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Cardiopatias congênitas de hipofluxo pulmonar Docente: Profa. Dra. Luciana Novais Discentes: Guilherme Teixeira Lorraine Cristina Silva Pedro Augusto Salim Priscila Gomes 1 Tipos: Tetralogia de Fallot Transposição de grandes artérias Estenose Pulmonar Crítica 2 Tetralogia de Fallot 1673: Nicholas Steno 1888: Etienne Louis Arthur Fallot Mais comum em crianças 10% de todas as cardiopatias congênitas 3 Tetralogia de Fallot Caracteriza-se pela tétrade: defeito do septo interventricular, dextroposição da aorta (cavalgante), obstrução do efluxo sanguíneo do ventrículo direito e hipertrofia ventricular direita. 4 Fisiopatologia Durante o desenvolvimento embriológico, ocorre uma anteriorização do septo infundibular, levando a um estreitamento do infundíbulo do ventrículo direito e consequente obstrução subvalvar pulmonar. Daí se forma uma comunicação interventricular de mal alinhamento, com acavalgamento da aorta sobre o septo e, como resultado desse processo, o desenvolvimento de hipertrofia ventricular direita Como a comunicação interventricular é ampla, as pressões à direita e esquerda são iguais e ambos os ventrículos esvaziam na aorta simultaneamente. O fluxo pulmonar tende a ser menor, de acordo com o desvio, variando em diferentes graus e, por este motivo, o paciente vai se apresentar mais ou menos sintomático 5 6 Consequência Diminuição da quantidade de oxigênio no sangue: Cianose, Policitemia: aumento do número de células vermelhas no sangue Hipóxia que predispõem a acidente cerebrovasculares. Sintomas Depende do grau de obstrução do trato de saída do ventrículo direito Recém nascido cianótico e hipóxico. Adultos livre de cianose e assintomático 7 Outros sintomas Pacientes com pouca obstrução pulmonar apresentam-se assintomáticos e acianóticos por longos períodos, os denominados Pink Fallot ou Fallot Rosad; Pacientes com pequena obstrução e grande CIV podem apresentar hiperfluxo pulmonar logo após o nascimento e, eventualmente, insuficiência cardíaca congestiva. À medida que o grau de estenose se acentua, desaparece a insuficiência cardíaca e surge a cianose. 8 Outros sintomas Baixo desenvolvimento pondo-estatural; Policitemia compensatória gerando transtornos isquêmicos; Baqueteamento digital; Perda de consciência. 9 Diagnóstico Saturação de oxigênio no sangue arterial; Raio-x de tórax (hipertrofia ventricular direita, tronco pulmonar hipoplásico, hipofluxo pulmonar); Ecocardiograma (tamanho do CVI, grau de dextroposição da aorta, grau de estenose infundibular e valvar, diâmetro do tronco e artérias proximais); Eletrocardiograma (hipertrofia em ventrículo direito: onda T ascendente em V, R amplas e maiores que S em V6, onda P elevada). 10 Cirurgia paliativa Objetivos: aumentar a perfusão pulmonar, diminuir o quadro cianótico, elevar a saturação de oxigênio, estabilizar o paciente para uma futura correção cirúrgica definitiva. Shunt de Blalock 11 Anastomose da artéria subclávia esquerda na artéria pulmonar ipsilateral 12 Correção definitiva Fechamento da CIV; Ressecção muscular e alargamento do infundíbulo ou via de saída do VC; Comissurotomia, alargamento ou ressecção da válvula e ou anel pulmonar; Alargamento do tronco da artéria pulmonar; Correção das anomalias associadas. 13 14 Transposição das grandes artérias 15 Transposição das grandes artérias (TGA) Inversão na posição e inter-relação espacial das grandes artérias e discordância na conexão ventrículo arterial. Aorta vai emergir anteriormente no ventrículo (D). Artéria pulmonar vai emergir posteriormente no ventrículo (E). TGA http://www.medicinapratica.com.br/wp-content/uploads/2011/06/Transposic%CC%A7a%CC%83o.jpg Incidência e Prevalência TGA corresponde à 5-7% de todas as cardiopatias congênitas; Cardiopatia cianótica mais frenquente no RN; Maior incidência em meninos (M:F=3:1) Transposição das grandes artérias A TGA é dividida em: simples e complexa. Simples (ou clássica): ocorre quando existe integridade do septo ventricular e ausência de obstrução na via de saída do VE; 50% dos casos; Apresenta forame oval patente e pode existir persistência do canal arterial. http://www.drdiegogaia.com.br/images/img/forame-oval-patente.jpg Transposição das grandes artérias Complexa ocorre quando existe outras lesões associadas: CIV (30-40%); Estenose pulmonar (30%); Coarctação de aorta. Fisiopatologia Sangue insaturado na circulação sistêmica e sangue oxigenado pela circulação pulmonar; Lesões associadas (CIV,CIA,PCA) permitem a mistura de sg. das duas circulações. Quadro Clínico TGA simples: Cianose notável (primeiras horas de vida); Saturação de Oxigênio sg. entre 30-50%; PO2 arterial entre 20-30mmhg; A hipóxia e acidose serveras > disfunção ventricular e IC na primeira semana de vida; Sopro cardíaco discreto, melhor audível no foco pulmonar ou tricúspide; Hipertrofia de VD. Quadro Clínico TGA complexa: CIV garante uma boa “mistura” de sg. entre as duas circulações; Discreta cianose no RN; Devido a queda da RVPu e o aumento do fluxo pulmonar instala-se a IC no fim do primeiro mês de vida. 24 Disponível em: mamicoracao.blogs.sapo.pt Diagnóstico 25 Uma vez feito o diagnóstico, permite melhor sobrevida das crianças com esta patologia, até então limitada aos primeiros meses de vida. Diagnóstico No período fetal, a presença de TGA não impede a sobrevivência, pois normalmente existem comunicações entre as duas circulações permitindo miscigenação sanguínea satisfatória; 26 Disponível em: slideplayer.com.br Entretanto, esta situação torna-se crítica ao nascimento, quando as comunicações habituais da vida fetal tendem ao fechamento. Diagnóstico 27 Ecocardiograma Demonstra os defeitos e geralmente é suficiente para fornecer as bases anatômicas para o tratamento cirúrgico. Demonstra a conexão AV concordante e VA discordante, define a relação espacial das grandes artérias, a morfologia do VE, a origem das coronárias e as lesões associadas. Demonstra e existência e o tamanho das comunicações - CIA, CIV, PCA. Diagnóstico 28 Cateterismo: É indicado como método diagnóstico apenas nos casos em que o exame ecocardiográfico não conseguiu definir toda a anatomia. É indicado nos primeiros dias de vida quando a hipoxemia é importante. Este procedimento melhora a “mistura” de sangue das duas circulações. Melhora a hipóxia e permite que o RN vá para cirurgia em melhores condições. Tratamento clínico 29 O estado hipoxêmico grave do RN deve ser tratado. Tratar os distúrbios metabólicos e eletrolíticos associados. Tratar a IC. O uso de oxigênio é controverso: É necessário uma boa comunicação entre os átrios , caso contrário haverá piora da congestão pulmonar. 30 Tratamento cirúrgico A cirurgia de Jatene Promove a correção anatômica deste defeito, restabelecendo a conexão do VE/Ao e VD/Pu. É o método de escolha para RNs com TGA clássica ou com CIV. Deve ser realizada precocemente, nas primeiras 2-3 semanas de vida. Tratamento cirúrgico 31 A correção a nível atrial é realizada por várias técnicas ( Senning, Mustard, confluência de cavas) e promove o desvio do retorno venoso pulmonar para a valva tricúspide e do retorno venoso sistêmico para a valva mitral. Indicada nos casos de TGA clássica que não podem ser submetidas a cirurgia de Jatene, em crianças maiores de 1 mês, geralmente ao redor dos 6meses. O momento ideal da cirurgia depende da severidade da hipóxia. Estenose Pulmonar Crítica 32 Estenose Pulmonar Crítica Fusão comissural Displasia valvar Hipoplasia do anel Estenose infundibular Displasia da VT “Shunt” pelo FOP 33 Clínica Cianose ao nascimento ICC direita Sopro suave ou ausente Impulsão sistólica de VD Sopro holossistólico FT 34 Exames complementares ECG: Onda T + em V1, Onda R ampla – QR RaioX: Diminuição da trama – Cardiomegalia ECO: Disfunção VT e VD – Anatomia da valva – Grau de estenose. 35 Tratamento Abertura do CA com PGE1 Estabilização clínica do paciente Valvoplastia por catéter-balão Valvoplastia cirúrgica 36 Evolução Grau de estenose Disfunção de VD Hipoplasia pulmonar 37 Referências LACERDA, Arnnon Araujo et al. Tetralogia de Fallot: aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos. Revista Multiprofissional em Saúde do Hospital São Marcos, v.1, n.1, 2013. CAMPOS, Marta Sofia Gomes. Tetralogia de Fallot: uma cardiopatia com fisiopatologia e evolução variáveis. Faculdade de Medicina Universidade de Porto, 2014. Cardiopatias Congênitas Cianogênicas com Hipofluxo Pulmonar Isabela Giuliano, MSc Hospital Infantil Joana de Gusmão Florianópolis – SC 38 Referências CARVALHO, JS. Transposição das grandes artérias. Avaliação ecocardiográfica". Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Disponível em: <http://www.arquivosonline.com.br/pesquisartigos/pdfs/1984/v43n5/43050011.pdf>. Acesso em: 19 de Junho 2016. FARAH,M. C.K.; VILLELA, G.C. Cardiopatias congenitas. Disponível em: <http://educacao.cardiol.br/manualc/PDF/V_CARDIOPATIA_CONGENITA.pdf>. Acesso em: 19 de Junho. 39