Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ DEPARTAMENDO DE CIÊNCIA EXATAS E TECNOLÓGICAS ENGENHARIA QUIMÍCA EXPERIMENTO III - PROPAGAÇÃO DE INCERTEZAS. MAURICIO MENEZES DE SOUSA SILVA (201411589) NATÁSSIA DE PAULA ALONSO (201411488) VITOR MATEUS OLIVEIRA SILVA CAFÉ (201411489) ILHÉUS-BAHIA 2014 MAURICIO MENEZES DE SOUSA SILVA (201411589) NATÁSSIA DE PAULA ALONSO (201411488) VITOR MATEUS OLIVEIRA SILVA CAFÉ (201411489) EXPERIMENTO III - PROPAGAÇÃO DE INCERTEZAS. Relatório apresentado como parte dos critérios de avaliação da disciplina CET788 – FÍSICA EXPERIMENTAL I. Turma P04. Dia de execução do experimento: 24 de abril de 2014. Professora: Fabiane Jesus ILHÉUS – BAHIA 2014 SUMÁRIO 1 RESUMO ................................................................................................................................ 3 2 RESULTADOS E DISCUSSÃO .......................................................................................... 3 2.1. Procedimento para o cilindro de madeira ................................................................................ 3 2.1.1. Propagação de incertezas ............................................................................................... 5 2.2. Procedimento para o cilindro de plástico ................................................................................. 6 2.3. Procedimento para o cilindro de metal .................................................................................... 8 3 CONCLUSÃO ...................................................................................................................... 10 4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................. 11 3 1 RESUMO Nesse experimento 3 - propagação de incertezas. Vai-se medir o diâmetro e à altura de 03 cilindros de diferentes materiais (madeira, metal e plástico) utilizando-se um paquímetro, e a massa dos mesmos dispondo de uma balança, afim de, obter o volume e posteriormente a densidade dos três cilindros e suas incertezas. Nosso objetivo também neste experimento é saber calcular grandezas que não podem ser medidas diretamente através dos instrumentos disponíveis. É importante ressaltar que no cálculo da densidade, ao medir essas grandezas mencionadas anteriormente, não se encontra o valor real e sim aproximado, isso ocorre devido a fatores como: a falta de precisão dos instrumentos, falha humana, deformidade dos objetos, além de fatores ambientais que podem influenciar nessas medidas, ou seja, erros grosseiros, sistemáticos e aleatórios. Resumindo: os erros grosseiros podem e devem ser eliminados; os erros sistemáticos podem ser evitados ou compensados; os erros aleatórios não podem ser eliminados totalmente e deve-se conviver com eles, avaliando-os corretamente. Assim, para obter um valor mais próximo do valor real será necessária utilização de recursos da propagação de incerteza bem como artifícios do cálculo das derivadas. 2 RESULTADOS E DISCUSSÃO A seguir foram apresentados os valores coletados e os resultados obtidos neste experimento. 2.1. Procedimento para o cilindro de madeira Logo a baixo ver-se a Tabela 1 com os valores do cilindro de madeira. Tabela 1 – Medidas das alturas (h), diâmetros (D) e massas (m) do cilindro de madeira, obtidas com o paquímetro e balança. N (h 0,05) m (D 0,05) m (m 0, 1) kg 1 76,35 11,80 4,9 2 76,50 12,00 5,0 3 76,25 12,35 4,9 4 76,60 12,60 4,9 4 5 76,30 12,25 4,9 6 76,65 11,95 4,9 7 76,50 12,35 4,9 8 76,60 11,80 4,9 9 76,30 12,35 4,9 10 76,45 12,25 4,9 Para o cálculo do valor médio do diâmetro, altura e massa dos cilindros de madeira, metal e plástico, foram utilizados os dados da Tabela 01, ou seja, somaram-se todos os valores do mensurando e dividindo o valor total pela quantidade de medidas com o uso da eq. (1) mostrada a seguir, na qual é o valor médio, N é a quantidade de medidas realizadas e representa o valor da i-ésima medida sendo que i vai de 1 até N. ̅ ∑ (1) Depois de obter valor médio, é feito em seguida o cálculo do desvio padrão, para calcular esse desvio são utilizados os valores das amostras medidas e o valor médio calculado anteriormente, esses valores serão substituídos na eq. (2) logo a baixo. Onde é a -ésima medida da grandeza , é o número total de medidas e ̅ é o valor médio. √ ∑ ( ̅) (2) O valor do desvio padrão é necessário para que seja feito posteriormente o cálculo do desvio padrão do valor médio ( ), assim, podemos encontrar o com o uso da eq. (3). Onde é o desvio padrão obtido na equação anterior e é o número de medidas. √ (3) Logo, com o valor do desvio padrão do valor médio é possível calcular a incerteza da média ( ̅). Essa incerteza ̅ representa a dispersão dos valores limites (mínimos ou 5 máximos) que podem ser atribuídos aos objetos medidos. Essa incerteza ̅ é calculada com a utilização da eq. (4). Onde ̅ é a incerteza média, o é o desvio padrão do valor médio e é a incerteza do instrumento, neste caso o paquímetro e uma balança, com sua incerteza respectivamente de 0,05x m e 0,1 x 10-3 Kg como incerteza instrumental. ̅ √ (4) 2.1.1. Propagação de incertezas Para encontrar a propagação de incerteza, inicialmente é preciso calcular a densidade , que é obtida com o uso da eq. (5) a seguir. Onde ̅, ̅ e ̅ são respectivamente o valor médio da massa, do diâmetro e da altura. ̅ ̅ ̅ (5) No entanto, o que queremos encontrar é o valor da incerteza da densidade . Analisando a eq.(5), é notável que para calcular a incerteza da densidade seja necessário primeiro encontrar as incertezas na massa, no diâmetro e na altura do cilindro. Esta por sua vez depende da incerteza na determinação do diâmetro e da altura do cilindro. Assim de acordo com a teoria de propagação de incerteza teremos: ( ) ( ) ( ) (6) Calculando a derivada parcial da densidade em relação a massa o diâmetro e à altura pela eq. (6), temos, 6 ( ̅ ̅ ) ( ̅ ̅ ̅ ) ( ̅ ̅ ̅ ) ( ) Nesta eq.(7), é a incerteza na determinação da densidade, é a incerteza na determinação da massa, a incerteza na determinação do diâmetro e a incerteza na determinação da altura. Com os dados da Tabela 1, utilizados na eq. (1) para encontrar a media de cada variável e posteriormente calcular os valores nas eq. (2), (3), (4). Desta ultima encontramos a incerteza da média.Os valores encontrados estão armazenados na Tabela 2 logo a baixo. Tabela 2 – Médias ( ̅) e incerteza das médias ( ̅) para as medidas da altura (h), diâmetros (D) e massas (m). Variáveis ̅ ̅ ( ̅ ̅) h m 76,45 0,07 (76,45 ) D m 12,17 0,09 (12,17 ) m kg 4,91 0,1 (4,91 ) Deste modo, agora podemos calcular a densidade do cilindro de madeira usando a eq. (5), para encontrar o seguinte valor. = 552, 00 kg/m³ Com uso da eq. (7) vai-se calcular a propagação de incerteza para o cilindro de madeira, o valor encontrado esta logo a baixo. | 2.2. Procedimento para o cilindro de plástico A baixo os dados coletados a partir do cilindro de plástico. Tabela 3 – Medidas das alturas (h), diâmetros (D) e massas (m) do cilindro de plástico, obtidas com o paquímetro e balança. N (h 0,05) m (D 0,05) m (m 0, 1) kg 1 50,90 9,80 5,4 7 2 50,90 9,75 5,4 3 50,85 9,70 5,4 4 50,85 9,55 5,4 5 50,90 9,60 5,4 6 50,90 9,55 5,4 7 50,90 9,60 5,4 8 50,85 9,75 5,4 9 50,90 9,50 5,4 10 50,90 9,60 5,4 Do mesmo modo que foi feito para o cilindro de madeira, agora com os valores da Tabela 3, utilizando a eq. (1) são calculadas as médias para cada variável, assim fazendo os cálculos com as equações (2), (3) e (4). Os valores encontrados estão armazenados na tabela (4). Tabela 4 – Médias ( ̅) e incerteza das médias ( ̅) para as medidas das alturas (h), diâmetros (D) e massas (m). Variáveis ̅ ̅ ( ̅ ̅) h m 50,88 0,05 (50,88 ) D m 9,64 0,06 (9,64 ) m kg 5,4 0,1 (5,4 ) Desta forma, podemos calcular então a densidade do cilindro de plástico utilizando a eq. (5). | Com uso da eq. (7) calcula-se a propagação de incerteza e se obtém. | 8 2.3. Procedimento para o cilindro de metal A seguir os valores do cilindro de metal coletados que foram utilizados no procedimento. Tabela 5 – Medidas das alturas (h), diâmetros (D) e massas (m) do cilindro de metal, obtidas com o paquímetro e balança. N (h 0,05) m (D 0,05) m (m 0, 1) kg 1 100,90 9,50 56,0 2 100,95 9,50 56,0 3 100,90 9,45 56,0 4 101,10 9,45 56,0 5 101,10 9,55 55,9 6 100,80 9,50 56,0 7 100,90 9,50 56,0 8 100,95 9,50 56,0 9 100,90 9,40 55,9 10 100,90 9,50 56,0 Analogicamente, ao que foi feito com os dois cilindros anteriores, utilizando os valores da Tabela 5 calcula-se a media pela eq. (1) de cada variável seguindo dos cálculos utilizando as eq. (2), (3), (4), encontrando a incerteza da media. Os valores encontrados estão contidos na Tabela seguinte. Tabela 6 – Médias ( ̅) e incerteza das médias ( ̅) para as medidas da altura (h), diâmetros (D) e massas (m). Variáveis ̅ ̅ ( ̅ ̅) h m 100,94 0,06 (100,94 ) D m 9,48 0,05 (9,48 ) m kg 55,98 0,1 (55,98 ) Depois de obter os valores da Tabela 6, agora se pode utilizar a eq. (5) para calcular a densidade do cilindro de metal. | 9 Com a eq. (7) se calcula a propagação de incerteza para o cilindro de metal. | Segue logo a baixo os valores encontrados para a densidade. Tabela 7: valores da densidade e propagação da incerteza da densidade dos cilindros. Cilindros x 10-6 kg/m³ ³ ( ) x 10 -6 kg/m³ Madeira 552 (552 ) Plástico ( ) Metal ( ) Pode-se então discutir a disparidades em relação ao diferentes resultados obtidas dos cilindros. Primeiramente isso se deve pelo fato dos 3 cilindros serem de material diferentes e por apresentarem comprimentos, massa e diâmetros únicos entre se. Para inferir a análise dos resultados encontrados, deve-se ressaltar que a densidade, por não ser medida, é calculada através dos valores coletados da massa, altura e diâmetro dos cilindros. Para calcular as incertezas utiliza-se da técnica da propagação de incertezas, com o auxílio matemático das derivadas. Assim, a incerteza da densidade vai depender das incertezas da massa, da altura e do diâmetro dos cilindros. Observou-se que para o cilindro de madeira houve uma grande diferença entre os valores do comprimento, e diâmetro medidos, devido a visível deformidade da superficial do mesmo. Também se deve por em nota falha que pode acontecer com erros grosseiros com leitura e manuseio do instrumento de medida (paquímetro). O que pode ter contribuído para a disparidade de medidas. Tendo os resultados da densidade encontrados para o cilindro de madeira, e com base em estudos feitos para os diferentes tipos de densidades de madeira, pode-se deduzir que a madeira do cilindro medido é cedro (cedrela odorata) que tem densidade entre 485 kg/m 3 , 635 kg/m 3 . Para o cilindro de plástico, com base nas medidas coletadas da massa, diâmetro e altura, notou-se que houve também um desvio, principalmente em seu diâmetro que obteve um erro 10 de 0,06 x 10 -3 m maior que o instrumental (paquímetro 0,05 x 10 -3 m). Isso pode ter ocorrido devido à falha em leitura do instrumento ou alguma deformação na estrutura do cilindro o que contribui para diferentes valores. Com base na densidade encontrada para o cilindro de plástico, e com pesquisas feitas sobre diferentes densidades de plásticos pode-se, desse modo, concluir que provavelmente é um Poli (tereflalato de etileno) conhecido como PET, de alta densidade, cuja está no intervalo 1220 – 1450 kg/m³. Já nas medidas coletadas para o cilindro de metal, para a massa, densidade e altura se observa que houve uma maior fuga do valor médio na altura que se obteve um erro de 0,06 x 10 -3 m maior que o instrumental (paquímetro 0,05 x 10 -3 m). Esse acréscimo da incerteza da altura deve-se ao erro grosseiro de utilização ou por também, ter alguma irregularidade nas extremidades do cilindro. De acordo com a densidade encontrada no experimento para o cilindro de metal e tendo feito uma pesquisa para o conhecimento dos diferentes tipos de densidade de matéria metálica. Chega-se a uma possível determinação para o tipo de metal usado no experimento que é provavelmente aço cuja densidade média esta em torno de 7000 Kg/m 3 a 8000 Kg/m 3 . 3 CONCLUSÃO Com os dados coletados para realizar o experimento se nota a importância do número de medidas para uma analise com um resultado mais significativo, sendo importante lembrar erros que podem ter ocorrido durante o experimento e também a deformação na superfície dos cilindros. É importante saber que para calcular as incertezas do mensurando requisitado (densidade) foi feito primeiramente os cálculos das variáveis que compõem a densidade eq. 5 e assim junto com seus erros e incertezas. O que propõem em cálculos indiretos para se alcançar o resultado desejado. Analisa-se por fim, que com os resultados obtidos, e em base de estudos feitos, se consegui inferir o tipo de material de cada cilindro utilizado, com base nas densidades encontradas o que nos propõe apenas uma possível dedução levando em conta também a característica visual dos cilindros. 11 4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Estimativas e erros em experimentos de fisica \ Alberto Santoro (et al); Vitor Oguri (org) – Rio de Janeio EdUERJ, 2005. Laboratório de Física Experimental I Prof. Adriano Hoth Cerqueira Profª. Alejandra Kandus Profª. Maria Jaqueline Vasconcelos Prof. Sandro Barboza Rembold Departamento de Ciências Exatas e TecnológicasUniversidade Estadual de Santa Cruz Material de apoio à disciplina de Física Experimental I TEORIA DE ERROS: CONCEITOS BÁSICOS E APLICAÇÕES Professor Dr. Arturo Rodolfo Samana Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC