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Ana Beatriz Oliveira de Sanita RA: D189HB-0 Dayane Maia da Rocha RA: D1986J-3 Jessica Maria Arruda RA:D31DEE-9 Rafaela de Oliveira Ferraz RA:N15271-0 TRABALHO TEÓRICO 3º SEMESTRE: Psicologia Construtivista SÃO PAULO 2018 Ana Beatriz Oliveira de Sanita RA: D189HB-0 Dayane Maia da Rocha RA: D1986J-3 Jessica Maria Arruda RA:D31DEE-9 Rafaela de Oliveira Ferraz RA:N15271-0 TRABALHO TEÓRICO DO 3º SEMESTRE: Psicologia Construtivista Trabalho apresentado à Universidade Paulista - Campus Anchieta, como parte da matéria de Psicologia Construtivista. Professora: Rosemary Verrone SÃO PAULO 2018 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 4 2. DESENVOLVIMENTO ............................................................................................ 5 2.1 Estágios do desenvolvimento do grafismo segundo Luquet..........................5 2.2 Estágios do desenvolvimento do grafismo segundo Lowenfeld....................7 2.3 Estádios do Desenvolvimento Cognitivo segundo Piaget...............................8 2.4 Análise dos desenhos e relação dos Estágios do Desenvolvimento do Grafismo com os Estádios do Desenvolvimento Cognitivo................................11 3. CONCLUSÃO........................................................................................................18 REFERÊNCIAS.........................................................................................................19 4 1. INTRODUÇÃO O objetivo do trabalho é reunir desenhos de crianças de dois a doze anos, avalia- los de acordo com os estágios do desenvolvimento do grafismo de Luquet e Lowenfeld e relaciona-los aos estádios do desenvolvimento cognitivo de Piaget. São as os estágios do desenvolvimento do grafismo segundo Luquet, Realismo Fortuito, Realismo Fracassado, Realismo Intelectual e Realismo Visual. Segundo Lowenfeld, Garatujas, Pré-esquemática, Esquemática e Realismo. A produção gráfica da criança é o meio de expressão mais significativo, que envolve o mundo real e imaginário. No início, a criança apenas tem o prazer em desenhar, mas com o passar do tempo começa a ter intenção em seus desenhos, começa a ter a necessidade de ser entendida, ela registra aquilo que é significativo para ela. Lowenfeld (1977, p. 51) afirma que: “[...] através da compreensão da forma, como o jovem desenha, e dos métodos que usa para retratar seu meio, podemos penetrar em seu comportamento e desenvolver a apreciação dos vários complexos modos como ele cresce e se desenvolve”. Através da leitura crítica dos desenhos, podemos perceber também a expressão de sentimentos, conflitos, e emoções, a compreensão das relações presentes no contexto da criança e perceber mudanças, mas para isso precisamos primeiramente entender os estágios do desenvolvimento do grafismo relacionados aos estádios de desenvolvimento cognitivo, que será abordado no decorrer do trabalho a seguir. 5 2. DESENVOLVIMENTO Para realizarmos o trabalho, contamos uma história para as crianças e pedimos para que representassem o que entenderam. O Leão e o Ratinho Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado à sombra de uma boa árvore. Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou. Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu embaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora. Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva. Nisso, apareceu o ratinho. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão. Após o recolhimento dos desenhos iniciamos a parte teórica, identificando em que estágios do grafismo as crianças estavam. 2.1 Estágios do desenvolvimento do grafismo segundo Luquet Realismo Fortuito – é o primeiro estágio, que se inicia por volta dos dois anos de idade e se divide em desenho involuntário e voluntário. Involuntário: a criança desenha pelo prazer, sem intenção de representar algo, não tem consciência, faz rabiscos, linhas. Voluntário: ainda sem intenção, mas já começa a perceber semelhanças em seus traços com objetos reais, logo em seguida, a criança começa a desenhar para representar, atribuí significados para seus desenhos, mas a interpretação pode variar, 6 se perguntarmos a ela o que desenhou ela te dirá o que é, porém, passado algum tempo, se perguntarmos novamente, ela atribuirá outro significado. “Para Luquet, esse fazer consolida-se como desenho propriamente dito, regido por: intenção, execução e interpretação segundo a intenção”. (IAVELBERG, 2013, p. 38) Realismo Falhado – entre os três e quatro anos, há uma tentativa de representar a realidade, mas com fracassos e sucessos, há duas ordens de obstáculos “física, deficiência na execução, e psíquica, caráter descontínuo da atenção ou incapacidade sintética, quando a criança percebe o geral dos detalhes, mas não consegue executar”, (IAVELBERG, 2013, p. 38). Os objetos retratados não têm relação entre si, falta coordenação no pensar, exagera em tamanhos, ou omite partes da figura. Nessa etapa de vida, “a criança não tem a simultaneidade das ações em pensamento, ela as considera como independentes umas das outras, sem estarem coordenadas num todo que as reúna.” (PILLAR, 1996, p. 46). Nesse estágio aparece a figura do homem como badamecogirino (homem girino). Realismo Intelectual – por volta dos quatro anos aos dez e pode se estender aos doze. É caracterizado pelo período em que a criança desenha aquilo que sabe do objeto, não aquilo que vê, iniciando assim a construção de projeções dos objetos no espaço, representam distância, profundidade e posições organizadas usando uma linha de base. Muito comum o uso da transparência, objetos que deveriam estar cobertos, como o corpo humano, a criança desenha os seus órgãos internos sob a pele e móveis através da parede. Rebatimento, quando a criança espelha o desenho. Planificação e mistura de diversos pontos de vista. Usa legendas para nomear os objetos. Em oposição à anterior, este estágio é um avanço para as crianças, pois elas conseguem alcançar o desenho realista, que é “superada por sua incapacidade sintética.” (IAVELBERG, 2013, p. 38) Realismo Visual – Geralmente ocorre entre os doze anos de idade, mas pode se antecipar aos oito anos. Representação visual que a criança tem do objeto, abandonam a transparência, os objetos passam a ter mais detalhes, há um 7 enriquecimento na estética, vai se aproximando da produção artística adulta, acabam perdendo o prazer pelo desenho e não a utilizam mais como meio de comunicação pois já tem outros meios. 2.2 Estágios do desenvolvimento do grafismo segundo Lowenfeld Garatujas – por volta dos dois aos quatro anos, é dividido em rabiscação longitudinal e rabiscação. Não há preocupação em desenhar intencionalmente, desenha pelo prazer, faz gestos instintivos. Nesta fase, a criança expressa, através de seus traçados, ternura e confiança ou medo e agressividade” (SOUZA, 2010, p.20) Rabiscação longitudinal: Com o tempo, vai criando intencionalidade, sem abandonar as garatujas, começa a apreciar seus desenhos, aparecendo formas como círculos, quadrados, cruzes, etc. Consegue fazer signos separadamente. Rabiscação: aparece a fabulação, substituição da realidade pelo imaginário. A criança começa a dar nome aos desenhos, e desenha a figura humana. Pré-esquemática - Início por volta dos quatro anos de idade aos sete anos. Inicia-se as tentativas de representação da realidade. Neste estágio a figuração está presente, pelo fato da criança fazer relações “entre desenhos, pensamentos e realidade” (SOUZA, 2010, p. 22). Desenvolve consciência das formas, apesar de aparecer variações consideráveis nelas como tamanho, exageros ou omissões. Desenham a partir da sua percepção das coisas, com intenção figurativa simbólica. Não tem uma visão geral do desenho, mas narração e fabulação estão presentes. Esquemático – por volta dos sete anos se estendendo aos nove. É caracterizado por uma linha base, que seria o chão. A criança cria sentido em sua produção, cada objeto ou ser vivo está em seu lugar e espaço seguindo uma ordem correta. [...] é neste período que aparece uma interessante característica dos desenhos infantis: a criança dispõe os objetos que está retratando numa linha reta, em toda a largura da margem inferior da folha de papel. Assim, por exemplo, a casa é seguida de uma árvore, à qual se segue uma flor que fica 8 ao lado da pessoa que poderá ficar antes de um cão, que é a figura final do desenho. (LOWENFELD,1977, p. 55). O que mais gostam de traçar são as figuras geométricas, que faz com que surja a superposição com transparências, possibilitando o desenho de prédios com os elementos dentro. As cores e as formas são relacionadas com a realidade. Realismo – dos nove aos doze anos aproximadamente. Ainda há simbolização nos desenhos, porém com mais consciência sobre eles. Há uma autocrítica de seus desenhos, e procuram ocultá-los dos adultos. O desenho tem mais detalhes, a criança desenha tudo o que vê. Consegue distinguir tamanhos, compreende que o que está na frente é maior que o que está atrás, utiliza sombras, diferencia claro e escuro e sexo nas figuras humanas. Na adolescência procuram fazer cópias da realidade, e quando não atingem os seus objetivos ficam frustradas, desistindo de desenhar, alegam que não sabem. 2.3 Estádios do Desenvolvimento Cognitivo segundo Piaget Segundo Piaget, nós herdamos estruturas biológicas que nos predispõe a criar estruturas mentais, que desenvolve o nosso cognitivo, nossa inteligência, através do contato com o meio em que vivemos, por processo de assimilação e acomodação. De início nos encontramos em estado de equilíbrio, mas quando nos deparamos com algo que não entendemos, ou não conhecemos, entramos em estado de desiquilíbrio, frente ao novo conhecimento, entramos em processo de assimilação, quando assimilamos o novo com base nos nossos conhecimentos prévios, conhecimentos que já temos, que é a acomodação, ao explorar o objeto de conhecimento modificamos nossos conhecimentos prévios e criamos algo novo, dando-se o equilíbrio majorante, que fará com que nossas próximas assimilações sejam melhores e mais consistentes. Esse processo de dá por etapas, até que chegar ao equilíbrio final, é um processo de construção, aprimoramento das capacidades. Os estádios são: Sensório-Motor - Até aproximadamente dois anos, são as primeiras formas de pensamento e expressão, e é dividido em seis subestádios, são eles: 9 I – Exercício dos reflexos: até aproximadamente um mês, o bebê tem esquemas de reflexo, quando há um estimulo, há uma ação espontânea, são exemplos sucção e preensão. II - As primeiras adaptações adquiridas e a Reação circular primária: um mês a quatro meses e meio, há mudanças em função da experiência, de uma adaptação hereditária passa a ser uma adaptação adquirida, como a sucção do dedo, pois são resultados obtidos ao acaso, sem intenção, que são conservados por repetição, que caracterizam a reação circular primária. III - As adaptações sensório-motoras intencionais e as Reações circulares secundárias: quatro meses e meio a oito/nove meses, reação circular secundária, repete com intenção, há transição entre atos pré-inteligentes, ao acaso, para inteligentes, com intenção. Nessa fase o bebê acha que só existe aquilo que está em seu campo de visão. IV - A coordenação dos esquemas secundários e sua aplicação ás situações novas: oito/nove meses a onze/doze meses, é capaz de variar suas ações para atingir um fim, mas não cria novos meios, tem intenção e desejo em suas ações. V – A Reação circular terciária e a descoberta dos meios novos por experimentação ativa: onze/doze meses a dezoito meses, reação circular terciaria, inventa novos meios para chegar a um fim, mesmo não vendo um objeto, sabe que o mesmo ainda existe. VI - A invenção dos meios novos por combinação mental e a Representação: um ano e meio a dois anos, imagina acontecimentos, transição entre a inteligência sensório- motora e a inteligência representativa, estabelece relações diretamente com o mundo exterior, adquiri função simbólica, de representação, há aparecimento das primeiras estruturas intelectuais equilibradas. O aparecimento da função simbólica, por volta do final do segundo ano tem, entre outras consequências, a de possibilitar que os esquemas de ação, característicos da inteligência sensorio-motora, possam transformar-se em esquemas representativos, ou seja, esquemas de ação interiorizados. Esses esquemas interiorizados desempenham a mesma função que os esquemas de ação do período sensório-motor: atribuir significação à realidade. (CAVICCHIA, p. 10) 10 O estádio pré-operatório ou simbólico – dois a seis/sete anos, criança adquiri a fala, transição da inteligência sensório-motora para a representativa, pensamento simbólico, representação de um objeto ausente por meio de um significado, pela imitação, jogo simbólico, desenho, imagem mental, linguagem. É caracterizado o estádio pelo egocentrismo intelectual, acredita que todos pensam como ela, não consegue se colocar no lugar do outro, pensamento transdutivo, de generalização, pensa de forma indiferenciada, não sabe ordenar suas ações porque não sabe organizar no espaço e tempo, justaposto, objetos e acontecimentos tratados de modo paralelo e dissociados, sincrético, explica um evento com outro que não tem relação lógica. A passagem da inteligência sensório-motora para a inteligência representativa se realiza pela imitação, reprodução de um modelo. Interiorizando-se a imitação, as imagens elaboram-se e tornam-se substitutos dos objetos dados à percepção. O significante é, então, dissociado do significado, tornando possível a elaboração do pensamento representativo. A inteligência tem acesso, então, ao nível da representação, pela interiorização da imitação (que, por sua vez, é favorecida pela instalação da função simbólica). A criança tem acesso, dessa forma, à linguagem e ao pensamento. Ela pode elaborar, igualmente, imagens que lhe permitem, de certa forma, transportar o mundo para a sua cabeça. (CAVICCHIA, p. 10-11) Operatório Concreto – sete a onze/doze anos, aquisição da reversibilidade, capacidade cognitiva de coordenar diferentes pontos de vista de maneira lógica, o pensamento pode seguir a linha de raciocínio de volta do ponto de partida, pensar de modo simultâneo, permite viagens mentais antes de tomarmos decisões, podem medir as causas e consequências, porém, para poder utiliza-la é necessário o manuseio e observação de objetos concretos.O domínio da reversibilidade no plano da representação — a capacidade de se representar uma ação e a ação inversa ou recíproca que a anula — ajuda na construção de novos invariantes cognitivos, desta vez de natureza representativa: conservação de comprimento, de distâncias, de quantidades discretas e contínuas, de quanti dades físicas (peso, substância, volume etc). (CAVICCHIA, p. 12) 11 Operatório Formal – onze a quinze/dezesseis anos, não é mais necessário a manipulação concreta para utilizar a reversibilidade cognitiva, é capaz de formar esquemas conceituais abstratos. Passagem da lógica indutiva para dedutiva, capacidade de pensar a partir de um princípio geral e chegar a antecipação de uma experiência, o raciocínio é mais sofisticado, pensamento hipotético dedutivo, usado para pensar os fatos da realidade e resolver situações-problemas que geram conflitos e desequilíbrio. Sujeito adquiriu a forma final de equilíbrio e uma capacidade complexa de pensamento. 2.4 Análise dos desenhos e relação dos Estágios do Desenvolvimento do Grafismo com os Estádios do Desenvolvimento Cognitivo Miguel, 2 anos Segundo Luquet, Miguel está na fase do Realismo Fortuito involuntário, e Lowenfeld na fase das Garatujas, pois desenha rabiscos, apenas pelo prazer e não atribui significado aos seus desenhos. Relacionando com os estádios do desenvolvimento cognitivo de Piaget, veremos que Miguel só desenha rabiscos, apenas pelo prazer, 12 porque está no estádio sensório-motor, que é caracterizado pelas primeiras formas de expressão da criança, ele ainda não adquiriu capacidade representativa. Laura, 4 anos De acordo com as teorias de Luquet, Laura se encontra no Realismo Falhado, pois ela tentou representar a história, mas com fracasso, se esqueceu de partes importantes e principais, como os personagens, mas desenhou a natureza, onde ocorre a história. De acordo com Lowenfeld, está no estágio Pré – Esquemático pois desenhou a partir da sua percepção da história, não há uma visão geral do desenho, não representou claramente a história. Isso ocorre porque Laura está no estádio de desenvolvimento pré-operatório, ela já possui capacidade representativa, pode imaginar e reproduzir, diferente do Miguel, ela conseguiu desenhar pelo menos o ambiente em que se passa a história, mas, por seu pensamento ser justaposto, ela não consegue pensar no todo, por isso não há uma visão geral do desenho. 13 Camila, 5 anos Conforme os estágios do desenvolvimento do Grafismo de Luquet, Camila está entre o Realismo Falhado e o Intelectual, pois ainda exagera e omite partes do corpo dos bichos, mas já utiliza a linha base. Lowenfeld, Pré-Esquemático para o Esquemático, pois aparecem variações consideráveis dos personagens, mas utiliza o chão como linha de base e os elementos dos desenhos estão seguidos um do outro. Camila, assim como Laura, está no estádio pré-operatório, e exagera e omite partes do desenho, e tem variações consideráveis pelo mesmo motivo, a justaposição. 14 Carlos Daniel, 7 anos Diante dos estágios de desenvolvimento de Luquet, Carlos Daniel se encontra no Realismo Intelectual pois já consegue utilizar uma linha de base para fazer o desenho, de uma forma organizada representando o espaço onde ocorre a história, colocando as partes mais importantes como os personagens e enriquecendo o desenho com objetos que ele pensa ter na natureza como as frutas na árvore e a grama mesmo que não citada na história. Para Loewnfeld Carlos está no estágio Esquemático já que consegue colocar cada objeto ou ser vivo em seu lugar correto, como ocorre na história coloca o Leão ao lado da árvore. De acordo com Piaget Carlos se encontra no estágio Operatório Concreto consegue representar como seria o local com distâncias do objeto, consegue pensar de forma simultânea. 15 Júlia, 8 anos De acordo com Luquet, Júlia está no estágio do Realismo Intelectual como Carlos ela já consegue construir projeções dos objetos no espaço, organiza com uma linha de base para fazer o desenho. Nós estágios de Loewnfeld Júlia se encontra no estágio Esquemático, as cores do desenho são de acordo com a realidade, organizando tudo em uma linha reta, usa a superposição de transparências como utilizada para fazer o Leão dentro da rede como relatado na história. Para Piaget Júlia está no Operatório Concreto, já consegue observar os objetos, tem o domínio da reversibilidade no plano da representação. 16 Alícia, 9 anos Nos estágios de Luquet, Alícia se encontra entre o Realismo Intelectual e o Realismo Visual consegue projetar bem os objetos no espaço, usando uma linha de base, o desenho passa a ter mais detalhes como a escada que ela colocou como meio para o Ratinho chegar até o Leão que é característico do Realismo Visual. De acordo com Loewnfeld, Alícia está no estágio do Realismo ainda que exista uma simbolização, o desenho já é de forma consciente, um exemplo é a escada que a fez pensar como o Rato chegaria até o Leão. Segundo Piaget está no estágio Operatório Concreto, pois já consegue analisar as situações mesmo que não citadas na história, pensando de forma simultânea, faz o manuseio de objetos. 17 Thalita, 11 anos Conforme Luquet, Thalita se encontra no Realismo Visual já que há um enriquecimento na estética como o céu, o fundo pintado e as expressões dos personagens mais próxima das produções adulta e também faz o uso da escrita. Segundo Loewnfeld Thalita está no estágio do Realismo e consegue de forma clara distinguir tamanhos, utiliza sombras e já diferencia o claro e o escuro no desenho fazendo tudo de forma bem detalhada. De acordo com Piaget Thalita está no estágio Operatório Formal, consegue utilizar o raciocínio de forma sofisticada com o pensamento hipotético dedutivo, usado para pensar nos fatos e resolver as situações problemas como desenhou o Rato e o Leão dando as mãos de forma harmoniosa. 18 3. CONCLUSÃO Observamos nos desenhos as expressões de sentimentos, conflitos e emoções, que cada criança desenhava de uma forma diferente apesar de todas terem escutado a mesma história. Algumas crianças desenhavam com rabiscos, totalmente diferente da realidade e apenas por prazer, pois ainda não possuíam a capacidade representativa, outras conseguiam ter a capacidade representativa e utilizavam de uma linha de base para fazer o desenho, ao que vai aumentando a faixa etária, aumenta também o domínio representativo, que era enriquecido com detalhes, cores de acordo com a realidade. Notamos que os desenhos mudam de acordo com a faixa etária, domínio físico e cognitivo além da percepção da criança diante de sua realidade. 19 REFERÊNCIAS BOMBONATO, Giseli Aparecida; FARAGO, Alessandra Corrêa; As etapas do desenho infantil segundo autores contemporâneos. Disponível em: https://docgo.net/philosophy-of-money.html?utm_source=as-etapas-do-desenho- infantil-segundo-autores-contemporaneos-pdf CAVICCHIA, Durlei de Carvalho; O desenvolvimento da criança nos primeiros anos de vida. Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/224/1/01d11t01.pdf MOGNOL, Leticia T; SILVA, Maryahn Koehler; PILLOTT, Silvia Sell Duarte; Grafismo Infantil: linguagem do desenho. Disponível em: http://docplayer.com.br/47284519-Grafismo-infantil-linguagem-do-desenho.html1. INTRODUÇÃO 2. DESENVOLVIMENTO REFERÊNCIAS