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TÉCNICAS PROJETIVAS PSICOPEDAGÓGICAS As Técnicas Projetivas psicopedagógicas se apresentam como um recurso indispensável ao profissional da Psicopedagogia, na medida em que lhe permite investigar a variável emocional que contribui positiva ou negativamente para a efetivação da aprendizagem. Sua aplicação e análise possibilita a esse profissional investigar os vínculos que o sujeito estabelece com a aprendizagem propriamente dita, assim como com as circunstâncias nas quais a construção do conhecimento acontece ou conforme as quais o processo de aprendizagem se consolida. De modo geral, as técnicas projetivas psicopedagógicas investigam os vínculos do sujeito com a aprendizagem que acontece no contexto da escola, da familiar e consigo mesmo. CONSIDERAÇÕES GERAIS: Embora hoje seja aceito por todos, ou quase todos, que quando se aprende se põe em jogo tanto a inteligência como a afetividade, não são muitas as técnicas psicopedagógicas que investigam esses aspectos. Em geral, se utilizam recursos provenientes da pratica psicológica e os resultados obtidos com eles são interpretados em função de uma perspectiva psicopedagógica: vale dizer, se procura explicar a variável emocional que interfere positiva ou negativamente na aprendizagem. As técnicas projetivas são um recurso, entre outros, que permitem investigar esta dimensão, seja quanto ao vinculo ou vínculos que um sujeito estabelece com a aprendizagem propriamente dita, seja com as circunstâncias dentro das quais os vínculos se estabelecem. Ambos os aspectos – as características do vinculo de aprendizagem e os vínculos com as circunstâncias em que se produzem os mesmos – tal como são sentidos, podem ser parciais ou totalmente desconhecidos por quem os apresenta ou também pode ocorrer que possuindo um certo conhecimento, tenha – como regularmente acontece – dificuldade em comunicá-lo a um entrevistador que necessita conhecê-lo. Quantas vezes alguém deseja transmitir, por exemplo, a planta da sua casa ou apartamento, quando começa a desenhá-lo toma consciência das proporções e das disposições do mesmo ou também da falta de conhecimento de certas partes. Sabe-se hoje, através do emprego das técnicas projetivas psicopedagógicas, que essas partes do desenho (desconhecidas, excluídas, mal elaboradas ou caprichosamente representadas) se encontram diretamente relacionados com o vinculo positivo ou negativo que o sujeito estabelece com as mesmas. Nesse contexto cabe-se questionar: o que podem apontar de diferente as provas projetivas psicopedagógicas a respeito das utilizadas pelo psicólogo? Para responder vamos às ideias de Kurt Lewin quando ele destaca que a conduta é função da personalidade e das situações nas quais ela se produz e, neste caso, as situações estão exclusivamente referidas à aprendizagem. Normalmente quando escutamos as palavras aprendizagem e psicopedagogia, de imediato relacionamos com a aprendizagem escolar; no entanto, aqui seu sentido será bem mais amplo. Partindo da definição de que o processo de aprendizagem consiste na produção e estabilização de condutas, tanto serão consideradas aprendizagem o que se produz no contexto escolar, como o que se elabora no meio familiar e comunitário, sem que necessariamente esse implique a escola. De acordo com a amplitude desse conceito nos interessamos em saber não apenas qual é o vínculo que um sujeito estabelece com o docente, a aula, os companheiros e a escola, como também qual é a sua relação com os adultos que lhe são significados, que lhe oferecem ou ofereceram modelos de aprendizagem e os contextos onde esses vínculos ocorrem/ocorreram; ainda fazem parte dos nossos interesses os vínculos do sujeito com seus pares fora do meio escolar e consigo mesmo, enquanto aprendiz, em momentos de sua vida cotidiana. Estes diferentes vínculos constituem, por um lado, uma rede de relações universais na medida em que todo sujeito está imerso nela e, por outro, particulares por quanto cada sujeito estrutura cada vínculo e a trama total de forma singular, única, particular. Os dez testes projetivos com os quais se analisam a rede de relações vinculares são: Par Educativo, O plano da sala de aula e Eu com meus companheiros, com os quais se investigam, predominantemente, os vínculos com o âmbito escolar; A planta da casa, A Família Operativa / Educativa e Os quatro momentos do dia, cuja utilidade prende-se ao fato de serem instrumentos que servem para estudar o vínculo em relação ao espaço familiar físico e humano e, por último, O desenho em episódios, O dia do meu aniversário, Em minhas férias e Fazendo o que mais gosto, são proveitosos para observar, predominantemente, a relação do entrevistado consigo mesmo. Outro aspecto que convém destacar é o momento em que estes instrumentos devem ser utilizados em um processo de diagnóstico. Sem dúvida o critério é clínico e é o profissional quem deve decidir. Por outro lado, cabe recordar que existem diferentes modalidades de aproximação diagnóstica, e que em cada uma delas existirá uma maneira específica de introduzi-los. É desnecessário acrescentar ou destacar a importância que assume a comprovação da imagem vincular que o entrevistado tem de sua rede e das imagens que os demais membros do grupo familiar podem ter dele; como assim também as semelhanças e diferenças entre essas imagens – do sujeito e dos membros do seu grupo familiar – e da realidade objetiva. AS TÉCNICAS PROJETIVAS: Os testes podem classificar-se por suas características externas, pelo modo de administração e pelo aspecto avaliado. Por suas características externas eles podem se agrupar em: de lápis e papel e de performance, que implicam certas manipulações; pelo modo de administração podem ser individuais ou coletivos e pelo aspecto avaliado eles se classificam em de eficiência e de personalidade. Por sua vez, os testes de personalidade podem categorizar-se em questionários, testes objetivos de personalidade e técnicas projetivas. Embora já se usassem algumas técnicas projetivas, foi somente em 1939 que Lawrence K. Frank designou, pela primeira vez, com este nome, um grupo de provas cuja característica principal consiste em que “... evoca do sujeito o que é, em distintos modos, a expressão de seu mundo pessoal e dos processos de sua personalidade.” (Pichot, 1963, p.86). O termo projeção, por outro lado, foi utilizado inicialmente em psicologia por Freud, em 1894. Hoje, o termo é usado correntemente não só na psicologia como também em Psicanálise e Neuropsicologia, para designar “a operação pela qual um fato neurológico ou psicológico é descolado e localizado no exterior, ou seja, passando do centro à periferia ou do sujeito ao objeto.” (Laplanche e Pontalis, 1967, p. 343). Logo em seguida esses autores acrescentam ao termo o sentido propriamente psicanalítico que diz: ”projeção consiste na operação pela qual o sujeito expulsa de si e localiza no outro, pessoa ou coisa, qualidades, sentimentos, desejos...” (Ibidem, p.344). Em seus trabalhos Freud se referia tanto à projeção normal como patológica. O animismo e a superstição eram consideradas por Freud como projeções normais. Neste campo é difícil levar a cabo medições quantitativas. Aliás, não são muitos os testes de personalidade que podem ser considerados “métricos”, pois têm mais uma característica clínica. Isso quer dizer que seus resultados são interpretados em função de teorias e da experiência do profissional. São esses os testes comumente chamados de projetivos. Assim, por exemplo, quando se trata de um testeprojetivo que serve de lâminas com imagens, a pessoa deve construir um relato através do qual projeta sobre certos personagens e em torno dos mesmos, sua própria imagem das coisas e do mundo. Estudiosos comentam que os profissionais que trabalham com estas técnicas têm um temperamento e uma formação de artista e sua maior habilidade seria saber sintetizar quantidades e fragmentos de condutas e sentimentos em um todo coerente e cheio de sentido para o sujeito com quem está trabalhando. AS TÉCNICAS PROJETIVAS PSICOPEDAGÓGICAS: SEUS OBJETIVOS E FUNDAMENTOS As técnicas projetivas psicopedagógicas, aqui expostas, têm como objetivo geral investigar a rede de vínculos que um sujeito pode estabelecer em três grandes domínios: o escolar, o familiar e consigo mesmo. Em cada um desses domínios – com diferenças individuais – é possível reconhecer três níveis em relação ao grau de consciência dos distintos aspectos que constituem um vínculo: neste caso o vínculo de aprendizagem. Um nível inconsciente, no qual um conjunto de conteúdos não são reconhecidos e, apesar do seu intento de emergir ao campo pré-consciente ou consciente, permanecem ignorados; Um nível pré-consciente, cujos conteúdos e mecanismos, sem ser estritamente inconscientes, escapam ao campo da consciência, porém podem ascender ao mesmo. Por fim, um nível consciente, no qual os conteúdos e mecanismos, as percepções internas e externas são conhecidas e representadas em pensamentos, palavras, desenhos, etc. Desta maneira os três domínios, escolar, familiar e de si mesmo – possuem três níveis – inconsciente, pré-consciente e consciente – os quais permitem investigar novos setores da dimensão afetiva do sujeito que aprende. A seguir, apresentamos um quadro panorâmico dos distintos domínios com suas correspondentes técnicas projetivas, os objetivos próprios de cada uma e a sua fundamentação. OS VÍNCULOS ESCOLARES O PAR EDUCATIVO Objetivo: Investigar o vínculo de aprendizagem (com o docente, com os objetos e com quem aprende no meio escolar). Fundamentos: O vínculo da aprendizagem pode ser abordado investigando a relação com alguns elementos básicos: a) Com os objetos de aprendizagem; b) Com quem ensina; c) De quem aprende, consigo mesmo, em determinada situação. A apresentação destes três objetos de análises, “objeto”, “ensinante”, “aprendente” e suas relações, são altamente expressivas do tipo de vínculo que cada ser humano estabelece com a aprendizagem. Os objetos de aprendizagem em sua manifestação externa podem ser concretos e abstratos, linguísticos, matemáticos, históricos e etc., escolares ou extraescolares para que todos possam ser compreendidos de uma forma instrumental por imagens, por operações ou por hábitos. Tanto a apreensão instrumental como o inverso depende de fatores cognitivos como afetivos os quais podem mesclar-se e influir-se com pesos diferentes pelo qual o discernimento do valor e da influência de cada um é particularmente significativo. A representação do ensinante como facilitador e intermediário possui um valor positivo, opostamente sua representação como perseguidor e punitivo denota sentimentos postos que implicam numa perturbação para verdadeira aprendizagem. Quem aprende possui também uma representação de si próprio podendo ser consciente ou inconsciente. O sentimento de capacidade que se tem ou que não se tem, o grau de tolerância à frustração e outros componentes emocionais são condições importantes para o modelo de aprendizagem. A distância, o tamanho, a posição, as barreiras, na maioria dos casos, falam por si só. O par educativo adquire significado quando é considerado na sua totalidade, alguns aspectos possuem significado particular que interpretado com a devida cautela podem oferecer uma rica informação. Materiais necessários: Folhas tamanho ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. Instrução Básica: Pedir que desenhe uma pessoa que ensine e outra que aprende. Instruções Complementares ou inquérito: Dar um título ao desenho, indicar os nomes e idades dos personagens e relatar o que acontece na cena. EU E MEUS COMPANHEIROS Objetivo: Investigar os vínculos com os colegas de classe. Fundamentos: A aprendizagem depende tanto das condições internas como dos vínculos estabelecidos com o grupo; cada membro dispõe de um modelo de aprendizagem e é neste jogo de relações que enriquece aos outros e a si mesmo; A forma de abordar os conhecimentos, atitudes e destrezas dos companheiros serão aceitos ou rechaçados em função do vínculo estabelecido com os mesmos. O rechaço é uma forma de resolver uma situação, estabelecendo uma relação negativa, da mesma forma acontece com a aprendizagem que está relacionada com a maneira que o aprendente vivencia o grupo escolar. Materiais necessários: Papel ofício lápis grafite nº 02 e borracha. Instruções Básicas: Solicitar que desenhe um momento dele com os companheiros. Instruções Complementares ou inquérito: Pedir que identifique o grupo, nome e idade; Pedir que faça algum comentário sobre os mesmos. A PLANTA DA SALA DE AULA Objetivo: Conhecer a representação do campo geográfico da sala de aula e as relações reais e desejadas na mesma. Fundamentos: De maneira geral os meninos encontram dificuldades ao explicar seu desenho em sala de aula assim como dificuldade de expressar e de incluir em seu comentário dados importantes para compreender a representação que fazem da mesma como de si próprio na sala de aula. É comum que o entrevistado tome consciência de algum detalhe e se surpreenda com o mesmo por não tê-lo percebido claramente antes (tamanho da sala, bancos vazios, número de janelas, etc.). Na maioria das vezes ocorre que o entrevistado toma consciência de que omitiu uma parte (companheiros, docentes, etc.). O desenho da sala de aula por crianças que frequentam a mesma classe evidencia como a representação do mesmo é individual e singular e também que a qualidade do desenho, comparada com outros dos mesmos meninos que representam espaços diferentes, pode variar em função do vínculo positivo ou negativo que tenha estruturado com cada um desses ambientes. Materiais: Papel ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. (régua se for solicitado). Instruções básicas: Solicitar que o entrevistado desenhe a sua sala de aula. Instruções complementares ou inquérito: Marcar com um X o lugar onde se senta. Perguntar se a escolha do lugar onde se senta é livre ou determinada pelo professor ou grupo. Perguntar qual lugar você gostaria de se sentar. Perguntar quem está sentado nos lugares mais próximos e o que sabe sobre eles. Pedir para comentar sobre a sala ou fazer perguntas pertinentes ao desenho. OS VÍNCULOS FAMILIARES A PLANTA DA CASA Objetivo: Conhecer a representação do campo geográfico do lugar em que se habita e sua colocação real dentro do mesmo. Fundamentos: A casa é um dos espaços mais significativos onde o sujeito aprende e estuda. Estas aprendizagens estão vinculadas a pessoas, como aos lugares físicos onde os mesmos produzem. É frequente observar nas plantas das casas realizadas por meninos como a distribuição dos quartos nada tem a ver com as comodidades reais, como uma criança pequena está ocupando um quarto distante dos pais, meninos de sexos diferentes ocupam o mesmo quarto e outros quartos vazios. É interessante observar que os espaços físicos não são apenas espaços físicos, os mesmos vêm carregados de conteúdo emocional muitas vezes dado pela dinâmica e contexto familiar; espaços que não podem ser usados para algumas atividades.O vínculo estabelecido em função da permissão e proibição exercem um papel fundamental na aprendizagem e na escolha vocacional: “os objetos com os quais posso interessar-me e com os que posso não atuar”. A casa constitui um cenário dinâmico que frequentemente está ligado ao lugar de trabalho dos pais (atelier, escritório, oficina, consultório) onde não só importa o conteúdo e a atividade realizada como as operações lógicas, físicas, fantasmáticas que esta implica. Materiais: Folha de ofício, lápis grafite nº 02, borracha e régua. Instruções básicas: pedir para desenhar a planta da casa. Instruções complementares ou inquérito: Indicar o nome de cada ambiente. Dizer quem ocupa cada quarto. Fazer outras perguntas ou comentários pertinentes ao desenho. OS QUATRO MOMENTOS DO DIA Objetivo: Investigar os vínculos ao longo de uma jornada. Fundamentos: O desenho é um dos meios que facilita a expressão do mundo interno do sujeito, é o que expressa às condutas reais, a relação interpessoal e intrapessoal. Ao escolher os quatro momentos do dia e estabelecer uma sequência o entrevistado realiza duas operações cognitivas. Uma de hierarquia dos momentos privilegiados e outra temporal. Ambas as operações facilitam a identificação dos vínculos. A representação que o sujeito possui do meio como também as condutas aloplásticas e autoplásticas em virtude das quais interage com o contexto geográfico e sócio dinâmico. Materiais: Folha de papel ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. Instruções básicas: Primeiro, o entrevistador dobra a folha em quatro partes iguais e pede que o entrevistado faça o mesmo com a dele. Em seguida, pede que desenhe quatro momentos do seu dia, do despertar ao deitar. Instruções complementares ou inquérito: Solicitar que descreva as cenas. A FAMÍLIA OPERATIVA ou EDUCATIVA Objetivo: Estudar os vínculos da aprendizagem com o grupo familiar e cada um dos integrantes do mesmo. Fundamentos: A família constitui o espaço onde se efetivam as aprendizagens mais fundamentais na vida do ser humano. A mesma oferece os modelos de identificação mais primitivos sobre sua base de elaboração com os vínculos com a aprendizagem. Estes vínculos oferecem uma notável influência sobre o estilo de adquirir conhecimento e destrezas. O grupo familiar se apresenta como uma unidade funcional, ao mesmo tempo em que possui heterogeneidade estrutural, e o sentido de todos os integrantes, tanto por características de personalidade, tanto pelo desempenho no seio familiar. Materiais: Papel ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. Instruções básicas: Solicitar que o entrevistado desenhe sua família fazendo o que cada um sabe fazer. Instruções complementares ou inquérito: Ao terminar o desenho solicitar que indique a idade e o nome de cada um. Determinar o que cada um faz. OS VÍNCULOS CONSIGO MESMO DESENHO EM EPISÓDIOS Objetivos: Determinar a permanência da identidade em função dos afetos, a articulação com os aspectos sociais e racionais na organização do raciocínio, e a estabilidade das referências internas. Delimitar a permanência, a identidade psíquica em função das análises de qualidade dos afetos expressados em relação com o tema escolhido, a relação dos aspectos sociais e relacionais, a estabilidade e as referências internas através dos sistemas e os movimentos de identificação utilizados. Fundamentos: Em relação à situação de jogo, o desenho tem a vantagem de chegar ao mundo interno do sujeito sem a exigência de utilizar qualquer classe de objetos como intermediários para a elaboração e organização de conteúdos para a expressão de afetos, para a planificação de procedimentos. Esta técnica permite distinguir graus de interpretação. Materiais: Papel ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. Instruções básicas: Dobrar a folha diante do entrevistado. Dar a consigna: você vai desenhar uma história. Um menino ou uma menina (conforme o sexo) tem todo dia livre, é um dia de descanso. Desenhe desde o momento em que se levanta e sai de casa até a volta para casa. Instruções complementares ou inquérito: Permitir que o entrevistado desenhe sem interferência do entrevistador. Posteriormente, solicitar que o sujeito comente o desenho. O DIA DO MEU ANIVERSÁRIO Objetivo: Conhecer a representação que se tem de si e do contexto sócio dinâmico no momento de transição de uma idade para outra. Fundamentos: O dia do meu aniversário é uma técnica que facilita conhecer a relação que estabelecemos conosco. Permite focalizar a pessoa do entrevistado no centro temático em um dia que é seu. Esta técnica permite uma aproximação global ao vínculo que se tem consigo mesmo, em função do qual é uma “festa” que pode ser sobrevalorizada, desestimada ou rechaçada de acordo com a auto percepção que se possui do próprio passado, do presente e do futuro. A representação gráfica deste momento de transição de uma idade para outra põe em evidência de forma sutil o processo de aprendizagem no sentido lato, ocorrido no presente, sendo que o mesmo subsiste como potencial instrumental do eu e as aspirações futuras. O vínculo consigo mesmo permite analisar um dia dedicado para si independente dos outros exemplos: Sair para pescar, partilhando com pessoas da mesma idade (festa ou saída em grupos de pares) com pessoas de idades distintas (meninos acompanhados de adultos). A administração e interpretação requer uma especial sensibilidade e sutileza por parte do entrevistador para aprender o dinamismo da aprendizagem: Os processos passados, seu estado atual, os desejos e alternativas futuras em quanto o mesmo, dado que aqui o vínculo de aprendizagem se apresentará como uma questão altamente latente e não manifesta. Para interpretação desta prova é interessante conhecer o meio cultural ao qual pertence o entrevistado e em alguns casos é relevante o lugar que ocupa o mesmo em sua família. Materiais: Papel oficio, lápis grafite nº 02 e borracha. Instruções básicas: Solicitar ao entrevistado que desenhe o dia do aniversário de um menino ou de uma menina, conforme o sexo do examinando. Instruções complementares ou inquérito: Saber a idade do mesmo ou mesma e a relação que tem com quem completa anos, no caso de desenhar outras pessoas. Perguntar que outras coisas aconteceram nesse dia. Fazer outras perguntas que se considerem convenientes. EM MINHAS FÉRIAS Objetivo: Estudar as atividades escolhidas durante o período das férias escolares. Fundamentos: As férias em maior ou menor grau representam um espaço durante o qual fazemos o que desejamos. Aquelas para as quais não disponibilizamos de tempo durante o período de atividades regulares. Surpreendentemente a administração desta prova mostra não só o desejo de ir à praia e à montanha assim como a de estudar algum idioma, ler, escrever, ir ao cinema ou ao teatro, visitar amigos, pintar a casa, e não fazer nada. Um espaço psicológico de despreocupação e ausência de tensão, também pode significar um tempo vazio, não saber o que fazer, de angústia. Não são raros ou incomuns os estados depressivos de meninos e adolescentes durante o período de férias e quando isto ocorre em geral está relacionado com a não aquisição instrumental da aprendizagem em sentido lato e com a falta de capacidade criadora. Materiais: Papel ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. Instruções básicas: Solicitar ao sujeito que desenhe uma ‘fotografia’ do que faz ou fez nas férias. Instruções complementares ou inquérito: Solicitar um relato da cena e do que feito nas férias. Fazer perguntascomplementares se necessário. FAZENDO O QUE MAIS GOSTO Objetivo: Investigar o tipo de atividade da qual mais se gosta. Fundamentos: Esta técnica tem a finalidade de investigar os estados inconscientes, pré-conscientes e consciente, o tipo de vínculo que o sujeito possui consigo mesmo, em relação aos seus gostos, interesses, necessidades e limitações internas e externas na aprendizagem. Normalmente, não é fácil reconhecer as contradições entre o que se aprende e o que se desejaria aprender, assim como também, gostos, interesses, necessidades e limitações. Quando existem estes tipos de contradições o mais comum é que o problema se manifeste de forma conflituosa, ou seja, sem assumir as características de um problema com os pólos de contradição bem definidos. A abertura de um espaço de permissibilidade através da consigna da prova, facilita a exploração do vínculo e suas mudanças, o qual ao mesmo tempo em que abre uma via de acesso ao entrevistado, facilita a tomada de consciência do entrevistado. Materiais: Papel ofício, lápis grafite nº 02 e borracha. Instruções básicas: Pedir ao entrevistado que se desenhe fazendo o que mais gosta. Instruções complementares ou inquérito: Pedir ao entrevistado que comente o que está ocorrendo no desenho. Pedir ao entrevistado que descreva onde e quando está ocorrendo à cena. Fazer outras perguntas se necessário. ALGUMAS ADVERTÊNCIAS SOBRE O EMPREGO DAS TÉCNICAS PROJETIVAS PSICOPEDAGÓGICAS Embora saibamos que o que vamos dizer deve ser do conhecimento de todos os profissionais da Psicopedagogia, funcionando inclusive, como um dos princípios básicos que regem a sua prática, achamos por bem ressaltar, tendo em vista o seu significado e a sua importância, para o trabalho que realizamos. A leitura e análise de cada técnica projetiva psicopedagógica deverá ser feita, sempre, em função do sujeito em particular, aquele com quem se está trabalhando; A leitura e análise das produções dos nossos clientes, deverá acontecer obedecendo a uma “configuração clínica”, ou seja, em função do total de informações obtidas, de um sujeito, em particular, e das circunstâncias nas quais elas foram produzidas e coletadas; O total de técnicas aqui expostas, não significa que o psicopedagogo terá que utilizar todas elas, no processo de diagnóstico de cada cliente que atende; na realidade, a escolha de uma estratégia, inclusive de uma técnica projetiva, deverá ser feita em função das queixas que se investigam e das hipóteses formuladas pelo psicopedagogo para explicitação do quadro; Certos indicadores de uma técnica se superpõem com os de outra ou outras, apesar de serem específicas a cada uma delas. Isso quer dizer que, o que é investigado por uma técnica ou procedimento, também pode ser pesquisado por outra; Os critérios de leitura e análise, aqui expostos, devem somar-se aos critérios gerais para a interpretação das provas projetivas, em seu sentido mais amplo; Os indicadores encontrados não significam uma questão fechada ou uma leitura definitiva, que não deixe lugar para dúvidas; cada especialista pode realizar novos exames ou fazer novas leituras ampliando o espectro de indicadores e de significados. Não esquecer que estamos sempre em mudanças, em processo de transformação; O valor das técnicas projetivas psicopedagógicas é o de um instrumento de investigação individual; ou seja, singular para cada indivíduo; Vale a pena empreender estudos transversais e longitudinais com diferentes variáveis contextuais, para que estes favoreçam critérios interpretativos orientadores, mais globais e que possam ser aplicados para grupos. CORREÇÃO DAS PROVAS PROJETIVAS A POSIÇÃO NA FOLHA É necessário considerar a posição dos desenhos com um critério de estrutura clínica, levando em conta todos os aspectos que intervém lateralidade, sistema de escrita, destro, sinistro, encima, embaixo, etc. Podem ser consideradas 09 posições como indicadores de certos traços que caracterizam outros vínculos de aprendizagem. Posição Significado geral 1-Superior Exigente 2-Inferior Impulsivo 3-Direita Progressivo 4-Esquerda Regressivo 5-Superior direita Exigente progressivo 6-Superior esquerda Exigente regressivo 7-Inferior direita Impulsivo progressivo 8-Inferior esquerda Impulsivo regressivo 9-Central Equilibrado POSIÇÃO NA FOLHA SUPERIOR ESQUERDA SUPERIOR SUPERIOR DIREITA ESQUERDA CENTRAL DIREITA INFERIOR ESQUERDA INFERIOR INFERIOR DIREITA PAR EDUCATIVO Entre os indicadores mais significativos do par educativo vale a pena mencionar: a) A posição dos personagens b) O tamanho absoluto e relativo dos mesmos c) As características corporais d) O acabamento do desenho do personagem e) A perspectiva e o âmbito onde ocorre a cena As posições mais comuns observadas em quem aprende e quem ensina são: Posição Significado geral Frente a frente Bom vínculo de aprendizagem Lado a lado Regular vínculo de aprendizagem Ambos de costa Mau vínculo de aprendizagem O docente de costas para o aluno O aluno se sente rechaçado pelo docente O aluno de costas para o docente O aluno rechaça o docente O tamanho absoluto dos personagens: Tamanho relativo Significado mais frequente Tamanho pequeno Não é um vínculo importante Tamanho médio É um vínculo relativamente importante Tamanho grande Demonstra uma importância significante destacada podendo ser positiva ou negativa O tamanho relativo dos personagens: Tamanho relativo Significado mais frequente Sem discriminação de tamanho Vínculo confuso com quem ensina Com discriminação de tamanho Vínculo claro ou relativamente claro com quem ensina Com docente grande e aluno pequeno Supervaloriza quem ensina Aluno grande e docente pequeno Desvalorização de quem ensina Em relação às características corporais que aparecem com mais frequência: Só as cabeças Supervaloriza o intelectual O corpo do docente inacabado Pode significar uma agressão oculta a quem ensina A simplificação dos personagens Pode sugerir que o entrevistado não tem dificuldades para desenhar; Uma desvalorização do vínculo de aprendizagem com o docente. A perspectiva de outro indicador importante é a mesma quando desenha quem aprende e quem ensina em uma contextualização tridimensional, sugere claramente um vínculo maduro desde o ponto de vista afetivo, cognitivo e social, pois o sujeito realiza movimentos de descentralização, contração e descentralização. Perspectiva Significado Desenhos com perspectivas Vínculo positivo e maduro É importante observar o âmbito em que está desenhada a cena. Âmbito Significado Âmbito escolar O entrevistado se centra sobre a aprendizagem sistemática podendo ser positivo ou negativo. Âmbito extraescolar O entrevistado estabelece um maior vínculo com a aprendizagem assistemática. EU E MEUS COMPANHEIROS A posição na folha é uma análise para todas as provas. Devendo sempre observar os relatos durante a aplicação das técnicas projetivas. No relato clínico é também necessário ter em mente que pode existir discrepância nos significados de uma mesma posição e os distintos testes do mesmo entrevistado. O tamanho do desenho, a posição dos personagens todos os indicadores mencionados devem ser utilizados para todas as técnicas. Tamanho Regularidade em seu significado Tamanho total do desenho Importância do vínculocom os companheiros. O tamanho grande geralmente indica um bom vínculo de aprendizagem e a utilização de mecanismos de identificação. O tamanho pequeno sugere o contrário. O tamanho do personagem principal por ele representado, em relação aos companheiros pode ser analisado de três formas: Tamanho do personagem principal Significado Tamanho grande Indica uma relação de liderança ou certa incapacidade para descentrar-se do ponto de vista do outro Tamanho pequeno O entrevistado se sente vítima do grupo Tamanho igual O entrevistado vivencia uma relação simétrica, igualitária, aceita e é aceito. Posição dos personagens Significado Lado a lado Comunicação superficial e menos profunda Concêntrica Em geral corresponde a uma comunicação profunda, reflexiva e sensível. A inclusão do docente nesta técnica tem diferentes significados: O docente incluído na mesma cena: a) Relação deficitária com os colegas b) Dependência c) Grande afeto pelo docente A PLANTA DA SALA DE AULA Permite observar predominantemente duas coisas: a) A representação que se tem da mesma em relação ao espaço físico b) A representação onde a qual pode ser objetiva ou não dinâmica Em relação ao primeiro aspecto é importante observar que de acordo com Dr.Bleger sempre existem três campos: a) Geográfico – tudo que ocorre fora do sujeito b) Psicológico – estabilidade relacionada com o resultado das experiências vitais c) Consciência – o que se produz na representação Estes campos podem encontrar-se dissociados ou não. Existem diferentes formas de dissociação. Como para aprender é necessário estar em contato com o objeto (real ou virtual) a relação que se tem com o espaço em que se aprende é fundamental. Assim mesmo a disposição da sala de aula, a origem da escolha do lugar e o motivo desta escolha são importantes para a constituição da representação do espaço físico. Disposição Significado Tradicional Pode facilitar respostas mais rígidas ou ordenadas Não tradicional Pode facilitar respostas mais flexíveis e espontâneas A localização na sala de aula quando é resultado de uma eleição espontânea tem um destacado significado, as posições mais relevantes são: Localização Significados mais frequentes Em frente Bom vínculo com o docente e com a aprendizagem No fundo Pode ser um vínculo negativo com a aprendizagem e com o docente, mas não é necessário que ambas as coisas coincidam. Na lateral O vínculo com a aprendizagem pode ser negativo No centro Geralmente é um vínculo positivo com a aprendizagem e com os companheiros, podendo também coincidir com um vínculo positivo com o docente. Não se localiza na sala de aula Vínculo negativo com o espaço geográfico Outro indicador são as diferentes perspectivas utilizadas pelos entrevistados na produção dos desenhos. Quando não acontece um mesmo ângulo de mira representa um vínculo de aprendizagem inconstante. Ângulo de mira Significado Constante Geralmente aprende bem Inconstante Apresenta mudanças bruscas e tendências à automatização de conhecimentos, quadros de ansiedade diante de novas aprendizagens. A PLANTA DA CASA A representação da casa tem sido estudada por muitos autores como técnica projetiva não só de lápis e papel, mas como construção. A diferença da representação técnica que investiga é o vínculo da aprendizagem que se estabelece com o espaço físico familiar e a personalidade do sujeito. Os indicadores mais destacados são: Desde onde é percebida a representação, ao tamanho dos planos e os espaços representados. Ponto de vista Significado Interno O entrevistado se vivencia incluído no contexto familiar, sendo este um continente adequado. Externo O sujeito sente-se estranho e admira a casa Tamanho do plano Significado Ocupa toda folha Expansão eóica, aprendizagem positiva desde que não esteja determinado por um descontrole motor. Ocupa parte da folha É o resultado de uma restrição eóica acompanhado de mecanismos rígidos. Espaços representados Significado Interior da casa Predomina a aprendizagem formal do tipo intelectual. Horta, galinheiro, jardins e espaços abertos. Valoriza a aprendizagem vinculada ao corpo e a natureza. OS QUATRO MOMENTOS DO DIA Os quatro momentos do dia podem ser observados a partir de três diferentes sequências: a) A espacial b) A temporal c) A do relato Para esta técnica se utiliza os quatros quadrantes da folha: A B C D Geralmente os entrevistados desenham seguindo a ordem das letras (sequência espacial). Na maioria das vezes escolhe primeiro um momento qualquer, por exemplo, à noite, à tarde, etc., seguindo ou não a ordem espacial previamente mencionada (sequência temporal). A terceira sequência que é a do relato pode ou não coincidir com a espacial, a temporal ou ser distinta das anteriores. A concordância ou discordância das três sequências devem ser ilustrativas ou reveladoras da mobilidade mental, permanência de critério, criatividade, aprendizagens e preferências do entrevistado. Sequências Significados Espacial O uso do tempo possui uma predominância do princípio de realidade e da capacidade de acomodação: Aprendizagem realista Temporal Indica impulsividade, um uso desordenado do tempo geralmente indica baixa tolerância à frustração: Aprendizagem inconstante. A sequência do relato em Reforça os aspectos assinalados na sequência concordância com o espacial. espacial A sequência do relato em concordância com a sequência temporal. Reforça os aspectos assinalados na sequência temporal. Discrepância do relato com a sequência espacial e temporal. Indicam severa desorganização têmporo- espacial e consequentemente severas dificuldades para aprender. FAMÍLIA OPERATIVA Existe um número significativo de provas cujo objetivo consiste em estudar os vínculos familiares: a) Família de animais b) Família c) Família cinética d) Família educativa A diferença da família educativa em relação às outras é que o interesse da mesma está focalizado sobre o vínculo e o aspecto educativo oferecido pela família. A localização na folha, o tamanho do desenho, a posição dos personagens, as atividades que cada um está realizando, os detalhes dos objetos da atividade e a participação na mesma são indicadores que devidamente estudados mediante um diálogo sutil com o entrevistado, podem fornecer uma rica informação sobre os vínculos da aprendizagem proporcionados ou inibidos pelo meio familiar. Posição dos personagens Prováveis significativos Frente ao processo Vínculo de aprendizagem não muito positivo ou negativo. O grupo familiar não é uma referência adequada. O DESENHO EM EPISÓDIOS O desenho em episódios é um excelente teste para avaliar o vínculo da aprendizagem que o grupo possui consigo mesmo e podendo também observar alguns indicadores gráficos vinculados ao tempo e a causa. Tais indicadores são difíceis de conceituar em função de certa regularidade que os torne significativos e se preferir pode deixá-los para posterior estudo e publicação uma vez que sugere seu uso clínico de acordo com as pautas sugeridas nas técnicas projetivas psicopedagógicas. Cabe destacar que a representação de tempo indicada por representações da natureza (sol, lua, estrelas) ou artificiais (relógios) sugere um adequado vínculo com o natural e com a normativa lógico matemática,que os espaços adequadamente proporcionais sugerem uma boa relação com os conhecimentos biológicos e que as relações causais pertinentes mostram uma personalidade lógica e equilibrada e capacidade de aprender. O DIA DO MEU ANIVERSÁRIO Esta prova é possivelmente uma das que mais revela através dos indicadores gráficos a “objetologia” em relação a objetos concretos como indicadores de identificações que sustentam a aprendizagem sistemática e assistemática. O número de pessoas que participam da cena, a posição das mesmas em relação ao aniversariante, os presentes recebidos e alguns outros permitem conhecer o vínculo e os vínculos de aprendizagem que o entrevistado estabelece com seus desejos e interesses. Neste teste é imprescindível considerar a condição econômica e social do entrevistado como também o meio cultural a que pertence podendo ocorrer que alguns grupos não festejam o aniversário ou o fazem de forma particular. Indicadores gráficos Significados Rodeado de pessoas Possui um mundo interno resultante de identificações múltiplas que em geral indica uma adequada capacidade de aprendizagem em termos quantitativos e qualitativos. Só Além de representar um vínculo totalmente oposto ao anterior, implica em uma aprendizagem com uma característica predominantemente assimiladora com dificuldade para descentralização do pensamento e a percepção do ponto de vista do outro. Frente a frente Sugere uma identificação introjetiva positiva, o oposto com todas as possíveis posições intermediárias, sugere indicar o contrário. Presentes recebidos Representa os objetos DESEJADOS ao qual conserva uma “eleição vocacional”. EU E MINHAS FÉRIAS O período de férias permite ver quais são as situações, atividades praticadas, os objetos desenhados, queridos por alguém os quais permitem conhecer o vínculo do sujeito consigo mesmo e facilita uma aproximação ao conhecimento de suas aprendizagens passadas e futuras. É possível observar como os grupos se apresentam nos desenhos e se existe alguém que continua fazendo a mesma coisa ou realizam algo totalmente diferente. Desenhos Significados Continua fazendo o mesmo. Porque lhe pesa muito o que faz, porque não sabe fazer algo diferente, falta criatividade, predominância da assimilação. Realiza algo totalmente distinto. Indica uma criatividade e flexibilidade regular, tendência à acomodação ativa e capacidade de aprendizagem. Leva em frente uma atividade. Capacidade de aprendizagem criativa reparadora com modificação dos esquemas internos. Não busca uma atividade alegre que os distraia. Pode ocorrer que o entrevistado se sinta sobrecarregado em seu meio escolar. FAZENDO O QUE MAIS GOSTO A disposição do desenho na folha, (superior, inferior, direita, esquerda, etc.) o tamanho do desenho, a posição e o tamanho dos personagens, são os conteúdos mais significativos para observar a dinâmica de produção em função da qual representa a cena final.