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MARCHA HUMANA Prof. Renato Santos E Dias Análise da Dinâmica da Marcha Humana (TOP-DOWN) • Processo é iniciado com impulso nervoso e finaliza com a geração de forças de reação do solo. • Abordagem baseada na causa e efeito. Sequência de eventos para realização da marcha. • Ativação do comando de marcha – SNC. • Transmissão do sinal: SNC → SNP. • Contrações musculares: geração de forças e tensões. • Regulação das forças articulares e momentos (artics. Sinoviais). • Deslocamentos dos segmentos. • Geração de forças de reação do solo. • Resultado esperado: – Padrão de movimento reconhecido como marcha humana. Relevância clínica da abordagem (Top -Down) • Compreender alterações da marcha • Escolha do tratamento adequado. Alterações podem ocorrer em diferentes níveis: – SNC : Paralisia Cerebral. – SNP : neuropatias (diabética). – Sistema muscular: distrofias. – Articulações: AO (joelho/quadril) MARCHA NORMAL DEFINIÇÃO Jogo constante entre a busca e a perda do equilíbrio . (Steindler, 1955) MARCHA NORMAL REQUISITOS BÁSICOS Estabilidade na fase de apoio. Passagem do pé na fase de balanço. Posicionamento prévio do pé para o contato inicial. Comprimento adequado do passo. Conservação de energia. MARCHA NORMAL • Ciclo da Marcha – Contato inicial do pé D -> contato inicial do pé D • Fases – Apoio : CI a retirada dos dedos: 60% – Balanço : Retirada dos dedos ao CI: 40% CICLO E FASES DA MARCHA Suporte (Apoio) Duplo • 0 - 10% (inicial): imediatamente após CI --> reação ao peso --> desaceleração • 50 -60% (final): antes da retirada dos dedos --> pré- balanço DADOS CINEMÁTICOS DA MARCHA: TEMPORAIS; • CADÊNCIA, VELOCIDADE, DURAÇÃO DA FASE DE APOIO, DA FASE DE OSCILAÇAO E DA FASE DE APOIO DUPLO. ESPACIAIS; • TAMANHO DO PASSO, PASSADA, E LARGURA DA BASE DE SUPORTE. CADÊNCIA; • É DEFINIDA COMO O NÚMERO DE PASSOS POR MINUTO (PASSOS\MIN) • ↑ CADÊNCIA = ↓ FASE DE APOIO E OSCILAÇÃO • CADÊNCIA DA MULHER É EM TORNO DE 6 A 9 PASSOS POR MINUTO MAIS RÁPIDA QUE A DOS HOMENS. MÉDIA DE CADÊNCIA: • 113 PASSOS-MIN; • HOMENS: 111 PASSOS-MIN; • MULHERES: 117 PASSOS PASSO: • DISTÂNCIA LINEAR ENTRE O TOQUE DE CALCANHAR DIREITO AO TOQUE DE CALCANHAR ESQUERDO. PASSADA: • DISTÂNCIA LINEAR ENTRE O TOQUE DE CALCANHAR DE UM PÉ AO TOQUE DO MESMO CALCANHAR ADIANTE. BASE DE SUPORTE OU LARGURA DO PASSO: • DISTÂNCIA ENTRE OS TOQUES DE CALCANHARES BILATERALMENTE. PASSO x PASSADA Whittle, 1991 VARIÁVEIS ANÁLISE DA MARCHA 3 dimensões Vista sagital Inclinação da pelve Flexo/extensão: quadril, joelho e tornozelo Vista frontal Obliquidade da pelve Adução/abdução do quadril Vista transversal Rotação dos membros ANÁLISE DA MARCHA Cinemática Parâmetros usados na descrição do movimento - Ângulos, velocidades, acelerações, deslocamentos ANÁLISE DA MARCHA Força de reação do solo Posterior ao quadril Anterior ao joelho e tornozelo momentos externos resistidos por momentos internos FUNÇÕES BÁSICAS DA MARCHA FUNÇÕES BÁSICAS DA MARCHA FUNÇÕES BÁSICAS DA MARCHA FUNÇÕES BÁSICAS DA MARCHA FUNÇÕES BÁSICAS DA MARCHA TORNOZELO – PLANO SAGITAL SUBTALAR METATARSO-FALANGEANAS APONEUROSE PLANTAR ÁREAS DE APOIO ÁREAS DE PRESSÃO http://runningbiomechanics.net/ PRESSÃO PLANTAR JOELHO – PLANO SAGITAL JOELHO – PLANOS QUADRIL – PLANO SAGITAL PELVE - DESLOCAMENTO PELVE - DESLOCAMENTO PELVE - DESLOCAMENTO TRONCO - DESLOCAMENTO TRONCO - DESLOCAMENTO Grupo Musculares Fase de flutuação – presente somente na corrida PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE ANDAR E CORRER. PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE ANDAR E CORRER. Andar centro de gravidade estará posterior ao contato inicial. Correr • Alinhamento entre contato inicial e linha de ação da gravidade mais próximo. Na marcha o CM não fica totalmente sob o membro suporte. Base de apoio mais estreita AUMENTO DA VELOCIDADE SE DÁ: AUMENTO DO COMPRIMENTO DO PASSO X AUMENTO DA FREQUÊNCIA Professor: Renato Santos E Dias (71) 99132.7353 renato.dias@unifacs.br