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Prévia do material em texto

Prof. Me. Kacio Souza
Micoses Subcutâneas
 Conceito
Micoses causadas por inoculação traumática de 
propágulos fúngicos.
 Característica Gerais
 Fungos sapróbios habituais do solo e vegetais
 Pemanecem no local de inoculação ou disseminam via 
hematogênica ou linfática
Micoses Subcutâneas
 Classificação
 Doença de Jorge Lobo
 Cromomicose
 Esporotricose
 Micetomas
 Eumicetoma
 Actinomicetoma
Lobomicose ( Doença de Jorge Lobo, Lacaziose)
 1931- Jorge Lobo 
 paciente 52 anos, sexo masculino, trabalhador dos seringais 
do Amazonas, nódulos coalescentes há 19 anos.
 Agente etiológico: Lacazia loboi
 Sinonímias: Paracoccidioides loboi, Loboa loboi, Lobomyces 
loboi, Glenosporella loboi
 Presença do patógeno em não humanos
 Golfinhos – Tursiops truncatus - 1971 – Migaki et al
 Primatas – Aotus sp -1999 – Miller & Owens
 Aspectos Clínicos
 Evolução crônica
 Acometimento dos membros
inferiores e superiores e pavilhão auricular
 Lesões polimórficas:
 queloidianas, 
 papulosas, 
 volumosas, 
 formando placas lisas e brilhantes ou com aspecto tumoral 
Lobomicose ( Doença de Jorge Lobo, Lacaziose)
Lobomicose ( Doença de Jorge Lobo, Lacaziose)
Lobomicose ( Doença de Jorge Lobo, Lacaziose)
Lobomicose ( Doença de Jorge Lobo, Lacaziose)
 Epidemiologia
 Panamá
 Venezuela 
 México 
 Colômbia 
 Brasil: endêmica da região Amazônica 
Golfinhos infectados
pacientes infectados na Amazônia
Lobomicose ( Doença de Jorge Lobo, Lacaziose)
 Diagnóstico Laboratorial
 Exame micológico direto e histopatológico são conclusivos 
para o diagnóstico da lobomicose
 Material Biológico: escarificação dérmica, fragmento de 
biópsia
 Exame direto: pesquisa direta em material de lesões por 
escarificação, curetagem, raspagem ou uso da fita gomada
 Cultura
 Nunca foi cultivado
 Diagnóstico Laboratorial
 Exame direto com KOH 10-20% : Células leveduriformes, 
refringentes, de parede grossa, catenuladas, estrutura em 
forma de “bico de limão” sugestivo de lobomicose
Lobomicose ( Doença de Jorge Lobo, Lacaziose)
 Diagnóstico Laboratorial
 Histopatológico: PAS (Ácido Periódico de Scchiff), Gomori-
Grocott, Hematoxilina-Eosina (HE)
Lobomicose ( Doença de Jorge Lobo, Lacaziose)
Grocott – Lacazia loboi Impregnação pela prata– Lacazia loboi
Cromomicose
 Descrita em 1914 – Max W. Rudolph/ Estrela do Sul-MG
 Infecção crônica
 Evolução lenta
 Acomete: pele e tecido celular subcutâneo do homem e 
animais
 Habitat: no solo ou em vegetais em decomposição
 Epidemiologia
Cromomicose
Cromomicose
 Agentes:
 Phialophora verruosa
 Fonsecaea pedrosoi
 Fonsecaea compacta
 Cladosporium carrionii
 Rhinocladiella aquaspersa
Cromomicose
 Aspecto Clínico das lesões: 
 Nodular 
 Lesões verrucosas com nódulos em forma de couve-flor, 
hiperceratósicas
 Lesões em placas
 Lesão localiza-se principalmente nos membros 
superiores e inferiores.
Lesão nodular
Lesão cicatricial Lesão hiperceratósica
Lesão nodular
 Aspecto Clínico das lesões: 
Cromomicose
Lesão verruciforme Lesão cicatricial
Cromomicose
 Aspecto Clínico das lesões: 
Cromomicose
 Aspecto Clínico das lesões: 
Amostra de 
escarificação da lesão
CulturaExame direto com KOH 
Corpúsculos fumagóides ou 
muriformes
Estudo Morfológico (Macro e 
Micromorfologia)
Cromomicose
 Fluxograma de diagnóstico micológico
Cromomicose
 Diagnóstico:
 Exame direto com KOH
Presença de corpúsculos fumagóides /corpos escleróticos ou corpos 
muriformes agrupados, com septações em dois planos sugestivo de 
cromomicose.
 Lâmina de cultura
 Phialophora verrucosa
Cromomicose
Hifas demáceas, septadas, ramificadas, conidióforos em forma de vaso ou taça, 
conídios ovais partindo agrupados do colarete no ápice do conidióforo.
 Lâmina de cultura
 Rhinocladiella aquaspersa
Cromomicose
Hifas demáceas, septadas, ramificadas, conidióforos simples, conídios ovais/cilíndricos 
partindo do último terço do conidióforo
 Lâmina de cultura
 Cladosporium carrionii
Cromomicose
Hifas demáceas, septadas, ramificadas, conidióforos com ramificações ascendentes de 
onde partem conídios em cadeia
Cromomicose
 Lâmina de cultura
 Fonsecaea pedrosoi:
•Hifas demáceas e septadas, frutificação do tipo: Fialófora, 
Rinocladiela, Cladosporium 
Cromomicose
 Histopatologia
 Presença de células escleróticas demáceas com septações
Esporotricose 
 Infecção subaguda ou crônica 
 Produção de pequenos nódulos  supuração e ulceração
 Agente etiológico: Sporothrix schenkii (dimórfico)
 Epidemiologia
 México
 Brasil
 Índia 
 Japão
 África do Sul
 EUA
Esporotricose
 Manifestações Clínicas
 Formas Cutâneas
 Cutâneo-linfática
 Cutânea localizada
 Cutânea Disseminada
 Formas Extracutâneas
Esporotricose
 Formas Clínicas
 Cutâneo-linfática:
 Início – lesão primária tipo papular, gomosas  fístulas e 
ulceração
 Evolução – lesões secundárias no tronco linfático
Esporotricose
 Cutâneo-localizada:
 Reinfecção em paciente sensibilizado
 Lesão única e polimórfica
Esporotricose
Esporotricose
 Cutâneo Disseminada
 Forma mais rara
 Associada à imunodepressão, 
idade avançada, alcoolismo, 
diabetes, etc.
 Extracutâneas:
 Adquirida por traumatismo 
ou inalação
 Atinge: SNC, fígado, baço, 
rins, ossos.
Esporotricose
Esporotricose
 Diagnóstico Laboratorial
 Material Biológico:
 Raspagem ou punção ganglionar
 Biópsia da pele ou de órgãos 
 Exame Direto:
 Não possui valor diagnóstico
Esporotricose
 Lâmina de Cultura:
 Hifas septadas hialinas, delicadas, pouco ramificadas, 
 presença de sinêmios, 
 conídios ovais ou piriformes dispostos em forma de 
margarida na extremidade do conidióforo
Micetoma
 1842- John Gill – “pé de madura” (Madura/Indía)
 Infecção crônica
 Tríade:
 aumento do volume da região afetada
 Formação de fístulas
 Drenagem de grãos (~ 2µm – visível a olho nú) 
Micetomas
 Infecções crônicas da pele e tecido subcutâneo
 Caracterização:
 Inicialmente: lesões nodulares subcutâneas
 Progressão: fistulização e drenagem de 
secreção sanguinolenta ou seropulenta 
contendo grãos parasitários
 desenvolvem zona de enduração lenhosa na 
região acometida
Micetomas
 Epidemiologia:
 Regiões entre a linha do Equador e Trópico de Câncer
 Freqüência média na América do Sul
 Esporádicos na América do Norte e Europa
Micetomas
 Classificação:
 Actinomicetomas ou Micetomas actinomicóticos : 
bactérias filamentosas ou actinomicetos
 Eumicetomas: Fungo filamentoso (Hialino ou 
Demáceo)
Eumicetoma
• Principais fungos envolvidos em eumicetomas (~ 23 espécies) 
Produzindo grãos negros
- Madurella grisea
- Madurella mycetomatis
- Exophiala jeanselmei
- Curvularia lunata
Produzindo grãos brancos
- Pseudallescheria boydii
- Fusarium solani
- Fusarium oxysporum
- Aspergillus nidulans
- Aspergillus fumigatus
Eumicetoma
 Aspectos clínicos
 Fibrose e fistulização com escassa drenagem de pus
 Lesões de aspecto elefantiásico, deformantes levam a deformidades e 
perda funcional
Eumicetoma
 Aspectos clínicos
 Fluxograma de diagnóstico micológico
Eumicetoma
Amostra da lesão
CulturaExame direto com KOH 
Grãos pretos ou brancos Estudo Morfológico (Macro e Micromorfologia)
Eumicetoma
 Diagnóstico Laboratorial
 Exame direto com KOH ou histopatológico
Presença de grãos parasitários de formas e tamanhos variados (irregulares), de 
consistência frouxa ou não homogênea, contorno nítido, hifas hialinas ou 
demáceas, clamidosporos abundantes, sugestivo de eumicetoma
Eumicetoma
 Histopatologia
Eumicetoma
 Lâmina de cultura
Madurella grisea
Hifas demáceas septadas, ramificadas, largas e estéreis
Eumicetoma
 Lâmina de cultura
Curvularia lunata
Presença de hifas demáceas septadas, 
ramificadas, conídios curvos, acastanhados e 
septados. A célula central é mais escura que 
as demais.
Actinomicetomas• Micetoma ocasionado por actinomicetos:
•Endógeno: boca e amígdalas (Actinomyces israelli)
•Exógeno: actinomicetos aeróbios do solo
•Principais espécies de actinomicetos exógenos envolvidos:
Grãos brancos ou amarelados
- Nocardia brasiliensis
- Nocardia asteroides
 Aspectos Clínicos:
 Lesões localizadas ou múltiplas  drenam por fístulas 
crônicas  secreção serossanguinolenta ou seropurulenta
Actinomicetomas
 Exame direto ou Histopatológico:
 Presença de grãos constituído por massa de finíssimos filamentos, 
tornando-se irregular nas bordas e com expansões em forma de 
clava, sugestivo de actinomicetoma
Actinomicetomas
Actinomicetomas

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