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dissecção de aorta e aneurisma

Apresentação sobre dissecção e aneurisma da aorta com definição, epidemiologia, etiologia, classificação, fatores de risco, quadro clínico, exames diagnósticos e manejo, além de definição de aneurisma torácico e abdominal.

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nomes: Beatriz Rezende, Júlia Alguz, Monique Valpassos, Pablo Ursini E Thainá Cunha.
Dissecção de Aorta
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
AORTA NORMAL E ENVELHECIMENTO
Maior e mais resistente artéria no corpo.
3 camadas: íntima, média e adventícia.
Tecido elástico abundante na camada média  distensibilidade e elasticidade  papel circulatório.
Controle da FC e resistência vascular  baroceptores.
Branwauld, 2010; ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
Envelhecimento da Aorta
 
 Elasticidade e distensibilidade  pressão sistólica e consumo de O2 do miocárdio pro mesmo volume de ejeção.
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
DEFINIÇÃO
 A dissecção da aorta nada mais é que uma delaminação das paredes da aorta, determinada por uma coluna de sangue que, através de um orifício na camada intima, percorre este espaço inicialmente virtual, o qual denominamos de falsa luz.
EPIDEMIOLOGIA
Dissecção aguda de aorta ascendente é altamente letal, com uma taxa de mortalidade de 1 a 2% por hora logo após o inicio dos sintomas.
A dissecção da aorta ascendente é a mais fatal.
A incidência de DA é estimada em 6 a cada 100 mil pessoas por ano.
Incidência é maior em homens do que nas mulheres e aumenta com a idade.
 O prognóstico é pior nas mulheres, como resultado de apresentação atípica e atraso no diagnóstico. 
Fator de risco comum associado à DA é a hipertensão, observada
em 65-75% dos indivíduos, a maioria mal controlada.
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
ETIOLOGIA
Na maioria dos casos, uma ruptura na íntima é a condição inicial, resultando em uma trilha de sangue em um plano de dissecação dentro da média. A dissecção pode ser anterógrada ou retrógrada.
O espaço cheio de sangue entre as camadas dissecadas se torna o falso lúmen. Este processo pode seguir para uma ruptura aórtica no caso de ruptura da adventícia ou pela reentrada no lúmen da aorta através de um segunda lesão na intima.
Por outro lado, a DA pode começar com a ruptura da média, desenvolvendo uma hemorragia intramural que rompe-se através da camada íntima e cria a laceração íntimal e a dissecção. 
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
ETIOLOGIA
Braunwald, 2010.
CLASSIFICAÇÃO
 Aguda : < 14 dias; 
 Subaguda : 15 a 90 dias;
 Crônica : > 90
Dias. 
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
FATORES DE RISCO
HAS
Valva aortica bicuspide, estenose valvar aortica.
Sindromes : Tuner, Ehler-Danlos, Behçet.
Policondrite recorrente
Pacientes portadores de proteses valvares aorticas com ectasia da aorta ascendente 
Gravidez (Alteração da composição mucopolissacarideo )
Genetica (KIF6)
Drogas (cocaina, anfetaminas e tabaco)
OBS: dissecção de aorta iatrogenica ( cateterismo, balão intraaotico, e cirurgia cardiaca.
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014. SOCESP, 2010.
FATORES DE RISCO
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
QUADRO CLINICO
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
EXAMES
Teste Laboratorial: D-dímeros.
Ecocardiograma transtoracico 
Ecocardiograma transesofágico, podendo associar com o Doppler
Tomografia com contraste, com ou sem reconstituição helicoidal
Ressonância magnética
Estudo hemodinâmico com aortografia
Ultrassom
Aortografia
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014. SOCESP , 2010.
GERENCIAMENTO DA DOENÇA
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
ANEURISMA DE AORTA
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
DEFINIÇÃO
Aneurisma é definido como uma dilatação focal e permanente da artéria com um aumento de pelo menos 50% do diâmetro normal do vaso.
O aneurisma é a segunda doença mais frequente da aorta após aterosclerose.
É divido em: aneurisma torácico da aorta e aneurisma abdominal da aorta. (toraco-abdominal)
(ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014)
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
AAA E ATA
Essa dicotomia acontece em parte pois diferentes especialistas tendem a se relacionar com diferentes locais da doença.
Os caminhos que levam ao ATA ou AAA também podem diferir, embora esta questão não tenha sido claramente investigada, as semelhanças entre os dois locais podem superar as diferenças.
Em um estudo recente, 27% dos pacientes com AAA, também tinham ATA.
Na AAA, a aorta ascendente é mais larga, aumentando risco de valvopatia aórtica (bicuspid aortic valve and/or grade 3 or more aortic regurgitation: 8.0 vs. 2.6% in those without AAA; P ¼ 0.017)
(ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.)
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
FATORES DE RISCO 
Dentre os fatores de risco mais importantes temos : 
Idade avançada;
Gênero masculino; 
 Tabagismo; 
 Histórico familiar positivo para AAA, principalmente diagnóstico em familiares de primeiro grau. 
Também existem alguns outros fatores associados: 
Arteriosclerose; Hipercolesterolemia ; Hipertensão, entre outros.
( ANEURISMAS DA AORTA ABDOMINAL DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO, 2015.)
ETIOLOGIA
Degeneração aterosclerótica, que leva a uma lenta e gradual expansão do diâmetro aórtica, por muitas vezes de maneira assintomática. A expansão pode levar, além da ruptura, a graus variáveis de insuficiência aórtica, a risco de dissecção e à compressão extrínseca de estrutura de estruturas adjacentes.
(SOCESP,2015).
DIAGNÓSTICO
Exame físico – abdominais e toracoabdominais podem ser palpados como massas pulsáteis.
Exames complementares:
 Ecocardiografia 
- TC
- RM
Aortografia
-Ultrassom (Abdomê)
Radiografia de Tórax
(SOCESP, 2015.)
GERECIAMENTO DA DOENÇA
(ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014)
(ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014)
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
INTERCORRENCIAS ENCONTRADAS NO PÓS OPERATÓRIO
PULMONARES:
Atelectasias;
Hipersecreção pulmonar;
Lesão do nervo frênico;
Edema pulmonar;
Fístula broncopleural;
						
Intubações prolongadas;
Uso prolongado de VNI;
Pneumotórax;
Broncoespasmo;
Traqueostomia.
(REGENGA, 2014)
INTERCORRENCIAS ENCONTRADAS NO PÓS OPERATÓRIO
CARDIOVASCULARES:
Insuficiência cardíaca congestiva;
Arritmias;
Disfunção ventricular pós cardiotomia;
Alteração na PA sistêmica.
RENAIS:
Falência renal aguda, podendo requerer diálise.
OUTRAS INTERCORRÊNCIAS:
Hipertermia;
Sangramentos, tamponamento cardíaco e revisão de hemostasia;
Infecções;
Quilotórax;	
(REGENGA, 2014)
OBJETIVOS FISIOTERAPÊUTICOS
OBJETIVOS:
Promover higiene pulmonar;
Proporcionar educação respiratória do paciente;
Atenuar a dor;
Melhorar a função pulmonar;
Restaurar ADM e força muscular;
				
							
Orientar sobre AVD’s;
Diminuir a ansiedade;
Orientar mudanças quanto aos hábitos de vida;
Prevenir os efeitos deletérios do imobilismo.
(REGENGA, 2014)
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
TRATAMENTO:
Oscilação oral de alta frequência;
Ciclo ativo das técnicas da respiração;
Tosse;
Respiração em tempos c/ pausa;
Respiração diafragmática;
Incentivadores respiratórios.
VNI
Fisioterapia motora
(REGENGA, 2014)
ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases, 2014.
 O objetivo deste estudo foi determinar os efeitos da pressão positiva não invasiva ventilação mecânica (VNIPP) em pacientes com hipoxemia após a cirurgia para dissecção aórtica tipo A de Stanford, e comparar os efeitos do capacetee máscara NIPPV.
 Resultados: A NIPPV melhorou a oxigenação em ambos os grupos. Comparado com os níveis de pré-tratamento, o índice de oxigenação (PaO2 / FiO2 ), PaO2 PaCO2 e freqüência respiratória (FR) melhoraram na manutenção inicial (0-1 h), manutenção (1-6 h) e fases finais do tratamento (P <0,05). Comparado com a ventilação com máscara, a ventilação do capacete melhorou o pH, PaO2 SpO2 PaO2 / FiO2 e resultou na diminuição da PaCO2  nas 3 etapas (P <0,05). A incidência de complicações maiores, incluindo flatulência, intolerância a pressão facial, foi significativamente menor com a ventilação usando o capacete (helmet).
REFERENCIAS
 ERBEL, Raimund. et al. 2014 ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of aortic diseases. European Heart Journal, Essen, v. 35, n. 41, p.2873-2926, 29 ago. 2014.
MAGALHAES, C.C. et al. Tratado de Cardiologia SOCESP. 3. ed. Barueri-SP: Editora Manole, 2015.
BRAUNWALD,E. et al. Tratado de Doenças Cardiovasculares. 8. ed. v.2 São Paulo: Editora Elsevier, 2010.
REGENGA, M.M. Fisioterapia em Cardiologia. 2 . Ed. São Paulo: Roca, 2012.
JIA, Ming. Effects of Noninvasive Positive-Pressure Ventilation with Different Interfaces in Patients with Hypoxemia after Surgery for Stanford Type A Aortic Dissection. Medical Science Monitor, Beijing, v. 21, p.2294-2304, 2015.
BARAKAT, Hashem M. et al. Preoperative Supervised Exercise Improves Outcomes After Elective Abdominal Aortic Aneurysm Repair. Annals Of Surgery, Hull, v. 264, n. 1, p.47-53, jul. 2016.
SBACV. ANEURISMAS DA AORTA ABDOMINAL DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO. São Paulo, p.1-28, dez. 2015.

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