TRATAMENTO FISIOTERÁPICO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA
3 pág.

TRATAMENTO FISIOTERÁPICO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Pré-visualização1 página
TRATAMENTO FISIOTERÁPICO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA 
A incontinência urinária é a perda involuntária da urina, pela uretra, que é um conduto que vai da bexiga ao meato urinário, o que permite o escoamento da urina, sabendo que a fraqueza do músculo do assoalho pélvico e consequentemente do períneo, é contribuinte para a incontinência urinária. A incontinência urinária é mais frequente em mulheres e abrange hoje no Brasil cerca de 13 milhões delas, com diferentes tipos e formas da doença. O tratamento fisioterápico, da IU	, é de suma importância, pois permite o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, consequente que o períneo irá se fortalecer, o que irá fazer com que não tenha o escoamento da perda involuntária da urina.
As sessões de fisioterapia em IU podem e devem ser realizadas todos os dias, mas caso não seja viável para o paciente, ele pode fazer de 2 a 3 vezes na semana, com orientação do fisioterapeuta, o paciente fará exercícios para o fortalecimento dos músculos de Kengel, contração e descontração desses músculos pélvicos, restaurando o tônus muscular e a força do músculo. A fisioterapia bem como um todo, vem para ajudar em todas as formas, sendo em prevenção da IU, controle da IU e manutenção da IU, visando um bem estar e uma vida melhor as mulheres, que são as mais acometidas neste caso.
Os tratamentos fisioterápicos da IU são:
- Exercícios de Contração Muscular Simples (Ganho de Força): 10 contrações máximas, com 8 segundos de intervalo entre cada uma.
- Respirar lenta e profundamente
- Contrair fortemente o músculo do assoalho pélvico (MAP), com toda a força possível, segurando essa contração por 2 segundos.
- Relaxar a MAP, descansar por 8 segundos.
- Repetir os passos 1,2 e 3 por até 3 vezes
- Exercícios Com Cones Vaginais (Ganho de Forca e Resistência) c Acessórios:
- Por questões de higiene o cone deve ser utilizado com um preservativo não lubrificado (comprado em qualquer farmácia). O uso de lubrificantes no cone aumenta o grau de dificuldade do treino. 
- Para a inserção do cone, a mulher pode estar deitada com as pernas afastadas, ou em pé, com um dos pés apoiados sobre uma cadeira. O cone deve ser inserido com a parte mais larga para cima (em direção ao colo uterino). O dedo médio pode servir de guia, empurrando o dispositivo para cima. A parte cônica inferior (mais estreita, onde prende-se o fio de remoção) é a zona onde os músculos do assoalho pélvico (MAP) irão agir durante o exercício, impulsionando o cone para cima.
O cone deve ser posicionado profundamente, lá pela metade da vagina, de modo que fique acima da linha da MAP. Se ele não estiver suficientemente fundo, a MAP o empurrará para baixo ao invés de para cima, tornando o exercício ineficaz.
Após a inserção deve-se usar preferencialmente uma calcinha para evitar o cone acidentalmente cair no chão. A partir de então deve ser realizada a série de exercícios, orientada por fisioterapeuta especialista, que varia para cada caso.
- Biofeedback: É um aparelho que monitora as contrações musculares e oferece durante o treinamento informações (através de sinais sonoros ou visuais) se você está ou não contraindo de forma correta os MAP. O biofeedback promove um condicionamento muscular através das repetições mas deve-se salientar que ele não é um método para alcançar força. A contração dos MAP é captada por uma sonda inflável ou um sensor  que capta a atividade elétrica dos músculos e é amplificada pelo aparelho resultando no sinal visualizado pelo paciente.
- Eletroestimulação /Neuromodulação: O uso de correntes elétricas de baixa voltagem produzem estímulos específicos em nervos e músculos produzindo como resultado a contração muscular (eletroestimulação) ou a modificação de uma função coordenada pelo sistema nervoso (neuromodulação).
A eletroestimulação é indicada para promover a conscientização ou o reforço em músculos extremamente fracos. A eletroestimulação não deve substituir a contração feita pelo próprio paciente nos exercícios.
A neuromodulação pode ser obtida através de método cirúrgico (implantando-se eletrodos nas raízes nervosas na medula espinhal) ou externamente em locais específicos onde passam os nervos que também inervam a bexiga. O objetivo desta técnica é diminuir as contrações involuntárias do músculo da bexiga que comprometem a continência urinária ou controlar a contração do esfíncter anal melhorando o controle da continência fecal
 Eletrodos intra-cavitários ou de superfície são utilizados tanto na eletroestimulação quanto na neuromodulação e a escolha de cada um deles é indicada pelo fisioterapeuta de acordo com cada caso.
Recomenda-se ao cuidados com a IU durante um período de 1 ano, com o acompanhamento frequente do fisioterapeuta, e a frequência correta da paciente em modo geral, nas sessões as pacientes, são aconselhadas a evitarem faltas, nos tratamentos e também a realização em casa, dos exercícios fisioterápicos, pois dependendo da abrangência do comprometimento do períneo, se a paciente não tiver foco, e determinação, o tratamento acaba sendo vasto.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbgo/v29n3/04.pdf
- http://www.scielo.br/pdf/fp/v18n3/02.pdf
- http://www.scielo.br/pdf/rbfis/v10n4/04.pdf
- http://files.bvs.br/upload/S/1679-1010/2011/v9n6/a2557
- http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbgo/v29n3/04.pdf