Materia BIOQUIMICA CLINICA
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Materia BIOQUIMICA CLINICA


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BIOQUÍMICA CLÍNICA
MARCADORES DA DIABETES
Fisiopatologia
O QUE É? O problema inicial do diabético é que a glicose não entra na célula. Síndrome do comprometimento do metabolismo de carboidratos, gorduras e das proteínas.
QUAIS CONSEQUENCIAS CAUSAM? 
Stress oxidativo na célula, deteriorando a parede de vasos, principalmente capilares e arteríolas.
Alteração na pressão osmótica. 
DIABETES TIPO 1 
Também chamada de Diabetes Insulino-dependente, se caracteriza pela falta de secreção de insulina. As células beta-pancreáticas das Ilhotas de Langerhans não são capazes de sintetizar insulina, devido a sua destruição auto-imune. 
DIABETES TIPO 2
Também chamada de Diabetes Não-Insulino-Dependente. Pode ocorrer das seguintes formas:
A insulina pode até ser secretada normalmente, entretanto, os tecidos insulino-dependentes (cristalino, tecido adiposo e muscular) são INSENSÍVEIS à ação da insulina. Logo, a insulina não entra na célula, permitindo a ação da glicose.
Os pacientes diabéticos correm mais chances de sofrer um AVC e infarto agudo do miocárdio, já que a distribuição de sangue em órgãos nobres fica comprometida.
Metabolismo
TECIDO MUSCULAR E ADIPOSO: O receptor da glicose se encontra dentro da célula, e não em sua parte exteriorizada, como nas demais células.
	A insulina (produzida no pâncreas, mais especificamente nas Ilhotas de Langerhans) se liga ao seu receptor localizado na membrana, servindo como uma chave para a glicose adentrar na célula. 
 						Essa ligação faz com que o receptor 
 CÉLULA INSULINA da glicose migre para a membrana,
 			permitindo a entrada de glicose na 
 GLUT 4				célula.
DEMAIS TECIDOS: O receptor GLUT 2 de glicose já está localizado na membrana celular. São tecidos Insulino-Independentes
 AÇÕES DA INSULINA.
	Quando há uma baixa concentração de glicose no sangue, começa a surgir uma produção de glicose hepática (pela glicogenólise ou neoglicogênese) + diminuição da glicose pelos tecidos periféricos \u2192 resultando em uma HIPERGLICEMIA. \u2192 Essa glicose em excesso, que passou pelos glomérulos e não foi reabsorvida (pois existe um limite de reabsorção antes que os canais fiquem saturados) resultante da hiperglicemia, começa a ser eliminada na urina, apresentando um quadro de GLICOSÚRIA (níveis séricos de glicose acima de 180 mg/dL); Uma vez que a glicose é altamente hidrofílica, ela carrega consigo na urina uma grande quantidade de água fazendo com que o paciente fique desidratado. 
	A quebra de lipídeos pelo tecido adiposo tem como produto final de seu metabolismo os corpos cetônicos, esse lixo metabólico é responsável por causar a cetoacidose, esse quadro tem como sintomas a hiperventilação do paciente, pois este tenta eliminar de sua corrente sanguínea o CO2 presente na corrente e normalizar o pH plasmático.
	VALORES DE REFERENCIA 
Esses valores devem ser de uma amostra de sangue colhida num jejum entre 8 a 12 horas. Um diagnóstico realizado muito depois dessas 12 horas sofre interferência, podendo apontar um \u201cfalso-diabético\u201d, pois após esse jejum prolongado, começa a ocorrer a quebra de glicose por vias alternativas (gliconeogênese) 
	VALORES EM JEJUM
	
	Hipoglicemia
	Menos de 69 mg/dL
	Normal
	Entre 70 mg/dL á 99mg/dL
	Pré-Diabético
	Entre 100 mg/dL á 126 mg/dL
	Diabetes
	Acima de 126 mg/dL
Tabela com as principais diferenças entre Diabetes I e II. 
Um dos parâmetros para diferenciação diagnóstica da diabetes tipo I e II, é a presença de corpos cetônicos na urina, sendo que o paciente diabético tipo II tem uma probabilidade maior de apresentar cetonúria. 
Exames diagnósticos para Diabetes
Glicemia
O teste pode ser realizado com sangue ou plasma.
Faz-se a utilização de métodos enzimáticos, como por exemplo o método da glicose-oxidase, hexoquinase, glicose-desidrogenase.
Glicemia pós-prandial
	Em indivíduos normais, a concentração de glicose plasmática pós-prandial, atinge seu pico cerca de 60 minutos após a ingestão de carboidrato e raramente ultrapassa o valor de 140mg/dL, e retornam a seus níveis normais (pré-prandiais) dentro de 2 ou 3 horas.
	Em pacientes com Diabetes tipo 1 não há secreção de insulina endógena, logo, o tempo e altura das concentrações máximas de insulina e os níveis de glicose, dependem exclusivamente do tipo e da vida de administração da insulina.
	Em pacientes com Diabetes tipo 2, os níveis máximos de insulina são retardados e insuficientes para controlar de forma eficaz a metabolização da glicose pós-prandial. 
	Em ambas classes de pacientes, apresentam anormalidades na secreção de insulina/ captação de glicose, logo, essa anormalidade contribui para que os níveis de glicose pós-prandial sejam maiores e mais prolongados.
	O exame da glicemia pós-prandial consiste em medir o nível de glicose no sangue após determinado tempo de ingestão de uma refeição normal com carboidratos. É feito com uma amostra de sangue coletada 2 horas após o início de uma refeição. Em indivíduos saudável essa glicemia representa o valor de até 140mg/dL, no entanto, pacientes diabéticos apresentam valores superiores a 200mg/dL. 
Teste Oral de Tolerância a Glicose
Esse teste aponta apenas 2 pontos numa escala glicêmica:
Jejum basal (até 12 horas sem ingestão), com índices desejáveis de 70 a 99 mg/dL
2 horas após a ingestão de uma sobrecarga de glicose equivalente a 75g de glicose, com índice desejáveis abaixo de 170mg/dL
É classificado como Intolerância a glicose valores entre 140 a 200 mg/dL, e como Diabetes Mellitus valores acima de 200mg/dL.
Teste de sobrecarga de Glicose ou CURVA GLICÊMICA
A curva glicêmica aponta até 4 pontos numa escala, sendo estes:
Jejum basal (até 12 horas sem ingestão)
Glicemia após 60 minutos da sobrecarga
Glicemia após 120 minutos da sobrecarga
Glicemia após 180 minutos da sobrecarga
Em cada ponto dessa curva, a glicemia tem valores de referência diferentes. E para diagnosticar a diabetes com esse sistema de teste, assume-se um esquema de pontos, representado na tabela abaixo: 
	Glicemia em JEJUM
	>110 mg/dL
	1 ponto
	Glicemia após 60 minutos
	>170 mg/dL
	0,5 ponto
	Glicemia após 120 minutos
	>120 mg/dL
	0,5 ponto
	Glicemia após 180 minutos
	>110 mg/dL
	1 ponto
Se o paciente assume uma pontuação igual ou maior que 2 PONTOS, diz-se que é DIABÉTICO. 
No início do teste, antes de dar ao paciente a sobrecarga de glicose, é desejável que se faça o teste glicêmico pelo método de capilar, para verificar se a glicose do paciente não está exageradamente alta. A sobrecarga de glicose nesses casos pode agravar o quadro do paciente até o ponto dele entrar em coma. 
Hemoglobina Glicada
Proteína encontrada no eritrócito, tem como função de transportar oxigênio para os tecidos. Teste de monitoramento a longo prazo de diabéticos, mostra um índice retrospectivo de 6 a 8 semanas atrás. Isso se dá pois a hemoglobina sofre glicolisação (ligação irreversível). 
MARCADORES DO DISTURBIO DA FUNÇÃO TIREOIDEANA 
O QUE SÃO HIPOTIREOIDISMO E HIPERTIREOIDISMO?
	De um modo sucinto, hipotireoidismo é a doença causada pela baixa ou insuficiente produção de hormônios da tireoide; enquanto o hipertireoidismo é a doença provocada pelo excesso de produção do hormônio tireoidiano. Ambas as doenças podem ser diagnosticadas com um exame laboratorial feito com amostras de sangue colhido através da dosagem de TSH, T3 e T4 livre.
COMO FUNCIONA A TIREOIDE?
	A tireoide capta o iodo consumidos nos alimentos e o liga com um aminoácido chamado TIROSINA, afim de criar dois hormônios: o Triiodotironina (T3) e o Tiroxina (T4). Esses dois hormônios sintetizados pela tireoide, são lançados na corrente sanguínea atuando no metabolismo de todas as células do nosso organismo. Quando a tireoide produz muito T3 e T4, o metabolismo acelera; em contrapartida, quando produz pouco T3 e T4 o metabolismo