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JACQUELINE MOTA DA SILVA UILSON GESLEN SENA DA SILVA BENEFÍCIOS DE UM PROGRAMA DE FORTALECIMENTO DE QUADRÍCEPS EM PACIENTES ACOMETIDOS POR OSTEOARTRITE: UMA REVISÃO DE LITERATURA FEIRA DE SANTANA, BAHIA 2012 FACULDADE NOBRE DE FEIRA DE SANTANA CURSO DE BACHARELADO EM FISIOTERAPIA FACULDADE NOBRE DE FEIRA DE SANTANA CURSO DE BACHARELADO EM FISIOTERAPIA JACQUELINE MOTA DA SILVA UILSON GESLEN SENA DA SILVA BENEFÍCIOS DE UM PROGRAMA DE FORTALECIMENTO DE QUADRÍCEPS EM PACIENTES ACOMETIDOS POR OSTEOARTRITE: UMA REVISÃO DE LITERATURA ORIENTADORA: ERIKA SAMILE DE CARVALHO COSTA FEIRA DE SANTANA, BAHIA 2012 Monografia apresentada à Faculdade Nobre de Feira de Santana – BA, como requisito parcial obrigatório da Disciplina de TCC II, ministrada pela Profª Drª Jamilly Musse para obtenção de titulo de Bacharel em Fisioterapia. FOLHA DE APROVAÇÃO JACQUELINE MOTA DA SILVA UILSON GESLEN SENA DA SILVA BENEFÍCIOS DE UM PROGRAMA DE FORTALECIMENTO DE QUADRÍCEPS EM PACIENTES ACOMETIDOS POR OSTEOARTRITE: UMA REVISÃO DE LITERATURA Aprovado em __/__/____ ______________________________________________ Profª. Drª Jamilly Musse ______________________________________________ Profª. Esp. Erika Samile de Carvalho Costa ________________________________________________ Convidado Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção de título de Bacharel em Fisioterapia, Faculdade Nobre – FAN, pela seguinte banca examinadora: DEDICATÓRIA Trabalho dedicado a toda comunidade acadêmica, aos colegas de profissão e aqueles que fizeram parte dessa produção científica de forma direta ou indiretamente. AGRADECIMENTO Diante de tantas barreiras vencidas, agradeço a Deus por ter me proporcionado o dom da vida. Aos meus pais por todo o apoio, carinho e compreensão. A todos os familiares e amigos que estiveram ao meu lado durante essa caminha. Aos mestres por colaborarem para essa grande conquista. Em especial à Érika Samille, nossa orientadora e amiga. Aos meus colegas de graduação, o meu muito obrigado pela convivência durante esses anos. Ao meu grupo de estágio pelos momentos de companheirismo e aprendizado prático. E por fim, a minha dupla e amigo Uilson Sena pela ajuda e atenção durante o fim dessa jornada. Jacqueline Mota da Silva. AGRADECIMENTO Acima de todas as prioridades quero agradecer ao Sr. Jesus que sempre em nossas vidas nos iluminou, protegeu e nos guiou no caminho certo. A minha professora, mestre e orientadora que teve papel fundamental em toda minha trajetória acadêmica Profª Erika Smile, a qual tenho imensas admirações e me classifico com um eterno discípulo de seus ensinamentos e doutrinas para com a fisioterapia e o pensamento humanitário que sempre coloca as emoções e o coração na frente de tudo. Agradeço encarecidamente aos pilares da minha vida, a Sr.ª Maria Sônia e Sr. José Wilson meus adorados pais, que em todos os momentos da minha vida estiveram ao meu lado tendo participação indispensável e me ajudaram na minha formação não só acadêmica, mas também na formação ética, profissional e humana. A minha irmã Paula Mirela e minha sobrinha Aila Beatriz que a cada dia faz dos momentos de minha vida cada vez melhores e perfeitos. Ao meu grande amigo e cunhado Ronaldo José que sempre com suas sabias palavras me ajudou e orientou nas decisões de minha vida. A todos os meus familiares, aos integrantes da família Sena o agradecimento é infinito, pois me orgulho a cada dia pela união e fidelidade que intensifica cada vez mais os laços de segregação de cada um dos membros dessa majestosa família Sena. Minha tia Sonia Mattos muito obrigado, sem os seus ensinamentos e palavras de motivação também seria impossível prosseguir nessa jornada. Os meus amigos e companheiros que tive a oportunidade de fazer durante a graduação, agradeço pela amizade pelos momentos de companheirismo, pelas conquistas que pude ter ao lado de cada um de vocês, pelos momentos de descontração e principalmente pelo aprendizado que tive, junto ao meu primeiro grupo de estagio; Luciano Domingues, João Emilio e Cleandro Reis e Uilson Sena. A todos os preceptores de estagio pela boa vontade de nos ensinar e ter participação importante na nossa formação como fisioterapeuta. Uilson Geslen Sena da Silva. RESUMO Introdução: Osteoartrite (OA) é uma doença articular degenerativa crônica, multifatorial que leva à incapacidade funcional progressiva, as limitações provocam o comprometimento funcional que repercute na qualidade de vida dos portadores de OA. As manifestações inflamatórias decorrentes da OA de joelho provocam inibição muscular, levando à hipotrofia muscular e à consequente diminuição do trabalho e da potência da musculatura. Objetivo: Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre os benefícios do fortalecimento do grupo muscular denominado quadríceps em pacientes com OA de joelho, através das respostas fisiológicas dos recursos fisioterapêuticos empregados e descritos na literatura atual. Método: Foi realizado levantamento bibliográfico de forma criteriosa em livros, revistas virtuais, bancos de dados de sites da internet e artigos atuais entre os anos de 2004 a 2012. Resultado: O levantamento bibliográfico demonstrou a necessidade e os resultados benéficos da aplicabilidade das técnicas de fortalecimento muscular no tratamento da OA de joelho. Conclusão: É de grande importância incluir no plano fisioterapêutico as técnicas de fortalecimento muscular, principalmente o quadríceps que atua não só na estabilização da articulação, mas também tem grande importância para manter a funcionalidade dos pacientes. PALAVRAS-CHAVE: Fortalecimento Muscular, Fisioterapia, Joelho, Quadríceps. ABSTRACT Introduction: Osteoarthritis (OA) is a degenerative joint disease chronic, multifactorial leading to progressive disability, limitations cause functional impairment that affects the quality of life of patients with OA. The inflammatory manifestations resulting from OA of the knee cause muscle inhibition, leading to muscle atrophy and the consequent reduction of labor and muscle power. Objective: This study aimed to review literature on the benefits of strengthening the quadriceps muscle group named in patients with knee OA, through the physiological responses of physiotherapy resources and employees described in the current literature. Methods: We performed a bibliographic judiciously in books, magazines, virtual databases of web sites and current articles between the years 2004 to 2012. Results: The literature review demonstrated the need and applicability of the beneficial results of muscle strengthening techniques for treating knee osteoarthritis. Conclusion: It is of great importance in the plan include physical therapy for muscle strengthening techniques, especially the quadriceps that acts not only in stabilizingthe joint, but also has great importance for maintaining the functionality of the patients. KEYWORDS: Muscle Strengthening, Physiotherapy, Knee, Quadriceps. Sumário RESUMO ____________________________________________________________ 7 1 – INTRODUÇÃO __________________________________________________ 11 2 – REVISÃO DE LITERATURA ______________________________________ 15 2.1 – ESTRUTURA ANATÔMICA DA ARTICULAÇÃO DO JOELHO ______ 15 2.1.1 – Articulação do Joelho _____________________________________________ 15 2.1.2 – Estruturas Ósseas do Joelho ______________________________________ 16 2.1.3 – Estrutura Ligamentar do Joelho ___________________________________ 17 2.1.4 – Meniscos ________________________________________________________ 18 2.1.5 – Cápsula Articular _________________________________________________ 19 2.1.6 – Estrutura Muscular do Joelho _____________________________________ 19 2.2 – BIOMECÂNICA, MOVIMENTOS FISIOLÓGICOS E CINESIOLOGIA DO JOELHO. _______________________________________________________________ 21 2.3 – OSTEOARTROSE DE JOELHO: CONCEITO, DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO. __________________________________________________ 22 2.4 – ETIOLOGIA ___________________________________________________ 24 2.5 – FISIOPATOLOGIA _____________________________________________ 26 2.6 – QUADRO CLÍNICO _____________________________________________ 27 2.6.1 – Dor ______________________________________________________________ 27 2.6.2 – Rigidez Articular __________________________________________________ 28 2.6.3 – Fraqueza Muscular _______________________________________________ 28 2.6.4 – Derrame Articular _________________________________________________ 29 2.7 – DIAGNÓSTICO E EXAME RADIOLÓGICO ________________________ 30 2.8 – TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO ____________________________ 31 2.8.1–Exercícios Terapêuticos e Cinesioterapia ____________________________ 31 2.8.2 – Fortalecimento do Quadríceps _____________________________________ 32 2.8.3 – Hidroterapia ______________________________________________________ 33 2.8.4 – Eletroterapia _____________________________________________________ 34 3 – METODOLOGIA _________________________________________________ 35 3.1 – Tipo de Estudo _____________________________________________________ 35 3.2 – Procedimentos de Coleta ___________________________________________ 35 3.3 Analise de Dados ____________________________________________________ 36 4 – DISCURSÃO E RESULTADOS ____________________________________ 37 5 - CONCLUSÃO ____________________________________________________ 44 REFERÊNCIAS _____________________________________________________ 46 1 – INTRODUÇÃO De acordo com Jardim & Nascimento (2010) a osteoartrite (OA) é uma doença articular degenerativa crônica, multifatorial que leva à incapacidade funcional progressiva, sendo uma das causas mais frequentes de dor no sistema músculo-esquelético e de incapacidade para o trabalho no Brasil e no mundo. Ela é também, a doença reumática mais prevalente entre indivíduos com mais de 65 anos de idade. As limitações vão além das dificuldades funcionais e do elevado nível álgico. Também é descrito que a OA é um dos fatores que mais leva os trabalhadores à aposentadoria precoce e estimula o afastamento do trabalhador das atividades profissionais pela limitação que a patologia proporciona na execução das funções profissionais. Segundo Marques, Medina e Tenório (2008), a fraqueza do músculo quadríceps é um fator ofensivo na OA, contribuindo para o desenvolvimento e agravamento do dano articular. Para Lopes (2006), a OA é a doença mais frequente do sistema músculo- esquelético e sua prevalência é crescente em virtude do aumento da expectativa de vida da população. É uma das causas mais comuns de absenteísmo no trabalho. O fator determinante do processo artrósico é o desequilíbrio degradação-reparação. Neste sentido, a OA pode ser entendida como uma insuficiência cartilaginosa, decorrente de fatores mecânicos. Existe uma preocupação crescente, tendo em vista alcançar a estabilização e até mesmo a reversão do dano cartilaginoso.. Fatores como excesso de peso, trauma articular, deformidades do desenvolvimento, fraqueza do músculo quadríceps femoral e rotação anormal da tíbia são identificados como fatores de risco para o desenvolvimento de AO. (KISNER, 2009, p. 724). Para Cuccione (2002), as pessoas muito idosas, já fragilizadas com o tempo, sofrem o enfraquecimento das fibras musculares gerando perda de massa muscular em virtude do desuso difuso, da má nutrição e dos efeitos do envelhecimento. Segundo o site do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2008) o processo de envelhecimento da população se caracteriza quando a existência da população idosa se torna considerável em relação à população de jovens. Através de estudos estatísticos, pode-se comprovar o aumento expressivo da expectativa de vida na população mundial. Dessa forma, levando em conta que estas transformações estão se instalando no Brasil desde a década de 80, podemos considerar que atualmente já é significante a população idosa no Brasil. (IBGE 2008). Embora tenha sido por muito tempo considerada uma doença benigna, a osteoartrite (OA) é caracterizada por alterações degenerativas importantes, principalmente nas articulações que suportam peso, podendo causar séria incapacidade, mesmo para atividades do dia a dia, tornando-a uma doença crônica extremamente dispendiosa para a sociedade, tanto do ponto de vista humano como do financeiro. A OA responde por 40 a 60% das doenças degenerativas do sistema músculo-esquelético, sendo considerada a patologia articular mais comum, que acomete cerca de 15% da população geral e pode ocorrer em qualquer idade. Entretanto, a prevalência aumenta dramaticamente com o envelhecimento, com 60% dos casos aparecendo após os 60 anos. A maioria dos adultos com idade acima de 55 anos apresenta evidência radiográfica de OA, mesmo que assintomática. De acordo com Kisner (2009), a estabilidade dinâmica envolve o controle motor do sistema neuromuscular para coordenar a atividade muscular em torno da articulação. As respostas complexas antecipatórias e de feedback, medidas pelo sistema nervoso central, modulam a tensão muscular e são importantes para dar estabilidade dinâmica ao joelho sob as diferentes cargas e tensões impostas às estruturas articulares. O fortalecimento muscular irá proporcionar a diminuição da intensidade dos atritos intra-articulares durante os movimentos da articulação, aumento da estabilidade articular e melhoria da propriocepção e equilíbrio, devido à aquisição de coordenação muscular. O método de treino de fortalecimento, o tipo e a quantidade de carga utilizada nesses pacientes é de ampla importância, pois dependendo do nível de acometimento articular, não será possível o uso de cargas elevadas e nem de movimentos que ultrapassem o limite de dor e de desconforto do paciente. A hipertrofia muscular e a força aumentada, juntamente com as alterações da composição corporal e hormonais, além de adaptações do sistema nervoso associadas ao treinamento de força, tem um impacto substancial nas atividades de vida diária e na independência funcional do idoso. Em idosos debilitados, um programa de treinamento progressivo contra a resistência de alta intensidade, com duração de 8 semanas, aumentou a força em 174%, em media (GICCIONE 2002 p.47). Segundo Raldet al (2005), para o ganho de força muscular, os exercícios isométricos, realizados em diferentes angulações, desde que não ultrapassem 60% a 70% da contração máxima, são muito eficientes em pacientes com OA. Para Lehmann; Kottke; Well, (1984) o reforço do quadríceps é a instrução sobre a mecânica corporal a fim de evitar esforços desnecessários com o joelho, que pode ocorrer ao levantar-se de cadeiras ou vasos sanitários. O reforço isométrico do quadríceps deve ser iniciado em um regime, consistindo em 6 segundos de reforço do músculo duas vezes ao dia. Atualmente, com o crescimento da população idosa no país, fica cada vez mais comum o aparecimento de doenças degenerativas. Através de consultas a pesquisas realizadas sobre a osteoartrite (OA) de joelho, nota-se a alta incidência desta patologia em indivíduos acima de 35 anos e o quanto ela interfere na vida diária desses pacientes portadores da OA. De acordo com a comprovação dos elevados índices de OA, é visível a necessidade da publicação de estudos comprovando a eficácia de tratamentos não paliativos da OA. Nesse sentido, entendendo a função do músculo quadríceps como o principal extensor do joelho que atua na flexão da coxa, constata-se a sua imensa importância na funcionalidade física e independência funcional do ser humano. Desta forma, observa-se a importância do fortalecimento desta musculatura no portador de OA de joelho, proporcionando com isso, a diminuição da intensidade dos atritos intra-articulares durante os movimentos da articulação, aumento da estabilidade articular e melhoria da propriocepção e equilíbrio por conta da aquisição de coordenação muscular. Perante tal realidade, julgamos que foi de suma importância realizar este estudo, de revisão bibliográfica, sobre os benefícios do fortalecimento do quadríceps em pacientes acometidos por processos de degeneração articular do joelho, osteoartrite de joelho, com objetivo de amenizar seus sintomas. Nesse sentido, houve a necessidade de realizar a pesquisa, visando responder quais os benefícios de um programa de fortalecimento de quadríceps em pacientes acometidos por OA de joelho. 2 – REVISÃO DE LITERATURA De acordo com Oliveira e Mesquita (2003), a OA é uma doença reumatologia que sucede na degeneração contínua da cartilagem articular, acompanhada das respostas intrínsecas de reparação cartilaginosa, remodelação e esclerose do osso subcondral, e, geralmente, formação de cistos ósseos subcondrais e osteófitos, que deformam a estrutura morfológica da articulação, apresentando alteração estética e funcional da estrutura atingida pela patologia. A OA é classificada em primaria e secundária; na primária quase sempre hereditária e principalmente associada a nódulos de Heberden 1 . A OA secundária é a artrite traumática, inflamatória ou metabólica (GOLDING 2001, p: 202). Segundo Pastor et al. (2001), a OA é uma das patologias músculo- esquelética mais frequentes no mundo, na qual uma a cada três pessoas acima de 35 anos é afetada, causando progressiva perda importante da capacidade funcional e da qualidade de vida. Ela representa cerca de 30% a 40% das consultas em ambulatórios especializados e é responsável no Brasil por uma grande porcentagem de afastamento do trabalho, alcançando, portanto, cerca de 7,5%. Em conformidade com Altman (1999), pode-se considerar a OA como primária ou secundária, e pode originar-se tanto na cartilagem como no osso subcondral ou mesmo no tecido sinovial. A última consequência da OA são as lesões anatômicas características, representadas por degeneração cartilaginosa, deterioração do osso subcondral e remodelagem óssea, podendo haver inflamação do tecido sinovial, geralmente nas fases mais evoluídas do processo patológico da OA. 2.1 – ESTRUTURA ANATÔMICA DA ARTICULAÇÃO DO JOELHO 2.1.1 – Articulação do Joelho 1 Neoformação óssea que propicia o aparecimento de irregulares nas articulações com OA, especificamente nas articulações das mãos. Moore e Dalley (2006), afirmam que o joelho é primariamente uma articulação sinovial do tipo gínglimo que consente os movimentos de flexão e extensão. Entretanto, os movimentos articulares são combinados com deslizamento e rolamento e com rotação sobre o eixo vertical. As faces articulares da articulação do joelho são caracterizadas pela sua ampla superfície de contato e suas formas complicadas e incongruentes. A articulação do joelho é composta por três articulações, lateral e medial entre os côndilos do fêmur e tíbia e a articulação intermediária entre patela e o fêmur. Esta patela é chamada de patelofemoral. 2.1.2 – Estruturas Ósseas do Joelho Para Dangelo e Fattini (2007), o maior osso do esqueleto é classificando como um osso longo, apresentando, portanto duas epífises, proximal e distal, e um corpo ou diáfise. O fêmur articula-se pela sua extremidade proximal com o osso do quadril e pela extremidade distal com a tíbia. Tortora, (1997), descreve que o fêmur ou osso femoral é o mais longo e mais pesado osso do corpo. Sua extremidade proximal articula-se com o osso do quadril. Sua extremidade distal articula-se com a tíbia. O corpo do fêmur curva-se medialmente de modo que as articulações do joelho são trazidas mais próximas à linha de gravidade do corpo. A cabeça do fêmur articula-se com o acetábulo do osso do quadril. O colo do fêmur é uma região de constrição abaixo da cabeça do fêmur. O trocanter maior é uma projeção palpada e visual na frente da depressão ao lado do quadril. Sob o ponto de vista de Spencer (1991), a fíbula é descrita como um osso afilado que fica localizado lateralmente a tíbia. Sua extremidade proximal é caracterizada por uma protuberância óssea que se denomina a cabeça da fíbula e se articula com o côndilo lateral da tíbia. A extremidade distal da tíbia forma o maléolo lateral, que se articula com o talus e juntamente com o maléolo medial, forma a articulação talocrural2 “tornozelo”. A tíbia e a fíbula estão unidas fortemente por uma membrana interóssea. 2 Articulação entre extremidade distal da tíbia e fíbula e o dorso do tálus. Formando o tornozelo. Segundo Tortora (1997), a tíbia é o maior osso medial da perna. Ela sustenta o peso do corpo. A tíbia articula-se em sua extremidade proximal com o fêmur e a fíbula e, em sua extremidade distal, com a fíbula e o osso tálustarsal3. A patela é classificada como um osso sesamóide, por estar inclusa no tendão de inserção do osso quadríceps da coxa. O osso tem forma triangular, apresentando uma base superior e um ápice, dirigindo inferiormente. A face articular é posterior e apresenta duas áreas separadas por uma ligeira elevação (DANGELO e FATTINI 2007). 2.1.3 – Estrutura Ligamentar do Joelho De acordo com Moore & Dalley (2001), os ligamentos são responsáveis pela estabilidade da articulação durante os movimentos. No joelho, os ligamentos podem ser intra-articulares ou extra-articulares. Os ligamentos externos formam uma cápsula fibrosa e resistente denominada cápsula articular. Os ligamentos intra-articulares, dentro da articulação do joelho, consistem nos ligamentos cruzados e meniscos. O tendão do músculo poplíteo também é intra-articular durante parte do seu trajeto. O ligamento cruzado anterior (LCA) origina-se de uma área elíptica4. As fibras se entrelaçam de tal maneira que vem a formaruma área de inserção triangular na área intercondilar anterior (STROBEL e STEDTFELD, 2000). Durante o movimento de extensão completa de joelho, o LCA se mantém tensionado e quando o joelho volta para a posição de flexão, ocorre o afrouxamento das fibras do ligamento. Ellenbecker (2002) acredita que o ligamento cruzado posterior (LCP) tem como função principal impedir a translação posterior da tíbia, em relação ao fêmur. Além disso, o LCP também tem as funções de impedir a hiperextensão no joelho, manter a estabilidade rotatória e operar como eixo central da rotação do joelho. 3 União entre o tálus e os ossos do tarso. 4 Figura geométrica em forma de curva. Há dois conjuntos de ligamentos envolvidos na articulação do joelho. São os ligamentos cruzados anterior e posterior e os ligamentos colaterais tibial e fibular. O LCA limita e extensão e rotação, o LCP impede o deslocamento do fêmur para frente. A elasticidade ou não ldos ligamentos cruzados são particularmente importantes na estabilização da articulação do joelho durante a rotação. Embora os principais movimentos sejam flexão e extensão, alguma rotação é essencial durante a marcha. Os ligamentos colaterais impede o deslocamento lateral do joelho. JACOB; FRANCONE; LOSSOW (1990) p: 132, 136. Moore e Agur (2004) descrevem que o ligamento poplíteo obliquo é uma expansão do tendão do músculo semi-membranáceo, que reforça a cápsula fibrosa posteriormente. Emerge posteriormente ao côndilo medial da tíbia e faz trajeto supero-lateral para fixar-se à parte central da região posterior da cápsula fibrosa. O ligamento poplíteo arqueado reforça a cápsula fibrosa posteriormente. Emerge da face posterior da cabeça, passa supero- medialmente sobre o tendão do músculo poplíteo e se alastra sobre a face posterior da articulação do joelho. Os ligamentos cruzados unem ao fêmur e à tíbia, internamente a cápsula articular da articulação, porem são extra sinoviais, os ligamentos cruzados se entrecruzam em sentido obliquo formando um X. 2.1.4 – Meniscos Segundo Tortora (1997), os meniscos são discos de fibrocartilagem entre os côndilos tibiais e femorais. Eles auxiliam a compensar as formas irregulares dos ossos em articulação. Existem dois tipos de meniscos articulares: menisco medial, uma peça semicircular de fibrocartilagem em forma de C na região lateral do joelho; e menisco lateral, uma peça quase circular de fibrocartilagem aproximadamente na forma de um O completo, na região medial do joelho. Os meniscos da articulação do joelho são placas semilunares de fibrocartilagem na face articular da tíbia, que aprofunda a face articulante e atua como amortecedores de choque. Cuneiformes em secção transversal, os meniscos estão firmemente presos nas suas extremidades à área intercôndilar da tíbia. O menisco medial é mais largo posterior do que anteriormente. Sua extremidade anterior fixa- se à área intercondilar anterior da tíbia, na frente da fixação do LCA. A sua extremidade posterior fixa-se a à área intercondilar posterior na frente da fixação do LCP.. (MOORE e AGUR 2004, pg: 237). Lehmkuhl, Smith e Weiss (1997) descrevem que os meniscos medial e lateral são fibrocartilagens que servem para aumentar a congruência das articulações tíbio-femorais e para distribuir a pressão. Os meniscos são movidos e controlados sobre a tíbia por forças passivas e ativas. Passivamente eles são empurrados anteriormente pelo fêmur à medida que o joelho se estende e o contato dos côndilos femorais é mais anterior sobre os côndilos tibiais. Em contraposição os meniscos movem-se posteriormente com a flexão do joelho. 2.1.5 – Cápsula Articular Conforme Kapandji (2000) descreveu, a cápsula articular é uma bainha fibrosa que contorna a extremidade inferior do fêmur e a extremidade superior da tíbia, mantendo-as em contato entre si e formando as paredes não ósseas da cavidade articular. A forma geral da cápsula do joelho pode ser entendida facilmente, se for comparada com um cilindro ao qual se deprime a face posterior, segundo uma geratriz. Na face anterior deste cilindro, abre-se uma janela, na qual vai inserir-se a patela. As margens do cilindro se inserem no fêmur, na parte de cima, e na tíbia, na parte de baixo. A cápsula fibrosa circunda a articulação e esta fixada as margens das faces articulares da fíbula e tíbia. É reforçada pelos ligamentos anteriores e posteriores da cabeça da fíbula. A membrana sinovial reveste a capsula fibrosa. A capsula articular é reforçada por cinco ligamentos intrínsecos: da patela, colateral fibular, contralateral tibial, poplíteo obliquo e poplíteo arqueado. (MOORE e AGUR; 2004, pg: 235, 237). 2.1.6 – Estrutura Muscular do Joelho Segundo Whiting e Zernicke (2001), os músculos vasto lateral, vasto medial, reto femoral e vasto intermédio formam o grupo muscular denominado quadríceps. O quadríceps compreende a maior parte da superfície anterior e lateral do fêmur. De acordo com Fattini (1998), os músculos anteriores primários são os componentes do quadríceps femoral que atuam como os principais extensores do joelho: vasto lateral, vasto medial, vasto intermédio, vasto medial oblíquo, geno-articular e reto femoral, sendo que este biarticular, atua também como flexor do quadril. O tendão de inserção destas porções do quadríceps é único e é continuado pelo ligamento patelar que se estende do ápice da patela à tuberosidade da tíbia. Dinamicamente, o comprimento do reto femoral e do tendão patelar é de primordial importância para permitir o deslizamento patelar livre durante a flexão e a extensão. Para Moore e Dalley (2001), a musculatura da coxa é dividida em três compartimentos, que se caracterizam de acordo com a localização anatômica. Os compartimentos são: anterior, medial e lateral. Localizados na região anterior à coxa, encontram-se os flexores de quadril e extensores do joelho. O músculo quadríceps forma a parte principal dos músculos anteriores à coxa e, coletivamente constitui o maior e um dos mais poderosos músculos do corpo. Ele cobre quase toda face anterior e os lados do fêmur. Este músculo é o grande extensor da perna, no qual todas as suas quatro partes combinam para formar uma fixação tendínea na tíbia. Kapandji (2001) afirma que o quadríceps crural é o músculo que faz o movimento de extensão do joelho e caracteriza-se pela sua força e potência. Sendo que, o músculo quadríceps chega a ser até três vezes mais forte que os músculos flexores. No entanto, quando o joelho está em uma posição de hiperextensão, a ação do quadríceps não é necessária para manter a posição em pé. Porém,quando se inicia uma mínima flexão, é necessário a intervenção enérgica do quadríceps para evitar a queda por flexão do joelho. O quadríceps é constituído como o seu nome indica, por quatro corpos musculares, que se inserem por um aparelho extensor na tuberosidade tibial anterior: Três músculos mono articulares: crural, o vasto externo e o vasto interno; Um músculo biarticular: o reto anterior. Para Magee (2002) os músculos que cruzam a articulação do joelho consistem nos músculos monoarticulares e biarticulares que atuam como agonistas, antagonistas e estabilizadores. 2.2 – BIOMECÂNICA, MOVIMENTOS FISIOLÓGICOS E CINESIOLOGIA DO JOELHO. Conforme Winkel et al. (1997), o joelho é parte da cadeia motora do membro inferior, possibilitando ao homem capacidadescomo locomoção e posições que solicitem a flexão ou extensão articular do joelho. A estabilidade estática do joelho é dada pela cápsula articular, ligamentos, meniscos e ossos. Já a estabilidade dinâmica, fica por responsabilidade dos músculos. Para Kapandji (2001), o movimento flexão-extensão é o principal movimento articular do joelho. Na extensão, define-se como o distanciamento da face posterior da perna da cadeia posterior da coxa. Não existe uma extensão absoluta, pois na posição de referência, o membro inferior está no seu estado de alongamento máximo. A flexão é o movimento que aproxima a face posterior da perna à face posterior da coxa. A flexão passiva do joelho atinge uma ADM (Amplitude de Movimento) de 160°. Além da flexão-extensão, a articulação do joelho pode realizar o movimento de rotação axial do joelho. Este movimento só pode ser realizado com o joelho flexionado, pois quando o joelho está estendido, ocorre o bloqueio da articulação proveniente da união tíbio-femoral. Os movimentos são principalmente flexão e extensão ocorre uma certa rotação quando o joelho é flexionado. Quando a perna esta totalmente estendida, o joelho trava por causa da rotação medial do fêmur sobre a tíbia. Isso faz do membro inferior uma coluna solida e mais adaptada a sustentação de peso. Para destravar o joelho o músculo poplíteo se contrai rodando o fêmur lateralmente, de modo que a flexão do joelho possa ocorrer. (MOORE e AGUR, 2004, pg: 237). De acordo com Lehmkuhl, Smith e Weiss (1997) a articulação do joelho possui dois graus de liberdade: flexão e extensão e rotação axial. A flexão é de 120º a 150º dependendo do tamanho da massa muscular da panturrilha em contato com a coxa posterior. A hiperextensão é mínima e não excede 15º. A sensação final do movimento passivo do joelho é macia pelo contato de duas estruturas compostas por tecido mole, já a sensação final na extensão é firme pela tensão dos ligamentos e cápsulas posteriores. Segundo Gross (2000), os movimentos fisiológicos principais do joelho são a flexão e a extensão. Cada movimento é mensurado a partir da posição anatômica fundamental, que é o joelho estendido com os eixos longitudinais de ambos os fêmures e as tíbias no plano frontal, que geralmente se encontram em um ângulo de 170º. 2.3 – OSTEOARTROSE DE JOELHO: CONCEITO, DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO. Kisner e Colby (2010), definem que a OA como uma doença degenerativa crônica que inicialmente compromete o tecido cartilaginoso das articulações sinoviais, que causa a alteração na estrutura anatômica articular devido a remodelação e crescimento ósseo nas margens articulares. OA é uma doença articular degenerativa, crônica, multifatorial, que leva a incapacidade funcional progressiva, sendo uma das causas mais frequentes de dor no Brasil e no mundo. É uma afecção dolorosa das articulações que ocorre por insuficiência da cartilagem, ocasionada por um desequilíbrio entra a formação e a destruição dos seus principais elementos, associada a uma variedade de condições, como sobrecarga mecânica, alterações bioquímicas da cartilagem e da membrana sinovial e fatores genéticos. É também a doença reumática mais prevalente em indivíduos com mais de 65 anos de idade. (JARDIM e NASCIMENTO 2010 p. 421). Segundo Sullivan (2004) a OA recebe uma graduação nas radiografias de acordo com os critérios de Kellgren e Lawrence, por meio de uma escala ordinal de 5 níveis: 1. Grau 0: Radiografia normal; 2. Grau 1: Estreitamento duvidoso do espaço articular e possíveis osteófitos; 3. Grau 2: Osteófitos definidos e estreitamento ausente ou questionável No espaço articular; 4. Grau 3: Osteófitos e estreitamento do espaço articular moderados alguma esclerose e possível deformidade; 5. Grau 4: Osteófitos grandes, estreitamento acentuado do espaço articular, esclerose grave e deformidade definida. Baici et al. (1995), descreveu que todas as articulações podem ser atingidas pela OA, contudo, o quadril, os joelhos, os pés e a coluna são de longe as mais atingidas, por serem articulações de carga e devido ao esforço a que estão sujeitas. Pode haver comprometimento uni ou bilateralmente e também mais de uma articulação pode ser atingida ao mesmo tempo. Para Marques, Medina e Tenório (2008), a OA de joelhos está associada com o quadro clínico de encurtamento muscular e consequente fraqueza do músculo quadríceps, além de alterações proprioceptivas, que podem contribuir para a patogênese ou progressão da doença pela piora do dano articular. Acredita-se e que estas alterações ocorram como resultado de atrofia por desuso, secundária à dor articular. De acordo com American College of Rheumatology, Seda e Seda (2001). descreve que, são 4 as classes da OA: Classe 1, capazes de executar atividades do dia-a-dia como deslocamento e auto cuidado (A.V.D) e atividades instrumentais como ocupacionais e recreativas (A.V.I) e esportivas. Classe 2, capazes de executar A.V.D e A.V.I, mas limitado para atividades esportivas. Classe 3, capaz somente de executar atividades básicas e de auto manutenção. Classe 4 limitação para executar todas as atividades de vida cotidianas. OA é uma afecção na qual a proliferação óssea nas margens articulares e no osso subcondral constitui consequência de deteriorização da cartilagem articular. As alteração iniciais na OA são despolimerização da sustância fundamental glicoproteica circundante aos condrócitos isso sendo subsequentemente associado com fissuramento da superfície cartilaginosa sobrejacente, desgaste da superfície da cartilagem, e proliferação óssea que pode levar a formação de cistos ósseos justarticulares com colapso final desses cistos e transtornos das superfícies articulares. O liquido sinovial que nutre a cartilagem e lubrifica as superfícies não parece estar falhando como lubrificante, e o mecanismo exato pelo qual a cartilagem deteriora nem sempre pode ser verificado. (KOTTKE STILLWELL LEHMANN, 1986, pg: 631) 2.4 – ETIOLOGIA Segundo Radl at al. (2005), os principais fatores de risco para a OA são o avanço da idade e predisposição genética, o estresse mecânico e a inatividade ou sedentarismo. De acordo com Albertoni e Faloppa (2008), as alterações de alinhamento dos joelhos, obesidade e cirurgias pregressas, envolvendo a articulação do joelho, também favorecem a ocorrência de maior grau de severidade da OA. Vários fatores predispõem a OA, com o avanço da idade ocorre a perda de condroitinosulfato a partir de substâncias fundamentais que deixam as fibras de colágeno sem suporte; ambos os sexos são afetados, porém a OA primária generalizada é mais frequente em mulheres; os nódulos de Herberden apresentam uma tendência familiar marcante; traumas nas articulações:predispõe a doença degenerativa articular, eles podem ser trauma agudo, sobrecarga crônica e lesões previas (GOLDING 2001 p 202). Kottke, Stillwell, Lehmann (1986) descreve que geralmente a OA de joelho é uma patologia secundária a alguma outra irregularidade articular. A degeneração do compartimento patelofemoral (condromalácia patelar) é um distúrbio que afeta pessoas jovens e pode predispor ao desenvolvimento de distúrbios osteomioarticulares que atuem processo de formação e instalação da OA. Kisner e Colby (2004) descrevem que as causas podem ser uma lesão mecânica à articulação, em razão de uma grande sobrecarga, de pequenas sobrecargas repetidas ou de movimento insuficiente do fluido sinovial, quando a articulação ficou imobilizada. Ocorrea destruição rápida da cartilagem articular com a imobilização, porque a cartilagem não está sendo banhada pelo fluido sinovial em movimento e é assim privada do seu suplemento nutricional. Para Adams E Hamblen (2008), a principal causa da OA é o desgaste articular. Segundo o autor, se uma articulação não for colocada sob pressão nunca se tornará osteoartrítica, tornando assim, as articulação do membro inferior mais suscetíveis a acometimentos da OA. Qualquer anormalidade de uma articulação pode ser indiretamente responsável pelo OA, frequentemente muitos anos mais tarde. A idade, por si só, não é causa de OA, embora possa está associada à diminuição da capacidade de recuperação do tecido após uma lesão e esse pode ser um fator indireto. Os principais fatores predisponentes são: mau desenvolvimento congênito, superfícies irregulares das articulações, desarranjos internos como corpos livres dentro da articulação, moléstias anteriores, mau alinhamento de uma articulação e obesidade e excesso de peso. Segundo Carvalho (2001), os desvios em valgo ou varo são fatores etiológicos importantes na OA de joelho. O paciente relata um aumento progressiva da deformidade ao longo dos anos e dor, que a principio, aparece com o esforço, mas que, gradativamente, acentua-se, chegando a incomoda- lo, mesmo ao repouso. Ao exame, é frequente observar-se acometimento bilateral, quase sempre associado ao excesso de peso, principalmente em pacientes do sexo feminino. Nas deformidades em varo, pode-se notar uma rotação medial da tíbia e nos casos mais acentuados, ocorre deformidade em flexão do joelho. Os desvios de eixo do joelho e a obesidade contam como principais fatores da gênese da OA do joelho. As instabilidades ligamentares, principalmente aquelas que evoluem sem diagnostico e tratamento, também se colocam como causas importantes no paciente mais jovem, assim como as lesões meniscais, degenerativas ou traumáticas, nas quais um fragmento meniscal se interpõe entre o côndilo femoral e tibial levando a erosão da cartilagem. As pessoas com deformidade genu varo suportam a maior parte de seus esforços de sustentação do peso no compartimento medial e são predispostas a OA nessa região, em oposição à aquelas com angulação em valgum da articulação do joelho que são predispostas à artropatia tibiofemoral lateral. (KOTTKE, STILLWELL, LEHMANN, 1986, p: 632) 2.5 – FISIOPATOLOGIA Conforme Rald at al (2005), na OA, a cartilagem perde sua elasticidade, tornando-se inicialmente edemaciada em decorrência da desorientação da rede colágena e da hidrofilia5 dos proteoglicanos6. Posteriormente, torna-se rígida e opaca com fibrilações e erosões, além de progressiva alteração na congruência das superfícies articulares até a completa desnudação do osso subjacente. As fibras colágenas de ligamentos e cápsulas articulares não podem mais suportar as forças de tensão, encurtando-se e promovendo sinais de aderência sinovial. Em fases mais avançadas da doença, o líquido sinovial passa a ser produzido em menor quantidade, com mudança em sua viscosidade. A articulação estará habitualmente aumentada, e é comum a atrofia da musculatura do quadríceps, especialmente no vasto medial. Surge uma marcha antálgica, devido a dor, e uma tendência de a articulação falhar especialmente na posição de pé. Os ligamentos colaterais podem efetivamente se tornar muito longos, como resultado da diminuição do espaço intra-articular, tornando-se pouco efetivo para controlar os movimentos em varo e em valgo. Esta instabilidade pode causar deformidade permanente e contraturas, como encurtamento ou alongamento adaptativo de vários tecidos. (PORTE 2005 p: 206). 5 Propriedade física, em que uma molécula é atraída por água, podendo-se aglutinar-se a ela. 6 Proteína presente nas cartilagens tem como função hidratar e atrair a água para o tecido. 2.6 – QUADRO CLÍNICO 2.6.1 – Dor O quadro clinico da OA caracteriza-se por dor insidiosa. Essa dor inicialmente ocorre ao iniciar os movimentos e aos esforços, sendo que em estágios mais avançados pode ocorrer também em repouso. Juntamente com a dor o prejuízo funcional é progressivo, podendo haver incapacidade até para os cuidados pessoais. Nos joelhos os pacientes queixam-se de dor ai levantar de uma cadeira, por exemplo, ao iniciar a deambulação, subir e descer escadas. (SATO, 2004, pg: 301). No entanto, Amatuzzi e Greve (1999) descrevem que o quadro doloroso e as alterações secundárias musculares são os maiores responsáveis pela incapacidade funcional do paciente e cabe à medicina da reabilitação a manutenção e restauração através do uso de técnicas específicas de analgesias, exercícios, órteses e adaptações. As alterações da mecânica normal do movimento articular, relacionadas com as instabilidades pela perda da capacidade estabilizadora dos tendões e ligamentos, também podem causar dor. A dor geralmente ocorre devido à carga compressiva ou à atividade excessiva da articulação envolvida e é aliviada com repouso. Nos estágios avançados da doença, a dor costuma achar-se presente no repouso. A dor deve-se provavelmente ao envolvimento secundário do osso subcondral, da sinovia e da capsula articular. (KISNER e COLBY, 2004, p.303) De acordo com Jardim & Nascimento (2010), o primeiro sintoma do paciente é a dor, sendo está a causa da procura pelo serviço de assistência a saúde. Geralmente essa dor tem origem durante a atividade articular e pode vir acompanhada de rigidez durante a manhã por um período aproximadamente de 30 minutos. Segundo Porter (2005) no joelho a OA é mais comum no compartimento medial. A dor é descrita ao redor e dentro da articulação, e pode ser referida em sentido distal até o tornozelo. Nas fases iniciais da doença, a dor é usualmente intermitente e de baixa intensidade. Os indivíduos descrevem a dor da OA como a dor de após sustentar peso, piorando a noite após as atividades do dia. À medida em que a doença progride, a dor vai ficando mais constante. As alterações degenerativas são a principal causa de dor no joelho em pacientes de idade avançada. (CARVALHO, 2001, p: 228). 2.6.2 – Rigidez Articular Golding (2001) acredita que a rigidez articular moderada é agravada pelo longo período de repouso, forma de rigidez elástica (oposta à rigidez friccional ou viscosa, o paciente queixa-se de dificuldade para começar a andar e depois se senta). Rigidez nos dedos ou em grandes articulações podem ser a causa de incapacidade. Para Kisner e Colby (2004) os períodos de rigidez geralmente ocorrem pela manhã ou após os períodos de repouso, devido ao enrijecimento das articulações envolvidas após períodos de inatividade. A atividade articular alivia a rigidez. 2.6.3 – Fraqueza Muscular Radl et al (2005) acredita que a distensão dos tecidos periarticulares em função do edema e da dor são importantes fatores na inibição da atividade reflexa muscular. Essa inibição favorece o desenvolvimento de atrofia e fraqueza, prejudicando a estabilidade articular e a funcionalidade. Como em qualquer patologia que afete o joelho tanto na artrose femoropatelar como na femorotibial, observa-se uma atrofia de quadríceps que será mais importante quanto o mais longo seja o processo degenerativo (CARRIL et al, 2001, ). Segundo Robergs e Roberts (2007), a massa muscular diminui com a idade, resultando em menor força e resistência muscular. A força muscular começa a diminuir em torno dos 40 anos e essa queda se aceleraapós os 60 anos. Para cada década após os 25 anos, 3% e 5% da massa muscular é perdida. A perda da força muscular nas pessoas da terceira idade pode afetar significativamente a qualidade e o tempo de vida. A perda da massa muscular tem sido atribuída às alterações do estilo de vida e a menor utilização do sistema neuromuscular. Conforme descrito por Marques, Medina e Tenório (2008), a fraqueza do músculo quadríceps femoral vem sendo relatada como um dos maiores problemas ocorridos nas diferentes áreas da reabilitação. Bastante tempo é gasto na recuperação funcional deste músculo, principalmente após trauma, cirurgias ou desordens articulares do joelho. Além disso, a fraqueza muscular predispõe a lesão, podendo ocorrer ciclos viciosos gerando incapacidades funcionais. Santos at al (2009), descreve que os indivíduos com OA de joelho apresentam redução gradual da força dos músculos dessa articulação, podendo ou não estar associada à atrofia da musculatura, à dor e ao edema. O comprometimento da função muscular pode afetar significativamente a qualidade de vida dos idosos, levando a dificuldades na realização das atividades cotidianas e, muitas vezes, tornando-os dependentes funcionalmente. 2.6.4 – Derrame Articular Segundo Golding (2001), quase sempre ocorre nos estágios precoces e durante exacerbações inflamatórias agudas. O liquido é claro com elevados grau de viscosidade, baixo conteúdo de proteínas e de contagem celular. Em idosos, observa-se derrame hemorrágico por força de sangramento de osteófitos soltos e fibras sinoviais vasculares. A tumefação sinovial ocorre em episódios de OA aguda, principalmente em joelhos e cotovelos, produzindo, às vezes, tumefação óssea, devido aosteófitos. Os cistos sinoviais podem ser a causa das tumefações palpáveis. 2.7 – DIAGNÓSTICO E EXAME RADIOLÓGICO De acordo com Lopes (2006), a alta degradação e a gravidade do dano articular nos níveis mais avançados da OA, podem ser avaliados por métodos radiológicos comuns, como a radiografia convencional, mais a tomografia computadorizada e a ressonância nuclear magnética. Apesar da inespecificidade dos achados radiográficos, por meio deles, pode-se identificar alterações correntes na OA, como perda da cartilagem articular, evidenciada pela redução do espaço articular, esclerose óssea subcondral e osteófitos que indicam remodelação óssea. Cistos e erosões ósseas podem estar presentes nos casos mais graves. O sinal radiológico clássico da OA são os osteofitos decorrentes da proliferação ósseas nas margens da articulação. A redução assimétrica do espaço articular associada a esclerose do osso são os outros sinais frequentes. Deve-se salientar que apesar da radiologia ter um papel importante na avaliação da OA é muito frequente a chamada dissociação clinico-radiológica, ou seja, pacientes com grande comprometimento clinico e poucas manifestações radiológicas e vice-versa. Assim, o diagnostico da e o planejamento da OA devem ser baseados quase que exclusivamente no quadro clinico do paciente. (SATO, 2004, pg: 302). As características radiológicas da OA são: diminuição do espaço articular, esclerose subcondral e formação de esporões e de labiações nas margens articulares pela formação de osteófitos (ADAMS e HAMBLEN, 1994, p 130). Segundo Weinsten e Buckwalter (2000), na avaliação clínica, o paciente com OA apresenta-se a principio com rigidez e dor. Caracteristicamente, o paciente apresenta a rigidez no início da marcha que melhora à medida em que o joelho for se aquecendo. O paciente pode exibir uma marcha antálgica, ou dolorosa na qual a fase de apoio do ciclo da marcha estará abreviada. Um joelho com alinhamento defeituoso em varo pode exibir um ressalto lateral em decorrência da instabilidade do ligamento colateral lateral. O joelho pode estar inchado por causa da efusão e da sinovite. Também pode ocorrer travamento do joelho, quando as superfícies ósseas desnudas se atritam uma com a outra, causando dor intensa. No exame clínico, também pode ser palpado osteófitos. 2.8 – TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO 2.8.1–Exercícios Terapêuticos e Cinesioterapia Para Carril et al, (2001), a reabilitação é composta de exercícios isométricos e isotônicos, resistidos de quadríceps e isquiotibiais, aconselhando-se utilizar pouca resistência para evitar a sobrecarga articular e o incomodo de trabalhos em casa com grandes pesos (a medida indicada será de 2kg, dependendo sempre das condições físicas do paciente). Serão realizados exercícios ativos e ativos resistidos, os exercícios resistidos deverão ser realizados também com moderação já que uma resistência excessiva produzirá uma sobrecarga articular e será igualmente um fator de risco para o processo degenerativo articular. O tratamento não farmacológico é de grande importância para o paciente, e inclui desde educação, assistência social e treinamento de cuidados, ate prescrição de exercícios terapêuticos e de órteses. (SATO, 2004, pg: 302). Segundo Jardim e Nascimento (2010), os exercícios terapêuticos têm mostrado resultados cada vez mais benéficos de diversas maneiras em pacientes com OA. Entre seus efeitos, pode-se citar a melhora da ADM e da força muscular que suporta e protege a articulação, diminuindo o quadro de dor e a rigidez articular. Acredita-se que os exercícios feitos de forma regular tenham papel fundamental no tratamento desses pacientes de diversas formas, tais como: fortalece a musculatura periarticular, o que reduz o risco de lesões; previne as deformidades, mantendo a mobilidade articular; previne a obesidade, diminuído o risco de progressão da OA e aumenta o metabolismo na região da articulação. Antes da prescrição de exercícios o fisioterapeuta deve estar atento às atividades que o paciente já realizou ou vai realizar naquele dia. Pois o aumento excessivo da taxa metabólica articular pode ser um fator de contraindicação de atividade física. A dor pode ser um sinal que o processo inflamatório esta mais ativo e não seria interessante iniciar a terapia com atividades físicas (RALD, 2005 p: 78). Carvalho (2001) descreve que em se tratando de AO, a grande maioria dos pacientes serão idosos e, por isso, as medidas terapêuticas nas fases iniciais, devem ser conservadoras, objetivando-se retardar o processo. Além de se recomendar ao paciente a perda de peso, são prescritos anti-inflamatórios não hormonais e a fisioterapia é instituída para ajudar a deter o processo inflamatório, fortalecer a musculatura e prevenir deformidades. 2.8.2 – Fortalecimento do Quadríceps A fisioterapia tem a finalidade de melhorar ou manter a força muscular dos grupos envolvidos na articulação afetada e melhorar ou manter a amplitude de movimento dessa articulação, com consequente melhora da função especialmente do padrão de marcha. (SATO, 2004, pg: 302). Em um estudo realizado por Doherty et al (2006) os pacientes com OA de joelho têm o aumento da oscilação postural estática nas direções laterais e anterior, devido à redução da propriocepção, causada pela destruição dos nociceptores presentes na cartilagem articular e pela fraqueza muscular, periarticular principalmente do quadríceps. O reforço do quadríceps e a instrução sobre mecânica corporal a fim de evitar esforço desnecessário com o joelho que pode ocorrer ao levantar-se de cadeiras de rodas, ou vasos sanitários, que sejam demasiados baixos constituem aspectos chaves do tratamento bem sucedido. Os exercícios devem executados em posição confortável oque usualmente é extensão para o paciente com OA de joelho. Não há base estabelecida para o uso adicional de exercícios isotônico ou isocinetico, embora possam ser acrescentados se desejado, porem somente quando a dor permitir. (KOTTKE STILLWELL LEHMANN, 1986, p: 633). Numa pesquisa realizada por Reilly et al (2006), o sintoma que mais interfere nas atividades diárias dos portadores de OA é a dor. No estudo, foi avaliado o nível de dor e o grau de fraqueza do quadríceps. Sendo assim, constatado que os pacientes com níveis altos de atrofia de quadríceps apresentavam um quadro álgico mais elevado em relação aos outros pacientes que tinham uma musculatura mais preservada. Quando os exercícios de fortalecimento para a musculatura do joelho são selecionados, implementados e progredidos, em um programa de reabilitação as principais preocupações são a estabilidade do joelho, que envolve co-contração dos músculos quadríceps e posteriores da coxa, e uma biomecânica patelofemoral e do mecanismo extensor segura, permitindo a excursão patelar apropriada. O quadríceps e os posteriores da coxa precisam contrai-se simultaneamente, assim como contrai-se concêntrica e excentricamente durante as atividades funcionais. (KISNER, 2005, p; 549). 2.8.3 – Hidroterapia Kisner, (2005) descreve, reduzindo a compressão articular, provendo resistência tridimensional e amortecendo a dor percebida, os exercícios de fortalecimento em imersão podem ser iniciados no programa de reabilitação. Para Cole, Morris e Routi, (2000), os exercícios aquáticos fornecem aplicação suave de resistência, amplitude completa de movimento e a oportunidade de treinar em varias velocidades. A viscosidade da água fornece resistência a um corpo movendo-se através da água. Os pacientes com doenças reumáticas podem não tolerar contato manual ou mesmo pesos nos punhos e tornozelos. Essa pressão pode ser dolorosa, destrutiva para a pele e dependendo da localização e direção da força, pode sobrecarregar as articulações. Nos exercícios aquáticos, as resistências podem ser aplicadas de forma manual, mecânica ou aproveitando as propriedades físicas da água. A turbulência em uma piscina é inevitável e serve como resistência aumentada ao exercício, ao padrão de movimento e à estabilização proximal. Numerosos conceitos de reabilitação aquática são usados para incorporar o tratamento apropriado a cada condição reumatológica. 2.8.4 – Eletroterapia Segundo Kitchen (2003), atualmente, existe um número imenso de aparelhos para estimulação elétrica, que são vendidos sob uma variedade de nomes. Os aparelhos podem ser portáteis, ou ligados na rede elétrica. Alguns pesquisadores têm argumentado que as unidades ligadas a rede elétrica produzem maior ganho de força, já que podem causar níveis de força de contração para treinamento mais elevado, particularmente, quando usados para grupos musculares maiores como o quadríceps. A estimulação elétrica para fortalecimento é útil clinicamente para prevenir a atrofia por desuso em casos que envolvem imobilização ou contraindicação de exercícios. Para Low (2009), a estimulação elétrica pode imitar várias condições similares das produzidas naturalmente. Isso sugere que os efeitos dos músculos são similares aos produzidos com padrões voluntários específicos de contração. O fortalecimento requer fortes contrações e um número diário de repetições que não precisa ser alto. A estimulação elétrica intensa também resulta em danos microscópicos das fibras ativadas, especialmente se a estimulação for muito intensa ou se for realizada em um músculo com certo período de inatividade. 3 – METODOLOGIA Para Barreto e Honorato (1998), a metodologia da pesquisa num planejamento deve ser entendida como o conjunto detalhado e sequencial de métodos e técnicas científicas a serem executados ao longo da pesquisa, de tal modo que se consiga atingir os objetivos inicialmente propostos e, ao mesmo tempo, atender aos critérios de menor custo, maior rapidez, maior eficácia e mais confiabilidade de informação. De acordo com Lakatos (2011), o procedimento metodológico é considerado como o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo, conhecimentos válidos e verdadeiros, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões dos cientistas. 3.1 – Tipo de Estudo Segundo Gil (2008), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Nesse sentido, podemos afirmar que iremos fundamentar a nossa pesquisa de forma bibliográfica, em livros e artigos atuais, publicados nos últimos oito anos, tendo em vista evidenciar a veracidade do tópico pesquisado. Os descritores pesquisados foram: fortalecimento de quadríceps, osteoartrite do joelho, exercícios para OA de joelho, sendo eles, combinados de várias formas para refinar a busca. A busca foi limitada para artigos, teses, publicados entre os anos de 2004 - 2012. Mas algumas bibliografias anteriores aos anos citados foram utilizadas por ser tratar de um estudo clássico do tema. 3.2 – Procedimentos de Coleta A abordagem do estudo foi de origem qualitativa que vai fomentar o conhecimento em áreas afins da saúde, principalmente a fisioterapia, de caráter exploratório. A pesquisa é descritiva, pois possui como objetivo a descrição das características de uma população, fenômeno ou de uma experiência, (GIL, 2008). A coleta de dados e pesquisa literária foi realizada em banco de dados dos sites PubMed, Scielo, Altavista, CAPES, IBICT, BIREME (LILACS), Babel Fish, teses.usp.br, bibliotecadigital.ufba.br, cutter.unicamp.br, regional.bvsalud.org, Google Acadêmico,no período agosto de 2011 a setembro de 2012, na biblioteca da Faculdade Nobre de Feira de Santana – BA e outras entidades de ensino superior. 3.3 Analise de Dados De acordo com Rauen (1999), é a parte que apresenta os resultados obtidos na pesquisa e analisa-os sob o crivo dos objetivos e/ou das hipóteses. Assim, a apresentação dos dados é a evidência das conclusões e a interpretação consiste no contrabalanço dos dados com a teoria. Foi realizado uma análise descritiva das informações de todo o conteúdo, em caráter cientifico, que será proposto e exposto na atual pesquisa. 4 – DISCURSÃO E RESULTADOS O estudo procurou investigar os possíveis benefícios obtidos na articulação acometida com OA de joelho sobe as repercussões provocadas pela patologia descrita no atual estudo. Paula, Lima e Soares (2009), descreveram que indivíduos portadores relatam a dor como o principal sintoma da OA e apresentavam desconforto para agachar, durante e após andar, ao se levantar da cadeira, durante o descanso noturno, rigidez matinal e ao subir escadas e andarem solos irregulares. Para Silva e Barros (2012), a OA de joelho é uma patologia crônica, potencialmente deteriorante e sem tratamento curativo, caracterizada por dor ao movimento, rigidez articular, crepitações que evolui para diminuição da mobilidade articular e fraqueza muscular levando a incapacidade da integridade física e redução da qualidade de vida. No entanto, Dias e Vasconselos (2007), descrevem que a OA de joelhos é uma doença reumática crônica, com degeneração da cartilagem articular e reações proliferativas no osso subcondral, associadas a dor, rigidez articular e prejuízos funcionais. JáChacur at al. (2008), enfatizam o processo inflamatório e a obesidade. Em seu estudo, eles relatam que a OA é uma doença articular degenerativa, caracterizada por processo inflamatório, dor, deformidades, alterações da marcha e da funcionalidade nas atividades de vida diária. E Tem como um dos principais fatores de risco a obesidade. Para Doherty (1998), a OA é uma doença comum associado à morbidade significativa. Isso é particularmente evidente na articulação do joelho, um dos locais mais comuns a serem acometidos como a OA. A prevalência aumenta com a idade que é associada com a diminuição da função fisiológica. Os sintomas se fazem presente diante do grau do dano estrutural da articulação. Sendo que um dos fatores de risco é a obesidade, que provoca repercussões estruturais na articulação, ocupação e sexo estão bem estabelecidos. Diversos fatores de risco podem ser elucidados para o surgimento da OA de joelho, dentre eles o envelhecimento, obesidade, excesso de esforço articular, mau alinhamento articular e o decréscimo de força muscular. A fraqueza muscular na extremidade inferior pode desempenhar um papel importante na OA de joelho. Os indivíduos sintomáticos com OA do joelho têm o músculo quadríceps mais fraco do que aqueles com idade superior sem OA. Não está claro se a fraqueza desenvolve antes ou após o aparecimento radiográfico da doença. A fraqueza associada com OA do joelho, em grande parte, deve-se o resultado de desuso, atrofia secundária e à dor articular. (PAULA, LIMA E SOARES 2009). Oliveira et al. (2008), descrevem que na gonartrose, em decorrência da hipotrofia muscular ocorre o desequilíbrio muscular e ação incorreta de agonistas e antagonistas. A ação agonista do reto femoral fica prejudicada, pela compensação gerada no movimento, os vastos laterais e médios precisam entrar em ação no movimento de extensão de joelho e os isquiotibiais acabam por funcionar como sinergistas ao auxiliar o movimento. Os músculos, quadríceps e isquiotibiais tornam-se hipotróficos geralmente devido ao desuso ou quadro álgico, que limita o movimento e a função articular. A força de forma excêntrica e concêntrica gera um efeito rotatório chamado de torque, associado à rotação de um corpo, em torno de um eixo, aplicando a força a esse corpo. Para que aconteça a rotação de forma mais eficaz, a força fica longe do ponto da mesma. A rotação de um torque está relacionada diretamente com a força que o está gerando aliado à direção desta em relação à posição de ponto central. O braço de alavanca vai ser a distância perpendicular do eixo que é aplicado à força (FILHO, 2008). Bastiane et al. (2011), avaliou o trabalho e potência dos músculos extensores e flexores do joelho em pacientes com OA e artroplastia total de joelho, ele também descreve que a hipotonia muscular provocada pela inibição da musculatura e da articulação decorrente do elevado grau de dor e inflamação levam ao desuso da musculatura periarticular e provoca a atrofia. A pesquisa chegou à conclusão de não houve diferença significativa nos dois grupos, o grau de força foi praticamente o mesmo, Os resultados descrevem, que, para os pacientes avaliados, a artroplastia total de joelho não melhora a capacidade funcional do sistema musculoesquelético desses pacientes, quando comparada à capacidade funcional de pacientes com OA. O agonista tem papel principal na execução do movimento e na manutenção de uma postura contraindo-se ativamente. Os antagonistas possuem ação anatômica oposta ao agonista regulando a potência ou a rapidez da ação. Usualmente, os antagonistas não estão se contraindo e nem auxiliando ou resistindo ao movimento (ALBUQUERQUE, 2003). Somente os músculos que atuam sobre uma única articulação são considerados verdadeiros antagonistas. Os músculos que atuam sobre mais de uma articulação agem como antagonistas e outras vezes como sinergistas. A articulação do joelho tem como antagonista o reto femoral dos isquiotibiais, porém, quando o quadril e o joelho fletem simultaneamente o reto femoral funcionará como sinergista (ALBUQUERQUE, 2003). A fraqueza de quadríceps é comum em pacientes idosos com diagnóstico de OA. Em indivíduos assintomáticos, uma pequena descoordenação no recrutamento muscular pode resultar em falha na desaceleração do membro antes do contato inicial na marcha, gerando forças de reação aumentadas na articulação do joelho. Essa alteração pode resultar em uma progressiva degeneração da cartilagem articular e constitui um dos grandes fatores de risco para dor. Considerando que a função adequada da cartilagem articular necessita de uma estabilidade biomecânica e muscular para a manutenção de sua estrutura e da integridade da matriz extracelular, as alterações encontradas nesse estudo, possivelmente, desencadearão o agravamento de a destruição articular. Além desses fatores, no processo de envelhecimento observa-se uma redução da força muscular do quadríceps ou um aumento no período de latência para sua contração, o que contribui também para as alterações relacionadas a patogêneseda OA. Quanto aos exercícios terapêuticos Mattiello at al. (2012), destacam-se os aeróbicos e os de força. Os exercícios aeróbicos e os de força, propostos no estudo de Messier et al. (2007), são amplamente utilizados em pacientes com OA de joelho para uma melhor condição física e, principalmente, fortalecimento do quadríceps, já que sua fraqueza seria a responsável pelas queixas de falta de equilíbrio e dor nesses pacientes. A fraqueza do quadríceps tem sido alvo de vários estudos que demonstram que seu fortalecimento seria o ponto chave para controlar a dor, a função física e a qualidade de vida dessa população. Além disso, esse recurso terapêutico contribui para a melhora no controle da oscilação postural, consequentemente, melhorando o equilíbrio. Isso também foi demonstrado por Messier et al. (2007), que encontraram melhora significativa no equilíbrio dos grupos exercícios aeróbios e de força para a posição bipodal com olhos fechados e na posição unipodal com olhos abertos, quando comparados com o grupo controle após 18 meses de intervenção de exercícios avaliados com plataforma de força. Fernandes at al. (2012), realizaram um estudo que avaliou a efetividade do fortalecimento muscular do quadríceps em pacientes com OA, no estudo os pacientes foram submetidos a exercícios de extensão de joelho em cadeia cinética aberta e fechada com carga de 50-60% de 1 RM (repetição máxima) e bicicleta ergonômica entre 30 e 40 minutos com frequência de 2 vezes por semana. Nesse estudo, foi obtido a conclusão de que exercícios de fortalecimento do quadríceps inserido em um programa de reabilitação são efetivos na melhora da dor, função e aspectos da qualidade de vida de pacientes com OA do joelho. Silva e Barros (2012) realizaram uma pesquisa que descreveu os benefícios dos exercícios funcionais nos pacientes com OA no joelho e chegou a conclusão de que a manutenção da capacidade funcional é um requisito fundamental para a autonomia do individuo com OA de joelhos, pois sabe-se que esta patologia traz importantes implicações para a qualidade de vida dos mesmos, por estar relacionada com a capacidade de realizarem as suas atividades de vida diárias independentemente. Os exercícios visando a função potencializou a independência dos pacientes, pois o fortalecimento da musculatura ajudou na melhora do equilíbrio, agilidade, coordenação motora, fortalecimento, resistência, flexibilidade muscular, propriocepção e condicionamento aeróbio. Paula, Lima e Soares (2009) produziram um estudo aplicandoa cinesioterapia convencional e a crioterápia nos pacientes com OA de joelho que não faziam uso de analgésicos e foram submetidos a 10 sessões de fisioterapia numa frequência de duas vezes por semana, foi constatado a melhora da funcionalidade e do quadro álgico dos pacientes tratados que foram reavaliados com a Escana Visual Analogica (EVA) para mensurar a dor e o questionário de Lequesne que examina dor, desconforto e funcionalidade dos pacientes, concluiu que os efeitos analgésicos da crioterapia melhorou a eficácia da aplicação da cinesioterapia proporcionando ganhos mais efetivos e rápidos. Num outro estudo Silva, Imoto e Croci (2007), compararam o efeito de três terapêuticas distintas, o estudo foi dividido em três grupos e cada um recebeu um tratamento especifico. Foi avaliado o efeito das ondas curtas, gelo mais exercícios e um grupo que somente recebeu a aplicação de exercícios terapêuticos. Concluiu que o efeito no grupo que recebeu a aplicação de gelo e exercícios terapêuticos teve melhor resultado voltado para a redução da dor e do ganho de força, em todos os estudos os pacientes apresentaram melhor do quadro álgico, mas nos pacientes que foi aplicado a ondas curtas não foi constatado melhora na amplitude de movimento, flexibilidade e força muscular. Também foi visto que a aplicabilidade das técnicas de cinesioterapia tem melhor eficácia quando realizado com baixos níveis de dor e que apenas a aplicação de recursos termoterápicos os resultados atuaram apenas na redução do quadro álgico. A hidroterapia é um dos recursos para o tratamento de portadores de gonartrose, podendo ser realizado em piscinas, tanque de Hubbard e balneários. A piscina pode ser profunda, em banheiras com redemoinhos de água, banhos de contraste e duchas escocesas onde se alterna água quente e fria (CAMPION, 2004). No entanto Coromano e Candeloro (2011), complementam descrevendo que a água possui propriedades que auxiliam no tratamento da osteoartrite de joelho. Em águas aquecidas, a temperatura de, em média, 36° estimula o relaxamento muscular e alivia a dor das articulações. A flutuação promove a diminuição da sobrecarga articular, ajudando com que os exercícios de fortalecimento sejam feitos sem a compressão óssea, logo, não há dor. A viscosidade, fricção e tensão superficial causam resistência ao movimento promovendo aumento da força muscular. Segundo Skinner e Thomson (2006), nesse método, o terapeuta fornece estabilidade para o paciente e a posição de suas mãos influencia na movimentação do paciente e na quantidade de trabalho isométrico e isotônico realizado. Pode-se conseguir a irradiação dos músculos mais fortes para os que se encontram mais fracos. De acordo com Tavares e Gomes (2009), numa revisão bibliográfica relatou que o reforço muscular é uma alternativa preventiva e ou curativa para o restabelecimento das funções normais do joelho. Dentre os benefícios do reforço muscular em portadores de gonartrose, estão: a redução de alterações funcionais, a facilitação das atividades diárias, a redução da dor, o aumento de amplitude de movimento e força muscular e a melhora da postura e do condicionamento físico. O tratamento fisioterapêutico varia de acordo com cada caso, dependendo do estágio clínico da articulação, porém sempre objetiva o ganho de função sem geração de estresse articular. Briel e Massoni (2009) fizeram estudo, avaliando os efeitos da corrente russa no fortalecimento e trofismo da musculatura do quadríceps. Foi avaliado nos participantes a perimétria e força muscular em cadeira extensora de joelho, De acordo com a análise dos resultados encontrados nessa pesquisa e comparando com os demais estudos realizados por diversos autores, nota-se que a eletroestimulação por corrente russa associada ao fortalecimento voluntário foi mais eficaz nesse trabalho no que diz respeito à força muscular, e em relação ao trofismo foi mais eficaz o uso de apenas a corrente russa. Para Silva (2008), os exercícios isométricos podem ser de grande importância para os pacientes com OA de joelho, pois seu efeito tem repercussão eficiente na musculatura que através da contração muscular estática provocar a atividade muscular e o ganho de força no músculo. Este tipo de exercício não provoca grande hipertrofia aumento de massa muscular, mas desenvolve força em escala moderada. Seu benefício é de não comprometer a postura durante sua execução. O aumento de força e de massa muscular é observado através deste tipo de exercício na reabilitação de problemas musculoesqueléticos, inclusive em pacientes que apresentem limitação articular como, por exemplo, os pacientes com gonartrose. Já que na isometria não existe solicitação de movimentos com amplitudes como os que são solicitados em exercícios mais dinâmicos (LIMA, 2007). Doherty at al. (2002), realizaram estudo, visando investigar a importância de preservar a força do quadríceps e as possíveis incapacidades nos pacientes com disfunções na articulação do joelho, para isso ele avaliou 300 homens e mulheres com idade entre 40 e 79 anos e mensurou a força muscular e os comprometimentos funcionais desses pacientes. Todos os avaliados diagnosticados com OA de joelho apresentaram redução de força muscular e graus de dependência funcional para realizar algumas atividades. Foi concluído que o enfraquecimento do quadríceps está diretamente associada com a dor no joelho e repercuti na incapacidade dos pacientes. Para Coutrin et al. (2008), o aumento de força irá depender do regime de treinamento, o tipo de ação muscular, a intensidade, o volume, o posicionamento, a ordem dos exercícios e o período de repouso entre as séries e frequência, nos pacientes com OA de joelho percebe-se a necessidade de respeitar os limites de agressão na articulação e aplicar treinamento consciente evitando danos maiores para as estruturas em processo degenerativo causado pela OA. A literatura traz grandes ganhos de funcionalidade, redução do quadro álgico e diminuição das repercussões estruturais na articulação do joelho quando submetido ao treinamento de fortalecimento muscular, não só do grupo muscular do quadríceps, mas também toda outra musculatura periarticular do joelho. 5 - CONCLUSÃO Os estudos selecionados falaram não só da importância do fortalecimento do quadríceps, mas também do fortalecimento de toda a musculatura periarticular do joelho, levando em conta que a principal causa de incapacidade dos pacientes é a dor e sabe-se que é de grande importância preservar a integridade e a estrutura da articulação, como descrito em diversos artigos e livros, virmos que a musculatura extensora do joelho tem importante papel para manter em níveis adequado a marcha do paciente e atuar na estabilização dinâmica da articulação. Também, foi evidenciado nos artigos selecionados que a perda gradual de força no quadríceps nos pacientes com OA de joelho vai acontecendo com o tempo de acordo com as repercussões na articulação acometida. Isso gera um elevado grau de incapacidade funcional, pois a atrofia principalmente do quadríceps vai aumentar os danos estruturais na articulação. O processo inflamatório, a rigidez articular e os danos instalados na articulação nos deixa limitados quanto às escolhas das técnicas de fortalecimento muscular, deve-se escolher terapêuticas pouco agressivas com a articulação ou medidas analgésicas antes de iniciar o treinamento fisioterapêutico. Diante dos relatos descritos nos estudos, foi constatadoque a maioria dos casos de OA de joelho está relacionada à sobrecarga na articulação. A população mais acometida por esse processo degenerativo está ou esteve por grande parte de sua vida com sobre peso, outros fatores comuns são a idade, sexo feminino, níveis de esforço, mau alinhamento, hipotrofia muscular, traumas e choques na articulação. As repercussões na funcionalidade dos pacientes são grandes e estão diretamente associadas ao enfraquecimento muscular que deixa de atuar eficazmente na marcha e na mobilidade do paciente. Está que claro a hipotrofia muscular ocorre gradualmente de acordo com a progressão da patologia devido ao desuso do membro acometido aumentando a instabilidade e desequilíbrio muscular e a ação incorreta dos agonistas e antagonistas ocorrendo grande instabilidade articular. A necessidade de aplicar exercícios de baixo impacto para a eficácia do tratamento é grande, os estudos relatam que atividade com os pacientes submergidos em agua aquecida pode ter maior efetividade, pois os efeitos fisiológicos hidrostáticos diminuem os impactos articulares. Os exercícios isométricos também são de grande valia, pois sua aplicabilidade pode gerar aumento da força muscular sem provocar movimentos bruscos na articulação, a eletroterapia também pode ser aplicada, mas sua efetividade tem menor aproveitamento, comparada às outras modalidades terapêuticas. Foi visto no presente estudo que a aplicação da corrente russa associado a exercícios ativos também geraram aumento da força muscular. A aplicação da cinesioterapia convencional também tem sido bem empregada no fortalecimento da musculatura extensora do joelho, mas vendo a necessidade de diminuir o incomodo e a agressão na articulação dos pacientes foi necessário tomar medidas analgésicas antes das sessões de cinesioterapia, foi visto a que a utilização do ondas curtas e da crioterapia teve grande efetividade na redução da dor antes dos atendimento nos pacientes com OA de joelho. Fica compreendido que o fortalecimento do grupo muscular quadríceps é de grande importância para o tratamento da OA de joelho, mas é necessário incorporar no plano fisioterapêutico outras modalidades de tratamento para o alivio da dor, melhora na ADM e na nutrição articular. REFERÊNCIAS AMATUZZI M. M. & GREVE D. M. J. Medicina de Reabilitação Aplicada à Ortopedia e Traumatologia; São Paulo – SP: Editora: ROCA; pg. 210, 211, 212, 220; Ano: 1999 BAICI, A. et al. Cytochemical and histochemical análisis of human femoral cartilage. Ann. Rheumat. 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