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Trabalhador na Reforma Trabalhista 2

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destacar, não caracteriza insubordinação. O texto da reforma não deixa explícito, contudo, o número de vezes que o empregado pode recusar ofertas.
Ainda de acordo com o texto da reforma, quando aceita a oferta para o comparecimento ao trabalho, a parte que descumprir deverá pagar à outra uma multa de 50% da remuneração no prazo de 30 dias.
Direitos trabalhistas em um contrato de trabalho intermitente
Depois do trabalho, o empregado receberá o pagamento imediato das seguintes parcelas: remuneração; férias proporcionais com acréscimo de um terço; 13º salário proporcional; repouso semanal remunerado; e adicionais legais. A contribuição previdenciária e o FGTS serão recolhidos pelo empregador na forma da lei.
No final de cada mês o empregador deverá recolher a contribuição previdenciária (INSS) e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com base nos valores pagos durante o mês fornecendo ao empregado comprovante do cumprimento dessas obrigações.
Por outro lado, o período de inatividade não será considerado tempo à disposição do empregador e o trabalhador poderá prestar serviços a outros contratantes. Entretanto, depois de 12 meses, o empregado adquire o direito a férias e não poderá ser convocado para prestar serviços pelo mesmo empregador que a conceder.
Além de trabalhadores de restaurantes, como garçons e profissionais de cozinha, podem encontrar opção no contrato intermitente algumas funções do trabalho doméstico, como cuidadores de idosos folguistas.
Outra categoria pode ser a dos trabalhadores do varejo para as vagas temporárias que surgem no final do ano. Ainda, a construção civil poderá fazer uso da nova opção para formalizar profissionais que trabalham em obras.
Pelas características desta nova modalidade de trabalho, observa-se que um dos objetivos da Lei foi diminuir a informalidade no mercado de trabalho. Agora o empregador poderá contratar funcionários sem se preocupar se o mesmo terá serviço suficiente para toda a jornada de trabalho, aquela de 44 horas semanais. Quando houver demanda, convoca-se o trabalhador.
Um ponto de dúvida em relação à nova regra é no correspondente às férias. Entre os direitos do contratado estão férias de 30 dias, mas como o funcionário sempre recebe as férias em dinheiro depois do trabalho, o benefício aqui fica sendo apenas um mês sem trabalhar.
“A cada doze meses, o empregado adquire direito a usufruir, nos doze meses subsequentes, um mês de férias, período no qual não poderá ser convocado para prestar serviços pelo mesmo empregador”, diz o texto da reforma trabalhista.
Diferenças entre o contrato de trabalho intermitente e o contrato de trabalho de jornada parcial
As empresas estão enfrentando um período de adaptação às novas regras. Um dos cuidados importantes é não confundir modalidades de trabalho: um contrato intermitente não pode, por exemplo, prever os dias em que o funcionário terá que comparecer:
A empresa que contrata um trabalhador por jornada intermitente não poderá prever os dias que ele irá ser chamado. Isso seria contrato de trabalho por jornada parcial.
A diferença entre eles é que esse profissional de jornada parcial terá que comparecer obrigatoriamente nos dias contratados.
Já no contrato intermitente, o empregador precisa comunicar que vai precisar do serviço com três de antecedência e o funcionário tem um dia útil para responder se poderá ou não comparecer.
O contrato intermitente não define uma carga horária mínima de horárias trabalhadas, são institutos bem diferentes.
De qualquer forma, na prática, o funcionário poderia até ser contratado para prestar duas horas de serviço por semana — ou por mês. Importante destacar que os limites máximos de jornada garantidos pela Constituição são mantidos: 44 horas semanais e 220 horas mensais.
Contrato de trabalho intermitente e o direito ao seguro-desemprego
No dia 14 de novembro do corrente ano, apenas 3 dias após a entrada em vigor da reforma trabalhista, foi publicada uma medida provisória que tira a dúvida em relação ao seguro-desemprego.
A referida medida provisória proíbe que o intermitente tenha acesso ao seguro-desemprego e muda a concessão de benefícios.
Nesse tipo de contrato, o funcionário troca de emprego com muita facilidade e pode ficar muito tempo sem trabalhar. Em tese, poderia estar a toda hora em benefício do seguro-desemprego.
Como ele pode recusar trabalho, seria impossível dizer se o desemprego é ou não voluntário. Daí a decisão de se negar o benefício ao trabalhador intermitente.
Direitos previdenciários do trabalhador intermitente
Este trabalhador terá acesso aos auxílios maternidade e doença, mas o processo de concessão será diferente.
Normalmente, o salário-maternidade é pago integralmente pelo empregador, que depois faz um tipo de compensação com o governo. Mas, para o intermitente, o benefício será pago pelo Estado.
Já o auxílio-doença será todo pago pela Previdência Social, diferentemente do funcionário comum, que recebe o benefício do empregador nos 15 primeiros dias de afastamento.
Isto porque, como o intermitente pode ter vários empregadores, ficaria difícil definir quem pagaria.
A subordinação no contrato de trabalho intermitente
Agora, você pode estar se perguntando: se a empresa só precisará do trabalhador esporadicamente, por que iria contratá-lo — tendo de pagar todos os direitos exigidos pela CLT —, se poderia simplesmente conseguir um autônomo ou pessoa jurídica?
Mas a chave está no principal elemento que caracteriza o vínculo empregatício: a subordinação. Ou seja, o funcionário ter de obedecer ordens e ter todo o processo do seu trabalho supervisionado.
Veja que no caso do autônomo, o que importa é a entrega dos resultados, pois o profissional atua com total independência!
http://www.studioestrategia.com.br/contrato-de-trabalho-intermitente/
Trabalho Intermitente: Reforma trabalhista em questão
LEI 13467 
trabalho intermitente 
O Conceito de trabalho intermitente apresentado pela lei é: 
Art. 443, da CLT, § 3o : “Considera-se como intermitente o contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, com subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador, exceto para os aeronautas, regidos por legislação própria.” 
O conceito legal para trabalho intermitente apresentou a ideia de que o contrato de trabalho (gerado pelo vinculo de emprego e com as incidências das regras da CLT) poderá ocorrer de forma alternada, ou seja, o trabalhador poderá se ativar em um período e permanecer sem atividade em outro período. Sendo que os períodos de intermitência serão fixados por horas, dias ou meses. 
Qualquer profissão ou atividade econômica poderá adotar o trabalho na forma intermitente, exceto os aeronautas. Inclusive o trabalho intermitente poderá ser conjugado com o trabalho por prazo indeterminado ou determinado, ou melhor, o contrato poderá ser indeterminado-intermitente ou determinado-intermitente.
O conceito é moderno e implica em diversas reflexões e modificações na estrutura da prestação de serviços. 
O texto normativo da CLT sobre o trabalho intermitente possui como regras as seguintes: 
“Art. 452-A. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não. 
§ 1o O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação de serviços, informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência. 
§ 2o Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa. 
§ 3o A recusa da oferta não descaracteriza a subordinação