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METABOLISMO ENERGÉTICO O que é metabolismo? Metabolismo é uma atividade celular altamente dirigida e coordenada que abrange reações anabólicas (que consomem energia) e catabólicas (que liberam energia), envolvendo inúmeras enzimas. O que é energia? Propriedade de um sistema que lhe permite realizar um trabalho. Em Nutrição essa propriedade está relacionada com a energia química pertencente aos alimentos. A energia dos alimentos é liberada no organismo pelas reações de oxidação. Os principais nutrientes que fornecem energia para o organismo são: carboidratos, lipídeos e proteínas. Esta energia é armazenada na forma de ATP. http://ftp-acd.puc- campinas.edu.br/ ENERGIA Todas as atividades do corpo humano envolvem trocas de energia. Mesmo em repouso, o corpo humano continua gastando energia, para a manutenção do organismo vivo, em funções que incluem: Atividade do sistema nervoso; ventilação pulmonar; circulação; excreção renal; tônus muscular; secreção glandular, síntese protéica, de hormônios, etc. A energia necessária (necessidade energética total do corpo humano) depende do metabolismo basal, efeito térmico do alimento e energia gasta pela atividade física. http: //slideplayer.com.br/slide Taxa de metabolismo basal (TMR): é uma condição padronizada do estado metabólico correspondendo a uma situação em que os alimentos e atividade física exercem influência mínima no metabolismo. Fatores que afetam o gasto de energia em repouso Composição Corporal, Tamanho corporal, Idade, Sexo, Clima, fatores patológicos, Estado Hormonal Gestação e Lactação. Composição Corporal: Principal determinante de TMR é a massa sem gordura ou massa magra. Fatores que afetam o gasto de energia em repouso é a massa corpórea magra (MCM), já que é o tecido metabolicamente ativo no corpo. Idade: A perda de MCM com o envelhecimento está associada ao declínio na TMR, essas alterações na composição corpórea podem ser atenuadas pelo exercício. Sexo: As diferenças sexuais na taxa metabólica são primariamente atribuíveis às diferenças no tamanho e composição corpóreos. As mulheres, que geralmente possuem mais gordura em proporção ao músculo do que os homens, têm taxas metabólicas ao redor de 5 a 10% menores do que as dos homens de mesmo peso e altura. Clima: A TMR também é afetada pelos extremos na temperatura ambiente. As pessoas que vivem em climas tropicais usualmente possuem TMR que são de 5 a 20% maiores do que aquelas que vivem em uma área temperada. Fatores Patológicos: As febres aumentam a taxa metabólica em torno de 13% para cada grau acima de 37°C. Estado Hormonal: O estado hormonal pode ter impacto sobre a taxa metabólica, particularmente em distúrbios endócrinos tais como hipertireoidismo (aumenta) e hipotireoidismo(diminui) Gestação e Lactação: Aumentam o Metabolismo Basal Efeito Termogênico dos Alimentos /ou termogênese induzida pela dieta (TID): É o aumento do gasto de energia associado ao consumo de alimentos. É responsável por aproximadamente 10% do gasto energético total, em uma dieta mista. A TID para carboidratos varia de 5 a 10%, para proteinas 20 a 30% e para lipídeos de 0 a 5%. As razões que justificam as proteínas como mais termogênicas são o gasto energético para síntese protéica, o efeito na saciedade e o gasto energético para eliminação do grupo amino na forma de uréia. A temogênese pode ser obrigatória ou facultativa. Obrigatória: É a energia necessária para promover a digestão, absorção e metabolização dos nutrientes. Facultativa: É o “excesso” de energia gasto além da termogênese obrigatória e acredita-se que seja atribuída a insuficiência metabólica, mediada pela atividade nervosa simpática. Atividade Física É a energia gasta em atividades físicas diárias leves, moderadas e vigorosas. O componente mais variável do gasto total de energia. Sofre influência da composição corporal e do nível de aptidão física. Diminui com a idade e é maior nos homens. É responsável por 15 a 30 % do gasto energético total, dependendo da duração e intensidade do exercício. http://slideplayer.com.br/slide/9500835 Medição do gasto de energia. A unidade padrão para medir energia é caloria, para os alimentos usa-se quilocaloria (kcal). http://slideplayer.com.br/slide/9500835 Quociente Respiratório O quociente respiratório (QR) é a relação entre o dióxido de carbono produzido (CO2) e o oxigênio (O2) consumido quando um determinado substrato energético é oxidado in vitro. http://slideplayer.com.br/slide/9500835 Vários outros métodos indiretos têm sido usados para medir o gasto energético, entre eles, a técnica da água duplamente marcada e os que se baseiam na medida do ritmo cardíaco ou na freqüência cardíaca. Necessidade e Recomendações de Energia: O ser humano alimenta-se para satisfazer duas necessidades básicas: obter substâncias que lhe são essenciais e adquirir energia para a conservação dos processos fisiológicos. Necessidade de energia é definida como o consumo de energia necessário para manter o balanço energético, compatível com um bom estado de saúde. O consumo energético (aporte) é medido pelo valor energético dos alimentos consumidos, conforme (tabela abaixo). O gasto energético é estimado a partir da determinação da TMB, acrescido do gasto energético da atividade física e da TID. http://slideplayer.com.br/slide/9500835/ Para adultos, a necessidade energética é calculada em função da taxa metabólica basal, atividade física, peso corporal e sexo. A regulação do aporte de energia e o seu gasto são muito complexos, e nem todos os seus aspectos são totalmente compreendidos. O descontrole do equilíbrio energético resulta em ganho ou perda de peso corporal. Com consumo abaixo do necessário ocorre perda de peso. Se a energia consumida for maior que gasto os depósitos adiposos aumentarão. O equilíbrio energético é um campo de enorme importância no contexto da nutrição e metabolismo. Referência Bibliográfica: Costa, N.M.B. & Peluzio, M.do C.G. Nutrição Básica e Metabolismo, 1ª. Ed. , Viçosa – MG- Editora UFV, 2008 Gropper, S.S. Smith, J.L. Groff, J.L. Nutrição Avançada e Metabolismo Humano tradução 5ª. Ed. Americana, São Paulo, Cengage Learning, 2011. Mahan, L.K. & Stump, S.E. Krause Alimentos, Nutrição & Dietoterapia, tradução 10ª. Ed. Americana, São Paulo, Roca, 2002.