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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Processo de Promoção 002. Prova objetiva Professor de educação Básica i Professor de educação Básica ii – educação Você recebeu sua folha de respostas, este caderno contendo 60 questões objetivas e um caderno contendo 1 questão dissertativa. Confira seu nome e número de inscrição impressos na capa deste caderno. Quando for permitido abrir o caderno, verifique se ele está completo ou se apresenta imperfeições. Caso haja algum problema, informe ao fiscal da sala. Redija a resposta da questão dissertativa com caneta de tinta azul ou preta, no caderno reservado para tal. Os rascunhos não serão considerados na correção. A ilegibilidade da letra acarretará prejuízo à nota do candidato. Leia cuidadosamente as questões objetivas e escolha a resposta que você considera correta. Responda a todas as questões. Marque, na folha intermediária de respostas, localizada no verso desta página, a letra correspondente à alternativa que você escolheu. Transcreva para a folha de respostas, com caneta de tinta azul ou preta, todas as respostas anotadas na folha intermediária de respostas. A duração das provas objetiva e dissertativa é de 4 horas, já incluído o tempo para o preenchimento da folha de respostas e texto definitivo. Só será permitida a saída definitiva da sala e do prédio após transcorridos 75% do tempo das provas. Ao sair, você entregará ao fiscal o caderno de questão dissertativa, a folha de respostas e este caderno, podendo destacar esta capa para futura conferência com o gabarito a ser divulgado. Até que você saia do prédio, todas as proibições e orientações continuam válidas. aguarde a ordem do fiscal Para aBrir este caderno de questões. 26.07.2012 www.pciconcursos.com.br Folha IntermedIárIa de respostas www.pciconcursos.com.br 3 SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação FORMAÇÃO ESPECÍFICA Língua Portuguesa Leia o texto para responder às questões de números 01 a 03. Leitura e Produção de Texto A produção de textos em sala de aula ganhou papel rele vante quando se trocou a redação, produção realizada pelo aluno (normalmente com tema proposto pelo professor), por produção de textos no ambiente escolar. Essa troca, unida a in terações e propostas pedagógicas diferentes dentro do conteú do linguístico, ganha considerável importância, considerando a necessidade de tornar o aluno leitorprodutor. Nessa perspectiva, substituir redação por produções de texto é propiciar ao aluno uma interação, um diálogo com outros textos. Provocar esse contato é importante, pois reco nhece que é a partir da leitura que se aprende e se constrói culturalmente, e dentro de uma concepção de aluno leitor produtor e numa perspectiva de linguagem como uma ativi dade interindividual. (Língua Portuguesa – conhecimento prático. Edição n.º 32, setembro de 2011. Adaptado) 01. O texto deixa claro que a produção de texto em sala de aula deve ser para o aluno uma atividade (A) acessória. (B) significativa. (C) incidental. (D) eventual. (E) individual. 02. Considere as informações. A escola precisa criar o ambiente e propor situações de práticas sociais de uso da escrita aos quais os alunos não têm acesso para que possam interagir intensamente com textos dos mais variados gêneros, identificar e refletir sobre os seus diferentes usos sociais, produzir textos e, assim, construir as capacidades que lhes permitam parti cipar das situações sociais pautadas pela cultura escrita. Ler e escrever não se resume a juntar letras, nem a decifrar códigos: a língua não é um código – é um com plexo sistema que representa uma identidade cultural. É preciso saber ler e escrever para interagir com essa cultura com autonomia, inclusive para modificá-la, do lugar de quem enuncia e não apenas consome. (Orientações Curriculares do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa e Matemática – Ciclo I) Comparando a concepção de linguagem esboçada em Leitura e Produção de Texto à concepção subjacente às informações das Orientações Curriculares apresentadas, concluise que (A) ambas se opõem, uma vez que a segunda pressupõe a ênfase na normapadrão. (B) a primeira explora a noção de interação e a segunda, de variação linguística. (C) ambas são semelhantes, considerandose o dialogismo como seu determinante. (D) a segunda explora a noção de linguagem como comu nicação e não como interação. (E) ambas se complementam; a primeira tem a noção de interação, a segunda, de ação. 03. Do ponto de vista do autor de Leitura e Produção de Texto, a redação difere da produção de texto porque aquela (A) desconsidera os aspectos literários da língua. (B) privilegia os usos contextualizados da linguagem. (C) despreza as formas coloquiais de expressão. (D) prioriza a expressão linguística dos alunos. (E) consiste em uma tarefa estritamente escolar. 04. Para Schneuwly & Dolz (2004, p. 122), “toda atividade de linguagem complexa supõe uma ficcionalização”, ou seja, uma (A) representação abstrata da situação de interação. (B) busca pelo sentido original das trocas verbais. (C) materialização da linguagem não verbal. (D) ênfase na linguagem corporal e visual. (E) produção de linguagem em situação real de uso. www.pciconcursos.com.br 4SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação 05. Conforme delineado no Guia de Planejamento e Orien- tações Didáticas do Professor Alfabetizador (1.ª série, V. 1, 2010, pág. 17), o desenvolvimento da competência de ler e escrever é um processo (A) demorado, concluindose o aprimoramento cognitivo ao final dos dois ciclos iniciais do ensino fundamental. (B) lento, cujo domínio está estritamente relacionado com questões de natureza econômica e social. (C) restrito aos primeiros anos da vida escolar, propícios para atividades intelectuais mais elaboradas. (D) contínuo, cujo domínio implica a possibilidade de participação social e cultural dos cidadãos. (E) permanente, havendo mais possibilidade de êxito quando se explora a memorização dos sons e letras. 06. De acordo com as Orientações Curriculares do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa e Matemática – Ciclo I, são expectativas de aprendizagem para as crianças ao final da 1.ª série do Ciclo I: I. planejar sua fala, adequandoa a diferentes interlocu tores em situações comunicativas do cotidiano; II. apreciar textos literários; III. ler, sem a ajuda do(a) professor(a), diferentes gêneros (textos narrativos literários, textos instrucionais, textos de divulgação científica e notícias), apoiandose em conhecimentos sobre o tema do texto e sobre as características de seu portador, sobre o gênero e sobre o sistema de escrita; IV. compreender o funcionamento alfabético do sistema de escrita, escrevendo sem erros ortográficos (ausên cia de marcas de nasalização, hipo e hipersegmenta ção, entre outros). Está correto apenas o que se afirma em (A) I e II. (B) I e III. (C) III e IV. (D) I, II e IV. (E) II, III e IV. 07. Considere as informações. – O que você desenhou? – Um boneco. – Ponha o nome. (Rabisco.) (a) – O que você pôs? – Ale (= seu irmão). – Desenhe uma casinha. (Desenha.) – O que é isso? – Uma casinha. – Ponha o nome. (Rabisco.) (b) – O que você pôs? – Casinha. – Você sabe colocar o seu nome? (Quatro rabiscos separados.) (c) – O que é isso? – Adriana. (Emília Ferreiro, Reflexões sobre alfabetização, 2010, pág. 21) É correto afirmar que a criança escreve (A) valendose da representação icônica. (B) com letras convencionais. (C) sem diferenciações interfigurais. (D) desprezando a distribuição espacial. (E) sem nenhuma hipótese de escrita. www.pciconcursos.com.br 5 SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-EducaçãoLeia o texto para responder às questões de números 08 a 10. O ensino tradicional de língua portuguesa investiu, erro neamente, no conhecimento da descrição da língua supondo que a partir deste conhecimento cada um de nós melhoraria seu desempenho no uso da língua. Na verdade, a escola agiu mais ou menos como se para aprender a usar um interruptor ou uma tomada elétrica fosse necessário saber como a força da água se transforma em energia e esta em claridade na lâm pada que acendemos. Obviamente, há espaço para saber estas coisas todas e há aqueles que a elas se dedicam e as sabem. Se precisar de uma informação, posso consultálos. Mas o número de conhecimentos disponíveis na humanidade é imenso e muitas das tecnologias de que dispomos hoje nós sabemos usar, embora não saibamos explicálas. Ninguém mais é capaz de dominar o conhecimento global disponível. (...) O conhecimento gramatical é, pois, um conhecimento necessário para aquele que se dedica ao estudo da língua e ao seu ensino, para que possa exercer dignamente seu ofício de construir situações adequadas para aquele que quer aprender a usar a língua, selecionando inclusive quais destes conhe cimentos lhe são necessários. Mas não é um conhecimento, em seu todo, necessário para aquele que quer aprender a ler criticamente e a escrever exitosamente. (João Wanderley Geraldi, Linguagem e ensino: exercícios de militância e divulgação, 1996, p.71) 08. De acordo com a crítica apresentada pelo autor, o erro do ensino tradicional de língua consistiu na ênfase dada (A) aos conteúdos e não à gramática. (B) à leitura crítica e à escrita. (C) aos usos expressivos da língua. (D) à descrição gramatical da língua. (E) aos conhecimentos extralinguísticos. 09. Para construir sua argumentação e defender seu ponto de vista, o autor usa estrategicamente a (A) exemplificação. (B) comparação. (C) citação. (D) narrativa fantástica. (E) contraargumentação. 10. O texto apresentado é predominantemente argumentativo porque traz (A) uma sequência de fatos relativos ao ensino tradicional de língua portuguesa. (B) um detalhamento sobre as características do ensino tradicional de língua portuguesa. (C) uma orientação em relação ao que deve ser feito nas aulas de língua materna. (D) um painel de opiniões relevantes sobre o ensino de língua materna atualmente. (E) um ponto de vista definido sobre o ensino gramatical para aprendizes de língua materna. Leia o texto para responder às questões de números 11 e 12. Schneuwly & Dolz (2004, p. 44) desenvolveram “a ideia metafórica do como (mega)instrumento para agir em situações de linguagem. Uma das particularidades desse tipo de instrumento – como de outros, aliás – é que ele é constitutivo da situação: sem romance, por exemplo, não há leitura e escrita de romance. Sem dúvida, essa é uma das particularidades do funcionamento da linguagem em geral (e, logo, um limite da metáfora instrumental...)”. 11. A lacuna do texto deve ser preenchida com (A) oral (B) texto (C) discurso (D) gênero (E) escrito 12. Na última frase do texto, as expressões “Sem dúvida” e “logo”, estabelecem, respectivamente, sentido de (A) modo e conclusão. (B) hesitação e tempo. (C) negação e tempo. (D) possibilidade e condição. (E) afirmação e conclusão. www.pciconcursos.com.br 6SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação Leia o texto para responder às questões de números 13 e 14. O desafio é combater a discriminação que a escola opera atualmente, não só quando cria o fracasso explícito daqueles que não consegue alfabetizar, como também quando impede aos outros – os que aparentemente não fracassam – chegar a ser leitores e produtores de textos competentes e autôno mos. O desafio que devemos enfrentar, nós que estamos comprometidos com a instituição escolar, é combater a dis criminação desde o interior da escola; é unir nossos esforços para alfabetizar todos os alunos, para assegurar que todos tenham oportunidades de se apropriar da leitura e da escrita como ferramentas essenciais de progresso cognoscitivo e de crescimento pessoal. (Delia Lerner, Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário, 2002, p.29) 13. De acordo com a argumentação da autora, a escola atual (A) é responsável pelo fracasso da alfabetização de seus alunos. (B) consegue que todos os seus alunos sejam leitores competentes. (C) trabalha responsavelmente leitura e produção de textos. (D) reconhece suas limitações e busca amiúde superálas. (E) trabalha de forma diligente para combater a discri minação. 14. O texto tem como interlocutores primeiros as pessoas que (A) são vítimas de discriminação. (B) estão inseridas no contexto escolar. (C) estão sendo alfabetizadas. (D) têm filhos em fase de alfabetização. (E) não se apropriaram formalmente da leitura e da escrita. Analise a escrita para responder às questões de números 15 e 16. (http://lereescrever.fde.sp.gov.br, acesso em 07.06.2012) 15. Analisando a escrita, é correto afirmar que a criança (A) segmenta adequadamente as palavras. (B) escreve ortograficamente. (C) domina a escrita alfabética. (D) reconhece os dígrafos da língua. (E) distingue diferentes escritas de um mesmo fonema. 16. O texto reproduzido pela criança pertence ao gênero (A) cordel, cuja esfera social de circulação é a escolar. (B) quadrinha, cuja esfera social de circulação é a literária. (C) música, cuja esfera social de circulação é a artística. (D) parlenda, cuja esfera social de circulação é a cotidiana. (E) travalíngua, cuja esfera social de circulação é a escolar. 17. Considere os seguintes processos de raciocínio. I. Se um personagem é lenhador, podese esperar que saberá cortar uma árvore se a situação exigir. II. Em “Sentouse e sorriu”, entendese que a primeira ação é anterior à segunda a partir de sua ordem sintática. III. Se um personagem rouba e engana é considerado reprovável. (Teresa Colomer e Anna Camps, Ensinar a ler, ensinar a compreender, 2002, p. 3839) De acordo com Colomer e Camps, o tipo de raciocínio em que a expressão destacada estabelece relação de avaliação com as informações precedentes está contido apenas em (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e II. (E) II e III. www.pciconcursos.com.br 7 SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação 18. De acordo com Emília Ferreiro (Reflexões sobre alfabe- tização, 2010, pág. 42), a escrita deve ser entendida como (A) um produto de natureza escolar. (B) uma construção de normas linguísticas. (C) um instrumento escolar de comunicação. (D) uma representação fidedigna da oralidade. (E) um objeto coletivo e cultural. 19. Leia o texto. Sabrina da Silva de Lima, Cachoeiro de Itapemirim, ES: Como não perder a calma com os pequenos? Telma Vinha: Sabrina, tomar consciência de que, às vezes, nos falta auto controle já é um grande passo. Para lidar com os pequenos, precisamos conhecêlos e entender como pensam e agem em cada fase do conhecimento. Esse aprendizado nos faz perceber que reações tidas como “irritantes” – empurrões, cho ro, desatenção, mordidas, gritos etc. – são inerentes à infância. A prática pedagógica fundamentada nesse saber permite que você organize um ambiente estimulante e realize intervenções construtivas, que vão lhe trazer mais segurança e tranquilidade para lidar com a turma. Para saber mais, sugiro o livro A Ética na Educação Infantil, de Rheta Devries e Betty Zan. Leia uma resenha dele em novaescola.org.br/extras. (Telma Vinha, “E agora, Telma”, em: Nova Escola, outubro de 2011. Adaptado) O produtor e o portador do texto são, respectivamente, (A) Telma Vinha e Nova Escola. (B) Sabrina da Silva de Lima e Telma Vinha. (C) Nova Escola e novaescola.org.br/extras. (D) TelmaVinha e novaescola.org.br/extras. (E) Nova Escola e Telma Vinha. 20. De acordo com as Orientações Didáticas para o Ensino de Língua Portuguesa (Orientações Curriculares do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa e Matemáti- ca – Ciclo I), para que as expectativas de aprendizagem dos alunos possam ser concretizadas, é necessário que se planejem e organizem situações didáticas, tais como: I. saraus literários para que os alunos possam narrar ou recontar histórias, declamar poesias, parlendas e travalínguas, em relação às práticas de linguagem oral; II. momentos em que os alunos tenham que ler histó rias – para os colegas ou para outras classes – para que melhorem seu desempenho neste tipo de leitura, possam compreender a importância e a necessidade de se preparar previamente para ler em voz alta, em relação às práticas de leitura; III. atividades de escrita em que os alunos com hipóteses não alfabéticas sejam colocados para escrever textos que sabem de memória (o texto falado, não sua for ma escrita) como: parlendas, adivinhas, quadrinhas, travalínguas e canções. O objetivo é que os alunos reflitam sobre o sistema de escrita, como escrever (quantas e quais letras usar) sem precisar se ocupar do conteúdo a ser escrito, em relação às práticas de produção textual. Está correto o que se afirma em (A) I, apenas. (B) III, apenas. (C) I e II, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. www.pciconcursos.com.br 8SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação MateMática 21. O tangram é um quebracabeça utilizado por professores para desenvolver e/ou aplicar alguns conceitos e proce dimentos matemáticos. Ele é composto de 7 peças, que formam um quadrado. A figura a seguir representa um tangram no qual está destacado um quadrado. A D P Q G F M B CE No tangram da figura, os pontos E e G são respectivamente pontos médios dos lados DC e CB. F é ponto médio do segmento EG. M é ponto médio de BD. Sabese também que P e Q são respectivamente pontos médios de DM e BM. Se a área do quadrado escuro for igual a 20 cm2, a área total das sete peças do tangram será (A) 160 cm2. (B) 140 cm2. (C) 120 cm2. (D) 100 cm2. (E) 80 cm2. 22. Uma diretora precisa comprar doces para a festa junina da escola. Ela sabe que uma loja vende doce de leite em embalagens coloridas. A tabela a seguir indica os preços e a quantidade de doce em gramas, de acordo com a cor da embalagem. Embalagem Quantidade(gramas) Preço (R$) Azul 300 5,00 Amarela 450 7,50 Vermelha 600 10,50 Rosa 900 14,50 Verde 1 200 20,00 Ela comprou a embalagem mais vantajosa em relação ao preço pago e à quantidade de doce de leite. Dessa forma, é correto afirmar que a diretora comprou a embalagem (A) Azul. (B) Amarela. (C) Vermelha. (D) Rosa. (E) Verde. 23. Indique a alternativa que melhor representa a imagem do seguinte peixe no espelho. (A) (B) (C) (D) (E) www.pciconcursos.com.br 9 SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação 24. A Professora propôs o problema: “Se dividirmos três chocolates igualmente entre quatro amigos, quanto rece berá cada um?” Carol e Raquel apresentaram as seguintes respostas: Carol Resposta: Raquel A respeito da resolução apresentada pelas alunas, é correto afirmar que (A) ambas erraram, pois não dividiram os três chocolates em quatro partes iguais. (B) ambas erraram, pois Carol, ao resolver a adição, considerou a fração como dois números naturais sobrepostos, separados por um traço, e Raquel não repartiu uma das barras de chocolate. (C) somente Carol errou, pois, ao resolver a adição, ela considerou a fração como dois números naturais sobrepostos, separados por um traço. (D) somente Carol errou, pois não dividiu os três choco lates em quatro partes iguais. (E) somente Raquel errou, pois não repartiu uma das barras de chocolate. 25. Uma professora propôs uma brincadeira para seus alunos: “adivinhe qual é o polígono”. Ela escreveu na lousa as seguintes pistas: I. o polígono é um paralelogramo; II. seus lados têm a mesma medida. Dessa forma, concluise que esse polígono é um (A) trapézio. (B) pentágono. (C) losango. (D) retângulo. (E) hexágono. 26. Quantos cubos A precisam ser empilhados para formar o paralelepípedo B? A B (A) 35. (B) 56. (C) 83. (D) 120. (E) 140. 27. Para avaliar os conhecimentos de seus alunos a respeito da multiplicação, a professora propôs o seguinte problema: “Sabendose que 4 maçãs custam R$ 2,50, quanto uma pessoa pagará por 16 maçãs?” Bia resolveu da seguinte forma: Analise as seguintes afirmações a respeito da resolução dessa aluna: I. Bia não soube resolver o problema adequadamente, pois não calculou o valor de cada maçã para depois multiplicar o resultado por 16. II. Bia soube resolver o problema adequadamente, pois calculou o valor das 16 maçãs utilizando a ideia de proporcionalidade. III. Bia não soube resolver o problema adequadamente, porque utilizou apenas a adição. Levandose em conta somente as informações dadas, é correto concluir que (A) apenas I é verdadeira. (B) apenas II é verdadeira. (C) apenas III é verdadeira. (D) apenas I e III são verdadeiras. (E) nenhuma das três afirmações é verdadeira. www.pciconcursos.com.br 10SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação 28. No Guia de Planejamento e Orientações Didáticas – 4.ª série, é discutida a necessidade de apresentar aos alunos diferentes significados das frações. A seguir, são apresentadas quatro situações cujas respostas podem ser indicadas pela fração 5 2 . I. Dividir dois chocolates igualmente entre cinco amigos. II. Dividir um bolo em cinco partes e comer duas dessas partes. III. Adicionar 5 ovos para cada 2 copos de farinha. IV. Dividir um retângulo em 5 partes iguais e pintar duas. Os significados apresentados nessas situações são, res pectivamente, (A) partetodo, partetodo, quociente e razão. (B) quociente, partetodo, partetodo e razão. (C) quociente, partetodo, razão e partetodo. (D) razão, partetodo, quociente e quociente. (E) partetodo, quociente, partetodo e razão. 29. Uma escola realizará uma gincana com todos os alunos. Os professores organizaram os dados em uma tabela que contém o número de alunos por turma. turma Quantidade de alunos 1.º ano 180 2.º ano 216 3.º ano 288 4.º ano 168 5.º ano 300 Todos esses alunos devem ser distribuídos em grupos com o maior número possível de elementos, de tal forma que todos os componentes de cada grupo estejam matriculados no mesmo ano. Desse modo, o número de integrantes de cada grupo será (A) 24. (B) 12. (C) 8. (D) 6. (E) 4. 30. As atuais Orientações Curriculares do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa e Matemática – Ciclo I con sideram que a compreensão das ideias relacionadas ao campo aditivo pressupõem um trabalho com um conjunto de situações que possam ser resolvidas pela adição ou subtração. Os significados indicados nesse documento são composição, comparação e transformação. A profes sora Cida elaborou quatro problemas que pudessem ser resolvidos por meio de adições e subtrações. A tabela a seguir apresenta os quatro problemas. Problemas ProPostos Pela Professora Cida 1- Pedro saiu de Casa Com algum dinheiro na Carteira. ele gastou 8 reais no mer- Cado e fiCou Com 20 reais na Carteira. Quantos reais ele tinha antes de gastar no merCado? 3- Pedro tem 12 Carrinhos azuis e 8 Carrinhos verme- lhos. Quantos Carrinhos Pedro tem ao todo? 2- Pedro tinha 12 figurinhas e ganhou 8 figurinhas no jogo de bafo. Com Quantas figurinhas Pedro fiCou de- Pois do jogo? 4- Pedro tem 8 anos e sua irmã tem 12 anos a mais Que ele. Quantos anos tem a irmã de Pedro?Os significados envolvidos nos problemas 1, 2, 3 e 4 são, respectivamente, (A) transformação, transformação, composição e compa ração. (B) transformação, composição, composição e compara ção. (C) composição, transformação, comparação e compara ção. (D) composição, comparação, transformação e transfor mação. (E) comparação, transformação, comparação e compo sição. www.pciconcursos.com.br 11 SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação 31. O gráfico a seguir apresenta os dados referentes às idades dos estudantes de uma escola. meninos meninas 140 120 100 80 60 40 20 0 6 a 9 anos mais do que 9 anos Com base nessas informações, em relação ao total de alunos, temse que: I. 40% são meninos; II. 15% são meninos de 6 a 9 anos de idade; III. 55% são estudantes com mais de 9 anos de idade. Está correto o contido em (A) II, apenas. (B) I e II, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. 32. Uma professora realizou uma pesquisa sobre o tipo de filme preferido com 40 alunos. Cada estudante indicou apenas um tipo de filme. O resultado dessa pesquisa é apresentado parcialmente na tabela a seguir. Tipo de filme Desenho Aventura Romance Total Meninos 2 Meninas 7 1 18 Total 22 A professora vai sortear um aluno para indicar o filme a ser assistido. A fração que indica a probabilidade de o estudante sorteado ser um menino que optou por desenho é (A) 10 12 . (B) 40 7 . (C) 10 3 . (D) 40 1 . (E) 10 7 . 33. Considere a sequência de figuras: 1.ª ...2.ª 3.ª 4.ª Supondo que o padrão observado nessa sequência se mantenha, é correto afirmar que o número de quadrados escuros da figura que ocupa a 50.ª posição é (A) 500. (B) 2 500. (C) 2 550. (D) 2 750. (E) 3 225. 34. No restaurante de uma escola que funciona todos os dias da semana, o cardápio inclui sempre pelo menos um legume nas refeições a pedido dos professores. O cardápio foi organizado prevendo que se ofereçam beterraba a cada cinco dias, cenoura a cada vinte dias e espinafre a cada doze dias. Se hoje esses três pratos foram oferecidos aos funcionários e estudantes da escola, é correto afirmar que a quantidade de dias que decorrerão até que os três itens apareçam novamente juntos no cardápio é (A) 1 200. (B) 251. (C) 220. (D) 60. (E) 31. 35. Considere que hoje é quartafeira. O último dia de aula será daqui a 292 dias. Esse dia cairá em uma (A) segundafeira. (B) terçafeira. (C) quartafeira. (D) quintafeira. (E) sextafeira. 36. Uma fotografia retangular tem 20 cm de comprimento e 15 cm de largura. Uma outra fotografia também retangular tem 32 cm de comprimento, mas conserva a mesma razão entre o comprimento e a largura da primeira fotografia. Desse modo, a largura da segunda fotografia é de (A) 12 cm. (B) 18 cm. (C) 19 cm. (D) 24 cm. (E) 27 cm. www.pciconcursos.com.br 12SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação conheciMentos gerais 37. Na conferência Rio+20, um dos principais pontos de discussão e de acordos tratou (A) do fim dos conflitos que separam países desenvolvi dos e subdesenvolvidos. (B) da expansão das empresas estatais voltadas para a proteção do meio ambiente. (C) da nova postura do governo dos Estados Unidos sobre a preservação ambiental. (D) dos lucros crescentes obtidos pelas empresas que praticam a reciclagem. (E) da incorporação da noção de desenvolvimento sus tentável na esfera econômica. 38. Observe a charge. (http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSNbmA8WUjGNgwdir gHqdm8W7Wl_lkvVjTtjMTI6r8mzdOTdHy) A mensagem transmitida pela charge destaca que o novo Código Florestal (A) apresenta brechas que permitem a expansão de atividades como a pecuária, resultando em mais desmatamento. (B) pode forçar os pecuaristas a buscar os países vizinhos, que oferecem menos restrições à atividade de criação de gado. (C) estabelece um equilíbrio entre a preservação das flo restas e a expansão das áreas voltadas para a pecuária. (D) é capaz de contentar tanto madeireiros e pecuaristas como entidades que atuam na defesa do meio ambiente. (E) é um grande obstáculo para o crescimento da ativi dade pecuária no país, ao privilegiar a proteção das florestas. 39. A gente não tem montanha aqui, a gente não tem balsa grande pra viver todo mundo em cima dela. A gente não tem morro aqui não. É tudo plano e a água vai encher tudo e vai acabar com a mata e o rio que alimenta o nosso povo. Essa usina vai acabar com o nosso peixe, com a nossa vida, com o jeito que a gente vive aqui. (Raoni, cacique e pajé Kayapó. http://www.controversia.com.br/index. php?act=textos&id=12229) O conteúdo do texto destaca os impactos ambientais gerados pela construção de usinas hidrelétricas (A) na Serra do Mar, em uma das poucas áreas de Mata Atlântica que restam e lar dos índios Kayapós. (B) na Amazônia, em razão do relevo muito plano e da existência de diversas comunidades indígenas. (C) no vale do rio São Francisco, no Nordeste, onde se encontram as mais antigas reservas indígenas. (D) no rio Paraná, em razão do grande volume de água que deverá ser represado com a barragem. (E) no Pantanal Matogrossense, uma região pouco desenvolvida, onde predominam aldeias indígenas. 40. Observe a imagem. Espaço ocupado por 70 pessoas em carros Espaço ocupado por 70 pessoas em ônibus (http://2.bp.blogspot.com/_A1qHhWztehQ/Sh3MQAiulPI/AAAAAAAA Dzo/reW3FFMSHbg/s400/imagem++Carros++%C3%B4nibus.bmp) O professor pode utilizar a imagem como ponto de partida para abordar, com os alunos, a temática (A) dos congestionamentos criados pelo crescimento acelerado das grandes cidades brasileiras. (B) dos efeitos provocados pelo envelhecimento da população, especialmente nos países da Europa. (C) da elevada densidade demográfica nas grandes cida des que sobrecarrega o transporte coletivo. (D) da mobilidade urbana e o conflito entre transporte coletivo e individual. (E) da crise econômica nos países ricos e seus efeitos sobre a renda das famílias. www.pciconcursos.com.br 13 SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação 41. Observe a imagem, que contém uma quadrinha sobre a fogueira de São João. Acenderam uma chama pagã na Idade Média, meio de verão. Logo virou a tradição cristã para aclamar São João. (http://www.forroemvinil.com/wpcontent/uploads/ 2012/06/Fogueira620x465.jpg) Na preparação das atividades da escola para a festa junina, o professor pode utilizar as músicas de Luiz Gonzaga, um dos responsáveis pela popularização do tema no Brasil. E, aproveitando a quadrinha sobre a fogueira de São João, o professor pode chamar a atenção sobre (A) a prática das queimadas no campo, que foram intro duzidas no Brasil pelos portugueses como herança folclórica religiosa. (B) o impacto da religião cristã sobre o meio ambiente, ao defender o desmatamento como prática comum nas festas juninas. (C) o contraste nas estações do ano, já que as festas comemoravam a chegada do verão no Hemisfério Norte, enquanto no Sul é inverno. (D) os cactos que aparecem ao lado da quadrinha, dando indicações sobre o clima desértico na Europa na Idade Média, bem diferente do atual. (E) as mudanças do clima no mundo, pois na Idade Média o verão ocorria em junho, enquanto hoje predomina o inverno nesse período. 42. Leia a letra da música. Seca d’Água É triste para o Nordeste o que a natureza fez Mandou cinco anos de seca e uma chuva em cada mês E agora em 85 mandou tudo de uma vez A sorte do nordestino é mesmo de fazer dó Seca sem chuva é ruim Mas seca d’água é pior (Patativa do Assaré. In: Tadeu Feitosa (org.). Patativa do Assaré: digo e não peço segredo. São Paulo: Escrituras, 2001. Excerto) O professor pode utilizar a música paradiscutir que, no sertão nordestino, (A) o problema principal não é a falta de chuvas, mas a sua irregularidade. (B) a falta de açudes para armazenar a água das chuvas é um problema cultural. (C) os desastres naturais causados pelas secas periódicas são imprevisíveis. (D) secas e chuvas torrenciais podem ocorrer em um mesmo ano. (E) o sistema público de abastecimento de água ainda é precário. www.pciconcursos.com.br 14SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação 43. Observe a charge. (http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTO_xvNmuyLt4w55WU CP_MjofE85yJffJT6G8y38xtUg3w6NTCy) A charge apresenta o monstro Godzilla (popularizado em filmes japoneses) como a usina nuclear de Fukushima, para destacar que (A) os desastres nucleares em países desenvolvidos têm consequências locais, facilmente controladas por equipes especializadas. (B) a contaminação da fauna e da flora por resíduos radioativos é a principal consequência dos acidentes em usinas nucleares. (C) a mídia exagera nas consequências de acidentes em usinas nucleares em razão do alarmismo criado por cientistas. (D) o acidente nuclear de Fukushima, no Japão, ocorreu em razão de desastres naturais imprevisíveis, como terremotos e tsunamis. (E) o uso da energia nuclear tem sido muito contestado em razão dos perigos que pode acarretar. 44. Observe a charge. São Pedro! Os políticos culparam você de novo! É sempre assim! ENCHENTES (http://comiteflorestasuniversitario.files.wordpress.com/2012/03/ apagaoeenchenteschargediocesedeguanhaes.jpg. Adaptado) O conteúdo da charge chama a atenção para o fato de que, no caso da destruição causada pelas enchentes em vários lugares do Brasil, (A) é preciso considerálas como “fatalidades” produzidas pela imprevisibilidade dos fenômenos naturais, como a ocorrência de chuvas. (B) a natureza tem responsabilidade parcial, pois também se deve levar em consideração a omissão das autori dades em atuar na prevenção. (C) uma parcela de culpa deve ser creditada à população, que não acredita nas soluções propostas pelas autori dades competentes. (D) a Igreja tem tido papel fundamental no atendimento às famílias desabrigadas, em razão das dificuldades econômicas dos governos. (E) a maior incidência de chuvas ocorre no mês de junho, coincidindo com as festas juninas; daí a referência a São Pedro pelos políticos. www.pciconcursos.com.br 15 SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação 45. Observe as paisagens da cidade de São Paulo, em períodos de tempo diferentes. (http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/foto/0,,21854361FMM,00.jpg) Com base neste material, o professor pode abordar, com os alunos, a temática da (A) poluição atmosférica como produto da evolução histórica da humanidade. (B) passagem do tempo histórico, por meio da transfor mação da paisagem. (C) explosão demográfica, que ocorreu com o desenvol vimento da indústria. (D) colonização da América e sua importância no desen volvimento da Europa. (E) falta de moradias nas grandes cidades, fenômeno que afeta países ricos e pobres. 46. Leia as letras das músicas de Adoniran Barbosa. Trem das onze Não posso ficar nem mais um minuto com você Sinto muito amor, mas não pode ser Moro em Jaçanã, Se eu perder esse trem Que sai agora às onze horas Só amanhã de manhã. (http://letras.mus.br/adoniranbarbosa/173850/) Pincharam a estação no chão Agora não preciso mais de condução Moro e trabalho aqui mesmo no meu bairro Jaçanã Mas sofri uma grande decepção quando disseram Vá lá embaixo ver, tão derrubando a nossa estação Fui lá vê se era verdade E era (http://letras.mus.br/adoniranbarbosa/1497042/) A comparação dos conteúdos das letras pode servir de ponto de partida para o professor abordar o tema (A) das transformações urbanas, percebidas a partir da vivência cotidiana. (B) da falta de investimentos em transportes coletivos, como o Metrô. (C) da migração das pessoas que saem do campo para morar nas cidades. (D) do surgimento das favelas nas grandes cidades bra sileiras. (E) do desemprego estrutural em razão da baixa qualifi cação profissional. www.pciconcursos.com.br 16SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação FundaMentação Pedagógica 47. Analise o quadro. ConCePção PrátiCa I. O aluno precisa memorizar e fixar informações que devem ir se acumulando com o tempo. (Modelo Empirista) II. O motor da aprendizagem é o esforço do sujeito para dar sentido à informação que está disponível. (Modelo Construtivista) ( ) Numa sala de 2.º ano, os alunos com apro veitamento insuficiente ocupam duas fileiras. A professora começa a escrever na lousa, em letra cursiva: ma, me, mi, mo, mu, mão. Pede para que as crianças leiam. As crianças leem. A professora escreve uma segunda linha e pede para que as crianças leiam: na, ne, ni, no, nu, não. As crianças repetem. A professora pede para que as crianças copiem cada linha no caderno de classe e depois no de casa. (Adaptado de SMOLKA, Ana Luíza. A criança na fase inicial da escrita. 2003) ( ) As crianças de uma turma de 2.º ano estão colorindo um palhaço mimeografado. Na parede está pendurado um grande palhaço colorido. Na lousa, estão escritas as palavras em letra cursiva: Palhaço – Telha – Palha – Toalha – Folha. A professora interrompe a pintura e pergunta à turma: Quem sabe o que está escrito aqui? A turma em coro responde: Palhaço! A professora aponta para a segunda palavra: E aqui? As crianças respondem: Palhaço! A professora, atônita, aponta a ter ceira palavra e a turma responde: Palhaço! As crianças respondem palhaço para as outras palavras escritas na lousa. (Adaptado de SMOLKA, Ana Luíza. A criança na fase inicial da escrita. 2003) ( ) As crianças do 2.º ano voltaram indig nadas do recreio, pois não puderam brincar com as cordas, tendo em vista que o material foi estragado pelos “maiores”. O professor aproveitou a situação e sugeriu que as crian ças fizessem um bilhete para o diretor da escola, explicando o problema e solicitando uma solução. As crianças ficaram felizes com a ideia e começaram a falar quais dados precisavam constar no bilhete. O professor, atuando como escriba, escreviaos no canto da lousa. Ao longo da produção, o professor relia o que já havia escrito e as crianças opinavam a melhor forma. Depois de terminado, dois alunos foram selecionados para entregar o bilhete ao diretor. Conforme Weisz (2002), assinale a alternativa que repre senta a correta relação, de cima para baixo, entre a prática e a concepção de aprendizagem que a fundamenta. (A) I, I, I. (B) I, I, II. (C) I, II, II. (D) II, II, I. (E) II, I, I. Considere as seguintes situações de sala de aula para responder às questões de números 48 e 49. Situação 1 – A classe do segundo ano foi organizada em grupos para jogar o dominó da adição. A professora apresentou o material e explicou aos alunos que deveriam dividir as peças igualmente e como deveriam jogar. Os alunos de um grupo tentaram jogar. Chamaram a professora, pois não conseguiram distribuir as peças igualmente. A professora, então, distribuiu as peças e determinou a ordem dos jogadores. Uma das crianças reclamou que não conseguia jogar porque ninguém deixava. As crianças começaram a se desentender. A professora interviu e organizou o jogo, estabelecendo as regras e definindo como as crianças deveriam jogar. Outra criança reclamou que não estava jogando. A professora acabou interrompendo o jogo e iniciou outra atividade. Situação 2 – Os alunos do quarto ano estavam apresen tando situações extremas de indisciplina, em virtude da troca constante de professores. Uma professora, ao assumir essa turma, propôs uma conversa para saber se os alunos estavam felizes com ocomportamento que eles vinham apresentando. Os alunos reconheceram que estavam com problemas e tive ram a ideia de fazer um “contrato de comportamento”, que consistia no estabelecimento de regras e limites. Os alunos, então, determinaram o que era permitido e o que era proibido na classe, com o registro num painel em sala de aula dessas regras e suas respectivas punições, no caso de transgressão ao determinado. Situação 3 – A professora da quarta série, de posse de sua rotina diária, informou aos alunos as atividades que seriam desenvolvidas no decorrer da aula. Começou com a leitura do professor, não aceitando comentários, muito menos inter rupções, explicando que não seria o momento para questio namentos nem argumentações. Deu prosseguimento com as atividades do projeto de leitura e escrita. Trabalhou com as atividades de pontuação, interrompendo esta atividade para liberar as crianças para o recreio. Na volta, não esperou que os alunos terminassem o que estavam desenvolvendo para começar a última atividade, de Matemática. Aproveitou para recolher os cadernos de lição de casa enquanto os alunos fa ziam os exercícios, em silêncio, pois ela defende que as dúvidas devem ser resolvidas com a professora, não com os colegas. 48. É correto afirmar que, conforme La Taille (1992), a(s) situação(ões) que apresenta(m) elemento(s) que pode(m) contribuir para o desenvolvimento de relações de autono mia e cooperação está(ão) presente(s) apenas em (A) 1. (B) 2. (C) 3. (D) 1 e 2. (E) 2 e 3. www.pciconcursos.com.br 17 SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação 49. Pelo que foi ilustrado na rotina da aula da situação 3, a professora – conforme Onrubia (in Coll, 2006) – em sua prática I. possibilita a participação de todos os alunos nas di ferentes atividades e tarefas, mesmo que não tenham habilidades e competências adequadas; II. estabelece um clima de relacionamento afetivo e emocional baseado na confiança, na segurança e na aceitação mútuas; III. estabelece relações constantes e explícitas entre os novos conteúdos e os conhecimentos prévios dos alunos; IV. desconhece a importância da interação entre alunos/ professor e alunos/alunos para possibilitar o processo de avanço na Zona de Desenvolvimento Proximal. Está correto o que se afirma em (A) III, apenas. (B) IV, apenas. (C) I e II, apenas. (D) III e IV, apenas. (E) I, II, III e IV. 50. As professoras do Ciclo I de uma escola pública de Ensino Fundamental foram questionadas sobre sua prática em relação ao Sistema de Numeração Decimal. Analise os depoimentos: Maria: Costumo trabalhar inicialmente com os dígi tos; depois faço a introdução da dezena como o resultado do agrupamento de dez unidades, apresentando, em segui da, a escrita do número 10. Utilizo o mesmo procedimento cada vez que apresento uma nova ordem. É uma sequência que funciona muito bem, pois as crianças vão construindo gradativamente o conhecimento sobre o número. Flávia: Defendo que a numeração escrita deva ser trabalhada em sala de aula tal como ela é e a partir dos problemas inerentes a sua utilização. Tratase de aceitar a coexistência de diferentes conceitualizações a respeito do sistema, de investir todo o esforço necessário para conseguir que a diversidade opere a favor do processo do grupo e de cada um de seus membros. Ana: O ensino do sistema de numeração decimal deve estar alicerçado na prática de concretizar o que representa cada dígito do número, na tentativa de fazer o aluno enten der, principalmente, o valor posicional. Para isso, utilizo, por exemplo, os amarradinhos e as fichas coloridas (a ver melha vale 1, a verde, 10, a azul, 100 etc.). Dessa forma, viabilizamos a comparação entre os diferentes intervalos da sequência, facilitando a descoberta das regularidades. Conforme Lerner (in Parra, 1996), a(s) professora(s) que propõe(m) um trabalho com o Sistema de Numeração Decimal, considerando o processo de construção do conhecimento, é(são) apenas (A) Maria. (B) Ana. (C) Flávia. (D) Maria e Flávia. (E) Ana e Maria. Considere a situação para responder às questões de números 51 e 52. Uma professora do 3.º ano do Ensino Fundamental preparou para os alunos que ainda não leem nem escrevem convencionalmente uma atividade sobre os alimentos da tartaruga marinha. Agrupou os alunos em duplas, conforme suas hipóteses e, em seguida, leu para as crianças um texto informativo extraído da revista Recreio, a fim de garantir que os alunos soubessem quais são os alimentos que a tartaruga consome. Então, explicou a atividade e pediu aos alunos para que a resolvessem. No decorrer da atividade, circulou entre as duplas, observando e intervindo, conforme a necessidade. (Guia de Planejamento e Orientações Didáticas – 2.ª série. Volume 1) 51. É correto afirmar que a atividade tem como objetivo principal fazer o aluno (A) utilizar estratégias de seleção, antecipação e verifica ção. (B) avançar no conhecimento da escrita ao escrever conforme sua hipótese. (C) ampliar o seu repertório com informações sobre a vida marinha. (D) refletir sobre o sistema ortográfico. (E) participar de uma situação de escrita coletiva. www.pciconcursos.com.br 18SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação 52. Conforme Zabala (in Coll, 2006), o conteúdo que está sendo trabalhado nessa atividade, prioritariamente, é de natureza (A) factual. (B) atitudinal. (C) conceitual. (D) procedimental. (E) usual. 53. Uma professora propôs aos seus alunos do 3.º ano do Ensino Fundamental uma atividade matemática com uso da cal culadora. Para isso, dividiu a turma em duplas. A profes sora então ditou dois números e pediu para que os alunos registrassem na calculadora. Em seguida, pediu para que eles formassem todos os números possíveis com esses dois dígitos. Propôs então uma discussão nas duplas: Qual dos números formados é maior? Qual é menor? A cada resposta, os alunos precisavam justificar suas afirmações. É correto afirmar que o uso da calculadora nessa tarefa é (A) tão dispensável quanto o seu uso em outras atividades matemáticas, pois faz com que o aluno se acomode na utilização de recursos para resolver situações problema. (B) desaconselhável nesse momento da aprendizagem. A criança primeiro tem que aprender a pensar, a resolver seus problemas, para depois fazer uso desse tipo de recurso. (C) indispensável, não só nesta atividade, mas em todas, por se tratar de um recurso motivacional de que o professor pode lançar mão para tornar as aulas de matemática mais atraentes. (D) desnecessário, tendo em vista que a mesma proposta pode ser aplicada sem o uso desse equipamento, além de tornar as crianças dependentes da máquina. (E) importante para que o aluno reflita sobre o que sabe a respeito da escrita de números. 54. Conforme os estudos de Piaget sobre dever moral, uma criança quando julga mais culpado alguém que tenha que brado dez copos sem querer do que alguém que somente tenha quebrado um durante uma ação ilícita, julgando o aspecto exterior da ação e não a intencionalidade desta, está na fase (A) da heteronomia social. (B) da autonomia moral. (C) do realismo moral. (D) do juízo moral. (E) da anomia social. 55. Analise a escrita. (Guia de Planejamento e Orientações Didáticas – 2.ª série. Volume 1) Conforme o Guia de Planejamento e Orientações Didá- ticas, é correto afirmar que o aluno (A) não domina o sistema de escrita alfabético. Pouco adiantará o professor intervir, pois o aluno precisa realizar uma construção conceitual. (B) escreve alfabeticamente, mas ainda não domina vá rias questões que serão resolvidas com o tempo, não cabendo intervenções pontuais. (C) domina o princípio alfabético, porém apresenta vários erros, que devem ser corrigidos um a um, solicitandoque a criança em seguida reescreva o texto, corrigido. (D) escreve alfabeticamente, porém com alguns erros que devem ser utilizados como fonte de informação para pautar o planejamento do que ainda precisa ser ensinado. (E) está começando a compreender a escrita alfabética. Dessa forma, nenhuma intervenção é indicada, pois o aluno pode perder a disponibilidade para produzir textos completos e coerentes. www.pciconcursos.com.br 19 SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação 56. Analise as práticas de professoras do 2.º ano do Ensino Fundamental, no primeiro semestre do ano letivo. I. Marta tem como prática registrar a organização da rotina diária da turma na lousa. Ela começa escrevendo a rotina para os alunos, lendo em voz alta, enquanto escreve e explica qual será a primeira atividade, qual será a atividade realizada na sequência, quais as ati vidades do dia são diferentes das atividades da aula anterior, registrando também o dia da semana e o mês, informando que são utilizados números para escrever a data. II. Bia escreve diariamente a rotina na lousa, antes da chegada da turma, a fim de ganhar tempo. Assim que as crianças chegam, Bia lê as atividades que serão desenvolvidas, bem como o dia da semana, o dia do mês e o ano, ressaltando que estes dados são regis trados com números e não com letras. Ao terminar sua exposição, pede que as crianças copiem em seus cadernos a rotina, começando a desenvolver as tarefas do dia, após o término da cópia. III. Simone faz questão de que seus alunos comecem as atividades do dia escrevendo o nome da escola, a data, o nome da professora e o próprio nome, de preferência, completo. Pede ainda para que as crianças copiem da lousa as atividades que serão desenvolvidas no dia. Assim que todas terminam de copiar, faz uma leitura compartilhada das atividades previstas. Conforme o Guia de Planejamento e Orientações Didáti- cas do Professor Alfabetizador – 1.ª série, a organização da rotina diária e a comunicação das atividades do dia podem se transformar em boas situações de aprendizagem, voltadas para o processo de aprendizagem de leitura e escrita, pois envolvem a produção de textos pelo professor e também a leitura desses mesmos textos pelos alunos. Dentre as práticas apresentadas, identifique a(s) que está(ão) de acordo com as concepções presentes no refe rencial teórico em questão. (A) I, apenas. (B) II, apenas. (C) III, apenas. (D) I e II, apenas. (E) I, II e III. 57. Durante uma reunião de pais, a professora Fátima, do 4.º ano do Ensino Fundamental, foi questionada por uma das mães sobre o motivo pelo qual as crianças eram organizadas em duplas de trabalho. Antes que pudesse responder, outra mãe interveio, alegando não ser esta a melhor forma de organização. Diante dos questionamentos e com fundamento no Guia de Planejamento e Orienta- ções Didáticas para o Professor da 3.ª série – Ciclo I, a professora defendeu essa forma de organização, argumen tando, acertadamente, que a função das duplas é (A) garantir que todos façam as atividades corretamente. (B) fazer com que os amigos fiquem juntos, garantindo um clima harmonioso na turma. (C) favorecer a mobilização dos conhecimentos de cada um, para que possam avançar em seus conhecimentos. (D) mesclar aqueles alunos que já dominam a base alfa bética com aqueles que ainda estão numa hipótese inicial do sistema de escrita. (E) agrupar os alunos que possuem níveis de conheci mentos iguais, para que juntos, e em colaboração, avancem em suas hipóteses. 58. Considere as situações de escrita da palavra CACHORRO. Caso I: João, 07 anos de idade, que apresentou na última sondagem a hipótese silábica: KXO Caso II: Maria, 07 anos de idade, que apresentou na última sondagem a hipótese alfabética: CAXORO Conforme Weisz (2002), assinale a intervenção adequada para a(s) situações(s). (A) Caso I: o professor deve insistir com a criança que não é com X que se escreve, mas com CH, e que o K nem existe no nosso alfabeto, devendose usar o CA. (B) Caso II: deixar que a criança descubra sozinha, por meio de suas interações com o meio, a forma correta de escrever, mesmo porque ela já está conseguindo se comunicar. (C) Caso II: fazer a correção imediata da palavra, para que não seja memorizada, tendo em vista que a criança já tem o domínio da base alfabética. (D) Caso I: o professor deve criar situações nas quais a criança possa pôr em jogo sua hipótese sobre a escrita, ajudando a transformar suas ideias. (E) Casos I e II: o professor deve ensinar a forma correta de escrever a palavra, tomando o cuidado de não de sestabilizar o conhecimento que a criança construiu. www.pciconcursos.com.br 20SEED1202/002-PEB-I/PEB-II-Educação Observe o mapa de sondagem de uma turma do segundo ano do Ensino Fundamental de uma escola pública estadual, para responder às questões de números 59 e 60. hiPóteses de esCrita data 15/fevereiro/2012 data 11/abril/2012 Présilábica 23 23 Silábica sem valor 03 03 Silábica com valor 02 03 Silábica alfabética 01 01 Alfabética 01 01 Total 30 31 59. Um coordenador pedagógico, ao analisar esse mapa, com fundamento no Guia de Planejamento e Orientações Didáticas do Professor Alfabetizador – 1.ª série, consi derou acertadamente que (A) os alunos estão avançando em suas hipóteses, cada qual conforme seu ritmo de aprendizagem. (B) grande parte das crianças dessa turma deve apresen tar problemas de aprendizagem, cabendo, portanto, encaminhamento ao especialista. (C) as sondagens foram realizadas em datas muito pró ximas, não proporcionando o tempo necessário para diagnosticar o avanço de uma hipótese para a outra. (D) as crianças apresentam uma homogeneidade de co nhecimentos que acaba prejudicando o crescimento da turma, pois não há troca de informações, dificul tando o processo de aprendizagem. (E) as atividades que foram planejadas não colaboraram para que as crianças pudessem avançar em seus co nhecimentos sobre a leitura, a escrita e a comunicação oral. 60. Conforme o Guia de Planejamento e Orientações Didá- ticas do Professor Alfabetizador – 1.ª série e com base nos resultados apresentados nas atividades de sondagem, é correto afirmar que o professor dessa turma deve trabalhar (A) situações didáticas que favoreçam a reflexão sobre o funcionamento do sistema, por exemplo: que as crianças escrevam e interpretem seus escritos, justi ficando quantas e quais letras utilizou. (B) projetos, envolvendo, por exemplo, cantigas popula res, para que as crianças possam tomar contato com esse rico universo cultural. (C) exercícios que preparem a criança para começar a en trar em contato com o mundo da escrita, começando com a apresentação e fixação de cada vogal com as consoantes simples. (D) momentos de leitura compartilhada, seguida de rees crita dos textos conhecidos, individualmente. Esse procedimento faz com que o aluno coloque em jogo todo seu conhecimento sobre a linguagem escrita. (E) atividades de escrita, como a letra de uma cantiga, uma quadrinha, uma parlenda que tenha como obje tivo que os alunos escrevam convencionalmente. www.pciconcursos.com.br