito com quem 
está trabalhando. 
 
AS TÉCNICAS PROJETIVAS PSICOPEDAGÓGICAS: SEUS OBJETIVOS E 
FUNDAMENTOS 
 
As técnicas projetivas psicopedagógicas, aqui expostas, têm como 
objetivo geral investigar a rede de vínculos que um sujeito pode estabelecer em 
três grandes domínios: o escolar, o familiar e consigo mesmo. Em cada um 
desses domínios – com diferenças individuais – é possível reconhecer três 
níveis em relação ao grau de consciência dos distintos aspectos que 
constituem um vínculo: neste caso o vínculo de aprendizagem. 
Um nível inconsciente, no qual um conjunto de conteúdos não são 
reconhecidos e, apesar do seu intento de emergir ao campo pré-consciente ou 
consciente, permanecem ignorados; 
Um nível pré-consciente, cujos conteúdos e mecanismos, sem ser 
estritamente inconscientes, escapam ao campo da consciência, porém podem 
ascender ao mesmo. 
Por fim, um nível consciente, no qual os conteúdos e mecanismos, as 
percepções internas e externas são conhecidas e representadas em 
pensamentos, palavras, desenhos, etc. 
Desta maneira os três domínios, escolar, familiar e de si mesmo – 
possuem três níveis – inconsciente, pré-consciente e consciente – os quais 
permitem investigar novos setores da dimensão afetiva do sujeito que aprende. 
A seguir, apresentamos um quadro panorâmico dos distintos domínios 
com suas correspondentes técnicas projetivas, os objetivos próprios de cada 
uma e a sua fundamentação. 
 
OS VÍNCULOS ESCOLARES 
 
O PAR EDUCATIVO 
Objetivo: Investigar o vínculo de aprendizagem (com o docente, com os 
objetos e com quem aprende no meio escolar). 
Fundamentos: O vínculo da aprendizagem pode ser abordado investigando a 
relação com alguns elementos básicos: 
a) Com os objetos de aprendizagem; 
b) Com quem ensina; 
c) De quem aprende, consigo mesmo, em determinada situação. 
A apresentação destes três objetos de análises, “objeto”, “ensinante”, 
“aprendente” e suas relações, são altamente expressivas do tipo de vínculo 
que cada ser humano estabelece com a aprendizagem. Os objetos de 
aprendizagem em sua manifestação externa podem ser concretos e abstratos, 
linguísticos, matemáticos, históricos e etc., escolares ou extraescolares para 
que todos possam ser compreendidos de uma forma instrumental por imagens, 
por operações ou por hábitos. Tanto a apreensão instrumental como o inverso 
depende de fatores cognitivos como afetivos os quais podem mesclar-se e 
influir-se com pesos diferentes pelo qual o discernimento do valor e da 
influência de cada um é particularmente significativo. 
A representação do ensinante como facilitador e intermediário possui um 
valor positivo, opostamente sua representação como perseguidor e punitivo 
denota sentimentos postos que implicam numa perturbação para verdadeira 
aprendizagem. 
Quem aprende possui também uma representação de si próprio 
podendo ser consciente ou inconsciente. O sentimento de capacidade que se 
tem ou que não se tem, o grau de tolerância à frustração e outros componentes 
emocionais são condições importantes para o modelo de aprendizagem. 
A distância, o tamanho, a posição, as barreiras, na maioria dos casos, 
falam por si só. O par educativo adquire significado quando é considerado na 
sua totalidade, alguns aspectos possuem significado particular que interpretado 
com a devida cautela podem oferecer uma rica informação. 
Materiais necessários: Folhas tamanho ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. 
Instrução Básica: Pedir que desenhe uma pessoa que ensine e outra que 
aprende. 
Instruções Complementares ou inquérito: Dar um título ao desenho, indicar 
os nomes e idades dos personagens e relatar o que acontece na cena. 
EU E MEUS COMPANHEIROS 
 
Objetivo: Investigar os vínculos com os colegas de classe. 
Fundamentos: A aprendizagem depende tanto das condições internas como 
dos vínculos estabelecidos com o grupo; cada membro dispõe de um modelo 
de aprendizagem e é neste jogo de relações que enriquece aos outros e a si 
mesmo; 
 A forma de abordar os conhecimentos, atitudes e destrezas dos 
companheiros serão aceitos ou rechaçados em função do vínculo estabelecido 
com os mesmos. 
O rechaço é uma forma de resolver uma situação, estabelecendo uma 
relação negativa, da mesma forma acontece com a aprendizagem que está 
relacionada com a maneira que o aprendente vivencia o grupo escolar. 
 
Materiais necessários: Papel ofício lápis grafite nº 02 e borracha. 
Instruções Básicas: Solicitar que desenhe um momento dele com os 
companheiros. 
Instruções Complementares ou inquérito: Pedir que identifique o grupo, 
nome e idade; Pedir que faça algum comentário sobre os mesmos. 
 
A PLANTA DA SALA DE AULA 
 
Objetivo: Conhecer a representação do campo geográfico da sala de aula e as 
relações reais e desejadas na mesma. 
Fundamentos: De maneira geral os meninos encontram dificuldades ao 
explicar seu desenho em sala de aula assim como dificuldade de expressar e 
de incluir em seu comentário dados importantes para compreender a 
representação que fazem da mesma como de si próprio na sala de aula. 
É comum que o entrevistado tome consciência de algum detalhe e se 
surpreenda com o mesmo por não tê-lo percebido claramente antes (tamanho 
da sala, bancos vazios, número de janelas, etc.). Na maioria das vezes ocorre 
que o entrevistado toma consciência de que omitiu uma parte (companheiros, 
docentes, etc.). 
O desenho da sala de aula por crianças que frequentam a mesma classe 
evidencia como a representação do mesmo é individual e singular e também 
que a qualidade do desenho, comparada com outros dos mesmos meninos que 
representam espaços diferentes, pode variar em função do vínculo positivo ou 
negativo que tenha estruturado com cada um desses ambientes. 
Materiais: Papel ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. (régua se for solicitado). 
Instruções básicas: Solicitar que o entrevistado desenhe a sua sala de aula. 
Instruções complementares ou inquérito: Marcar com um X o lugar onde se 
senta. Perguntar se a escolha do lugar onde se senta é livre ou determinada 
pelo professor ou grupo. Perguntar qual lugar você gostaria de se sentar. 
Perguntar quem está sentado nos lugares mais próximos e o que sabe sobre 
eles. Pedir para comentar sobre a sala ou fazer perguntas pertinentes ao 
desenho. 
 
OS VÍNCULOS FAMILIARES 
 
A PLANTA DA CASA 
 
Objetivo: Conhecer a representação do campo geográfico do lugar em que se 
habita e sua colocação real dentro do mesmo. 
Fundamentos: A casa é um dos espaços mais significativos onde o sujeito 
aprende e estuda. Estas aprendizagens estão vinculadas a pessoas, como aos 
lugares físicos onde os mesmos produzem. É frequente observar nas plantas 
das casas realizadas por meninos como a distribuição dos quartos nada tem a 
ver com as comodidades reais, como uma criança pequena está ocupando um 
quarto distante dos pais, meninos de sexos diferentes ocupam o mesmo quarto 
e outros quartos vazios. É interessante observar que os espaços físicos não 
são apenas espaços físicos, os mesmos vêm carregados de conteúdo 
emocional muitas vezes dado pela dinâmica e contexto familiar; espaços que 
não podem ser usados para algumas atividades.O vínculo estabelecido em função da permissão e proibição exercem um 
papel fundamental na aprendizagem e na escolha vocacional: “os objetos com 
os quais posso interessar-me e com os que posso não atuar”. A casa constitui 
um cenário dinâmico que frequentemente está ligado ao lugar de trabalho dos 
pais (atelier, escritório, oficina, consultório) onde não só importa o conteúdo e a 
atividade realizada como as operações lógicas, físicas, fantasmáticas que esta 
implica. 
 
Materiais: Folha de ofício, lápis grafite nº 02, borracha e régua. 
Instruções básicas: pedir para desenhar a planta da casa. 
Instruções complementares ou inquérito: Indicar o nome de cada ambiente. 
Dizer quem ocupa cada quarto. Fazer outras perguntas ou comentários 
pertinentes ao desenho. 
 
OS QUATRO MOMENTOS DO DIA 
 
Objetivo: Investigar os vínculos ao longo de uma jornada. 
Fundamentos: O desenho é um dos meios que facilita a expressão do mundo 
interno do sujeito, é o que expressa às condutas reais, a relação interpessoal e 
intrapessoal. Ao escolher os quatro momentos do dia e estabelecer uma 
sequência o entrevistado realiza duas operações cognitivas. Uma de hierarquia 
dos momentos privilegiados e outra temporal. Ambas as operações facilitam a 
identificação dos vínculos. A representação que o sujeito possui do meio como 
também as condutas aloplásticas e autoplásticas em virtude das quais interage 
com o contexto geográfico e sócio dinâmico. 
 
Materiais: Folha de papel ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. 
Instruções básicas: Primeiro, o entrevistador dobra a folha em quatro partes 
iguais e pede que o entrevistado faça o mesmo com a dele. Em seguida, pede 
que desenhe quatro momentos do seu dia, do despertar ao deitar. 
Instruções complementares ou inquérito: Solicitar que descreva as cenas. 
 
 
A FAMÍLIA OPERATIVA ou EDUCATIVA 
 
Objetivo: Estudar os vínculos da aprendizagem com o grupo familiar e cada 
um dos integrantes do mesmo. 
Fundamentos: A família constitui o espaço onde se efetivam as aprendizagens 
mais fundamentais na vida do ser humano. A mesma oferece os modelos de 
identificação mais primitivos sobre sua base de elaboração com os vínculos 
com a aprendizagem. Estes vínculos oferecem uma notável influência sobre o 
estilo de adquirir conhecimento e destrezas. O grupo familiar se apresenta 
como uma unidade funcional, ao mesmo tempo em que possui 
heterogeneidade estrutural, e o sentido de todos os integrantes, tanto por 
características de personalidade, tanto pelo desempenho no seio familiar. 
Materiais: Papel ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. 
Instruções básicas: Solicitar que o entrevistado desenhe sua família fazendo 
o que cada um sabe fazer. 
Instruções complementares ou inquérito: Ao terminar o desenho solicitar 
que indique a idade e o nome de cada um. Determinar o que cada um faz. 
 
OS VÍNCULOS CONSIGO MESMO 
 
DESENHO EM EPISÓDIOS 
 
Objetivos: Determinar a permanência da identidade em função dos afetos, a 
articulação com os aspectos sociais e racionais na organização do raciocínio, e 
a estabilidade das referências internas. Delimitar a permanência, a identidade 
psíquica em função das análises de qualidade dos afetos expressados em 
relação com o tema escolhido, a relação dos aspectos sociais e relacionais, a 
estabilidade e as referências internas através dos sistemas e os movimentos 
de identificação utilizados. 
 
Fundamentos: Em relação à situação de jogo, o desenho tem a vantagem de 
chegar ao mundo interno do sujeito sem a exigência de utilizar qualquer classe 
de objetos como intermediários para a elaboração e organização de conteúdos 
para a expressão de afetos, para a planificação de procedimentos. Esta técnica 
permite distinguir graus de interpretação. 
 
Materiais: Papel ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. 
Instruções básicas: Dobrar a folha diante do entrevistado. Dar a consigna: 
você vai desenhar uma história. Um menino ou uma menina (conforme o sexo) 
tem todo dia livre, é um dia de descanso. Desenhe desde o momento em que 
se levanta e sai de casa até a volta para casa. 
Instruções complementares ou inquérito: Permitir que o entrevistado 
desenhe sem interferência do entrevistador. Posteriormente, solicitar que o 
sujeito comente o desenho. 
 
O DIA DO MEU ANIVERSÁRIO 
 
Objetivo: Conhecer a representação que se tem de si e do contexto sócio 
dinâmico no momento de transição de uma idade para outra. 
Fundamentos: O dia do meu aniversário é uma técnica que facilita conhecer a 
relação que estabelecemos conosco. Permite focalizar a pessoa do 
entrevistado no centro temático em um dia que é seu. Esta técnica permite uma 
aproximação global ao vínculo que se tem consigo mesmo, em função do qual 
é uma “festa” que pode ser sobrevalorizada, desestimada ou rechaçada de 
acordo com a auto percepção que se possui do próprio passado, do presente e 
do futuro. 
A representação gráfica deste momento de transição de uma idade para 
outra põe em evidência de forma sutil o processo de aprendizagem no sentido 
lato, ocorrido no presente, sendo que o mesmo subsiste como potencial 
instrumental do eu e as aspirações futuras. O vínculo consigo mesmo permite 
analisar um dia dedicado para si independente dos outros exemplos: Sair para 
pescar, partilhando com pessoas da mesma idade (festa ou saída em grupos 
de pares) com pessoas de idades distintas (meninos acompanhados de 
adultos). 
A administração e interpretação requer uma especial sensibilidade e 
sutileza por parte do entrevistador para aprender o dinamismo da 
aprendizagem: Os processos passados, seu estado atual, os desejos e 
alternativas futuras em quanto o mesmo, dado que aqui o vínculo de 
aprendizagem se apresentará como uma questão altamente latente e não 
manifesta. Para interpretação desta prova é interessante conhecer o meio 
cultural ao qual pertence o entrevistado e em alguns casos é relevante o lugar 
que ocupa o mesmo em sua família. 
 
Materiais: Papel oficio, lápis grafite nº 02 e borracha. 
Instruções básicas: Solicitar ao entrevistado que desenhe o dia do aniversário 
de um menino ou de uma menina, conforme o sexo do examinando. 
 
Instruções complementares ou inquérito: Saber a idade do mesmo ou 
mesma e a relação que tem com quem completa anos, no caso de desenhar 
outras pessoas. Perguntar que outras coisas aconteceram nesse dia. Fazer 
outras perguntas que se considerem convenientes. 
 
 
EM MINHAS FÉRIAS 
 
Objetivo: Estudar as atividades escolhidas durante o período das férias 
escolares. 
 
Fundamentos: As férias em maior ou menor grau representam um espaço 
durante o qual fazemos o que desejamos. Aquelas para as quais não 
disponibilizamos de tempo durante o período de atividades regulares. 
Surpreendentemente a administração desta prova mostra não só o desejo de ir 
à praia e à montanha assim como a de estudar algum idioma, ler, escrever, ir 
ao cinema ou ao teatro, visitar amigos, pintar a casa, e não fazer nada. Um 
espaço psicológico de despreocupação e ausência de tensão, também pode 
significar um tempo vazio, não saber o que fazer, de angústia. Não são raros 
ou incomuns os estados depressivos de meninos e adolescentes durante o 
período de férias e quando isto ocorre em geral está relacionado com a não 
aquisição instrumental da aprendizagem em sentido lato e com a falta de 
capacidade criadora. 
 
Materiais: Papel ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. 
Instruções básicas: Solicitar ao sujeito que desenhe uma ‘fotografia’ do que 
faz ou fez nas férias. 
Instruções complementares ou inquérito: Solicitar um relato da cena e do 
que feito nas férias. Fazer perguntascomplementares se necessário. 
 
 
FAZENDO O QUE MAIS GOSTO 
 
Objetivo: Investigar o tipo de atividade da qual mais se gosta. 
Fundamentos: Esta técnica tem a finalidade de investigar os estados 
inconscientes, pré-conscientes e consciente, o tipo de vínculo que o sujeito 
possui consigo mesmo, em relação aos seus gostos, interesses, necessidades 
e limitações internas e externas na aprendizagem. Normalmente, não é fácil 
reconhecer as contradições entre o que se aprende e o que se desejaria 
aprender, assim como também, gostos, interesses, necessidades e limitações. 
Quando existem estes tipos de contradições o mais comum é que o problema 
se manifeste de forma conflituosa, ou seja, sem assumir as características de 
um problema com os pólos de contradição bem definidos. A abertura de um 
espaço de permissibilidade através da consigna da prova, facilita a exploração 
do vínculo e suas mudanças, o qual ao mesmo tempo em que abre uma via de 
acesso ao entrevistado, facilita a tomada de consciência do entrevistado. 
 
 
 
Materiais: Papel ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. 
Instruções básicas: Pedir ao entrevistado que se desenhe fazendo o que mais 
gosta. 
Instruções complementares ou inquérito: Pedir ao entrevistado que comente 
o que está ocorrendo no desenho. Pedir ao entrevistado que descreva onde e 
quando está ocorrendo à cena. Fazer outras perguntas se necessário. 
 
 
ALGUMAS ADVERTÊNCIAS SOBRE O EMPREGO DAS TÉCNICAS 
PROJETIVAS PSICOPEDAGÓGICAS 
 
Embora saibamos que o que vamos dizer deve ser do conhecimento de 
todos os profissionais da Psicopedagogia, funcionando inclusive, como um dos 
princípios básicos que regem a sua prática, achamos por bem ressaltar, tendo 
em vista o seu significado e a sua importância, para o trabalho que realizamos. 
 A leitura e análise de cada técnica projetiva psicopedagógica deverá ser 
feita, sempre, em função do sujeito em particular, aquele com quem se 
está trabalhando; 
 A leitura e análise das produções dos nossos clientes, deverá acontecer 
obedecendo a uma “configuração clínica”, ou seja, em função do total de 
informações obtidas, de um sujeito, em particular, e das circunstâncias 
nas quais elas foram produzidas e coletadas; 
 O total de técnicas aqui expostas, não significa que o psicopedagogo 
terá que utilizar todas elas, no processo de diagnóstico de cada cliente 
que atende; na realidade, a escolha de uma estratégia, inclusive de uma 
técnica projetiva, deverá ser feita em função das queixas que se 
investigam e das hipóteses formuladas pelo psicopedagogo para 
explicitação do quadro; 
 Certos indicadores de uma técnica se superpõem com os de outra ou 
outras, apesar de serem específicas a cada uma delas. Isso quer dizer 
que, o que é investigado por uma técnica ou procedimento, também 
pode ser pesquisado por outra; 
 Os critérios de leitura e análise, aqui expostos, devem somar-se aos 
critérios gerais para a interpretação das provas projetivas, em seu 
sentido mais amplo; 
 Os indicadores encontrados não significam uma questão fechada ou 
uma leitura definitiva, que não deixe lugar para dúvidas; cada 
especialista pode realizar novos exames ou fazer novas leituras 
ampliando o espectro de indicadores e de significados. Não esquecer 
que estamos sempre em mudanças, em processo de transformação; 
 O valor das técnicas projetivas psicopedagógicas é o de um instrumento 
de investigação individual; ou seja, singular para cada indivíduo; 
 Vale a pena empreender estudos transversais e longitudinais com 
diferentes variáveis contextuais, para que estes favoreçam critérios 
interpretativos orientadores, mais globais e que possam ser aplicados 
para grupos. 
 
CORREÇÃO DAS PROVAS PROJETIVAS 
 
 A POSIÇÃO NA FOLHA 
 
É necessário considerar a posição dos desenhos com um critério de 
estrutura clínica, levando em conta todos os aspectos que intervém 
lateralidade, sistema de escrita, destro, sinistro, encima, embaixo, etc. Podem 
ser consideradas 09 posições como indicadores de certos traços que 
caracterizam outros vínculos de aprendizagem. 
Posição Significado geral 
1-Superior Exigente 
2-Inferior Impulsivo 
3-Direita Progressivo 
4-Esquerda Regressivo 
5-Superior direita Exigente progressivo 
6-Superior esquerda Exigente regressivo 
7-Inferior direita Impulsivo progressivo 
8-Inferior esquerda Impulsivo regressivo 
9-Central Equilibrado 
 
POSIÇÃO NA FOLHA 
SUPERIOR ESQUERDA SUPERIOR SUPERIOR DIREITA 
 
 
ESQUERDA 
 
 
CENTRAL 
 
 
DIREITA 
 
 
INFERIOR ESQUERDA INFERIOR INFERIOR DIREITA 
 
 PAR EDUCATIVO 
 
Entre os indicadores mais significativos do par educativo vale a pena 
mencionar: 
a) A posição dos personagens 
b) O tamanho absoluto e relativo dos mesmos 
c) As características corporais 
d) O acabamento do desenho do personagem 
e) A perspectiva e o âmbito onde ocorre a cena 
 
As posições mais comuns observadas em quem aprende e quem ensina 
são: 
Posição Significado geral 
Frente a frente Bom vínculo de aprendizagem 
Lado a lado Regular vínculo de aprendizagem 
Ambos de costa Mau vínculo de aprendizagem 
O docente de costas para o aluno O aluno se sente rechaçado pelo docente 
O aluno de costas para o docente O aluno rechaça o docente 
 
O tamanho absoluto dos personagens: 
 
Tamanho relativo Significado mais frequente 
Tamanho pequeno Não é um vínculo importante 
Tamanho médio É um vínculo relativamente importante 
Tamanho grande Demonstra uma importância significante destacada 
podendo ser positiva ou negativa 
 
O tamanho relativo dos personagens: 
 
Tamanho relativo Significado mais frequente 
Sem discriminação de 
tamanho 
Vínculo confuso com quem ensina 
Com discriminação de 
tamanho 
Vínculo claro ou relativamente claro com quem 
ensina 
Com docente grande e 
aluno pequeno 
Supervaloriza quem ensina 
Aluno grande e docente 
pequeno 
Desvalorização de quem ensina 
 
Em relação às características corporais que aparecem com mais 
frequência: 
 
Só as cabeças Supervaloriza o intelectual 
O corpo do docente 
inacabado 
Pode significar uma agressão oculta a quem ensina 
A simplificação dos 
personagens 
Pode sugerir que o entrevistado não tem dificuldades 
para desenhar; 
Uma desvalorização do vínculo de aprendizagem com 
o docente. 
 
A perspectiva de outro indicador importante é a mesma quando desenha 
quem aprende e quem ensina em uma contextualização tridimensional, sugere 
claramente um vínculo maduro desde o ponto de vista afetivo, cognitivo e 
social, pois o sujeito realiza movimentos de descentralização, contração e 
descentralização. 
 
Perspectiva Significado 
Desenhos com perspectivas Vínculo positivo e maduro 
 
É importante observar o âmbito em que está desenhada a cena. 
Âmbito Significado 
Âmbito escolar O entrevistado se centra sobre a aprendizagem 
sistemática podendo ser positivo ou negativo. 
Âmbito extraescolar O entrevistado estabelece um maior vínculo com a 
aprendizagem assistemática. 
 
 EU E MEUS COMPANHEIROS 
 
 A posição na folha é uma análise para todas as provas. Devendo 
sempre observar os relatos durante a aplicação das técnicas projetivas. No 
relato clínico é também necessário ter em mente que pode existir discrepância 
nos significados de uma mesma posição e os distintos testes do mesmo 
entrevistado. O tamanho do desenho, a posição dos personagens todos os 
indicadores mencionados devem ser utilizados para todas as técnicas. 
 
Tamanho Regularidade em seu significado 
Tamanho total do desenho Importância do vínculocom os companheiros. O 
tamanho grande geralmente indica um bom 
vínculo de aprendizagem e a utilização de 
mecanismos de identificação. O tamanho 
pequeno sugere o contrário. 
 
 O tamanho do personagem principal por ele representado, em relação 
aos companheiros pode ser analisado de três formas: 
Tamanho do personagem 
principal 
Significado 
Tamanho grande Indica uma relação de liderança ou certa 
incapacidade para descentrar-se do ponto de 
vista do outro 
Tamanho pequeno O entrevistado se sente vítima do grupo 
Tamanho igual O entrevistado vivencia uma relação simétrica, 
igualitária, aceita e é aceito. 
 
 
 
Posição dos personagens Significado 
Lado a lado Comunicação superficial e menos profunda 
Concêntrica Em geral corresponde a uma comunicação 
profunda, reflexiva e sensível. 
 
A inclusão do docente nesta técnica tem diferentes significados: 
O docente incluído na mesma cena: 
a) Relação deficitária com os colegas 
b) Dependência 
c) Grande afeto pelo docente 
 
 A PLANTA DA SALA DE AULA 
 
Permite observar predominantemente duas coisas: 
a) A representação que se tem da mesma em relação ao espaço físico 
b) A representação onde a qual pode ser objetiva ou não dinâmica 
Em relação ao primeiro aspecto é importante observar que de acordo com 
Dr.Bleger sempre existem três campos: 
a) Geográfico – tudo que ocorre fora do sujeito 
b) Psicológico – estabilidade relacionada com o resultado das 
experiências vitais 
c) Consciência – o que se produz na representação 
Estes campos podem encontrar-se dissociados ou não. Existem diferentes 
formas de dissociação. Como para aprender é necessário estar em contato 
com o objeto (real ou virtual) a relação que se tem com o espaço em que se 
aprende é fundamental. Assim mesmo a disposição da sala de aula, a origem 
da escolha do lugar e o motivo desta escolha são importantes para a 
constituição da representação do espaço físico. 
 
Disposição Significado 
Tradicional Pode facilitar respostas mais rígidas ou 
ordenadas 
Não tradicional Pode facilitar respostas mais flexíveis e 
espontâneas 
 
 
 
 
A localização na sala de aula quando é resultado de uma eleição 
espontânea tem um destacado significado, as posições mais relevantes são: 
Localização Significados mais frequentes 
Em frente Bom vínculo com o docente e com a aprendizagem 
No fundo Pode ser um vínculo negativo com a aprendizagem e 
com o docente, mas não é necessário que ambas as 
coisas coincidam. 
Na lateral O vínculo com a aprendizagem pode ser negativo 
No centro Geralmente é um vínculo positivo com a 
aprendizagem e com os companheiros, podendo 
também coincidir com um vínculo positivo com o 
docente. 
Não se localiza na sala 
de aula 
Vínculo negativo com o espaço geográfico 
 
Outro indicador são as diferentes perspectivas utilizadas pelos 
entrevistados na produção dos desenhos. Quando não acontece um mesmo 
ângulo de mira representa um vínculo de aprendizagem inconstante. 
Ângulo de mira Significado 
Constante Geralmente aprende bem 
Inconstante Apresenta mudanças bruscas e tendências à 
automatização de conhecimentos, quadros de 
ansiedade diante de novas aprendizagens. 
 
 
 A PLANTA DA CASA 
 
 A representação da casa tem sido estudada por muitos autores como 
técnica projetiva não só de lápis e papel, mas como construção. A diferença da 
representação técnica que investiga é o vínculo da aprendizagem que se 
estabelece com o espaço físico familiar e a personalidade do sujeito. 
 Os indicadores mais destacados são: Desde onde é percebida a 
representação, ao tamanho dos planos e os espaços representados. 
Ponto de vista Significado 
Interno O entrevistado se vivencia incluído no contexto 
familiar, sendo este um continente adequado. 
Externo O sujeito sente-se estranho e admira a casa 
 
Tamanho do plano Significado 
Ocupa toda folha Expansão eóica, aprendizagem positiva desde 
que não esteja determinado por um descontrole 
motor. 
Ocupa parte da folha É o resultado de uma restrição eóica 
acompanhado de mecanismos rígidos. 
 
Espaços representados Significado 
Interior da casa Predomina a aprendizagem formal do tipo 
intelectual. 
Horta, galinheiro, jardins e 
espaços abertos. 
Valoriza a aprendizagem vinculada ao corpo e a 
natureza. 
 
 OS QUATRO MOMENTOS DO DIA 
 
 Os quatro momentos do dia podem ser observados a partir de três 
diferentes sequências: 
a) A espacial b) A temporal c) A do relato 
 
Para esta técnica se utiliza os quatros quadrantes da folha: 
A B 
 
C D 
 
Geralmente os entrevistados desenham seguindo a ordem das letras 
(sequência espacial). Na maioria das vezes escolhe primeiro um momento 
qualquer, por exemplo, à noite, à tarde, etc., seguindo ou não a ordem espacial 
previamente mencionada (sequência temporal). 
 A terceira sequência que é a do relato pode ou não coincidir com a 
espacial, a temporal ou ser distinta das anteriores. A concordância ou 
discordância das três sequências devem ser ilustrativas ou reveladoras da 
mobilidade mental, permanência de critério, criatividade, aprendizagens e 
preferências do entrevistado. 
Sequências Significados 
Espacial 
O uso do tempo possui uma predominância do 
princípio de realidade e da capacidade de 
acomodação: Aprendizagem realista 
Temporal 
Indica impulsividade, um uso desordenado do 
tempo geralmente indica baixa tolerância à 
frustração: Aprendizagem inconstante. 
A sequência do relato em Reforça os aspectos assinalados na sequência 
concordância com o 
espacial. 
espacial 
A sequência do relato em 
concordância com a 
sequência temporal. 
Reforça os aspectos assinalados na sequência 
temporal. 
Discrepância do relato com 
a sequência espacial e 
temporal. 
Indicam severa desorganização têmporo-
espacial e consequentemente severas 
dificuldades para aprender. 
 
 FAMÍLIA OPERATIVA 
 
 Existe um número significativo de provas cujo objetivo consiste em 
estudar os vínculos familiares: 
a) Família de animais 
b) Família 
c) Família cinética 
d) Família educativa 
A diferença da família educativa em relação às outras é que o interesse 
da mesma está focalizado sobre o vínculo e o aspecto educativo oferecido pela 
família. 
A localização na folha, o tamanho do desenho, a posição dos 
personagens, as atividades que cada um está realizando, os detalhes dos 
objetos da atividade e a participação na mesma são indicadores que 
devidamente estudados mediante um diálogo sutil com o entrevistado, podem 
fornecer uma rica informação sobre os vínculos da aprendizagem 
proporcionados ou inibidos pelo meio familiar. 
 
Posição dos 
personagens 
Prováveis significativos 
Frente ao processo Vínculo de aprendizagem não muito positivo ou 
negativo. O grupo familiar não é uma referência 
adequada. 
 
 O DESENHO EM EPISÓDIOS 
O desenho em episódios é um excelente teste para avaliar o vínculo da 
aprendizagem que o grupo possui consigo mesmo e podendo também 
observar alguns indicadores gráficos vinculados ao tempo e a causa. Tais 
indicadores são difíceis de conceituar em função de certa regularidade que os 
torne significativos e se preferir pode deixá-los para posterior estudo e 
publicação uma vez que sugere seu uso clínico de acordo com as pautas 
sugeridas nas técnicas projetivas psicopedagógicas. 
Cabe destacar que a representação de tempo indicada por 
representações da natureza (sol, lua, estrelas) ou artificiais (relógios) sugere 
um adequado vínculo com o natural e com a normativa lógico matemática,que 
os espaços adequadamente proporcionais sugerem uma boa relação com os 
conhecimentos biológicos e que as relações causais pertinentes mostram uma 
personalidade lógica e equilibrada e capacidade de aprender. 
 
 O DIA DO MEU ANIVERSÁRIO 
 
Esta prova é possivelmente uma das que mais revela através dos 
indicadores gráficos a “objetologia” em relação a objetos concretos como 
indicadores de identificações que sustentam a aprendizagem sistemática e 
assistemática. 
O número de pessoas que participam da cena, a posição das mesmas 
em relação ao aniversariante, os presentes recebidos e alguns outros permitem 
conhecer o vínculo e os vínculos de aprendizagem que o entrevistado 
estabelece com seus desejos e interesses. 
Neste teste é imprescindível considerar a condição econômica e social 
do entrevistado como também o meio cultural a que pertence podendo ocorrer 
que alguns grupos não festejam o aniversário ou o fazem de forma particular. 
Indicadores 
gráficos 
Significados 
Rodeado de 
pessoas 
Possui um mundo interno resultante de identificações múltiplas 
que em geral indica uma adequada capacidade de 
aprendizagem em termos quantitativos e qualitativos. 
 
Só Além de representar um vínculo totalmente oposto ao anterior, 
implica em uma aprendizagem com uma característica 
predominantemente assimiladora com dificuldade para 
descentralização do pensamento e a percepção do ponto de 
vista do outro. 
 
Frente a 
frente 
Sugere uma identificação introjetiva positiva, o oposto com 
todas as possíveis posições intermediárias, sugere indicar o 
contrário. 
 
Presentes 
recebidos 
Representa os objetos DESEJADOS ao qual conserva uma 
“eleição vocacional”. 
 
 
 EU E MINHAS FÉRIAS 
 
O período de férias permite ver quais são as situações, atividades 
praticadas, os objetos desenhados, queridos por alguém os quais permitem 
conhecer o vínculo do sujeito consigo mesmo e facilita uma aproximação ao 
conhecimento de suas aprendizagens passadas e futuras. 
É possível observar como os grupos se apresentam nos desenhos e se 
existe alguém que continua fazendo a mesma coisa ou realizam algo 
totalmente diferente. 
Desenhos Significados 
Continua fazendo o 
mesmo. 
Porque lhe pesa muito o que faz, porque não sabe 
fazer algo diferente, falta criatividade, predominância 
da assimilação. 
Realiza algo totalmente 
distinto. 
Indica uma criatividade e flexibilidade regular, 
tendência à acomodação ativa e capacidade de 
aprendizagem. 
Leva em frente uma 
atividade. 
Capacidade de aprendizagem criativa reparadora 
com modificação dos esquemas internos. 
Não busca uma 
atividade alegre que os 
distraia. 
Pode ocorrer que o entrevistado se sinta 
sobrecarregado em seu meio escolar. 
 
 FAZENDO O QUE MAIS GOSTO 
 
A disposição do desenho na folha, (superior, inferior, direita, esquerda, 
etc.) o tamanho do desenho, a posição e o tamanho dos personagens, são os 
conteúdos mais significativos para observar a dinâmica de produção em função 
da qual representa a cena final.

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