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N1 REP

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Eixo HHG, hormônios da reprodução e ciclo 
reprodutivo 
 
 
 
 
 
Sistema Porta-hipofisário 
• Hipófise 
o Adeno-hipófise : 7 hormônios diferentes 
▪ FSH e LH: células gonadotróficas 
• FSH: estimula crescimento e maturação do folículo ovariano; 
estimula produção de E2 no ovário/testículo em presença 
de LH; estimula espermatogênese até fase de espermatócito 
2ário 
• LH: em onda pré-ovulatória estimula ruptura do folículo; 
estimula produção de E2 no folículo maduro em presença de 
FSH; estimula célula de Leydig a produzir andrógenos 
▪ Prolactina: células mamotróficas 
o Neuro-hipófise: estocagem de hormônios hipotalâmicos 
▪ Ocitocina e vasopressina 
 
 
• Circulação útero-ovárica: envolvimento da veia uterina com a artéria 
ovariana -> PGF2α (muito sensível à oxidação nos pulmões) 
• Ciclo estral: intervalo entre 2 estros ou 2 ovulações 
o Proestro: início do desenvolvimento folicular \ E2 
o Estro: receptividade da fêmea / 
o Metaestro: formação do CL funcional \ 
o Diestro: fase luteínica / P4 
o Anestro: quiescência reprodutiva 
 
Gametogênese em fêmeas - Fecundação 
Ovários 
• Função endócrina: esteroidogênese = produção de E2 e P4 
• Função exócrina: produção cíclica de óvulos fertilizáveis 
• Medula + córtex 
o Medula: Tecido conjuntivo frouxo; rica em vasos sanguíneos; células 
intersticiais (de Leydig) 
 
o Córtex: epitélio germinativo; túnica albugínea; rica em folículos 
ovarianos; corpos lúteos; células intersticiais 
 
o Desenvolvimento fetal inicial: células germinativas primordiais (2n) -> 
oogônias (2n) -profase II-> oócitos (1n) 
o Oócitos ficam revestidos por camadas de células -> folículos 
o 5 tipos de folículos 
▪ Primordiais de reserva: 1 camada de células foliculares planas; 
lamina basal; sem receptor para hormônios gonadotróficos; 
degeneração por apoptose 
▪ Primário: 1 camada de células da granulosa cuboides; células do 
estroma = diferenciação das células da teca; lamina basal separa 
granulosa da teca 
▪ Secundário ou pré-antrais: múltiplas camadas da granulosa; teca 
interna e externa; zona pelúcida; fluido folicular (antro); com 
receptor para hormônios gonadotróficos; secreção de esteroides 
= teca 
▪ Terceários ou antrais: secreção de esteroides = teca e granulosa; 
vascularização; corona radiata; Cumulus Oophorus; alterações 
morfológicas de superfície 
▪ Pré-ovulatório 
o Zona Pelúcida: reconhecimento do espermatozóide em estágios 
iniciais da fertilização; antigenicidade 
o Células da granulosa: mitose em resposta ao estrógeno e fatores 
intra-ovarianos; secreção do fluido folicular (regula células 
granulosas, início do crescimento folicular e esteroidogênese; 
maturação, ovulação e transporte do oócito; preparo do folículo para 
formar CL; metabolismo e capitação de SPTZ) 
o Células da teca: produz andrógenos em resposta ao LH 
▪ Interna: muito vascularizada 
▪ Externa: natureza fibrosa 
o Corpo lúteo 
▪ Órgão endócrino temporário 
▪ Células da granulosa sofrem luteinização (ação do LH) 
▪ Hipertrofia das células luteínicas 
▪ CL > folículo pré-ovulatório; exceção da égua 
▪ Luteólise: regressão do CL -> PGF2α 
• Diminuição do aporte sanguíneo 
• Diminuição da granulação citoplasmática 
• Vacuolização celular 
▪ Corpo albicans: tecido cicatricial 
Fecundação 
• Fusão do material genético de 2 gametas: combinação de genes derivados 
dos pais; formação de novos indivíduos 
• 5 etapas 
o Contato e reconhecimento do SPTZ e óvulo: espécie específico; 
ligação do SPTZ à zona pelúcida do óvulo (moléculas presentes na ZP 
de uma determinada espécie somente são reconhecidas por SPTZ da 
mesma espécie); adesão (aproximação aleatória e associação não 
específica entre os gametas) 
o Reação acrossomal do SPTZ e penetração na zona pelúcida: SPTZ 
sofre exocitose celular chamada reação acrossomal; após a reação 
acrossomal o SPTZ permanece ligado à ZP, aderido à proteína ZP2; 
penetração da ZP 
o Ligação e fusão com a membrana vitelínica (oolema): bloqueio à 
polispermia (após a penetração, a oolema perde a habilidade de se 
fundir com outros SPTZs; despolarização elétrica da membrana do 
oócito de 70 mV negativos para 20 mV positivos; influxo de Ca2+; 
bloqueios do receptor para SPTZ na oolema) 
o Fusão do material genético dos pronúcleos masculino e feminino: 
ocorre no interior do óvulo; envelope do núcleo do SPTZ sofre uma 
vesiculação e expõe a cromatina condensada; descondensação da 
cromatina do SPTZ; protaminas do SPTZ substituídas por histonas do 
oócito; formação do pronúcleo masculino; núcleo do oócito completa 
a segunda divisão da meiose; replicação do DNA; migração dos 
pronúcleos; condensação da cromatina em cromossomos 
o Ativação de metabolismos do óvulo, que iniciam o desenvolvimento: 
mudança no citoplasma do oócito 
• Desenvolvimento embrionário 
Ciclo estral vaca e búfala 
Vaca 
• Poliéstrica não estacional: vários ciclos ovulatórios na estação sexual 
• Puberdade: variável 
o Zebuína: mais tardio-> 18 a 24 meses 
o Taurina leiteira-> 10 a 12 meses 
o Taurina de corte-> 11 a 15 meses 
• Ciclo estral 
o 21 dias (14 a 29 dias) 
o Ovulação espontânea 
o Pode ter 2 ou 3 ondas foliculares -> diminuição da fertilidade -> 
oócitos envelhecidos 
• Proestro 
o Até 24 horas 
• Estro 
o 18 horas (12 a 30 horas) 
• Metaestro 
o 3 a 5 dias 
o Formação do CL funcional 
o Ovulação após 30 horas após o início do estro 
• Diestro 
o 15 dias 
• Anestro pós-parto 
o Involução uterina: média 45 dias 
o Intervalo - primeira ovulação: 30 dias (10 a 110 dias) 
• Intervalos entre partos ideal: 12 meses 
o Cobertura: 50 dias após o parto 
o Concepção: 80 dias após o parto 
• Comportamento de cio 
o Ação do E2 é potencializada pela pré-exposição à progesterona 
o Ovulações sem sintomas de cio no início da vida reprodutiva 
o Mugidos 
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o Tampão mucoso 
o Comportamento homossexual 
• Métodos de detecção de cio 
o Buçal marcador 
o Rufião 
o Fêmea androgenizada 
o Radiotelemetria 
• Erros na detecção do cio 
• Ideal 
o Detecção de cio de 90% 
o 70% prenhez 
Búfala 
• Poliéstricas estacionais de dias curtos 
o Anestro de primavera 
o Ciclam quando números de horas de luz por dia diminui 
• Puberdade: variável 
o 21 meses (15 a 36 meses) 
o 60% do peso do animal adulto 
• Estacionalidade reprodutiva 
o Quanto menos luz mais melatonina, que estimula a secreção de GnRH 
pelo hipotálamo -> estação reprodutiva 
• Ciclo estral 
o 21 dias (18 a 22 dias) 
• Proestro 
o 12 a 24 horas 
o Fêmea não receptiva 
o Cauda erguida, mugidos intensos, edema vulvar 
• Estro 
o 12 horas 
• Metaestro 
o Ovulação 
o 3 a 5 dias 
• Diestro 
o CL funcionante 
o 16 dias 
• Período de gestação 
o Variável com subespécies 
▪ "de água" (2n:50) -> 305 a 320 dias 
▪ "do pântano" (2n:48) -> 320 a 340 dias 
• Anestro pós-parto 
o Involução uterina: 28 a 45 dias 
o Intervalo - primeira ovulação: 59 a 96 dias (35 a 180 dias) 
o Primeiro cio detectado: 75 a 90 dias 
• Intervalo entre partos ideal 
o 18 meses 
o Concepção: 125 a 180 dias 
Manipulação hormonal do ciclo estral e ovulação 
Taxa de concepção 
• Taxa de fêmeas em estro; taxa de fecundação 
Indução X sincronização 
• Indução: provocar o estro e a ovulação, por meio do uso de hormônios 
e/ou práticas de manejo 
• Sincronização: manipulação do ciclo estral por meio do uso de hormônios 
ou associações hormonais que induzam a luteólise ou alonguem a 
atividade do CL 
Ação do estradiol é potencializada pela pré-exposição à progesterona 
Vaca 
• Sincronização e indução hormonal com progestágenos 
o Boa sincronização com baixa fertilidade 
o Aplicação por 7 a 8 dias 
• Sincronização e indução hormonal com estrógenos 
o Em dose fisiológica e baixa P4: estimula pico de LH 
o Em alta dose e alta P4: inibe FSH e LH 
o Usado na sincronização de ondas e como indutor de luteólise 
• Sincronização e indução hormonal