Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

0 
 
 
 
Curso Superior de Pedagogia 
 
 
 
 
 
 
Claudinéia Aparecida Pereira Martineli RA: 1801527 
Cristiane Aparecida Ferrarezi Ascencio RA: 1803975 
Elaine Cristina dos Santos Felipe RA: 1804157 
Fernanda Neves RA: 1808758 
Flávia Martins Valentim RA: 1804025 
Joyce Gleyce Maziero RA: 1809836 
Robson Eduardo Galloppi RA: 1810538 
 
 
 
 
 
 
O uso dos TIC’S como mediador na aprendizagem de Matemática e 
Socialização 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Taquaritinga/SP. 
2018
1 
 
 
 
 
 
 
 
 
O uso dos TIC’S como mediador na aprendizagem de Matemática e 
Socialização. 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Final - apresentado na disciplina de 
Projeto Integrador para o curso de Licenciatura em 
Pedagogia Fundação Universidade Virtual do 
Estado de São Paulo (UNIVESP). 
Tutor: Renato Crioni 
 
 
 
 
Taquaritinga/SP. 
2018 
 
 
 
 
FELIPE, Elaine Cristina dos Santos; NEVES, Fernanda; VALENTIM, Flávia Martins; 
MAZIERO, Joyce Gleyce; ASCENCIO, Cristiane Ap. Ferrarezi; MARTINELI, Claudinéia Ap. 
Pereira; GALLOPPI, Robson Eduardo O uso dos TIC’S como mediador na aprendizagem de 
Matemática e Socialização. Relatório (Licenciatura em Pedagogia) – Universidade Virtual do 
Estado de São Paulo.Tutor: Renato Crioni. Polo Taquaritinga, 2018. 
2 
 
 
RESUMO 
 
As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) são apresentadas nesse trabalho como 
instrumento mediador entre as trocas de saberes que envolvem professor e alunos, promovendo o 
desenvolvimento cognitivo, afetivo e social dos sujeitos envolvidos. Buscando reconhecer os 
problemas referentes quanto à falta de infraestrutura e socialização de determinados alunos, foi 
realizado pesquisa a campo na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB “Prof ª Josefina M. M. 
Pinsetta) onde, foi possível produzir os dados necessários para atingir os objetivos desse trabalho. 
Desse modo, o presente trabalho tem como objetivo investigar o uso da tecnologia móvel, no caso em 
questão o celular, utilizando aplicativo didático como mecanismo de intervenção, quanto às 
dificuldades referentes à disciplina de matemática, mais especificamente a multiplicação. A 
metodologia utilizada tomou como referência abordagem bibliográfica: artigos, teses e revista em sites 
bem como a aplicação de questionários e entrevistas informal. 
 
Palavras- Chave: Tecnologia. Matemática, celular. 
 
3 
 
 
ABSTRACT 
 
Information and Communication Technologies (ICT) are presented in this work as a 
mediator between the exchange of knowledge involving teachers and students, promoting the 
cognitive, affective and social development of the subjects involved. In order to recognize the 
problems related to the lack of infrastructure and socialization of certain students, field research 
was carried out at the Municipal School of Basic Education (EMEB), where it was possible to 
produce the necessary data to achieve the objectives of this work . Thus, the present work aims to 
investigate the use of mobile technology, in the case in question the cell phone, using didactic 
application as an intervention mechanism, regarding difficulties related to the mathematics 
discipline, more specifically multiplication. The methodology used took as reference the 
bibliographical approach: articles, theses and magazine on websites as well as the application of 
informal questionnaires and interviews. 
 
Keys Words: Technology. Mathematics, cellular 
 
4 
 
 
SUMÁRIO 
RESUMO ............................................................................................................................. 2 
ABSTRACT ........................................................................................................................ 3 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 5 
1.1 Problemas e Objetivos ........................................................................................................... 6 
1.2 Justificativa ................................................................................................................................ 6 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................ 7 
2.1 História do uso da tecnologia ............................................................................................. 7 
2.2 O uso da tecnologia no aprendizado da matemática ................................................. 9 
2.2.1 O papel do professor: Socialização X Alunos ....................................................... 11 
3 MATERIAL E MÉTODOS EMPREGADOS ............................................................ 14 
4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS OBTIDOS ................................... 14 
4.1 Diagnóstico da realidade escolar ................................................................................... 14 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 18 
REFERÊNCIAS ................................................................................................................ 20 
APÊNDICE ........................................................................................................................ 23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
Vivemos em uma sociedade bastante complexa, onde as oportunidades não são as mesmas 
para todos. As pessoas que possuem dificuldades de aprendizagem, encontram ainda mais 
dificuldades para adaptação e, acabam por vezes, conduzidas ao fracasso escolar, e mais adiante, 
profissional. Atualmente, a escola tem inúmeros desafios para ter um processo de aprendizagem 
que seja eficaz para todos os alunos. Entre eles, está o entendimento das diferenças, que resulta de 
uma grande diversidade de dificuldades de aprendizagem. 
Nesse sentido, 
O movimento mundial pela inclusão é uma ação política, cultural, social e 
pedagógica, desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, 
aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva 
constituiu um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, 
que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, e que avança em relação 
à ideia de equidade formal, ao contextualizar as circunstâncias, históricas da produção da 
exclusão dentro e fora da escola. (MEC, 2008. p. 5). 
 Estudos mostram que a matéria mais detestada entre os adultos é a matemática, o que faz 
com que professores tenham que buscar outras ferramentas para auxiliar nesse aprendizado, e uma 
delas é a tecnologia de computadores, dispositivos móveis, ou seja, a mídia digital como um todo. 
Fazer uso da tecnologia na educação se tornou uma necessidade reconhecida por todo profissional 
do ensino. Com a nova geração, em um mundo dominado pela tecnologia, se torna difícil imaginar 
resistência por parte dos alunos na sua implementação. 
O professor nos dias atuais, diante da evolução tecnológica não pode ser visto mais 
simplesmente como educador, mas sim, como mediador no processo de conduzir o sujeito a 
reflexão proporcionando estímulos diferenciados quanto à escrita, leitura, raciocínio lógico, 
curiosidade, autonomia além da troca de experiências. A internet é capaz de facilitar esse processo 
de mediação, pois, apresenta inesgotáveis fontes de pesquisas. 
De acordo com Moran, 
A distância hoje não é principalmente a geográfica, mas a econômica (ricos e pobres) a 
cultural (acesso efetivo pela educação continuada), a ideologia (diferentes formas de 
pensar e sentir), e a tecnologia (acesso e domínio ou não das tecnologias de comunicação).Uma das expressões claras de democratização digital se manifesta na possiblidade de 
acesso à internet e em dominar o instrumento teórico para explorar as suas 
potencialidades. (MORAN, 1997, p.146). 
Desse modo o presente trabalho reporta-se ao estudo de caso feito na escola EMEB “Prof ª 
Josefina M. M. Pinseta, explanando sobre a problematização existente no local tendo como objetivo 
por meio da tecnologia móvel minimizar as dificuldades, obstáculos e impedimentos e melhorar o 
6 
 
 
desenvolvimento cognitivo, social e afetivo dos envolvido na pesquisa em questão. Para tanto se 
fez uso de abordagens bibliográficas através de sites disponível na internet, questionários, 
entrevistas informais e avaliação. Todo esse material seguem em anexo no final desse relatório. 
1.1 Problemas e Objetivos 
Após observação empírica, a problemática do presente trabalho se caracteriza sob a ótica de 
duas questões: A escola EMEB “Prof ª Josefina M. M. Pinseta não possui infraestrutura adequada 
para implantação das TIC’S mídia como metodologia alternativa de aprendizado, comprometendo 
assim, o interesse do aluno no recurso apresentado. A sala de aula numerosa, conta com alunos que 
apresentam dificuldade no desenvolvimento cognitivo e social, inclusive na disciplina de 
matemática, entre eles um aluno com Síndrome de Down. 
Pode-se assim dizer que, após a coleta, análise e interpretação dos dados obtidos, tem-se como 
objetivo geral explanar sobre fundamentação teórica relacionada ao tema proposto bem como, 
mostrar que, mesmo pertencendo a uma escola de periferia, é possível fazer a diferença na vida de 
crianças que se sentem excluídas por não conseguir assimilar os conteúdos ministrados na 
disciplina de matemática. Para isso, foi utilizado como auxílio a tecnologia móvel (celular) com 
aplicativo educativo voltado para a dinâmica da multiplicação. 
1.2 Justificativa 
Tem-se muito falado sobre a inclusão social onde todos os sujeitos têm direito de aprender 
e ter no mínimo condições básicas para que se desenvolva domínio da leitura, da escrita e do 
cálculo. 
Nesse sentido a Lei de Diretrizes e Bases 9.394/1966 (LDB) diz em seu Art. 32. 
 
O ensino fundamental, com duração mínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola 
pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: I – o desenvolvimento 
da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da 
escrita e do cálculo; II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, 
da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III – o 
desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de 
conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV – o fortalecimento dos 
vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que 
se assenta a vida social. (Lei Nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996, Art. 32°) 
 
7 
 
 
A mesma Lei em seu inciso II faz menção à tecnologia, algo que nos dias atuais se torna 
cada vez mais necessário e visível para o desenvolvimento cognitivo afetivo e social da criança. 
O presente trabalho traz como estudo de caso a dificuldade de um aluno do 3º ano do ensino 
fundamental quanto ao aprendizado de tabuada processo de multiplicação e convívio sócio afetivo 
com os demais colegas. 
Desse modo, justifica-se a escolha do tema e os objetivos a serem alcançados, ou seja, tentar 
minimizar o déficit do aprendizado desse aluno por meio da mídia e com isso promover a 
socialização em sala de aula. 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
2.1 História do uso da tecnologia 
Com a evolução do homem através do tempo, procurou-se desenvolver técnicas que 
facilitasse sua vida, e um dos principais pontos para essa mudança da vida em sociedade é a 
comunicação. Através dela que nos tornamos sujeitos capazes, e nesse processo de evolução, se 
inventou muito, o que nos levou a chegar à era da comunicação tecnológica. Mas todo esse processo 
passou por muitas fases que acabaram se tornando de grande importância para toda sociedade. 
No século XX, entre os anos de 1940 e 1970, inicia-se uma era de desenvolvimento da 
última geração de avanços tecnológico, em que através da técnica de imprimir ilustrações, se torna 
possível transmitirem informações aos indivíduos, que por sua grande expansão se torna cada vez 
mais acessível a um maior número de pessoas. Esse novo meio de comunicação, a escrita em papel, 
passa a alterar o modo das pessoas viverem, pois tem maior influência sobre o modo de pensar de 
uma sociedade. ( GUILHERME, 2015). 
Ainda na década de 1940 temos outra evolução tecnológica importante, foi à invenção do 
telefone celular; embora no Brasil só tenha sido lançada no ano de 1990. Desde a sua invenção, a 
finalidade foi facilitar a comunicação entre pessoas que estavam distantes, tornando-se assim 
possível a comunicação com familiares distantes e, também, solucionar problemas sem que 
houvesse a necessidade de ir até o local. 
Tratando-se de desenvolvimento, em 1971 surge o primeiro microcomputador, e então o 
homem não teve mais limites em sua evolução, e a cada dia busca inovar. Atualmente, além de 
8 
 
 
computadores portáteis, temos também, computadores de mão, e eles não tem mais somente a 
função de calcular como era no início de sua criação, mas inúmeras e variadas funções. 
Junto à evolução dos computadores, temos a internet, que nem sempre foi como 
conhecemos hoje. Ela foi desenvolvida no ano de 1969, tendo como objetivo, auxiliar os militares 
durante o período da Guerra Fria, na comunicação entre as bases militares dos Estados Unidos. 
Com o fim da guerra, esse sistema de comunicação tornou se desnecessário aos militares, que 
decidiram tornar acessível às pessoas. 
Então, em 1990, temos a popularização da internet, que vem evoluindo até os dias atuais, 
se tornando indispensável para nossa vida. Estar conectado à rede mundial de computadores 
tornou-se uma fonte de conhecimento, interatividade e principalmente comunicação. (LINS, 2017) 
As novas tecnologias da informação e comunicação são o resultado da fusão de três 
técnicas: a informática, as telecomunicações e as mídias eletrônicas. Elas criaram um encantamento 
na educação, pois proporcionam ter em mãos o que antes estava a quilômetros de distância. 
(GUILHERME, 2015). 
Atualmente a tecnologia se tornou tão evoluída, que o celular, antes usado somente para a 
comunicação oral, é usado para enviar mensagens, tirar fotos, ouvir músicas e até mesmo como 
despertador, mas não para por aí. Nos últimos anos, tem ganhado recursos, até então, não 
disponíveis para aparelhos portáteis, como GPS e videoconferências, e recursos que vão desde ler 
e-book (livro eletrônico) a usar remotamente um computador qualquer, quando devidamente 
configurado. 
Todas essas ferramentas digitais apresentam uma grande lista de oportunidades, e a 
sociedade passa por um período onde todos tem acesso à cursos não presenciais, materiais 
pedagógicos virtuais, interação por teleconferência, fatores que tornam possível a universalização 
do ensino superior, que é um fator de grande importância para o desenvolvimento de qualquer 
sociedade. 
O fato de a internet levar as pessoas a ler e a usar mais a escrita, tem desenvolvido uma 
habilidade na criação de formas específicas de lidar com a língua. Comparado com as gerações 
passadas, o aparecimento da internet tem possibilitado aos jovens um contato com várias 
manifestações de linguagem, visto que são milhões de usuários navegando vinte quatro horas por 
dia. 
Lévy (1993) diz a esse respeito: 
9 
 
 
As ‘chamadas tecnologias da inteligência’, construções internalizadas nos espaços da 
memória das pessoas e que foram criadas pelos homens para avançar no conhecimento e 
aprender mais, vem ressaltando a linguagemoral, a escrita e a linguagem digital (dos 
computadores são exemplos paradigmáticos desse tipo de tecnologia. (CAMPOS, 2006, 
p.35) 
As TIC´s tem desempenhado um papel importante na comunicação, pois através dessa 
ferramenta a comunicação flui sem que ajam barreiras. 
2.2 O uso da tecnologia no aprendizado da matemática 
Antes de chegar à escola a criança passa por processos de educação importantes como o 
familiar e o da mídia eletrônica e neste ambiente vão desenvolvendo suas conexões cerebrais, 
roteiros mentais, emocionais e linguagem. A criança aprende a informar-se, a conhecer os outros, 
o mundo e a si mesma. Uma das formas é utilizando as mídias e os meios de comunicação como 
ferramentas pedagógicas. Como escreve Vandeverde: 
“Ensinar tem um sentido muito próximo de comunicar”. Inserindo novas formas de 
aprendizado às atividades pedagógicas, fará com que os alunos, mais do que memorizar 
conteúdos, aprendam a aprender. Vandeverde (apud PERAYA, 1997) 
 
O ensino da Matemática para os alunos com deficiência intelectual, tem sido uma das 
maiores dificuldades, pois estes não conseguiam adquirir as noções básicas para a aprendizagem 
desta disciplina devido às limitações próprias da deficiência e de poucas experiências vivenciadas, 
tendo consequentemente dificuldades para efetuar as necessárias construções lógicas. Muito se 
tem ouvido falar sobre a inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais ao ensino 
regular, mas sabe-se que existem muitas dificuldades em relação a esta inclusão educacional. Deve-
se levar em conta que cada ser é individual com suas necessidades e dificuldades de aprendizagem, 
por isto, deve-se respeitar o ritmo e as formas de aprendizagem de cada um. Espera-se que a escola, 
ao abrir a porta para tais alunos, informe-se e oriente-se para proporcionar instrumentos adequados 
para que o aluno encontre um ambiente adequado, sem discriminações e que lhe proporcione o 
maior e melhor aprendizado possível. 
As práticas educativas para alunos com déficit intelectual estão intimamente ligadas à 
cultura escolar na qual se organizam de modo que, ao se analisar determinado currículo, pode se 
verificar não só os conteúdos que são vistos como importantes naquele grupo cultural, como 
também são priorizados alguns conteúdos em detrimento de outros. Pode-se concluir que 
historicamente os critérios de escolha, que guiaram os professores, se deram pela leitura etiológica 
da deficiência. Confirma-se com isso que o conhecimento é desigualmente distribuído no ensino 
10 
 
 
especial. Importante destacar, na política de inclusão, o conceito de flexibilização ou adaptação do 
currículo. Para Mantoan, as adaptações curriculares funcionam como reguladores externos de 
aprendizagem e precisam ser revistas. A autora aponta que: 
“[...] ao invés de adaptar e individualizar/diferenciar o ensino para alguns, a 
escola precisa recriar suas práticas; mudar concepções, rever seu papel, sempre 
reconhecendo e valorizando as diferenças” (MANTOAN, 2007, p.17). 
A matemática ensinada para o aluno deficiente intelectual é a mesma ensinada para 
qualquer aluno, o que difere, no entanto, são os recursos de acessibilidade que esses alunos 
necessitarão para ter acesso a esta área do conhecimento, conforme sua limitação cognitiva. Assim, 
na tentativa de tirar o aluno com deficiência intelectual de uma condição passiva diante do 
conhecimento, buscamos introduzir a tabuada durante o nossas visitas a escola, tendo este 
instrumento como recurso facilitador da aprendizagem. 
Nesse processo, destaca-se a importância da valorização das diferenças individuais, pois 
cada aluno precisa ser respeitado no seu tempo de aprendizagem e na sua forma singular de 
aprender. Além disso, diferentes ideias, opiniões, níveis de compreensão, que enriquecem o 
processo escolar, podem contribuir para o entendimento dos alunos e dos professores numa 
interação que favoreça a todos. Importante pontuar que os alunos com deficiência intelectual têm 
mais dificuldade para aprenderem com aulas expositivas e precisam ser engajados, segundo 
Oliveira, “[...] em situações desafiantes, num processo particular de descoberta [...]” (OLIVEIRA, 
2006, p. 23) 
Embora trabalhe a partir do currículo, neste caso, não é trabalhar os conteúdos, mas 
estimular, 
[...] o desenvolvimento dos processos mentais: atenção, percepção, memória, raciocínio, 
imaginação, criatividade, linguagem, que mobilize o aluno para a aprendizagem, 
fortalecendo sua autonomia para decidir, opinar, escolher e tomar iniciativas, a partir de 
suas necessidades e motivações e propiciar a interação dos alunos em ambientes sociais, 
valorizando as diferenças e a não discriminação (ALVES; GOTTI, 2006, p. 270). 
Mais do que conhecer as dificuldades dos alunos é preciso planejar a partir delas, ou seja, 
para alunos com dificuldade mais acentuada no raciocínio lógico, atividades desafiantes a partir da 
resolução de problemas; para alunos com dificuldade na comunicação, a oferta de atividades 
constantes que promovam a linguagem e a expressão, utilizando atividades dinâmicas, estimulando 
a expressão verbal dos alunos, bem como, situações dinâmicas, desafiadoras, prazerosas e lúdicas, 
através de jogos, brincadeiras, músicas, danças, dramatizações, que consiga desenvolver toda a 
dificuldade social dos alunos. 
11 
 
 
 
Segundo a Unesco, 
As tecnologias móveis estão em constante evolução: a diversidade de aparelhos 
atualmente no mercado é imensa, e inclui, em linhas gerais, telefones celulares, tablets, 
leitores de livros digitais (e-readers), aparelhos portáteis de áudio e consoles manuais de 
videogames. (UNESCO, 2014, p. 8). 
De acordo com a fonte supracitada, os celulares se enquadram como uma das tecnologias 
móvel mais adquirida entre as pessoas à medida que o preço do mesmo vem diminuindo, inclusive 
a inserção desse aparelho é bastante pertinente nas áreas mais abastadas. 
Existem vários projetos que relatam os benefícios quanto ao uso das tecnologias móveis no 
sentido de expandir o alcance e a equidade na educação. Como exemplo, para erradicar o 
analfabetismo, o Governo da Colômbia fornece aparelhos móveis baratos equipados com 
programas educacionais, a 250 mil pessoas. (UNESCO, 2014). 
Vários aplicativos matemáticos disponíveis para smartphones, bem como para aparelhos 
móveis básicos, mostram aos estudantes, passo a passo, como resolver corretamente 
questões que possam estar erradas. Essa funcionalidade contribui para assegurar que as 
avaliações sejam usadas para o progresso da aprendizagem, e não simplesmente para 
classificar, premiar ou punir o desempenho. (UNESCO, 2014, p.15). 
Com todos os avanços, existe a necessidade de adequação, de abertura para o novo, a fim 
de tornar as aulas mais atraentes, participativas e eficientes, mesmo para aqueles que possuem 
dificuldades e déficits. A ideia não é abandonar o quadro negro, mas usar das novas tecnologias 
em sala de aula. 
2.2.1 O papel do professor: Socialização X Alunos 
No decorrer da infância, toda criança passa por um período de desenvolvimento de sua 
afetividade que tem suma importância durante a sua vida adulta. Tanto a família como os 
professores durante esta fase exerce um papel essencial no desenvolvimento afetivo, assim como 
na sua socialização, por que são eles, no perfil de sujeitos experientes, que coordenam o processo 
de aprendizagem. É corriqueiramente comum quando crianças proferirmos que queremos ser 
professor quando crescer, este desejo está relacionado ao fato de a criança passar cerca de quatro 
horas do seu dia no convívio escolar e refletir o professor como seu espelho. Esta relação professor-
aluno está visivelmente enquadrado no aspecto do cotidiano escolar, trata-se de um processo pelo 
qual professores e alunos estabelecem interações que podem ou não favorecer o processoensino-
aprendizagem. Estes comportamentos estabelecem pontes que permeia durante a vida escolar. 
12 
 
 
Partindo desde cenário, tanto os professores quanto os alunos exercem relações que estão 
ligadas com o saber, que envolvem outras pessoas e a si próprios, os comportamentos não aparecem 
em formas isoladas de relações sociais, mas sim, são um produto do resultado de uma socialização. 
Através desta socialização torna-se possível apontar o fracasso ou o sucesso escolar. Este fator 
unido ao resultado de uma maior ou menor contradição das formas de relação social, onde, a criança 
esteve condicionada dentro e fora da escola. Essas realidades encarnadas em seres sociais concretos 
que podem determinar a maneira pela qual seus esquemas de pensamentos podem reagir quando 
funcionam em formas escolares de relações sociais. De certo modo, pode-se dizer que, os casos de 
fracasso escolar são casos de “solidão dos alunos no universo escolar”. De acordo com o psicólogo 
Flavio Aparecido de Almeida, em seu artigo “A Dificuldade de Aprendizagem e a Ação Docente”: 
A aprendizagem é um processo que está vinculado à forma de interagir do indivíduo com 
o meio sociocultural em que vive, ou seja, onde ela passa a se relacionar, a trocar, interagir 
com o outro construindo a aprendizagem. Várias são as causas que podem determinar o 
comprometimento do aprendizado, dentre elas: inadequação pedagógica, inadaptação ao 
método de ensino, inadequação familiar, doenças agudas ou crônicas. 
De acordo com Ciasca (2003, p. 41): 
As dificuldades de aprendizagem são aquelas experimentadas por todos os indivíduos em 
alguma matéria e/ou algum momento de sua vida escolar. Os fatores causadores dessas 
dificuldades estão relacionados a aspectos evolutivos ou são recorrentes de problemas na 
proposta pedagógica, de padrões de exigência da escola, da falta de assiduidade do aluno 
e de conflitos familiares eventuais. 
Para o entendimento da evolução do individuo, Vygotsky utiliza-se de sistemas simbólicos 
(signos e instrumentos), zona de desenvolvimento proximal, desenvolvimento e aprendizado. 
(SILVA; PORTO; MEDEIROS, 2017). 
“Para Vygotsky o desenvolvimento cognitivo real do indivíduo é observado quando da 
capacidade de resolução de problemas independente do seu nível de desenvolvimento potencial.” 
(SILVA; PORTO; MEDEIROS, 2017, p. 87). 
Segundo Vygotsky o desenvolvimento humano ocorre por meio da inserção social e cultural 
tendo como mediador os instrumentos e símbolos, onde as crianças se adaptam de forma 
espontânea a esse contexto, por serem interativos natos. (OLIVEIRA; SERAFIM). 
O indivíduo que se encontra na zona de desenvolvimento proximal (ZDP) apresenta como 
grau de desenvolvimento mental o não amadurecimento biológico por completo da mente, daí a 
necessidade de interagir com o ambiente e os fatores externos metodologias diferentes como 
mecanismo propulsor para o aprendizado e socialização. 
13 
 
 
Desse modo, a mídia nesse trabalho é o instrumento a ser utilizado como processo mediador 
para o desenvolvimento cognitivo e social dos alunos, confirmando a teoria sócio-histório-cultural 
de Vygotsky que, expõe a adaptação ao novo, como símbolo da evolução humana nas faculdades 
cognitivas psicológicas superiores e na formação social da mente. A parte afetiva, cognitiva, 
evolutiva e cidadã dependem do amadurecimento biológico de cada um, como também a relação 
entre a teoria-prática que os indivíduos vão estar expostos ao longo de suas vidas social e cultural. 
(OLIVEIRA; SERAFIM) 
Com o intuito de melhorar o aprendizado e “prender a atenção” de todas as crianças, foi 
criado um auxilio através de mídia que de uma maneira dinâmica e objetiva consegue transmitir 
conhecimentos divertidos a todas as crianças. Em uma amostragem realizada em sala de aula o 
experimento mostrou que todos os alunos, inclusive aqueles com a participação quase zero dentro 
de sala de aula poderam melhorar seu raciocínio logico. 
A Educação Matemática, atualmente, tem desenvolvido pesquisas que possibilitam ao 
professor que atua diretamente na sala de aula uma variedade de métodos que despertam no aluno 
o desejo de aprender. 
A evolução do conhecimento da humanidade é dependente do pensamento, e este 
impulsionado pela resolução de problemas do cotidiano, portanto, o ensino da matemática deve 
estar vinculado com a vida. 
Entre os diversos meios para a educação matemática dispostos nos documentos legais, a 
exemplo o PNAIC (Plano Nacional de Alfabetização na Idade Certa, 2014) voltado para 
matemática, pode-se resumir ao fato de que tudo que se aprende na escola deve ser posto em prática 
no dia-a-dia do aluno, para compreensão particular dos conceitos matemáticos e servir para 
prosseguimento dos estudos - eis a base que deve ser observada em todos os campos da educação 
de qualidade, em todas as áreas. Através do uso das tecnologias em sala de aula é perfeitamente 
possível ampliar a curiosidade dos alunos, favorecendo assim, o aprendizado através do 
aperfeiçoamento do uso destas técnicas como ferramentas. Atualmente, todos estamos submersos 
em recursos tecnológicos, e o papel do professor tem que ser aperfeiçoado seguindo as exigências 
atuais do mundo globalizado, acompanhando o avanço da sociedade. Para atender às perspectivas 
atuais é preciso que o professor se reorganize, planeje, estude sempre para poder oferecer educação 
de qualidade aos seus alunos. Nos anos iniciais do ensino fundamental e na educação infantil o 
aprender brincando, o aprender a fazer fazendo é muito relevante em função da faixa etária, 
14 
 
 
contribuindo para a proximidade da criança com os saberes matemáticos, favorecendo o 
aprofundamento que se segue. Assim como a alfabetização das letras, a alfabetização matemática 
é a base para os estudos posteriores na área, daí a importância de se repensar os caminhos a serem 
percorridos. 
3 MATERIAL E MÉTODOS EMPREGADOS 
A abordagem metodológica foi realizada por meio de pesquisa bibliográfica em: artigos, 
monofrafia, teses, revistas e leis disponibilizados via internet. Os dados foram coletados com a 
realização da pesquisa a campo, por meio de entrevista, avaliação e questionários respondidos pela 
professora da sala e pelos alunos envolvidos na problemática. Toda esse material utilizado para a 
realização do trabalho bem como fotos tirada do local seguem em anexo no final do projeto. 
4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS OBTIDOS 
4.1 Diagnóstico da realidade escolar 
A escola EMEB “Profª Josefina Mantese Morselli Pinsetta fica localizada na cidade de 
Taquaritinga/SP situada à rua João Antônio de Oliveira nº 21 – Conjunto Habitacional Rosa 
Bedran. 
Possui 400 alunos matriculados, os quais correspondem à educação infantil e anos iniciais 
do ensino fundamental. 
O quadro de funcionário é composto por 1 diretor, 1 vice diretor, 1 coordenador pedagógico 
e 1 secretário (administração). Serviços gerais incluem 4 funcionários e 2 inspetores de alunos. 
Quanto a infraestrutura a escola possui: 
 Alimentação escolar; 
 Água filtrada; 
 Energia e esgoto da rede pública; 
 9 salas de aulas; 
 Sala de diretoria; 
 Sala de professores; 
 Cozinha; 
15 
 
 
 Banheiro dentro e fora do prédio e para alunos com deficiência ou mobilidade 
reduzida; 
 Refeitório; 
 Sala para leitura; 
 Sala de computação; 
 Pátio coberto e área verde. 
Quanto aos equipamentos eletrônicos apresenta: TV, Computadores administrativos, 
computadores para os alunos, data show, caixa de som, cabo HDMI, impressora e rede de wi-fi. 
Todos esses dados coletados só foram possíveis por meio da colaboração da direção e funcionários 
da escola. 
Apesar da instiuição posssuir toda essa infraestrutura relatada acima, nem tudo funciona 
como deveria. Segundo a professora da sala, a qual podemos praticar oobjetivo do nosso trabalho 
e conforme pudemos comprovar, o local de informática realmente existe mas está desativado por 
problemas de infiltração, quando chove inunda e fica insalubre para se ministrar aulas. Com isso 
os computadores existentes ali foram recolhidos pela prefeitura local, restando somente dois que 
funcionam, porém funcionam quando o sinal do wi-fi chega até a sala. 
Diante desse quadro as professoras até tentam ministrar algo diferente, mas segundo elas, 
as crianças ficam inquietas e sem paciência por conta da demora quanto ao acesso da internet local. 
Às vezes para não cair na mesmice trazem de casa vídeos baixado em pen drive para tentar conectar 
a TV local. 
Há inclusão na escola mas, se assim pode-se dizer uma inclusão incompleta pois, têm salas 
com crianças com autismo, síndrome de dawon, dificuldade de assimilação relativo ao conteúdo e 
deficiente físico, mas infelizmente não possuem professores capacitados para dedicar-se 
exclusivamente ao desenvolvimento sócio cognitivo dessas crianças. 
Essa é a realidade geral da escola quanto ao uso da tecnologia e inclusão. 
Após tomarmos ciência e consciência dessa realidade, escolhemos a sala da professora 
Aline, 3º ano do ensino fundamental período matutino. É composta por vinte alunos, tendo uma 
diversidade imensa, alunos que só sabem copiar da lousa, outros que leêm mas não sabem 
interpretar, outros que dominam a escrita e as quatro operações de matemática, uma aluna com SD 
– Síndrome de Dawon e um aluno que apresenta todas essas dificuldades juntas, mais a falta de 
socialização. 
16 
 
 
Para melhor situar o leitor, nos primeiros dias cada integrante do grupo ficou responsável 
por observar a sala de um modo geral, três dias foram o suficiente para sermos acolhidos por todos 
e principalmente pelas crianças. 
Com a permissão da professora no quarto dia, aplicamos uma avaliação para termos noção 
da dificuldade da sala como um todo. Conforme orientação da professora pudemos realmente 
constatar que apesar das dificuldades quanto a escrita, leitura e interpretação o maior problema era 
as aulas de matemática, ou seja, a bendita tabuada. 
No dia da avaliação aplicada pelo nosso grupo um aluno se recusou a fazer, abaixou a 
cabeça na quarteira e começou a chorar. Tentamos convecê-lo de toda maneira, explicando o 
porque daquela avaliação mas não teve jeito. 
João Gabriel “filho das drogas”, assim identificado as crianças que apresentam o mesmo 
perfíl que ele, além de ter o desenvolvimento cognitivo prejudicado em relação aos demais alunos, 
apresenta uma grande difiuldade de estabelecer convívio social com a professora, colegas de sala 
e da escola como um todo. 
Após corrigirmos as avaliações composta por exercício de multiplicação e interpretação, 
escolhemos as crianças com maior margem de erros como mostra o grafico elaborado abaixo: 
 
Figura 1 - Gráfico de acertos dos alunos na avaliação diagnóstica 
Todavia começamos a perguntar se essas crianças queriam participar da nossa pesquisa e 
que, como apresentaram dificuldade em aprender a tabuada de maneira convencioanal, iriámos 
fazê-los assitir vídeos explicativos e logo depois por meio de aplicativos no computador iriam 
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
ACERTOS
17 
 
 
treinar tabuada e multiplicação. Nisso, João Gabriel que até então não se manifestava, levantou da 
carteira e disse que queria participar. Falamos a ele que somente poderia participar se ele fizesse a 
avaliação como os demais fizeram. Concordou porém, fez somente um exercício e incompleto. 
Nos dias seguintes, levamos as crianças até a sala de leitura onde colocaram os dois 
computadores que restaram na escola, conseguimos fazer com que assitissem um vídeo, mas na 
hora de baixar o aplicativo no computador a internet caiu ficando impossível o uso do mesmo. 
Perante essa situação decidimos baixar o aplicativo no celular e colocar nossa dinâmica em 
prática na própria sala de aula. Esperamos o término do conteúdo ministrado pela professora e 
colocamos as crianças em volta de duas carteiras e o celular no meio. 
A princípio,cogitamos que não poderia dar certo um celular para cinco crianças, mas para 
nossa surpresa, o nosso querido João Gabriel tomou posse do celular do aplicativo como se fizesse 
isso todos os dias. Os colegas que antes o criticavam por vir à escola e não fazer nada além de 
brigar e chorar, ficaram abismados com a facilidade que manuseia o aparelho e o aplicativo sendo 
que, não precisamos nem explicar como funcionava. Aprendeu um pouco de tabuada, e para nossa 
surpresa pediu um folha para montar as multiplicações depois de ter resolvido e passado de fase no 
joguinho interativo, socializou o celular com os colegas sem maiores problemas. 
Durante essa experiência, a professora exerceu o papel de orientadora, pormenorizando as 
características e dificuldade de cada criança, o que se concretizou durante os dias que participamos 
das aulas, especificamente de matemática. A atividade aplicada, teve o intuito de fazer com que 
essas crianças entendesse de maneira diferente e simples a dinâmica da multiplicação 
Como análise e disculssão dos resulatdos obtidos após nossa intervensão, pode-se concluir 
que apesar do pouco tempo de desenvolvimento da pesquisa in loco, apropriar-se da prática do uso 
da tecnologia, no caso em questão o celular, alunos e professores tornam-se atores colaborativos 
no processo de ensino e aprendizagem. 
Portanto o uso de celular de maneira consciente, permite a construção e circulação de 
informação, uma vez que o mundo está totalmente digitalizado. Existem mais de 80 mil aplicativos 
educativos gratuitos, sendo a Tecnologia de Informação e Comunicação mais interativa do mundo. 
(SILVA; PORTO; MEDEIROS, 2017). 
A teoria de Vygostky, vem de encontro com nossa experiência vivenciada com o aluno João 
Gabriel, quanto ao uso dos instrumentos e símbolos em relação ao desenvolvimento cognitivo do 
sujeito. 
18 
 
 
Todas essas questões foram expostas à direção da escola, onde tivemos acesso ao PPP - 
Projeto Político Pedagógico da escola o qual não consta nada relativo a implantação do uso dos 
TIC’S. Segundo a diretora, a gestão dessa escola já se baseou PPP com propostas quanto ao uso de 
tecnologia mas que infelizmente por causa dos problemas relatados aqui, não duraram muito. 
Quanto ao uso do celular, cogitaram a ideia de que até poderia dar certo, mas que dependem 
da autorização e disponibilização de professores capacitados para planejar e coordenar o uso do 
mesmo. 
Segundo a UNESCO, 
 A aprendizagem móvel é um ramo da TIC na educação. Entretanto, como usa uma 
tecnologia mais barata e mais fácil de ser gerenciada individualmente do que 
computadores fixos, a aprendizagem móvel requer um novo conceito para o uso de 
modelos tradicionais na implementação de tecnologias. (UNESCO, 2014. p. 9). 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Ao lidarmos com crianças na primeira fase do Ensino Fundamental, encontramos diversos 
alunos que apresentam dificuldades em compreender os algoritmos básicos, bem como a ideia de 
classificar os números quanto a sua ordem ou classe. 
Notamos que com o uso da tecnologia apresentada, pode-se modificar mais facilmente a 
forma de ensinar e aprender. Procuramos estabelecer uma relação de empatia com os alunos, 
procurando conhecer seus interesses, formação e perspectivas para o futuro na sua forma cognitiva 
e social. Ainda que existem muitas barreiras, é importante para o sucesso pedagógico a forma de 
relacionamento professor/aluno. Descobrir as competências dos alunos, motivá-los para aprender, 
para participar da aula-pesquisa e para a tecnologia que foi usada entre elas, fez com que 
conseguíssemos abordar todas as barreiras que os impedissem de aprender. 
Presenciamos a realidade nas salas de aulas, muito numerosas, o quedificulta para o 
professor atender a todos de maneira eficaz. Porém, alunos com dificuldades de realizar atividades 
da maneira tradicional, e até mesmo com deficiência, obtiveram sucesso com a ajuda do aplicativo, 
despertando interesses sociais por parte dos colegas. A relação com a mídia eletrônica é prazerosa 
e sedutora, mesmo durante o período escolar, a mídia mostra o mundo de outra forma, mais fácil, 
agradável. A mídia continua educando como contraposto à educação convencional, educa enquanto 
entretém. 
19 
 
 
Os meios de comunicação puxam-nos em direção ao externo. Hoje há mais pessoas voltadas 
para fora do que para dentro de si, mais repetidoras do que criadoras; se equilibrarmos o interagir 
e o interiorizar conseguiremos avançar mais e compreender melhor o que nos rodeia, o que somos. 
Apesar da existência dessas leis, faz-se necessário capacitar professores e escolas, para que 
tudo se concretize a favor desses alunos. 
O sistema político brasileiro ainda precisa tornar sua prática consistente com seu discurso 
legal. Há que se buscar soluções para a convivência na diversidade que a sociedade 
apresenta. É fundamental favorecer a convivência e a familiaridade com as pessoas com 
necessidades educacionais especiais, derrubando as barreiras físicas, sociais, psicológicas 
e instrumentais que as impedem de circular no espaço comum. (CAPELLINI, 2001. p. 
152). 
 
 
 
20 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ALMEIDA, F. A. As Dificuldades de Aprendizagem e a Ação Docente. Minas Gerais: O 
Portal dos Psicólogos, 2018 – disponível em http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1240.pdf - 
acesso em 08 de outubro de 2018 
BORSA, J. C. O Papel da Escola no Processo de Socialização Infantil. Rio Grande do Sul, 
2007. – disponível em http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0351.pdf - acesso em 06 de 
outubro de 2018 
BRASIL. Lei no 9.394, de 23 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional. Brasília: Ministério da Educação e do Desporto, 1996. Disponível em: 
<http://www. planalto.gov.br>. Acesso em: 01 de outubro de 2018. 
BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na 
Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC, 2007. Disponível em: < 
http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf>. Acesso em: 18 de setembro de 
2018. 
BRASIL. Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. 
Comitê de Ajudas Técnicas. Tecnologia Assistiva . – Brasília: CORDE, 2009. p. 9. 
BRASIL. Lei 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional .Secretaria de 
Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1996. Disponível 
em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm 
CAPELLINI, V. L. M. F. A inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais 
em classes comuns: avaliação do rendimento acadêmico – São Carlos, 2001. São Carlos: 
Universidade Federal de São Carlos UFSCAR. Disponível em: <http: 
file:///C:/Users/cliente/Downloads/DissertaoVeraLuciaMessiasFialhoCapellini3.pdf>. Acesso em: 
16 de setembro de 2018. 
CIASCA, S. M. Distúrbios de Aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São 
Paulo: Casa do Psicólogo, 2003. – disponível em 
http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0351.pdf - acesso em 06 de outubro de 2018 
21 
 
 
FERREIRO, E. Cultura Escrita e Educação. Porto Alegre: Art Méd, 2000. 
GUILHERME, S. S. Evolução da comunicação para o digital. 2015. Rio de Janeiro: 
Universidade Cândido Mendes – Pós Graduação “LATO SENSU”, AVM – Faculdade Integrada. 
Disponível em: <http://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/K230785.pdf>. Acesso 
em: 06 de outubro de 2018. 
https://escoladossonhosclaudia.blogspot.com/2009/09/promovendo-socializacao-do-
educando.html 
II CONEDU CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Anais eletrônicos.. 
Universidade Estadual da Paraíba – UEPB. Disponível em: < 
http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV045_MD1_SA4_I
D2757_08092015145303.pdf>. Acesso em: 06 de outubro de 2018. 
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. Disponível em https:// 
wp.ufpel.edu.br/franciscovargas/files/2015/03/LEVY-Pierre-1998-Tecnologias-da 
Inteligência.pdf. Data de acesso: 06/10/2018 
______. As Tecnologias da Inteligência. O Futuro do Pensamento na Era da 
Informática. São Paulo: Editora 34, 1993. 
LINO C.C.A. et al. O uso de recursos de tecnologia assistiva no atendimento 
educacional especializado: considerações sobre a sala de recursos multifuncionais e escolas 
especializadas. Temas sobre Desenvolvimento 2015; 20(110-111). Disponível em: 
www.researchgate.net. Data do acesso: 06/10/2018. 
LINS, B. F. E. Consultoria Legislativa. HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO DE 
TELECOMUNICAÇÕES NO BRASIL. Disponível em: <http:// 
e:///C:/Users/cliente/Downloads/histórico_legislação_telecomunicações_lins.pdf>. Acesso em: 10 
de outubro de 2018. 
MANZINI, E. J. Formação do professor para o uso de tecnologia assistiva. Cadernos de 
Pesquisa em educação. Vitória ES jul/dez 2012. Data de acesso: 06/10/2018. 
22 
 
 
MARCHESSOU, François. Estratégias, Contextos, Instrumentos, Fórmulas: a 
contribuição da tecnologia ao ensino aberto e à distancia. Revista Tecnologia Educacional – V. 
25 (139), Nov. / Dez. 1997 – p. 6 a 15. 
MONTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão Escolar. O que é? Por quê? Como fazer?. 
Política Educacional. Disponível em https://acessibilidade.ufg.br/up/211/o/INCLUSAO-
ESCOLAR Maria-Teresa-Egler-Mantoan-Inclusao. Data de acesso: 06/10/2018 
MORAN, J. M. Relatos de experiências: Como utilizar a internet na educação. 1997. Anais 
eletrônicos.... Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em: 06 de outubro de 2018. 
OLIVEIRA, I. A. et al. A organização da sala de recursos multifuncionais em escolas 
públicas: espaço, tempo e atendimento escolar. Revista Cocar. Belém/Pará, Edição Especial, 
N.1, p. 101-126 | jan-jul 2015. Data de acesso: 06/10/2018. 
SANTOS; SOUZA: Educação Matemática e Mídias Tecnológicas. – disponível em 
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1955-8.pdf - acesso em 08 de outubro 
de 2018 
SILVA, C. R. da.; PORTO, M. D; MEDEIROS, W. A. de. Teoria Vygotskyana e a 
utilização das novas tecnologias no ensino aprendizagem: Uma reflexão sobre o uso do celular. 
Revista online De Magistro de Filosofia, Ano X, no. 21, 1º. Semestre de 2017. Disponível em: < 
http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV045_MD1_SA4_I
D2757_08092015145303.pdf>. Acesso em: 06 de outubro de 2018. 
UNESCO. Diretrizes de políticas para a aprendizagem móvel. Disponível em Disponível 
em: <http://unedosc.unesco.org.>. Acesso em: 08 de outubro de 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
 
 
APÊNDICE 
Fotos da escola 
 
Figura 2 - Fachada da Escola 
 
24 
 
 
 
Figura 3 Área de entrada dos alunos 
25 
 
 
 
Figura 4 Corredores da escola 
 
 
Figura 5 Refeitório da escola 
26 
 
 
 
Figura 6 Banheiros dos alunos 
27 
 
 
 
28 
 
 
Figura 7 Pátio externo da escola 
 
Figura 8 Alunos assistindo à aula 
 
 
 
Figura 9 Professora escrevendo conteúdo na lousa 
29 
 
 
 
Figura 10 Computador apto para uso dos alunos 
 
 
Figura 11 Alunos fazendo atividade de matemática em jogo de computador 
30 
 
 
 
Figura 12 Alunos fazendo atividade de matemática em jogo de computador 
 
 
Figura 13 Alunos fazendo atividade em sala de aula 
31 
 
 
 
Figura 14 Sala de jogos e informática da escola 
32 
 
 
 
Figura 15 Aluna fazendo avaliação diagnóstica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
 
Avaliações Diagnósticas 
 
3435 
 
 
36 
 
 
37 
 
 
38 
 
 
39 
 
 
40 
 
 
41 
 
 
42 
 
 
43 
 
 
44 
 
 
45 
 
 
46 
 
 
47 
 
 
 
48

Mais conteúdos dessa disciplina