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Medicina FTC – 2020.2 Catarina Viterbo ESCLERODERMIA Reumatologia – Prof. Emanuela– 26/08/2020 Etiologia Genética • Gêmeos com baixa concordância (<5%) • Famílias com SSc • Hereditariedade – maior fator de risco Vírus • CMV • Parvovírus B19 Exposição ambiental, drogas e radiação • Exposição ocupacional a sílica • Exposição a polivinil, tricloetileno e solventes orgânicos • Síndrome ASIA: uma síndrome que as pessoas colocam silicone (prótese mamária) e podem gerar esclerodermia. Relato de caso Mulher, 48 anos, prótese mamária 11 anos antes, Raynaud, FAN+, Scl 70 + O fenômeno de Raynaud é um vaso espasmo, dos vasos da microcirculação, gerando alteração de vascularização, principalmente nas mãos e nos pés. Classificação • Sistemica o Cutâneo limitada o Cutâneo difusa • Localizada o Morfeia linear/Golpe sabre Forma localizada :Afeta pele e tecido subcutâneo • Não afeta órgãos internos • Podem ter uma ou mais lesões, mas geralmente são localizadas. Morféia • Forma localizada mais comum • Caracteriza-se por uma área bem circunscrita com pele bem espessada • Pode ser única ou múltipla Linear • Crianças • Linha de pele mais espessada – extremidade • Retardo do crescimento do membro afetado e/ou contratura de flexão das articulações adjacentes. Golpe de sabre • Forma mais distinta • Envolvimento de área frontoparietal • Afundamento de pele Morfeia pan esclerótica • Rara e grave • Fibrose rapidamente progressiva da pele, subcutâneo, músculos. • Todo corpo • Pode ocorrer: contratura atrofia muscular, úlceras dérmicas, debilidade e morte. Forma sistêmica Cutâneo difusa • Espessamento cutâneo proximal • Início após Raynoud • Envolvimento visceral • Pior prognóstico • O anticorpo mais associado é anti-topoisomerase I Cutâneo limitada • Espessamento cutâneo limitado – distal • Raynaud – 5 a 10 anos antes • Calcinose, Renaud, Esofagite, S(Eclerodactilia), Teleangectasias – CREST • Anti-centrômero → Anticorpo mais comum Outra classificação Síndrome de superposição • ES difusa ou limitada + outra colagenose: é o exemplo de lúpus, você tem uma esclerodermia anti-sl70 + e lúpus com FAN + DNA e SM → Isso é uma superposição porque o anticorpo da doença mista do tecido conjuntivo é anti U1 NRP. Então o paciente teria uma esclerodermia, os lúpus e o único anticorpo positivo seriam o FAN e o anti U1-RNP. Não teria nem o SM e nem o DNA. • DMTC – anti U1 NRP Doença de tecido conjuntivo indefinida Algumas características de ES sem presença de achados clínicos ou laboratoriais que permitam dx definitivo. 1. Raynaud 2. VCP anormal 3. Anti-centrômero 4. Isquemia 5. Edema dos dedos Es sin esclerodermia • Sem acometimento cutâneo • Alterações viscerais, laboratoriais e clínicas características clínicas importantes. Critérios de classificação ACR/EULAR 2013 Antigamente, tinha um critério suficiente que era o espessamento dos dedos das mãos e extensão proximal metacarpo falangeana e colocou alguns achados como capilaroscopia e os anticorpos que antes não tinha. Classificação baseada em autoanticorpos FAN positivo (85-90%) pacientes Ac. específicos para esclerodermia – 60 a 70% • Anti-centromero: mais comum na forma cutânea limitada. • Anti-topoisomerase-1: mais comum na forma cutânea difusa. • Anti-RNA polimerase III: muito comum nos pacientes que tem a forma difusa e tem a crise renal esclerodérmica. • Anti-pm-scl: (polimiosite e superposição com escleroderma) Ac. mais específicos para SSc ANTI-U2RNP (anti-fibrilarina) Anti-Th/To Classificação baseada em autoanticorpos Patogênese • Alterações cutâneas precoces e tardias • Deposito de colágeno em derme, perda de célula e atrofia. Alterações vasculares e inflamatórias inicial • Evento precoce • Precede a fibrose, onde tem um depósito de colágeno na derme, perda de células e atrofia. • Envolve pequenas veias e particularmente arteríolas • Perda da integridade do endotélio • infiltrado perivascular de células mononucleares (raros linfócitos) • Lesões microvasculares obliteravas • Escassez de pequenas veias – achados tardios • Perda de veias e níveis plasmáticos elevados de fator de crescimento endotelial – resposta adaptativa a hipóxia. Fibrose • Substitui a fase inflamatória vascular • modificação da arquitetura do tecido afetado • maior causa dos sintomas da doença • Inicia-se na derme profunda e progride até subcutâneo • perda de microvascular Proliferação das células musculares lisas, espessamento da parede vascular (injúria) Fibroblasto – produção deposição e remodelação de colágeno e outros componentes da matriz extracelular. Manifestações Clínicas Sintomas iniciais • Fenomeno de Raynoud • Edema em dedos (Puff fingers) • síndrome do túnel do carpo o Parestesia • Mudança da pigmentação da pele Sintomas mais inespecíficos • Mal-estar • Fadiga • Artralgia • Mialgia Sistema vascular Fenômeno de Raynaud (95%)- Vasoespasmo induzido pelo frio, e menos comumente pelo stress. Ausência de Raynaud- pior prognóstico. Sistema Vascular • SSclc: Rayaud anos antes do quadro cutâneo SScdc- Raynaud simultaneamente ou um pouco depois das alterações cutâneas. Complicações: 1. úlceras digitais 2. isquemia fixa 3. gangrena seca 4. Auto-amputação Manifestações Clínicas Sistema vascular • A isquemia pode ser exacerbada em presença de uma doença macrovascular Diagnóstico 1. Capilaroscopia ungueal 2. Auto-anticorpos Ele é trifásico. Quando você vê palidez, cianose e eritema. No primeiro o paciente está com vasoespasmo com ausência de vascularização, depois ele ficou cianótico e com posterior retomada da circulação na fase 3 (eritema). Na primeira imagem, o fluxo sanguíneo está normal. Na segunda, você tem o vasoespasmo da artéria e você perde o fluxo sanguíneo, onde ocorre a palidez e depois cianose. Em na maioria dos dedos já está ocorrendo a palidez, mas em um dos dedos já está na fase de eritema. Pitting scars → início de uma ulcera. Úlcera com uma isquemia com redução de falange distal. Manifestações cutâneas • Puff fingers: (edema de dedos) até o início de espessamento de pele • Prurido – causado por histamina e bradicinina • Espessamento da pele → bastante comum, patognomônicos. • SSclc – geralmente mãos e face ocorre esse espessamento da pele. • Afilamento e perda do subcutâneo dos dedos. Quando esses espessamento ocorre nas mãos. Apresentam 3 fases 1. Precoce – diagnóstico difícil. Alta suspeita. Principal manifestação: edema de mãos, principalmente pela manhã. Comum os Puff fingers. 2. Estabelecida – Espessamento de pele que permite diagnóstico definitivo. A pele fica mais grosseira, pigmentada e seca. Perda de pelos e dobras 3. Tardia – Pode haver uma recuperação do tecido epitelial afetado, em que crescimento capilar e sudorese podem ocorrer, porém ocorrer, porém antes deve ocorrer o amolecimento da pele afetada. Pele vai voltando ao normal. Fuffy Finger São os dedos edemaciados. Esclerodactilia Onde o paciente perde dobra, espessamento cutâneo com contratura. Manifestações Clínicas Escore de Rodnan → Avaliar o espessamento da pele • 17 áreas Classificação 0= Pele normal 1 = pele espessada, mas pregueia 2= pele espessada e não pregueia 3- pele espessada e aderida O escore máximo é 51 e é muito usada para critérios na pesquisa, no dia a dia não fazemos isso Manifestações Clínicas Manifestações cutâneas • Úlceras isquêmicas • complicação comum • geralmente ocorrem nas pontas dos dedos, dobras e superfície extensora • Associadas a calcionose e dor e prejuízos funcionais • nutrição tecidual inadequada por conta do fenômeno de Reynaud • trauma – evento desencadeadorpela falta de nutrição tecidual adequada. Úlceras digitais/gangrena Calcionose Teleangectasias • Dilatação das veias da derme • Mais comum na forma limitada – CREST • Aumento do número de acordo com a progressão das manifestações vasculares • Capilaroscopia ungueal geralmente anormal Teleangectasias → Podem ocorrer dentro de órgãos Vasculopatia Digital • Avaliar severidade de Raynaud • Swab de úlcera infectada • Rx/USG/RNM: examinar ossos e tecidos moles • Doppler – avaliar macrovasculatura → acaba exacerbando a doença microvascular. • Arteriografia: Excluir dça embólica Manejo • Prostaciclina na parenteral • Antibióticos (curso prolongado oral ou IV) • Terapia vascular avançada (bosentana, sildenafil) • Vasodilatadores, Analgésicos (opioides), cirurgia, Terapia anti-plaquetária (clopidrogrel, HBPM) Manifestações Gastrointestinais Não tem muito o que fazer só trata os sintomas. • Primeiras manifestações após Raynaud • moderado/severo • limitada e difusa • pode acometer todo TGI Dismotilidade • Atrofia de músculo liso • fibrose • proliferação da camada íntima Orofaringe • Diminuição da abertura da cavidade oral → patognomônico • Atrofia mandibular • Encurtamento de freio lingual • Risco aumentado de carcinoma em língua (forma difusa) • Xerostomia (com ou sem associação com SS) Microstomia Esôfago • Dismotilidade esofágica • esôfago superior – raramente acometido – miopatia inflamatória (envolve músculo estriado de faringe e esôfago) • 2/3 distais acometidos (músculo liso) → Disfagia • Redução de pressão em esfíncter esofagianos inferior DRGE/Dispepsia • DRGE → Barret • Disfagia sec a estenose • Saciedade precoce • Regurgitação de alimento mau digerido • Tosse • Rouquidão • Perda de peso Muitos tem que ir para a gastrostomia Exames diagnósticos 1) Esofagografia por Bário – demonstra dismotilidade, perda primária ou secundária da peristalse em esôfago distal 2) EDA 3) Manometria – disfunção do EEI 4) pHmetria de 24h 5) TC tórax 6) Rx de tórax 7) Rx de tórax – excesso de ar no esôfago = dismotilidade esofágica Estômago • Saciedade precoce • Flatulência • Náuseas/vômitos • Anorexia • Perda de peso • Gastroparesia → Exarcebação → DRGE → Empachamento • Telangectsia de mucosa/Gastrite/Esctasia vascular de antro → Sangramento • Ectasia= estômago em melancia Intestinos • Pode ter as tangelectasias • Empachamento • Cólicas • Diarreia – obstipação • Sangue oculto nas fezes (telangectasias) • Pseudo-obstrução intestinal (dor abdominal, vômitos) • Divertículo – Atrofia de muscular da mucosa no intestino grosso • Prolapso – Incontinência Envolvimento hepático • Raramente envolvido • Associação com cirrose biliar primária (Pctes tem AC anti-centrômero) (Apresentam Ac anti-mitocôndria) Manifestações Pulmonares Maior causa de mortalidade Principais acometimentos 1) Doença intersticial pulmonar 2) HAP Menos comum 1) Pneumonia aspirativa 2) Doença pleura 3) Doença obstrutiva 4) Telangectasia endobrônquica com hemoptise 5) Malignidade 6) Pneumonia criptogênica organizada Fibrose Pulmonar • Bases pulmonares • Pode ocorrer na forma limitada e difusa • Mais comum e severa na forma difusa • 80% de fibrose – necrópsia e TCAR x 40% evidência científica • Associado com anti-topoisomerase I (difusa e fibrose) • Risco diminuído com a presença de anti-centrômero e anti-RNA polimerase III • Maior risco nos 4 primeiros anos de dx. Geralmente apresentam: 1) Dispneia 2) Tosse seca 3) Créptos basais 4) Tempo expiratório aumentado Rx de tórax (baixa sensibilidade) – Fibrose pulmonar bibasal • Espirometria – Dça restritiva 1) Diminuição CPT 2) Diminuição CVF Anormalidade na espirometria podem ocorrer antes de sintomas clínicos Diagnóstico precoce → Tratamento → Evitar fibrose pulmonar irreversível TCAR A) Fase inicial; Áreas em vidro fosco e alveolite (fibrose precoce). Pode reverter com imunossupressão B) Fase tardia: Espessamento de septo interlobular, nódulos subpleurais, faveolamento e bronquiectasias. Quando isso ocorre não tem muito o que fazer. LBA • Aumento do número de células (neutrófilos e/ou eosinófilos) Doença pulmonar vascular • Vasculapatia primária • Vaculapatia secundária a Dça cardíaca ou fibrose pulmonar. HAP • Mais comum na forma cutâneo-limitada. Pode ocorrer na difusa decorrente da fibrose intersticial pulmonar. • Início anos após o Raynaud • Aumento mortalidade Sintomas 1) Dispneia 2) Fadiga 3) Dor torácica atípica 4) Edema extremidades 5) Síncope HAP • Ecocardiograma → Se a pressão de artéria pulmonar vier alta manda para o cateterismo de coração direito. • Aumento do peptídeo cerebral natriurético • Cateterismo do coração direito • Teste de caminhada de 6 minutos • RNM cardíaca Manifestações Cardíacas • Comum em necrópsias • Pior prognóstico Manifestações 1) Acometimento do pericárdio (pericadite, derrame, tamponamento – raro) 2) Miocardiopatia dilatada 3) Neuropatia autonômica 4) Neuropatia autonômica 5) Arritmia – fibrose de vias condutoras Envolvimento Renal Era a maior causa de morte, porém com os inibidores de ECA deixou de ser. • Crise renal esclerodérmica – 10% • Forma difusa • Processo microangiopático • Altos títulos da renina • Diagnóstico precoce • Tratamento agressivo Fatores de risco 1) Forma difusa 2) Presença de RNA polimerase III 3) Derrame pericárdico 4) Anemia de início recente Pior prognóstico 1) Idosos 2) Homens 3) Cr> 3g/dl 4) TA baixa Apresentam: • Anemia • Lesão renal • Plaquetopenia • Proteinúria • Hematúria Envolvimento Músculo Esquelético • Artralgia • Mialgia • Artropatia inflamatória • Contratura de flexão – espessamento de pele • Fraqueza Alterações inespecíficas comuns a todas colagenoses. Diagnóstico • Espessamento de pele • Específico de uma aréa (localizada) • Biópsia de pele • Achados laboratoriais • Capilorscopia Capilaroscopia • Alterações da micro-circulação o Útil o Simples o Não invasivo o Econômico • Oftalmoscópio • Dermatoscópio • Microscópio • Videocapilaroscópico Lesões microvasculares Esclerose Sistêmica SS – 95% • Desorganização da arquitetura dos capilares • Hemorragias • Perda de capilares • Áreas vasculares • Neovascularização EARLY • Distribuição capilar preservada/ alargamento capilar/ capilares gigantes/ hemorragias ACTIVE • Megacapilares/ hemorragia frequentes/ desorganização da estrutura capilar/ perda moderada de capilares/ capilares ramificados ausentes ou moderados LATE • Perda severa de capilares/ áreas avasculares extensas/ desorganização capilar Capilaroscopia Normal • Arquitetura regular • Distribuição, tamanho e formato uniforme • Aspecto em U (aferente=apical-eferente) • Vermelho • Aspecto de “grampo de cabelo” • Correm paralelo ao leito ungueal EARLY • Distribuição preservada • Poucos capilares gigantes e/ou aumentados • Sem perda de capilares evidentes ACTIVE • Megacapilares • Hemorragias • Desorganização da arquitetura capilar • Perda moderada de capilares • Ausência ou moderada presença de neoangiogenese LATE • Perda capilar severa • Áreas avasculares intensas • Desorganização capilar • Neovascularização • Pouca ou ausência de megacapilares TRATAMENTO Forma localizada TTO tópico • Tacrolimis • GC • Vitamina D • Imiquimod Agentes Anti-fibróticos • D-penicilamina • Iloprost • Relaxina Agentes imunomoduladores • Ciclofosfamida • Glicocorticoide devem ser usados com muito cuidado. Apenas nos casos de uma fibrose importante. Por conta do risco de desencadear uma criserenal esclerodérmica. • Ciclosporina • MTX • MMF Medidas gerais → Como esquentar as mãos do paciente. Envolvimento Vascular • Anti-agregante plaquetários (AAS) • Bloqueador canal de cálcio (Nifedipina) • Antagonista de receptor de Angiotensina II (losartan) • Bloqueador alfa-adrenérgico (prazosin) • Prostaciclina (Iloprost) • Bloqueador de receptor de endotelina (bosetan) • Inibidor de fosfodiesteral (Sildenafil) • Cirurgia (simpatectomia) Endurecimento cutâneo Prurido – Intervenção • Corticoides tópicos • Agonistas canabinóides • Capsaicina • Emolientes • Fototerapia • Terapeutica sistêmica (Anti-histamínicos/Gabapentina) Úlceras digitais • Iloprost venoso → No Brasil só tem o inalatório. • Bosentana → Prevenção • Sildenafil → Prevenção Interessante nas úlceras que não fecham: • Penso hidrocoloide • Antibióticos • Cirurgia Calcinose – Intervenção • Bisfosfonatos → mais eficaz • Injeção local de corticoide • Laser • Cirurgia Telangectasias - Intervenção • Laser → pode melhorar, mas não é garantido. • Cosmiatria Pigmentação da pele – Intervenção → Dermatologia • Agentes despigmentantes • AAS e pellings químicos • Hidroquinona, Retinóides e corticóides • Cosméticos • Protetor solar CASOS CLÍNICOS CASO 1 RML, 30 ANOS, FEMININO, NATURAL E PROCEDENTE DE SALVADOR. A PACIENTE CITADA FOI ASSAR SÃO JOÃO EM MUCUGÊ, ONDE ESTAVA MUITO FRIO. PERCEBEU QUE DESDE A CHEGADA A MESMA AO SAIR DO HOTEL, AS PONTAS DOS DEDOS FICAM BASTANTE ARROXEADAS. • NEGA OUTROS SINTOMAS • AM: SEM COMORBIDADES • AF: PAI – HAS E DM EXAME FÍSICO TA= 120X70 MMHG PRESENÇA DE PALIDEZ EM PONTA DE DEDOS ACV: BRNF EM ET SS AR= MVBD SEM RA ABD = RHA + IDOLOR SOA = SEM ALTERAÇÕES Quais os possíveis diagnósticos? Fenômeno de Raynaud? Quando temos essa suspeita vamos investigar. Podemos solicitar capilaroscopia, Podemos solicitar mais algum exame? Podemos solicitar capilaroscopia, Exames complementares • FAN: Padrão Nucleolar 1:640 • SCL: 70 positivo A RNA polimerase a gente só pede se temos alguma lesão renal que a gente pense que esse paciente está com uma disfunção de ureia e creatinina. Exame de imagem • Videocapilaroscopia: Alteração inespecífica da microcirculação. Qual a suspeita diagnóstica? ‘VEDOSS” – VERY EARLY SCLERIDERMA Porque é um paciente que se não tivesse todos esses anticorpos negativos a gente diria que ele só tem um fenômeno de Reynaud. Mas ele tem os anticorpos. Tratamento: FENÔMENO DE RAYNAUD • Medidas comportamentais • Bloqueadores dos canais de cálcio • Anti-agregantes plaquetários CASO 2 ARV, 40 ANOS, FEMININO, NATURAL E PROCENDE SALVADOR. A PACIENTE CITADA REFRE DISPNEIA AOS ESFORÇOS. AINDA RELATA DEDOS ROXOS TODA VEZ QUE TOMA ABANHO. • AR: SEM COMORBIDADES • AF: PAI – HAS EXAME FÍSICO • TA= 120X70 MMHG • PRESENÇA DE PALIDEZ EM PONTA DE DEDOS • MICROSTOMIA • BAQUETEAMENTO DIGITAL • ACV: BRNF EM ET SS • AR= MVBD COM CRÉPITOS EM BASES • ABD = RHA + IDOLOR • SOA = SEM ALTERAÇÕES Quais os possíveis diagnósticos? Esclerodermia? Seria a que afeta a pele e os pulmões. Então seria a cutânea-difusa Podemos solicitar mais algum exame? Exames Laboratoriais • HEMOGRAMA: Hb= 13,7; Ht: 39,5; Leuco= 6500, sem alterações • Ur=34, Cr= 1,0; TGO= 27, TGP= 29 • CT e frações e Tg dentro normalidades • Sorologia Hepatite negativas • SU sem achados Exames complementares • FAN: Padrão Nucleolar 1:320 • SCL 70 positivo Exame de imagem • Videocapilaroscopia: Padrão → Pedir sempre que o paciente tiver F. Raynoaud. • Videocapilaroscópico Esclerodérmico Ativo – “Active” • TC DE TÓRAX: Fibrose pulmonar – Padrão PINE Qual suspeita diagnóstica? Esclerodermia Sistêmica Cutânea Difusa Se você tem uma dispneia sem a auscuta pulmonar e fibrose bibasal. Tratamento • Glicocorticoides → Devido a fibrose pulmonar. • Imunossupressão o Azatioprina o Micofenolato o Ciclofosfamida CASO 3 AGB, 32 ANOS, FEMININO, NATURAL, É PROCEDENTE DE SALVADOR. A PACIENTE CITADA REFERE EPIGASTRALGIA, DISPNEIA E AINDA RELATA DEDOS ROXOS TODA VEZ QUE TOMA BANHO. • AM: SEM COMORDADES • AF: PAI -HAS EXAME FÍSICO • TA= 130X70 MMHG • PRESENÇA DE PALIDEZ EM PONTA DE DEDOS, ECLERODACTILIA • MICROSTOMIA • BAQUETEAMENTO DIGITAL • ACV: BRNF EM ET SS • AR= MVBD COM CRÉPITOS EM BASES • ABD = RHA + IDOLOR • SOA = SEM ALTERAÇÕES Quais os possíveis diagnósticos Esclerose sistêmica, mas não sabemos o tipo. Exames Laboratoriais • HEMOGRAMA: Hb= 12,7; Ht: 37,5; Leuco= 7200, sem alterações • Ur=34, Cr= 1,0; TGO= 27, TGP= 29 • CT e frações e Tg dentro normalidades • Sorologia Hepatite negativas • SU sem achados Podemos solicitar mais algum exame? Exames laboratoriais • FAN padrão centromérico: 1:1280 • SCL 70: NEG Não pede o anti-centromero se o FAN viesse centromerico então o centrômero é positivo. Outros exames: • EDA: RELAXAMENTO DE ESFÍNTER ESOFGEANO INFERIOR • ECO: PSAP 54 MMHG → Cateterismo de coração direito. Qual a suspeita diagnóstica? • Esclerodermia sistêmica cutêneo-limitada → Observe que quando você tem a cutânea difusa, tem o acometimento de órgãos internos. A limitada não tem. Quando você tem uma dispneia com uma ausculta pulmonar e créptos em base provavelmente você tem uma fibrose, provavelmente é uma HAP mais comum na forma limitada. A HAP é da esclerodermia só que na forma limitada da doença ela é sozinha. Na forma difusa ela tem uma hipertensão pulmonar decorrente de uma fibrose. Quando ele fala de acometimento de órgãos internos é pulmão, rins. Se tiver FIBROSE PULMONAR → DIFUSA. Como só tem HAP ISOLADA → CUTÂNEA LIMITADA. Tratamento • IBP/PROCINÉTICOS • BOSENTAN/SILDENAFIL • Tratameto praticamente sintomárico