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UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO ESCOLA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DE TUTORES RESIDENTES NO BAIRRO DE VILA DA PENHA, RJ, SOBRE A DIROFILARIOSE CANINA Rodolpho da Costa Alves Duque de Caxias 2019 Rodolpho da Costa Alves AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DE TUTORES RESIDENTES NO BAIRRO DE VILA DA PENHA, RJ, SOBRE A DIROFILARIOSE CANINA Trabalho de conclusão de curso apresentado a Universidade do Grande Rio “Prof. José de Souza Herdy” como requisito parcial para a obtenção do grau de bacharel em Medicina Veterinária. Orientadora: Prof.ª Cristiane Oliveira Milward Duque de Caxias 2019 Rodolpho da Costa Alves AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DE TUTORES RESIDENTES NO BAIRRO DE VILA DA PENHA, RJ, SOBRE A DIROFILARIOSE CANINA Trabalho de conclusão de curso apresentado a Universidade do Grande Rio “Prof. José de Souza Herdy” como requisito parcial para a obtenção do grau de bacharel em Medicina Veterinária. Avaliado em: 28 de junho de 2018. Banca Examinadora Cristiane Oliveira Milward, MV, Ms Universidade do Grande Rio Liliane Maria Valentim Willi Monteiro, MV, Ms, Ds Universidade do Grande Rio Julian Jose Roma Lucas de Silva, MV Universidade do Grande Rio Duque de Caxias 2019 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus por ter estado ao meu lado em todos os momentos de minha vida e nos momentos mais escuros ter me lembrado de sempre ascender à luz. A minha santa Nossa Senhora da Aparecida por sempre me zelar e vigiar em todos os percursos de minha vida sempre guiando meus passos. Aos meus pais Marcia da Costa Alves e Eduardo Rodolfo Alves por sempre estarem dispostos a me ajudar e me apoiarem na realização deste sonho. A minha namorada Mariana Arouca por todos os momentos de compreensão e alento que me proporcionou sempre estando ao meu lado e me incentivando a seguir em frente. A minha tia Maria Ines da Costa por me proporcionar esta oportunidade única de seguir meus estudos e concluir mais um passo acadêmico em minha vida. A minha tia Tereza Cristina de Mello e meu padrinho de batismo Alexandre Oliveira por não permitir que nada faltasse a mim durante toda minha graduação. A minha orientadora Cristiane Oliveira Milward por ter me ajudado num momento de desespero onde me via sem orientador e sem um norte além de toda paciência e carinho na hora de me instruir em qual caminho seguir. A professora Fabiana Batalha Knackfuss por sempre ter sido atenciosa e prestativa e ter me ajudado com a elaboração dos gráficos. A todos os professores que constituíram minha jornada e me marcaram de um jeito positivo que espero levar por toda minha carreira. Aos meus amigos de faculdade William Rodrigues, Lucas Nunes, Camila Dantas, Marina Muniz, Jessica Prado, Max Wilson, que dentre todos os meus amigos que sempre enriqueceram minha jornada e agregaram muito em todas as minhas experiências ajudando a me tornar quem sou hoje. Todos nada mais são do que presentes em minha vida entregues pela medicina veterinária. A doutora Marcia Bernardini por ser minha referencia do que é ser um grande médico veterinário. Sempre me instigando a querer aprender mais e me aperfeiçoar para ser um profissional gabaritado e competente; além de sempre me mostrar o caminho certo e honrado a seguir dentro da profissão. Por fim, sou grato a todos que passaram por minha vida e me marcaram com momentos, expressões, gestos e atitudes das quais sempre me recordarei e agradecerei. “Todos nós fazemos escolhas, mas no fim, nossas escolhas nos fazem.” - Andrew Ryan Avaliação do conhecimento de tutores residentes na Vila da Penha, RJ, a respeito da dirofilariose canina Rodolpho da Costa Alves¹, Cristiane Oliveira Milward², Liliane Maria Valentim Willi Monteiro³, Julian Jose Roma Lucas da Silva⁴ ¹Graduando em Medicina Veterinária pela Universidade do Grande Rio, Campus Duque de Caxias, RJ-Brasil. Email:rodolphodacosta13@gmail.com ²Docente da Universidade do Grande Rio, Campus Duque de Caxias, RJ-Brasil. Email: pet.milward@unigranrio.edu.br ³Docente da Universidade do Grande Rio, Campus Duque de Caxias, RJ-Brasil. Email: liliane.monteiro@unigranrio.edu.br ⁴Médico Veterinário, formado pela Universidade do Grande Rio, Campus Duque de Caxias, RJ-Brasil Email: julianlucasvet@yahoo.com.br *Autor para correspondência: rodolphodacosta13@gmail.com RESUMO. A dirofilariose, normalmente conhecida pelos tutores como doença do verme do coração é uma enfermidade comum em locais litorâneos que possuam clima favorável a proliferação de mosquitos hematófagos que atuam como vetores auxiliando na disseminação da doença na região. Esta enfermidade afeta principalmente pulmões e coração a medida que os danos mais graves ocorrem na artéria pulmonar e no lado direito do coração. Caso haja grandes cargas destes nematoides é recomendado a remoção cirúrgica uma vez que um adulticída pode levar a tromboembolismos comprometendo a vida do paciente. O tratamento de escolha é a utilização de lactonas macrocíclicas e o emprego da doxiciclina. A prevenção contra a dirofilariose é o principal meio de combate a doença. O objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento de tutores presentes dentro da clínica veterinária tentando ao máximo conscientizar e elucidar dúvidas da população da Vila da Penha (RJ, Brasil) no município do Rio de Janeiro que vem apresentando um aumento no número de casos. Constatou-se que a maior parte dos entrevistados nunca tinha ouvido a respeito da doença, não conheciam sua forma de disseminação, não detinham a informação de seus riscos aos animais e ao homem, portanto tratando-se de uma zoonose, porém todos os dados alarmantes eram minimizados devido à maioria dos entrevistados realizarem a prevenção e conhecerem sobre a mesma. A falta de informação da população entrevistada é um alerta e uma forma de direcionar a conduta a ser tomada para a promoção de informações a respeito da doença, para que assim com o aumento de conhecimento, seja minimizada a taxa de desinformação que pode indicar uma vulnerabilidade dos animais daquela região a contrair a doença uma vez que a população local não conhece a mesma. Palavras chave: animais, dirofilariose, enfermidade, população, tutores Evaluation of the knowledge of tutors residing in Vila da Penha, RJ, regarding canine heartworm ABSTRACT. Heartworm disease, commonly known by tutors as heart worm disease, is a common disease in coastal areas that have a favorable climate for the proliferation of hematophagous mosquitoes that act as vectors, helping to spread the disease in the region. This disease mainly affects the lungs and heart as the most severe damage occurs to the pulmonary artery and right side of the heart. If there are large loads of these nematodes, surgical removal is recommended since an adulticide may lead to thromboembolism, compromising the patient's life. The treatment of choice is the use of macrocyclic lactones and the use of doxycycline. Prevention against heartworm disease is the main means of combating the disease. The aim of this study was to evaluate the knowledge of tutors present within the veterinary clinic trying to raise awareness and clarify doubts of the population of Vila da Penha (RJ, Brazil) in the city of Rio de Janeiro that has been presenting an increase in the number of cases. It was found that most respondents had never heard about the disease, did not know its spread, did not have information on its risks to animals and humans, so it was a zoonosis, but all alarming data were minimized because most respondents performed prevention and knew about it. The lack of information of the interviewed population is a warning and a way of directing the conduct to be taken to promote information about the disease, so that as knowledge increases, the rate of misinformation that may indicate vulnerability is minimized. of the animals of that region to contract the disease since the local population does not know the disease. Key words: animals, heartworm disease, disease, population,tutors Evaluación del conocimiento de los tutores que residen en Vila da Penha, RJ, sobre el gusano del corazón canino Resumen. La enfermedad del gusano del corazón, comúnmente conocida por los tutores como enfermedad del gusano del corazón, es una enfermedad común en las zonas costeras que tienen un clima favorable para la proliferación de mosquitos hematófagos que actúan como vectores, ayudando a propagar la enfermedad en la región. Esta enfermedad afecta principalmente a los pulmones y al corazón, ya que el daño más grave se produce en la arteria pulmonar y el lado derecho del corazón. Si hay grandes cargas de estos nematodos, se recomienda la extirpación quirúrgica, ya que un adulticida puede provocar tromboembolismo y comprometer la vida del paciente. El tratamiento de elección es el uso de lactonas macrocíclicas y el uso de doxiciclina. La prevención contra la enfermedad del parásito del corazón es el principal medio para combatir la enfermedad. El objetivo de este estudio fue evaluar el conocimiento de los tutores presentes en la clínica veterinaria que intentan crear conciencia y aclarar dudas sobre la población de Vila da Penha (RJ, Brasil) en la ciudad de Río de Janeiro que ha estado presentando un aumento en el número de casos. Se descubrió que la mayoría de los encuestados nunca habían oído hablar de la enfermedad, no sabían su propagación, no tenían información sobre sus riesgos para los animales y los humanos, por lo que era una zoonosis, pero todos los datos alarmantes se redujeron al mínimo porque la mayoría de los encuestados realizaron prevención y lo sabían. La falta de información de la población entrevistada es una advertencia y una forma de dirigir la conducta a seguir para promover la información sobre la enfermedad, de modo que a medida que aumenta el conocimiento, se minimiza la tasa de desinformación que puede indicar vulnerabilidad. de los animales de esa región para contraer la enfermedad ya que la población local no lo sabe. Palabras clave: animales, enfermedad del parásito del corazón, enfermedad, población, tutores Introdução A Dirofilaria immitis (Leidy,1856) é um nematoide filarídeo que pode chegar até 30 cm de comprimento e é o causador da enfermidade denominada de Dirofilariose, é uma zoonose de grande importância que acomete principalmente canídeos sendo estes seus hospedeiros definitivos, podendo atingir também ao homem e felídeos sendo estes apenas hospedeiros acidentais. Os primeiros relatos de Dirofilaria immitis no Brasil foram relatados em 1878 e 1887 por Silva-Araújo e Magalhães respectivamente e com o tempo devido ao aumento da população canina sem controle e péssimas políticas de controle populacional de animais errantes, houve uma facilitação da disseminação da dirofilariose no Brasil (Almosny, 2002; Brito et al, 2001; Silva & Langoni, 2009). A dirofilariose foi reconhecida oficialmente como zoonose pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1979 e desde seu reconhecimento é constatado que os números de sua ocorrência aumentaram consideravelmente por todo o mundo e associado a isto fatores como mudanças climáticas, o transito de animais entre países e falta de conscientização das populações a respeito de seus meios de transmissão. A dirofilariose é propagada com facilidade muito devido diversas espécies de mosquitos que atuam como seus, vetores dentre estes destacam-se os mosquitos dos gêneros Culex, Anopheles e Aedes, este ultimo sendo muito conhecido pela população brasileira por ser constantemente associado a outras enfermidades (Silva & Langoni, 2009; Genchi et al., 2009). As zoonoses estão cada vez mais em evidencia e representam uma boa parte das doenças hoje conhecidas, as zoonoses representam a maior parte das doenças emergentes o que contribui para uma forma de percepção diferenciada, as zoonoses são cada vez mais estudadas tendo em vista que sua importância cresce a medida que se tornam mais comumente visualizadas na população (Togerson & Macpherson, 2011). A dirofilariose é normalmente encontrada em locais litorâneos e de clima tropical. A infecção começa a partir de um artrópode hematófago que na hora de se alimentar acaba contraindo as microfilárias, o primeiro estágio larval a L1, esta circulante na corrente sanguínea deste hospedeiro. Logo após este processo ocorrerá uma migração destas larvas do seu tórax para seu aparelho picador e estas irão se desenvolver em L2 e posteriormente em L3, estimasse que o tempo necessário para tal processo seja de aproximadamente 2 semanas. Quando este mesmo mosquito realizar um repasto sanguíneo em um novo hospedeiro este irá se infectar com as L3 inoculadas pelo aparelho picador do mosquito, estas larvar de terceiro estágio irão se alocar no tecido subcutâneo e muscular e irão se transformar em L4 num período de 3 a 12 dias. Feito todo este o sistema circulatório do paciente será infectado e num prazo de aproximadamente 100 dias irão estar em seu estágio L5 onde irão atingir sua maturidade sexual e se reproduzem finalizando assim o seu ciclo com a liberação de novas microfilárias na corrente sanguínea, prazo este que se dá de 6 a 8 meses após a infecção para se encontrar estas microfilárias na circulação. A microfilária pode permanecer na circulação por períodos que compreendem de 1 a 2 anos, a gravidade é baseada no número de nematoides filarídeos presentes no animal (Almosny, 2002; Genchi et al., 2009; AHS-Current canine guidelines, 2012). O diagnostico é feito pela detecção de antígenos da forma adulta da D. immitis presentes na circulação através de imunoabsorção enzimática (ELISA) ou pela pesquisa de microfilárias, através da utilização de testes como o de filtração, gota espessa e de Knott além da avaliação dos sinais clínicos causados pela presença do parasita que se aloja nas artérias pulmonares, à medida que a população de vermes cresce, estes migram para o coração ocupando átrio direito, válvula tricúspide e veias cavas como a caudal e a cranial o que pode ocasionar a síndrome da veia cava. Os sinais clínicos normalmente demonstrados são a disfunção cardiovascular, alterações respiratórias, síncope, tosse crônica, hepatomegalia, dispneia, ruídos pulmonares e cardíacos. A radiografia de tórax é comumente usada junto de um ecocardiograma para detecção de alterações cardiovasculares causadas pela presença dos nematoides, em animais com altas cargas podemos notar um aumento do ventrículo direito, dilatação e tortuosidade das artérias pulmonares principais e obstrução das artérias pulmonares periféricas (Almosny, 2002; Nelson & Couto, 2006; Silva & Langoni, 2009). O tratamento adulticida para a dirofilariose emprega o uso de compostos orgânicos arsenicais como dicloridrato de melarsomina e tiacetarsamida que tem como função eliminar vermes adultos nos cães portadores, porém há um risco a ser avaliado que é a ocorrência de tromboembolismo e este tratamento adulticida não é recomendado em animais com infestações severas podendo levar ao óbito do animal, além disso, a retirada cirúrgica dos vermes é um método também utilizado em casos onde há grandes infestação de vermes. A eliminação da microfilária se dá normalmente de 3 a 4 semanas após a terapia adulticida e é realizada através do uso da doxiciclina em combinação com preventivas doses de lactonas macrocíclicas, em animais com alto número de microfilárias utilizam-se anti-inflamatórios ou glicocorticoides para tentar minimizar o potencial de reações inflamatórias. Sabe-se hoje que a bactéria Wolbachia possui uma relação de afinidade com alguns nematoides e o efeito patogênico inflamatório está intimamente relacionado com esta bactéria, a eliminação da Wolbachia acarreta em uma série de benefícios como esterilidade de fêmeas, efeito adulticida e inibição do desenvolvimento larvar resultando eliminação em longo prazo dos nematoides (Ettinger&Feldman, 2004; Cicarino, 2009; AHS-Current canine guidelines, 2012). Nos anos de 2016, 2017 e 2018 foram realizados 3 diferentes estudos sobre o conhecimento de tutores de cães em diferentes municípios do estadodo Rio de Janeiro sendo eles Araruama e Rio das Ostras na região dos lagos e Niterói, tendo sido possível verificar nestes estudos a falta de conhecimento da população que em sua maioria já tinha sido informada alguma vez a respeito de dirofilariose (Nogueira, 2016; Maziero, 2017; Gaspar, 2018). Um estudo realizado do Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman no período de janeiro de 2015 a maio de 2016 relatou um aumento nos casos de resultado positivo para dirofilariose de 5,9% dos exames requisitados no primeiro semestre de 2015 para 8,9% nos exames que correspondem de janeiro a maio de 2016, constatando uma elevação no número de casos positivos para dirofilariose no município do rio de janeiro (Abboude & Silva, 2017). O objetivo deste trabalho foi através da aplicação de um questionário conciso e pontual a avaliação do conhecimento dos tutores de cães que residem no bairro Vila da penha no Rio de Janeiro tendo as questões sendo seguidas de uma explicação a respeito do assunto a fim de elucidar dúvidas e conscientizar os entrevistados dos riscos e repercussões da Dirofilariose canina. Material e Métodos O estudo foi pensado e realizado no bairro de Vila da Penha, Rio de Janeiro entre períodos que correspondem de agosto a novembro de 2019, a ação principal foi a aplicação de um questionário (Anexo 2) formalizado por 15 questões de múltipla escolha as quais em algumas consta locais de preenchimento para melhor elucidação da resposta. Anteriormente a aplicação do questionário foi perscrutado ao tutor se haveria o interesse de participar e responder a pesquisa e lhe foi oferecido e explicado o termo de consentimento livre e esclarecido (Anexo 3), deixando-o ciente dos fins acadêmicos. A seleção de participantes foi por conveniência e disposição de colaboração com o estudo e todos os participantes atingiam o requisito de serem tutores de cães residentes no bairro Vila da Penha. Foi necessária previamente a realização do questionário, a explicação de que a questão de número 15 deveria ser respondida somente após o pesquisador coletar os dados das 14 questões anteriores e a indagação ao participante se restariam dúvidas a cerca de alguma questão. Após o preenchimento das 14 questões o participante era indagado sobre qualquer dúvida e caso houvesse era elucidada de forma completa e veraz, subsequente a isso viria à questão de número 15 onde o tutor avaliaria se a explicação feita pelo pesquisador teria sido satisfatória ou não. Foram entrevistados 50 tutores dentro de clínicas veterinárias do bairro de Vila da Penha, Rio de Janeiro. As conclusões foram obtidas através da análise de dados dos questionários preenchidos e para a síntese de dados foram elaborados gráficos no Microsoft Excel 2010. Resultados e Discussão Os resultados a seguir foram dispostos de forma que a discussão a respeito da pergunta do questionário e seu gráfico elaborado no programa Microsoft Excel 2010 correspondente, estejam na mesma ordem que as questões situadas no questionário aplicado. Foi feito uma análise a respeito do resultado e um estudo comparativo com Nogueira (2016), Maziero (2017) e Gaspar (2018) sempre levando em consideração o objetivo de cada trabalho e sua disposição. Figura 1 – Nível de escolaridade dos tutores entrevistados a respeito da dirofilariose. Quanto ao grau de formação, 54% dos entrevistados responderam que possuem ensino médio completo, 42% possuem formação superior completa e apenas 4% possuem somente o fundamental completo (Fig 1). Os resultados quando contrastados com os de Gaspar (2018) nos mostram que há uma discrepância dos resultados, sendo evidenciado por ele que a maioria dos entrevistados detinha ensino superior completo, diferente do presente estudo que prevalece o número de entrevistados com ensino médio completo. Quando comparado ao estudo realizado por Nogueira (2016) os números de tutores com ensino superior são iguais, ambos apresentam 42% e resultados distintos quanto ao grau de ensino médio e ensino fundamental. Os resultados apresentados podem ter sofrido influencia das diferentes lolizações. Figura 2 – Local em que residem os entrevistados. Observou-se que 68% dos tutores residem em casa e apenas 32% em apartamentos (Fig 2). Estes dados aproximam mais de Nogueira (2016) com 70% residentes em casa e 30% em apartamento e entram em acordo com Maziero (2017) e Gaspar (2018) que indicaram resultados como 94% e 74% residentes em casas, respectivamente. A Vila da Penha é conhecida por ser um bairro mais residencial sendo justificado o resultando de maior predominância de moradores residentes em casas. Figura 3 – Número de cães por tutor. Foi possível compreender que 54% dos tutores sendo a maioria dos entrevistados possuíam somente 1 cão, os demais seguiam com 22% dos tutores detentores de 2 cães, 8% dos tutores detentores de 3 cães, 6% dos tutores detentores de 4 cães e 10% dos tutores possuíam mais do que 4 cães (Fig 3). Estes dados entram em acordo com Nogueira (2016), Maziero (2017) e Gaspar (2018) que também levantaram que a maioria dos entrevistados possuía 1 cão. Embora a maioria dos entrevistados residam em casa que normalmente possui uma área de espaço maior, a maioria dos entrevistados possui somente 1 cão. Figura 4 – Distribuição do número de cães quanto ao gênero. A predominância de cadelas foi evidenciada no estudo notando-se que 51% dos animais eram fêmeas e 49% machos (Fig 4). Estes resultados entram em acordo com Gaspar (2018) que evidencia dados de 61% correspondentes a fêmeas e Maziero (2017) com 54% de fêmeas. Figura 5 – Entrevistados que possuem animais de raça definida, sem raça definida e ambos. O presente estudo aponta que 56% dos tutores possuem animais com padrão de raça definida sendo a maioria, os demais entrevistados consistem em 38% de tutores possuindo animais sem raça definida e somente 6% dos tutores possuindo animais com ambas as características (Fig 5). Figura 6 – Percentual de tutores que responderam que o animal costuma viajar. A maioria dos tutores entrevistados respondeu que o animal não costuma viajar o que corresponde a 76% dos entrevistados, porém 24% dos entrevistados responderam que sim o animal tem o costume de viajar junto (Fig 6). A região dos lagos presente no estado do Rio de Janeiro é uma área endêmica para a dirofilariose e um dos locais preferidos da população para se viajar nas épocas de férias e feriados, o que torna preocupante o fato do animal ter o costume de viajar. Foi explicada que esta questão se referia a viagens para a região dos lagos área endêmica do Rio de Janeiro para a enfermidade da dirofilariose canina. Figura 7 – Percentual de tutores que já ouviram a respeito da dirofilariose. Apenas 44% dos entrevistados já ouviram em algum momento a respeito da dirofilariose e 56% nunca ouviram sobre (Fig 7). Este dado entra em desacordo com os estudos de Nogueira (2016), Maziero (2017) e Gaspar (2018) que evidenciam respectivamente valores de que 78%, 62% e 80% dos entrevistados já ouviram falar a respeito da dirofilariose. A informação é uma grande vertente no combate a dirofilariose, estes dados preocupam, considerando os tutores que possuem o costume de levar seu animal (s) em viagens, os animais correm sério risco caso o destino seja uma área endêmica devido a sua falta de informação. Há de se considerar que grande parte da população não reconhece a nomenclatura “dirofilariose”, identificando a enfermidade somente como “verme do coração” expressão esta que foi citada na explicação da questão. Figura 8 – Conhecimento sobre a forma de disseminação da doença. Os tutores entrevistados apresentaram baixo conhecimento das formas de transmissão da doença sendo este um fator agravante devido à falta de informação. Foi evidenciado que 64% dos entrevistados não sabem como é transmitida a dirofilariose e apenas 36% possuem tal informação (Fig 8). Os dados entram em acordo com Nogueira (2016) e Gaspar (2018) que apontam níveis baixos de conhecimento da população a respeito da forma de transmissão, sendoevidenciado em 2016 que somente 40% detém este conhecimento e em 2018 somente 37% responderam que sim, conhecem a forma de transmissão. Figura 9 – Realiza a prevenção contra a dirofilariose. A prevenção é a forma de combate mais recomendada contra a dirofilariose sendo de extrema importância e é dever do médico veterinário como agente de saúde alertar e informar aos tutores sobre a forma de prevenção, e segundo a interpretação dos gráficos, este objetivo está sendo cumprido na Vila da Penha, pois foi possível notar que 64% dos tutores realizam alguma forma de prevenção contra a dirofilariose (Fig 9). Estes dados entram em desacordo com Nogueira (2016) e Gaspar (2018) que evidenciaram que somente 25% e 43% dos entrevistados realizavam a prevenção. Segundo os dados apresentados há uma discordância entre o número de entrevistados que já ouviram falar a respeito da doença e os números de entrevistados que realizam a prevenção o que indica uma falha de comunicação do veterinário para com os tutores tornando-se algo mecânico a aplicação da moxidectina (ProHeart®) ou administração de outros protocolos de prevenção, sem que o tutor compreenda o contexto completo, este que inclui os agravantes da doença, sua disseminação, sua relevância, os danos possíveis e sua classificação como zoonose. Os veterinários locais indicam e realizam a prevenção sendo corretos e assertivos, mas falham na hora de repassar as informações para os tutores o que se traduz nos resultados apresentados até então. Figura 10 – Conhece a forma de prevenção da dirofilariose. Embora 64% dos entrevistados realizem a prevenção somente 56% dos entrevistados responderam que conhecem as formas de prevenção da dirofilariose (Fig 10). Estes dados mostram que embora as pessoas realizem a prevenção não se conhece a fundo como é feita essa prevenção o que mostra uma cerca falta de informação. Estes dados entram em desacordo com Nogueira (2016), Maziero (2017) e Gaspar (2019) que relatam que apenas 47% em 2016, 32% em 2017 e 43% em 2019 dos entrevistados afirmaram conhecer as medidas preventivas. Figura 11 – Conhece os riscos que a dirofilariose traz ao cão. Somente 36% dos entrevistados conhecem os danos que a dirofilariose pode causar (Fig 11). Estes dados estão em acordo com Nogueira (2016), Maziero (2017) e Gaspar (2018) que apontaram baixas taxas de entrevistados que afirmaram conhecer os danos que a dirofilariose poderia ocasionar sendo estas taxas 32% de respostas sim em 2016, 40% em 2017 e 47% em 2018. Figura 12 – Conhecimento de que se trata de uma zoonose. Apenas 38% dos entrevistados responderam sim quando foi perguntado se sabiam que se tratava de uma zoonose evidenciando que a informação não é bem distribuída para a população (Fig 12). Uma forma de reforçar a importância da enfermidade é conscientizar aos tutores que eles também correm riscos. Figura 13 – Conhecimento a respeito do que é uma zoonose. A maioria dos tutores correspondendo a 54% dos entrevistados respondeu que conhece o que é uma zoonose (Fig 13). A maioria dos tutores detém informação do que é uma zoonose, mas não possuía informação que a dirofilariose é uma zoonose, evidenciando que o centro da falta de informação está com relação à dirofilariose. Este resultado entra em discordância com Gaspar (2019) que obteve uma taxa de entrevistados que conheciam o que significa zoonose de apenas 33%. Figura 14 – Percentual de entrevistados que considera a doença relevante. A maioria dos entrevistados não possuía informações dos possíveis riscos que a doença poderia ocasionar, contudo 82% dos entrevistados consideraram a doença relevante (Fig 14). Figura 15 – Percentual de entrevistados que acreditam que todas as dúvidas foram elucidadas. No total de 50 entrevistados, 90% acreditam que após as devidas explicações verbais, todas as dúvidas foram retiradas e o conteúdo das mesmas foi elucidado de forma que não se apresentavam mais dúvidas, em contraponto 10% dos entrevistados acreditam que mesmo após a explicação ainda restou dúvidas e questões a serem resolvidas (Fig 15). Tabela 1 – Porcentagens de respostas “Sim” nas perguntas referentes ao questionário de avaliação de conhecimentos dos tutores de cães. (N.D. = não divulgado). Estudo Nogueira(2016) Maziero(2017) Gaspar(2018) Presente estudo Local do estudo Araruama Rio das Ostras Niterói Vila da Penha Já ouviu falar a respeito da dirofilariose? 78% 62% 80% 44% Conhece os possíveis riscos da dirofilariose? 32% 40% 47% 36% Sabe como a doença é disseminada? 40% 30% 37% 36% Realiza a prevenção? 26% N.D 43% 64% Conhece as medidas de prevenção? 34% 32% 47% 56% Tem consciência que é uma zoonose? 20% 34% 17% 38% Sabe o que é uma zoonose? N.D N.D 33% 54% Na Tabela 1 é possível visualizar os percentuais de respostas positivas nos estudos anteriormente citados como Nogueira (2016), Maziero (2017), e Gaspar (2018) juntos as porcentagens positivas do presente estudo. É possível notar que os estudos anteriores evidenciaram um percentual muito mais elevado dos tutores que já ouviram a respeito da dirofilariose do que o presente estudo. Embora os entrevistados do presente estudo possuam números baixos em relação ao conhecimento da forma de transmissão e os possíveis riscos, o percentual de tutores que realizam a prevenção e conhecem as medidas de prevenção é maior do que os citados nos estudos anteriores. O presente estudo evidencia que o percentual de entrevistados que possuem conhecimento do que é uma zoonose e que a dirofilariose se trata de uma zoonose é maior do que os estudos anteriores embora a porcentagem de entrevistados que possui informação de que se trata de uma zoonose é abaixo de 50%. Os resultados obtidos são claramente resultados compatíveis com pessoas que frequentam a clínica veterinária e possuem este contato com o médico veterinário, o resultado para pessoas que não possuem este costume irá variar e possivelmente apresentar estatísticas mais baixas. Conclusão A dirofilariose é uma doença de ocorrência mundial que vem aumentando o número de casos no Rio de Janeiro, principalmente por possuir regiões litorâneas extensas com clima favorável a procriação de mosquitos hematófagos. É possível concluir que a partir do presente estudo a desinformação é um fator alarmante no bairro de Vila da Penha – RJ, a maior parte da população não possui informação do que é a dirofilariose canina, não sabe o seu modo de transmissão, riscos, e capacidade zoonótica mesmo apresentando alto conhecimento do que é uma zoonose. A gravidade desta falta de conhecimento é por sua vez minimizada devido a maior parte da população realizar a prevenção e deter o conhecimento sobre a mesma. Referências bibliográficas Almosny, N. R. P. (2002). Hemoparasitoses em pequenos animais domésticos e como zoonoses. L. F. Livros. Rio de Janeiro, Brasil. American Heartworm Society. Current Canine Guidelines for the Prevention, Diagnosis, and Management of Heartworm (Dirofilaria immitis) Infection in Dogs. Disponível em: <http://www.heartwormsociety.org> Acesso em: 12/10/2019. Abboud, L. C. S., Silva, A. N. F. (2017). Dirofilariose no município do Rio de Janeiro: Uma zoonose emergente e negligenciada. Academus Revista Científica da Saúde. v. 2, n. 2. Branco, A. S., Almeida, F. M., Faria, M. C. F., Dantas, L. M. S., Labarthe, N. V. (2009). Dirofilaria immitis (Leidy, 1856) no entorno de um caso felino: um estudo sobre sua transmissão. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária. 18, 14-18. Brito, A. C., Nova, V. M. C., Rocha, D. A. M., Costela, L. G., Almeida W. A. P., Viana, L. S., Galopes, R. R., Fontes, G., Rocha, E. M. M., Regis, L. (2001). Prevalência de Dirofilaria Immitis e Dipetalonema reconditum em Maceió, Alagoas, Brasil. Caderno de Saúde Pública. 17, 1497-1504. Cicarino, C. Dirofilariose Canina. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Medicina Veterinária), Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas. São Paulo. (2009). Disponível em: <http://arquivo.fmu.br/prodisc/medvet/cci.pdf>Acesso em: 09/10/2019. Ettinger, S. J. & Feldman, E. C. (2004). Tratado de Medicina Interna Veterinária – Doenças do Cão e do Gato 2 vol 2(5th ed.). Editora Guanabara Koogan S/A. Rio de Janeiro, Brasil. Freitas, F. V., Siqueira, V. C. F., Vidal, N. B. C., Silva, R. O., Viana, I. L., Borges Filho, J. A., Leite, A. K. R. M. (2018). Dirofilariose em uma cadela: Relato de caso. Revista Científica de Medicina Veterinária- ISSN. 30. Gaspar, C.N.P. (2018). Avaliação do conhecimento de tutores residentes no município de Niterói, RJ, sobre dirofilariose canina. Trabalho de conclusão de curso(Bacharelado em Medicina Veterinária), Universidade do Grande Rio Prof. José de Souza Herdy. Rio de Janeiro. Genchi, C., Mortarino, M., Rinaldi, L., Cringoli, G., Traldi, G., Genchi, M. (2011). Changing climate and changing vector-borne disease distribution: The example of Dirofilaria in Europe. Veterinary Parasitology, 176, 295-299. Giangaspero, A., Marangi, M., Latrofa, M. S., Martinelli, D., Traversa, D., Otranto, D., Genchi C. (2013). Evidences od increasing risk of dirofilarioses inj Southern Italy. Parasitology Researtch(Parasitol Res). 112, 1357-1361. Labarthe, N. (2010). Effects of doxycycline on the endosymbiont Wolbachia in Dirofilariaimmitis (Leidy, 1856) - Naturally infected dogs. Veterinary Parasitology, 174, 119-123. Maziero, T.S. Avaliação do nível de conhecimento de proprietários residentes em Rio das Ostras sobre dirofilariose canina. Trabalho de conclusão de curso(Bacharelado em Medicina Veterinária), Universidade do Grande Rio Prof. José de Souza Herdy. Rio de Janeiro. (2017). Meireles, J., Paulos, F., Serrão, I. (2014). Dirofilariose canina e felina. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias. 109, 70-78. Nelson, R. & Couto, C. (2006). Medicina Interna de Pequenos Animais(3th ed.). Elsevier Editora Ltda. Rio de Janeiro, Brasil. Nogueira, C. T. L. Avaliação do conhecimento da população de Araruama sobre a dirofilariose canina. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Medicina Veterinária), Universidade do Grande Rio Prof. José de Souza Herdy. Rio de Janeiro. (2016). Salgueiro, J. M. Dirofilariose canina. Trabalho de obtenção do Grau de Mestre em Medicina Veterinária, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Lisboa. (2016). Disponível em:<http://recil.grupolusofona.pt/bitstream/handle/10437/7254/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20Joana%20Salgueiro%20PDF.pdf?sequence=1> Acesso em: 23/09/2019. Santos, L. A. C. & Silva, F. C. (2011). Dirofilariose em pequenos animais – Revisão de literatura. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária – ISSN. 17. Sarquis, J. G. Dirofilariose(Dirofilaria immitis) em Cães e Gatos. Trabalho de conclusão de curso(Bacharelado em Medicina Veterinária), Universidade de Brasília- UnB. Brasília. (2012). Disponível em: <http://bdm.unb.br/bitstream/10483/4109/1/2012_JulianaGuimaraesSarquis.pdf> Acesso em: 25/09/2019. Silva, A. N. F. & Abboud, L. C. S. (2017). Dirofilariose no município do Rio de Janeiro: Uma zoonose emergente e negligenciada. Academus Revista Científica de Saúde, v2, n2. Silva, R. C. & Langoni, H. (2009). Dirofilariose. Zoonose emergente negligenciada. Ciênc. Rural, Santa Maria, 39, 5, 1614-1623. ANEXO 1 Instruções aos Autores Instruções ao autores para a revista PUBVET (Publicações Veterinárias e Zootecnia) I. Modelo de apresentação de artigo (Final do texto download). II. Relato de Caso III. Revisão de Literatura I. MODELO DE APRESENTAÇÃO DE ARTIGO ORIGINAL O título (Fonte Times New Roman, estilo negrito, tamanho 16, somente a primeira letra da sentença em maiúscula, o mais breve possível- máximo 15 palavras) José Antônio da Silva1, Carlos Augusto da Fonseca2*, ... Nomes de autores (ex., José Antônio da Silva1). Todos com a primeira letra maiúscula e o símbolo 1, 2, 3,... sobrescrito. 1Professor da Universidade Federal do Paraná, Departamento de Zootecnia. Curitiba –PR Brasil. E-mail:contato@pubvet.com.br 2Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Cidade, Estado e País – email:exemplo@pubvet.com.br *Autor para correspondência Afiliações. Filiações dos autores devem estar logo abaixo dos nomes dos autores usando o símbolo 1, 2, 3,... sobrescrito e o símbolo * para o autor de correspondência. Universidade Federal do Paraná, incluindo departamento (Departamento de Zootecnia), cidade (Curitiba), estado (Paraná) e país (Brasil). Todos com a primeira letra maiúscula e e-mail eletrônico. RESUMO. A palavra resumo em maiúsculo e negrito. Fonte New Times Roman, Tamanho 11, Parágrafo justificado com recuo de 1cm na direita e na esquerda e espaçamento de 6 pt antes e depois. O resumo consiste não mais que 2.500 caracteres (caracteres com espaços) em um parágrafo único, com resultados em forma breve e compreensiva, começando com objetivos e terminando com uma conclusão, sem referências citadas. Abreviaturas no resumo devem ser definidas na primeira utilização. Palavras chave: ordem alfabética, minúsculo, vírgula, sem ponto final Título em inglês ABSTRACT. Resumo em inglês. A palavra abstract em maiúsculo e negrito. Key words: Tradução literária do português Título em espanhol RESUMEN. Resumo em espanhol. A palavra resumen em maiúsculo e negrito. Palabras clave: Tradução literária do português Introdução A palavra introdução deve estar em negrito e sem recuo. A introdução não deve exceder 2.000 caracteres (caracteres com espaço) e justifica brevemente a pesquisa, especifica a hipótese a ser testada e os objetivos. Uma extensa discussão da literatura relevante deve ser incluída na discussão. Material e Métodos É necessária uma descrição clara ou uma referência específica original para todos os procedimentos biológico, analítico e estatístico. Todas as modificações de procedimentos devem ser explicadas. Dieta, dados de atividades experimentais se apropriado, animais (raça, sexo, idade, peso corporal, e condição corporal [exemplo, com ou sem restrição de alimentação a água]), técnicas cirúrgicas, medidas e modelos estatísticos devem ser descritos clara e completamente. Informação do fabricante deve ser fornecida na primeira menção da cada produto do proprietário utilizado na pesquisa (para detalhes, ver Produto Comercial). Devem ser usados os métodos estatísticos apropriados, embora a biologia deva ser usada. Os métodos estatísticos comumente utilizados na ciência animal não precisam ser descritos em detalhes, mas as adequadas referências devem ser fornecidas. O modelo estatístico, classe, blocos e a unidade experimental devem ser designados. Resultados e Discussão Na PUBVET os autores têm a opção de combinar os resultados e discussão em uma única seção. Resultados Os resultados são representados na forma de tabela ou figuras quando possível. O texto deve explicar ou elaborar sobre os dados tabulados, mas números não devem ser repetidos no texto. Dados suficientes, todos com algum índice de variação incluso (incluindo nível significância, ou seja, P-valor), devem ser apresentados para permitir aos leitores interpretar os resultados do experimento. Assim, o P-valor (exemplo, P =0.042 ou P < 0.05) pode ser apresentado, permitindo desse modo que os leitores decidam o que rejeitar. Outra probabilidade (alfa) os níveis podem ser discutidos se devidamente qualificado para que o leitor não seja induzido ao erro (exemplo as tendências nos dados). Discussão A discussão deve interpretar os resultados claramente e concisa em termo de mecanismos biológicos e significância e também deve integrar os resultados da pesquisa como o corpo de literatura publicado anteriormente para proporcionar ao leitor base para que possa aceitar ou rejeitar as hipóteses testadas. A seção de discussão independente não deve referi-se nenhum número ou tabela nem deve incluir o P- valor (a menos que cite o P-valor de outro trabalho). A discussão deve ser consistente com os dados da pesquisa. Tabelas e figuras Tabelas e figuras devem ser incluídas no corpo do texto. Abreviaturas devem ser definidas (ou redefinida) em cada tabela e figura. As tabelas devemser criadas usando o recurso de tabelas no Word MS. Consultar uma edição recente da PUBVET para exemplos de construção de tabela. Quando possível as tabelas devem ser organizadas para caberem em toda a página (exemplo, retrato layout) sem ultrapassar as laterais da borda (exemplo, paisagem). Cada coluna deve ter um cabeçalho (exemplo, item, ingrediente, marca, ácidos graxos). As unidades devem ser separadas cabeçalhos por uma vírgula ao invés de ser mostrado em parênteses. Limitar o campo de dados ao mínimo necessário para a comparação significativa dentro da precisão dos métodos. No corpo das referências da tabela para as notas de rodapé devem ser numerais. Cada nota deve começar em uma nova linha. Para indicar diferenças significativas entre as médias dentro de uma linha ou coluna são usadas letras maiúscula sobrescritas. Abreviaturas Abreviaturas no texto devem ser definidas no primeiro uso. Os autores devem usar o padrão das abreviaturas internacionais de elementos. Abreviaturas definidas pelo autor devem sempre ser usadas exceto para começar uma frase. A abreviação definida pelo autor precisa ser redefinida no resumo o primeiro uso no corpo do artigo, em cada tabela, e em cada figura. Citações no texto No corpo do manuscrito, os autores referem-se da seguinte forma: (Ferraz & Felício, 2010) ou Ferraz & Felício (2010). Se a estrutura da frase exige que os nomes dos autores sejam incluídos entre parênteses, o formato correto é (Ferraz & Felício, 2012a, b). Quando há mais de 2 autores no artigo o primeiro nome do autor é entre parênteses pela abreviação et. al. (Moreira et al., 2004). Os artigos listados na mesma frase ou parênteses devem estar primeiro em ordem alfabética e em ordemcronológica para 2 publicações no mesmo ano. Livros (AOAC, 2005; Van Soest, 1994) e capítulos de livros (Prado & Moreira, 2004) podem ser citados. Todavia, trabalhos publicados em anais, cds, congressos, revistas de vulgarização, dissertações e teses devem ser evitados. Referências bibliográficas 1. Artigos de revista Ferraz, J. B. S. & Felício, P. E. (2010). Production systems – An example from Brazil. Meat Science, 84, 238-243. Moreira, F. B., Prado, I. N., Cecato, U., Wada, F. Y. & Mizubuti, I. Y. (2004). Forage evaluation, chemical composition, and in vitro digestibility of continuously grazed star grass. Animal Feed Science and Technology, 113,239-249. 2. Livros AOAC. 2005. – Association Official Analytical Chemist. (2005). Official Methods of Analysis (18th ed.) edn. AOAC, Gaitherburg, Maryland, USA. Van Soest, P. J. (1994). Nutritional ecology of the ruminant. Cornell University Press, Ithaca, NY, USA. 3. Capítulos de livros Prado, I. N. & Moreira, F. B. (2004). Uso de ácidos ômega 3 e ômega 6 sobre a produção e qualidade da carne e leite de ruminantes. In: Prado, I. N. (ed.) Conceitos sobre a produção com qualidade de carne e leite. Eduem, Maringá, Paraná, Brasil. II. RELATO DE CASO Deve conter os seguintes elementos: Título, Nome (s) de autor (es), filiação, resumo, palavras chave, introdução, relato do caso clínico, discussão e conclusão. Os elementos anteriores devem seguir as mesmas normas dos artículos de investigação original. III. REVISÃO DE LITERATURA Deve conter os seguintes elementos: Título, Nome(s) de autor (es), filiação, resumo, palavras chave. Os manuscritos devem seguir as mesmas normas dos artigo de investigação original, a excepção de Material e Métodos, Resultados e Discussão; no seu lugar, utilize títulos e subtítulos sobre o mesmo tema. ENVIO DE ARTIGO O envio de artigos pode ser realizado pelo site pubvet.com.br ou enviar diretamente no e-mail contato@pubvet.com.br Para enviar o artigo pelo site você deve cadastrar o e-mail no pubvet.com.br/cadastro. Caso já possuía cadastro basta entrar no pubvet.com.br/login, em seguida acessar em artigo e clicar em cadastrar novo, preencher o formulário (o campo doi. não precisa ser preenchido), anexar o arquivo em Word e salvar. Duvidas pode entrar em contato no e-mail contato@pubvet.com.br. ANEXO 2 Avaliação do conhecimento de tutores a respeito da dirofilariose no bairro Vila da Penha – Rio de Janeiro/RJ. 1. Nível de escolaridade: ( ) ensino fundamental ( ) ensino médio ( ) ensino superior 1. Reside em: ( ) Apartamento ( ) Casa 1. Número de animais que possui: ( ) 1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )outro___ 1. Número de machos e de fêmeas (caso superior a um, informe): ( ) Macho___ ( )Fêmea___ 1. Animais de raça definida ou SRD? ( ) Raça definida ( )SRD ( ) ambos 1. Seu animal costuma a viajar? ( )Sim ( )Não 1. Conhece ou já ouviu falar sobre dirofilariose? ( ) Sim ( )Não 1. Possui conhecimento a respeito da forma de disseminação da doença? ( )Sim ( )Não 1. Realiza a prevenção em seus animais? ( )Sim ( )Não 1. Sabe como é o modo de prevenção? ( )Sim ( )Não 1. Conhece os possíveis danos da dirofilariose? ( ) Sim ( ) Não 1. É de seu conhecimento que se trata de uma zoonose? ( )Sim ( )Não 1. Possui conhecimento do que é uma zoonose? ( )Sim ( )Não 1. Considera uma doença relevante? ( )Sim ( )Não 1. Após a realização das questões anteriores e a devida explicação e orientação a respeito das tais, o(a) senhor(a) acredita que toda e qualquer dúvida a respeito da dirofilariose foi sanada? ( )Sim ( )Não ANEXO 3 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Você está sendo convidado para participar da pesquisa “Avaliação do conhecimento de tutores a respeito da dirofilariose no bairro Vila da Penha – Rio de Janeiro/RJ”. Você foi selecionado e sua participação não é obrigatória. A qualquer momento você pode desistir de participar e retirar seu consentimento. Sua recusa não trará nenhum prejuízo em sua relação com o pesquisador. Os objetivos deste estudo são avaliar o conhecimento de tutores de cães a respeito da dirofilariose e elucidar quaisquer dúvidas dos mesmos. Sua participação nesta pesquisa consistirá em: responder o questionário entregue para avaliação de seus conhecimentos. As informações obtidas através dessa pesquisa serão confidenciais e asseguramos o sigilo sobre sua participação. Os dados não serão divulgados de forma a possibilitar sua identificação. O senhor (a) poderá tirar suas dúvidas sobre o projeto e sua participação, agora ou a qualquer momento com os pesquisadores responsáveis ______________ no e-mail ________________ ou no telefone____________________ ___________________________________________ Pesquisador Responsável Declaro que entendi os objetivos, riscos e benefícios de minha participação na pesquisa e concordo em participar. Rio de Janeiro, _____ de ______ de 20___. _________________________________________ Sujeito da pesquisa _________________________________________ Pai / Mãe ou Responsável Legal Raça definida Sem raça definida Ambas 0.56000000000000005 0.38 0.06 Sim Não 12 38 Sim Não 22 28 Sim Não 18 32 Sim Não 32 18 Sim Não 28 22 Sim Não 18 32 Sim Não 19 31 Sim Não 27 23 Sim Não 41 9 Sim Não 45 5 fundamental medio superior 0.04 0.54 0.42 apartamento casa 16 34 1 2 3 4 outros 0.54 0.22 0.08 0.06 0.1 Gênero masculino Gênero feminino 66 69