Prévia do material em texto
CAMILA MENDONÇA RIBEIRO DE OLIVEIRA RA: 8080764 PREPARAÇÃO FÍSICA GERAL Trabalho apresentado ao Centro Universitário Claretiano para a disciplina preparação física geral, como requisito parcial para obtenção de avaliação, ministrado pelo tutor: Prof. Vitor Silva Carvalho. BELO HORIZONTE-MG 2019 Descrição da atividade Embasado no material de estudo, retome a leitura sobre os Princípios Científicos do Treinamento e responda as questões utilizando suas palavras: 1) Sabemos que o Princípio Científico da Individualidade Biológica é de grande importância na elaboração do treinamento. Leia sobre este princípio e responda como você o aplicaria dando um exemplo prático em um programa de Preparação Física. - Princípio da Individualidade Biológica Refere-se a variedade biológica presente em cada indivíduo. Cada um possui formas e estruturas diferentes, fibras musculares, estrutura óssea, capacidade de absorver oxigênio, variedades que tornam cada indivíduo único e com suas particularidades, por esses motivos os treinamentos são específicos para cada indivíduo, respeitando as particularidades para ter melhor desempenho. Tendo conhecimento dos fatores genéticos, é possível melhorar os pontos fracos e potencializar os pontos fortes de cada um para obter melhor performance. 2) Ao conhecer o Princípio Científico da Adaptação estudamos alguns termos que descrevem o desgaste orgânico, cansaço, fadiga, sobre treinamento e exaustão. Leia no material estas definições e dê um exemplo prático de como é possível detectar cada uma as fases em nossos alunos ou em atletas. - Cansaço: Sensação subjetiva de desgaste provocada pelo exercício ou somatização. Ansiedade, angustia e preocupação são apresentado pelo indivíduo. - Fadiga: Desaceleração das reservas energéticas, acúmulo de catabolicos no organismo que dificultará a continuidade do exercício ou atividade física. Pode-se ter a incapacitação temporária de realizar o exercício ou atividade física. O indivíduo não se recupera podendo ter perda de rendimento ou causar alguma lesão. -Exaustão: Estado onde o organismo é submetido a uma carga de trabalho muito forte e não se recupera da forma necessária. Pode ser originária da falta de repouso ou alimentação inadequada. O indivíduo pode ter baixo nível de glicogênio. 3) No Princípio da Sobrecarga estudamos a Síndrome Geral de Adaptação, em suas três fases: reação de alarme, fase de resistência ou adaptação e fase de exaustão. Explique com suas palavras (sem copiar do material) cada uma destas fases dando um exemplo de cada fase durante a Preparação Física. - Reação de alarme: Os mecanismos auxiliares são mobilizados para que a reação continue. É uma fase marcada pelo desconforto e está dividida em choque, que é a resposta inicial do organismo a estímulos que ele não está adaptado; e contrachoque, que é o oposto do choque. Esta fase poderá provocar dores e por este motivo, queda momentânea no rendimento. - Fase de resistência ou adaptação: É a fase mais importante para o treinamento desportivo, pois é nela que ocorre o desenvolvimento dos canais específicos de defesa do corpo. É marcada pela dor e pela reação do organismo resistindo ao agente estressante inicial. Ex: Trabalho de hipertrofia muscular em academia. - Fase da exaustão: Nessa fase, as reações se disseminam por causa da saturação dos canais apropriados de defesa. É marcado pelo colapso, podendo chegar até a morte. Ex: Over training de corredores. Tentando melhorar o desenvolvimento em treinamentos e provas, os corredores exageram no volume da atividade física, sem ter descanso adequado e seguem dietas incorretas. As consequências são problemas nas articulações, problemas musculares, que prejudicam o sistema imunológico e o psicológico do corredor. - Cont. reação do alarme: Sintomas da fase de alerta: Mão e ou pés frios, boca seca, dor no estomago, suor, tensão e dor muscular, por exemplo, na região dos ombros, aperto na mandíbula, ranger os dentes, ou roer unhas/ponta de caneta; diarreia passageira, insônia, batimentos cardíacos acelerados, respiração ofegante, aumento súbito e passageiro da pressão sanguínea, agitação. Ex: Pré-temporada de futebol. 4) Ao ler o Princípio Científico da Interdependência Volume – Intensidade nos deparamos com a seguinte citação: “Quando empregamos esse princípio no alto nível, podemos afirmar que a escolha do volume e da intensidade estará sempre pautada em dois critérios: • A qualidade física preconizada (o que se pretende treinar). • O período de treinamento (em que fase do treinamento se encontra o atleta/aluno) ” (TUBINO, 2003 apud BUCIOLI, 2015 p. 53). Retome a leitura deste princípio e explique a citação. Findamos nossos estudos, sobre os Princípios Científicos conhecendo o Princípio da Saúde. Apesar de ser conceitualmente um princípio sucinto é imprescindível para a Preparação Física Geral. Diante disso, após estudar a teoria, como você colocaria este princípio em prática? O princípio do treinamento volume: Intensidade está diretamente ligada ao princípio da sobrecarga, “pois o aumento das cargas de trabalho é uma imposição para obter uma melhora na performance” (DANTAS, 2003, p.53). Esta melhoria poderá ocorrer pelo aumento do volume ou pela ampliação da intensidade. É importante estabelecer o que será treinado, pois o estímulo do volume da intensidade, mesmo no alto nível, para as atividades de alto rendimento deverá estar sempre pautado na característica da modalidade e em qual fase do treinamento está sendo aplicada a interdependência entre o volume e a intensidade, pois qualquer aumento no volume provocaria modificações na estimulação da intensidade. Como educador físico é preciso estar sempre em busca de conhecimento para melhor entender seu cliente, respeitando sempre sua individualidade. É preciso preocupar com a saúde do cliente e não apenas com o rendimento. Vemos nos noticiários atletas que descobrem problemas cardíacos que não foram descobertos temo de ser tratado. Meu aluno é observado como um todo, saúde clínica e mental, para assim estabelecer um plano de treinamento adequado para ele e chegando ao rendimento ideal. REFERÊNCIAS: DANTAS, E. H. M. A prática da preparação física. 5. ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003. ______. Flexibilidade: alongamento e flexionamento. 2. ed. Rio de Janeiro: Shape, 1991. TUBINO, M. J. G. Metodologia Científica do Treinamento Desportivo. 13. ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003. BUCIOLI, S. A. Preparação Física Geral. Batatais, Claretiano, 2019.