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SISTEMA DE ISSO 9000 Questão 1). O SURGIMENTO DA ISSO | “Com a atual tendência de globalização da economia (queda de barreiras alfandegárias: Mercado Comum Europeu, MERCOSUL, Nafta), torna-se necessário que clientes e fornecedores em todo o mundo usem o mesmo vocabulário no que diz respeito aos sistemas da qualidade”. Fonte: TOLEDO, José Carlos... [et al.]. Gestão da Qualidade: Tópicos Avançados. São Paulo: LTC, 2004, p.60. A partir do exposto pelo autor, analise as sentenças e verifique quais são as corretas em relação a normalização. ( V) Para empresas que pretendem exportar a certificação internacional como a ISO é muito importante, pois muitos fornecedores vêm solicitando a certificação para assegurar um nível melhor de qualidade e precisão de entrega. ( F) A normalização foi criada para atender uma parcela das empresas, neste caso as maiores, pois são as que mais impactam nos resultados de arrecadação de um país. ( F) Com a aplicação das normas, as empresas pagaram um preço muito alto para pouco retorno, pois empresas de pequeno porte não exportam e a certificação é pouco reconhecida. ( V) A normalização é um passo de suma importância para criar uma linguagem uniforme, que permita transações comerciais entre países diferentes. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: A). V – V – V – F B). F – F – V – V C). F – V – F – V D). V – F – F – V Questão 2). QUALIDADE NAS ORGANIZAÇÕES |. Os “gurus” contribuíram para a evolução da Qualidade, tanto no desenvolvimento de pesquisas, metodologias e ferramentas que são importantes para a resolução de problemas, quanto para a criação da cultura da qualidade nas empresas. Algumas dessas sendo que muitas delas são empregadas até a atualidade. A partir deste pressuposto, analise as contribuições destes gurus e assinale a resposta correta: (V) Juran defendia que a qualidade deveria ser focada desde da fase de projetos. (F) Ishikawa apresentou o diagrama de causa e efeito, porém defendia que sua aplicação era mais útil para problemas operacionais. (V) O maior legado de Deming está relacionado aos 14 princípios de Deming, que apresenta o método para administração da qualidade. (V) Shigeo Shingo, era um dos grandes mentores da Toyota, que trabalhou em parceria com Taiichi Ohno e defendia a busca pelo zero Defeito. Assinale a alternativa com sequência correta: A). V – V – V – F B). V – F – V – V C). F – F – V – V D). F – F – V – F Questão 3). CONCEITO E ATIVIDADES DE AUDITORIA DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE | “Uma auditoria da qualidade é uma avaliação planejada, programada e documentada, a fim de verificar a eficácia do sistema da qualidade por meio da constatação de evidências objetivas e identificação de não conformidades”. Fonte: CARPINETTI, Luiz Cesa Riberio,GEROLANO Mateus Cecílio. Gestão da Qualidade ISO 9001:2015: requisitos e integração a ISO 14001:2015. São Paulo: Atlas, 2016, p.138. A partir do exposto pelos autores, analise as sentenças corretas em relação a auditoria do sistema de gestão. (F). As auditorias são de caráter punitivo, pois é importante levantar os pontos que contém falhas ou que estão sendo executados inadequadamente para que a pessoa (s) possa ser cobrada. (V) A auditoria é uma ferramenta de gestão de melhoria, que se bem utilizada pode resultar em redução de riscos para a organização. (F). Normalmente as auditorias contribuem bastante para os processos produtivos, mas para os processos administrativos são bastante superficiais, pois a norma foca muito na parte operacional. (V). Uma auditoria bem executada, busca evidências da correta aplicação dos processos, verifica a robustez do sistema, avalia o sistema de gestão além de identificar oportunidades de melhorias e os riscos que a empresa possa ter. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: A). V – V – V – F B). F – F – V – V C). F – V – F – V D). V – F – F – V Questão 4). FAMÍLIA DA NORMA ISO 9000 | A empresa Sucesso & Cia, decidiu que gostaria de se internacionalizar, para aproveitar um nicho de mercado que apareceu para o seu produto, e impulsionada pela facilidade de negociação nas plataformas digitais, gerado pelas novas tecnologias. Para se preparar para dar este passo importante, o gerente da qualidade (Arthur) foi apontado como líder do projeto para preparar a empresa para certificação internacional, neste caso a empresa optou pelo ISO9001:2015. A partir do relato acima, Arthur iniciou a investigação e o planejamento para entender as normas que precisa comprar e fazer uso, antes de selecionar a empresa que faria a certificação: A). Arthur elaborou um plano de implantação, considerando os passos essenciais: (1) certificação do produto, pois é essencial que o produto esteja adequado as regras para dar o passo seguinte que é a certificação do sistema de gestão. (2) Arthur definiu as responsabilidades da liderança, as ações necessárias para o engajamento dos colaboradores, plano de capacitação, realização das auditorias internas e externas. (3). Determinou as datas para atingir este objetivo e o plano de comunicação para os futuros clientes. B). Durante a fase investigativa a empresa descobriu que o seu produto precisa ser certificado, para atender um requisito de segurança – auditoria compulsória, mas a empresa optou inicialmente por certificar o seu sistema de gestão e começar a exportação sem o selo de certificação do produto e tentar corrigir o problema após o envio negociando com o cliente. C). Durante o levantamento dos custos da certificação, a empresa tomou a decisão de postergar a certificação e ir para o mercado externo sem um selo internacional, pois a diretoria não conseguiu ver muito valor agregado na obtenção de um selo de qualidade que justificasse tal investimento. D). O principal concorrente da empresa no mercado local perdeu seu certificado, então o gerente de qualidade levou para diretoria que eles não precisavam mais da certificação, pois os clientes comprariam deles por falta de opção. Questão 5). REQUISITOS DA NORMA ISO 9001:2015 | A norma ISO 9001, passou por várias revisões, sendo que a última versão é a de 2015, onde estabelece requisitos para que uma empresa se certifique. Nesta versão, os requisitos foram estruturados em dez, sendo que buscou a compatibilização com outras normas. A partir do contexto apresentado, considerando os requisitos da norma, analise as sentenças a seguir: (V). A versão de 2015 da norma ISO, foi estruturada em dez requisitos, levando em conta o Cliclo PDCA (plan, do, check e act). (F). Na versão 2015, na seção 4 – Contexto da organização, na parte de definição do escopo, a versão antiga permitia a exclusão, sendo que agora a sua aplicabilidade é mandatória para todos os itens, independentemente do produto ou serviço que a empresa produz. (V) A gestão de riscos aparece em vários itens da versão da norma, como por exemplo: contexto da organização, liderança, planejamento, operação, avaliação de desempenho e melhoria. (V) Os requisitos da norma ISO 9001:2015, seção 8 – Operação, ainda continua sendo o cerne da norma, mas traz algumas modificações que antes não estavam claras, como o controle de processo e a gestão da mudança. Agora assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: A). V – V – V – F B). F – V – V – F C). V – F – V – V D). F – F – V – V Eras da qualidade ERA DA INSPEÇÃO - Produtos são verificados um a um - Cliente participa da inspeção - Inspeção encontra defeitos, mas não produz qualidade ERA DO CONTROLE ESTATÍSTICO - Produtos são verificados por amostragem - Departamento especializado faz inspeção de qualidade - Ênfase na localização de defeitos ERA DA QUALIDADETOTAL - Processo produtivo é controlado - Toda empresa é responsável - Qualidade assegurada Segundo Oliveira (2014, p. 94), “a qualidade total é a preocupação com a qualidade em todas as atividades das empresas, buscando sistematicamente o zero defeito pela melhoria contínua dos processos de produção”. No Brasil, Vicente Falconi Campos é um dos precursores da qualidade. Ele acredita que a qualidade está baseada no fator de escolha do cliente – quando o cliente opta por um a qualidade, ela é intrínseca ao produto ou serviço escolhido. A qualidade total enfoca três aspectos principais: cliente, pessoas e melhoria contínua, que pode ser traduzida como kaizen. Vale ressaltar que a qualidade total é uma jornada, construída pela participação de todos, pelo empoderamento de seus colaboradores, com uma visão clara sobre como e em que melhorar continuamente, visando atender sempre o cliente. Busca constantemente melhorar os processos, entregando qualidade no tempo requisitado e com preço adequado. Segundo Toledo et al. (2014, p. 64), para entender melhor a qualidade total, é importante destacar que ela está fundamentada principalmente em: satisfação total dos clientes; gerência participativa; desenvolvimento constante dos colaboradores; propósito claro e compreendido por todos; melhoria contínua praticada diariamente; gestão de processos; delegação e empoderamento; comunicação definida e aplicada nas disseminação de informações; qualidade em todos as atividades; e, por fim, busca do zero defeito. O sistema TPS (Sistema Toyota de Produção) definiu esses desperdícios como sete: 1. Processamento desnecessário; 2. Movimentação; 3. Estoque; 4. Superprodução; 5. Espera; 6. Defeitos; 7. Transporte. Um elemento importante dentro do pensamento da qualidade é a empresa compreender que falta de qualidade ocasiona desperdícios de diversas naturezas. Um produto mal projetado causará falha na fabricação resultando em retrabalhos, refugos e sucatas. Já um serviço mal mapeado, pode resultar na entrega de um serviço inadequado para o cliente, na consequente insatisfação deste, claro, na necessidade de refazer o serviço. (Silva; Silva, 2017, p. 28) O conceito de normalização não é algo novo, pois visa a criação de padrões que diminuam a variabilidade de processos e produtos. Os padrões são demandados para estabelecer condições básicas para a qualidade, tanto para produtos, como para o crescimento econômico e social. Atualmente, não se pode conceber a ideia de um mundo sem padronização, pois ficaria quase impossível atender alguns critérios estabelecidos pelos mercados, por consumidores e legislações. Nesse quesito, são conhecidas por todos as medidas de roupas e sapatos, as medidas para receitas e remédios, pesos e medidas de produtos, dentre outros. São vários os benefícios com a normalização. Dentre eles, podemos citar: - Buscar a redução de custos, com o uso eficiente dos recursos; - Aumentar do nível de qualidade, tanto do produto quanto do serviço; - Alcançar maior engajamento dos colaboradores; - Aumentar a produtividade; - Estabelecer uma sistemática para a capacitação dos colaboradores. O SURGIMENTO DA ISO O órgão chamado ISO (Internacional Organization for Standardization) também é conhecida como Internacional Organization for Normalization. Tem mais de 70 anos, sendo criado após a Segunda Guerra Mundial, quando mais de 25 países se reuniram em Londres e decidiram estabelecer uma coordenação global com o objetivo de unificar normas industriais. Sua sede foi designada como Genebra, na Suíça, onde se instalou em 1947. Esse órgão já publicou mais de 22.144 padrões internacionais sobre diferentes temas, abordando manufatura e tecnologia. As normas são elaboradas ou melhoradas pelos comitês técnicos, que têm como escopo qualquer campo de atuação, excluindo as normas de engenharia eletrônica e elétrica, cuja regulamentação cabe a outro órgão. A entidade tem várias normas, mas as mais conhecidas mundialmente são as normas da série 9000 (requisitos que auxiliam as empresas a estabelecer um sistema de gestão da qualidade) e as referentes a 14000 (voltada para a gestão ambiental). FAMÍLIA DA NORMA ISO 9000 O sistema de gestão da qualidade das empresas (SGQ), embasado na família NBR ISO 9000, é bastante procurado porque os requisitos foram desenvolvidos para atender a qualquer tipo de organização e de qualquer porte. Essas normas foram lançadas em 1987 e têm como referência as normas britânicas de qualidade. A representatividade da família das normas ISO para empresa, segundo Oliveira (2014, p. 93), aponta para o fato de que a norma ... ... foi criada na tentativa de guiar, simplificar e estimular o desenvolvimento dos sistemas de gestão da qualidade. As normas ISO 9000 são um conjunto de elementos compostos por orientações e requisitos que se bem desenvolvidos, proporcionam qualidade de projetos, processos, produtos e serviços e, consequentemente, aumentam a competitividade das empresas. Série ISO 9000 A série é composta das seguintes normas: ISO 9000 – Norma de Gestão da Qualidade e Garantia da Qualidade – Diretrizes para seleção de uso Fundamentos e vocabulário (descreve os fundamentos do sistema de gerenciamento da qualidade e especifica a sua terminologia). ISO 9001:2015 – Sistema de Gestão da Qualidade – Requisitos Especifica requisitos para um sistema de gestão da qualidade para demonstrar sua capacidade de prover consistentemente produtos e serviços que atendam aos requisitos do cliente e aos requisitos estatutários e regulamentares aplicáveis. Visa aumentar a satisfação do cliente, introduzir processos para melhoria do sistema e garantir conformidade aos requisitos do cliente. ISO 9004:2010 – Diretrizes para o sucesso sustentado Sistemas de gerenciamento da qualidade – guia para melhoramento da performance (Fornece diretrizes para implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade, incluindo os processos para melhoria contínua, que contribuem para a satisfação dos clientes da organização e outras partes interessadas). ISO 19011 – Diretrizes para auditorias de sistema de gestão Auditorias internas de qualidade e ambiental (provê guia para o gerenciamento e a condução de auditorias de qualidade e ambiental). Vale esclarecer que ISO 9000 e ISO 9001 são distintas, pois a ISO 9000 é um guia que traz os princípios do sistema de gestão de qualidade, em que referencia os principais conceitos e fundamentos que são usados nas outras normas. Não é uma norma certificável, mas orienta a empresa sobre quais são os objetivos a serem cumpridos para se obter a certificação. Uma empresa certificada pela ISO tem uma vantagem competitiva frente aos seus concorrentes, pois a certificação passa credibilidade para seus clientes e fornecedores. As normas ISO 9001 e a ISO 9004 têm estruturas similares, porém foram desenvolvidas com propósitos diferentes. Assim, são complementares para as empresas que pretendem implementar um sistema de gestão de qualidade. A ISO 9001 foca a aplicação interna, pois especifica os requisitos para o sistema de gestão da qualidade, colocando o cliente no centro de todo o processo, que inclui também a preparação para quem pretende se certificar e é usada para fins contratuais. A ISO 9004, por sua vez, é uma norma muito mais ampla e pode ser chamada de guia geral, pois traz orientação, principalmente para a liderança, que pretende ter resultados de desempenho de excelência. A ISO 9004 frequentemente é utilizada em parceira com a ISO 9001, mas nada impede a empresa de utilizá-las separadamente, pois a ISSO 9004 tem como objetivo fornecer diretrizes para mover a empresa para caminhos de inovação e aprendizagem,e com isso aprimorar seus sistemas de gestão da qualidade para garantir uma gestão sustentável. Dentre as normas da série ISO 9000, a norma ISO 9001 é uma das mais conhecidas, pois especifica os requisitos do sistema de qualidade, sendo reconhecida tanto pelas empresas como pelos consumidores. Não tem uma aplicação restritiva, sendo possível fazer uso dela tanto para serviços como para processos produtivos. Porém, tem maior implantação entre as indústrias, devido às exigências de toda a cadeia produtiva. Requisitos da norma ISO 9001:2015 1. Escopo 2. Referências normativas 3. Termos e definições 4. Contexto da organização 5. Liderança 6. Planejamento 7. Suporte 8. Operação 9. Avaliação do desempenho 10. Melhoria ISO 19011 Quando a empresa estabelece um sistema de gestão de qualidade robusto, o próximo passo é buscar a certificação de seu processo. As auditorias fazem parte dessa jornada, para tanto, a norma ISO 19011 é de suma importância, pois estabelece diretrizes que podem ajudar na realização das auditorias. As auditorias são vistas como importantes para a garantia dos requisitos estabelecidos pela organização, para ter certeza de que esses preceitos estão sendo seguidos e executados dentro do previsto. A norma ISO 19011, além de servir de diretriz para a execução de uma auditoria, não limita sua aplicação somente aos sistemas de gestão, pois pode ser usada para diferentes tipos de auditorias. Segundo Oliveira (2014, p. 106), pode-se afirmar que uma auditoria: É um processo sistemático, documentado e independente para obter “evidência da auditoria” e avaliá-lo objetivamente para determinar a extensão na qual os “critérios de auditoria” são atendidos. Trata-se de um processo de avaliação humana para determinar o grau de aderência a processo de avaliação humana para determinar o grau de aderência a um padrão específico, resultando em um julgamento. ” Da mesma forma que as outras normas da série 9000, a ISO 19011 foi revisada e sua última versão foi publicada em 2012. O cerne da mudança está baseado na expansão do escopo, pois suas diretrizes passaram a ser genéricas e aplicadas a vários tipos de segmentos. Conforme a norma ISO 19011:2012, vendida pela ABNT, a sua estrutura está dividida em: 1. Escopo 2. Referências Normativas 3. Termos e Definições 4. Princípios de Auditoria 5. Gerenciando um Programa de Auditoria 6. Executando uma Auditoria 7. Competência e Avaliação de Auditores ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA UMA CERTIFICAÇÃO O processo de certificação passa por várias etapas essenciais, que podem ajudar as empresas a se estruturarem e, assim, garantir uma implementação mais participativa tanto da liderança como dos colaboradores de diversos níveis. Essas etapas podem ser divididas em: • Definição de um time de trabalho; • Diagnóstico inicial contra norma (também se pode chamar verificação de atendimento de itens); • Planejamento das atividades e responsáveis; • Implantação das melhorias; • Preparação dos auditores e auditoria interna; • Auditoria de certificação. A norma ISO 9001:2015 foi estruturada em dez requisitos, levando-se em conta o Ciclo PDCA (“plan”, “do”, “check” e “act”): A equipe de trabalho responsável pela implementação de um sistema de gestão precisa entender os requisitos da norma e traduzi-la para a realidade de sua organização via ações e objetivos estratégicos. Para melhor compreender a norma ISO 9001:2015 e seus requisitos, o gestor precisa compreender a seção 4 da norma, Contexto da organização. Este é o primeiro passo para que a empresa planeje o sistema de gestão; para isso, recomenda-se considerar as necessidades e as expectativas dos clientes, além das partes interessadas. Um bom planejamento passa pela análise dos objetivos estratégicos da empresa, pois são eles que suportarão o correto atingimento do nível de excelência. Avançando para a seção 5, Liderança, a norma faz uma mudança bem significativa, como o próprio nome sugere: liderança e comprometimento, exigindo, portanto, uma participação mais ativa. No que se refere à liderança, Toledo et al. (2014, p. 53) destaca: Faz-se importante a prática da liderança, em todos os níveis gerenciais, de modo que os objetivos e as metas da qualidade sejam satisfatoriamente transmitidos a todos da organização, capacitando e educando as pessoas da empresa para que coloquem a busca pela qualidade como a principal prioridade em suas atividades, especialmente através do cumprimento da melhoria contínua. A seção 6, Planejamento, está dividida em três grandes blocos, e foca nas ações que abordam riscos e oportunidades, bem como os objetivos da qualidade e suas ações para alcançá-los e a necessidade de se planejar as mudanças. Olhando por essa perspectiva, os itens parecem bem genéricos, mas cabe ressaltar que a empresa deve olhar os riscos de forma a encontrá-los e, com base neles, traçar planos para minimizá-los ou criar oportunidades de atender às partes interessadas. A seção 7, Suporte/Apoio, enfoca a parte dos requisitos no que tange a recursos, competência, conscientização, comunicação e informação documentada. Nesse item, encontram-se todos recursos que suportam as atividades que uma organização necessita realizar. Pode-se dizer que a empresa precisa garantir os recursos para o bom andamento do sistema da qualidade e para que seus objetivos sejam alcançados. A seção 8, Operação, é conhecida como o coração central da norma, pois tem como principais pontos: planejamento e controle operacional, requisitos para produtos e serviços, projetos e desenvolvimento de produtos e serviços, controle de processos de produtos e serviços providos externamente, produção e provisão de serviço, liberação de produtos e serviços e controle de saídas não conforme. A seção 9, Avaliação de desempenho, é considerada uma importante seção, pois dela que se pode dizer que o sistema está efetivamente implementado e constantemente melhorado. Para que isso ocorra, há avaliações, tais como a satisfação de cliente, os resultados de análise crítica e de auditorias, os resultados de avaliação de desempenhos. Normalmente, essa constante avaliação ocorre por meio de análise crítica pela alta direção, que tem como princípio verificar os resultados e as ações tanto de correção quanto de melhorias que possam dar robustez ao sistema de gestão. A seção 10, Melhoria, busca dinamizar as ações necessárias para que as ações de correções sejam colocadas em prática, bem como as não conformidades eliminadas, fazendo uso de ferramentas da qualidade que ajudem a encontrar a causa raiz para os problemas identificados. Reforça-se que a empresa deve promover a melhoria contínua, visando atingir níveis de resultados de classe mundial. Como visão geral, a atualização da norma ISO 9001 tem como princípio básico ajudar as empresas a se estruturarem melhor, para atenderem a quem realmente deve direcionar os esforços, ou seja, o cliente. BENEFÍCIOS ESPERADOS PELA CERTIFICAÇÃO ISO 9001:2015 A questão que normalmente direciona as discussões empresariais está centrada em verificar se realmente as certificações, tais como a ISO 9001, trazem benefícios para a empresa. Porém, várias delas afirmam que é um passo que demanda esforços, o qual, no final, compensa. Dentre muitos benefícios que podem ser destacados, estão: • A participação de uma liderança mais atuante; • A busca pela participação de todos na construção de processos eficientes para melhorar continuamente; • Eliminação dos desperdícios com processo que não agregam valor aos clientes; • Aumento da identificação de riscos e também de mais oportunidades de negócios; • Redução de custos operacionais, por meio da alocação correta de recursose menos problemas de qualidade; • Melhor posicionamento no mercado, tornando-se mais atrativa aos olhos dos clientes; • Aumento na satisfação de clientes. Falando um pouco mais sobre a liderança, fica claro que, na nova versão da norma, a postura que se procura na liderança é bem diferente de um sistema de delegação. A liderança passa a ter uma atuação voltada para entender o negócio e ajudar a construir juntamente com seus liderados um sistema de gestão de alta performance. CONCEITO E ATIVIDADES DE AUDITORIA DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE As auditorias são utilizadas como uma ferramenta de avaliação. Existem vários tipos de auditorias, sendo as mais comuns: ambiental, saúde, segurança e da qualidade. As auditorias podem ocorrer de forma separada, ou integradas, quando a verificação de todos os sistemas de gestão ocorre ao mesmo tempo. Existem também outros tipos de auditorias, como financeiras, contábeis e jurídicas. Conceitualmente, pode-se dizer que uma auditoria é, segundo Oliveira (2014, p.106): O processo sistemático, documentado e independente para obter evidências e avaliá-las objetivamente para determinar a extensão na qual os critérios da auditoria são atendidos. Trata-se de um processo de avaliação humana para determinar o grau de aderência a um padrão específico, resultando em um julgamento. As auditorias têm certos objetivos principais: - Buscar evidência da aplicação correta das normas; - Verificar a robustez do sistema, com base nos resultados dos objetivos traçados; - Avaliar o sistema de gestão da qualidade e/ou SGI; - Identificar não conformidades e oportunidades de melhorias. O PROCESSO Há diversos tipos de auditorias. Porém, para o sistema de gestão, segundo Halon (2006, p. 38), as auditorias são categorizadas como: Interna ou de primeira parte: os membros de uma organização auditam sua própria organização. De segunda parte: um cliente audita um fornecedor em algum ponto na cadeia de suprimento (isto é, seu cliente auditando você ou você auditando seu fornecedor); De terceira parte: essa auditoria é feita geralmente com a finalidade de certificação por representantes de organizações independentes. Passos para executar uma auditoria do sistema de gestão 1). PLANEJAMENTO 2). PREPARAÇÃO 3). EXECUÇÃO 4). REUNIÃO DE FECHAMENTO 5). FOLLOW UP TIPO DE QUALIFICAÇÃO NECESSÁRIA PARA SE TORNAR UM AUDITOR O primeiro passo consiste em conhecer as normas, as quais serão utilizadas nas auditorias (ISO9000, 14000 ou outra), porém esse conhecimento não pode ser superficial, pois durante a auditoria é fundamental conectar o requisito com o item que está sendo verificado. Para conhecer as normas, é preciso investimento de tempo e dedicação e a aplicação prática ajudará a compreender em mais detalhes seu uso. Como uma segunda fase, uma auditoria inicialmente deve ser feita em equipe ou em dupla. Para entender a importância de se trabalhar em equipe, segundo Hargreaves et al. (2001, p. 35): “a qualificação do profissional atual está baseada menos no conjunto de capacidades técnicas, mas principalmente na capacidade de organizar, coordenar, inovar, agir em situações nem sempre previsíveis, decidir e cooperar com a equipe de trabalho”. PERFIL DO AUDITOR (HABILIDADES E ASPECTOS COMPORTAMENTAIS) 1). ESTUDIOSO 2). CURIOSO 3). BOM OUVINTE 4). ANÁLISE CRITÍCA 5). ATITUDE PROFISSIONAL 6). VISÃO HOLISTÍCA