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APOL II PRIMEIRA TENTATIVA

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APOL II – PRIMEIRA TENTATIVA
Questão 1/10 - Análise de Política Externa
Leia o trecho a seguir:
“Para Lijphart (1971), o método comparativo então se trataria do mais adequado no auxílio do avanço da capacidade de reflexão dos cientistas políticos, já que esses se colocariam em uma posição intermediária entre os dois objetos analisados. A justificativa do porquê comparar pode ser encontrada em diversos elementos da pesquisa e da dinâmica internacional. Lipset (1994, apud Nanci, Pinheiro, 2019, p. 154), por exemplo, trata sobre como conhecer somente o próprio país de origem, pode ser compreendido como conhecer país algum. A comparação serviria não somente como ferramenta de auxílio para essa problemática, mas também se apresentaria como um método adequado para as análises de políticas públicas”.
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 5. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: O papel do modelo Análise Comparada.
 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, análise as afirmações sobre a aplicação da análise comparada ao estudo da política externa e, depois, assinale a alternativa que indica apenas as corretas: 
 I. Um dos problemas do uso do método comparativo na Análise da Política Externa diz respeito ao número elevado de casos que precisam sem analisados, de modo que os processos de descrição e de sintetização da pesquisa acabam sendo prejudicados. 
II. A análise comparada fornece ferramentas para a observação de diferenças e comparações de sistemas, colaborando com a conformação de uma visão mais ampla sobre os processos da política externa.
III. Lijphart aponta dois aspectos que precisam ser melhorados dentro do método comparado: o alto número de variáveis e a pequena quantidade de casos.
IV. Em uma análise comparada não é possível estabelecer parâmetros de comparação entre qualquer tipo de caso, sendo assim, não há a necessidade de se estabelecer padrões comparativos. 
Nota: 10.0
A	Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
B	Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.
C	Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
D	Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
Você acertou!
A resposta correta é aquela que indica que apenas as afirmações II e III estão corretas. A afirmação I está incorreta porque o método comparativo pode ser utilizado como uma forma de melhoria nos aspectos de descrição e sintetização do pesquisador sobre sua análise. Há também características estruturalistas nesse método, sendo que ele leva em consideração “particularidades e diferenças que muitas vezes são explicativas dos fenômenos que condicionam a gestão pública” (Pliscoff, Monje, 2003, p. 5). A afirmação II está correta porque o modelo de análise comparada cria caminho para a observação de diferenças e comparações de sistemas, auxiliando na criação de uma visão mais ampla sobre os processos semelhantes da política externa. O método comparativo então contribuiria para a produção de conhecimento ao ser uma ferramenta de auxílio na análise de futuras decisões a serem tomadas. A afirmação III está correta porque Lijphart (1971, p. 685-687) estabelece dois pontos centrais como sendo necessários de melhora: o alto número de variáveis e a pequena quantidade de casos. A afirmação IV está incorreta porque o pesquisador precisa prestar atenção em utilizar somente casos que podem ser analisados um a luz do outro, sem decidir por dois casos totalmente contrários e sem semelhanças visíveis. Em relação as variáveis, em caso de não ser possível avançar no número de casos comparados, deve se considerar a possibilidade de combinar mais variáveis para o auxílio da pesquisa.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 5. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: O papel do modelo Análise Comparada.
E	Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
Questão 2/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
“Um dos autores que trata dessas relações é Risse-Kappen (1995) que levanta algumas questões sobre como as comunidades epistêmicas e até mesmo Organizações Internacionais executam sua influência sobre os governos”.
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 4. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 4: Papel das estruturas domésticas na Política Externa; 4.1: O processo de influência doméstica na definição da política externa.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que indica, corretamente, qual é a principal contribuição de Risse-Kappen para a Análise de Política Externa:
Nota: 10.0
A	Para Risse-Kappen, as relações internacionais devem ser analisadas como uma esfera de relacionamentos interestatais.
B	Para Risse-Kappen, as relações internacionais devem ser consideradas como o resultado das decisões tomadas pelas Organizações Internacionais.
C	Para Risse-Kappen, as relações interestatais devem ser consideradas como a soma das decisões individuais dos presidentes dos Estados.
D	Para Risse-Kappen, as relações interestatais devem ser analisadas como a soma das interações entre unidades políticas e territoriais.
E	Para Risse-Kappen, as relações interestatais devem ser analisadas como um conjunto de relações transnacionais.
Você acertou!
Indo contra uma visão totalmente estadocêntrica ou socialmente dominada (Risse-Kappen, 1995, p. 6), o autor sugere uma abordagem na qual as relações interestatais seriam analisadas em conjunto com as relações transnacionais. De acordo com Risse-Kappen, o grau de impacto dos atores transnacionais e coalizões sobre as políticas variam de acordo com dois pontos: as dicotomias nas estruturas domésticas e os graus de institucionalização internacional. A introdução de um ator transnacional dentro do campo doméstico dependeria do próprio Estado que decidiria se atores internacionais teriam, ou não, espaço dentro de seu país. A decisão estatal não estaria somente nesse trecho da discussão de Risse-Kappen.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 4. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 4: Papel das estruturas domésticas na Política Externa; 4.1: O processo de influência doméstica na definição da política externa.
 
Questão 3/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto a seguir:
“A aproximação entre Brasil e China começou a dar seus primeiros passos ainda na década de1960, período em que a China caminhava em rumo contrário às forças hegemônicas. O Brasil defendia sua aproximação da nação chinesa com a ideia de que “desacordos ideológicos não deveriam impedir que o país mantivesse relações com todos os povos” (Becard, 2011, p. 32). O governo Castello Branco decidiu por abortar essa tática e aproximar a política externa brasileira com as potências ocidentais, atrasando a aliança entre Brasil e China”.
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 6. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 3: Política Externa Chinesa para o Brasil.
 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, análise as afirmações que versam sobre o histórico das relações entre Brasil e China, e depois assinale a alternativa que indica apenas as corretas: 
I. Em 1974, estabeleceu-se a aliança Brasil-China, apoiada em similaridades e princípios de política externa, respeito à autonomia e o interesse de cooperação Sul-Sul.
II. O início das relações entre os países apresentou um ritmo acelerado em decorrência da importância estratégica das importações chinesas para o mercado brasileiro.
III. A partir dos anos 2000 é possível observar que há um impulso nas relações China-Brasil, decorrente sobretudo da estratégia brasileira de expansão internacional política e econômica.
IV. Nos anos 2000 foi criada a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação como forma de regular as relações entre ambos os países.
Nota: 10.0
A	Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
B	Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.

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