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Prof. Nonato Miranda
UNIDADE III
Orientação e Prática de 
Gestão da Educação em 
Ambientes Escolares e 
Não Escolares
Busca-se com esta aula:
a) analisar a gestão da educação em ambientes não escolares;
b) compreender como se dá a gestão do conhecimento; 
c) explicitar os objetivos da pedagogia empresarial e o papel do pedagogo nas organizações 
não escolares;
d) apresentar a universidade corporativa como espaço de 
formação e inserção do pedagogo nesse ambiente. 
Objetivos da aula
A pedagogia como ciência da educação:
A educação ocorre em todos os espaços. Como vimos, ela é:
 formal; 
 informal; 
 não formal.
 Desta forma, o pedagogo atua além dos muros da escola.
A gestão da educação em ambientes não escolares
Gestão da educação: outras possibilidades:
 1970: automação do processo de trabalho, novas tecnologias. Necessidade de 
novos trabalhadores.
 Início de treinamentos nas empresas.
 A educação deixa de ser restrita à escola.
A gestão da educação em ambientes não escolares
 A ação pedagógica existe onde há a prática educativa.
 É necessário que seja entendido que a atuação do pedagogo não se dá apenas na escola.
 Com a globalização, a escola deixa de ser o único espaço para a formação de pessoas.
A gestão da educação em ambientes não escolares
 As habilidades cognitivas e as competências sociais requeridas pela vida prática podem ser 
desenvolvidas em espaços não escolares.
 Não é o fim da escola, mas o momento da articulação da escola com outros espaços para 
implementar a qualificação do homem. 
A gestão da educação em ambientes não escolares
A atenção da escola para as necessidades da sociedade objetiva:
 Formar cidadãos capazes de aprender e pensar no contexto atual.
 Promover a formação para a vida em uma sociedade técnico-informacional.
 Desenvolver o indivíduo autônomo e crítico da cidadania.
 Formar cidadãos éticos e solidários.
A gestão da educação em ambientes não escolares
 São muitas as exigências e, apesar de todos os esforços, a escola não consegue dar 
conta delas.
 Consequentemente, o mercado pode receber profissionais que, apesar de formados, não 
estão aptos ao trabalho, considerando-se as especificidades de cada organização. 
A gestão da educação em ambientes não escolares
 A empresa carece de profissionais com capacidade de ler, interpretar e ter raciocínio rápido.
 As empresas acabam investindo em T&D, sendo que a atuação de educadores 
é imprescindível.
A gestão da educação em ambientes não escolares
 Considerando o fato de que a escola não consegue dar conta do processo devido à sua 
especificidade formativa e as demandas de mercado, o papel da empresa no processo passa 
a ser significativo.
A gestão da educação em ambientes não escolares
 As organizações perceberam a importância de gerenciar o conhecimento organizacional.
 O conhecimento aumenta a capacidade de competição e a rentabilidade.
A gestão da educação em ambientes não escolares
A despeito de eventuais críticas, quando se discute a educação em ambientes não escolares, 
na perspectiva capitalista, a educação é vista como motor do crescimento e do 
desenvolvimento. Nesse caso, que tipo de parceria a escola poderia ter?
Interatividade
A despeito de eventuais críticas, quando se discute a educação em ambientes não escolares, 
na perspectiva capitalista, a educação é vista como motor do crescimento e do 
desenvolvimento. Nesse caso, que tipo de parceria a escola poderia ter?
 O que se tem observado, na atualidade, é que essas parcerias têm sido feitas pelo segmento 
empresarial e pelo terceiro setor (ONG).
Resposta
A gestão do conhecimento em ambientes não escolares:
 Já na década de 1980, Peter Drucker apontava para a sociedade do conhecimento e a 
necessidade das empresas de capacitar seus profissionais.
Gestão do conhecimento
 Processo sistemático de identificação, criação, renovação e aplicação dos conhecimentos 
que são estratégicos na vida de uma organização. 
 Como fazer isso?
 Qual o papel do pedagogo na gestão do conhecimento?
Gestão do conhecimento: o que é isso?
 Muitas empresas criam as universidades corporativas e, nesse caso, necessitam de 
profissionais qualificados com destaque para o pedagogo empresarial.
 Sua atuação está articulada com o surgimento do gerenciamento do conhecimento 
organizacional, que concede à empresa maior competitividade no mercado.
Gestão do conhecimento 
O que deveria ser compartilhado:
 Quando o indivíduo adquire conhecimento, reflete sobre ele, faz críticas e intervém de forma 
positiva, está compartilhando seu conhecimento.
Gestão do conhecimento: compartilhamento
Como ocorrerá o compartilhamento?
 Na reflexão, há a percepção de que o compartilhamento só deve ser feito quando realmente 
for significativo.
 Os departamentos de Tecnologia da Informação (TI) das empresas possuem ferramentas 
captadoras de informações que podem ser transformadas em conhecimentos.
Gestão do conhecimento: compartilhamento
Por que as pessoas deveriam participar do compartilhamento?
 O conhecimento só gera desenvolvimento humano quando disseminado.
 O egoísmo, muitas vezes, bloqueia essa disseminação.
 É preciso que se tenha garantia quanto à propriedade do conhecimento.
Gestão do conhecimento: compartilhamento
A melhoria do desempenho e a formação profissional dentro das empresas:
 Incentivo governamental por meio da Lei n. 6.297/75 (artigos 1º e 2º).
 O pedagogo passa a ganhar espaço nas empresas, atuando em recursos humanos.
Pedagogia empresarial: a atuação do pedagogo na empresa
O pedagogo na empresa exerce o papel de educador:
 Produz e difunde conhecimento.
 Modifica o comportamento dos trabalhadores.
 Melhora a qualidade de desempenho.
 Coordena equipes no desenvolvimento de projetos.
Pedagogia empresarial: a atuação do pedagogo na empresa
O perfil do pedagogo empresarial:
 Ser perspicaz, saber observar, envolver-se com as situações, ser desprendido.
 Ter coragem, ter preparo técnico, ser ousado (dentre outros).
 Cumpre destacar que nem todos os pedagogos têm esse perfil.
O pedagogo nas empresas
 Segundo Ribeiro (2008), a pedagogia empresarial existe para dar suporte tanto em relação à 
estruturação das mudanças quanto em relação à ampliação e à aquisição de conhecimento 
no espaço organizacional. 
Pedagogia empresarial: a atuação do pedagogo na empresa
Trata-se de uma área ainda não bem definida, mas poderia atuar em (ALMEIDA, 2006 apud
Ribeiro, 2008):
 Coordenação de ações culturais.
 Desenvolvimento de RH.
 Direção e administração de escolas.
 Elaboração de políticas públicas.
 Gestão e desenvolvimento de instituições do terceiro setor.
 Gestão de pessoas.
Pedagogia empresarial: a atuação do pedagogo na empresa
A questão do aprendizado organizacional:
 O processo de aprendizagem nas empresas deixou de ser um valor agregado para se tornar 
uma estratégia de desenvolvimento organizacional.
 As empresas garantem sua sobrevivência.
O aprendizado organizacional 
Segundo Bemfica e Borges (1999), a aprendizagem organizacional é sustentada por 
duas teorias:
 Behaviorista – comportamental.
 Cognitivista – ato ou processo de conhecer.
As teorias do aprendizado organizacional 
Dentre os modelos de aprendizado organizacional, destacam-se: 
 Teoria de Garvin – baseia-se na experimentação.
 Teoria de Sveiby – baseia-se no conhecimento individual.
 Teoria de Senge – focaliza a aprendizagem individual dentro da organização.
 Teoria de Kolb – valoriza apenas um estilo de aprendizagem.
 Teoria de Stewart – foco no capital intelectual.
Modelos de aprendizado organizacional 
Dadas as características da sociedade capitalista, as empresas têm buscado apoio específico 
de profissionais preparados para garantir resultados e soluções de problemas inerentes ao 
capital humano. Em que medida o pedagogo poderia atuar nesse processo?
Interatividade
Dadasas características da sociedade capitalista, as empresas têm buscado apoio específico 
de profissionais preparados para garantir resultados e soluções de problemas inerentes ao 
capital humano. Em que medida o pedagogo poderia atuar nesse processo?
 O pedagogo poderá atuar como um agente de transformação, na medida em que terá a 
possibilidade de desenvolver o potencial humano por meio de ações bem definidas.
Resposta
 Quando você estiver atuando em uma empresa, mas não exclusivamente, precisará ter em 
mente que a aprendizagem organizacional acontece com adultos e a metodologia do 
trabalho deverá adequar-se a esse público.
O pedagogo na empresa e a aprendizagem organizacional
Gênese do treinamento profissional no Brasil:
 1930 – marco referencial na história da política da educação nacional.
 1942 – início da educação profissional via CNI – Senai.
 Valorização do T&D nas empresas.
Pedagogia empresarial: treinamento 
A figura do pedagogo empresarial nesse processo se torna fundamental:
 É ele quem evidencia a importância de treinamentos e desenvolvimentos.
 Mas deve lembrar que o treinamento consiste no ensino de técnicas.
O pedagogo na empresa: treinamento
A importância do treinamento, do desenvolvimento e da educação para as organizações:
 Canabrava e Vieira (2006) afirmam que o T&D é instrumento de alavancagem para 
desenvolver competências e desempenho profissional nas organizações.
O pedagogo na empresa: treinamento
A busca de aprimoramento se torna cada vez maior para enfrentar o mercado competitivo, que 
se manifesta como:
 Clientes cada vez mais exigentes.
 Posicionamento correto diante da competitividade.
 Sobrevivência no mercado.
 Não se pode esquecer da importância do capital humano.
O pedagogo na empresa: treinamento
 O treinamento nas empresas é visto como um investimento que busca retorno, custo-
benefício e, para o pedagogo empresarial, é a grande oportunidade que se apresenta.
 Portanto, profissionalismo e responsabilidade são fundamentais no perfil desse profissional. 
O pedagogo na empresa: treinamento
 Segundo Eboli (2004), as universidades corporativas surgiram no final do século XX para 
suprir necessidades profissionais de forma customizada, estando focadas na real 
necessidade da corporação.
 Tem a intenção explícita de atender aos interesses, aos objetivos e às estratégias da 
empresa, reduzindo custos e obtendo formação rápida.
 Oferece seus cursos com estrutura geralmente virtual.
Educação corporativa 
É também um campo possível para a atuação da pedagogia empresarial e apresenta as 
seguintes características:
 São organizações flexíveis. 
 Oferecem respostas rápidas ao ambiente empresarial.
 Era do conhecimento: a instrução é a nova base.
Universidade corporativa 
 Evita a obsolescência do conhecimento. Trabalha no sentido de urgência.
 Empregabilidade: emprego para o resto da vida.
 Educação para estratégia global: forma pessoas com visão globalizada.
Universidade corporativa 
Por que uma empresa criaria uma UC?
 Valores – intensifica o desenvolvimento de seus empregados.
 Imagem externa – impressão criada nos clientes.
 Imagem interna – de gerente de T&D para reitor.
 É criado um sistema de aprendizagem contínua, cujo propósito é que todos aprendam a 
trabalhar com novos processos e novas soluções.
 Para tanto, é preciso que todos compreendam a importância da 
aprendizagem permanente.
Finalizando
 Dentro de alguns minutos, estarei interagindo com vocês em um chat que abordará a 
questão da gestão escolar, seus desafios em um futuro próximo. 
 Como vocês podem perceber, o tema é instigante, aguardo vocês. 
Convite à participação do chat
 BEMFICA, J. C.; BORGES, M. E. N. Aprendizagem organizacional e informação. Rev. 
Ciência Informação, Brasília, v. 28, n. 3, p. 233-240, set./dez. 1999.
 CANABRAVA, T.; VIEIRA, O. F. A. Treinamento & desenvolvimento para empresas que 
aprendem. Brasília: Senac, 2006.
 EBOLI, M. Educação corporativa no Brasil: mitos e verdades. 3. ed. São Paulo: Gente, 2004.
 RIBEIRO, A. E. A. Pedagogia empresarial: atuação do pedagogo na empresa. 5. ed. Rio de 
Janeiro: Wak, 2008.
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!

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