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CERVICOBRAQUIALGIA Universidade Católica de Pernambuco Centro de ciências biológicas e saúde – CCBS Bacharelado em fisioterapia Reumatologia aplicada ANATOMIA São as menores vértebras Se distinguem das demais por um forame no processo transverso. Posição anatômica das vértebras é facilmente identificada pelo processo espinhoso que é posterior e inferior Primeira, segunda e sétima possuem características anatômicas diferentes ANATOMIA PLEXO BRAQUIAL Conjunto de 5 raízes nervosas ( C5, C6, C7, C8 e T1) A união destas raízes origina troncos e fascículos Dão origem aos principais nervos responsáveis pela inervação sensitiva e motora dos membros superiores DERMÁTOMOS ÁREAS DE PELE INERVADAS POR FIBRAS NERVOSAS SENSITIVAS (UM ÚNICO PAR DE RAÍZES POR REGIÃO), QUE SE ORIGINAM DE UM ÚNICO GÂNGLIO NERVOSO DORSAL DA COLUNA VERTEBRAL. MIÓTOMOS ÁREAS MUSCULARES INERVADAS POR FIBRAS NERVOSAS MOTORAS (UM ÚNICO PAR DE RAÍZES POR REGIÃO), QUE SE ORIGINAM DE UM NÚCLEO GÂNGLIO NERVOSO VENTRAL DA COLUNA VERTEBRAL. DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA A proporção de pessoas que têm um episódio de dor cervical ao longo da vida é de 66,7% 2; Mulheres: 59%; Homens: 41%; Um estudo retrospectivo confirmou que até 44% dos pacientes que relataram dor cervical na atenção primária haviam consultado pela mesma razão no ano anterior. FISIOPATOLOGIA DA DOR CAUSAS QUADRO CLINICO Dor insidiosa irradiada aos membros superiores; Espasmos musculares e pontos-gatilho; Fraqueza muscular; Fasciculação; Diminuição dos reflexos; Parestesia; Queimação. PATOMECÂNICA Inclinação ipselateral; Elevação do ombro ipselateral; Flexão da cervical; Diminuição do triângulo de Tales; Atitude escoliótica; Alteração no tamanho dos membros inferiores. DIAGNÓSTICO Clínico Exames de imagem Raio X – visualização da parte óssea e alinhamento da coluna cervical Tomografia e ressonância magnática – pacientes com sinais neurológicos se progressivos mesmo com a radiografia normal Outros exames ( Eletroneuromiografia, discografia, mielografia, cintilografia óssea ) ANAMNESE Questionar o paciente com a relação a outras patologias Quando a dor começou? Existe alteração de sensibilidade e força? Algum fator desencadeia a dor? Algum fator melhora ou piora a dor? Existe relação com a atividade laboral ou exercício físico? INSPEÇÃO Avaliação estática (observar a postura do paciente) Avaliação dinâmica (movimento ativo livre e possíveis bloqueios) Goniometria Marcos topográficos PALPAÇÃO Pontos dolorosos Avaliação neurológica – análise dos reflexos Avaliação da força muscular Sensibilidade TESTES ESPECÍFICOS Teste de Soto-Hall Teste de compressão foraminal Teste de compressão de Jackson Teste de Spurling Sinal de Lhermitte TRATAMENTO CIRÚRGICO Cerca de 5% dos casos Indicações: disfunção na medula espinhal, dor refratária a tratamento conservador e piora neurológica durante o tratamento Dois principais tipos: Discectomia Artrodese (ou fusão espinhal) DISCECTOMIA Alivia a pressão exercida sobre as raízes nervosas e/ou medula espinhal por um disco ou material ósseo herniado no pescoço Através de uma pequena incisão feita à frente do pescoço, o cirurgião: Remove o disco intervertebral para ter acesso às estruturas neurais comprimidas; Alivia a pressão, removendo a fonte de compressão; Coloca um enxerto ósseo entre as vértebras adjacentes; e Em alguns casos, usa instrumentação – placas ou pinos – que fornecem suporte e estabilidade extra para ajudar a garantir fusão adequada. ARTRODESE É utilizada no tratamento de diversas patologias, como as hérnias de disco cervicais, a mielopatia cervical, as fraturas e, até mesmo, alguns tipos de tumores. A fixação da coluna é feita com hastes e parafusos especiais, geralmente feitos de titânio, por técnicas minimamente invasivas A artrodese cervical anterior é a técnica mais comum, realizada com uma incisão na frente do pescoço, dando acesso direto á coluna cervical. Com a coluna exposta, é feito o tratamento da patologia, como a retirada de um tumor ou de uma hérnia de disco, por exemplo, seguida da fixação. TRATAMENTO FISIOTERAPEUTICO Mobilização neural; Técnicas mobilizatórias; Técnicas manipulatórias; Liberação miofascial; Termoterapia; Ondas curtas; Ultrassom; Tens; Exercícios de mobilidade. CASO CLÍNICO Queixa principal: Dor intensa na região cervical, que irradia para região interescapular associada a formigamento no 1º dedo da mão esquerda. História atual: Paciente relata que a dor surgiu há duas semanas durante treinamento de judô após ter recebido um golpe que resultou em queda com extensão cervical. Acorda várias vezes durante a noite por não achar posição confortável, sente dificuldade para movimentar a cabeça e apresenta formigamento no 1º dedo da mão esquerda. CASO CLÍNICO Sintomatologia: Dor intensa nos movimentos de extensão e latero-flexão esquerda que se apresenta de forma abrupta e bem localizada na região cervical; dor irradiada para região interescapular e sensação de formigamento do 1º dedo da mão esquerda. CASO CLÍNICO Miótomo: Presença de trigger points em trapézio bilateralmente (trapézio direito espasmado); espasmo bilateral de ECM; espasmo de rombóide maior e menor esquerdo; espasmo de espinhais cervicais bilateralmente; restrição fascial cervical anterior. Esclerótomo: Dor a palpação nos processos espinhosos de C2/C3 e C7 a T6. Dermatómo: Alteração de sensibilidade na área de C5/C6. CASO CLÍNICO (Avaliação) Plano sagital demonstra aumento de curvatura fisiológica (extensão cervical, flexão torácia e extensão lombar), o aumento da lordose cervical é um fator que colabora para hiperpressão discal. Plano frontal – vista anterior observa-se um aumento da distância entre ombro e orelha esquerda, evidenciando uma postura antálgica frente a uma compressão discal. Plano frontal – vista posterior nota-se aumento a curvatura lombar alta. CASO CLÍNICO (Teste de mobilidade global) Latero-flexão direita paciente refere dor aguda logo no início do movimento (sintomatologia discal), há aumento do formigamento no 1º dedo esquerdo (componente neural de sensibilização do nervo radial). Latero-flexão esquerda é realizada com dor aguda logo no início do movimento (sintomatologia discal); ocorre aumento do formigamento no 1º dedo esquerdo (componente neural de compressão do nervo radial). Flexão cervical demonstra dor intensa no inicio do movimento (sintomatologia discal); dor irradiada para região de rombóide (componente neural de sensibilização do nervo dorsal da escápula – C5). Extensão movimento restrito e doloroso, com acentuação da curvatura no nível C5/C6 (padrão articular/hipermob.) e aumento da dor na região de rombóide e formigamento no 1º dedo esquerdo(componente neural de compressão do nervo dorsal da escapula e radial) CASO CLÍNICO (Achados clinicos) Disfunção em FRS à esquerda de C2; OAA posterior à esquerda; Avaliação dinâmica neural com ADM para abdução reduzida com cervical neutra (aproximadamente 45º), posição de latero-flexão cervical homolateral e contralateral a disfunção neural apresenta amplitude restrita (aproximadamente 20º) o que demonstra um padrão neural misto (sensibilização / compressão). Na avaliação passiva neural sensação de aumento de formigamento e dormência caracterizando o teste como positivo ainda na posição de repouso do antebraço. Ao realizar manobra valsava e teste de compressão cervical o paciente referiu dor na região de C5 / C6. CASO CLINICO (Cadeia Lesional) CASO CLÍNICO (Tratamento) 1º etapa: neutralizar o componente neural e miofascial, as técnicas usadas foram: Deslizamento lateral cervical; PAs do maitland; Manipulação de flexão bilateral torácica – resposta autônoma (técnica de thurst); Desativação dos pontos trigger de trapézio e ECM; Liberação fascial cervical anterior; Liberação dos espinhais cervicais 2º etapa: trabalhar nas desordens articulares/ativar sistema estabilizador Mobilizaçãoarticular de baixa amplitude – ganho de extensão C2; Músculo energia para OAA posterior; Mobilização articular de baixa amplitude – NAG reverso (deslizamento natural apofisário técnica do conceito mulligan) em C7/T1 Exercícios de controle postural (estático) para ativação da musculatura estabilizadora da região cervical. CASO CLÍNICO (Resultado) CASO CLÍNICO (Resultado) Foram realizadas 13 sessões com melhora na ADM e redução completa da dor. Paciente encaminhado para estabilização segmentar. CERVICOBRAQUIALGIA Universidade Católica de Pernambuco Centro de ciências biológicas e saúde – CCBS Bacharelado em fisioterapia Reumatologia aplicada