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Padronização de Queijos 1 Introdução • Necessidade de padronização: mercado e legislação • Menor variação de qualidade = padronização 2 PRODUTO FINAL PROCESSO INGREDIENTES ARMAZENAMENTO ENZIMAS CULTIVOS LEITE AGENTES CONSERVANTES ETAPAS EQUIPAMENTOS EMBALAGENS TEMPO TEMPERATURA OUTROS 3 RTIQ Classificação de GES extra gordo ou duplo creme GES de no mínimo 60,0% gordo GES entre 45,0 e 59,9% semi gordo GES entre 25,0 e 44,9% magro GES entre 10,0 e 24,9% desnatado GES menor que 10,0% 4 Padronização da GES • Visa a padronização da composição do queijo. • Gordura: papel importante na maturação – lipólise, sabor, consistência. • GES: relação direta com UMD – maturação. 5 FÓRMULAS CT da gordura e do ESD (segundo Wolfschoon-Pombo e Lourenço Neto 1985). a) Fórmula para previsão da GES no produto final. GES = 100 MG . MG + ESD x F ou GES = 100 MG (CT MG queijo) . MG (CT queijo) + ESD (CT queijo) 6 FÓRMULAS b) Fórmula para padronizar a gordura do leite de acordo com a GES desejada. MG = (ESD x GES) x F 100 - GES ou MG (CT queijo) = ESD (CT queijo) x GES 100 - GES em que ESD - ESD do leite (% m/v) MG - gordura do leite (% m/v) GES - teor de GES do queijo (%) F - fator variável, correspondente ao queijo (0,41 - M. Padrão; 0,45 - Prato) F = % CT ESD queijo % CT gord. queijo 7 FÓRMULAS De acordo com os resultados obtidos por Costa Jr. 1997, para queijo Prato: • A relação C/G do leite influi de maneira inversamente proporcional no rendimento (kg de queijo/100 kg de leite) do queijo prato (antes da salga e após secagem), ocorrendo, porém, uma maior perda de gordura no soro com o aumento da relação C/G do leite. • A relação C/G do leite influi na umidade do queijo prato, sendo a relação C/G 0,79 considerada como a máxima permissível para atender à legislação vigente, que é de 45,9%. • O teor de gordura dos queijos é inversamente proporcional à relação C/G do leite, podendo o teor de gordura da matéria-prima ser calculado com a equação: % de gordura = 56,449 - 39,967 x C/G (R2 = 0,9931), no intervalo C/G 0,68 a 0,80. • O percentual de GES é inversamente proporcional à relação C/G do leite. Para prever a GES na fabricação, aplica-se a equação: % GES = 67,794 - 27,30 x C/G (R2 = 0,9833). Esta equação permite trabalhar dentro da faixa de C/G 0,68 a 0,80. A relação C/G 0,76 foi definida como sendo a mais elevada para que o queijo prato atenda ao limite mínimo de 45% de GES, exigido pelo Mercosul e pela legislação brasileira, considerando-se 2% de margem de segurança. 8 EXERCÍCIOS Ex 1: Partindo-se de um leite com 3,6% de gordura, 2,4% de caseína e 8,7% de ESD, qual será a GES do queijo Prato fabricado? Usar as duas fórmulas. F = 0,45. Ex 2: Desejando-se uma GES de 47%, qual deve ser a gordura do leite, sendo seu ESD de 8,7% e seu teor de caseína de 2,4%. Usar as duas fórmulas. F = 0,45 Ex 3: Você irá iniciar seu trabalho de padronização de GES dos queijos da indústria onde você trabalha. No caso de você não dispor do valor de F, qual deve ser o procedimento para que você consiga padronizar o GES relacionando a gordura e o ESD do leite. Como você faria em levando em consideração a relação C/G? 9