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	WELIDA 	VÂNIA 
	WESLEY 	PENHA 
ESCOLAS MULTISSERIAS 
Porque e quando surgiram as primeiras escolas do campo?
De acordo com Sehnem (2001, p.22-23), “as elites preocuparam-se com a educação rural devido ao grande fluxo migratório campo-cidade que ocorreu na primeira e segunda metade do século XX. Preocupavam-se com o crescimento populacional urbano e a possível baixa da produtividade do campo.”
Visando a solução dos problemas causados pela migração da população do campo para a cidade, a elite pensava em um modelo de escola com as seguintes características, 
(...) num determinado tipo de escola, que atendesse as orientações do ‘ruralismo pedagógico’. Propunha-se uma escola integrada as condições locais regionalizadas, cujo objetivo escolanovista reforçava essa posição ‘da escola colocada à realidade’, baseada no princípio de ‘adequação’ e assim colocava-se ao lado das forças conservadoras (...) (MAIA, 1982, p.5 IN SEHNEM, 2001, p.24). 
Surgia assim, o ensino no campo, que de acordo com Silva (2003) fazia-se pela criação de classes multisseriadas, onde várias turmas eram agrupadas, já que o número de alunos nessas escolas geralmente era reduzido. 
O que são Escolas Multisseriadas? 
As classes multisseriadas são uma forma de organização de ensino na qual o professor trabalha, na mesma sala de aula, com varias series do Ensino Fundamental simultaneamente, tendo de atender a alunos com idades e níveis de conhecimento diferentes.
Bastante presentes na zona rural do país, as classes multisseriadas estão presentes sobretudo em áreas de difícil acesso, já que algumas escolas têm um numero pequeno de matriculas e a mudança para outras escolas nem sempre é possível, por conta da distancia. 
Embora amplamente difundido no século XX, atualmente o ensino em classes multisseriadas vem sendo questionado, enfrentando situações de disparidade se comparado às classes regulares de ensino, especialmente às localizadas nos grandes centros urbanos. Nesse sentido, colocam-se alguns mitos, dentre os quais podemos citar a qualidade do ensino oferecido. 
Geralmente, a preocupação com os resultados é muito maior do que a preocupação com a aprendizagem em si. 
A aprendizagem é parceira da incerteza, da dúvida e do questionamento. A escola geralmente desconhece esse desafio, porque a pedagogia dos professores está inserida na modernidade cartesiana das certezas. Tamanha é essa confiança que a aula se destina a repassar algo que os alunos devem aceitar. Tanto devem aceitar que a prova é o truque fatal dessa aceitação. Seria difícil explicar ao professor que a missão da escola é conseguir que o aluno duvide de tudo, sobretudo do próprio professor, que o conhecimento mais interessante é aquele que não dura e que as teorias são feitas para serem superadas. O professor iria ver-se jogado na torrente da inutilidade profissional, porque imaginaria não ter mais nada para ensinar. Ao mesmo tempo, não suportaria ser questionado sistematicamente pelo aluno, como não suporta ser avaliado. É difícil aceitar que saber pensar é profundamente saber errar e que, por simples coerência, a primeira figura a ser questionada é a do questionador. Assim, o aluno deixa a escola com algumas certezas – também porque aprende muito pouco - e elas são, a rigor, inúteis para a vida marcada pela complexidade e pela incerteza. Ele não aprende a criar, argumentar, a duvidar, mas a engolir certezas no contexto da reprodução funcionalista (DEMO, 2000, p.55). 
Infraestrutura; 
Professores;
Alunos; 
Currículo; 
Material didático; 
Qualidade do ensino;
Alimentação; 
Transporte; 
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