Enfermagem no parto
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Enfermagem no parto


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Olá, amigo (a) concurseiro (a)! 
 
 
Seja bem-vindo (a) mais uma aula do nosso curso. Não deixe sua APROVAÇÃO escapar por 
detalhes. 
 Sem perder tempo, vamos ao que interessa: 
Profº. Rômulo Passos 
Profª. Joanna Mello 
Profª Raiane Ribeiro 
Profª Sthephanie Abreu 
 
 
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PARTO 
 
A HUMANIZAÇÃO do PARTO e do NASCIMENTO pode ser entendida como o conjunto de condutas e 
procedimentos que visam a promoção do parto e nascimento saudáveis e a prevenção da morbimortalidade 
materna, fetal e perinatal, com a utilização de tecnologia apropriada. 
O diagnóstico do trabalho de parto se faz, em geral, pela presença das seguintes condições: 
\uf0b7 Presença de CONTRAÇÕES UTERINAS a intervalos regulares, que vão progressivamente 
aumentando com o passar do tempo, em termos de frequência e intensidade, e que não 
diminuem com o repouso da gestante. O padrão contrátil inicial é, geralmente, de uma 
contração a cada 3-5 minutos e que dura entre 20 e 60 segundos. 
\uf0b7 APAGAMENTO (esvaecimento) e DILATAÇÃO progressivos do colo uterino. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Amigo (a), reavaliar a gestante 1 a 2 horas após o primeiro exame pode ser necessário para confirmar o 
diagnóstico. 
\u201cA aula é importante, mantenha a concentração!\u201d 
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A PERDA do TAMPÃO MUCOSO1 ou \u201csinal\u201d e a FORMAÇÃO da BOLSA das águas2 são indicadores 
menos precisos do trabalho de parto, na medida em que existem grande variações individuais entre o 
aparecimento desses sinais e o início real do trabalho de parto. 
Qualquer que seja a conduta adotada, o toque vaginal deve ser evitado até que a gestante esteja em 
franco trabalho de parto, para minimizar os riscos de infecção ovular e puerperal. 
Não existe um "momento ideal" para internar a gestante em trabalho de parto. Embora o desejável seja 
a internação já na fase ativa. 
É importante enfatizar que, quando existe excesso de contratilidade uterina (taquissistolia, hipertonia), 
quer espontânea, quer iatrogênica, o sofrimento fetal agudo pode se instalar em poucos minutoss, o que exige 
uma vigilância contínua da FCF até que o quadro seja revertido. 
O controle rigoroso da frequência cardíaca fetal (FCF) durante o trabalho de parto assegura, na quase 
totalidade dos casos, a adoção de medidas apropriadas para garantir o nascimento de uma criança em boas 
condições. 
A curva de dilatação cervical se processa de forma ascendente, de início com menor velocidade de 
dilatação. No final, essa velocidade aumenta, ou seja, o parto se desenvolve mais rapidamente a partir dos 4 
cm de dilatação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O exame físico da gestante deve incluir: 
\uf0b7 Medida dos dados vitais (pressão arterial, pulso e temperatura); 
\uf0b7 Avaliação das mucosas para inferir a presença ou não de anemia; 
\uf0b7 Presença ou não de edema e varizes nos membros inferiores; e 
\uf0b7 Ausculta cardíaca e pulmonar. 
O exame obstétrico na admissão da gestante para o trabalho de parto deve incluir obrigatoriamente: 
\uf0b7 Ausculta da frequência cardíaca fetal (antes, durante e após a contração uterina); 
 
1 O TAMPÃO MUCOSO é uma concentração de muco que sela o colo do útero e protege contra infecções e bactérias, fazendo uma 
barreira protetora para o desenvolvimento do bebê. 
2 O ÂMNIO é uma bolsa em forma de saco que está repleta de líquido amniótico e tem uma função protetora, permitindo que 
o embrião se desenvolva num ambiente úmido, tal como acontece com os anfíbios e com os peixes que se desenvolvem na água, e por 
outro lado protegendo o embrião, amortecendo os choques térmicos e mecânicos. A formação da bolsa das águas é o rompimento da 
bolsa amniótica com o extravasamento do líquido amniótico. 
Figura - Curva de Evolução da 
Dilatação Cervical (Brasil, 2001). 
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\uf0b7 Medida da altura uterina. 
\uf0b7 Palpação obstétrica (para determinar a situação, posição, apresentação e insinuação). 
Em regra, a parturiente poderá locomover-se durante o período de dilatação, até a rotura das 
membranas. No caso de a paciente aguardar em repouso no leito, deve ficar em decúbito lateral, para a 
melhoria das contrações uterinas e da oxigenação fetal e evitar a síndrome da hipotensão supina (compressão 
do útero na veia cava inferior devido à posição decúbito dorsal, ocasionando tonturas e até perda da 
consciência). 
O mecanismo de parto constitui um conjunto de movimentos de adaptação do feto às diferentes formas 
de trajeto. 
Vamos estudar o mecanismo de parto para apresentação cefálica fletida. Reconhece-se a existência de 
seis tempos: 
\uf0b7 Insinuação; 
\uf0b7 Descida ou progressão; 
\uf0b7 Rotação interna da cabeça; 
\uf0b7 Desprendimento cefálico; 
\uf0b7 Rotação externa da cabeça; 
\uf0b7 Desprendimento dos ombros e tronco. 
Alguns autores, a exemplo de Resende (2012), simplificam os tempos do trabalho de parto em três: 
\uf0b7 Insinuação; 
\uf0b7 Descida ou progressão; 
\uf0b7 Desprendimento (rotação interna da cabeça, desprendimento cefálico, rotação externa da cabeça, 
desprendimento dos ombros e tronco). 
 
Tais tempos não são independentes, mas são contínuos uns aos outros, realizando movimento 
harmônico espiral. A sequência dos tempos mecânicos está apresentada abaixo. 
 
 
Deixe o celular no modo silencioso! 
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Figura - Período expulsivo do parto (Brasil, 2001). 
 
INSINUAÇÃO é passagem da maior circunferência da apresentação fetal por meio do estrito superior da 
bacia. Clinicamente, a insinuação (quebra do ventre) pode ser percebida com mais evidência nas primigestas, 
por ocorrer quinze dias antes de entrar em trabalho de parto, enquanto, nas multíparas, a insinuação ocorre 
durante o trabalho de parto. 
DESCIDA da apresentação é a passagem da cabeça fetal do estreito superior da bacia para o estreito 
inferior. Clinicamente, para avaliar o grau de descida fetal, usa-se o plano De Lee, conforme descrição abaixo. 
\uf0b7 Plano zero (ponto de partida) refere-se à descida da cabeça fetal no nível das espinhas ciáticas. 
\uf0b7 Acima do plano zero, a descida da cabeça representada por -1, -2, -3... no plano De Lee, o que se 
pode considerar uma apresentação alta, quando a cabeça encontra-se no plano De Lee -3. 
\uf0b7 Abaixo do plano zero a cabeça está +1, +2, +3..., e a partir de mais +3 inicia-se a esteriorização da 
cabeça pela vulva. 
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Figura - Plano De Lee (Barros et al., 2006). 
 
A sequência correta do mecanismo de trabalho de parto é, respectivamente: insinuação, descida, 
flexão, rotação interna, extensão, rotação externa e expulsão (desprendimento). 
Guarde isto: a insinuação vem antes da descida. 
Os períodos do trabalho de parto são: dilatação, expulsão, dequitação ou secundamento e período de 
Greenberg ou puerpério imediato. 
 
1º PERÍODO - DILATAÇÃO 
A DILATAÇÃO inicia-se com as contrações uterinas dolorosas, que começam a modificar ativamente a 
cérvice (colo do útero), e termina quando sua ampliação está completa (10 cm). 
As contrações uterinas iniciam com frequência de 2 a 3 em cada 10 minutos e com duração aproximada 
de 40 segundos. 
As contrações aceleram até que ocorram com frequência de 5 a cada 10 minutos e duração clínica de 70 
segundos, quando se aproxima a expulsão do feto. Na expulsão, somam-se as contrações uterinas aos esforços 
expulsivos voluntários da mãe. Cada contração dilata a colo uterino até que ele atinge 10 centímetros de 
diâmetro. 
O rompimento da bolsa das águas (bolsa amniótica), com evasão parcial do conteúdo líquido do ovo, 
ocorre em 80% dos