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Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira Projeto de Fábrica e Layout Engenharia de Produção Bacharelado Prof. Me. José Ribamar Santos Moraes Filho Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 2 Prof. Ribamar Moraes UNIDADE 1 • Etapas de um empreendimento industrial Engenharia de Produção: introdução ao projeto de fábrica Introdução Processo evolutivo Principais estudos Projeto de fábrica Metodologia PFL Detalhamento da metodologia PFL Técnicas e ferramentas para PFL Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 3 Prof. Ribamar Moraes ENGENHARIA DE PRODUÇÃO: INTRODUÇÃO ENGENHARIA DO TRABALHO LOGÍSTICA ENGENHARIA DA QUALIDADE PESQUISA OPERACIONAL ENGENHARIA DO PRODUTO ENGENHARIA ORGANIZACIONAL ENGENHARIA ECONÔMICA ENGENHARIA DA SUSTENTABILIDADE EDUCAÇÃO EM ENG. DE PRODUÇÃO ENGENHARIA DE OPERAÇÕES E PROCESSOS DA PRODUÇÃO Fonte: Adaptado de ABEPRO (2018). Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 4 Prof. Ribamar Moraes ENGENHARIA DE PRODUÇÃO: INTRODUÇÃO Engenharia de Operações e Processos da Produção: Projetos, operações e melhorias dos sistemas que criam e entregam os produtos (bens ou serviços) primários da empresa. • Gestão de Sistemas de Produção e Operações • Planejamento, Programação e Controle da Produção • Gestão da Manutenção • Projeto de Fábrica e de Instalações Industriais: organização industrial, layout/arranjo físico • Processos Produtivos Discretos e Contínuos: procedimentos, métodos e sequências • Engenharia de Métodos Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 5 Prof. Ribamar Moraes INTRODUÇÃO “Um dos problemas mais complexos para as organizações é o do projeto de configurações dos seus sistemas produtivos.” (NEUMANN, 2015). SISTEMAS PRODUTIVOS SISTEMAS QUE PRODUZEM ALGO LHES ADICIONANDO VALOR E ATENDENDO A OBJETIVOS PREDEFINIDOS PELA ORGANIZAÇÃO Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 6 Prof. Ribamar Moraes INTRODUÇÃO Segundo Neumann (2015), na busca de competitividade pelas empresas, o mercado é o foco de todos os esforços em termos de projetos de sistemas produtivos, tendo em vista que a compreensão, o projeto e o desenvolvimento do projeto de fábrica e layout em um sistema eficaz e competitivo são fundamentais para o sucesso de longo prazo da organização. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 7 Prof. Ribamar Moraes PROCESSO EVOLUTIVO 1ª Revolução Industrial XVIII XIX XX XXI Produção em massa Principais estudos para projeto de layout Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 8 Prof. Ribamar Moraes PRINCIPAIS ESTUDOS • John R. Immer (1950): A ênfase em seus estudos era posicionar a máquinas para obter a máxima eficiência, percorrendo a menor distância no menor tempo, através de três fases distintas: Descrever detalhadamente o problema Representar as linhas de fluxo Transformar as linhas de fluxo em sequências de máquinas Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 9 Prof. Ribamar Moraes PRINCIPAIS ESTUDOS • Ruddell Reed (1961): Precursor do Plano Sistemático de Ataque, onde sua principal contribuição foi o desenvolvimento de cartas de processo detalhadas com informações sobre os fluxos, sistemas de transporte, ocupação de recursos etc. » carta de planejamento de um layout Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 10 Prof. Ribamar Moraes PRINCIPAIS ESTUDOS • James M. Moore (1962): Diferenciou projeto da fábrica de layout da fábrica, conforme a seguir: Projeto da fábrica = projeto total de uma empresa (fornece a máxima satisfação para todas as partes envolvidas) Layout da fábrica = apenas uma parte do projeto da fábrica e tem uma função mais limitada: planejar o arranjo físico adequado Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 11 Prof. Ribamar Moraes PRINCIPAIS ESTUDOS • Allan Nadler (1965): Desenvolveu um método voltado para o planejamento de sistemas de trabalho, aplicáveis ao planejamento de instalações, procurando identificar a solução ideal, através dos seguintes procedimentos: Teorização do sistema ideal Conceituação do sistema ideal Projeto do sistema de trabalho com a tecnologia ideal Instalação do sistema recomendado Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 12 Prof. Ribamar Moraes PRINCIPAIS ESTUDOS • Cyro Eyer do Valle (1962): Para Valle, a localização da indústria é definida em duas etapas: Macrolocalização = definir a região de implantação da unidade industrial (viabilidade técnica, viabilidade econômica, viabilidade financeira, localização da indústria etc.) Microlocalização = aspectos internos da unidade industrial Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 13 Prof. Ribamar Moraes PRINCIPAIS ESTUDOS • James McGregor Apple (1977): Apple define como projeto de fábrica o projeto do arranjo dos elementos físicos de uma atividade. • Richard Muther (1978): Na concepção de Muther, todo projeto de instalações tem como dados de entrada: Produto (o que produzir?) Quantidade (quanto de cada item será fabricado) Roteiro (como serão produzidos os itens) Serviços de apoio e tempo Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 14 Prof. Ribamar Moraes PRINCIPAIS ESTUDOS • James A. Tompkins e John A. White (1984): O planejamento das instalações é formado pela localização das instalações e projeto das instalações, agrupadas conforme a seguir: Coleta de dados/pré-requisitos/estudo básico Questões estratégicas Projeto das necessidades de espaços e projeto do layout Instalação, avaliação e operação do layout projetado Projeto de edificação Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 15 Prof. Ribamar Moraes PROJETO DE FÁBRICA Projeto de Fábrica: Projeto de qualquer empresa e compreende o projeto total do empreendimento. Representa também todos os itens que necessitam ser levantados, estudados e planejados para a implantação ou modificação de uma organização empresarial e não apenas o arranjo físico. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 16 Prof. Ribamar Moraes PROJETO DE FÁBRICA Projeto de Fábrica: Compreende uma série de itens relacionados às vantagens competitivas que as empresas pretendem oferecer aos seus clientes futuramente. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 17 Prof. Ribamar Moraes PROJETO DE FÁBRICA Na visão da Engenharia de Produção, o Projeto de Fábrica, conceitualmente também denominado de projeto do sistema produtivo, é um conjunto de questões estratégicas estruturais que devem ser projetadas pelos Engenheiros de Produção, visando manter uma vantagem competitiva de longo prazo para a empresa e melhor posição de mercado (NEUMANN, 2015, p. 114). Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 18 Prof. Ribamar Moraes PROJETO DE FÁBRICA • Fatores que influenciam num Projeto de Fábrica: Layout Processos/Equipamentos Investimentos/Custos Localização Pessoal Edificações Estratégia corporativa Localização de fornecedores Tributação Mercado Impacto regional/local Termos cooperativos/fiscais Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 19 Prof. Ribamar Moraes PROJETO DE FÁBRICA • Diferençade Projeto de fábrica e Layout da fábrica: Projeto de Fábrica É definido como o projeto total de uma empresa. Envolve questões como: aquisição de capital, projeto do produto, tamanho da planta, localização da fábrica, layout da fábrica, seleção do tipo de construção dentre outros. Layout da Fábrica É definido como apenas uma parte do projeto da fábrica e tem uma função mais limitada, que é a de planejar o arranjo físico adequado da unidade fabril. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 20 Prof. Ribamar Moraes METODOLOGIA PFL • Metodologia PFL – 5 fases e 23 etapas: Estruturação Projeto de fábrica Projeto de layout Projeto de edificação Projeto de implantação Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 21 Prof. Ribamar Moraes METODOLOGIA PFL • Metodologia PFL – 5 fases e 23 etapas: Estruturação: Composta por etapas clássicas utilizadas para o projeto de novas empresas (projeto de um sistema produtivo). ESTRUTURAÇÃO Planejamento estratégico Plano de negócios Objetivos de desempenho Indicadores de desempenho Estratégia de produção e operações Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 22 Prof. Ribamar Moraes METODOLOGIA PFL • Metodologia PFL – 5 fases e 23 etapas: Projeto de fábrica: Essa etapa foca no conjunto dos cinco núcleos de decisões estruturais para o projeto de uma nova unidade produtiva, considerando alguns elementos principais para o projeto de fábrica. PROJETO DE FÁBRICA Projeto de produtos Definição da capacidade instalada Projeto de processos Seleção da tecnologia Localização da unidade produtiva Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 23 Prof. Ribamar Moraes METODOLOGIA PFL • Metodologia PFL – 5 fases e 23 etapas: Projeto de layout: É determinado de forma detalhada o posicionamento relativo entre as áreas da unidade produtiva e são estabelecidas as posições específicas de cada máquina, equipamento, insumos e serviços de apoio. PROJETO DE LAYOUT Planejamento do projeto Projeto informacional Projeto conceitual Projeto detalhado Execução e liberação Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 24 Prof. Ribamar Moraes METODOLOGIA PFL • Metodologia PFL – 5 fases e 23 etapas: Projeto de edificação: Envolve o projeto das construções e das suas respectivas instalações de apoio, incluindo a etapa de construção de planta que abrigará as atividades relacionadas à produção dos bens e/ou serviços da unidade produtiva. PROJETO DE EDIFICAÇÃO Projeto arquitetônico Projeto estrutural Projeto das instalações de apoio Construção da edificação Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 25 Prof. Ribamar Moraes METODOLOGIA PFL • Metodologia PFL – 5 fases e 23 etapas: Projeto de implantação: Nesta última etapa estão os temas relacionados ao projeto da implantação da unidade produtiva, que envolve o planejamento da instalação e de todos os testes pré- operacionais necessários para a entrada da planta em regime normal de operação. PROJETO DE IMPLANTAÇÃO Instalações de máquinas Instalação de sistemas de movimentação de materiais Testes pré-operacionais Pré-operação da unidade produtiva (UP) Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 26 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • 1ª Etapa – Estruturação: Ponto de partida da estruturação da metodologia PFL? Formação de uma equipe multidisciplinar para elaboração dos estudos e análise para o PFL. Essa equipe será responsável por promover e alinhar todos os projetos visando atingir os objetivos estratégicos selecionados. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 27 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL Brainstorming turma O que é um projeto? Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 28 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Projeto: Conjunto de atividades temporárias, realizadas em grupo, destinadas a produzir um produto, serviço ou resultado únicos. Um projeto é temporário no sentido de que tem um início e fim definidos no tempo, e, por isso, um escopo e recursos definidos. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 29 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Projeto: É um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. A natureza temporária dos projetos indica que eles têm um início e um término definidos (PMBOK, 2013). Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 30 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Projeto: É um empreendimento não repetitivo, caracterizado por uma sequência clara e lógica de eventos, com início, meio e fim, que se destina a atingir um objetivo claro e definido, sendo conduzido por pessoas dentro de parâmetros predefinidos de tempo, custo, recursos envolvidos e qualidade (VARGAS, 2009). Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 31 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Características de um projeto (VARGAS, 2009): Temporariedade Individualidade do produto ou serviço Empreendimento não repetitivo Sequência clara e lógica de eventos Conduzido por pessoas Parâmetros pré-definidos Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 32 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Um projeto pode criar (PMBOK, 2013): Um produto que pode ser componente de outro item, um aprimoramento de outro item ou um item final Um serviço ou capacidade de realizar um serviço (negócios) Uma melhoria na linha de produtos e serviços (Seis Sigma) Um resultado como um produto ou documento (projeto de pesquisa) Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 33 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL Fonte: PMBOK (2013). Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 34 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL Brainstorming turma O que representa o gerenciamento de um projeto? Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 35 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Gerenciamento de projeto: É a aplicação de conhecimentos, habilidades e técnicas para a execução de projetos de forma efetiva e eficaz. Trata-se de uma competência estratégica para organizações, permitindo com que elas unam os resultados dos projetos com os objetivos do negócio e, assim, melhor competir em seus mercados. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 36 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Benefícios do gerenciamento de projeto (PMBOK, 2013): Evita surpresas durante a execução dos trabalhos Permite desenvolver diferenciais competitivos e novas técnicas, uma vez que toda a metodologia está sendo estruturada Aumenta o controle gerencial de todas as fases implementadas devido ao detalhamento ter sido realizado Otimiza a alocação de pessoas, equipamentos e materiais necessários Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 37 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Etapas do gerenciamento de projeto: IntegraçãoQualidade Recursos Humanos Escopo CustoTempo RiscosComunicação Suprimentos Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 38 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Áreas do gerenciamento de projeto: Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 39 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Exemplo de ferramenta clássica para projeto de layout: PERT/CPM São técnicas de planejamento e controle de grandes projetos em que, a partir do escalonamento das diversas atividades é possível montar gráficos e estudar o planejamento do projeto e, por consequência, as necessidades de recursos e espaços para execução de cada uma dessas atividades. INÍCIO FIM Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 40 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Caminho crítico: É um termo criado para designar um conjunto de atividades vinculadas a uma ou mais atividades que não tem margem de atraso (folgas), representando o caminho mais longo do projeto. Por isso, caso alguma atividade que faz parte do caminho crítico atrase, o projeto como um todo atrasa também. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 41 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Folgas: São períodos de tempo que as atividades de um projeto podem atrasar sem afetar o prazo final do projeto planejado no cronograma. Uma observação importante é que apenas atividades que não participam do caminho crítico possuem folga. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 42 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Prazo esperado de projeto (Distribuição de Probabilidade Beta – β): a) Tempo otimista (TO): É o menor tempo possível no qual a atividade pode ser executada (tempo necessário para completar o trabalho). b) Tempo Pessimista (TP): É o máximo de tempo necessário para à execução da atividade. c) Tempo Mais provável (TMP): É a estimativa de tempo mais exata possível (seria usada se tudo corresse satisfatoriamente). β = (𝑇𝑃 + 4 𝑥 𝑇𝑀𝑃 + 𝑇𝑂) 6 Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 43 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Exemplo 1: O PERT consiste num método que dá suporte ao gerenciamento de projetos por meio da determinação da duração média das atividades que compõem uma rede de tarefas. Considerando-se que os tempos de duração previstos para a realização de determinada atividade, em dias, correspondem a 7 (otimista), 11 (mais provável) e 15 (pessimista), a duração média da atividade, em dias, será de quanto? Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 44 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Cálculo do caminho crítico: Some as durações de todas as atividades em todos os caminhos possíveis, o que tiver a maior duração é o caminho crítico. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 45 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Caminho A → B → E → G = 3 + 1 + 4 + 6 = 14 dias • Caminho A → C → E → G = 3 + 2 + 4 + 6 = 15 dias • Caminho A → D → F → G = 3 + 3 + 5 + 6 = 17 dias 1. O caminho crítico é o caminho A com duração de 17 dias. 2. As folgas dos caminhos críticos são: 14 → 17 = 3 dias e 15 → 17 dias = 2 dias Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 46 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Exemplo 2: Para planejamento e coordenação de projetos em fábrica de desenvolvimento de softwares, o departamento de projetos utiliza o diagrama de rede PERT/CPM, onde são identificadas as atividades que fazem parte de um projeto. Os dados referentes à lista de atividades de um projeto, à sua duração e às predecessoras imediatas são apresentadas na tabela a seguir. Qual o prazo esperado para execução deste projeto? Atividade Tempo esperado (dias) Predecessoras Imediatas A 1 - B 4 A C 3 A,B D 5 B,C E 2 D Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 47 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • 1ª Etapa – Estruturação Planejamento Estratégico: É um processo contínuo e sistemático, que diz respeito a definição para onde você quer ir. O planejamento estratégico envolve a formulação de objetivos que afetam toda a empresa por longos períodos de tempo com vistas a obter um nível de otimização na relação com seu ambiente. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 48 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • 1ª Etapa – Estruturação Planejamento Estratégico: Estratégia: É o plano global de decisões e ações que posicionam tanto a organização como as empresas em seu ambiente e tem o objetivo de fazê-las atingir seus objetivos de longo prazo. Estratégia origem grega “strategos” que significa chefe do exército (uso militar) Para que se mantenha competitiva, toda organização precisa de algum direcionamento estratégico! Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 49 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • 1ª Etapa – Estruturação Planejamento Estratégico: Este parte do processo de gestão global de uma empresa ou organização, permitindo a construção do futuro que se deseja, a partir de objetivos viáveis e realistas. Esclarece a missão, traduz a visão e a estratégia em objetivos claros, associados a indicadores, metas e prazos. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 50 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL Planejamento Estratégico: Planejamento Estratégico Planejamento Tático Planejamento Operacional Enfoque territorial Decide a localização da nova planta e a estratégia da edificação Enfoque local Determina a distribuição de setores, máquinas, equipamentos, otimização dos postos de trabalho etc. Enfoque no dia a dia Atua no monitoramento e aperfeiçoamento dos postos de trabalho Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 51 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • 1ª Etapa – Estruturação Planejamento Estratégico: Tipos clássicos de Estratégia (NEUMANN, 2015): a) Estratégia coorporativa – para a organização (atingir até 5 anos) b) Estratégia de negócio – para as unidades de negócio pertencentes à organização (atingir em 1 a 3 anos) c) Estratégia funcional – para as funções pertencentes às unidades de negócios (meses até 1 ano, geralmente) Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 52 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • 1ª Etapa – Estruturação Planejamento Estratégico de Negócios (PEN) ou Plano de Negócios: É o instrumento ideal para traçar um retrato fiel do mercado, do produto e das atitudes do empreendedor, o que propicia segurança para quem quer iniciar uma empresa com maiores condições de êxito ou mesmo ampliar ou promover inovações em seu negócio. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 53 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • 1ª Etapa – Estruturação Etapas do Plano de Negócios (Neumann, 2013): 1. Resumo executivo 2. Produtos 3. Pesquisa de mercado 4. Capacidade empresarial 5. Estratégia de negócios 6. Plano de marketing 7. Planejamento e desenvolvimento do produto (PDP) 8. Plano financeiro Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 54 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL Dica de site sobreplanos de negócios: Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 55 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL Dica de site sobre planos de negócios: Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 56 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • 1ª Etapa – Estruturação Objetivos de desempenho: É identificar os critérios que os consumidores utilizam para avaliar os produtos produzidos e serviços prestados e possibilitar orientar com maior sucesso as estratégias da empresa e, assim, alcançar as expectativas do cliente. Exemplos de objetivos de desempenho: lucratividade, fornecer produtos de qualidade, novas tecnologias etc. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 57 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • 1ª Etapa – Estruturação Indicadores de desempenho: É um índice de monitoramento de algo que pode ser mensurável. Indicadores de desempenho nos permitem manter, mudar ou abortar o rumo de nossas ações, de processos empresariais, de atividades etc. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 58 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Síntese dos principais indicadores de desempenho: Indicadores de Desempenho Característica O que avalia? Síntese Competitividade É a capacidade que uma empresa tem de produzir e vender mais barato que seus concorrentes A capacidade de qualquer empresa em cumprir sua missão (com mais êxito) Fazer melhor a coisa útil Lucratividade É necessário para sobrevivência das empresas (viabilidade do modelo de negócio) A relação entre o valor obtido pelas saídas geradas e o valor gasto com as entradas consumidas Fazer gerar valor na coisa certa Produtividade É a medida da eficácia do uso dos recursos para produzir/processar este produto ou serviço As saídas geradas em relação às entradas consumidas Fazer certo a coisa certa Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 59 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • Síntese dos principais indicadores de desempenho: Indicadores de Desempenho Característica O que avalia? Síntese Eficiência Inerente à tarefa, seu padrão e referência (meios) O grau de acerto (racionalização ou economicidade) na utilização dos recursos empregados Fazer certo a coisa certa Eficácia É inerente à atividade, seus objetivos e metas O grau de atingimento das metas programadas Fazer a coisa certa Efetividade É inerente ao processo, sua missão e razão de ser O grau de utilidade dos resultados alcançados Fazer certo a coisa útil Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 60 Prof. Ribamar Moraes DETALHAMENTO DA METODOLOGIA PFL • 1ª Etapa – Estruturação Estratégia de produção e operações: É formada por um conjunto de princípios gerais que guiarão seu processo de tomada de decisão que envolva toda empresa e que deve estar integrada e articulada com a estratégia da unidade de negócio. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 61 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Principais técnicas e ferramentas para PFL: • Processo produtivo • Engenharia de fábrica • Projeto de trabalho • Registro de processo industrial • Fluxograma • Diagrama de processo • Balanceamento de linhas • Estudo de tempos, movimentos e métodos Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 62 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Processo produtivo: • Sequência de atividades que, executadas sempre da mesma forma e na mesma ordem, resulta no produto ou serviço pretendido. • Conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que transforma insumos (entradas) em produtos (saídas). Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 63 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Processo produtivo: • A análise de métodos ou processos de trabalho aborda técnicas que submetem a um detalhado estudo de cada operação de uma dada tarefa, com o objetivo de eliminar qualquer elemento desnecessário à operação e também conseguir determinar o melhor e mais eficiente método para executar cada operação da tarefa. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 64 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Engenharia de fábrica: • É o setor que deve estabelecer o método de trabalho ou o processo mais eficiente, ou seja, que procura otimizar o local de trabalho com relação a ajustes de máquinas, manuseio e movimentação de materiais, leiaute, ferramentas e dispositivos específicos, medição de tempos e racionalização de movimentos. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 65 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Projeto de trabalho: • Definir uma forma padronizada para o desenvolvimento do trabalho. Definir quais serão as tarefas e sua sequência, os indicadores de medida e controle, os métodos de trabalho, a tecnologia, a autoridade e a responsabilidade da operação. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 66 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Registro de processo industrial: • Procedimento documentado que define o projeto de trabalho. Registros de processos são aplicáveis tanto para tarefas mais simples e rotineiras, como a montagem de determinado componente, como para tarefas mais complexas, como o procedimento de recebimento e conferência da qualidade de materiais. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 67 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Registro de processo industrial: Fonte: Peinado e Graeml (2007). Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 68 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Fluxograma: • É um diagrama utilizado para representar a sequência dos processos, através de símbolos gráficos. Os símbolos proporcionam uma melhor visualização do funcionamento do processo, ajudando no seu entendimento. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 69 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Fluxograma: • No gerenciamento de processos e PFL, tem como objetivo garantir a qualidade e aumentar a produtividade, através da documentação do fluxo das atividades, utilizando diversos símbolos diferentes para identificar os diferentes tipos de atividades. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 70 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Fluxograma: • Aplicações: a) Melhora a compreensão do processo de trabalho b) Mostra os passos para a realização do trabalho c) Cria normas de padrão de trabalho Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 71 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Simbologias de representação de um fluxograma: Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 72 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 3: IDA AO CINEMA! Você deseja convidar sua namorada para assistir a um bom filme no cinema. Como você está trabalhando, decide convidá-la por telefone. Na primeira oportunidade você liga para ela, mas ninguém atende. Pode ser que ela não esteja em casa. Você decide ligar mais tarde. Na próxima tentativa, o telefone está ocupado. Pelo menos há alguém em casa, você pensa. Infelizmente, vocêé obrigado a tentar de novo. Na terceira tentativa consegue que alguém atenda ao telefone. O irmão informa que sua namorada não se encontra e pede para que você ligue mais tarde. Você não desiste do convite e liga de novo, agora ela atende. Se não fosse ela você perguntaria se ela está em casa. Se não estivesse, você desistiria do convite, se estivesse pediria para chamá-la. Bem, você faz o convite. A princípio ela não aceita. Diz que está indisposta. Você insiste e consegue que ela aceite. Sem perder tempo, você combina hora e lugar. Aliviado você desliga o telefone. Não parecia que existiam tantas possibilidades e decisões a serem tomadas para fazer um simples convite para ir ao cinema! Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 73 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 3: Fluxograma do texto “IDA AO CINEMA!” Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 74 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Diagrama de Processo: • Também conhecimento como carta de processo ou folha de processo, tem por objetivo registrar a sequência de tarefas dos principais elementos de um processo, as relações de tempo entre diferentes partes de um trabalho e registrar o fluxo de materiais, movimento de pessoas ou informações no trabalho. Sua representação é feita por simbologias conforme a norma ANSI Y15.3M-1979. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 75 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Simbologias do diagrama de processo: Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 76 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Atividades combinadas em diagrama de processo: • Ocorre quando duas ou mais atividades são executadas simultaneamente pela mesma pessoa, no mesmo local de trabalho e na mesma área produtiva. Normalmente envolve atividades de operação junto com atividade de inspeção ou atividades de operação que ocorrem durante o transporte. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 77 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Tipologia: • Linear de operações • Funcional Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 78 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Tipologia: • Linha de montagem • Arranjo físico funcional Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 79 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Modelo de formulário padronizado para diagrama de processo: Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 80 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 4: Determinada empresa serviu de base para o estudo de elaboração de um fluxograma de processo, onde esta atua no ramo de confecções há mais de 13 anos na cidade de Horizontina/RS, contando atualmente com 20 colaboradores. O objeto de estudo utilizado no trabalho é o jaleco industrial, também conhecido como guarda-pó. É utilizado como forma de barreira corporal em hospitais, laboratórios, fábricas, restaurantes, escolas entre outros. A maioria dos clientes desta empresa que adquirem os jalecos são indústrias, principalmente do ramo metal mecânico. A partir dos coletados dados sobre os tempos padrão de cada processo dispostos a seguir, elabore: a) O fluxograma de processo. b) Um quadro resumo para esta operação. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 81 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 4: Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 82 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Continuação do exemplo 4: Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 83 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 5: Um fabricante de peças metálicas para uma empresa de perfilados possui em sua linha de montagem alguns componentes utilizados nas peças. Um engenheiro de produção acompanhou e detalhou o processo realizado pelos funcionários para fabricação de um componente conforme a seguir: Item Descrição Duração (min) 1 Supervisor recebe o pedido de fabricação do componente 4 2 Supervisor emite requisição da matéria-prima (perfilado de 2 furos) 2 3 Supervisor entrega requisição para o operador do setor de fabricação 1 4 Operador se desloca para o almoxarifado 4 5 Operador retira a peça não-acabada do almoxarifado 2 6 Operador se desloca novamente para o setor de fabricação 2 7 Operador inspeciona no setor de fabricação o material 5 8 Operador ajusta o torno mecânico 2 9 Operador fabrica o molde 20 10 Operador pára o equipamento 3 Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 84 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Continuação do exemplo 5: Item Descrição Duração (min) 11 Tempo de espera para resfriamento da peça pós-processo de fabricação 20 12 Operador encaminha peça para o setor de qualidade 3 13 Inspetor de qualidade inspeciona a peça 5 14 Emissão do código de inspeção 1 15 Se a peça for aprovada, inspetor encaminha a peça para expedição 2 16 Setor de expedição coloca a peça para embalagem 4 17 Setor de expedição coloca a peça em estoque 4 18 Se a peça for recusada, inspetor encaminha peça para o setor de torno 3 19 Operador coloca a peça no torno e ajusta dimensões 6 20 Operador pára o torno e retira a peça 5 21 Inspeção da peça e validada retorna para o processo de fabricação (item 8) 5 Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 85 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Continuação do exemplo 5: A partir do levantamento efetuado pelo engenheiro de produção, responda os itens a seguir: a) Elabore o fluxograma deste processo. b) Elabore o quadro resumo para fabricação normal desta peça metálica. c) Elabore o quadro resumo para fabricação com rejeição desta peça metálica. d) Indicar o tempo de resultado produtivo para a fabricação desta peça metálica. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 86 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Balanceamento de linhas: • Consiste na atribuição de tarefas às estações de trabalho que formam a linha de forma que todas as estações demandem aproximadamente o mesmo tempo para a execução da tarefa. Isto minimiza o tempo ocioso de mão-de-obra e de equipamentos (PEINADO E GRAEML, 2007). Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 87 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Balanceamento de linhas: • “Anula” os gargalos da produção, proporcionando o máximo de produtividade e eficiência, eliminando as esperas e mantendo o ritmo de trabalho do conjunto. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 88 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Desbalanceamento de linhas: • O operador mais carregado de trabalho tenta compensar. • Muitas vezes se alocam os operadores mais ágeis e velozes para os postos de trabalho mais difíceis. Consequência: problemas de saúde futuros ao operador. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 89 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Desbalanceamento de linhas: • A soma do tempo ocioso dos demais operadores, com tarefas de menor duração, será alta, elevando os custos por falta de aproveitamento da mão-de-obra. • A velocidade da linha de produção será a velocidade da operação mais lenta, com maiortempo de duração. OPERAÇÃO MAIS LENTA = OPERAÇÃO DE GARGALO Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 90 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Balanceamento de linhas: • Takt-time: Corresponde ao ritmo de produção necessário para atender a demanda. A palavra alemã takt corresponde ao ritmo musical, ou seja, o tempo de produção que tem disponível pelo número de unidades a serem produzidas em função da demanda. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 91 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 6: Determinado produto a ser produzido em um processo de mineração tem um tempo disponível de produção (tempo disponível = tempo total – paradas programadas) de 480 minutos de tempo disponível para produzir 300 unidades diárias (conforme demanda programada). Calcule o takt time deste processo. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 92 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Balanceamento de linhas: • Balanceamento de linha de produção » Os tempos de máquina não podem ser alterados. Os tempos determinam os postos de trabalho; • Balanceamento de linha de montagem » Predominam tempos manuais. É mais maleável para ser balanceada. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 93 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Etapas do balanceamento de linhas de montagem (produto único): 1ª) Determinar o tempo de ciclo » É o tempo que uma linha de produção demora a montar uma peça. Ou seja, é o tempo máximo permitido para cada estação de trabalho antes que a tarefa seja passada para a estação seguinte. 𝑇𝐶 = 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑝𝑒ç𝑎𝑠 𝑛𝑜 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 94 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 7: Uma linha de produção deve produzir 900 peças em 8 horas de trabalho. Determine o tempo de ciclo desta operação em minuto/peça. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 95 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Etapas do balanceamento de linhas de montagem (produto único): 2ª) Determinar o número teórico (mínimo) de operadores » Número mínimo de operadores que teoricamente seriam necessários para que se tenha na linha de montagem. 𝑁𝑇 = ∑𝑇𝑖 𝑇𝐶 𝑇𝑖 = tempo da peça em cada operação 𝑇𝐶 = tempo de ciclo Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 96 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Etapas do balanceamento de linhas de montagem (produto único): 3ª) Determinar o número real de operadores » Verificar se o número teórico de operadores é suficiente para os requisitos de produção, distribuindo-se os postos de trabalho e alocando-se a cada posto de trabalho o menor número de operadores possíveis. OBS: Devemos sempre considerar que o tempo de cada operação (Ti) deverá ser menor ou no limite igual ao tempo de ciclo (TC). Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 97 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Etapas do balanceamento de linhas de montagem (produto único): 4ª) Determinar a eficiência do balanceamento (E) » Calcula-se a eficiência desta linha de montagem, sendo esta determinada em porcentagem (%). 𝐸 = 𝑁𝑇 𝑁𝑅 NT = número teórico de operadores NR = número real de operadores Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 98 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 8: Uma linha de montagem tem os processos desenhados conforme a seguir. Sabendo que desejamos produzir 10 peças por hora e que cada operador trabalha 45 minutos por hora, determine: a) O tempo de ciclo e o número teórico de operadores. b) O número real de operadores e a divisão de trabalho entre eles. c) A eficiência do balanceamento. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 99 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 9: Um fabricante de armários estruturou uma linha de montagem a partir de partes pré-fabricadas e que deve produzir seis armários por hora. A figura a seguir apresenta a sequência das operações com os tempos em minutos. Cada operador trabalha 48 minutos por hora. Determinar: a) O tempo de ciclo. b) O número teórico de operadores. c) O número real de operadores e a divisão de trabalho entre eles. d) A eficiência do balanceamento. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 100 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 10: Um fabricante de calçados estruturou uma linha de montagem para fabricar 1 par de calçados por minuto. As relações entre as atividades são mostradas conforme a figura a seguir e os tempos são em minutos. Determinar: a) O tempo de ciclo. b) O número teórico de operadores. c) O número real de operadores e a divisão de trabalho entre eles. d) A eficiência do balanceamento. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 101 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 11: Determinada linha de montagem opera 7 horas por dia para fabricar 600 unidades por dia. Considerando que o tempo é dado em minutos, determine: a) O tempo de ciclo. b) O número teórico de operadores. c) O número real de operadores e a divisão de trabalho entre eles. d) A eficiência do balanceamento. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 102 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Etapas do balanceamento de linhas de montagem (vários produtos): Em balanceamento de linhas para vários produtos, a metodologia a ser implementada é a mesma utilizada para um único produto, com a ressalva que o tempo de ciclo será o tempo ponderado em função da quantidade a produzir de cada modelo. 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑝𝑜𝑛𝑑𝑒𝑟𝑎𝑑𝑜 = 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑜𝑝𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝑥 𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 ℎ𝑜𝑟𝑎 𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑝𝑒ç𝑎𝑠 𝑛𝑜 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑖 = ∑𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑝𝑜𝑛𝑑𝑒𝑟𝑎𝑑𝑜 Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 103 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 12: Determinada empresa almeja produzir na mesma linha de montagem os produtos A e B, cuja sequência de montagem é dada conforme a seguir. Sabendo-se que cada operador trabalha 40 minutos por hora e que devem ser produzidos 20 produtos por hora, determine: a) O tempo de ciclo e o número teórico de operadores. b) O número real de operadores e a divisão de trabalho entre eles. c) A eficiência do balanceamento. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 104 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Estudo do trabalho » Termo genérico para as técnicas que são utilizadas no exame do trabalho humano e que levam sistematicamente à investigação de todos os fatores que afetam a eficiência e a economia de situações, sendo analisado para obter melhorias. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 105 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Estudo do método » Registro sistemático e análise crítica dos métodos existentes e propostos de fazer o trabalho, como um meio de desenvolver e aplicar métodos mais fáceis e mais eficazes (tarefa). Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo JoséAgostini Oliveira 106 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Medição de trabalho (tempos) » Aplicação de técnicas para estabelecer o tempo para um trabalhador qualificado realizar um trabalho especificado em um nível definido de desempenho (padrão). Forma de organização de trabalhadores no processo de produção, adotando métodos de trabalho considerados científicos e mais eficientes. TAYLORISMO (PRECURSOR) Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 107 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos: O estudo de tempos, movimentos e métodos aborda técnicas que submetem a uma detalhada análise cada operação de uma dada tarefa, com o objetivo de eliminar qualquer elemento desnecessário à operação e determinar o melhor e mais eficiente método para executá-la. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 108 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos: O estudo de tempos, movimentos e métodos mantém estreito vínculo com três importantes definições do vocabulário empresarial: 1. Engenharia de métodos 2. Projeto de trabalho 3. Ergonomia Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 109 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Engenharia de métodos » Atividade dedicada à melhoria e desenvolvimento de equipamentos de conformação e processos de produção para suportar a fabricação. Procura otimizar o local de trabalho com relação a ajuste de máquinas, manuseio e movimentação de materiais, leiaute, ferramentas e dispositivos específicos, medição de tempos e racionalização de movimentos. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 110 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Projeto de trabalho » Define a forma pela qual as pessoas agem em relação a seu trabalho. O projeto de trabalho leva em consideração as atividades que influenciam o relacionamento entre pessoas, a tecnologia que elas usam e os métodos de trabalho empregados pela produção. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 111 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Ergonomia » Estudo da adaptação do trabalho às características fisiológicas e psicológicas do ser humano (ABERGO, 2017). Estudo científico dos problemas relativos ao trabalho humano e que devem ser levados em conta na projeção de máquinas, equipamentos e ambiente de trabalho. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 112 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 113 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Cronoanálise » É uma ferramenta que tem como principal objetivo analisar os tempos de realização de atividades durante a fabricação de peças e produtos, e possibilita o entendimento de qual a quantidade de tempo está sendo efetivamente utilizado em tarefas que efetivamente agregam valor ao processo de transformação. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 114 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Principais ações em cronoanálise: a) Obter informações sobre a operação e o operador em estudo. b) Dividir a operação em elementos e registrar a descrição completa do método. c) Observar e registrar o tempo gasto pelo operador. d) Determinar o número de ciclos a serem cronometrados. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 115 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Ciclo » É o conjunto de elementos que constituem uma tarefa, ou seja, um ciclo é uma tarefa completa. Existem duas formas para determinar quantos ciclos cronometrar: 1) pela via prática ou do bom senso do engenheiro, que vai fazendo as medidas e para quando sente confiança nos resultados obtidos. 2) Ou através da estatística. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 116 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Número de ciclos (Estatística): Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 117 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Tabela de coeficientes: Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 118 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Tempo normal (TN): É o tempo cronometrado ajustado a uma velocidade ou ritmo normal. • Avaliação da velocidade do operador » É o processo por meio do qual o cronoanalista compara o ritmo do operador em observação com o seu próprio conceito de ritmo normal. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 119 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Tempo padrão » É preciso levar em consideração que não é possível um operário trabalhar o dia inteiro, sem nenhuma interrupção, tanto por necessidades pessoais, como por motivos alheios à sua vontade. O tempo padrão é calculado multiplicando-se o tempo normal por um fator de tolerância para compensar o período que o trabalhador, efetivamente, não trabalha. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 120 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Fator de tolerância » Muitas vezes a tolerância é calculada em função dos tempos de permissão que a empresa está disposta a conceder. Quando dado em a porcentagem, determina-se o tempo p concedida em relação ao tempo de trabalho diário e calcula-se o fator de tolerâncias por meio da seguinte fórmula: Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 121 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL Estudo de tempos, movimentos e métodos • Tabela de tolerâncias de trabalho: Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 122 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 13: Um engenheiro de produção de uma empresa de autopeças cronometrou a operação de montagem de um dos produtos produzidos na fábrica de Salvador/BA. Foram feitas sete cronometragens iniciais nas quais foram obtidos os seguintes valores, em minutos: 10,5 – 10,3 – 9,3 – 9,2 – 9,5 – 9,9 – 10,0 (minutos) A empresa determinou, como regra geral, que o grau de confiança para tempos cronometrados fosse de 95% com um erro relativo de 5%. Quantas cronometragens serão necessárias? Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 123 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 14: Utilizando o tempo cronometrado encontrado no exemplo anterior, de 9,81 minutos, qual seria o tempo normal se a velocidade do operador fosse avaliada em 116%? E se a velocidade fosse avaliada em 97%? Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 124 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 15: Ainda com relação ao caso anterior, a empresa tem determinadacomo tolerância: necessidades pessoais (5%), alívio da fadiga (10%) e espera (5%). Calcule o tempo padrão deste processo para o tempo normal determinado na velocidade do operador de 97%. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 125 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 16: Para estabelecer o tempo padrão de uma operação, foi realizada uma cronometragem preliminar com oito tomadas de tempo. O TP deve ter 90% de probabilidade e apresentar erro relativo de 10%. Os tempos são dados conforme a seguir: 1,5 – 1,4 – 1,7 – 1,8 – 1,8 – 1,7 – 1,9 – 1,8 (minutos) Calcule o número de cronometragens desta operação. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 126 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 17: Uma operação foi cronometrada cinco vezes, obtendo-se os tempos em segundos conforme a seguir: 20,7 – 21,0 – 22,9 – 23,4 – 20,8 (segundos) O cronometrista avaliou a velocidade (v) da operação em 95%. A empresa considera que a operação cronometrada é do tipo que não exige um esforço especial e fixa um FT de 1,15. Determine TN e TP. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 127 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 18: O estudo de prazos da operação de preparação de uma máquina acusou um tempo médio de 27,50 min. A velocidade (v) do operador avaliada pelo cronometrista foi de 103%, e a empresa concede 30 minutos para lanches e 25 minutos para atrasos inevitáveis em um dia de 8 horas de trabalho. Determine os TN e TP desta operação. Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 128 Prof. Ribamar Moraes TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA PFL • Exemplo 19: Uma empresa do ramo metalúrgico deseja determinar o tempo padrão necessário, com 90% de confiabilidade e um erro relativo de 5%, para a fabricação de determinado componente que será utilizado na linha de montagem. O engenheiro de produção realizou uma cronometragem preliminar de nove tomadas de tempo, obtendo os dados a seguir. Pergunta-se: a) O número de amostragens é suficiente? b) Qual o tempo cronometrado (TC) e o tempo normal (TN)? c) Qual o tempo padrão (TP) se a fábrica definir um índice de tolerância de 1,15? d) Caso a empresa conceda 12 minutos para necessidades pessoais, 15 minutos para lanches e 20 minutos para alívio de fadiga em um dia de 8 horas de trabalho, qual será o novo tempo padrão? Desenvolvido originalmente por Prof. Saulo José Agostini Oliveira 129 Prof. Ribamar Moraes ENCERRAMENTO DA UNIDADE 1