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Políticas Públicas e Diretrizes 
Operacionais para Educação 
do Campo
Estudo de 
Caso
Professor Me. Everton Henrique Faria
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Unicesumar
estudo de 
caso
José Ricardo é um pequeno produtor rural morador do Município de Santo Inácio no Estado 
do Paraná. Casado com Judite a 8 anos, pai de dois filhos, Ricardo de 9 anos e Larissa de 7 anos, 
tem buscado a subsistência de sua família por meio do trabalho duro na pequena proprie-
dade rural adquirida por um programa do governo federal de incentivo à agricultura familiar.
Há um mês, José recebeu a notícia do município de sua cidade que a Escola Rural que 
seus filhos estudavam iria fechar devido aos gastos que esta gerava ao poder público. A notícia 
foi dada aos alunos sem grandes explicações, apenas com a justificativa exposta acima. 
A notícia se espalhou rapidamente pelas pequenas propriedades rurais que compu-
nham as mediações da escola e logo foi chamada uma reunião da Associação dos Pequenos 
Agricultores para discutirem o então fechamento da unidade educacional.
Como resultado da reunião, ficou estabelecido que seria agendada uma reunião com o 
Conselho Escolar do estabelecimento de ensino para que este se posicionasse sobre a ação 
governamental e, em seguida, buscariam agendar uma reunião com o poder público local. 
Conforme pauta de ação da Associação, o presidente dela contatou a direção da escola 
a fim de agendar uma reunião com o Conselho, reunião marcada para o dia seguinte. De 
acordo com o parecer do Conselho Escolar, a medida de fechamento da escola aconteceu de 
forma arbitrária sem que este fosse comunicado, bem como ocorreu de forma centralizada 
sem a consulta pública necessária. Segundo a presidência do Conselho, a justificativa dada 
pelo poder público estava em que os gastos da escola eram altos e a demanda de alunos 
muito restrita, sendo que as escolas urbanas poderiam aproveitar muito melhor os recursos 
utilizados com a unidade do campo. 
Ainda, foi posto pelo Conselho que a medida do poder público desconsiderou todas 
as diretrizes que normatizam a educação do campo, pois não considerou as especificida-
des demandadas, sobretudo, desconsiderou a importância da manutenção educacional das 
crianças em seus lugares de origem, não respeitando o direito educacional da formação edu-
cacional com currículo especifico conforme o Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola 
construído de forma democrática. 
Mediante o posicionamento do Conselho Escolar, os representantes da Associação bus-
caram colocar em prática a segunda ação estabelecida em reunião, de buscar explicações 
junto ao poder público municipal.
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estudo de 
caso
Em reunião com o prefeito municipal e a secretaria de educação, os associados obtive-
ram como resposta a seguinte explicação: “Estamos passando por uma crise financeira e a 
manutenção dessa escola nos custa muito mensalmente, pois o ensino dos alunos fogem aos 
padrões das escolas urbanas, demanda funcionários e professores especializados, enquan-
to gastamos 1000 reais por aluno aqui na cidade gastamos 1200 reais com os alunos que lá 
estudam. O dinheiro destinado pelos governos estadual e federal não chegam a 40% do gasto 
geral para a manutenção da escola e o município arca com o restante. Vocês acham justo 
que as crianças que lá estudam tenham maiores benefícios que as aqui da cidade?”.
Perplexos com a resposta, os representantes apresentaram alguns dados a eles: “Nós 
somos responsáveis por 65% do Produto Interno Bruto (PIB) municipal, realizamos o abaste-
cimento dos lares de pelo menos 30 cidades da região, colaboramos com o desenvolvimento 
sustentável da nossa cidade, estado e país. Trouxemos para o nosso município o título de 
Cidade Amiga da Natureza, prêmio de nível internacional, o que gera ao município presti-
gio e recursos de várias fontes. E o senhor nos questiona se a educação dos nossos filhos 
vale a pena ou não estabelecendo esse comparativo?!”.
Frente a posição governamental, a Associação junto ao Conselho Escolar realizaram uma 
mobilização envolvendo a Associação de Pais, Mestre e Funcionários da Escola (APMF), o 
Grêmio Estudantil e a sociedade como todo para entrarem com uma ação judicial no Ministério 
Público para reverterem a decisão tomada pelo Poder Executivo Municipal, que desconside-
rou a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB) e as Diretrizes Operacionais Básicas 
para a Educação do Campo.
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estudo de 
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educa-
ção nacional. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm>. Acesso 
em: 03 out. 2017.
BRASIL. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Educação do Campo: 
diferenças mudando paradigmas. Brasília: SECAD/MEC, 2007. 
CNE. Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo. Resolução n. 1, 
de 3 de abril de 2002, Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de educação.
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