Prévia do material em texto
QUEIJOS COM OLHADURAS INTRODUÇÃO: “ Queijos com olhaduras exercem uma atração inquestionável sobre os consumidores. Possivelmente esta atração esteja ligada ao imaginário de cada um, acostumados à representação do queijo por uma fatia bem cortada, de cor amarelo palha e cheia de olhos grandes e regulares.” Mucio M. Furtado INTRODUÇÃO: Olhaduras se formam essencialmente, em dois tipos de queijos: Queijos duros: Também conhecidos como Queijos Suiços ( Gruyère , Emmental, Appenzeller); Queijos semi-duros (Gouda e Edam). INTRODUÇÃO: � Queijos com olhaduras podem ser considerados um dos mais difíceis de serem fabricados em todo universo dos queijos; � As principais etapas da fabricação passam pela qualidade do leite, fermento (ácido e gás), controle de pH, composição e maturação; � Não há uma explicação definitiva sobre a formação de olhaduras em queijos, podendo, mesmo com grande produção de ácido propiônico (700mg/100g de queijo) não apresentar olhaduras redondas e regulares. INTRODUÇÃO: � O mais importante queijo com olhaduras é o Emmental; � Outros tipos de queijos com olhaduras, considerados estilo suíço: Svenbo, Jarlsberg, Greve, Maasdam, Leerdammer, Comté e Beaufort. � Já o Gouda e o Edam são importantes queijos com olhaduras, de origem holandesa. Cidade de Gruyére - Suiça CONDIÇÕES GERAIS DE PRODUÇÃO : 1. Leite (Clostridium e Pseudomonas); 2. Fermento lático; 3. Processo: desde a padronização do leite até maturação; 4. Condições físico-químicas: umidade, pH, NaCl e Aw; 5. Maturação: câmaras frias e quentes, controle de umidade relativa do ar e tempo. TIPOS DE FERMENTAÇÕES PARA PRODUÇÃO DE OLHADURAS: 1. Fermentação propiônica (específica para queijos tipo Suíço): Propionibacterium freudenreichii subsp. shermanii. Converte o AL em ácido acético + ácido propiônico + CO2; 2. Fermentação do ácido cítrico: acetaldeído, diacetil e CO2 (Gouda holandês e Tybo dinamarquês). QUEIJOS TIPO SUÍÇO CARACTERÍSTICAS: � Olhaduras redondas regulares que variam em dimensão de média para grande; � O corpo e a textura semelhante aos queijos duros e semi duros. Emmental Características do Emmental fabricado na Suíça: - Forma cilíndrica; - Casca seca e firme; - 35,1% umidade, 31,4% G e 29,1% de pts; - Peso: 60-130 Kg; - 1000-2000 olhos arredondados (1-4 cm), devido a fermentação do ácido propiônico; - Flavor: suave, ligeiramente adocicado, com sabor de nozes ou avelã, tornando-se mais aromático com a maturação; - Corpo: marfim a amarelo claro, ligeiramente elástico. � Queijo Gruyére Características do Gruyère: - Forma cilíndrica; - Casca com presença de Brevibacterium linens; - Peso: 20-50 Kg, 40-65 cm de diâmetro e 9 a 13 cm de altura; - 35,8% umidade, 32,2% G e 26,8% de pts; - olhos arredondados (1-4 cm) em menor quantidade que o Emmental; - Flavor: suave, ligeiramente adocicado, tornando- se mais aromático com o desenvolvimento da maturação; - Corpo: marfim a amarelo claro, ligeiramente elástico. � Hoje são fabricados queijos tipo Suíço em muitos países por métodos diferentes. � O tratamento do leite, a extensão da mecanização, o peso, a forma, o tempo de maturação e vida de prateleira são variáveis. � Sua qualidade depende principalmente do desenvolvimento da fermentação do ácido lático, ácido propiônico e proteólise (maturação). � O corpo do Emmental é macio � O corpo do Gruyére tem consistência mais firme. � A firmeza depende do teor de nitrogênio total, que é o principal suporte para a estrutura de queijo, bem como o teor de umidade, que confere maciez ao corpo. FERMENTAÇÕES: A qualidade do queijo Suíço depende: - Fermentação do ácido lático; - Fermentação do ácido propiônico, acético e CO2; - Proteólise; - Maturação por esfregaço: “smear” (Gruyère e Appenzeller) FERMENTAÇÕES: 1. Fermentação do ácido lático: - Todo tipo de queijo primeiro sofre a fermentação homolática, com mais de 90 % da lactose sendo convertida para ácido lático; - O leite é um meio ideal; - Uso de termófilos e às vezes mesófilos (fastidiosas); - Bactérias láticas: bastonetes longos e curtos ou cocos. Gram positiva. Toleram um alto grau de acidez. � Bastonetes longos Lactobacilos � Cocos Streptococos Culturas láticas utilizadas na fabricação de queijo Suiço � Termofílicas: Streptococus thermophilus, Lactobacillus lactis, Lactobacillus helveticus, Lactobacillus bulgaricus; � Mesofílicas: Lactococcus cremoris, Lactococcus lactis; � Propionibacterium freudenreichii subsp. shermanii. � A degradação da lactose segue a rota da frutose- 1-6-difosfato � Seu catabolismo começa com o processamento no tanque e 4-6 horas após o preenchimento das formas, o açúcar é inteiramente hidrolisado. � Glicose livre não é detectada em altas concentrações no queijo, já a galactose livre é encontrada nos estágios iniciais � A fermentação completa do ácido lático dura cerca de 24 horas � Conservativo: baixo pH inibe bactérias proteolíticas (pH leite = 6,6-6,8, queijo com 1 dia, pH=5,1-5,3); � Remove cálcio do complexo fosfato-paracaseina- cálcio, influenciando a sinérese, corpo e proteólise; � Substrato para fermentação do ácido propiônico ou para a microbiota de superfície dos queijos maturados por esfregaço. Influência do ácido lático na conservação do queijo � A maioria dos queijos Suíços sofrem uma fermentação do ácido propiônico; � Conduzida por bactérias propiônicas 2. Fermentação do ácido propiônico Propionibacterium freudenreichii subsp. shermanii. Propionibacterium freudenreichii subsp. freudenreichii. � Inoculação de Propionibacterium freudenreichii subsp. shermanii; � Temperatura de maturação do queijo (18-25oC), possibilitando os fermentadores de lactato desenvolverem-se a níveis de 108 – 109 ufc/g; � A fermentação do ácido propiônico em Emmental ocorre 20 – 30 dias após o início da fabricação; Fermentação do ácido propiônico: � Gram +, em formato de bastonetes curtos; � Não formadoras de esporos; � pH ideal de crescimento entre 6 e 7; � Ocorrem no rúmen e no intestino de ruminantes, solo e silagem; � A pasteurização lenta inibe 50% da sua atividade; � As bactérias propiônicas crescem sob condições de anaerobiose c/ baixas concentrações de O2; � Lactato � propionato + acetato + CO2 + H2O. 3CH 3 CHOHCOO- � 2CH 3 CH 2 COO- + CH 3 COO- + CO 2 + H 2 O. � Início da maturação (105 UFC/g) e após meses (105 UFC/g); � Estocagem em temperaturas mais baixas após desenvolvimento suficiente de olhaduras. Características das bactérias propiônicas: � pH = 5,3 – 5,4 (ótimo de 6 a 7); � Distribuição e teor de sal (0,6 – 0,8%); � Temperatura de maturação de 22ºC; � Atividade da cultura; � Composição do queijo; � Potencial de oxi-redução (quanto menor o queijo, maior é a anaerobiose e, portanto, maior o crescimento da P. shermanii); � Presença de nitratos e nitritos (inibição parcial). Fatores que interferem na fermentação propiônica: Desenvolvimento de olhaduras depende: � Tempo, quantidade e intensidade de produção do CO2; � Nº e dimensão das áreas de futura formação de olhaduras; � Textura do corpo e temperatura do queijo; � Taxas de pressão e difusão do CO2 na massa; � Fermentação do AL e proteólise. Como ocorre a formação de olhaduras? � Em primeiro lugar é necessário a presença de micro núcleos na massa, para onde vão os gases produzidos no queijo; � Como são formados os micro núcleos? * resultantes de pequenas bolhas de ar presas na massa; * resultantes do nitrogênio incorporado ao leite ou à coalhada ainda no tanque de fabricação; * resultantes de pequenas impurezas físicas do leite ou olhos mecânicos microscópicos. Quais fatores podem interferir na formação de micro núcleos 1) Tanques menores tem maior inclusão de nitrog.; 2) Centrifugação do leite = < nº de micronúcleos; 3) Pasteurização = < nº de micronúcleos se comparada com o leite cru ou termizado; 4) Microfiltração < nº demicro núcleos; 5) Prensagem sob vácuo < nº de micro núcleos; 6) Agitação e bombeamento > nº de micro núcleos. Formação de olhaduras � Processo longo, inicia-se com 30 dias após a fabricação e atinge o máximo após 60 dias. � Seu aparecimento diminui com o decréscimo da produção de CO2 e endurecimento do queijo; � Pode continuar na câmara fria; Formação de Olhaduras � O queijo é maturado em câmara fria para formação da casca (+ 30 dias); � CO2 produzido pelas bactérias do ácido propiônico durante a degradação de lactato; � Pequenas quantidades de CO2 são produzidas durante a fermentação do ácido lático ou no início da maturação, pela descarboxilação de aminoácidos; � A difusão do CO2 começa antes da fermentação propiônica e tem seu incremento no início da fermentação propiônica. Teoria de Clark para a formação de olhaduras Formação da casca em baixa temperatura (10ºC) por 20 a 30 dias Maturação em câmara quente a 20 – 22ºC (30 dias) Formação de CO2 pela fermentação propiônica Casca do queijo dificulta a saída de gás Acúmulo de CO2 na massa que se dissolve na água CO2 + H2O = H2CO3 (ácido carbônico) Super saturação da massa com ácido carbônico Convergência do gás para um micro núcleo Aumento da pressão do gás na massa Início da formação de olhadura (pressão interna supera a externa) Aumento do raio da olhadura em razão da elasticidade da massa Redução da temperatura (11ºC) por cerca de 30 a 40 dias Formação de olhaduras � A pressão de CO2 passa por 2 fases: 1) Pressão baixa (1500 – 2500 Pa): ocorre na câmara de maturação (22 – 24ºC) devido a baixa resistência da massa (macia) � formação das olhaduras; 2) Pressão alta (4000 – 8000 Pa): maior resistência da massa (diminuição da T de 22ºC para 12ºC e diminuição da produção de gás). Há um aumento da pressão dentro da olhadura, quando ocorre a sua expansão. FLAVOR E SABOR � Depende das propriedades do leite (plantas, ervas, etc); � Composição química do leite e enzimas; � Composição microbiológica do leite; � Microbiota natural do leite; � Coalho; � Temperatura: fabricação e prensagem; � Condições de superfície / forma e dimensão; � Fermentação/maturação: pH, Aw, etc; � Concentração da salmoura e esfregaço. FLAVOR E SABOR (COMPOSTOS VOLÁTEIS E NÃO VOLÁTEIS) � Compostos voláteis: AG, álcoois 1º e 2º, metilcetonas, aldeídos, ésteres, lactonas, alcanos, hidrocarbonetos aromáticos e compostos de S e N; � Compostos não-voláteis: peptídeos, peptonas, aas livres, aminas, sais org. e inorg. e G; � Os principais componentes de sabor são: AG, aldeídos, metilcetonas, diacetil, aminas, peptídeos, compostos sulfurados, aas, ésteres, álcoois, e ácido lático. COMPONENTES NÃO VOLÁTEIS EM QUEIJOS TIPO SUÍÇO MATURADOS CARACTERÍSTICAS DO CORPO E TEXTURA � Textura: estrutura e consistência do corpo do queijo. - Estrutura: firme ou suave (macio); - Consistência: reação da massa do queijo à compressão. Pode ser curta (áspera e arenosa) ou longa (elástica). CARACTERÍSTICAS DO CORPO E TEXTURA � Firmeza: depende do teor de NT (principal suporte para a estrutura do queijo; � Umidade: confere maciez ao corpo. OBS.: Há uma correlação negativa entre o comprimento (compressão) do corpo do queijo e seu teor de lactato. Por quê? CARACTERÍSTICAS DO CORPO E TEXTURA � Gruyère e Appenzeller: corpo mais curto durante a maturação, se comparado com o Emmental, por serem queijos maturados por esfregaço. CARACTERÍSTICAS DO CORPO E TEXTURA � Quanto maior a intensidade de proteólise (NPN), menor a compressão necessário à quebra da massa. CARACTERÍSTICAS DO CORPO E TEXTURA CARACTERÍSTICAS DO CORPO E TEXTURA � Como acelerar a proteólise? - Com o aumento de temperatura de estocagem, por exemplo. CARACTERÍSTICAS DO CORPO E TEXTURA CARACTERÍSTICAS DO CORPO E TEXTURA � Emmental: corpo macio e longo; � Gruyère: corpo firme e curto. Qual dos dois carecem de maior força para a quebra da massa? CARACTERÍSTICAS DO CORPO E TEXTURA � Ocorre após a fermentação do ácido propiônico; � Importante para desenvolvimento do flavor; � Em queijos com temperatura elevada no processamento as enzimas do coalho são desnaturadas, não influenciando na proteólise; � Em queijo tipo Suíço a proteinase do leite e as enzimas proteolíticas das BAL são as principais responsáveis pela degradação da proteína; � Lactobacilos termofílicos exercem alta atividade proteolítica, maior que os mesofílicos e estreptococos. Proteólise � A atividade proteolítica das bactérias propiônicas é insignificante; � As enzimas proteolíticas de psicrotróficos influenciam na maturação e no desenvolvimento do flavor; � Controle da proteólise: - seleção de cepas de BAL p/ as culturas; - medidas apropriadas durante a fabricação de modo a obter o número desejado de lactobacilos no queijo. Proteólise � Teor de umidade; � pH; � Temperatura de estocagem; � Tempo de estocagem; � Concentração de NaCl e de ácido lático; � Atividade de água; � Teor de cobre. A atividade das enzimas proteolíticas dependem: � Caseína em queijos não maturados (sem sabor, odor, insolúvel em água e tem consistência dura e borrachenta); � Enzimas microbianas: quebram a malha da caseína em compostos de cadeia curta solúveis, em geral, peptonas, polipeptídeos, peptídeos e aas (contribuem para o flavor, corpo e textura); � Índices de proteólise: extensão e profunidade de proteólise. Dependem das enzimas proteolíticas (leucina-aminopeptidase) � Aminoácidos também podem ser degradados em aminas, amônia, alfa-cetoácidos, ácidos aromáticos, mercaptanos e ácidos graxos por meio de descarboxilação, desaminação e transaminação. Maturação dos queijos tipo Suíço: � Inicialmente a superfície do queijo é desacidificada por leveduras; � Paralelamente, no início da maturação vários microrganismos tolerantes ao sal (Micrococcus, Enterococcus e B. linens) se desenvolvem, degradam o ácido lático e influenciam a microbiota e a cor da superfície do queijo; � Mais tarde, com o aumento do pH nas zonas externas do queijo, a casca fica mais úmida e algumas substâncias responsáveis pelo sabor se difundem na massa do queijo. Maturação do queijo tipo Suíço por esfregaço (Gruyère): � Sabor fraco; � Consistência firme (consistência do corpo “longa”); � Aberturas irregulares podem aparecer; Defeitos da proteólise excessiva: � Sabor forte e super maturado � Consistência do corpo mais curta (decomposição da proteína em compostos de baixo PM); � Produção adicional de CO2 leva à formação exagerada de olhaduras e pode aumentar a pressão, causando rachaduras (fermentação tardia ou secundária). Defeitos da proteólise insuficiente: � A proteólise num queijo varia de uma zona para outra, devido a mudanças de temperatura durante a fermentação lática; � Zonas externas resfriam mais rapidamente e desenvolvem uma microbiota proteoliticamente mais ativa que no centro; Defeitos da proteólise: � Os defeitos que normalmente aparecem relacionam- se com corpo curto e firme, sabor forte ou desenvolvimento de coloração branca sobre a casca; � Defeito sério: presença de C. sporogenes (formador de esporos e causa proteólise não específica, podendo ser local e muito intensiva). A massa do queijo aparece com manchas pútridas e o queijo se torna impróprio para o consumo. Defeitos da proteólise: � Lipólise: sabor de ranço; � Ácido butírico: gênero Clostridium; - causador do estufamento tardio: * Ácido lático = ácido butírico + ácido acético + CO2 + H2 - deve-se evitar alimentação com silagem. - esporos podem ser eliminados por meio da centrifugação ou uso de nitrato; � Fermentação heterofermentativa: abundante formação de olhaduras; � Fermentação ácido mista: crescimento de Enterobacteriaceae: formação excessiva de olhaduras pela presença de H2 (insolúvel). Outros processos fermentativos (indesejáveis): Queijo Suíço – Estufamento tardio � Bacilos Gram positivos, anaeróbios estritos e formadoresde esporos � pH ótimo de crescimento: 6,8 – 7,0, mínimo de 4,8. � Temperatura ideal de crescimento: 32-37°C, máxima de 45°C e mínima de 10°C. � Concentração necessária de esporos para ocorrer o estufamento tardio – 500-1000 esporos/L de leite INFLUÊNCIAS DAS OPERAÇÕES DE FABRICAÇÃO INFLUÊNCIAS DAS OPERAÇÕES DE FABRICAÇÃO CONTROLE DAS REAÇÕES DE MATURAÇÃO . CONTROLE DAS REAÇÕES DE MATURAÇÃO Porém... nem todo queijo que possui olhaduras é Suíço Existem diferenças fundamentais entre os dois processo em relação ao tipo de fermentação que origina o gás carbônico e o tipo de microrganismo que conduzem estes fenômenos. Queijos Duros X Semi-duros • Fermentação Propiônica • Fermentação de Citratos (aromática) Queijos semi-duros • Os mais conhecidos são o Gouda e o Edam, (Holandeses) ; Danbo e Typo (Dinamarqueses). • Apresentam maior teor de umidade e com olhaduras em menos quantidade e menor tamanho, se comparado com queijos ditos Suiços. • Fermentação aromática Queijos semi-duros • Os mais conhecidos são o Gouda e o Edam, (Holandeses) e o Danbo e Typo (Dinamarqueses); • Apresentam maior teor de umidade e com olhaduras em menor quantidade e menor tamanho, se comparado com queijos Suíços; • Fermentação aromática. Fermentação do citrato • Chamada de aromática, pois os micro-organismos Lactococcus lactis subsp. lactis biovar. diacetylactis e Leuconostoc mesenteroides subsp. cremoris, ao fermentar o ácido cítrico, produzem CO2, acetaldeído e Queijo Gouda • Um dos queijos mais famosos do mundo. Tem origem nas imediações da cidade holandesa de mesmo nome. • Representa mais da metade dos queijos fabricado na Holanda. • Sua denominação é de domínio publico, podendo ser usado mundialmente sem restrição* Histórico Gouda Holland" ou "Edammer Holland" Características Na Holanda : • Queijo de massa semi-cozida, semi-dura, de sabor suave, apresentando alguns olhos pequenos e ovalados. • Formato cilíndrico, de peso variado de 4 Kg até 20 Kg; • Teor de gordura alto, cerca de 49% no extrato seco; • Macio e untoso, de aroma e sabor muito suaves. Características Físico-químicas Fonte: Queijos no Brasil Legislação • O Art. 616 define o queijo tipo “Gouda” como sendo semelhante ao Prato padrão, apresentando textura mais firme, sabor mais picante e consistência semidura (umidade de 36 a 45%). É classificado como queijo semi- gordo. (BRASIL, 1952) Fluxograma Leite filtrado, pasteurizado, padronizado – gordura 3,5 a 3,6% Fermento LD Cloreto de cálcio (sol. 40% m/m) 40 a 50 ml para 100 litros de leite. Corante Natural de Urucum ( 8 a 10%) Nitrato de Sódio ( 20%) Coalho (20 mL / 100L) - 35 a 50 min. / 34 a 35 ° C Corte: Grão 3 ( grão de milho) Mexedura e delactosagem: retira-se 30 a 35% de soro e adiciona água a temperatura de 75°C, até atingir 41 a 42 °C na massa. Prossegue-se a mexedura até o ponto - 50 a 80 min. Mexedura 15 min/ descanso. Dessoragem Pré prensagem sob. o soro / 15 a 20 min. (2 x o peso da massa) Enformagem e prensagem 1ª prensagem: 15 lbs/pol² - 5 minutos sem dessorador; 2ª prensagem: 30 a 35 lbs/pol² - 20 minutos com dessorador; 3ª prensagem: 40 a 45 lbs/pol² - 70 a 90 minutos com dessorador; 4ª prensagem: 35 lbs/pol² - 20 minutos sem dessorador no dia seguinte. Imersão em água gelada - pH de 5,60 a 5,70 Salmoura (19 a 21%) - 10 a 12° C / 36 horas Secagem/24 a 48 h , umidade de 80 a 85%. Câmara de maturação a 13 – 15°C, com 85% de umidade Câmara de maturação – 16 a 18° C ( acelerar o processo de formação de olhaduras) Envase/ comercialização Cobertura com parafina microcristalina vermelha ou solução de fucsina magenta * Maturação e Armazenamento • Na Holanda encontra-se queijo Gouda extra- maturado por até 26 meses • No Brasil, sua maturação chega a 60 dias em camaras com 85% - 90% de umidade relativa Tipo de embalagem Vida Útil e conservação • Sua validade é em torno de seis meses se mantido em adequadas condições de refrigeração; • Após aberto deve ser consumido em 15 dias. • Aprox. 2 a 10°C; Outras informações • No concurso Nacional de produtos lácteos que ocorreu dia 26 de julho de 2013, em Juiz de Fora (MG), o queijo Gouda do Laticinios Queijos Lucca de Luminárias (MG) foi eleito o melhor queijo desta categoria do Brasil. Queijo Edam • Um dos queijos mais famosos do mundo. Tem origem nas imediações da cidade holandesa de mesmo nome. • Representa mais da metade dos queijos fabricado na Holanda. • Sua denominação é de domínio publico, podendo ser usado mundialmente sem restrição* Histórico • Um dos queijos mais famosos do mundo. Tem origem nas imediações da cidade holandesa de mesmo nome. • Representa mais da metade dos queijos fabricado na Holanda. • Sua denominação é de domínio publico, podendo ser usado mundialmente sem restrição* Histórico • Produtor: – Serra da Mantiqueira – Sul de Minas • Mercado consumidor: – Nordeste do país Edam e Gouda: • importância econômica; • Geram anualmente 1,3 bilhões de euros; – A produção na Alemanha > Holanda Produção/Mercado Característica Na Holanda: Massa levemente amarelada, textura aberta com poucos olhos regulares distribuídos uniformemente, sabor suave tendendo ao adocicado para queijos mais novos e sabor pronunciado para queijos maturado por meses. Teor de gordura de cerca de 41% no extrato seco No Brasil: Elaborado com peso médio de 2 Kg Formato: esférico com aplicação na casca de solução hidro alcóolica de fucsina Casca: cera de pigmentação vermelha ou amarela Características Físico-químicas Fonte: Queijos no Brasil Legislação • O Art. 616 define o queijo tipo “Gouda” como sendo semelhante ao Prato padrão, apresentando textura mais firme, sabor mais picante e consistência semidura (umidade de 36 a 45%). É classificado como queijo semi- gordo. (BRASIL, 1952) Fluxograma Leite filtrado, pasteurizado, padronizado – gordura 3,5 a 3,6% Fermento LD Cloreto de cálcio (sol. 40% m/m) 40 a 50 ml para 100 litros de leite. Corante Natural de Urucum ( 8 a 10%) Nitrato de Sódio ( 20%) Coalho (20 mL / 100L) - 35 a 50 min. / 34 a 35 ° C Corte: Grão 3 ( grão de milho) Mexedura e delactosagem: retira-se 30 a 35% de soro e adiciona água a temperatura de 75°C, até atingir 41 a 42 °C na massa. Prossegue-se a mexedura até o ponto - 50 a 80 min. Mexedura 15 min/ descanso. Dessoragem Pré prensagem/ 15 a 20 min. (2 x o peso da massa) Enformagem e prensagem 1° prensagem direta por 30 min 2 prensagem por 90 min 24h a temperatura ambiente pH 5,00 -5,20 Salga: 10 a 12° C / 36 horas Prossegue-se a mexedura até o ponto - 50 a 80 min. Secagem/24 a 48 h , umidade de 80 a 85%. Câmara de maturação com 12 – 13°C e 85% de umidade Tratamento da superfície do queijo com solução hidro alcóolica a partir 12° dia Pintura com fucsina corante natural ou ceras Embalagem a vácuo Câmara de maturação (30 a 45 dias) 10 a 12° C Envase/ comercialização 30 dias Período de Maturação de 6 a 7 semanas Tipo de embalagem Vida Útil e conservação • Vida de prateleira de até 6 meses se mantido em adequadas condições de refrigeração • Aprox. 2 a 10°C • Após aberto, dura cerca de 15 dias (TIROLEZ) Entraves e oportunidades • Leite; • Preço: aproximadamente 67, 00/kg • ABIQ: França 3,6 Kg per capta Brasil: 800g per capta “Quanto mais rica a nação maior o consumo de queijos” – A empresa Pão de Açúcar trabalha com cerca de Informação relevante Fonte: FURTADO Fonte: FURTADO