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→ CONSOLIDAÇÃO ÓSSEA - FASES . Inflamação -> inicia-se logo após a fratura, com o aparecimento do hematoma formado pela ruptura dos vasos sanguíneos, o qual é substituído por tecido de granulação e onde se forma uma matriz de colágeno que irá sustentar o crescimento do novo tecido ósseo. * Hematoma cria um ambiente propício para a migração de mediadores químicos e de proteínas de superfície e de ligação, que estimularão a diferenciação de células mesenquimais indiferenciadas em angioblastos, fibroblastos, condroblastos e osteoblastos. . Reparação -> formação do calo ósseo a partir da formação de um tecido fibrovascular, que se origina de células do endósteo e do periósteo, que dará origem ao osso imaturo pela ossificação endocondral e intramembranosa. . Remodelação -> inicia durante os primeiros dois meses do processo de consolidação e pode durar por vários anos, até que todo calo provisório seja removido e substituído pelo osso maduro ou lamelar, de acordo com as linhas de força geradas pela solicitação mecânica das atividades diárias. . As fraturas apresentam potencial diferente de remodelação e algumas, inclusive, não remodelam. - PRINCÍPIOS BÁSICOS DA REMODELAÇÃO ÓSSEA . Crescimento longitudinal -> determinado pela proliferação das células germinativas na porção epifisária da placa de crescimento . Crescimento na largura -> resultado do crescimento intersticial pela proliferação da MEC na placa de crescimento, originado nos nódulos de Ranvier e limitado em parte pelo anel pericondral. . Crescimento ósseo é mais intenso na região da metáfise para manter a forma tubular do segmento ósseo. . Remodelação óssea é mais intensa no esqueleto imaturo e apresenta maior atividade ao redor das placas de crescimento. . Capacidade de remodelação de uma deformidade causada por fratura depende de três fatores: idade óssea da criança, localização da fratura no segmento ósseo e intensidade da deformidade. . Deformidades rotacionais -> praticamente não corrigem . Deformidades no eixo do movimento articular -> corrigem mais do que as que não estão nesse plano . Fraturas que envolvem a epífise (fraturas articulares) devem ser tratadas com redução anatômica → CONSOLIDAÇÃO ÓSSEA 1) 6- 8hrs 2) até 3 semanas 3) até 3- 4 meses - Processo de Consolidação . Descrição de Cruess e Dumont . Fase Inflamatória- 10% * Inicia-se logo após a fratura * Hematoma formado pela ruptura dos vasos sanguíneos -> substituído por tecido de granulação * Forma uma matriz de colágeno que vai suportar o crescimento do novo tecido ósseo . Hematoma * Cria um ambiente propício para a migração de mediadores químicos e de proteínas de superfície e de ligação * Estimular a diferenciação das células mesenquimais indiferenciadas em angioblastos, fibroblastos, condroblastos e osteoblastos * Essenciais para a formação do calo ósseo . Fase Reparativa- 30% a 40% - calo mole (fibrocartilagem) e calo duro (ósseo) * Formação do calo ósseo propriamente dito * Formação de tecido fibrovascular -> origina as células do endósteo e do periósteo * Dará origem ao osso imaturo pela ossificação endocondral e intramembranosa * Na fase precoce de formação do calo, forma-se inicialmente tecido fibroso, subsequente fibrocartilaginoso, cartilaginoso e ósseo . Fase de Remodelamento- 60% a 70% * Inicia-se durante os dois primeiros meses do processo de consolidação * Consolidação óssea- Conjunto de tecidos que promovem a estabilização temporária da fratura até que a estabilidade seja atingida * Pode durar por vários anos, ate que todo o calo provisório seja removido e substituído pelo osso maduro ou lamelar. * De acordo com as linhas de força geradas pela solicitação mecânica das atividades diárias. - Duração de cada estágio varia dependendo da localização, gravidade da fratura, lesões associadas e idade do paciente → DEFORMIDADE ANGULAR - METÁFISE . 75% da remodelação óssea . Placas de crescimento adjacentes à fratura tendem a corrigir a deformidade, tornando-se perpendiculares às forças que atuam por meio delas por um processo de crescimento simétrico . Lado côncavo é estimulado a crescer mais rapidamente para alinhar a fise, fazendo com que ela adquira posição perpendicular ao longo do eixo da diáfise do osso e, assim que realinha o crescimento longitudinal, passa a ser simétrico - DIÁFISE . 20% da remodelação óssea . Há formação de uma região côncava, submetida à compressão, e outra convexa, estímulo para reabsorção óssea. . Na face submetida a compressão, formam-se cargas negativas que estimulam a deposição óssea e, na fase de tração, cargas positivas que estimulam a reabsorção. . Extremidade proximal do úmero e a extremidade distal do rádio são as regiões do esqueleto com maior capacidade de remodelação, já que as placas de crescimento dessas regiões contribuem com cerca de 80% do crescimento do segmento ósseo. . As placas de maior crescimento são a distal do fêmur e a proximal → Lei de Julius Wolf -> relação entre a deformidade mecânica exercida sobre o tecido ósseo com a arquitetura de suas trabéculas - Ocorrendo um impacto transversal no osso, a atividade osteoclástica aumenta do lado do impacto e a atividade osteoblástica aumenta do lado oposto do impacto. - Estado contínuo de fluxo ou remodelagem (força), no qual as células responsáveis pela destruição do osso (osteoclastos) acarretam o fracionamento (reabsorção) do osso sob a influência do paratormônio. - Disponibilidade de cálcio → Lei de Hueter-Volkmann - Forças longitudinais - Crescimento retardado pelo aumento da compressão mecânica e acelerado pela carga reduzida em comparação com os valores normais. - A compressão sustentada de magnitude fisiológica inibe o crescimento em 40% ou mais. - Área de maior compressão-> menor crescimento → PRINCÍPIOS BÁSICOS DA REMODELAÇÃO ÓSSEA - Investigar histórico de trauma - Crescimento ósseo mais intenso na região da metáfise para manter a forma tubular do crescimento ósseo - Remodelação óssea mais intensa no esqueleto imaturo e apresenta maior atividade ao redor das placas de crescimento - Quanto mais jovem, maior remodelação -> maior placa de crescimento - Capacidade de remodelação de uma deformidade óssea . Idade óssea do paciente (menor idade óssea-> maior remodelação) . Localização da fratura no segmento ósseo (mais próximo da placa de crescimento -> maior remodelação) . Intensidade da deformidade (potencial de crescimento da placa) → PRINCÍPIOS BÁSICOS DA REMODELAÇÃO ÓSSEA - Deformidade rotacional -> praticamente não corrigível - Deformidade no eixo do movimento articular -> corrigem mais do que aquelas que não estão nesse plano -> devido a localização da placa de crescimento - Deformidades existentes no plano sagital (antero-posterior) -> corrigem menos do que aquelas no plano coronal do fêmur. - Metáfise (maior remodelação -> maior proximidade com a placa de crescimento) X Diáfise -