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História da anestesia 
Paralisar o animal, parar a dor, colocar pra dormir - anestesia 
Dor: experiência sensorial desagradável em resposta a um agente nocivo que agride o tecido. Agente físico, mecânico, energia elétrica, químico. É uma resposta fisiológica porque informa que a há uma lesão ocorrendo no tecido.
Nocicepção: na pele e organismo de forma geral existem receptores sensoriais chamados nociceptores, que são receptores de dor. Processo que envolve a transdução do estímulo doloroso em estímulo neuronal > nocicepção. 
Analgesia: retirar/reduzir/aliviar a dor. 
Tranquilização: tornando o paciente mais calmo e menos responsivo ao ambiente externo. Não deprime o estado de consciência, é apenas uma forma de acalmar; animal ainda sente dor.
Sedação: já representa um estado de depressão do nível de consciência, tranquilização muito intensa. Quanto mais profunda a sedação, mais deprimido o paciente. Paciente acordado, mas com sonolência. Diminuição da sensibilidade dolorosa. Em estímulos intenso o animal sente.
Neuroleptoanalgesia: neuroléptico é um sinônimo utilizado para um grupo de medicamentos que tem ação anti psicóticas, os quais muito deles são tranquilizantes. Há técnicas que combinam um tranquilizante neuroléptico com um analgesico opioide (analgesico mais potente - tipo morfina), quando ocorre essa combinação é chamado de neuroleptoanalgesia, que também pode ser chamado de sedação. 
Hipnose: estado de sono artificial induzido pela anestesia / paciente em anestesia geral
Narcose: grande/profunda depressão do SNC por conta de substância narcótica » nao eh sono artificial
Anestesia: reduzir ou anular a sensibilidade/percepção 
Anestesia local: técnica de dessensibilização mais local / pequena região / só infiltra o tecido de interesse
Anestesia regional: dessensibiliza toda uma região mais abrangente que uma pequena localidade (ex: um braço inteiro) / infiltra um nervo 
Anestesia geral: ato de dessensibilizar o paciente por completo / induz ao estado de sono artificial e o dessensibiliza - relacionado à hipnose 
Anestesia balanceada ou multimodal: combinação de técnicas anestésicas (geral + regional + analgesia) 
Anestesia dissociativa: técnica onde há dissociação do córtex e tálamo; paciente tem redução do nível de consciência e analgesia, mas todos os reflexos protetores são mantidos e exibe rigidez muscular. Paciente fica catatônico e pode manifestar movimentos involuntários. 
Fazer aconselhamento pré operatório, correção de distúrbios prévios são fundamentais pro sucesso da cirurgia 
Deseja-se que o impacto da anestesia na fisiologia seja mínimo 
Cirurgião e anestesista não trabalham sozinhos 
Avaliação pré anestésica: Toda preparação do anestesista antes da cirurgia. Quanto mais se conhece o paciente, mais se estima o risco anestésico
Realizar resenha na avaliação clínica 
Cães braquicefálicos necessitam de cuidados especiais 
Animais mais velhos têm resposta mais intensa aos anestésicos injetáveis
Fêmeas na fase do estro tem tendência a sangramento maior 
Fármacos de uso cardiovascular devem ser suspendidos um dia antes da cirurgia 
Sistema cardiovascular, respiratório e nervoso - sistemas que o anestesista se atenta 
Temperamento impacta na escolha do protocolo de sedação. Mais dóceis utiliza-se menos sedativos e tranquilizantes / mais agitados é necessário investir mais no protocolo de sedação
Animais mais gordos são mais difíceis de manejar e animais caquéticos podem ter hipoproteinemia respondem mais aos anestésicos injetáveis
Quanto maior o grau ASA mais debilitado ele é
ASA I e II são os mais frequentes 
Classificação ASA influência como referência para predizer o risco anestésico
ASA I e II: risco baixo
ASA III: risco baixo, porém maior que os anteriores
ASA IV e V: risco de mortalidade muito elevado 
Maior risco: do momento da anestesia até as primeiras 3h de recuperação, mas há relatos até 48h
Uma morte para cada 2.000 em cães
Exames complementares dependem do que foi encontrado no exame físico e do estado ASA 
Hemograma completo: anemia, hidratação, processo inflamatório, quantidades de plaquetas para coagulação sanguínea
Função renal (uréia e creatinina): excreta de anestésicos / pacientes com distúrbios renal > anestesia pode agravar mais ainda (por conta de hipotensão)
ALT: enzima hepática > bom marcador de lesão hepática / prejudica metabolismo de fármacos que influencia na ação deles 
Albumina: uma parte dos fármacos se liga a albumina / se houver menor quantidade de albumina, mais fármaco livre
Glicemia de jejum: teste de triagem básico para avaliar se paciente tem doença metabólica > diabetes
ECG: determinar arritmias / todos animais independentes de idade podem ter um grau de arritmia > dependendo da forma como anestesia o paciente pode piorar 
Além do estado físico o tipo de cirurgia influência no protocolo 
Em cirurgia oncológica deve-se trabalhar a imunossupressão da anestesia (anestesia imunossuprime)
Jejum: evitar vômito, regurgitação e aspiração. Além de corrosão acida, há presença de bactérias, podendo causar pneumonia 
Bovinos possuem câmaras de fermentação que demoram pra esvaziar 
Roedores de forma geral não precisam de jejum, porque o metabolismo é muito acelerado e tem risco de fazer hipoglicemia e eles não vomitam (não regurgita e não vomita)
Monitorização anestésica
Avaliar e acompanhar profundidade anestésica do pacientes: superficial e possa sentir dor ou plano anestésico profundo que pode comprometer funções importantes
Normal que pacientes anestesiados sofram diminuição de t°
Depressão cardiopulmonar é o que muitas vezes leva o paciente a óbito
Sinais clínicos e físicos que dão indício de quão profunda ou superficial é a anestesia 
Quanto mais profunda a anestesia geral maior a depressão do SNC 
Estágio I: transição entre o momento em que o paciente está acordado e início da hipnose
Estágio II: começando a ficar inconsciente, mas começa a emitir movimento dos membros, vocalização (indesejável, sempre trabalhar protocolo a fim de pulá-la)
Estágio III: estágio adequado, onde se deve chegar > dividida em 4 planos
Manter entre o segundo e terceiro plano do terceiro estágio (plano anestésico ideal)
Procedimiento menos invasivo: Plano 2
Procedimento mais traumático: Plano 3
Quanto mais profundo maior a alteração fisiológica
Protocolos geralmente fazem passar direito do estágio I para o III
Avaliar posição do globo ocular, reflexo palpebral (pisca ao pressionar pálpebra) , diâmetro pupilar (midríase, miose), reflexo pupilar (à luz), reflexo corneal (paciente pisca quando toca a córnea), tônus mandibular (grau de relaxamento da mandíbula \u2013 plano adequado fica relaxado), reflexo motor (sentiu dor mexe o membro), resposta fisiológica (sentiu dor alguma variável fisiológica aumenta) 
Pulso não palpável em femoral pode ser indicador de pressão baixa
Perfusão pode ser analisada no TPC; oximetria de pulso também 
Oximetria: análise que diz qual o grau de saturação de oxigênio no sangue arterial 
ECG > mais utilizado > registro de superfície da atividade elétrica do coração > somatória da atividade elétrica de todas as células de um determinado grupo do miocárdio ao longo do tempo 
Onda P, QRS, T
Onda P: despolarização atrial / sístole atrial
Complexo QRS: despolarização ventricular / sístole ventricular
Onda T: repolarização ventricular / diástole ventricular 
Bipolar: com eletrodo positivo e negativo 
ECG clínico tem 6 derivações e cada uma consegue-se observar cada um dos complexos, porém com características diferentes. aVF: onda P e QRS negativos
Diferente do ECG diagnóstico: em papel milimetrado e contém mais informações e dados da eletrofisiologia do paciente 
 ECG clínico: identificar se todos os complexos estão presentes e se há alguma arritmia
Assistolia: parada cardíaca propriamente dita 
Ritmo sinusal: desejado / onda P, complexo QRS (normalmente positivos) e onde T e o intervalo entre cada complexo é regular. 
Bradicardia sinusal: complexos normais em baixa frequência