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Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 1 METODOLOGIA DA MATEMÁTICA –SABATINA 1) Discorra sobre a dimensão histórica da educação matemática preenchendo a tabela: Os conhecimentos matemáticos que fazem parte da matemática foram desenvolvidos pelos povos das antigas civilizações. Consta na literatura da história da matemática que os babilônios, por volta de 2000 a.C., já faziam registros considerados hoje como álgebra elementar. Por volta dos séculos IV a II a.C, o ensino da matemática era: Contar números inteiros, cardinais e ordinais. • Memorização e repetição Séc. VI e V a.C. - Grécia - Pitágoras • A importância e o papel da matemática no ensino e na formação das pessoas. • Platônicos davam ênfase à aritmética, que instigava o pensamento do homem Séc. II d.C O ensino de matemática privilegiou uma exposição mais completa de seus conceitos. Séc. VIII e IX Mudanças significativas -surgimento das escolas e organização dos sistemas de ensino Após o século XV O avanço das navegações, as atividades comerciais e industriais possibilitaram novas descobertas da matemática. • Desenvolvimento e ensino foi influenciado pelas escolas voltadas às atividades práticas. Metade do séc. XVI e No século XVII - XVI Jesuítas introduziram a matemática como disciplinas nos currículos da escola sem destaque nas práticas pedagógicas. - XVII Comprovação e generalização de resultados, para explicar os fenômenos de movimento mecânico e manual. No século XVIII • marcado pelas Revoluções Francesa e Industrial - se direcionou a atender os processos de industrialização. Do final do século XVI ao início do século XIX, Destinava-se ao domínio de técnicas com o objetivo de formar engenheiros, geógrafos e topógrafos para trabalhar em minas, abertura de estradas, construções de portos, canais, pontes, fontes, calçadas e preparar jovens para a prática da guerra. No final do século XIX e início do século XX. Matemática como disciplina escolar – deu início a tarefa de transferir para a prática docente os ideais e exigências advindas das revoluções do século anterior Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 2 2) Discorra sobre a modernização do ensino da matemática no Brasil: A modernização do ensino da matemática no Brasil aconteceu num contexto de mudanças que promoviam a expansão da indústria nacional, do desenvolvimento da agricultura, do aumento da população nos centros urbanos e das ideias que agitavam o cenário político internacional, após a Primeira Guerra Mundial. As ideias reformadoras do ensino da Matemática estavam alinhadas às discussões do movimento da Escola Nova, que propunha um ensino orientado por uma concepção empírico-ativista, ao valorizar os processos de aprendizagem e o envolvimento do estudante em atividades de pesquisa, atividades lúdicas, resolução de problemas, jogos e experimentos (CURITIBA, 2006). 3) Discorra sobre a tendência empírico-ativista (escolanovismo): A tendência do escolanovismo orientou a formulação da metodologia da Matemática no Brasil, desde 1940 até meados da década de 1980, norteando a produção de diversos materiais didáticos de matemática e a prática pedagógica de muitos professores. A proposta dessa tendência era o desenvolvimento da criatividade e interesses individuais. O estudante era considerado o centro do processo e o professor, orientador da aprendizagem. 4) Quais foram as tendências pedagógicas que influenciaram o ensino da matemática no Brasil? Tendências: empírico-ativista (escolanovismo), formalista clássica, formalista moderna, tecnicista, construtivista, socioetnocultural e histórico-crítica. 5) Disserte sobre a tendência formalista clássica: Caracterizava-se pela sistematização lógica e pela visão estática, a histórica e dogmática do conhecimento matemático. Nessa tendência, a aprendizagem era centrada no professor e no seu papel de transmissor e expositor do conteúdo, pelos desenvolvimentos teóricos em sala de aula. O ensino era livresco e conteudista e a aprendizagem consistia na memorização e na repetição precisa de raciocínios e procedimentos. 6) Discorra sobre a tendência formalista moderna: Valorizava a lógica estrutural das ideias matemáticas, com a reformulação do currículo escolar por meio da Matemática Moderna. Nessa tendência tinha-se uma abordagem internalista da matemática. O ensino era centrado no professor, que demonstrava os conteúdos em sala de aula. Enfatizavam- se o uso preciso da linguagem matemática, o rigor e as justificativas das transformações algébricas por meio das propriedades estruturais. 7) Disserte sobre a tendência tecnicista: Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 3 Com a instauração do regime militar brasileiro oficializou-se a tendência pedagógica tecnicista. A escola, na concepção tecnicista, tinha a função de manter e estabilizar o sistema de produção capitalista, cujo objetivo era preparar o indivíduo para ser útil e servir ao sistema (FIORENTINI, 1995). O método de aprendizagem era a memorização de princípios e fórmulas, o desenvolvimento e as habilidades de manipulação de algoritmos e expressões algébricas e de resolução de problemas. A pedagogia tecnicista não se centrava no professor ou no estudante, mas nos objetivos instrucionais, nos recursos e nas técnicas de ensino. Os conteúdos eram organizados por especialistas, e ficavam disponíveis em livros didáticos, manuais, jogos pedagógicos e recursos audiovisuais. 8) Disserte sobre a tendência construtivista: Surgiu no Brasil a partir das décadas de 1960 e 1970, e se estabeleceu em 1980 como meio para discutir o ensino da matemática. Nessa tendência, o conhecimento matemático era resultado das ações interativas e reflexivas dos estudantes no ambiente ou nas práticas pedagógicas. “A matemática era vista como uma construção constituída por estruturas e relações abstratas entre formas e grandezas. Por esse motivo, o construtivismo dava mais ênfase ao processo e menos ao produto do conhecimento” (CURITIBA, 2006, p. 21). A interação entre professor e estudante era valorizada e a produção do conhecimento era construída individualmente por ações e reflexões realizadas coletivamente. A psicologia era o núcleo central da orientação pedagógica. 9) Disserte sobre a tendência pedagógica socioetnocultural: Surgiu a partir da discussão sobre a ineficiência do movimento modernista. Valorizou aspectos socioculturais da educação matemática e se fundamentou na Etnomatemática, na qual o conhecimento matemático era visto como um saber prático, relativo, não universal e dinâmico produzido histórico-culturalmente nas diferentes práticas sociais e podia aparecer sistematizado ou não. A relação professor/estudante nessa concepção era a dialógica, que privilegiava a troca de conhecimentos entre ambos e atendia à iniciativa dos estudantes e problemas significativos no seu contexto cultural. 10) Discorra sobre a tendência histórico-crítica: Concebe a matemática como um saber vivo, dinâmico, construído historicamente para atender às necessidades sociais e teóricas. Nessa tendência, a aprendizagem da matemática não consiste apenas em desenvolver habilidades, como calcular e resolver problemas ou fixar conceitos pela memorização ou listas de exercícios, mas criar estratégias que possibilitam ao aluno atribuir sentido e construir significado às ideias matemáticas de modo a tornar-se capaz de estabelecer relações, Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 4 justificar, analisar, discutire criar (CURITIBA, 2006, p. 21). A ação do professor nessa tendência é organizar o processo pedagógico, a visão de mundo do aluno, suas opções diante da vida, da história e do cotidiano. 11) Das discussões entre educadores e professores surgiram ideias que vislumbravam um ensino de matemática baseado em explorações indutivas e intuitivas, ao contrário do ensino clássico que privilegiava métodos puramente sintéticos, no qual pautava o rigor das demonstrações matemáticas. Dentro desse contexto, discorra sobre como deve se apresentar a educação matemática: A Educação Matemática configurou-se como o campo de estudo que proporciona fundamentação teórica e metodológica para direcionar a prática docente. Assim, pela apropriação do conteúdo matemático, o estudante se apropria de conhecimentos que possibilitam criar relações sociais e adquirir consciência social. Nesse sentido, a prática docente não deve ser autoritária, pois no ensino da Matemática pautado na construção do conhecimento sob uma visão histórica, os conceitos apresentados deverão ser discutidos, construídos e reconstruídos e, dessa maneira, influenciarão na formação do pensamento humano e na produção de sua existência por meio de ideias e tecnologias. 12) Qual deve ser a postura do professor para que haja efetivação da educação matemática? O professor deverá ser interessado em desenvolver-se intelectualmente e profissionalmente e refletir sobre sua prática para tornar-se um educador e um pesquisador em formação contínua. Nessa ação reflexiva, abre-se espaço para um discurso matemático voltado tanto para a cognição do estudante como para a relevância social do ensino da matemática. O necessário que o professor possa: * identificar as principais características dessa ciência, de seus métodos, de suas ramificações e aplicações; * conhecer a história de vida dos alunos, sua vivência de aprendizagens fundamentais, seus conhecimentos informais sobre um dado assunto, suas condições sociológicas, psicológicas e culturais; * ter clareza de suas próprias concepções sobre a matemática, uma vez que a prática em sala de aula, as escolhas pedagógicas, a definição de objetivos e conteúdos de ensino e as formas de avaliação estão intimamente ligadas a essas concepções (BRASILIA, 2000, p. 37). 13) Qual é a importância da metodologia da resolução de problemas no ensino da matemática? Todo aluno é capaz de bom raciocínio matemático, se a atenção for dirigida a atividades de seu interesse. Em vista disso, e levando-se em conta que o aluno deve pensar produtivamente, nada melhor que apresentar situações e Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 5 problemas que o envolva, o desafie e o motive a querer resolvê-las. A metodologia de Resolução de Problemas deve estar presente no ensino da matemática em todas as séries escolares, possibilitando ao aluno vivenciar tipos de situações-problemas que o habilite a vencer obstáculos, vivenciando o que significa fazer matemática. Para isso, o professor tem que propiciar situações construídas para fins bastante precisos, contextualizados. Tem que definir quais os obstáculos cognitivos com os quais os alunos devem confrontar para adquirir conhecimentos a partir das resoluções dos problemas 14) A matemática é necessária em atividades práticas que envolvem aspectos quantitativos da realidade, como os que lidam com grandezas, contagens, medidas, técnicas de cálculo, etc; a matemática desenvolve o raciocínio lógico, a capacidade de abstrair, generalizar, projetar, transcender o que é imediatamente sensível (TOLEDO, 1997, p.10). Poucos concordam que esses objetivos foram atingidos na formação escolar em matemática. Aponte algumas razões desse insucesso: Métodos de ensino inadequados; falta de uma relação estreita entre a matemática que se aprende nas escolas e as necessidades cotidianas; ou defasagem da escola quanto aos recursos tecnológicos mais recentes. 15) Defina uma situação-problema: “Uma situação-problema não é uma situação didática qualquer, pois deve colocar o aprendiz diante de uma série de decisões a serem tomadas para alcançar um objetivo que ele mesmo escolheu ou que lhe foi traçado e até proposto” (PERRENOUD, 1999, p. 58). 16) A metodologia da resolução de problemas é muito importante para o desenvolvimento do aluno, no entanto, essa metodologia deve ser contextualizada. Atualmente ainda é possível observar essa metodologia sendo aplicada de forma que não leva o aluno a compreender a importância da aprendizagem. Disserte sobre esse assunto: O que se observa é que ao invés de desenvolver o lado criativo e crítico dos alunos, os problemas propostos a eles são do tipo onde a aplicação direta de um ou mais algoritmos levará ao resultado. Geralmente, o problema é apresentado por meio de frases, diagramas ou parágrafos curtos e vem sempre após a apresentação de determinados conteúdos. Todos os dados de que o aluno precisa aparece explicitamente, não levando a hipóteses de respostas nem a questionamentos sobre o resultado encontrado. Este tipo de dificuldade apresentada pelos alunos na resolução de problemas pode levar o aluno a uma postura de insegurança diante de situações que exijam algum desafio maior. Muitas vezes, os alunos resolvem mecanicamente sem ter entendido e sem confiar na resposta obtida, sendo na maioria das vezes incapazes de verificar se a resposta é ou não adequada. 17) Conceitue exercícios de reconhecimento Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 6 Seu objetivo é fazer com que o aluno reconheça, identifique ou lembre um conceito, um fato específico, uma definição. 18) Conceitue exercícios de algoritmos: São aqueles que podem ser resolvidos passo a passo. Seu objetivo é treinar a habilidade em executar um algoritmo e reforçar conhecimentos anteriores. 19) O que são problemas-processo ou heurísticos: São problemas cuja solução envolve operações que não estão contidas no enunciado. Em geral não podem ser traduzidos diretamente para a linguagem matemática, nem resolvidos pela aplicação automática de algoritmos. Exigem do aluno um tempo para pensar e arquitetar um plano de ação, que o levará à solução. 20) O que são problemas de aplicação: São aqueles que retratam situações reais do cotidiano e que exigem o uso da Matemática para resolvê-los. Em geral são problemas que necessitam de pesquisa e levantamento de dados. 21) Qual é a intenção dos problemas sem dados numéricos e problemas com falta de dados: Apresentar problemas com dados insuficientes para responder à pergunta formulada. A intenção é que o aluno reescreva o texto do problema de tal forma que a pergunta possa ser respondida. Quantos quilos de carne come por semana um leão que pesa noventa quilos? 22) E como devemos proceder com os problemas impossíveis de serem respondidos a partir dos dados? Esses problemas devem ser discutidos em sala de aula e a partir da discussão formular questões que possam ajudar a resolvê-los. 23) Qual é o procedimento no estudo de problemas com excesso de dados ou dados desnecessários: Para este tipo de problema o aluno deverá selecionar os dados importantes para resolver seu problema e a partir disso, formular outras perguntas e resolvê-las. 24) O que são problemas de lógica: São problemas sem dados numéricos que exigem o raciocínio dedutivo e cuja resolução depende da organização dos dados numa tabela ou num diagrama. 25) Como solucionar problemas de Aplicação e qual é a sua importância no ensino? Esse tipo de problema é elaborado a partir de uma situação de vivência dos alunos, e a solução requer o uso de conceitos, técnicas e processos Grupo do facebook:Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 7 matemáticos. Numa região onde a economia depende de determinado tipo de cultura, por exemplo, pode-se coletar dados que indiquem a produção por alqueire, a quantidade de adubo necessária, as despesas totais da produção (plantio, adubação, colheita e transporte. Os problemas de aplicação são importantes no currículo, pois envolvem a integração das disciplinas, tão enfatizada e tão pouco praticada. Além disso, esse tipo de problema exige: conhecimentos específicos sobre o assunto envolvido no problema; coleta de informações; organização dos dados obtidos; construção e análise de dados etc. 26) Além dos problemas prontos, nos quais os alunos irão desenvolver diferentes estratégias para encontrar a solução adequada, há a questão da elaboração de novos problemas pelo aluno. Por que os alunos devem formular problemas? A formulação de problemas auxilia os alunos a identificar situações matemáticas; a escrever o que lhes é significativo; e permite ao aluno perceber o que é importante matematicamente, na formulação e resolução do problema. Ao fazer isso o aluno estabelece um vínculo entre a linguagem matemática e a língua materna. A formulação de problemas auxilia na superação de qual operação vai usar nos problemas, pois permite que cada um escolha a operação que vai utilizar e de que forma ela aparecerá no problema. Existem alguns recursos para auxiliar na formulação de problemas: a partir de uma figura; formular um problema parecido com outro que acabou de ser discutido; formular problemas dada uma operação, dada a pergunta ou a resposta; dado os dados, ou o nome dos personagens, ou no qual apareça um determinado termo: tinha, ganharam, não mais do que etc. 27) Podemos utilizar os problemas dos livros didáticos: Sim, mas com um novo direcionamento alterando os dados do problema, propondo novas perguntas. 28) O que são problemas não convencionais: São problemas que, para serem resolvidos, necessitam de diferentes habilidades matemáticas, não somente as operações. 1. Minha gata teve 7 gatinhas. Se cada uma dessas gatinhas também tiver 7 gatinhas, quantas gatas teremos ao todo? Cada canto tem 1 gato. Cada gato vê 3 gatos. E então, quantos gatos são? 29) Quais são as etapas de resolução de problemas: 1. Compreender o problema. 2. Elaborar um plano. 3. Executar o plano. 4. Fazer o retrospecto ou verificação. Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 8 Essas etapas, segundo Dante, não são rígidas, fixas e infalíveis. Não é seguindo as instruções passo a passo que levará à solução como se fosse um algoritmo, entretanto de um modo geral elas ajudam a orientar a resolução. 30) Discorra sobre as 4 etapas de resolução de problemas: 1. Compreensão do problema “Compreender um problema implica dar-se conta das dificuldades e obstáculos apresentados por uma tarefa e ter vontade de tentar superá-los” (BOZO, 1998, p.22). a) O que se pede no problema? O que se procura no problema? O que se quer resolver no problema? 2. Estabelecimento de um plano Para Pozo (1998), geralmente os planos, metas e submetas são denominados estratégias ou procedimentos heurísticos de solução de problemas. Já os procedimentos de transformação de informação requeridos para esses planos são denominados regras, algoritmos ou operações. Nesta etapa, elabora-se um plano de ação para resolver o problema. O aluno deve fazer uma ligação dos dados com o que o problema pede. Esta etapa é uma das principais na resolução de problemas, pois é neste momento que o aluno vai relacionar seu conhecimento matemático com a estratégia utilizada. Alguns questionamentos podem ser feitos nesta fase: Você já resolveu um problema como esse antes? Você se lembra de um problema semelhante que pode ajudá-lo a resolver este? 3. Execução do plano Este processo consiste em desenvolver o plano que havia sido previamente elaborado e transformar o problema por meio de regras conhecidas. 4. Fazer o retrospecto ou verificação Nesta etapa, analisa-se a solução encontrada e faz-se a verificação do resultado. “O retrospecto repassando todo o problema, faz com que o aluno reveja como pensou inicialmente, como encaminhou uma estratégia de solução, como efetuou o cálculo, enfim, todo o caminho trilhado para obter a solução” (DANTE, 1991, p.28). Agindo dessa maneira, o aluno compreende que um problema nunca fica esgotado com a solução e que esta pode ser obtida por caminhos diferentes. 31) Discorra sobre Etnomatemática e o desafio na criação de planos singulares: Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 9 A Etnomatemática surge para mostrar a possibilidade de valorizar o conhecimento do aluno, e a sua cultura, o seu meio social para uma aprendizagem significativa e crítica da matemática. Assim, poderíamos dizer que etnomatemática é a arte ou a técnica de explicar, de conhecer, de entender nos diversos contextos culturais (D’AMBRÓSIO, 1998, p.5). A Etnomatemática valoriza também a troca de experiências entre as diversas áreas do conhecimento, incentivando a contextualização e a transdisciplinaridade para uma aprendizagem com real compreensão de significados que formará pessoas que reflitam criticamente e que sejam capazes de fazer articulações entre os conhecimentos novos e antigos. A criação de planos singulares passa a ser um desafio para a Etnomatemática na escola, devido ao tempo disponível dos professores e ao desconhecimento da comunidade em que a escola está inserida e do próprio educando. 32) Por que a Etnomatemática é considerada uma disciplina sem fronteiras? Quais são os obstáculos que dificultam a sua aplicação no ensino? Porque valoriza a cultura, a contextualização e a inter-relação dos conhecimentos das diversas disciplinas e porque sua proposta extrapola as disciplinas e os limites da escola criando situações ricas para a educação dos alunos. Infelizmente, a Etnomatemática, por ser um programa de investigação novo - portanto pouco conhecido - é mais uma linha de pesquisa e de discussão científico-filosófica do que uma linha de pesquisa em sala de aula. Como exige um olhar holístico - transdisciplinar -, depara-se com o sério problema da má-formação dos professores, o que dificulta a possibilidade de um trabalho reflexivo e dinâmico. 33) O que é modelagem matemática? A Modelagem Matemática é uma metodologia alternativa para o ensino de Matemática que pode ser utilizada tanto no Ensino Fundamental que tem como objetivo interpretar e compreender os mais diversos fenômenos do nosso cotidiano, devido ao “poder” que a Modelagem proporciona pelas aplicações dos conceitos matemáticos. Modelagem Matemática é acima de tudo uma perspectiva, algo a ser explorado, o imaginável e o inimaginável. É livre e espontânea, e surge da necessidade do homem em compreender os fenômenos que o cercam para interferir ou não em seu processo de construção. 34) Ao trabalharmos com Modelagem Matemática, dois pontos são fundamentais, quais são eles: Aliar o tema a ser escolhido com a realidade de nossos alunos e aproveitar a experiência extraclasse dos alunos aliada à experiência do professor em sala de aula. 35) Cite as vantagens de se trabalhar a Modelagem Matemática? Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 10 - Motivação dos alunos e do próprio professor. -Facilitação da aprendizagem. O conteúdo matemático passa a ter significação, deixa de ser abstrato e passa a ser concreto. -Preparação para futuras profissões nas mais diversas áreas do conhecimento, devido a interatividadedo conteúdo matemático com outras disciplinas. -Desenvolvimento do raciocínio lógico e dedutivo em geral. -Desenvolvimento do aluno como cidadão crítico e transformador de sua realidade. -Compreensão do papel sociocultural da matemática, tornando-a assim mais importante. 36) Cite a importância dos jogos no ensino da matemática: Os jogos no ensino da Matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico matemático, como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar. O jogo permite ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais, provocando a descentração, a aquisição de regras, a expressão do imaginário e a apropriação de conhecimentos, além da autonomia e iniciativa. Um outro motivo para a aplicação dos jogos dentro da Matemática é a possibilidade de diminuir os bloqueios representados por alunos que temem esta matéria e sentem-se incapacitados para aprendê-la. Numa situação de jogo, a motivação é grande e, ao mesmo tempo em que esses alunos jogam, adquirem conceitos matemáticos de uma maneira lúdica, desenvolvendo atitudes mais positivas diante dos processos de aprendizagem. No entanto, para que esses objetivos sejam atendidos, é necessário que os jogos sejam escolhidos e trabalhados com o intuito de fazer o aluno interagir e aprender, não apenas jogar por diversão. UNIDADE II 37) Geralmente, os adultos fazem interpretações errôneas sobre as possibilidades de a criança lidar com os números e realizar mentalmente operações numéricas com significado. Alguns creem que ensinando a numeração falada às crianças, estas estarão aprendendo o número. Discorra sobre o assunto: Embora Piaget tenha demonstrado em sua teoria que a numeração falada é um instrumento útil à consolidação do número, não é condição suficiente para a consolidação total desta estrutura. Muitos professores creem ser possível ensinar uma criança a contar oralmente e logo em seguida a adicionar números. No entanto, a capacidade de contar objetos com êxito é construída progressiva e interiormente pela criança, e só se consolida quando ela é capaz de coordenar reciprocamente várias ações aplicadas sobre os objetos, a fim de quantificá-los. Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 11 Quaisquer esforços para “ensinar a contar” são inúteis, pois a criança só é capaz de fazê-lo quando constrói internamente tais coordenações. De fato, memorizar a sequência numérica não significa ter consolidada a estrutura de número, e muito menos significa que a criança esteja apta a aprender as operações matemáticas. 38) Qual a diferença entre relações simétricas e assimétricas: As relações simétricas são as que dão origem à formação da estrutura lógica de classificação. As relações assimétricas são as que constituirão a estrutura lógica de seriação. Relações simétricas são ações de agrupar elementos por semelhança, dando oridem a habilidade operatória de classificação , jás as assimétricas são para seriar objetos pelas diferenças tais como, ascendentes, crescentes ou descrescentes trabalhando a questão da ordem. 39) Oferecendo à criança objetos para classificar, é possível observar diferentes níveis de respostas em crianças com idade variando entre 4 a 7 anos: Coleção figural; Coleção não figural; Classificação lógica. Discorra sobre elas: Coleção figural Numa 1ª fase de atividades de classificação, as crianças não se preocupam em agrupar objetos de acordo com suas semelhanças ou diferenças, mas sim por associação ou conveniência. Coleção não figural Nesta fase, a criança percebe as semelhanças e diferenças entre objetos e tenta agrupá-los por critérios que levam em conta essas semelhanças e diferenças. Classificação lógica Caracteriza-se pela capacidade de a criança dominar a relação de inclusão, ou seja, conservar o todo (flores), após tê-lo dividido em partes (cravos e rosas). Isto lhe permite incluir as rosas (subclasse/parte) na classe das flores e compará-las entre si. 40) De que maneira se dá a formação da estrutura de seriação e as relações assimétricas. “Dizemos que estamos seriando os elementos de uma coleção, quando estabelecemos entre eles uma relação de diferença que possa ser quantificada, permitindo que os elementos sejam colocados em ordem crescente ou decrescente” (TOLEDO, 1997, p.47). Para que haja seriação, é necessário que a criança seja capaz de estabelecer uma relação entre dois objetos com base em algum atributo específico. Assim, é importante que o professor organize experiências variadas, usando sempre materiais diferentes que permitam às crianças obter o maior número de Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 12 informações sobre os objetos, levando-as ao reconhecimento de suas múltiplas propriedades. Numa seriação, os objetos devem ser organizados num arranjo linear. Este tipo de arranjo é fundamental, pois, se os elementos estiverem distribuídos aleatoriamente no espaço, não será possível determinar quais são os “vizinhos” e, assim, fica impossível estabelecer as relações: “vem antes de; vem depois de” e 1º, 2º, 3º etc. 41) Na evolução do conceito de seriação, é possível detectar três movimentos, cite e explique: 1º) percepção de diferenças (arrumar os objetos ao acaso); 2º) seriação por ensaio e erro; 3º) seriação interiorizada concreta. Percepção de diferenças a) Arruma os objetos totalmente ao acaso e não leva em conta as diferenças existentes entre eles. Seriação por ensaio e erro A criança consegue construir uma série por meio do ensaio e erro. a) Presta atenção simultaneamente nas duas extremidades dos objetos, mantendo a linha da base. b) Coloca todos os objetos do conjunto, mantendo o mesmo critério de arrumação. Seriação interiorizada concreta A criança tem diante de si um conjunto de objetos para seriar, de onde a professora retirou uma ou mais peças. Ao serem reapresentadas as peças, a criança as intercala na série, mas necessita do apoio visual para compará-las e encontrar o lugar certo. 42) Como o professor deve atuar para ajudar a criança a compreender a seriação? O planejamento de atividades para desenvolver a seriação inicia-se na pré- escola em atividades de familiarização com o conceito, e se desenvolve nas outras séries até sua sistematização. As primeiras atividades utilizam materiais de encaixe: panelinhas, potinhos, caixas etc., que encaixam um dentro do outro. Em níveis mais avançados, utilizam-se situações-problema, nas quais o professor dá uma ordem que deverá ser executada pelos alunos. Esses comandos deverão priorizar o “encaixe” uma dentro da outra. UNIDADE III Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 13 43) Conceitue sistema de numeração e os dois aspectos decimal e posicional: Um conjunto de símbolos e de regras utilizado para escrever números é denominado SISTEMA DE NUMERAÇÃO. O aspecto decimal se caracteriza pelo fato de a passagem de uma ordem para outra imediatamente superior ser feita em agrupamentos de 10, enquanto que o aspecto posicional significa que o valor do mesmo algarismo varia em função da posição que ele ocupa no número. A melhor forma de aprendermos a origem decimal do nosso sistema é buscar na história da humanidade o que ocasionou o registro decimal: a quantidade dos dedos das mãos. 44) Discorra sobre a proposta metodológica para o ensino do sistema numérico decimal: Inicialmente, a preocupação do professor deve estar voltada à compreensão e à construção do aspecto decimal do nosso sistema. Para isso, propomos atividades de agrupamentos e reagrupamentos(trocas) em diversas bases, que valorizam atributos como cor, espessura e forma. Num segundo momento devem ser trabalhadas as atividades que tenham por objetivo a compreensão do valor posicional. Para facilitar essa compreensão, um instrumento muito utilizado é o ábaco de hastes verticais (ábaco aberto). 45) Discorra sobre o trabalho com agrupamentos: Para que esse trabalho com agrupamentos seja realizado, é necessário propor às crianças situações variadas em que elas tenham oportunidade de agrupar grandes quantidades de elementos e depois registrá-los, para que aos poucos se conscientizem da operação realizada. 1) Solicite para separar uma quantidade não muito grande de tampinhas, por exemplo, 17 (dezessete). Em seguida, peça que faça agrupamentos de 2 em 2 e explore as situações do tipo: Quantos “grupinhos” de 2 tampinhas obtiveram? Quantas tampinhas não estão agrupadas? O total de tampinhas ficou dividido em quantos “grupinhos” de 2 tampinhas? Registre em um caderno. 46) Explique a importância do material dourado no ensino da matemática: O Material Dourado foi criado por Maria Montessori (1870 – 1952), médica e educadora italiana, com o objetivo de ajudar crianças com distúrbios de aprendizagem. O nome "dourado" se deve à versão original que era feita com contas douradas. O material dourado é um material pedagógico confeccionado em madeira, mas que pode ser também construído usando cartolina. O material dourado desperta no aluno a concentração, o interesse, além de desenvolver sua inteligência e imaginação criadora, pois a criança está sempre predisposta ao jogo. Utilizando este material, o professor notará em seus alunos um significativo avanço de aprendizagem. 47) Conceitue aritmética: Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 14 Aritmética é a parte da Matemática que estuda as propriedades dos números e as operações que se possam realizar sobre esses números. Para desenvolver os conceitos aritméticos nas crianças de hoje, é necessário oferecer situações práticas do cotidiano. As operações aritméticas fundamentais são adição, subtração, multiplicação e divisão. 48) Explique a operação aritmética da adição e explique como as crianças desenvolvem o raciocínio aditivo: Somar números de um dígito é a operação mais natural na vida da criança, porque está presente nas experiências infantis desde muito cedo. Elas contam e somam biscoitos espontaneamente, bem como pessoas, cadeiras e outras situações dentro dos jogos infantis. Para desenvolver os conceitos aritméticos nas crianças de hoje, é necessário oferecer situações práticas do cotidiano. Se uma criança ganha algumas balas e recebe mais algumas, elas sabem que terão mais balas, uma lógica da adição. Você sabe que a adição denominada operação “juntar” se refere às situações onde, sobre certo número de objetos da mesma espécie, ocorra alguma transformação – comprar, ganhar, receber, juntar, chegar etc. que acrescenta outros objetos da espécie em questão, ou seja, são reunidas duas coleções de elementos semelhantes. 49) Entre os educadores, é comum a opinião de que primeiro a criança deve aprender a contar e escrever os números, para só depois aprender as operações. Você concorda com essa afirmativa, explique: Essa concepção só em parte é verdadeira. Não é verdade que primeiro aprendemos os números para, então, só depois, aprender a somar. A adição está associada às ideias de juntar, reunir, acrescentar. Essas ideias intuitivas, que adquirimos na vida e levamos conosco para a escola, constituem o ponto de partida para o aprendizado da adição e, como vimos, já estão presentes na própria noção de número e na construção do sistema numérico decimal. É claro que, para o aprofundamento progressivo do estudo da adição e das demais operações, é necessário que o aluno tenha construído a noção de número e compreendido as regras básicas do sistema de numeração decimal. 48) Explique a operação aritmética da subtração referente às ideias de retirar, comparar e completar: Ideia de retirar ou tirar Dentre as ideias ligadas à subtração, o ato de retirar ou tirar é a primeira associada a essa operação. Por isso, o consenso é geral: “é a conta que serve para tirar”. Ideia de comparar A ideia de comparar se encontra em situações onde é necessário confrontar duas quantidades independentes, como: Felipe pesa 43 quilos e sua irmã, Gabi, pesa 35. Quantos quilos Felipe tem a mais que Gabi? Esse tipo de Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 15 raciocínio representa maior dificuldade para a criança, pois envolve a comparação de uma parte com o todo e depois com a outra parte. Ideia de completar A ideia de completar se apresenta em situações nas quais o cálculo começa por uma parte e vai sendo completado até chegar ao todo: quero comprar um DVD que custa 28 reais, mas só tenho 15 reais. Quanto falta para poder comprá-lo? 49) Dentre as ideias ligadas à subtração, o ato de retirar ou tirar é a primeira associada a essa operação. Por isso, o consenso é geral: “é a conta que serve para tirar”, mas a subtração também envolve situações em que é preciso comparar e completar. Explique porque nessas ideias é necessário haver dois grupos para confrontar e porque a criança usa muitas vezes o raciocínio aditivo para resolver problemas que admitem essa ideia. A partir da ideia em se comparam duas situaçãoes, ex: Lucas pesa 88 kg, Paulo 82kg ,quantos kilos um tem a mais do que o outro? É preciso comparar para adquirir um resultado, pois toda ideia de comparar coloca que se haja dois grupos, e é preciso mostrar para criança esses dois grupos.Para criança a ideia de completar não está associada a tirar e sim adicionar, ex: se eu tenho 5 reais preciso comprar um brinquedo que custa 10 reais, ela acha que vai somar mais 5, ela sempre quer adicionar e não subtrair, porque é mais fácil pra ela compreender a ideia de adição. 50) Explique as operações de multiplicação e divisão: A multiplicação e a divisão são processos inversos, da mesma maneira que adição e subtração o são. Na multiplicação, combinamos dois ou mais grupos iguais para acharmos o total sem contagem; na divisão, separamos um grupo total em dois ou mais grupos iguais sem contagem. Assim, a multiplicação é a substituta para a adição de grupos iguais e a divisão pode ser uma substituta para a subtração de grupos iguais. 51) O aluno deve decorar a tabuada? Na década de 1960, quando despontou o movimento da Matemática Moderna, diversas escolas aboliram e proibiram a memorização da tabuada, baseados no argumento de que aluno não deveria ser obrigado a decorar a tabuada, mas sim ter condições propícias para compreendê-la. Assim, parece-nos que, em relação ao ensino da tabuada, saímos de um extremo de “memorização” e caímos num excesso de “compreensão”. Não resta dúvida que antepor a memória ao entendimento gera uma aprendizagem viciada e ineficaz. Acreditamos que é muito mais produtivo trabalhar a compreensão da tabuada por meio de atividades que levam ao domínio (memorização) da mesma, pois desta forma evitaremos que, posteriormente, a criança apresente baixo rendimento em Matemática em virtude da dificuldade de chegar rapidamente a Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 16 resultados de operações elementares, simplesmente por não dominar a tabuada, conforme foi constatado em crianças de 5ª e 6ª séries. 52) Conceitue todo discreto e todo contínuo: Você pode perceber que às vezes é possível o fracionamento daquilo que se divide e às vezes não. É impossível fracionar livros ou pessoas. Não faz sentido fracionar uma bola de futebol, umaboneca, um automóvel. Mas pode- se fracionar o chocolate, uma pizza, uma porção de terra ou um círculo etc. A um todo no qual é impossível fracionar, chamamos de discreto e a um todo no qual é possível o fracionamento, chamamos de contínuo. UNIDADE IV 53) A prática pedagógica tem nos mostrado que a grande maioria dos alunos apresenta dificuldade na aprendizagem do conceito de fração e suas operações. Esta dificuldade permanece ao longo da escolarização e, algumas vezes, não é superada. Explique as razões dessa dificuldade? Ela pode estar associada à metodologia adotada quando da introdução do conceito de fração, e também as dificuldades encontra das na compreensão dos números racionais. É que as crianças não construíram, realmente o conceito de número racional. Segundo Piaget (apud TOLEDO, 2000, p.168), o conceito de fração é construído no período operatório-concreto, desde que a criança já seja capaz de conservar quantidades, tanto discretas, quanto contínuas. Como já foi dito, a conservação vai sendo construída aos poucos. 54) Explique o conceito de fração: A fim de proporcionar aos alunos a aquisição do conceito de fração, deve-se apresentar várias maneiras de considerar o assunto por meio de experiências bem selecionadas, levando-se em consideração o nível de desenvolvimento do aprendiz. O conceito de fração está intimamente ligado ao conceito de divisão, pois os números fracionários são obtidos quando dividimos exatamente um todo em partes iguais e tomamos tantas partes iguais a estas quanto quisermos. 55) Como deve ser aplicada a metodologia do ensino das frações? É importante destacar que a fração é obtida por meio da aplicação de duas operações sucessivas sobre um mesmo todo, a saber: a) a ação física de dividir o todo, em um certo número n de partes iguais; b) o ato físico de reunir em um novo todo, um número qualquer m de partes iguais às obtidas com a divisão realizada no todo inicial. Para que a criança compreenda o conceito de fração, é preciso que a mesma consiga coordenar vários aspectos que relacionam o todo e suas partes, além da conservação de quantidade contínua, no caso do todo ser contínuo, e conservação da quantidade discreta, no caso do todo ser discreto. Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 17 56) Não podemos nos acostumar com o fato de que crianças competentes na vida extraescolar continuem a fracassar nas suas aprendizagens matemáticas escolares. Esse fracasso escolar foi discutido no livro de Terezinha Carraher, et al. “Na Vida Dez, na Escola Zero”, no qual discute as causas desse fenômeno que poderia estar vinculado a: a) à incapacidade de aferir a real capacidade da criança; b) ao desconhecimento dos processos naturais que levam a criança a adquirir o conhecimento; c) à incapacidade de estabelecer uma ponte entre o conhecimento formal que se deseja transmitir e o conhecimento prático do qual a criança, pelo menos em parte, já dispõe. 57) Explique como deve ser aplicada a metodologia no ensino dos números decimais? Nos anos iniciais, o ensino dos números decimais é, na maioria das vezes, relegado a poucas aulas no final do ano, o que sugere uma acomodação na ação do professor, causada pela proposta curricular oficial dos sistemas de ensino brasileiro, proposta apresentada de maneira linear e rígida na sequência dos conteúdos. Os números decimais, o sistema monetário e o sistema de medidas não são compreendidos como um estudo integrado, dinâmico e interessante nem, como podemos dizer, parte de um único campo conceitual: dos Números Racionais. Ao invés dessa visão rica e integrada, sua aprendizagem é desenvolvida separadamente, limitada ao estudo da mudança de vírgula de um lado para o outro, sem compreensão, sem manuseio, sem construção e sem o uso de materiais que são utilizados socialmente como embalagens, balanças, fitas métricas, enfim, ferramentas de medição etc. 58) Historicamente, podemos perceber que há, no Brasil, uma grande ênfase no ensino de frações, enquanto o ensino de decimais quase sempre fica num segundo plano. A organização dos conteúdos, na maioria dos currículos, não nos possibilita pensar em uma outra lógica senão esta, embora os PCNs Nacionais apontem em outra direção. Essa organização curricular tem a ver com os dois tipos de sistemas de medida vigentes no mundo. Embora nosso sistema de medidas seja decimal, tradicionalmente o nosso currículo recebeu influências de culturas diferentes das nossas, especialmente das culturas americana e inglesa. Ocorre que nessas culturas, o uso das frações é mais rotineiro tanto no sistema de medidas quanto no sistema monetário. O fato de termos um currículo baseado em culturas diferentes da nossa faz com que o nosso ensino seja carente de significado, principalmente quando tratamos dos números racionais. Muitas vezes, nossa ação pedagógica ou nossas opções metodológicas tornam-se verdadeiros obstáculos à aprendizagem. UNIDADE V Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 18 59) O conteúdo Grandezas e Medidas deve ser introduzido desde a Educação Infantil e nos primeiros anos de escolarização, sim, ou não, fundamente: Sim, por ser um conteúdo vinculado ao cotidiano do aluno, de relevância no mundo em que vivemos. 60) Destaque qual é a importância do ensino da geometria: A Geometria constitui parte importante do currículo de Matemática, e segundo os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais, ajuda a desenvolver habilidades que permitem ao aluno compreender, descrever e representar, de forma organizada, o mundo em que vive. Segundo Toledo (1997), atualmente a geometria passa a ser vista como um campo rico de oportunidades para o desenvolvimento de outros tipos de raciocínios que envolvem visualização e manipulação de modelos de figuras geométricas; o desenvolvimento do senso estético e da criatividade com a utilização das formas geométricas em atividades de composição e decomposição; a valorização do raciocínio voltado aos aspectos espaciais. 61) A proposta curricular apresenta uma sequência de trabalho que divide o curso de geometria em três períodos, quais são eles: • familiarização com as figuras geométricas (planas e não planas); • descoberta de propriedades; • estabelecimento de relações (entre figuras e entre propriedades). 62) Na educação infantil, as crianças começam a interiorizar suas ações ao falar sobre locais e objetos, bem como representá-los graficamente. Nesta fase é importante vivenciar diversas situações ligadas à localização espacial e esquema corporal, sempre acompanhadas de verbalização. Cite algumas atividades que podem ser sugeridas: • Realização e representação de percursos; onde os alunos são incentivados a observar os pontos que consideram marcantes em cada percurso. • Localização de objetos em relação ao próprio corpo. Jogos no pátio da escola para trabalhar a localização de objetos em relação ao corpo; jogos que associem a localização de objetos com brincadeiras de palavras. • Familiarização com as formas. Oferecer situações em que a criança entre em contato com todo tipo de objeto, seja tridimensional (Figuras tridimensionais: apresentam três dimensões: altura, comprimento e largura), bidimensional ou unidimensional (Figura unidimensional: apresenta somente uma dimensão). • Exploração de semelhanças e diferenças entre figuras. • Reprodução de figuras não planas. Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar Contato: Karemchristina@hotmail.com 19 63) De que forma se dá a classificação das figuras geométricas Após o trabalho inicial de contato com o espaço e a forma dos objetos, inicia-se a exploração eclassificação das figuras geométricas, como figuras planas (Figura plana é aquela em que todos os pontos se apoiam sobre a superfície em que repousa) e não planas (Figura não plana é aquela em que parte dos pontos apoia-se na superfície e parte não, ficando fora dela). 64) Como podemos classificar e dividir os grupos geométricos: Os grupos divididos classificam-se em POLIEDROS E CORPOS REDONDOS. POLIEDROS são sólidos cuja superfície é constituída somente de partes planas e que não rolam em nenhuma posição. CORPOS REDONDOS são sólidos cuja superfície possui partes não planas, e que rolam em alguma posição. Ex: esfera, cilindro e cone. POLIEDROS Resumindo, os poliedros se subdividem em prismas, pirâmides e outros poliedros. PRISMAS: são sólidas cujas faces laterais são paralelogramos e cujas bases são polígonos da mesma forma e tamanho. Os prismas cujas faces são todas paralelogramos denominam-se PARALELEPÍPEDOS. O CUBO é um paralelepípedo de faces quadradas. PIRÂMIDES: sólidos cujas faces são triângulos que têm um ponto em comum. OUTROS POLIEDROS: entre eles, os octaedros, dodecaedros e icosaedros 67) Definição de polígono: É uma figura plana, fechada, formada por segmentos de reta que não se cruzam, unidos com o seu interior. Dependendo do número de lados, os polígonos recebem nomes especiais. Lembre-se: se um time de futebol, por exemplo, for campeão 5 vezes, ele é chamado de pentacampeão, se for campeão 6 vezes, hexacampeão. SABATINA DO LIVRO DE METODOLOGIA DA MATEMÁTICA DA PROFESSORA ME. OZILIA GERALDINI BURGO- UNICESUMAR Aluna: Karem Christina karemchristina@hotmail.com Grupo do facebook: Pedagogia Ead Unicesumar