Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

JACQUELINE MOTA DA SILVA 
UILSON GESLEN SENA DA SILVA 
 
 
 
 
BENEFÍCIOS DE UM PROGRAMA DE FORTALECIMENTO DE 
QUADRÍCEPS EM PACIENTES ACOMETIDOS POR OSTEOARTRITE: 
UMA REVISÃO DE LITERATURA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FEIRA DE SANTANA, BAHIA 
2012 
FACULDADE NOBRE DE FEIRA DE SANTANA 
CURSO DE BACHARELADO EM FISIOTERAPIA 
 
 
FACULDADE NOBRE DE FEIRA DE SANTANA 
CURSO DE BACHARELADO EM FISIOTERAPIA 
 
 
 
 
JACQUELINE MOTA DA SILVA 
UILSON GESLEN SENA DA SILVA 
 
 
 
 
BENEFÍCIOS DE UM PROGRAMA DE FORTALECIMENTO DE 
QUADRÍCEPS EM PACIENTES ACOMETIDOS POR OSTEOARTRITE: 
UMA REVISÃO DE LITERATURA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIENTADORA: ERIKA SAMILE DE CARVALHO COSTA 
 
 
 
 
FEIRA DE SANTANA, BAHIA 
2012 
Monografia apresentada à Faculdade 
Nobre de Feira de Santana – BA, como 
requisito parcial obrigatório da Disciplina 
de TCC II, ministrada pela Profª Drª 
Jamilly Musse para obtenção de titulo de 
Bacharel em Fisioterapia. 
 
 
FOLHA DE APROVAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
JACQUELINE MOTA DA SILVA 
UILSON GESLEN SENA DA SILVA 
 
 
 
 
 
BENEFÍCIOS DE UM PROGRAMA DE FORTALECIMENTO DE 
QUADRÍCEPS EM PACIENTES ACOMETIDOS POR OSTEOARTRITE: 
UMA REVISÃO DE LITERATURA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aprovado em __/__/____ 
 
______________________________________________ 
Profª. Drª Jamilly Musse 
 
______________________________________________ 
Profª. Esp. Erika Samile de Carvalho Costa 
 
________________________________________________ 
Convidado 
Monografia apresentada como requisito 
parcial para obtenção de título de 
Bacharel em Fisioterapia, Faculdade 
Nobre – FAN, pela seguinte banca 
examinadora: 
 
 
 
DEDICATÓRIA 
 
Trabalho dedicado a toda comunidade acadêmica, aos colegas de 
profissão e aqueles que fizeram parte dessa produção científica de forma direta 
ou indiretamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTO 
 
Diante de tantas barreiras vencidas, agradeço a Deus por ter me 
proporcionado o dom da vida. Aos meus pais por todo o apoio, carinho e 
compreensão. A todos os familiares e amigos que estiveram ao meu lado 
durante essa caminha. 
Aos mestres por colaborarem para essa grande conquista. Em especial 
à Érika Samille, nossa orientadora e amiga. 
 Aos meus colegas de graduação, o meu muito obrigado pela 
convivência durante esses anos. Ao meu grupo de estágio pelos momentos de 
companheirismo e aprendizado prático. E por fim, a minha dupla e amigo 
Uilson Sena pela ajuda e atenção durante o fim dessa jornada. 
 
Jacqueline Mota da Silva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTO 
 
Acima de todas as prioridades quero agradecer ao Sr. Jesus que sempre 
em nossas vidas nos iluminou, protegeu e nos guiou no caminho certo. 
A minha professora, mestre e orientadora que teve papel fundamental 
em toda minha trajetória acadêmica Profª Erika Smile, a qual tenho imensas 
admirações e me classifico com um eterno discípulo de seus ensinamentos e 
doutrinas para com a fisioterapia e o pensamento humanitário que sempre 
coloca as emoções e o coração na frente de tudo. 
Agradeço encarecidamente aos pilares da minha vida, a Sr.ª Maria 
Sônia e Sr. José Wilson meus adorados pais, que em todos os momentos da 
minha vida estiveram ao meu lado tendo participação indispensável e me 
ajudaram na minha formação não só acadêmica, mas também na formação 
ética, profissional e humana. 
A minha irmã Paula Mirela e minha sobrinha Aila Beatriz que a cada dia 
faz dos momentos de minha vida cada vez melhores e perfeitos. Ao meu 
grande amigo e cunhado Ronaldo José que sempre com suas sabias palavras 
me ajudou e orientou nas decisões de minha vida. 
A todos os meus familiares, aos integrantes da família Sena o 
agradecimento é infinito, pois me orgulho a cada dia pela união e fidelidade que 
intensifica cada vez mais os laços de segregação de cada um dos membros 
dessa majestosa família Sena. 
Minha tia Sonia Mattos muito obrigado, sem os seus ensinamentos e 
palavras de motivação também seria impossível prosseguir nessa jornada. 
Os meus amigos e companheiros que tive a oportunidade de fazer 
durante a graduação, agradeço pela amizade pelos momentos de 
companheirismo, pelas conquistas que pude ter ao lado de cada um de vocês, 
pelos momentos de descontração e principalmente pelo aprendizado que tive, 
junto ao meu primeiro grupo de estagio; Luciano Domingues, João Emilio e 
Cleandro Reis e Uilson Sena. 
A todos os preceptores de estagio pela boa vontade de nos ensinar e ter 
participação importante na nossa formação como fisioterapeuta. 
 
Uilson Geslen Sena da Silva. 
 
 
RESUMO 
 
Introdução: Osteoartrite (OA) é uma doença articular degenerativa crônica, 
multifatorial que leva à incapacidade funcional progressiva, as limitações 
provocam o comprometimento funcional que repercute na qualidade de vida 
dos portadores de OA. As manifestações inflamatórias decorrentes da OA de 
joelho provocam inibição muscular, levando à hipotrofia muscular e à 
consequente diminuição do trabalho e da potência da musculatura. Objetivo: 
Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre os 
benefícios do fortalecimento do grupo muscular denominado quadríceps em 
pacientes com OA de joelho, através das respostas fisiológicas dos recursos 
fisioterapêuticos empregados e descritos na literatura atual. Método: Foi 
realizado levantamento bibliográfico de forma criteriosa em livros, revistas 
virtuais, bancos de dados de sites da internet e artigos atuais entre os anos de 
2004 a 2012. Resultado: O levantamento bibliográfico demonstrou a 
necessidade e os resultados benéficos da aplicabilidade das técnicas de 
fortalecimento muscular no tratamento da OA de joelho. Conclusão: É de 
grande importância incluir no plano fisioterapêutico as técnicas de 
fortalecimento muscular, principalmente o quadríceps que atua não só na 
estabilização da articulação, mas também tem grande importância para manter 
a funcionalidade dos pacientes. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Fortalecimento Muscular, Fisioterapia, Joelho, 
Quadríceps. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
Introduction: Osteoarthritis (OA) is a degenerative joint disease chronic, 
multifactorial leading to progressive disability, limitations cause functional 
impairment that affects the quality of life of patients with OA. The inflammatory 
manifestations resulting from OA of the knee cause muscle inhibition, leading to 
muscle atrophy and the consequent reduction of labor and muscle power. 
Objective: This study aimed to review literature on the benefits of strengthening 
the quadriceps muscle group named in patients with knee OA, through the 
physiological responses of physiotherapy resources and employees described 
in the current literature. Methods: We performed a bibliographic judiciously in 
books, magazines, virtual databases of web sites and current articles between 
the years 2004 to 2012. Results: The literature review demonstrated the need 
and applicability of the beneficial results of muscle strengthening techniques for 
treating knee osteoarthritis. Conclusion: It is of great importance in the plan 
include physical therapy for muscle strengthening techniques, especially the 
quadriceps that acts not only in stabilizingthe joint, but also has great 
importance for maintaining the functionality of the patients. 
 
KEYWORDS: Muscle Strengthening, Physiotherapy, Knee, Quadriceps. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
RESUMO ____________________________________________________________ 7 
1 – INTRODUÇÃO __________________________________________________ 11 
2 – REVISÃO DE LITERATURA ______________________________________ 15 
2.1 – ESTRUTURA ANATÔMICA DA ARTICULAÇÃO DO JOELHO ______ 15 
2.1.1 – Articulação do Joelho _____________________________________________ 15 
2.1.2 – Estruturas Ósseas do Joelho ______________________________________ 16 
2.1.3 – Estrutura Ligamentar do Joelho ___________________________________ 17 
2.1.4 – Meniscos ________________________________________________________ 18 
2.1.5 – Cápsula Articular _________________________________________________ 19 
2.1.6 – Estrutura Muscular do Joelho _____________________________________ 19 
2.2 – BIOMECÂNICA, MOVIMENTOS FISIOLÓGICOS E CINESIOLOGIA DO 
JOELHO. _______________________________________________________________ 21 
2.3 – OSTEOARTROSE DE JOELHO: CONCEITO, DEFINIÇÃO E 
CLASSIFICAÇÃO. __________________________________________________ 22 
2.4 – ETIOLOGIA ___________________________________________________ 24 
2.5 – FISIOPATOLOGIA _____________________________________________ 26 
2.6 – QUADRO CLÍNICO _____________________________________________ 27 
2.6.1 – Dor ______________________________________________________________ 27 
2.6.2 – Rigidez Articular __________________________________________________ 28 
2.6.3 – Fraqueza Muscular _______________________________________________ 28 
2.6.4 – Derrame Articular _________________________________________________ 29 
2.7 – DIAGNÓSTICO E EXAME RADIOLÓGICO ________________________ 30 
2.8 – TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO ____________________________ 31 
2.8.1–Exercícios Terapêuticos e Cinesioterapia ____________________________ 31 
2.8.2 – Fortalecimento do Quadríceps _____________________________________ 32 
2.8.3 – Hidroterapia ______________________________________________________ 33 
2.8.4 – Eletroterapia _____________________________________________________ 34 
3 – METODOLOGIA _________________________________________________ 35 
3.1 – Tipo de Estudo _____________________________________________________ 35 
3.2 – Procedimentos de Coleta ___________________________________________ 35 
3.3 Analise de Dados ____________________________________________________ 36 
 
 
4 – DISCURSÃO E RESULTADOS ____________________________________ 37 
5 - CONCLUSÃO ____________________________________________________ 44 
REFERÊNCIAS _____________________________________________________ 46 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 – INTRODUÇÃO 
De acordo com Jardim & Nascimento (2010) a osteoartrite (OA) é uma 
doença articular degenerativa crônica, multifatorial que leva à incapacidade 
funcional progressiva, sendo uma das causas mais frequentes de dor no 
sistema músculo-esquelético e de incapacidade para o trabalho no Brasil e no 
mundo. Ela é também, a doença reumática mais prevalente entre indivíduos 
com mais de 65 anos de idade. As limitações vão além das dificuldades 
funcionais e do elevado nível álgico. Também é descrito que a OA é um dos 
fatores que mais leva os trabalhadores à aposentadoria precoce e estimula o 
afastamento do trabalhador das atividades profissionais pela limitação que a 
patologia proporciona na execução das funções profissionais. 
Segundo Marques, Medina e Tenório (2008), a fraqueza do músculo 
quadríceps é um fator ofensivo na OA, contribuindo para o desenvolvimento e 
agravamento do dano articular. 
Para Lopes (2006), a OA é a doença mais frequente do sistema 
músculo- esquelético e sua prevalência é crescente em virtude do aumento da 
expectativa de vida da população. É uma das causas mais comuns de 
absenteísmo no trabalho. O fator determinante do processo artrósico é o 
desequilíbrio degradação-reparação. Neste sentido, a OA pode ser entendida 
como uma insuficiência cartilaginosa, decorrente de fatores mecânicos. Existe 
uma preocupação crescente, tendo em vista alcançar a estabilização e até 
mesmo a reversão do dano cartilaginoso.. 
 
Fatores como excesso de peso, trauma articular, deformidades do 
desenvolvimento, fraqueza do músculo quadríceps femoral e rotação 
anormal da tíbia são identificados como fatores de risco para o 
desenvolvimento de AO. (KISNER, 2009, p. 724). 
 
Para Cuccione (2002), as pessoas muito idosas, já fragilizadas com o 
tempo, sofrem o enfraquecimento das fibras musculares gerando perda de 
massa muscular em virtude do desuso difuso, da má nutrição e dos efeitos do 
envelhecimento. 
 
 
Segundo o site do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 
(2008) o processo de envelhecimento da população se caracteriza quando a 
existência da população idosa se torna considerável em relação à população 
de jovens. Através de estudos estatísticos, pode-se comprovar o aumento 
expressivo da expectativa de vida na população mundial. Dessa forma, levando 
em conta que estas transformações estão se instalando no Brasil desde a 
década de 80, podemos considerar que atualmente já é significante a 
população idosa no Brasil. (IBGE 2008). 
Embora tenha sido por muito tempo considerada uma doença benigna, a 
osteoartrite (OA) é caracterizada por alterações degenerativas importantes, 
principalmente nas articulações que suportam peso, podendo causar séria 
incapacidade, mesmo para atividades do dia a dia, tornando-a uma doença 
crônica extremamente dispendiosa para a sociedade, tanto do ponto de vista 
humano como do financeiro. A OA responde por 40 a 60% das doenças 
degenerativas do sistema músculo-esquelético, sendo considerada a patologia 
articular mais comum, que acomete cerca de 15% da população geral e pode 
ocorrer em qualquer idade. Entretanto, a prevalência aumenta dramaticamente 
com o envelhecimento, com 60% dos casos aparecendo após os 60 anos. A 
maioria dos adultos com idade acima de 55 anos apresenta evidência 
radiográfica de OA, mesmo que assintomática. 
De acordo com Kisner (2009), a estabilidade dinâmica envolve o controle 
motor do sistema neuromuscular para coordenar a atividade muscular em torno 
da articulação. As respostas complexas antecipatórias e de feedback, medidas 
pelo sistema nervoso central, modulam a tensão muscular e são importantes 
para dar estabilidade dinâmica ao joelho sob as diferentes cargas e tensões 
impostas às estruturas articulares. O fortalecimento muscular irá proporcionar a 
diminuição da intensidade dos atritos intra-articulares durante os movimentos 
da articulação, aumento da estabilidade articular e melhoria da propriocepção e 
equilíbrio, devido à aquisição de coordenação muscular. O método de treino de 
fortalecimento, o tipo e a quantidade de carga utilizada nesses pacientes é de 
ampla importância, pois dependendo do nível de acometimento articular, não 
será possível o uso de cargas elevadas e nem de movimentos que ultrapassem 
o limite de dor e de desconforto do paciente. 
 
 
 
A hipertrofia muscular e a força aumentada, juntamente com as 
alterações da composição corporal e hormonais, além de adaptações 
do sistema nervoso associadas ao treinamento de força, tem um 
impacto substancial nas atividades de vida diária e na independência 
funcional do idoso. Em idosos debilitados, um programa de 
treinamento progressivo contra a resistência de alta intensidade, com 
duração de 8 semanas, aumentou a força em 174%, em media 
(GICCIONE 2002 p.47). 
 
Segundo Raldet al (2005), para o ganho de força muscular, os 
exercícios isométricos, realizados em diferentes angulações, desde que não 
ultrapassem 60% a 70% da contração máxima, são muito eficientes em 
pacientes com OA. 
Para Lehmann; Kottke; Well, (1984) o reforço do quadríceps é a 
instrução sobre a mecânica corporal a fim de evitar esforços desnecessários 
com o joelho, que pode ocorrer ao levantar-se de cadeiras ou vasos sanitários. 
O reforço isométrico do quadríceps deve ser iniciado em um regime, 
consistindo em 6 segundos de reforço do músculo duas vezes ao dia. 
Atualmente, com o crescimento da população idosa no país, fica cada 
vez mais comum o aparecimento de doenças degenerativas. Através de 
consultas a pesquisas realizadas sobre a osteoartrite (OA) de joelho, nota-se a 
alta incidência desta patologia em indivíduos acima de 35 anos e o quanto ela 
interfere na vida diária desses pacientes portadores da OA. 
De acordo com a comprovação dos elevados índices de OA, é visível a 
necessidade da publicação de estudos comprovando a eficácia de tratamentos 
não paliativos da OA. Nesse sentido, entendendo a função do músculo 
quadríceps como o principal extensor do joelho que atua na flexão da coxa, 
constata-se a sua imensa importância na funcionalidade física e independência 
funcional do ser humano. 
Desta forma, observa-se a importância do fortalecimento desta 
musculatura no portador de OA de joelho, proporcionando com isso, a 
diminuição da intensidade dos atritos intra-articulares durante os movimentos 
da articulação, aumento da estabilidade articular e melhoria da propriocepção e 
equilíbrio por conta da aquisição de coordenação muscular. Perante tal 
realidade, julgamos que foi de suma importância realizar este estudo, de 
 
 
revisão bibliográfica, sobre os benefícios do fortalecimento do quadríceps em 
pacientes acometidos por processos de degeneração articular do joelho, 
osteoartrite de joelho, com objetivo de amenizar seus sintomas. 
Nesse sentido, houve a necessidade de realizar a pesquisa, visando 
responder quais os benefícios de um programa de fortalecimento de 
quadríceps em pacientes acometidos por OA de joelho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 – REVISÃO DE LITERATURA 
 
De acordo com Oliveira e Mesquita (2003), a OA é uma doença 
reumatologia que sucede na degeneração contínua da cartilagem articular, 
acompanhada das respostas intrínsecas de reparação cartilaginosa, 
remodelação e esclerose do osso subcondral, e, geralmente, formação de 
cistos ósseos subcondrais e osteófitos, que deformam a estrutura morfológica 
da articulação, apresentando alteração estética e funcional da estrutura 
atingida pela patologia. 
A OA é classificada em primaria e secundária; na 
primária quase sempre hereditária e principalmente 
associada a nódulos de Heberden
1
. A OA secundária é 
a artrite traumática, inflamatória ou metabólica 
(GOLDING 2001, p: 202). 
 
Segundo Pastor et al. (2001), a OA é uma das patologias músculo-
esquelética mais frequentes no mundo, na qual uma a cada três pessoas acima 
de 35 anos é afetada, causando progressiva perda importante da capacidade 
funcional e da qualidade de vida. Ela representa cerca de 30% a 40% das 
consultas em ambulatórios especializados e é responsável no Brasil por uma 
grande porcentagem de afastamento do trabalho, alcançando, portanto, cerca 
de 7,5%. 
Em conformidade com Altman (1999), pode-se considerar a OA como 
primária ou secundária, e pode originar-se tanto na cartilagem como no osso 
subcondral ou mesmo no tecido sinovial. A última consequência da OA são as 
lesões anatômicas características, representadas por degeneração 
cartilaginosa, deterioração do osso subcondral e remodelagem óssea, podendo 
haver inflamação do tecido sinovial, geralmente nas fases mais evoluídas do 
processo patológico da OA. 
2.1 – ESTRUTURA ANATÔMICA DA ARTICULAÇÃO DO JOELHO 
2.1.1 – Articulação do Joelho 
 
 
1 Neoformação óssea que propicia o aparecimento de irregulares nas articulações com OA, especificamente nas 
articulações das mãos. 
 
 
 Moore e Dalley (2006), afirmam que o joelho é primariamente uma 
articulação sinovial do tipo gínglimo que consente os movimentos de flexão e 
extensão. Entretanto, os movimentos articulares são combinados com 
deslizamento e rolamento e com rotação sobre o eixo vertical. As faces 
articulares da articulação do joelho são caracterizadas pela sua ampla 
superfície de contato e suas formas complicadas e incongruentes. A articulação 
do joelho é composta por três articulações, lateral e medial entre os côndilos do 
fêmur e tíbia e a articulação intermediária entre patela e o fêmur. Esta patela é 
chamada de patelofemoral. 
 
2.1.2 – Estruturas Ósseas do Joelho 
 
Para Dangelo e Fattini (2007), o maior osso do esqueleto é classificando 
como um osso longo, apresentando, portanto duas epífises, proximal e distal, e 
um corpo ou diáfise. O fêmur articula-se pela sua extremidade proximal com o 
osso do quadril e pela extremidade distal com a tíbia. 
Tortora, (1997), descreve que o fêmur ou osso femoral é o mais longo e 
mais pesado osso do corpo. Sua extremidade proximal articula-se com o osso 
do quadril. Sua extremidade distal articula-se com a tíbia. O corpo do fêmur 
curva-se medialmente de modo que as articulações do joelho são trazidas mais 
próximas à linha de gravidade do corpo. A cabeça do fêmur articula-se com o 
acetábulo do osso do quadril. O colo do fêmur é uma região de constrição 
abaixo da cabeça do fêmur. O trocanter maior é uma projeção palpada e visual 
na frente da depressão ao lado do quadril. 
 
Sob o ponto de vista de Spencer (1991), a fíbula é descrita como um 
osso afilado que fica localizado lateralmente a tíbia. Sua extremidade proximal 
é caracterizada por uma protuberância óssea que se denomina a cabeça da 
fíbula e se articula com o côndilo lateral da tíbia. A extremidade distal da tíbia 
forma o maléolo lateral, que se articula com o talus e juntamente com o 
maléolo medial, forma a articulação talocrural2 “tornozelo”. A tíbia e a fíbula 
estão unidas fortemente por uma membrana interóssea. 
 
2 Articulação entre extremidade distal da tíbia e fíbula e o dorso do tálus. Formando o tornozelo. 
 
 
Segundo Tortora (1997), a tíbia é o maior osso medial da perna. Ela 
sustenta o peso do corpo. A tíbia articula-se em sua extremidade proximal com 
o fêmur e a fíbula e, em sua extremidade distal, com a fíbula e o osso 
tálustarsal3. 
A patela é classificada como um osso sesamóide, por estar inclusa no 
tendão de inserção do osso quadríceps da coxa. O osso tem forma triangular, 
apresentando uma base superior e um ápice, dirigindo inferiormente. A face 
articular é posterior e apresenta duas áreas separadas por uma ligeira 
elevação (DANGELO e FATTINI 2007). 
 
2.1.3 – Estrutura Ligamentar do Joelho 
 
De acordo com Moore & Dalley (2001), os ligamentos são responsáveis 
pela estabilidade da articulação durante os movimentos. No joelho, os 
ligamentos podem ser intra-articulares ou extra-articulares. Os ligamentos 
externos formam uma cápsula fibrosa e resistente denominada cápsula 
articular. Os ligamentos intra-articulares, dentro da articulação do joelho, 
consistem nos ligamentos cruzados e meniscos. O tendão do músculo poplíteo 
também é intra-articular durante parte do seu trajeto. 
O ligamento cruzado anterior (LCA) origina-se de uma área elíptica4. As 
fibras se entrelaçam de tal maneira que vem a formaruma área de inserção 
triangular na área intercondilar anterior (STROBEL e STEDTFELD, 2000). 
Durante o movimento de extensão completa de joelho, o LCA se mantém 
tensionado e quando o joelho volta para a posição de flexão, ocorre o 
afrouxamento das fibras do ligamento. 
Ellenbecker (2002) acredita que o ligamento cruzado posterior (LCP) 
tem como função principal impedir a translação posterior da tíbia, em relação 
ao fêmur. Além disso, o LCP também tem as funções de impedir a 
hiperextensão no joelho, manter a estabilidade rotatória e operar como eixo 
central da rotação do joelho. 
 
 
3 União entre o tálus e os ossos do tarso. 
 
4 Figura geométrica em forma de curva. 
 
 
 
Há dois conjuntos de ligamentos envolvidos na articulação do joelho. 
São os ligamentos cruzados anterior e posterior e os ligamentos 
colaterais tibial e fibular. O LCA limita e extensão e rotação, o LCP 
impede o deslocamento do fêmur para frente. A elasticidade ou não 
ldos ligamentos cruzados são particularmente importantes na 
estabilização da articulação do joelho durante a rotação. Embora os 
principais movimentos sejam flexão e extensão, alguma rotação é 
essencial durante a marcha. Os ligamentos colaterais impede o 
deslocamento lateral do joelho. JACOB; FRANCONE; LOSSOW 
(1990) p: 132, 136. 
 
Moore e Agur (2004) descrevem que o ligamento poplíteo obliquo é uma 
expansão do tendão do músculo semi-membranáceo, que reforça a cápsula 
fibrosa posteriormente. Emerge posteriormente ao côndilo medial da tíbia e faz 
trajeto supero-lateral para fixar-se à parte central da região posterior da cápsula 
fibrosa. O ligamento poplíteo arqueado reforça a cápsula fibrosa 
posteriormente. Emerge da face posterior da cabeça, passa supero-
medialmente sobre o tendão do músculo poplíteo e se alastra sobre a face 
posterior da articulação do joelho. Os ligamentos cruzados unem ao fêmur e à 
tíbia, internamente a cápsula articular da articulação, porem são extra sinoviais, 
os ligamentos cruzados se entrecruzam em sentido obliquo formando um X. 
 
2.1.4 – Meniscos 
Segundo Tortora (1997), os meniscos são discos de fibrocartilagem 
entre os côndilos tibiais e femorais. Eles auxiliam a compensar as formas 
irregulares dos ossos em articulação. Existem dois tipos de meniscos 
articulares: menisco medial, uma peça semicircular de fibrocartilagem em forma 
de C na região lateral do joelho; e menisco lateral, uma peça quase circular de 
fibrocartilagem aproximadamente na forma de um O completo, na região 
medial do joelho. 
 
Os meniscos da articulação do joelho são placas semilunares de 
fibrocartilagem na face articular da tíbia, que aprofunda a face 
articulante e atua como amortecedores de choque. Cuneiformes em 
secção transversal, os meniscos estão firmemente presos nas suas 
 
 
extremidades à área intercôndilar da tíbia. O menisco medial é mais 
largo posterior do que anteriormente. Sua extremidade anterior fixa-
se à área intercondilar anterior da tíbia, na frente da fixação do LCA. 
A sua extremidade posterior fixa-se a à área intercondilar posterior na 
frente da fixação do LCP.. (MOORE e AGUR 2004, pg: 237). 
 
Lehmkuhl, Smith e Weiss (1997) descrevem que os meniscos medial e 
lateral são fibrocartilagens que servem para aumentar a congruência das 
articulações tíbio-femorais e para distribuir a pressão. Os meniscos são 
movidos e controlados sobre a tíbia por forças passivas e ativas. Passivamente 
eles são empurrados anteriormente pelo fêmur à medida que o joelho se 
estende e o contato dos côndilos femorais é mais anterior sobre os côndilos 
tibiais. Em contraposição os meniscos movem-se posteriormente com a flexão 
do joelho. 
 
2.1.5 – Cápsula Articular 
 
Conforme Kapandji (2000) descreveu, a cápsula articular é uma bainha 
fibrosa que contorna a extremidade inferior do fêmur e a extremidade superior 
da tíbia, mantendo-as em contato entre si e formando as paredes não ósseas 
da cavidade articular. A forma geral da cápsula do joelho pode ser entendida 
facilmente, se for comparada com um cilindro ao qual se deprime a face 
posterior, segundo uma geratriz. Na face anterior deste cilindro, abre-se uma 
janela, na qual vai inserir-se a patela. As margens do cilindro se inserem no 
fêmur, na parte de cima, e na tíbia, na parte de baixo. 
A cápsula fibrosa circunda a articulação e esta fixada as margens das 
faces articulares da fíbula e tíbia. É reforçada pelos ligamentos 
anteriores e posteriores da cabeça da fíbula. A membrana sinovial 
reveste a capsula fibrosa. A capsula articular é reforçada por cinco 
ligamentos intrínsecos: da patela, colateral fibular, contralateral tibial, 
poplíteo obliquo e poplíteo arqueado. (MOORE e AGUR; 2004, pg: 
235, 237). 
2.1.6 – Estrutura Muscular do Joelho 
 
 
 
Segundo Whiting e Zernicke (2001), os músculos vasto lateral, vasto 
medial, reto femoral e vasto intermédio formam o grupo muscular denominado 
quadríceps. O quadríceps compreende a maior parte da superfície anterior e 
lateral do fêmur. 
De acordo com Fattini (1998), os músculos anteriores primários são os 
componentes do quadríceps femoral que atuam como os principais extensores 
do joelho: vasto lateral, vasto medial, vasto intermédio, vasto medial oblíquo, 
geno-articular e reto femoral, sendo que este biarticular, atua também como 
flexor do quadril. O tendão de inserção destas porções do quadríceps é único e 
é continuado pelo ligamento patelar que se estende do ápice da patela à 
tuberosidade da tíbia. Dinamicamente, o comprimento do reto femoral e do 
tendão patelar é de primordial importância para permitir o deslizamento patelar 
livre durante a flexão e a extensão. 
Para Moore e Dalley (2001), a musculatura da coxa é dividida em três 
compartimentos, que se caracterizam de acordo com a localização anatômica. 
Os compartimentos são: anterior, medial e lateral. Localizados na região 
anterior à coxa, encontram-se os flexores de quadril e extensores do joelho. O 
músculo quadríceps forma a parte principal dos músculos anteriores à coxa e, 
coletivamente constitui o maior e um dos mais poderosos músculos do corpo. 
Ele cobre quase toda face anterior e os lados do fêmur. Este músculo é o 
grande extensor da perna, no qual todas as suas quatro partes combinam para 
formar uma fixação tendínea na tíbia. 
 Kapandji (2001) afirma que o quadríceps crural é o músculo que faz o 
movimento de extensão do joelho e caracteriza-se pela sua força e potência. 
Sendo que, o músculo quadríceps chega a ser até três vezes mais forte que os 
músculos flexores. No entanto, quando o joelho está em uma posição de 
hiperextensão, a ação do quadríceps não é necessária para manter a posição 
em pé. Porém,quando se inicia uma mínima flexão, é necessário a intervenção 
enérgica do quadríceps para evitar a queda por flexão do joelho. O quadríceps 
é constituído como o seu nome indica, por quatro corpos musculares, que se 
inserem por um aparelho extensor na tuberosidade tibial anterior: 
 Três músculos mono articulares: crural, o vasto externo e o vasto 
interno; 
 Um músculo biarticular: o reto anterior. 
 
 
Para Magee (2002) os músculos que cruzam a articulação do joelho 
consistem nos músculos monoarticulares e biarticulares que atuam como 
agonistas, antagonistas e estabilizadores. 
 
2.2 – BIOMECÂNICA, MOVIMENTOS FISIOLÓGICOS E CINESIOLOGIA DO 
JOELHO. 
 
Conforme Winkel et al. (1997), o joelho é parte da cadeia motora do 
membro inferior, possibilitando ao homem capacidadescomo locomoção e 
posições que solicitem a flexão ou extensão articular do joelho. A estabilidade 
estática do joelho é dada pela cápsula articular, ligamentos, meniscos e ossos. 
Já a estabilidade dinâmica, fica por responsabilidade dos músculos. 
Para Kapandji (2001), o movimento flexão-extensão é o principal 
movimento articular do joelho. Na extensão, define-se como o distanciamento 
da face posterior da perna da cadeia posterior da coxa. Não existe uma 
extensão absoluta, pois na posição de referência, o membro inferior está no 
seu estado de alongamento máximo. A flexão é o movimento que aproxima a 
face posterior da perna à face posterior da coxa. A flexão passiva do joelho 
atinge uma ADM (Amplitude de Movimento) de 160°. Além da flexão-extensão, 
a articulação do joelho pode realizar o movimento de rotação axial do joelho. 
Este movimento só pode ser realizado com o joelho flexionado, pois quando o 
joelho está estendido, ocorre o bloqueio da articulação proveniente da união 
tíbio-femoral. 
Os movimentos são principalmente flexão e extensão ocorre uma 
certa rotação quando o joelho é flexionado. Quando a perna esta 
totalmente estendida, o joelho trava por causa da rotação medial do 
fêmur sobre a tíbia. Isso faz do membro inferior uma coluna solida e 
mais adaptada a sustentação de peso. Para destravar o joelho o 
músculo poplíteo se contrai rodando o fêmur lateralmente, de modo 
que a flexão do joelho possa ocorrer. (MOORE e AGUR, 2004, pg: 
237). 
 
 De acordo com Lehmkuhl, Smith e Weiss (1997) a articulação do joelho 
possui dois graus de liberdade: flexão e extensão e rotação axial. A flexão é de 
 
 
120º a 150º dependendo do tamanho da massa muscular da panturrilha em 
contato com a coxa posterior. A hiperextensão é mínima e não excede 15º. A 
sensação final do movimento passivo do joelho é macia pelo contato de duas 
estruturas compostas por tecido mole, já a sensação final na extensão é firme 
pela tensão dos ligamentos e cápsulas posteriores. 
Segundo Gross (2000), os movimentos fisiológicos principais do joelho 
são a flexão e a extensão. Cada movimento é mensurado a partir da posição 
anatômica fundamental, que é o joelho estendido com os eixos longitudinais de 
ambos os fêmures e as tíbias no plano frontal, que geralmente se encontram 
em um ângulo de 170º. 
 
2.3 – OSTEOARTROSE DE JOELHO: CONCEITO, DEFINIÇÃO E 
CLASSIFICAÇÃO. 
 
Kisner e Colby (2010), definem que a OA como uma doença 
degenerativa crônica que inicialmente compromete o tecido cartilaginoso das 
articulações sinoviais, que causa a alteração na estrutura anatômica articular 
devido a remodelação e crescimento ósseo nas margens articulares. 
 
OA é uma doença articular degenerativa, crônica, multifatorial, que 
leva a incapacidade funcional progressiva, sendo uma das causas 
mais frequentes de dor no Brasil e no mundo. É uma afecção 
dolorosa das articulações que ocorre por insuficiência da cartilagem, 
ocasionada por um desequilíbrio entra a formação e a destruição dos 
seus principais elementos, associada a uma variedade de condições, 
como sobrecarga mecânica, alterações bioquímicas da cartilagem e 
da membrana sinovial e fatores genéticos. É também a doença 
reumática mais prevalente em indivíduos com mais de 65 anos de 
idade. (JARDIM e NASCIMENTO 2010 p. 421). 
 
Segundo Sullivan (2004) a OA recebe uma graduação nas radiografias 
de acordo com os critérios de Kellgren e Lawrence, por meio de uma escala 
ordinal de 5 níveis: 
1. Grau 0: Radiografia normal; 
 
 
2. Grau 1: Estreitamento duvidoso do espaço articular e possíveis 
osteófitos; 
3. Grau 2: Osteófitos definidos e estreitamento ausente ou 
questionável No espaço articular; 
4. Grau 3: Osteófitos e estreitamento do espaço articular moderados 
alguma esclerose e possível deformidade; 
5. Grau 4: Osteófitos grandes, estreitamento acentuado do espaço 
articular, esclerose grave e deformidade definida. 
 
Baici et al. (1995), descreveu que todas as articulações podem ser 
atingidas pela OA, contudo, o quadril, os joelhos, os pés e a coluna são de 
longe as mais atingidas, por serem articulações de carga e devido ao esforço a 
que estão sujeitas. Pode haver comprometimento uni ou bilateralmente e 
também mais de uma articulação pode ser atingida ao mesmo tempo. 
Para Marques, Medina e Tenório (2008), a OA de joelhos está associada 
com o quadro clínico de encurtamento muscular e consequente fraqueza do 
músculo quadríceps, além de alterações proprioceptivas, que podem contribuir 
para a patogênese ou progressão da doença pela piora do dano articular. 
Acredita-se e que estas alterações ocorram como resultado de atrofia por 
desuso, secundária à dor articular. 
De acordo com American College of Rheumatology, Seda e Seda 
(2001). descreve que, são 4 as classes da OA: Classe 1, capazes de executar 
atividades do dia-a-dia como deslocamento e auto cuidado (A.V.D) e atividades 
instrumentais como ocupacionais e recreativas (A.V.I) e esportivas. Classe 2, 
capazes de executar A.V.D e A.V.I, mas limitado para atividades esportivas. 
Classe 3, capaz somente de executar atividades básicas e de auto 
manutenção. Classe 4 limitação para executar todas as atividades de vida 
cotidianas. 
 
 
OA é uma afecção na qual a proliferação óssea nas margens 
articulares e no osso subcondral constitui consequência de 
deteriorização da cartilagem articular. As alteração iniciais na OA são 
despolimerização da sustância fundamental glicoproteica circundante 
aos condrócitos isso sendo subsequentemente associado com 
 
 
fissuramento da superfície cartilaginosa sobrejacente, desgaste da 
superfície da cartilagem, e proliferação óssea que pode levar a 
formação de cistos ósseos justarticulares com colapso final desses 
cistos e transtornos das superfícies articulares. O liquido sinovial que 
nutre a cartilagem e lubrifica as superfícies não parece estar falhando 
como lubrificante, e o mecanismo exato pelo qual a cartilagem 
deteriora nem sempre pode ser verificado. (KOTTKE STILLWELL 
LEHMANN, 1986, pg: 631) 
 
 
2.4 – ETIOLOGIA 
 
 
Segundo Radl at al. (2005), os principais fatores de risco para a OA são 
o avanço da idade e predisposição genética, o estresse mecânico e a 
inatividade ou sedentarismo. 
De acordo com Albertoni e Faloppa (2008), as alterações de 
alinhamento dos joelhos, obesidade e cirurgias pregressas, envolvendo a 
articulação do joelho, também favorecem a ocorrência de maior grau de 
severidade da OA. 
 
Vários fatores predispõem a OA, com o avanço da idade ocorre a 
perda de condroitinosulfato a partir de substâncias fundamentais que 
deixam as fibras de colágeno sem suporte; ambos os sexos são 
afetados, porém a OA primária generalizada é mais frequente em 
mulheres; os nódulos de Herberden apresentam uma tendência 
familiar marcante; traumas nas articulações:predispõe a doença 
degenerativa articular, eles podem ser trauma agudo, sobrecarga 
crônica e lesões previas (GOLDING 2001 p 202). 
 
Kottke, Stillwell, Lehmann (1986) descreve que geralmente a OA de 
joelho é uma patologia secundária a alguma outra irregularidade articular. A 
degeneração do compartimento patelofemoral (condromalácia patelar) é um 
distúrbio que afeta pessoas jovens e pode predispor ao desenvolvimento de 
 
 
distúrbios osteomioarticulares que atuem processo de formação e instalação da 
OA. 
Kisner e Colby (2004) descrevem que as causas podem ser uma lesão 
mecânica à articulação, em razão de uma grande sobrecarga, de pequenas 
sobrecargas repetidas ou de movimento insuficiente do fluido sinovial, quando 
a articulação ficou imobilizada. Ocorrea destruição rápida da cartilagem 
articular com a imobilização, porque a cartilagem não está sendo banhada 
pelo fluido sinovial em movimento e é assim privada do seu suplemento 
nutricional. 
Para Adams E Hamblen (2008), a principal causa da OA é o desgaste 
articular. Segundo o autor, se uma articulação não for colocada sob pressão 
nunca se tornará osteoartrítica, tornando assim, as articulação do membro 
inferior mais suscetíveis a acometimentos da OA. Qualquer anormalidade de 
uma articulação pode ser indiretamente responsável pelo OA, frequentemente 
muitos anos mais tarde. A idade, por si só, não é causa de OA, embora possa 
está associada à diminuição da capacidade de recuperação do tecido após 
uma lesão e esse pode ser um fator indireto. Os principais fatores 
predisponentes são: mau desenvolvimento congênito, superfícies irregulares 
das articulações, desarranjos internos como corpos livres dentro da articulação, 
moléstias anteriores, mau alinhamento de uma articulação e obesidade e 
excesso de peso. 
 Segundo Carvalho (2001), os desvios em valgo ou varo são fatores 
etiológicos importantes na OA de joelho. O paciente relata um aumento 
progressiva da deformidade ao longo dos anos e dor, que a principio, aparece 
com o esforço, mas que, gradativamente, acentua-se, chegando a incomoda-
lo, mesmo ao repouso. Ao exame, é frequente observar-se acometimento 
bilateral, quase sempre associado ao excesso de peso, principalmente em 
pacientes do sexo feminino. Nas deformidades em varo, pode-se notar uma 
rotação medial da tíbia e nos casos mais acentuados, ocorre deformidade em 
flexão do joelho. Os desvios de eixo do joelho e a obesidade contam como 
principais fatores da gênese da OA do joelho. As instabilidades ligamentares, 
principalmente aquelas que evoluem sem diagnostico e tratamento, também se 
colocam como causas importantes no paciente mais jovem, assim como as 
lesões meniscais, degenerativas ou traumáticas, nas quais um fragmento 
 
 
meniscal se interpõe entre o côndilo femoral e tibial levando a erosão da 
cartilagem. 
 
As pessoas com deformidade genu varo suportam a maior parte de 
seus esforços de sustentação do peso no compartimento medial e 
são predispostas a OA nessa região, em oposição à aquelas com 
angulação em valgum da articulação do joelho que são predispostas 
à artropatia tibiofemoral lateral. (KOTTKE, STILLWELL, LEHMANN, 
1986, p: 632) 
2.5 – FISIOPATOLOGIA 
 
Conforme Rald at al (2005), na OA, a cartilagem perde sua elasticidade, 
tornando-se inicialmente edemaciada em decorrência da desorientação da rede 
colágena e da hidrofilia5 dos proteoglicanos6. Posteriormente, torna-se rígida e 
opaca com fibrilações e erosões, além de progressiva alteração na congruência 
das superfícies articulares até a completa desnudação do osso subjacente. As 
fibras colágenas de ligamentos e cápsulas articulares não podem mais suportar 
as forças de tensão, encurtando-se e promovendo sinais de aderência sinovial. 
Em fases mais avançadas da doença, o líquido sinovial passa a ser produzido 
em menor quantidade, com mudança em sua viscosidade. 
 
A articulação estará habitualmente aumentada, e é comum a atrofia 
da musculatura do quadríceps, especialmente no vasto medial. Surge 
uma marcha antálgica, devido a dor, e uma tendência de a 
articulação falhar especialmente na posição de pé. Os ligamentos 
colaterais podem efetivamente se tornar muito longos, como 
resultado da diminuição do espaço intra-articular, tornando-se pouco 
efetivo para controlar os movimentos em varo e em valgo. Esta 
instabilidade pode causar deformidade permanente e contraturas, 
como encurtamento ou alongamento adaptativo de vários tecidos. 
(PORTE 2005 p: 206). 
 
5 Propriedade física, em que uma molécula é atraída por água, podendo-se aglutinar-se a ela. 
6 Proteína presente nas cartilagens tem como função hidratar e atrair a água para o tecido. 
 
 
2.6 – QUADRO CLÍNICO 
2.6.1 – Dor 
O quadro clinico da OA caracteriza-se por dor insidiosa. Essa dor 
inicialmente ocorre ao iniciar os movimentos e aos esforços, sendo 
que em estágios mais avançados pode ocorrer também em repouso. 
Juntamente com a dor o prejuízo funcional é progressivo, podendo 
haver incapacidade até para os cuidados pessoais. Nos joelhos os 
pacientes queixam-se de dor ai levantar de uma cadeira, por 
exemplo, ao iniciar a deambulação, subir e descer escadas. (SATO, 
2004, pg: 301). 
 
 No entanto, Amatuzzi e Greve (1999) descrevem que o quadro doloroso 
e as alterações secundárias musculares são os maiores responsáveis pela 
incapacidade funcional do paciente e cabe à medicina da reabilitação a 
manutenção e restauração através do uso de técnicas específicas de 
analgesias, exercícios, órteses e adaptações. As alterações da mecânica 
normal do movimento articular, relacionadas com as instabilidades pela perda 
da capacidade estabilizadora dos tendões e ligamentos, também podem causar 
dor. 
 
A dor geralmente ocorre devido à carga compressiva ou à atividade 
excessiva da articulação envolvida e é aliviada com repouso. Nos 
estágios avançados da doença, a dor costuma achar-se presente no 
repouso. A dor deve-se provavelmente ao envolvimento secundário 
do osso subcondral, da sinovia e da capsula articular. (KISNER e 
COLBY, 2004, p.303) 
 
De acordo com Jardim & Nascimento (2010), o primeiro sintoma do 
paciente é a dor, sendo está a causa da procura pelo serviço de assistência a 
saúde. Geralmente essa dor tem origem durante a atividade articular e pode vir 
acompanhada de rigidez durante a manhã por um período aproximadamente 
de 30 minutos. 
Segundo Porter (2005) no joelho a OA é mais comum no compartimento 
medial. A dor é descrita ao redor e dentro da articulação, e pode ser referida 
em sentido distal até o tornozelo. Nas fases iniciais da doença, a dor é 
usualmente intermitente e de baixa intensidade. Os indivíduos descrevem a dor 
 
 
da OA como a dor de após sustentar peso, piorando a noite após as atividades 
do dia. À medida em que a doença progride, a dor vai ficando mais constante. 
As alterações degenerativas são a principal causa de dor no joelho em 
pacientes de idade avançada. (CARVALHO, 2001, p: 228). 
 
 
2.6.2 – Rigidez Articular 
 
Golding (2001) acredita que a rigidez articular moderada é agravada 
pelo longo período de repouso, forma de rigidez elástica (oposta à rigidez 
friccional ou viscosa, o paciente queixa-se de dificuldade para começar a andar 
e depois se senta). Rigidez nos dedos ou em grandes articulações podem ser a 
causa de incapacidade. 
Para Kisner e Colby (2004) os períodos de rigidez geralmente ocorrem 
pela manhã ou após os períodos de repouso, devido ao enrijecimento das 
articulações envolvidas após períodos de inatividade. A atividade articular alivia 
a rigidez. 
 
2.6.3 – Fraqueza Muscular 
 
Radl et al (2005) acredita que a distensão dos tecidos periarticulares em 
função do edema e da dor são importantes fatores na inibição da atividade 
reflexa muscular. Essa inibição favorece o desenvolvimento de atrofia e 
fraqueza, prejudicando a estabilidade articular e a funcionalidade. 
 
Como em qualquer patologia que afete o joelho tanto na artrose 
femoropatelar como na femorotibial, observa-se uma atrofia de 
quadríceps que será mais importante quanto o mais longo seja o 
processo degenerativo (CARRIL et al, 2001, ). 
 
Segundo Robergs e Roberts (2007), a massa muscular diminui com a 
idade, resultando em menor força e resistência muscular. A força muscular 
começa a diminuir em torno dos 40 anos e essa queda se aceleraapós os 60 
 
 
anos. Para cada década após os 25 anos, 3% e 5% da massa muscular é 
perdida. A perda da força muscular nas pessoas da terceira idade pode afetar 
significativamente a qualidade e o tempo de vida. A perda da massa muscular 
tem sido atribuída às alterações do estilo de vida e a menor utilização do 
sistema neuromuscular. 
Conforme descrito por Marques, Medina e Tenório (2008), a fraqueza do 
músculo quadríceps femoral vem sendo relatada como um dos maiores 
problemas ocorridos nas diferentes áreas da reabilitação. Bastante tempo é 
gasto na recuperação funcional deste músculo, principalmente após trauma, 
cirurgias ou desordens articulares do joelho. Além disso, a fraqueza muscular 
predispõe a lesão, podendo ocorrer ciclos viciosos gerando incapacidades 
funcionais. 
Santos at al (2009), descreve que os indivíduos com OA de joelho 
apresentam redução gradual da força dos músculos dessa articulação, 
podendo ou não estar associada à atrofia da musculatura, à dor e ao edema. O 
comprometimento da função muscular pode afetar significativamente a 
qualidade de vida dos idosos, levando a dificuldades na realização das 
atividades cotidianas e, muitas vezes, tornando-os dependentes 
funcionalmente. 
 
2.6.4 – Derrame Articular 
 
Segundo Golding (2001), quase sempre ocorre nos estágios precoces e 
durante exacerbações inflamatórias agudas. O liquido é claro com elevados 
grau de viscosidade, baixo conteúdo de proteínas e de contagem celular. Em 
idosos, observa-se derrame hemorrágico por força de sangramento de 
osteófitos soltos e fibras sinoviais vasculares. A tumefação sinovial ocorre em 
episódios de OA aguda, principalmente em joelhos e cotovelos, produzindo, às 
vezes, tumefação óssea, devido aosteófitos. Os cistos sinoviais podem ser a 
causa das tumefações palpáveis. 
 
 
 
2.7 – DIAGNÓSTICO E EXAME RADIOLÓGICO 
 
De acordo com Lopes (2006), a alta degradação e a gravidade do dano 
articular nos níveis mais avançados da OA, podem ser avaliados por métodos 
radiológicos comuns, como a radiografia convencional, mais a tomografia 
computadorizada e a ressonância nuclear magnética. Apesar da 
inespecificidade dos achados radiográficos, por meio deles, pode-se identificar 
alterações correntes na OA, como perda da cartilagem articular, evidenciada 
pela redução do espaço articular, esclerose óssea subcondral e osteófitos que 
indicam remodelação óssea. Cistos e erosões ósseas podem estar presentes 
nos casos mais graves. 
 
O sinal radiológico clássico da OA são os osteofitos decorrentes da 
proliferação ósseas nas margens da articulação. A redução 
assimétrica do espaço articular associada a esclerose do osso são os 
outros sinais frequentes. Deve-se salientar que apesar da radiologia 
ter um papel importante na avaliação da OA é muito frequente a 
chamada dissociação clinico-radiológica, ou seja, pacientes com 
grande comprometimento clinico e poucas manifestações radiológicas 
e vice-versa. Assim, o diagnostico da e o planejamento da OA devem 
ser baseados quase que exclusivamente no quadro clinico do 
paciente. (SATO, 2004, pg: 302). 
 
As características radiológicas da OA são: diminuição do espaço 
articular, esclerose subcondral e formação de esporões e de labiações nas 
margens articulares pela formação de osteófitos (ADAMS e HAMBLEN, 1994, p 
130). 
Segundo Weinsten e Buckwalter (2000), na avaliação clínica, o paciente 
com OA apresenta-se a principio com rigidez e dor. Caracteristicamente, o 
paciente apresenta a rigidez no início da marcha que melhora à medida em que 
o joelho for se aquecendo. O paciente pode exibir uma marcha antálgica, ou 
dolorosa na qual a fase de apoio do ciclo da marcha estará abreviada. Um 
joelho com alinhamento defeituoso em varo pode exibir um ressalto lateral em 
decorrência da instabilidade do ligamento colateral lateral. O joelho pode estar 
inchado por causa da efusão e da sinovite. Também pode ocorrer travamento 
 
 
do joelho, quando as superfícies ósseas desnudas se atritam uma com a outra, 
causando dor intensa. No exame clínico, também pode ser palpado osteófitos. 
 
2.8 – TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO 
 
2.8.1–Exercícios Terapêuticos e Cinesioterapia 
 
Para Carril et al, (2001), a reabilitação é composta de exercícios 
isométricos e isotônicos, resistidos de quadríceps e isquiotibiais, 
aconselhando-se utilizar pouca resistência para evitar a sobrecarga articular e 
o incomodo de trabalhos em casa com grandes pesos (a medida indicada será 
de 2kg, dependendo sempre das condições físicas do paciente). Serão 
realizados exercícios ativos e ativos resistidos, os exercícios resistidos deverão 
ser realizados também com moderação já que uma resistência excessiva 
produzirá uma sobrecarga articular e será igualmente um fator de risco para o 
processo degenerativo articular. 
O tratamento não farmacológico é de grande importância para o 
paciente, e inclui desde educação, assistência social e treinamento de 
cuidados, ate prescrição de exercícios terapêuticos e de órteses. (SATO, 2004, 
pg: 302). 
Segundo Jardim e Nascimento (2010), os exercícios terapêuticos têm 
mostrado resultados cada vez mais benéficos de diversas maneiras em 
pacientes com OA. Entre seus efeitos, pode-se citar a melhora da ADM e da 
força muscular que suporta e protege a articulação, diminuindo o quadro de dor 
e a rigidez articular. Acredita-se que os exercícios feitos de forma regular 
tenham papel fundamental no tratamento desses pacientes de diversas formas, 
tais como: fortalece a musculatura periarticular, o que reduz o risco de lesões; 
previne as deformidades, mantendo a mobilidade articular; previne a 
obesidade, diminuído o risco de progressão da OA e aumenta o metabolismo 
na região da articulação. 
 
 
 
Antes da prescrição de exercícios o fisioterapeuta deve estar atento 
às atividades que o paciente já realizou ou vai realizar naquele dia. 
Pois o aumento excessivo da taxa metabólica articular pode ser um 
fator de contraindicação de atividade física. A dor pode ser um sinal 
que o processo inflamatório esta mais ativo e não seria interessante 
iniciar a terapia com atividades físicas (RALD, 2005 p: 78). 
 
 
Carvalho (2001) descreve que em se tratando de AO, a grande maioria 
dos pacientes serão idosos e, por isso, as medidas terapêuticas nas fases 
iniciais, devem ser conservadoras, objetivando-se retardar o processo. Além de 
se recomendar ao paciente a perda de peso, são prescritos anti-inflamatórios 
não hormonais e a fisioterapia é instituída para ajudar a deter o processo 
inflamatório, fortalecer a musculatura e prevenir deformidades. 
 
2.8.2 – Fortalecimento do Quadríceps 
 
A fisioterapia tem a finalidade de melhorar ou manter a força muscular 
dos grupos envolvidos na articulação afetada e melhorar ou manter a amplitude 
de movimento dessa articulação, com consequente melhora da função 
especialmente do padrão de marcha. (SATO, 2004, pg: 302). 
Em um estudo realizado por Doherty et al (2006) os pacientes com OA 
de joelho têm o aumento da oscilação postural estática nas direções laterais e 
anterior, devido à redução da propriocepção, causada pela destruição dos 
nociceptores presentes na cartilagem articular e pela fraqueza muscular, 
periarticular principalmente do quadríceps. 
 
 
 
O reforço do quadríceps e a instrução sobre mecânica corporal a fim 
de evitar esforço desnecessário com o joelho que pode ocorrer ao 
levantar-se de cadeiras de rodas, ou vasos sanitários, que sejam 
demasiados baixos constituem aspectos chaves do tratamento bem 
sucedido. Os exercícios devem executados em posição confortável oque usualmente é extensão para o paciente com OA de joelho. Não 
há base estabelecida para o uso adicional de exercícios isotônico ou 
isocinetico, embora possam ser acrescentados se desejado, porem 
somente quando a dor permitir. (KOTTKE STILLWELL LEHMANN, 
1986, p: 633). 
 
Numa pesquisa realizada por Reilly et al (2006), o sintoma que mais 
interfere nas atividades diárias dos portadores de OA é a dor. No estudo, foi 
avaliado o nível de dor e o grau de fraqueza do quadríceps. Sendo assim, 
constatado que os pacientes com níveis altos de atrofia de quadríceps 
apresentavam um quadro álgico mais elevado em relação aos outros pacientes 
que tinham uma musculatura mais preservada. 
Quando os exercícios de fortalecimento para a musculatura do joelho 
são selecionados, implementados e progredidos, em um programa de 
reabilitação as principais preocupações são a estabilidade do joelho, 
que envolve co-contração dos músculos quadríceps e posteriores da 
coxa, e uma biomecânica patelofemoral e do mecanismo extensor 
segura, permitindo a excursão patelar apropriada. O quadríceps e os 
posteriores da coxa precisam contrai-se simultaneamente, assim 
como contrai-se concêntrica e excentricamente durante as atividades 
funcionais. (KISNER, 2005, p; 549). 
 
2.8.3 – Hidroterapia 
 
Kisner, (2005) descreve, reduzindo a compressão articular, provendo 
resistência tridimensional e amortecendo a dor percebida, os exercícios de 
fortalecimento em imersão podem ser iniciados no programa de reabilitação. 
Para Cole, Morris e Routi, (2000), os exercícios aquáticos fornecem 
aplicação suave de resistência, amplitude completa de movimento e a 
oportunidade de treinar em varias velocidades. A viscosidade da água fornece 
resistência a um corpo movendo-se através da água. Os pacientes com 
doenças reumáticas podem não tolerar contato manual ou mesmo pesos nos 
punhos e tornozelos. Essa pressão pode ser dolorosa, destrutiva para a pele e 
dependendo da localização e direção da força, pode sobrecarregar as 
 
 
articulações. Nos exercícios aquáticos, as resistências podem ser aplicadas de 
forma manual, mecânica ou aproveitando as propriedades físicas da água. A 
turbulência em uma piscina é inevitável e serve como resistência aumentada 
ao exercício, ao padrão de movimento e à estabilização proximal. Numerosos 
conceitos de reabilitação aquática são usados para incorporar o tratamento 
apropriado a cada condição reumatológica. 
2.8.4 – Eletroterapia 
 
Segundo Kitchen (2003), atualmente, existe um número imenso de 
aparelhos para estimulação elétrica, que são vendidos sob uma variedade de 
nomes. Os aparelhos podem ser portáteis, ou ligados na rede elétrica. Alguns 
pesquisadores têm argumentado que as unidades ligadas a rede elétrica 
produzem maior ganho de força, já que podem causar níveis de força de 
contração para treinamento mais elevado, particularmente, quando usados 
para grupos musculares maiores como o quadríceps. A estimulação elétrica 
para fortalecimento é útil clinicamente para prevenir a atrofia por desuso em 
casos que envolvem imobilização ou contraindicação de exercícios. 
Para Low (2009), a estimulação elétrica pode imitar várias condições 
similares das produzidas naturalmente. Isso sugere que os efeitos dos 
músculos são similares aos produzidos com padrões voluntários específicos de 
contração. O fortalecimento requer fortes contrações e um número diário de 
repetições que não precisa ser alto. A estimulação elétrica intensa também 
resulta em danos microscópicos das fibras ativadas, especialmente se a 
estimulação for muito intensa ou se for realizada em um músculo com certo 
período de inatividade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 – METODOLOGIA 
 
Para Barreto e Honorato (1998), a metodologia da pesquisa num 
planejamento deve ser entendida como o conjunto detalhado e sequencial de 
métodos e técnicas científicas a serem executados ao longo da pesquisa, de tal 
modo que se consiga atingir os objetivos inicialmente propostos e, ao mesmo 
tempo, atender aos critérios de menor custo, maior rapidez, maior eficácia e 
mais confiabilidade de informação. 
De acordo com Lakatos (2011), o procedimento metodológico é 
considerado como o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com 
maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo, conhecimentos 
válidos e verdadeiros, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e 
auxiliando as decisões dos cientistas. 
 
3.1 – Tipo de Estudo 
 
Segundo Gil (2008), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base 
em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos 
científicos. Nesse sentido, podemos afirmar que iremos fundamentar a nossa 
pesquisa de forma bibliográfica, em livros e artigos atuais, publicados nos 
últimos oito anos, tendo em vista evidenciar a veracidade do tópico pesquisado. 
Os descritores pesquisados foram: fortalecimento de quadríceps, 
osteoartrite do joelho, exercícios para OA de joelho, sendo eles, combinados 
de várias formas para refinar a busca. A busca foi limitada para artigos, teses, 
publicados entre os anos de 2004 - 2012. Mas algumas bibliografias anteriores 
aos anos citados foram utilizadas por ser tratar de um estudo clássico do tema. 
 
3.2 – Procedimentos de Coleta 
 
A abordagem do estudo foi de origem qualitativa que vai fomentar o 
conhecimento em áreas afins da saúde, principalmente a fisioterapia, de 
caráter exploratório. A pesquisa é descritiva, pois possui como objetivo a 
 
 
descrição das características de uma população, fenômeno ou de uma 
experiência, (GIL, 2008). 
A coleta de dados e pesquisa literária foi realizada em banco de dados 
dos sites PubMed, Scielo, Altavista, CAPES, IBICT, BIREME (LILACS), Babel 
Fish, teses.usp.br, bibliotecadigital.ufba.br, cutter.unicamp.br, 
regional.bvsalud.org, Google Acadêmico,no período agosto de 2011 a 
setembro de 2012, na biblioteca da Faculdade Nobre de Feira de Santana – BA 
e outras entidades de ensino superior. 
 
3.3 Analise de Dados 
 
De acordo com Rauen (1999), é a parte que apresenta os resultados 
obtidos na pesquisa e analisa-os sob o crivo dos objetivos e/ou das hipóteses. 
Assim, a apresentação dos dados é a evidência das conclusões e a 
interpretação consiste no contrabalanço dos dados com a teoria. 
Foi realizado uma análise descritiva das informações de todo o 
conteúdo, em caráter cientifico, que será proposto e exposto na atual pesquisa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 – DISCURSÃO E RESULTADOS 
 
O estudo procurou investigar os possíveis benefícios obtidos na 
articulação acometida com OA de joelho sobe as repercussões provocadas 
pela patologia descrita no atual estudo. Paula, Lima e Soares (2009), 
descreveram que indivíduos portadores relatam a dor como o principal sintoma 
da OA e apresentavam desconforto para agachar, durante e após andar, ao se 
levantar da cadeira, durante o descanso noturno, rigidez matinal e ao subir 
escadas e andarem solos irregulares. Para Silva e Barros (2012), a OA de 
joelho é uma patologia crônica, potencialmente deteriorante e sem tratamento 
curativo, caracterizada por dor ao movimento, rigidez articular, crepitações que 
evolui para diminuição da mobilidade articular e fraqueza muscular levando a 
incapacidade da integridade física e redução da qualidade de vida. 
No entanto, Dias e Vasconselos (2007), descrevem que a OA de joelhos 
é uma doença reumática crônica, com degeneração da cartilagem articular e 
reações proliferativas no osso subcondral, associadas a dor, rigidez articular e 
prejuízos funcionais. 
JáChacur at al. (2008), enfatizam o processo inflamatório e a 
obesidade. Em seu estudo, eles relatam que a OA é uma doença articular 
degenerativa, caracterizada por processo inflamatório, dor, deformidades, 
alterações da marcha e da funcionalidade nas atividades de vida diária. E Tem 
como um dos principais fatores de risco a obesidade. 
Para Doherty (1998), a OA é uma doença comum associado à 
morbidade significativa. Isso é particularmente evidente na articulação do 
joelho, um dos locais mais comuns a serem acometidos como a OA. A 
prevalência aumenta com a idade que é associada com a diminuição da função 
fisiológica. Os sintomas se fazem presente diante do grau do dano estrutural da 
articulação. Sendo que um dos fatores de risco é a obesidade, que provoca 
repercussões estruturais na articulação, ocupação e sexo estão bem 
estabelecidos. 
Diversos fatores de risco podem ser elucidados para o surgimento da 
OA de joelho, dentre eles o envelhecimento, obesidade, excesso de esforço 
articular, mau alinhamento articular e o decréscimo de força muscular. A 
fraqueza muscular na extremidade inferior pode desempenhar um papel 
 
 
importante na OA de joelho. Os indivíduos sintomáticos com OA do joelho têm 
o músculo quadríceps mais fraco do que aqueles com idade superior sem OA. 
Não está claro se a fraqueza desenvolve antes ou após o aparecimento 
radiográfico da doença. A fraqueza associada com OA do joelho, em grande 
parte, deve-se o resultado de desuso, atrofia secundária e à dor articular. 
(PAULA, LIMA E SOARES 2009). 
Oliveira et al. (2008), descrevem que na gonartrose, em decorrência da 
hipotrofia muscular ocorre o desequilíbrio muscular e ação incorreta de 
agonistas e antagonistas. A ação agonista do reto femoral fica prejudicada, 
pela compensação gerada no movimento, os vastos laterais e médios precisam 
entrar em ação no movimento de extensão de joelho e os isquiotibiais acabam 
por funcionar como sinergistas ao auxiliar o movimento. Os músculos, 
quadríceps e isquiotibiais tornam-se hipotróficos geralmente devido ao desuso 
ou quadro álgico, que limita o movimento e a função articular. 
A força de forma excêntrica e concêntrica gera um efeito rotatório 
chamado de torque, associado à rotação de um corpo, em torno de um eixo, 
aplicando a força a esse corpo. Para que aconteça a rotação de forma mais 
eficaz, a força fica longe do ponto da mesma. A rotação de um torque está 
relacionada diretamente com a força que o está gerando aliado à direção desta 
em relação à posição de ponto central. O braço de alavanca vai ser a distância 
perpendicular do eixo que é aplicado à força (FILHO, 2008). 
Bastiane et al. (2011), avaliou o trabalho e potência dos músculos extensores e 
flexores do joelho em pacientes com OA e artroplastia total de joelho, ele 
também descreve que a hipotonia muscular provocada pela inibição da 
musculatura e da articulação decorrente do elevado grau de dor e inflamação 
levam ao desuso da musculatura periarticular e provoca a atrofia. A pesquisa 
chegou à conclusão de não houve diferença significativa nos dois grupos, o 
grau de força foi praticamente o mesmo, Os resultados descrevem, que, para 
os pacientes avaliados, a artroplastia total de joelho não melhora a capacidade 
funcional do sistema musculoesquelético desses pacientes, quando comparada 
à capacidade funcional de pacientes com OA. 
O agonista tem papel principal na execução do movimento e na 
manutenção de uma postura contraindo-se ativamente. Os antagonistas 
possuem ação anatômica oposta ao agonista regulando a potência ou a 
 
 
rapidez da ação. Usualmente, os antagonistas não estão se contraindo e nem 
auxiliando ou resistindo ao movimento (ALBUQUERQUE, 2003). 
Somente os músculos que atuam sobre uma única articulação são 
considerados verdadeiros antagonistas. Os músculos que atuam sobre mais de 
uma articulação agem como antagonistas e outras vezes como sinergistas. A 
articulação do joelho tem como antagonista o reto femoral dos isquiotibiais, 
porém, quando o quadril e o joelho fletem simultaneamente o reto femoral 
funcionará como sinergista (ALBUQUERQUE, 2003). 
A fraqueza de quadríceps é comum em pacientes idosos com 
diagnóstico de OA. Em indivíduos assintomáticos, uma pequena 
descoordenação no recrutamento muscular pode resultar em falha na 
desaceleração do membro antes do contato inicial na marcha, gerando forças 
de reação aumentadas na articulação do joelho. Essa alteração pode resultar 
em uma progressiva degeneração da cartilagem articular e constitui um dos 
grandes fatores de risco para dor. 
Considerando que a função adequada da cartilagem articular necessita 
de uma estabilidade biomecânica e muscular para a manutenção de sua 
estrutura e da integridade da matriz extracelular, as alterações encontradas 
nesse estudo, possivelmente, desencadearão o agravamento de a destruição 
articular. Além desses fatores, no processo de envelhecimento observa-se uma 
redução da força muscular do quadríceps ou um aumento no período de 
latência para sua contração, o que contribui também para as alterações 
relacionadas a patogêneseda OA. 
Quanto aos exercícios terapêuticos Mattiello at al. (2012), destacam-se 
os aeróbicos e os de força. Os exercícios aeróbicos e os de força, propostos no 
estudo de Messier et al. (2007), são amplamente utilizados em pacientes com 
OA de joelho para uma melhor condição física e, principalmente, fortalecimento 
do quadríceps, já que sua fraqueza seria a responsável pelas queixas de falta 
de equilíbrio e dor nesses pacientes. A fraqueza do quadríceps tem sido alvo 
de vários estudos que demonstram que seu fortalecimento seria o ponto chave 
para controlar a dor, a função física e a qualidade de vida dessa população. 
Além disso, esse recurso terapêutico contribui para a melhora no controle da 
oscilação postural, consequentemente, melhorando o equilíbrio. Isso também 
foi demonstrado por Messier et al. (2007), que encontraram melhora 
 
 
significativa no equilíbrio dos grupos exercícios aeróbios e de força para a 
posição bipodal com olhos fechados e na posição unipodal com olhos abertos, 
quando comparados com o grupo controle após 18 meses de intervenção de 
exercícios avaliados com plataforma de força. 
Fernandes at al. (2012), realizaram um estudo que avaliou a efetividade 
do fortalecimento muscular do quadríceps em pacientes com OA, no estudo os 
pacientes foram submetidos a exercícios de extensão de joelho em cadeia 
cinética aberta e fechada com carga de 50-60% de 1 RM (repetição máxima) e 
bicicleta ergonômica entre 30 e 40 minutos com frequência de 2 vezes por 
semana. Nesse estudo, foi obtido a conclusão de que exercícios de 
fortalecimento do quadríceps inserido em um programa de reabilitação são 
efetivos na melhora da dor, função e aspectos da qualidade de vida de 
pacientes com OA do joelho. 
Silva e Barros (2012) realizaram uma pesquisa que descreveu os 
benefícios dos exercícios funcionais nos pacientes com OA no joelho e chegou 
a conclusão de que a manutenção da capacidade funcional é um requisito 
fundamental para a autonomia do individuo com OA de joelhos, pois sabe-se 
que esta patologia traz importantes implicações para a qualidade de vida dos 
mesmos, por estar relacionada com a capacidade de realizarem as suas 
atividades de vida diárias independentemente. Os exercícios visando a função 
potencializou a independência dos pacientes, pois o fortalecimento da 
musculatura ajudou na melhora do equilíbrio, agilidade, coordenação motora, 
fortalecimento, resistência, flexibilidade muscular, propriocepção e 
condicionamento aeróbio. 
Paula, Lima e Soares (2009) produziram um estudo aplicandoa 
cinesioterapia convencional e a crioterápia nos pacientes com OA de joelho 
que não faziam uso de analgésicos e foram submetidos a 10 sessões de 
fisioterapia numa frequência de duas vezes por semana, foi constatado a 
melhora da funcionalidade e do quadro álgico dos pacientes tratados que foram 
reavaliados com a Escana Visual Analogica (EVA) para mensurar a dor e o 
questionário de Lequesne que examina dor, desconforto e funcionalidade dos 
pacientes, concluiu que os efeitos analgésicos da crioterapia melhorou a 
eficácia da aplicação da cinesioterapia proporcionando ganhos mais efetivos e 
rápidos. 
 
 
Num outro estudo Silva, Imoto e Croci (2007), compararam o efeito de 
três terapêuticas distintas, o estudo foi dividido em três grupos e cada um 
recebeu um tratamento especifico. Foi avaliado o efeito das ondas curtas, gelo 
mais exercícios e um grupo que somente recebeu a aplicação de exercícios 
terapêuticos. Concluiu que o efeito no grupo que recebeu a aplicação de gelo e 
exercícios terapêuticos teve melhor resultado voltado para a redução da dor e 
do ganho de força, em todos os estudos os pacientes apresentaram melhor do 
quadro álgico, mas nos pacientes que foi aplicado a ondas curtas não foi 
constatado melhora na amplitude de movimento, flexibilidade e força muscular. 
Também foi visto que a aplicabilidade das técnicas de cinesioterapia tem 
melhor eficácia quando realizado com baixos níveis de dor e que apenas a 
aplicação de recursos termoterápicos os resultados atuaram apenas na 
redução do quadro álgico. 
A hidroterapia é um dos recursos para o tratamento de portadores de 
gonartrose, podendo ser realizado em piscinas, tanque de Hubbard e 
balneários. A piscina pode ser profunda, em banheiras com redemoinhos de 
água, banhos de contraste e duchas escocesas onde se alterna água quente e 
fria (CAMPION, 2004). 
No entanto Coromano e Candeloro (2011), complementam descrevendo 
que a água possui propriedades que auxiliam no tratamento da osteoartrite de 
joelho. Em águas aquecidas, a temperatura de, em média, 36° estimula o 
relaxamento muscular e alivia a dor das articulações. A flutuação promove a 
diminuição da sobrecarga articular, ajudando com que os exercícios de 
fortalecimento sejam feitos sem a compressão óssea, logo, não há dor. A 
viscosidade, fricção e tensão superficial causam resistência ao movimento 
promovendo aumento da força muscular. 
Segundo Skinner e Thomson (2006), nesse método, o terapeuta fornece 
estabilidade para o paciente e a posição de suas mãos influencia na 
movimentação do paciente e na quantidade de trabalho isométrico e isotônico 
realizado. Pode-se conseguir a irradiação dos músculos mais fortes para os 
que se encontram mais fracos. 
De acordo com Tavares e Gomes (2009), numa revisão bibliográfica 
relatou que o reforço muscular é uma alternativa preventiva e ou curativa para 
o restabelecimento das funções normais do joelho. Dentre os benefícios do 
 
 
reforço muscular em portadores de gonartrose, estão: a redução de alterações 
funcionais, a facilitação das atividades diárias, a redução da dor, o aumento de 
amplitude de movimento e força muscular e a melhora da postura e do 
condicionamento físico. O tratamento fisioterapêutico varia de acordo com cada 
caso, dependendo do estágio clínico da articulação, porém sempre objetiva o 
ganho de função sem geração de estresse articular. 
Briel e Massoni (2009) fizeram estudo, avaliando os efeitos da corrente 
russa no fortalecimento e trofismo da musculatura do quadríceps. Foi avaliado 
nos participantes a perimétria e força muscular em cadeira extensora de joelho, 
De acordo com a análise dos resultados encontrados nessa pesquisa e 
comparando com os demais estudos realizados por diversos autores, nota-se 
que a eletroestimulação por corrente russa associada ao fortalecimento 
voluntário foi mais eficaz nesse trabalho no que diz respeito à força muscular, e 
em relação ao trofismo foi mais eficaz o uso de apenas a corrente russa. 
Para Silva (2008), os exercícios isométricos podem ser de grande 
importância para os pacientes com OA de joelho, pois seu efeito tem 
repercussão eficiente na musculatura que através da contração muscular 
estática provocar a atividade muscular e o ganho de força no músculo. Este 
tipo de exercício não provoca grande hipertrofia aumento de massa muscular, 
mas desenvolve força em escala moderada. Seu benefício é de não 
comprometer a postura durante sua execução. 
O aumento de força e de massa muscular é observado através deste 
tipo de exercício na reabilitação de problemas musculoesqueléticos, inclusive 
em pacientes que apresentem limitação articular como, por exemplo, os 
pacientes com gonartrose. Já que na isometria não existe solicitação de 
movimentos com amplitudes como os que são solicitados em exercícios mais 
dinâmicos (LIMA, 2007). 
Doherty at al. (2002), realizaram estudo, visando investigar a 
importância de preservar a força do quadríceps e as possíveis incapacidades 
nos pacientes com disfunções na articulação do joelho, para isso ele avaliou 
300 homens e mulheres com idade entre 40 e 79 anos e mensurou a força 
muscular e os comprometimentos funcionais desses pacientes. Todos os 
avaliados diagnosticados com OA de joelho apresentaram redução de força 
muscular e graus de dependência funcional para realizar algumas atividades. 
 
 
Foi concluído que o enfraquecimento do quadríceps está diretamente 
associada com a dor no joelho e repercuti na incapacidade dos pacientes. 
Para Coutrin et al. (2008), o aumento de força irá depender do regime de 
treinamento, o tipo de ação muscular, a intensidade, o volume, o 
posicionamento, a ordem dos exercícios e o período de repouso entre as séries 
e frequência, nos pacientes com OA de joelho percebe-se a necessidade de 
respeitar os limites de agressão na articulação e aplicar treinamento consciente 
evitando danos maiores para as estruturas em processo degenerativo causado 
pela OA. 
A literatura traz grandes ganhos de funcionalidade, redução do quadro 
álgico e diminuição das repercussões estruturais na articulação do joelho 
quando submetido ao treinamento de fortalecimento muscular, não só do grupo 
muscular do quadríceps, mas também toda outra musculatura periarticular do 
joelho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 - CONCLUSÃO 
 
Os estudos selecionados falaram não só da importância do 
fortalecimento do quadríceps, mas também do fortalecimento de toda a 
musculatura periarticular do joelho, levando em conta que a principal causa de 
incapacidade dos pacientes é a dor e sabe-se que é de grande importância 
preservar a integridade e a estrutura da articulação, como descrito em diversos 
artigos e livros, virmos que a musculatura extensora do joelho tem importante 
papel para manter em níveis adequado a marcha do paciente e atuar na 
estabilização dinâmica da articulação. 
Também, foi evidenciado nos artigos selecionados que a perda gradual 
de força no quadríceps nos pacientes com OA de joelho vai acontecendo com 
o tempo de acordo com as repercussões na articulação acometida. Isso gera 
um elevado grau de incapacidade funcional, pois a atrofia principalmente do 
quadríceps vai aumentar os danos estruturais na articulação. 
O processo inflamatório, a rigidez articular e os danos instalados na 
articulação nos deixa limitados quanto às escolhas das técnicas de 
fortalecimento muscular, deve-se escolher terapêuticas pouco agressivas com 
a articulação ou medidas analgésicas antes de iniciar o treinamento 
fisioterapêutico. Diante dos relatos descritos nos estudos, foi constatadoque a 
maioria dos casos de OA de joelho está relacionada à sobrecarga na 
articulação. A população mais acometida por esse processo degenerativo está 
ou esteve por grande parte de sua vida com sobre peso, outros fatores comuns 
são a idade, sexo feminino, níveis de esforço, mau alinhamento, hipotrofia 
muscular, traumas e choques na articulação. 
As repercussões na funcionalidade dos pacientes são grandes e estão 
diretamente associadas ao enfraquecimento muscular que deixa de atuar 
eficazmente na marcha e na mobilidade do paciente. 
Está que claro a hipotrofia muscular ocorre gradualmente de acordo com 
a progressão da patologia devido ao desuso do membro acometido 
aumentando a instabilidade e desequilíbrio muscular e a ação incorreta dos 
agonistas e antagonistas ocorrendo grande instabilidade articular. A 
necessidade de aplicar exercícios de baixo impacto para a eficácia do 
tratamento é grande, os estudos relatam que atividade com os pacientes 
 
 
submergidos em agua aquecida pode ter maior efetividade, pois os efeitos 
fisiológicos hidrostáticos diminuem os impactos articulares. 
Os exercícios isométricos também são de grande valia, pois sua 
aplicabilidade pode gerar aumento da força muscular sem provocar 
movimentos bruscos na articulação, a eletroterapia também pode ser aplicada, 
mas sua efetividade tem menor aproveitamento, comparada às outras 
modalidades terapêuticas. 
Foi visto no presente estudo que a aplicação da corrente russa 
associado a exercícios ativos também geraram aumento da força muscular. 
A aplicação da cinesioterapia convencional também tem sido bem 
empregada no fortalecimento da musculatura extensora do joelho, mas vendo a 
necessidade de diminuir o incomodo e a agressão na articulação dos pacientes 
foi necessário tomar medidas analgésicas antes das sessões de cinesioterapia, 
foi visto a que a utilização do ondas curtas e da crioterapia teve grande 
efetividade na redução da dor antes dos atendimento nos pacientes com OA de 
joelho. 
Fica compreendido que o fortalecimento do grupo muscular quadríceps é 
de grande importância para o tratamento da OA de joelho, mas é necessário 
incorporar no plano fisioterapêutico outras modalidades de tratamento para o 
alivio da dor, melhora na ADM e na nutrição articular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
AMATUZZI M. M. & GREVE D. M. J. Medicina de Reabilitação Aplicada à 
Ortopedia e Traumatologia; São Paulo – SP: Editora: ROCA; pg. 210, 211, 
212, 220; Ano: 1999 
 
BAICI, A. et al. Cytochemical and histochemical análisis of human 
femoral cartilage. Ann. Rheumat. Dis. 2005. 54:289-297 
 
BRONSTEIN, R.; DEHAVEN, K. Aspectos médicos das lesões no joelho em 
atletas. In: CANAVAN, P. Reabilitação em medicina esportiva – um guia 
abrangente. São Paulo: Manole, 2000. 
 
CARVALHO P. A. M. MOREIRA C; Reumatologia “Diagnostico e 
Tratamento”; 2ª Ed; Rio de Janeiro – RJ; Editora: Guanabara Koogan S.A; pg: 
126, 127, 128 167; 2001. 
 
CHAHADE, W.H.; GIORGI, R.D.; PASTOR, E.M. Como diagnosticar e tratar 
osteoartrose. Revista Brasileira de Medicina, vol.58 n° 5 , 2001. 
 
CHIRELLO, B. DRIUSSO, P. RADL, L. M. ANDRE. Fisioterapia 
Reumatologia. 1. Ed. Barueri – SP; Editora: Manole; pg. 67, 68, 69, 70, 73, 74, 
76, 77, 78, 79. Ano: 2005 
 
COLE J. A; MORRIS M. D; ROUTI G.R; Reabilitação Aquática; Barueri – SP; 
Editora: Manole; pg: 218; Ano 2000. 
 
DANGELO, J. G. FATTINI, C. A. Anatomia Humana (Sistêmica e 
Segmentar); 3° Ed; São Paulo – SP; Editora: Atheneu; p. 225, 226, 227; 2006. 
 
ELLENBECKER. T. S. Reabilitação dos ligamentos do Joelho. 1. ed. São 
Paulo: Editora: Manole; pg. 06, 17; Ano 2002. 
 
 
 
FALOPPA, F. ALBERTONI, W. M. Guia de Medicina Ambulatorial e 
Hospitalar UNIFESP-EPM (Ortopedia e Traumatologia); 1. Ed; Barueri – SP; 
Editora: Manole; p. 169; 2008. 
 
GOLDING, D. N. Reumatologia em Medicina e Reabilitação; 1. Ed. São 
Paulo – SP; Editora: Atheneu; pg: 160, 262, 163, 164, 165, 166; 2001. 
 
GRAY H. Anatomia; 40. Ed. Cidade – ES; Editora; pg: 285, 286, 287, 288, 289, 
290, 291, 292, 293; 2010. 
 
GROSS, J.; FETTO, J. e ROSEN, E. Exame Musculoesquelético. 1ª ed; 
São Paulo: Ed.Artmed, 2000. 
 
Gabriel, Maria R. Serra; Petit, J. Diaz; Carril, Mª L. de Sande. Fisioterapia em 
Traumatologia, Ortopedia e Reumatologia, Rio de Janeiro: Revinter, 2001. 
 
GUCCIONE A. Andrew; Fisioterapia Geriátrica. 2 Ed. Rio de Janeiro – RJ; 
Editora: Guanabara Koogan S.A; p. 46, 47, 235. 
 
HEBERT H; XAVIER R; PARDINE Jr; BARROS F. T; Ortopedia e 
Traumatologia (Princípios e Pratica); 3. Ed. Porto Alegre – RS; Editora: 
Artmed; pg: 1354; 2003. 
 
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/projecao_da_populacao/200
8/default.shtm acessado em 02/03/2012; às 22h42min horas. 
 
JARDIM, R. J.; NASCIMENTO, A. O. Guia de Medicina Ambulatorial e 
Hospitalar da (UNIFESP) Escola Paulista de Medicina: Reabilitação. 1. Ed. 
São Paulo – SP; Editora: Manole; pg. 421, 422, 423; 2010. 
 
KITCHEN S; Eletroterapia “Pratica Baseada em Evidencias” 11º Ed. Barueri 
– SP; Editora: Manole; pg: 242, 243, 244; ano: 2003. 
 
 
 
KISNER, C; COLBY, A. LYNN. Exercícios Terapêuticos (Fundamentos e 
Técnicas) 5. Ed. Barueri – SP: Editora: Manole; pg. 268, 303, 549, 724, 726; 
2005. 
 
KAPANDJI I. A. Fisiologia Articular (Membro Inferior). 5. Ed. Pinheiros – SP; 
Editora: Medicina Panamericana; pg. 76, 80, 82; 2002. 
 
LOPES C. A. Tratado de Clínica Medica. 1. Ed. São Paulo – SP; Editora: 
ROCA; pg 1723, 1721; 2006. 
 
LEHMANN F. J; STILLWELL G. K; KOTTKE F. J; Krusen: Tratado de 
Medicina Física e Reabilitação. 3. Ed. São Paulo – SP; Editora: Manole; pg. 
631, 632, 633; 1984. 
 
LEHMKUHL D. L, SMITH L. K, WEISS L.E; Cinesiologia Clinica de 
Brunnstrom; 4º Ed. São Paulo – SP; Editora: Manole; pg: 350, 354. Ano 1997. 
 
LOW J; ROBERTSON V; REED A; WARD A; Eletroterapia Explicada 
“Princípios e Pratica”; 4º Ed. Rio de Janeiro – RJ; Editora: Elsevier; pg: 107, 
108, 109; Ano: 2009. 
 
MOORE L. K; DALLEY F. A. Anatomia Orientada para a Clinica. 5. Ed. Rio 
de Janeiro – RJ; Editora: Guanabara; pg, 632; 2006. 
 
MOORE L. K; AGUR R.M.A; Fundamentos de Anatomia Clinica; 2ª ed. Rio 
de Janeiro – RJ; Editora: Guanabara; pg. 133, 134, 135, 235, 237; 2004. 
 
MAGEE, D J. Avaliação Musculoesquelética. 3ª edição. Editora Manole, 
2002. N° DA PAGINA; 2002 
 
MARQUES L. D. C; MEDINA S. R; TENÓRIO C. F; Estudo eletromiográfico 
da atividade concêntrica e excêntrica do quadríceps em portadores de 
osteoartrite de joelhos; Fisioterapia Brasil - Volume 10 - Número 6 - 
novembro/dezembro de 2009. 
 
 
 
O’SULLIVAN B. S; SCHMITZ J. T. Fisioterapia Avaliação e Tratamento. 4. 
Ed. Barueri – SP; Editora: Manole; pg. 689, 690, 695; 2004. 
 
OLIVEIRA, L. P.; MESQUITA, K. C. Arquivo em ortopedia e traumatologia. 
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do R. J. ano 1, 
fascículo II, 
julho 2003. 
 
SATO, E. Guia de Medicina Ambulatorial e Hospitalar (UNIFESP) Escola 
Paulista de Medicina: Reumatologia. 1. ed. São Paulo; Editora: Manole; pg. 
301; 2004. 
 
SAMARA A. M; Reumatologia “Medicina Interna” 2ª ed; São Paulo - SP; 
Editora: Savier; pg 202; 1985 
 
SEDA, H.; SEDA, A.C. Osteoartrite: “Noções práticas de reumatologia.” 2º 
edição; Belo Horizonte - MG; Editora: Health, pg: 57; ano: 2001. 
 
STROBEL, M.; STEDTFELD, H. Joelho – procedimentos diagnósticos. Rio de 
Janeiro :Revinter, 2000. 
 
SPANCER P. A; Anatomia Humana Basica; 2ª ed; São Paulo – SP; Editora: 
Manole; pg: 133. 134, 135. 144; 1991. 
 
SANTOSS. D. A. L. M; GOMES F. W; QUEIROZ Z. B; ROSA B. M. N; 
PEREIRA S. D; DIAS D. M. J; PEREIRA M. S. L; Desempenho muscular, dor, 
rigidez e funcionalidade de idosas com osteoartrite de joelho. Acta Ortop 
Bras. 2011;19(4): 193-7. 
 
WINKEL, D.; DEFLT; HIRSCHFELD, P.; BREMEN. Medicina ortopédica pelo 
método cyriax (diagnóstico funcional e terapia causal). 2. ed. v. 7. Ed. Santos, 
1997. 
 
 
 
WEINSTEIN, S. L. BUCKWALTER, J. A. Ortopedia de Turek (Principios e 
Aplicações) 5. Ed. Barueri – SP; Editora: Manole; pg. 601 e 608; 2000.

Mais conteúdos dessa disciplina