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FACULDADE EDUCACIONAL DA LAPA ÉDINA EUGÊNIA DE OLIVEIRA ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV- EJA E ESPAÇO NÃO ESCOLAR ÉDINA EUGÊNIA DE OLIVEIRA 160107036 SÃO FRANCISCO DO SUL 2019 FACULDADE EDUCACIONAL DA LAPA PEDAGOGIA ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV- EJA E ESPAÇO NÃO ESCOLAR Trabalho apresentado como requisito parcial para a atribuição de nota na disciplina de Estágio Supervisionado IV, do curso de Licenciatura em Pedagogia da Faculdade Educacional da Lapa – FAEL. Orientador: PROFª ANDREA DO CARMO BRUEL DE OLIVEIRA ÉDINA EUGÊNIA DE OLIVEIRA160036107 SÃO FRANCISCO DO SUL 2019 INTRODUÇÃO O estágio supervisionado é um componente obrigatório de exigência da LDB nº 9394/96, pela necessidade à formação profissional, a fim de adequar essa formação às expectativas do mercado onde o licenciado irá trabalhar. É um momento formativo com duração definida onde oportuniza vivenciar a teoria colocando-a em prática. O estágio supervisionado EJA e Espaço não escolar instrumentalizam e capacitam o acadêmico de Pedagogia e futuro profissional da educação para se familiarizar com a prática da sala de aula, a conviver com os alunos, conhecer o processo de apreensão do conhecimento pelo aluno jovem e adulto, e entender e descobrir quem são os alunos de EJA, conhecer a história da EJA e a concepção teórico-metodológica na prática dessa modalidade de educação básica. Apesar do estágio nesta modalidade ser considerado curto, traz grandes contribuições, para ação reflexão do profissional que adentrará no campo da Educação de Jovens e Adultos. A observação nas primeiras semanas tem que ser criteriosa, percebendo os anseios, rejeições, ações, metodologias, aceitação da turma que neste momento já identifica outra pessoa além da professora regente em sala de aula. A co-participação precisa ser envolvente, tranquilizando os educandos e deixando um gostinho de: o que vem de diferente ai? Confiança é uma coisa muito importante, mesmo sendo curto o período junto à turma, os enlaces de confiar e de segurança do trabalho que está propondo a turma tem que ser significativo, cordial e consistente. Como referência educacional e principalmente em EJA, Paulo Freire é convidado a ajudar nas reflexões. Partindo do papel do professor, faz lembrar que este deve ter sempre como ponto de partida a busca de uma prática que vá ao encontro às necessidades do educando a partir da realidade de vida, consolidando uma proposta pedagógica na qual possa fazer pensar sobre a realidade de forma crítica e consciente. DESENVOLVIMENTO O primeiro contato com os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), da Escola Básica Municipal Waldemar da Costa iniciou-se no dia 06 de Maio de 2019. Nesta data foi realizada uma conversa entre os acadêmicos que realizariam o estágio supervisionado nesta escola, a Professora responsável pela turma de Alfabetização de 20 alunos do 4ª ano expuseram seus objetivos para a realização da prática de ensino, e a professora regente informou sobre as características da turma, e suas especificidades. No primeiro dia de estagio os alunos demonstraram muita receptividade e o encontro se tornou algo muito agradável. A professora da turma relatou sobre suas expectativas quanto ao aprendizado dos alunos, falando das dificuldades encontradas no dia a dia e da importância dos estagiários em sala, que este momento é fundamental para ir adquirindo experiências novas, fundamental para a ação docente. Paulo Freire destaca que atividade de leitura/escrita deve ter como base a leitura de mundo feita pelo educando e não a transmissão de conhecimentos. Portanto é necessário que esta atividade de leitura escrita seja dinâmica e realizada com a integração do sujeito no seu mundo social. Ele atribui à alfabetização a capacidade de levar o analfabeto a organizar reflexivamente seu pensamento, desenvolver a consciência critica, introduzi-lo num processo real de democratização da cultura e da libertação (Freire, 2000, pág. 09). Sobre os alunos, podemos observar que estes demonstram ter interesse em aprender. A turma que frequenta as aulas não é numerosa, alguns são mais assíduos que outros, e mesmo existindo a problemática da freqüência, o objetivo central é aprender a ler e escrever. Os homens têm o interesse em estudar para tirar Habilitação de Carro e Moto, já às mulheres para ir ao supermercado (ler rótulos) ler a Bíblia. porém todos demonstram entusiasmo e percebem a importância do estudo reforçando nossas idéias. Amparamo-nos em Freire (1978, p.110) quando nos diz que: O problema que se opõem àqueles que, mesmo em diferentes níveis, se comprometem com o processo de libertação, enquanto educadores, dentro do sistema escolar ou fora dele, de qualquer maneira dentro da sociedade (estrategicamente fora do sistema; taticamente dentro dele) é saber o que fazer, como, quando, com quem, para que, contra que e em favor de que. 2.1 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO 2.1.1 CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA DE EJA O Estágio Supervisionado Educação de Jovens e Adultos foi realizado na Escola Municipal Waldemar da Costa, localizada na Rua Willy Lehm, 135, no bairro Água Branca, situada na cidade de São Francisco do Sul, no estado de Santa Catarina. O contato com a escola pode ser feito pelo telefone (47) 3444-2792. ` A escola foi inaugurada em05 de novembro de 1986, foram construída 8 salas de aula, e com passar dos anos ouve novas ampliação com mais 7 salas novas e nos primeiros anos foram ofertados as turmas de 1ª a 7ª series e foi encerrado seu primeiro ano letivo com 141 alunos. Em 1º de Agosto de 2003, implanta-se o supletivo presencial de ensino médio, os cursos de EJA de 1º e 2º graus são oferecidos semanalmente, no período noturno e totalmente mantido pela Prefeitura Municipal e nos dias atuais funciona somente o supletivo presencial de ensino Fundamental e alfabetização de jovens e adultos. A escola atende 80 alunos na Educação Infantil, ensino fundamental l e ll com 200 alunos, EJA 6º ao 9º anos com 107 alunos e na alfabetização de jovens e adultos com 25 alunos. O estágio foi realizado no período noturno das 19h00min às 22h00min sendo observada a turma do 4° ano que conta com vinte e nove alunos matriculados, sendo dezoito do sexo feminino e onze do sexo masculino, mas somente treze alunos frequentando, sendo oito do sexo feminino e cinco do sexo masculino, a professora é graduada em Pedagogia e com Pós em Psicopedagogia com vinte e quatro anos de experiência na área da educação, sendo treze anos no ensino fundamental anos iniciais e onze anos com a EJA, todos nesta escola. A instituição conta com 20 salas de aula, sala de recursos, secretaria, direção, coordenação, orientação, sala de vídeo, biblioteca, sala dos professores, cozinha, despensa, refeitório completamente reformado atendendo as exigências do setor de nutrição da Secretaria de Municipal de Educação, 2 banheiros masculinos, 2 banheiros femininos, 2 banheiros dos professores, 2 pracinhas, quadra de futebol, quadra de vôlei, estacionamento, sala de informática, e está sendo construído um ginásio com previsão de entrega para maio de 2020. Possui rampa de acesso dando condições para os portadores de necessidades especiais. E a segurança é feita através de câmeras de segurança internas, uma câmera direta com a Guarda Municipal e um porteiro em cada turno. Projeto de maior impacto: O projeto, Impactos sociais causados pela ação humana. Durante o evento, realizado pelos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), foram apresentadas as ações que os alunos desenvolveram durante a realização do projeto, juntamente com os professores da unidade de ensino. O projeto teve como objetivo atentar a comunidade quanto à importância da sensibilização com relação aos impactos causados pelo homem junto à natureza. “Este é um tema que requer uma atenção diferenciada, pois ao adquirir o conhecimento oaluno torna-se um propagador de ações relevantes em luta à conservação do meio ambiente”, destacou a professora uma das coordenadoras do projeto. Outro projeto de grande importância, é o Mais Educação é uma oficina que oferece aos alunos cursos como: artesanatos, dança, apoio pedagógico, coral, judô e karatê. Relação da escola com as famílias: As reuniões ocorrem de acordo com a necessidade apresentada pela instituição, podendo ser mensal e bimestral ou extraordinária, as reuniões com os pais ocorrem sempre que necessário, para tratar assunto relevante à aprendizagem dos alunos/ou entrega de avaliações e outros, a relação entre a escola e a família é harmônica, sempre se mantém dialogo, procurando entender da melhor forma possível, proporcionando oportunidades para que as coloquem suas opiniões no dia-a-dia, nas reuniões e outros encontros. Os pais e professores interagem de forma contínua e buscam resolver os problemas imediatamente, considerando sempre às causas dos conflitos e dificuldades, apesar das dificuldades de horários e outros os pais são muitos prestativos e participativos. Ludicidade: A atividade lúdica tem o objetivo de produzir prazer e se divertir ao mesmo tempo quem pratica esta atividade percebe-se que ela vem acompanhada de inúmeras brincadeiras para enriquecer nossos conhecimentos de forma prazerosa na educação. Na educação infantil o lúdico propicia as crianças uma série de desenvolvimentos benéficos, que vai desencadeando seu aprendizado. Negrine (2000) afirma que a capacidade lúdica está diretamente relacionada à sua pré-história de vida. Acredita ser, antes de qualquer coisa, um estado de espírito e um saber que progressivamente vai se instalando na conduta do ser devido ao seu modo de vida. A Escola leva isso à risca, os trabalhos lúdicos com as crianças são feitos diariamente, o objetivo da escola é eternizar resgatar as brincadeiras de infância, garantido brincadeiras saudáveis e Educativas. Avaliação: Para Perrenoud (1999), a avaliação deve promover a invenção didática capaz de alimentar uma ação pedagógica inovadora. O educador deve buscar constantemente essa inovação estando sempre atento às expectativas e procedimentos de cada estudante. O método é uma avaliação mais formativa não toma menos tempo, mas dá informações, identifica e explica erros, sugere interpretações quanto às estratégias e atitudes dos alunos e, portanto, alimenta diretamente a ação pedagógica, ao passo que o tempo e a energia gastos na avaliação tradicional desviam da invenção didática e da inovação. Na educação de jovens e adultos é imprescindível que o educador conheça profundamente o estudante para que possa desenvolver uma prática que responda às necessidades de cada um, onde os erros sejam explicados e possibilitem intervenções no processo como um todo, garantido o sucesso através de uma avaliação que tenha esse caráter também formativo. Educação de Jovens e Adultos, esse processo avaliativo deve ser diagnosticado com muita atenção, levando em consideração os alunos que não tiveram a oportunidade de terem acesso aos bancos escolares na sua infância ou por diversos fatores que foram interpolados. Analisando o cotidiano escolar, percebe-se que o ato de avaliar ainda continua seguindo as mesmas práticas tradicionais, mais com perspectivas de novas formas de avaliação. Assim, pode-se afirmar que a “avaliação faz parte do processo educativo, e como tal merece toda atenção e compromisso do professor” (HOFFMANN, 1995, p. 112). Conselho de classe: Os Conselhos de Classe foram instituídos no Brasil em 1971 através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional publicada naquele ano (Lei 5692/71) e ambos refletiam o autoritarismo característico da sociedade da época. Com a Constituição de 1988 e a nova Lei de Diretrizes e Bases promulgada em 1996 (Lei 9397/96) assegurando a todos o direito à educação sem discriminação, visando o pleno desenvolvimento da pessoa e a preparação para o exercício da cidadania, o Conselho de Classe teve suas funções redefinidas perante a comunidade escolar e sua função passou a ser a de avaliar a eficácia da ação pedagógica e não apenas verificar notas ou problemas disciplinares dos alunos. Na Escola B. M. Waldemar da Costa o conselho de classe é realizado trimestral, reúne-se a direção da escola (coordenação pedagógica) e os professores, e no caso de conselho participativo são convidados pais e alunos. A Escola frente à Inclusão: O processo educacional da modalidade de educação especial e educação inclusiva é um processo democrático, e inclusivo por parte dos educadores e da escola, sendo um processo ético, de valor a diversidade humana. Alguns educadores relatam que a escola é eticamente inclusiva, e tem sua proposta curricular voltada a atender seu público alvo, onde os alunos com necessidade educacionais especiais são incluídos, com democracia, no ambiente escolar, e que a escola junto com professores, pais, a comunidade em geral, é capaz de desenvolver as funções cognitivas, as habilidades motoras e o potencial de seus educandos gradativamente. Um exemplo de como a inclusão pode dar certo quando toda a escola trabalha junta com um mesmo objetivo. Logo a “meta principal da escola no atendimento dos alunos com necessidades especiais é assegurar condições para o acesso e permanência dos mesmos através das seguintes ações à curto prazo: a) flexibilidade do processo ensino-aprendizagem de modo a atender às diferenças individuais; b) adoção de currículos flexíveis e propostas curriculares diversificadas para atender a todos e propiciar seu desenvolvimento em função de suas possibilidades e diferenças individuais; c) auxílio aos educadores para a efetivação de sua tarefa através de estudos de documentos, sugestões de leituras, dinâmicas organizadas pelos serviços de orientação educacional e psicológica, troca de experiências entre os docentes e reuniões com equipe escolar; e d) envolvimento de toda comunidade escolar no processo de inclusão através de reuniões com equipe de apoio pedagógico”. Na inclusão, a escola comum tradicional é modificada para ser capaz de acolher qualquer aluno, indiferente de sua cor, raça religião, aptidão física ou cognitiva, e de propiciar-lhe uma educação de qualidade. Na inclusão, as pessoas com deficiência estudam na escola que estudariam se não fossem deficientes. Portanto, "a distinção entre integração e inclusão é um bom começo para esclarecermos o processo de transformação das escolas, de modo que possam acolher, indistintamente, todos os alunos, nos diferentes níveis de ensino" (Mantoan, p.26, 2005). Salamanca (1994, p. 43), ressalta que, o princípio fundamental de uma escola inclusiva está em que todos devem aprender juntos. Cabe á escola “reconhecer e responder ás necessidades diversas de seus alunos acomodando ambos os estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade a todos através de um currículo apropriado”. 2.1.2 Caracterização da Instituição em Espaço não Escolar A Instituição escolhida para o estagio em Espaço não Escolar foi o Bombeiros Voluntario, Por iniciativa do Rotary clube, autoridades municipais e da comunidade foi criada em 24 de Outubro de 1977 a então Sociedade Corpo de Bombeiros Voluntários de São Francisco do Sul, com a finalidade de proteger e salvar vidas e bens dos habitantes de São Francisco do Sul em casos de calamidade pública especialmente Incêndios. Teve sua primeira unidade de combate a incêndio doado pelos Bombeiros Voluntários de Joinville que ainda permanece na Corporação com utilidade exclusiva de atividades cívicas e representações. Possui como reconhecimento de Utilidade publica Municipal através da Lei Nº683/1978 de 03/10/78, utilidade Publica Estadual nº. 5.549/79 Conselho Municipal de Assistência Social sob nº007. Em seu quadro operacional existem as seguintes qualificações e respectivas quantidades: 140 Bombeiros Mirins de 10 a 15; 30 Bombeiros Aspirantes de 15 a 18 anos; 80 Bombeiros Voluntários adultos;28 Bombeiros Efetivos remunerados. Frota operacional: 01 Caminhão Chevrolet 1942 01 Caminhão Volkswagen 1986 com capacidade de 6.000 l. 01 Caminhão GMC 2002 com autonomia de 4.000 l 01 Ambulância Renault Master 2012 01 Ambulância Fiat Ducato 2012 01 Renault Logan 2012 01 Caminhão Volkswagen 1991 com capacidade de 1000 l. 01 Caminhão Ford Cargo ano 2003 com capacidade de 5000 l. 01 Caminhão Mercedes Benz Atego ano 2007 com capacidade de 5000 l. 01 Caminhão Iveco 2011 com capacidade de 15000 l. 01 Ambulância Renault Master 2016. 01 Pick-up Fiat Strada 2016. 01 Ambulância Mercedes Sprinter 2018 01 Embarcação inflável. Totalizando 13 veículos e 1 embarcação Equipados e mantidos com recursos da comunidade através da doação na conta de luz e convenio com o Governo Municipal, Estadual e doação de empresas. Capacitação e Prevenção: Os Bombeiros Voluntários de São Francisco do Sul possui instrutores devidamente formados e capitados nas diversas áreas de atuação, cumprindo um planejamento pré-estabelecido que segue a seguinte descrição: Anualmente são ministrados cursos de formação para novos BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS, bem como a re-certificação de nossos profissionais que necessitam estar preparados para enfrentar as situações as quais são expostos. Diante das solicitações são ministradas palestras educativas e preventivas para a Comunidade, empresas governamentais ou não e Instituições ensino. Semanalmente são ministrados treinamentos de reforço e capacitação a todos os Bombeiros. Possui um programa denominado Bombeiro na Escola, onde os Diretores, Professores e alunos recebem treinamentos a fim de saber os primeiros procedimentos, tanto no acionamento quanto no decorrer da ocorrência, também aprendem a executar evacuação de emergência, onde a cada trimestre são realizados simulados internos para testar estes conhecimentos aplicados e a cada semestre com a participação dos demais órgãos de segurança simulando situações que se aproximam do real. Projeto Bombeiros Mirins e Aspirantes: O projeto Bombeiros mirins e aspirantes atende a jovens e adolescentes homens e mulheres, que semanalmente estão sendo preparados para enfrentar em seu futuro as situações adversas que diariamente são expostos os BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS. Também recebem praticas de patriotismo, ordem unida, hierarquia e exercícios físicos todos adaptados de acordo com a faixa etária, atende hoje a 150 crianças e adolescentes. Os Bombeiros Voluntários de São Francisco do Sul destacam-se também por terem sidos pioneiros na criação de BOMBEIROS MIRINS, tendo seu inicio no dia 04 de Novembro de 1981. No ano de 2018 a Corporação atendeu 5695 ocorrências, entre atendimentos pré-hospitalares, combate a incêndios e resgates. No decorrer dos anos a Instituição foi se adequando ao crescimento do número de ocorrências atendidas, hoje sua estrutura conta com uma diversificação de veículos e profissionais altamente capacitados para que possam ser atendidas as demandas operacionais durante 24 horas por dia. De acordo com a necessidade de aperfeiçoamento conforme a demanda de ocorrências fez com que fosse criado no ano de 1997 o primeiro pelotão de socorristas no município, onde estes replicaram seus conhecimentos aos demais bombeiros, tornando os atendimentos pré-hospitalares mais eficazes e seguros. Hoje a Corporação conta com 80 Socorristas e Combatentes formados e re-certificados para bem atender a Comunidade Francisquense. Para manter esta instituição em pleno funcionamento, 24 horas por dia, 07 dias na semana, necessita-se de uma manutenção constante em seus equipamentos. Embora a mão de obra de seus Voluntários, seja de aproximadamente 70% do seu quadro de profissionais, existe a necessidade de que se tenha sempre uma equipe à disposição da comunidade, onde surge a necessidade de contratação de colaboradores atendendo a legislação trabalhista. Hoje contamos com 28 profissionais remunerados que se revezam em turnos distintos, em 3 pontos estratégicos da cidade, Unidade Central, Unidade 2 Ubatuba e Unidade 3 Vila a Gloria, sempre em prontidão. O artigo 2º do Decreto-lei n.º 32/2007 define a natureza e a função social das corporações de bombeiros da seguinte forma: “as associações humanitárias de bombeiros, (…) são pessoas coletivas sem fins lucrativos que têm como escopo principal a proteção de pessoas e bens, designadamente o socorro de feridos, doentes ou náufragos, e a extinção de incêndios, detendo e mantendo em atividade, para o efeito, um corpo de bombeiros voluntários, ou misto, com observância do definido no regime jurídico dos corpos de bombeiros”. 2.2 OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE 2.2.1 Observação EJA A instituição tem por finalidade propiciar o desenvolvimento integral do aluno. Isso significa prepará-lo para o acesso de competências básicas, que facilitam sua inserção no mundo do trabalho e ou em estudos superiores e ao mesmo tempo capacitá-los para interagir socialmente de forma sadia e responsável, dotá-lo de criatividade e de senso crítico para exercer a cidadania de forma plena e digna. Isso inclui ter consciência de que ao ser transformado possa transformar a sociedade em que vive. A escola é centrada no ensino e aprendizagem em construção. O enfoque do Projeto Político Pedagógico é propiciar a estruturação continua do conhecimento para a especialização e aprimoramento das práticas docentes, e assegurar que o planejamento didático atenda às necessidades e objetivos da aprendizagem. Os objetivos do projeto são: relacionar as intenções do projeto curricular com os planos de ensino e planos de aulas dos professores, aperfeiçoar as práticas docentes visando alcançar as metas e potencializar o pensamento prático. Estimular o desenvolvimento de capacidades científicas e tecnológicas na formação de um cidadão crítico, criativo e que vivencie valores morais e éticos A observação participativa dentro da sala de aula foi uma experiência inovadora, o primeiro dia de estágio é sempre uma expectativa grande, conhecer a turma o professor, saber se será bem recebido e tudo isso aconteceu de maneira tranquila e gradativa. Todos os professores e direção possuem uma preocupação com o bem estar dos alunos, sempre buscando manter-se informados sobre os problemas de cada um deles, para que possam dar conselhos e ajudar a superá-los. Por ser uma escola pública, as salas de aula é ampla e bem arejada, são bem organizadas e limpas, as carteiras são bege e verde, há cortinas claras e ventiladores em todas as salas de aula, uma boa iluminação principalmente no período noturno. O método de ensino adotado pela escola para esta modalidade do EJA é a dedicação do professor, a cautela para que não se torne um professor omisso. Pois em sua maioria o aluno do EJA é um aluno digamos que cansado, pois já vem de um dia cheio de atividades e obrigações. Ao professor compete à promoção de condições que favoreçam o aprendizado do aluno, no sentido do mesmo compreender o que está sendo ministrado, quando o professor adota o método dialético, isso se torna mais fácil, essa precisa ser a preocupação do mesmo: facilitar a aprendizagem do aluno, aguçar seu poder de argumentação, conduzir ás aulas de modo questionador, onde o aluno-sujeito ativo, estará também exercendo seu papel de sujeito pensante; que dá ótica construtivista, constrói seu aprendizado, através de hipóteses que vão sendo testadas, interagindo com o professor, argumentando, questionando em fim trocando ideias que produzem inferências. A Professora, é graduada em Licenciatura de Matemática, é efetiva e da aula para essa instituição à 11 anos, possui uma experiência há 27 anos em docência no ensino médio e EJA fundamental l e II. A professora prepara suas aulas e estratégias para que a sala esteja atenta aos conteúdos, desenvolve muito bem o diálogo entre a turma, estimula à troca de idéias, tudo no seu momento certo sem deixar fugir o tema central, às vezes procura debater temas que se referem à própria formação profissionale pessoal do cidadão, incentivando-os a lutarem sempre por um objetivo, em que a persistência deve ser constante, apesar das dificuldades. A professora é bem segura em seus assuntos ministrados, e transpassa uma satisfação enorme naquilo que faz. A Professora confessou que, além de seguir o programa tradicional do projeto pedagógico, e devido à duração da aula ser breve, também utiliza outras metodologias complementares de ensino, que buscam facilitar o aprendizado, objetivando o entendimento, e não apenas memorizá-lo mecanicamente. .As matérias de mais interesse é Língua Portuguesa, apesar de alguns alunos revelarem dificuldades na leitura, a professora insiste bastante nesse método de linguagem oral, pois acredita que com a leitura passamos a ser pessoas informadas, preparadas para uma vida em sociedade. Quando faz a leitura de um texto juntamente com a turma, procura discutir o tema em conjunto colocando em foco o que cada um entendeu. Os alunos do EJA são geralmente alunos com uma vida difícil e que já chega à escola cansados então os professores são bem cautelosos com as atividades, para os alunos terem vontade de interagir e aprender sobre os assuntos ministrados. 2.2.2 Observação em espaço não escolar O Bombeiro Comunitário foi uma alternativa encontrada pelo Corpo de Bombeiros Militar, a partir do ano de 1998, para buscar diminuir o tempo de resposta nas ocorrências e tentar minimizar a escassez de efetivo com ajuda da comunidade. Ao longo do tempo, o programa foi aprimorado e hoje o estado já conta com mais de 18 mil pessoas formadas, que tanto aprenderam a adotar posturas mais preventivas, como também podem atuar voluntariamente na instituição. O serviço é prestado de acordo com disponibilidade e interesse de cada comunitário, apenas pelo gosto de estar servindo e prestando um serviço ao próximo. Para se tornar um bombeiro comunitário é necessário ter mais de 18 anos, certidão negativa de antecedentes criminais, passar por um processo de seleção e participar integralmente dos cursos de formação, oferecidos pelos bombeiros militares: Curso Básico de Atendimento de Ocorrências (40 horas aula) e Curso Avançado de Atendimento de Emergências (com 344 horas aula, sendo 240 horas de estágio supervisionado). Durante o período de estágio tive a oportunidade de presenciar várias atividades do cotidiano dos Bombeiros. No primeiro dia de estágio, fui apresentado ao meu tutor sendo ele o Comandante que me orientou durante todo o período de estágio. Neste primeiro dia começou por mostrar as instalações, onde os Bombeiros se preparam fisicamente para os desafios que são lançados diariamente. No segundo dia de estágio recebeu uma visita de um grupo de alunos. Esta visita tinha como objetivo a interação entre os Bombeiros e a comunidade escolar. Esta visita começou com uma pequena apresentação acerca da missão dos Bombeiros prevenidos. Na ocasião, o bombeiro militar mostrou como socorrer vítimas de acidentes, os cuidados para evitar traumas na coluna, como imobilizar as vítimas, como agir em casos de afogamento, mostrou os diversos tipos de afogamentos e suas consequências, além de orientações de primeiros socorros em variados tipos de ocorrência. A instituição funciona de forma muito organizada e regrada, exigindo que as pessoas que nela trabalham também ajam desta maneira. A instituição funciona 24 horas e, desta forma, tem uma estrutura que conta com cozinha, sala, academia e alojamento para acolher os plantonistas que ficam 48 horas no local e em seguida são substituídos por colegas, fazendo um revezamento de forma a não sobrecarregar ninguém. Durante o estagio, percebi que a instituição possui aspectos positivos e alguns que necessitam de melhorias. O bombeiro voluntário é visto pela população como “amigo” ajudando e apoiando nas horas mais difíceis. Durante o estágio pude concluir o quanto o Bombeiro Voluntário é importante para nossa cidade, O serviço voluntário oferece uma evolução no atendimento a população e ajudando outras pessoas a estar se ajudando como ser humano. Muito melhor do que só “curtir” uma noticia nas redes sociais é sair de casa e fazer o seu melhor em sua ação off-line. Bombeiro Mirim é um dos seus projetos onde é mais um exemplo do comprometimento do Corpo de Bombeiros junto à comunidade. No Bombeiro Mirim, crianças e adolescentes de escolas públicas recebem noções de prevenção contra incêndios, primeiros socorros, afogamentos e acidentes domésticos. O Programa Bombeiro Mirim surgiu em agosto de 1984 por iniciativa do bombeiro voluntário Flávio Nunes. Inicialmente, era volta para os filhos dos bombeiros voluntários com o objetivo era formar novos membros para a corporação. Com o passar dos anos, o projeto cresceu e se transformou em programa sócio-educativo de referência em Joinville para crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos. Hoje atende 350 meninos e meninas com instruções de disciplina, além de importantes valores como solidariedade, perseverança e responsabilidade. A partir dos 16 anos, participam de cursos, exercícios e rotinas relacionadas à atividade bombeiril. As atividades do Bombeiro Mirim ocorrem aos sábados de manhã, na Unidade Central, e acompanham o calendário letivo da rede escolar. PARTICIPAÇÃO EM REUNIÃO DE PROFESSORES EJA Foi observado dentro das diretrizes do PPP para a modalidade de ensino Educação de Jovens e Adultos, objeto desse estágio, que a escola tem por finalidade, assegurar o ensino-aprendizagem dos discentes, trabalhando ações pedagógicas conjuntas tendo em vista toda uma adequação da escola. À realidade e aos anseios do público alvo diferenciado, priorizando um ensino de qualidade para uma melhor formação da cidadania,visando diminuir os índices de reprovação escolar, que são os entraves mais diagnosticados nessa modalidade de ensino. DESCRIÇÃO DA DOCÊNCIA EJA A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização comunicação, expressão e construção do conhecimento. (SANTOS, 1997). O primeiro plano de aula foi abortado o conteúdo de Língua Portuguesa, trabalhando leitura, escrita, com o Alfabeto Móvel. Objetivo geral é relacionar a leitura e a escrita com seus significados, o objetivo especifico é conhecer o alfabeto aleatoriamente, reconhecer, ler e escrever o alfabeto e desenvolver a criatividade. Metodologia: Distribuímos para os alunos cartões juntamente com o alfabeto móvel. Cada aluno utilizou o próprio crachá e o crachá dos demais alunos para pesquisar as letras. Feito isso, os alunos escreveram em cada um dos seus cartões as letras pesquisadas. Em seguida foi solicitado aos alunos que comparasse as letras que encontraram, buscando evidenciar aquelas que compõem o próprio nome, formando assim novas palavras. Soares (1998), afirma que o fracasso das Campanhas de alfabetização no Brasil deve-se, também, à ausência de condições para que os alfabetizados possam ficar imersos num ambiente de letramento, tendo acesso à leitura e à escrita, aos livros, jornais e revistas, livrarias e bibliotecas, aos locais onde a leitura e a escrita têm uma função para as pessoas, tornando-se uma forma de lazer, uma necessidade. O segundo plano de aula fizemos uma aula bem dinâmica e lúdica, fizemos a simulação de um mercadinho, “Mercado fictício”, com o objetivo de melhorar o resultado dos estudantes em Matemática, no qual os alunos têm a experiência de aprender a controlar suas finanças por meio de compras. Para simular o comércio, os alunos trouxeram de casa, embalagens vazias de produtos que são encontrados no mercado, como detergentes e sabão em pó, etc., Na lousa da sala de aula, colamos figuras que representam os alimentos. Abaixo dos produtos, vem os preços, com o mercado pronto, separamos os alunos em pequenos grupos e entregamosa eles uma lista com principais produtos que devem ser comprados. A partir daí os alunos, com dinheiro fictício, fazem os cálculos de quanto podem “gastar” no mercado, trouxemos para aula vários folhetos de anuncio de diversos supermercados, com os folhetos em mãos. Fizemos as seguintes perguntas: onde estava mais barato o sabão? Qual o produto mais caro? Qual o produto mais barato? Com suas listas os alunos fizeram suas compras consultando a lista que preparamos juntos, depois que escolheram os produtos, passaram pelo caixa, que fará as contas para saber quanto deverá ser pago pelas compras. O objetivo dessa atividade é: Desenvolver a leitura e a escrita. Desenvolver o raciocínio lógico na resolução de situações-problema. Construir os conceitos de adição, subtração e multiplicação. Identificar as cédulas e moedas que circulam no país reconhecendo seu uso cotidiano, conhecer diferentes tipos de textos como folhetos, embalagens e listas. Observamos que os alunos, além de gostarem de brincar com dinheiro e fazer compras, conseguiram refletir e observar a importância de se organizar para ir ao supermercado, de fazer bom uso do dinheiro e de comprar somente aquilo que era necessário. Demonstraram grande envolvimento desde a coleta de embalagens até o momento da brincadeira. Esta atividade, com a leitura e a escrita das letras e dos números são instrumentos básicos para o ingresso e a participação na sociedade letrada em que vivemos. Os alunos irão descobrir por meio de atividades práticas, de situações cotidianas e do contato com diferentes tipos de textos como é importante e gostoso ler, escrever e contar. Dessa forma, Paulo Freire (1996) afirma que quanto mais o adulto evidencia a ludicidade maior será a chance de conhecer-se como pessoa, saber de suas possibilidades e limitações, pois o adulto que aprende brincando não se torna criança novamente, mas revive e resgata com prazer a alegria de brincar, por isso a importância do lúdico como ferramenta pedagógica essencial para uma prática educativa na formação dos alunos. CONSIDERAÇÕES FINAIS A experiência da observação do estágio da EJA foi um momento de sondagem dentro de um futuro ambiente de trabalho, em que o estagiário se coloca no lugar do professor, é conscientizar tudo o que foi aprendido durante o curso, interligar a teoria com a prática, vivenciar o real sentido de uma sala de aula com um público diferenciado. Durante o período de estágio, notei a importância da educação na vida de um ser humano. Sobretudo o papel do professor na vida do indivíduo que estar voltando ao mundo escolar, voltando a continuidade na maioria das vezes do conhecimento. Pude notar o prazer e o quanto é recompensador fazer parte desse processo mágico e sem fim que é a descoberta. O contato com o ambiente escolar proporciona ao futuro professor, poder traçar estratégias para melhorar a qualidade do ensino EJA, trabalhar na docência é ter espírito de luta e comprometimento. A importância deste estágio da EJA é proporcionar para mim acadêmica deste curso de pedagogia, o contato direto com a sala de aula, a realidade de um pedagogo, e as problemáticas das quais ainda sofre a educação brasileira, mas que é com essas iniciativas como a EJA que temos a possibilidade de preparar cidadãos mais seguros para enfrentarem os desafios desta vida. Embora a prática de estágio tenha sido breve, pude sair da teoria, assim vivenciando a realidade que sem o referido estagio não poderia relatar as mais diversas experiências e sobre tudo o aprendizado que o mesmo me proporcionou, foi uma oportunidade, de como futura educadora, rever conceitos, pensar, analisar e desenvolver possíveis melhorias para a aprendizagem. REFERÊNCIAS DECLARAÇÃO de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. (1994, Salamanca). Brasília: CORDE, 1997 Freire, Paulo. Consciência e história: a práxis educativa de Paulo Freire (antologia). São Paulo: Loyola. 1978. Fundamentos e metodologia da Educação e jovens e adultos /Ana Maria Soek. - 2.ed, Curitiba: Fael, 2007 http://www.cbvj.com.br/categoria/bombeiro-mirim/ HOFFMANN, Jussara. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré- escola à universidade. Porto Alegre: Educação Realidade, 1995. Lei de Bases da Proteção Civil - nº 7 do artigo 50º e Lei n.º 65/2007 - nº 1 do artigo 5º https://www.infoescola.com/educacao/lei-de-diretrizes-e-bases-da-educacao/ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2005. SOARES, M. B. Letramento: um estudo em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. SANTOS, Santa Marli Pires dos. O lúdico na formação do educador. 5 ed. Vozes, Petrópolis,1997. ANEXO A