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CASO 1 Annelyse Ferreira Raquel Guimarães III Período- MedUnoeste Qualquer agressão traumática que tenha como consequência lesão anatômica, como fratura de crânio ou lesão de couro cabeludo, ou ainda o comprometimento funcional das meninges, encéfalo ou seus vasos. TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO Trata-se de uma situação comum no cotidiano médico, sendo responsável por altas taxas de mortalidade e morbidade em todo o mundo. É uma importante causa de morte e de deficiência física e mental, superado apenas pelo acidente vascular encefálico (AVE) como doença neurológica com maior impacto na qualidade de vida. Traumas cerebrais ocorrem em todas as faixas etárias, sendo mais comuns em adultos jovens, na faixa entre 15 e 24 anos. A incidência é três a quatro vezes maior nos homens do que nas mulheres. Representando aproximadamente 15% a 20% das mortes em pessoas com idade entre 5 e 35 anos e é responsável por 1% de todas as mortes em adultos. SINAIS E SINTOMAS: Mais comumente, os sinais e sintomas dos traumatismos cranianos são desmaio, perda da consciência, dor de cabeça intensa, sangramento pela boca, nariz ou ouvido, diminuição da força muscular, sonolência, dificuldade da fala, alterações da visão e da audição, perda da memória, coma. Estes sintomas podem apresentar-se na hora do acidente ou após( no decorrer das horas). Precisam ser observados, mesmo com o traumatismo cranioencefalico fechado ( não há ferimento visível), por isso, o indivíduo deve ser observado, de preferência em um hospital. Mesmo que a caixa craniana não seja rompida, os abalos intensos podem ocasionar interrupção das vias nervosas, hemorragia ou edema de graves consequências. O diagnostico, nesses casos, so vem com exame de imagem GRAVIDADE: Sinal de guaxinim e sinal de batlle GUAXINIM BATILLE O resultado da lesão cerebral é definido por dois mecanismos ou estágios diferentes: (ocorrida no momento do trauma) Lesão secundária (sendo o processo patológico iniciado no momento do trauma com manifestações clinicas tardias MECANISMOS RESPONSÁVEIS PELOS TCES: Lesões corto-contusas, perfurações, fraturas de crânio, movimentos bruscos de aceleração e desaceleração e estiramento da massa encefálica, dos vasos intracranianos e das meninges (membranas que revestem o cérebro). CLASSIFICAÇÃO DO TCE Aberto: provocada por objetos penetrantes ( arma de fogo, arma branca, esmagamento...) e havendo fratura no crânio Fechado: forma mais frequente. A lesão é provocada pelo impacto do cérebro contra o crânio. A gravidade do caso vai depender da intensidade do impacto. Classificação do TCE em aberto e fechado não é por gravidade COMPLICAÇÕES Os pacientes vítimas de TCE podem apresentar sequelas físicas, neuropsicomotoras, epilepsia, hidrocefalia ( comprometimento na drenagem do liquos ou o aumento da sua produção, causando uma compressão das estruturas cerebrais do individuo- revestimento ósseo não “cresce) e estética. Diagnóstico: Clínico (anamnese e exame físico); Imagem (RX, tomografia e ressonância magnética). ATENDIMENTO AO TCE Abordagem: Abordagem inicial (ABCDE): A) Priorizar uma manutenção de uma via aérea desobstruida e a proteção da coluna cervical, além de uma boa oxigenação. O profissional deve encarar o individuo como um politraumatizado( importante a colocação do colar cervical e os apoiadores do colar pra evitar a movimentação da cabeça) B) Respiração e ventilação ( ver e ouvir- observar se há respiração e se há expansão bilateral) C) Verificar se há circulação ( verificar pulso radial com dedo indocador e médio) D) Responsividade( chamar o individuo. O tce pode alterar o nível de consciência por isso estimulo profundo com a compressão do musculo trapesio) E) Exposição:- individuo pranchado e colocação do colar cervical . Verificar também ferimentos e outras lesões Após o transporte (samu) deve-se refazer a avaliação no ambiente hospitalar Avaliação dos sinais vitais; Avaliação do nível de consciência: É a dimensão subjetiva da atividade psíquica do sujeito que se volta para a realidade. É a capacidade do indivíduo de entrar em contato com a realidade, perceber e conhecer os seus objetos. Nível: alerta/acordado, sonolento/letárgico-paciente dormindo, vc chama e ele responde, depois volta a dormir- ,torporoso- chama e ele demora muito pra responder e na mínima interrupção do estimulo ele dorme de novo, comatoso. Estado: orientação (tempo e do espaço) ou desorientação ( não sabe que dia é hoje, não sabe onde é a sua casa ou onde está) Aplicação da escala de Glasgow: Nos serviços de emergência, um dos índices muito utilizado para a avaliação da gravidade do TCE é a ESCALA DE COMA DE GLASGOW. Fazer comparação da escala no extra e no intra hospitalar É baseada em 3 indicadores: 1) a abertura dos olhos 2) a melhor resposta verbal 3) a melhor resposta motora. Esses indicadores são avaliados independentemente e o escore final reflete o estado funcional do encéfalo, e a avaliação, ressalta-se a melhor resposta em cada categoria. Em algumas circunstâncias, quando não é possível avaliar a resposta do paciente, deve-se utilizar a categoria Não Testável (NT) acompanhada de uma explicação descritiva. Os valores fornecidos pela somatória dos 3 indicadores da ECG1 variam de 3 a 15 pontos. O total de 15 pontos indica um indivíduo neurofisiologicamente normal no que se refere ao nível de consciência. A menor pontuação é 3 e indica nenhuma resposta do paciente para qualquer estímulo empregado. Na avaliação dos pacientes com TCE, escores de 3 a 8 indicam TCE grave, de 9 a 12, moderado e 13 a 15, leve Avaliação pupilar: Na avaliação completa: tamanho, formato e fotorreagencia da pupila. Para a aescala de Glasgow, utiliza-se a fotorreagencia. Em pacientes de quadro neurológico deve-se repetir essa avaliação horas depois. Não se recomenda usar a escala de Glasgow em indivíduos que utilizaram substancias psicoativas. Para pacientes que estão sob efeito de drogas que agem no SNC, utiliza-se a escala Hunsey (pacientes de uti- estão sob uso de drogas depressoras) EM TCE pode haver pupilas anisocóricas e também midríase Conceituação: Significa todo e qualquer tipo de distúrbio clínico comum a diversos tipos de doenças e é causado por uma ampla variabilidade de situações. A convulsão é um estado modificado agudo e súbito do grau de consciência do indivíduo resultante de um estímulo anormal dos neurônios, propagando-se por todo cérebro. Em alguns casos há contrações musculares generalizadas e repetitivas. Como as células cerebrais direcionam os movimentos do indivíduo, estes movimentos passam a se tornar descontrolados e irregulares. Consequentemente, pode levar a vítima a qualquer tipo de queda que pode resultar traumas secundários . A crise convulsiva pode ser generalizada ou ainda apresentar como um tipo focal (algum local específico do corpo). • a) crises focais – as crises parciais simples podem provocar alterações visuais, percepções auditivas alteradas, movimentos clônicos ou tônicos de um lado do corpo e alterações na sensibilidade, como parestesias e dor. • b) crises generalizadas – são caracterizadas por perda da consciência, sem recordação do episódio pelo paciente. A crise tônico-clônica generalizada consiste em contrações musculares mantidas (tônicas) em todo o corpo, seguida de contrações alternadas por um breve relaxamento, rítmicas e repetitivas (clônicas). • Fraqueza muscular no primeiro momento da crise convulsiva, vindo a desencadear movimentos bruscos e involuntários da musculatura estriada esquelética. • Trismo: é o enrijecimento da musculatura da mandíbula, travando os dentes. • Sialorréia:situação em que a vítima pode vir a engasgar e broncoaspirar sua própria salivação excessiva. • Queda da própria altura: podendo desencadear traumas secundários e diversos, assim como outras lesões traumáticas. • Cianose labial e em extremidades: devido à diminuição da oxigenação ocasionado pela diminuição do fluxo sanguíneo localizado a essas partes corporais. • Relaxamento dos esfíncteres: ocasionando e ocorrendo nesta situação o aumento da micção e da evacuação. As principais causas da crise convulsiva (evento multifatorial): febre, epilepsia primária, malformação cerebral, infecção de sistema nervoso central, tumor cerebral, traumatismo cranioencefálico, hemorragia cerebral, hipóxia, intoxicações exógenas, distúrbios metabólicos, como hipoglicemia, hipocalcemia, hipo ou hipernatremia, hipomagnesemia, síndromes neurocutâneas, erros inatos do metabolismo e encefalopatias crônicas progressivas. Anamnese bem elaborada tentando buscar o antes, durante e o depois da crise; tentando esclarecer os fatores que levaram a crise convulsiva. Já apresentou alguma outra crise? O que o paciente estava fazendo imediatamente antes da crise? Havia queixa de desconforto epigástrico ou sensação de medo antes da crise (aura)? Peça para descrever o episódio em detalhes. Manteve a consciência preservada durante o episódio? Ficou irresponsivo? Desmaiou? Virou os olhos? Sialorreia? Vômito? Ficou molenga? Endureceu alguma parte do corpo? Apresentou movimentos rítmicos e repetitivos dos membros? Movimentos semelhantes a choquinhos? Presença de cianose? Perdeu o controle dos esfíncteres? Quanto tempo durou a crise? • Como ficou depois da crise (alguma anormalidade, sono, dor de cabeça)? • Apresentou febre em algum momento? Infecção recente? História de intoxicação? Trauma? • Existe queixa de cefaleia? Irritabilidade? Vômitos? Alteração do comportamento? Fraqueza nos membros? Movimentos anormais? • Investigar a história pregressa – Houve alguma intercorrência pré, peri ou pós-natal (em casos de crianças)? Os marcos do desenvolvimento alcançados são compatíveis com a idade? Presença de doença neurológica prévia? • Existe história familiar de epilepsia ou de convulsões febris? • Nos casos em que o paciente possui diagnóstico prévio de epilepsia, é fundamental saber se as crises estavam controladas ou se vinham recorrendo com frequência e se faz uso regular da medicação antiepiléptica. • Avaliação imediata dos sinais vitais. • Avaliação do nível de consciência. Observar os seguintes pontos: ALERTA – atende prontamente LETÁRGICO – sonolento, responde devagar, adequadamente OBNUBILADO – sonolento, desperta c/ estímulo sonoro TORPOR – acorda c/ dificuldade, agressivo SEMICOMATOSO – responde aos estímulos dolorosos COMA – não responde, hipotônico • Medida do perímetro cefálico, estatura/altura e peso. • Abaulamento de fontanela (em RN) • Deve-se procurar por sinais de localização, como hemiparesia, hiperreflexia, sinal de Babinski. • Avaliação dos sinais de irritação meníngea (rigidez de nuca – é o mais fácil de ser utilizado, portanto é o mais utilizado, sinal de Kernig e sinal de Brudzinski). Todos esses sinais são realizados com o intuito de buscar a irritação meningea. Sinal de Babinski: É realizado um estimulo na região plantar do indivíduo; quando é positivo o indivíduo tende abrir os dedos do pé. Nos recém-nascidos e lactentes jovens o sinal sempre é positivo; crianças maiores e adultos devem ter o sinal negativo e, caso seja positivo, indica um quadro neurológico instalado, ou seja, há a possibilidade de uma lesão piramidal. Rigidez de nuca: paciente deve estar em decúbito dorsal, eleva-se a cabeça de forma que o paciente encoste o queixo no tórax. Se tem rigidez de nuca essa elevação não vai acontecer. Sinal de Brudzinski: o examinador coloca uma das mãos abaixo da cabeça do paciente e flexiona o pescoço; uma flexão espontânea dos quadris e joelhos bilateralmente indica sinal positivo. Sinal de lasegue: com a pessoa em decúbito dorsal e os braços e pernas esticadas, o profissional de saúde realiza a flexão da coxa. O sinal é positivo se a pessoa sentir uma dor na face posterior do membro que está a ser examinado. O tipo de crise (focal, generalizada...) associado aos achados no exame neurológico podem fornecer pistas sobre a causa ou a possível causa da crise convulsiva. Determinar Nível de Consciência Padrão Respiratório Avaliar Abalos e/ou Tremores Avaliar Déficit Motor Freqüência e Ritmo Cardíacos Níveis Tensionais História Pregressa (HAS/DM/COLAGENOSE/HEPATOPATIAS) com o intuito de saber se está atrelado a um caso agudo ou crônico; por isso é importante saber quais são as doenças de base. Uso Habitual de Medicamentos (AAS/ANTICOAGULANTES/ANTICONVULSIVANTES / BENZODIAZEPNÍCOS) A maioria das convulsões são breves, autolimitadas e cessam antes da chegada da criança ao serviço de emergência, não requerendo qualquer tratamento com anticonvulsivantes. Naqueles cuja convulsão se autorresolveu, a conduta inicial é verificar a segurança do paciente durante o período pós-crise. • A abordagem inicial para um paciente que chega em convulsão na emergência deve ser rápida e inclui estender cuidadosamente a mandíbula para manter as vias aéreas pérvias, monitorar sinais vitais e saturação de O2, exame cardiorrespiratório, oxigenoterapia (e se necessário intubação). • medir a glicemia, cálcio, magnésio, hemograma completo, testes de função hepática e gasometria arterial, estabelecer acesso venoso e avaliar a história do episódio e exame físico. (no caso, por exemplo, de uma convulsão relacionada a febre esses exames não se fazem necessários). • A história clínica é o primeiro passo para a diferenciação entre eventos epiléticos e não epilépticos, assim como no reconhecimento do tipo de crise para um manejo apropriado. • É fundamental o tratamento das causas reversíveis de convulsões como hiponatremia, hipoglicemia, hipocalcemia, hipomagnesemia e hipertensão, assim como o controle da hipertermia quando presentes. • A conduta terapêutica medicamentosa inicial tem o objetivo de interromper a convulsão o mais rápido possível, reduzindo a chance do estado de mal epiléptico. • Deve-se checar se o material para reanimação está disponível. • Caso haja persistência da crise em 30 minutos, caracteriza-se o estado de mal epiléptico e o paciente deverá ser transferida para uma unidade de terapia intensiva. Como identificar uma crise? Os sinais e sintomas das crises são variáveis, podendo incluir quadros autolimitados a manifestações grandes, como perda abrupta de consciência, queda ao solo e abalos convulsivos nos quatro membros. Além disso, a convulsão também pode ocasionar aumento de salivação, ranger de dentes, perda do controle do processo urinário e de defecação. : Crianças: as causas mais comuns são febres altas ou anormalidades metabólicas temporárias. Podem decorrer, também, de lesão durante o parto , uma anormalidade metabólica hereditária ou uma doença cerebral. Adultos: lesão cerebral decorrente de trauma, acidente vascular cerebral ou tumor podem ser causas de uma convulsão. Abstinência alcoólica também é uma causa comum. No entanto, em cerca de metade desses casos nesta faixa etária, a causa é desconhecida. Idosos: as causas mais comuns podem ser um tumor cerebral ou um acidente vascular cerebral. ? Tentar evitar que a vitima caia desesperadamente, cuidando para que a cabeça não sofra traumatismo e procurando deitá-la no chão, com cuidado, acomodando-a. Retirar da boca próteses dentárias móveis (pontes, dentaduras), após a crise. Remover qualquer objeto com que a vítima possa semachucar e afastá-lo de locais e ambientes potencialmente perigosos , como por exemplo: escadas, portas de vidro, janelas, fogo, eletricidade, máquinas em funcionamento. Não interferir nos movimentos convulsivos, mas assegurar-se que a vítima não está se machucando. Não levante ou remova a vítima a menos que ela esteja em perigo imediato; Não use a força para contê-la durante o ataque, pois pode haver fratura de ossos da vítima; Não impeça seus movimentos; Não coloque nada na boca da vítima, inclusive panos ou até mesmo o seu dedo; APÓS CONVULSÃO PENSE NA SUA CAUSA • História clínica • Exame físico • Exames laboratoriais • Exames imagem • Em 90% dos casos fatais, a morte deve-se à causa que levou ao status, e não ao status em si EPILEPSIA Define-se epilepsia pela presença de crises convulsivas recorrentes (duas ou mais) que não estão relacionadas a um insulto agudo do sistema nervoso. • Define-se o estado de mal epiléptico pela presença de uma atividade epiléptica única e prolongada com duração superior a 30 minutos ou crises repetidas sem que ocorra recuperação da consciência entre elas. Trata-se de uma verdadeira emergência clínica que ameaça a vida e requer tratamento imediato para interromper a crise em curso.Pode ocorrer com qualquer tipo de crise epiléptica. NÃO POSSUI EPILEPSIA: Aquele que apresenta uma única crise epiléptica durante a vida ou uma série de crises num certo espaço de tempo que não mais se repetiu; Aquele que apresenta crises epilépticas na vigência de doença ativa como, por exemplo: meningite. O individuo que apresenta crises epilépticas ocasionais decorrentes de outros distúrbios médicos, como: hipocalcemia, hipoglicemia, febris, etc. O que é EEG ? Nem todos os pacientes precisam fazer. Depende da anamnese, exame físico, do tipo de crise e da hipótese diagnóstica. Esses fatores também são necessários para saber se há necessidade de um especialista (neuroclínico, neurologista). Método de registro da atividade elétrica cerebral Capazes de autogerar impulsos eletroquímicos Atividade elétrica cerebral - somatório do fluxo de corrente elétrica extracelular somado aos potenciais excitatórios e inibitórios do pós-sinápticos (PES e PIPS) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ORIENTADORES DE ESTUDO: • Classificar os tipos de TCE quanto à localização e gravidade Hematoma Epidural Trauma com fratura da escama óssea temporal direita e hematoma extra-dural adjacente. Observe o aspecto heterogêneo do hematoma característico das hemorragias ativas. Um hematoma epidural geralmente resulta da lesão provocada por um impacto moderado, por exemplo, uma queda de um cavalo, uma pancada na cabeça, uma agressão física, são eventos causadores típicos, que produzem, em geral, apenas a perda transitória da consciência. Hematoma Subdural TCE com hematoma subdural agudo na região temporal direita que comprime o parênquima adjacente e apaga os sulcos corticais e as fissuras adjacentes. Observe o discreto deslocamento contra-lateral das estruturas da linha mediana. O Hematomas Subdurais podem ser divididos em: agudos, subagudos e crônicos. Um Hematoma subdural agudo quase sempre significa lesão grave, um subagudo consistem de coágulos sanguíneos, desenvolvemse de 48h a uma semana após um traumatismo. • Identificar sinais e sintomas de crise convulsiva *já está no resumo • Classificar os tipos de crise convulsiva *já está no resumo • Aplicar a escala de coma de Glasgow *já está no resumo • Sequenciar e demonstrar o atendimento à vítima de parada cardiorrespiratória • Reanimação cardiopulmonar (RCP) imediata de alta qualidade Após o acionamento da equipe médica, deve-se iniciar as compressões torácicas e ventilação em todos os pacientes adultos com PCR, seja por causa cardíaca ou não cardíaca - Com as mãos sobre a metade inferior do esterno (região hipotenar), sem flexionar os cotovelos; - Frequência: 100 a 120 compressões/ minuto; - Profundidade: mínima de 2 polegadas (5 cm) e máximo 2,4 polegadas (6 cm); - Permitir retorno total do tórax após cada compressão. Não apoiar-se sobre o tórax entre as compressões; - Minimizar as interrupções nas compressões. Não interromper as compressões por mais de 10 segundos; - Colocar a prancha rígida embaixo do tórax do paciente, assim que disponível. • Sequenciar e demonstrar o atendimento inicial à convulsão *já está no resumo • EPLEPSIA: Grupo de desordens crônicas do SNC caracterizadas por convulsões recorrentes deve haver repetição dos episódios convulsivos, caso contrário, não é considerado epilepsia, apenas um episódio convulsivo. • CONVULSÕES: são episódios transitórios e descontrolados de disfunção da fisiologia cerebral resultantes de descarga anormal das células neurais que resultam em comportamento motor e sensorial anormal • Mais de 40 formas diferentes já identificadas. • O tratamento é sintomático, e a maioria das drogas é efetiva para tanto, mas nenhuma tem efeito profilático ou curativo. As causas das epilepsias podem ser múltiplas:infecções, neoplasias, traumatismos cranianos Convulsões febris ou convulsões causadas por meningites são tratáveis por anticonvulsivantes, mas não são consideradas como epilepsias a menos que evoluam para síndrome de convulsões recorrentes. Convulsões também podem ser causadas por síndromes tóxicas ou metabólicas e neste caso o tratamento da causa é o indicado, levando-se em conta que a convulsão é um sintoma. Convulsões, portanto, são um sintoma, ou mesmo podem ser consideradas como uma conseqüência deste processo. Causas: • Trauma • Encefalite • Drogas • Traumas • Retirada de medicamentos • Tumores • Febre alta • Hipoglicemia • Acidose extrema • Alcalose extrema • Hiponatremia • Hipocalcemia • Idiopatias Tumores cerebrais, agressões ao crânio e ao cérebro, variações da glicemia, desequilíbrio ácido/base são possíveis causas de convulsão. Critérios para Classificação de Epilepsias e Convulsões. Epilepsia não é uma desordem simples, mas uma patologia complexa e de caráter recorrente que pode ser classificada segundo suas características. De maneira geral a causa incide em descargas elétricas descontroladas e desorganizadas com origem em um ou mais pontos da rede neural cerebral e quando estas descargas elétricas alcançam a córtex cerebral as funções das áreas atingidas ficam desorganizadas. Assim sendo, é importante saber classificar as epilepsias, pois a forma como essas descargas se disseminam pelo cérebro é o que nos conduz a uma classificação e, a partir disso, escolhe-se a medicação adequada para este ou aquele tipo de crise/epilepsia Existem algumas formas de perceber no eletroencefalograma que o indivíduo é portador da patologia, pois quando ele está passando por um processo convulsivo isso é visto no traçado eletroencefalográfico por meio de algumas variações. Tais variações dizem que algo não está normal, apesar da pessoa não aparentar estar convulsionando. Essas descargas são chamadas de interictais e são visualizadas no eletroencefalograma, porém o indivíduo não aparenta estar em crise. Status epilepticus: é quando o individuo tem uma crise convulsiva atrás da outra em espaços muito curtos (5 minutos/10 minutos, às vezes menos) e não para. É considerado muito grave e pode acarretar um desfecho de morte. Portanto, o atendimento rápido e correto ao paciente que apresenta crises convulsivas e que pode evoluir para o status epilepticus é de grande importância. É muito comum crianças terem convulsões febris porque o sistema nervosocentral ainda é imaturo (mais especificamente o controle hipotalâmico da temperatura corpórea é imaturo). Portanto, quando a febre está bastante alta as crianças podem convulsionar. Existem algumas técnicas/manobras que podem ser feitas para isso ser evitado. Alguns clínicos preferem tratar cronicamente até uns 2 anos de idade e depois retirar o anticonvulsivante; o outro protocolo seria quando a criança fica doente, por qualquer causa, fazer uso do anticonvulsivante para, dessa forma, previnir a convulsão no eventual pico de febre alta. Córtex: Controla as funções mentais, movimento, sensações, organização sensorial bem como funções internas e comportamentais. Os tipos de epilepsia são de forma genérica divididos em duas grandes categorias, baseadas nos mecanismos biológicos específicos envolvidos nas convulsões. Parciais/Focais: atinge uma parte da córtex • Estas convulsões são mais comuns que as generalizadas. • Em alguns casos estas descargas podem se originar a partir de pontos específicos do cérebro com lesões específicas e diagnosticáveis, mas um grande número de casos tem causa desconhecida. • Estas convulsões podem ser ainda categorizadas como simples ou parciais complexas. • A crise focal envolve somente uma porça ̃o do ce ́rebro, normalmente parte de um lobo de um hemisfe ́rio. Os sinais de cada tipo de crise depen- dem do local da descarga neuronal e da extensa ̃o pela qual a atividade ele ́trica se espalha nos demais neurônios do ce ́rebro. Crises focais po- dem evoluir, tornando-se crises tônico-clo ̂nicas generalizadas. • Convulsões parciais simples (epilpsiaJacksoniana) • Características: Sem perda de consciência, há confusão mental, movimentos musculares involuntários (geralmente faciais), eventos emocionais, Déjà vu, alucinações, percepção de odores e percepção de sabores • Essas crises sa ̃o causadas por um grupo de neurônios hiperativos que apresentam atividade ele ́trica anormal e fica confinada em um local u ́nico no ce ́rebro. • Após a crise convulsiva o indivíduo pode se apresentar confuso e com dificuldade de controle de alguns grupos musculares. • Com freque ̂ncia, o paciente apresenta atividade anormal em um dos membros ou em um grupo muscular controlado pela região • A descarga ele ́trica na ̃o se alastra, e o paciente na ̃o perde a consciência ou a percepça ̃o. Convulsões parciais complexas • Mais da metade das convulsões apresentadas por adultos são desta categoria e mais de 80% tem origem nos lobos temporais. • Distúrbios na fisiologia dos lobos temporais podem resultar em perda de julgamento, comportamentos involuntários ou sem controle e eventuais perdas de consciência. • Apenas 20% dos casos tem início no lobo frontal. • Essas crises provocam alucinaço ̃es senso- riais complexas e distorça ̃o mental. A disfunça ̃o motora pode envol- ver movimentos mastigatórios, diarreia e/ou micça ̃o. A conscie ̂ncia se altera. A crise parcial simples pode se alastrar, tornar-se com- plexa e enta ̃o evoluir para uma convulsão generalizada secunda ́ria. Generalizadas: Atinge toda a córtex. Ocorrem por acometimento de ambos os hemisférios cerebrais ao mesmo tempo. As crises generalizadas podem iniciar localmente e enta ̃o avançar, incluindo descargas elétricas anormais pela totalidade de ambos os hemisférios cerebrais. As crises generalizadas primárias podem ser convulsivas ou não convulsivas, e o paciente normalmente apresenta perda imediata da conscie ̂ncia. To ̂nico-clônicas: Essas crises resultam em perda da consciência, seguida das fases to ̂nica (de contraça ̃ocontínua) e clo ̂nica (de contraça ̃o e relaxamento rápidos). A crise pode ser seguida por um período de confusa ̃o e exaustão, devido à depleça ̃o de glicose e dos estoques energéticos. Ause ̂ncias: Essas crises envolvem uma perda breve, abrupta e autolimitante da conscie ̂ncia. Em geral, iniciam-se em pacientes de 3 a 5 anos de idade e perduram até a puberdade ou mais. O paciente permanece com o olhar fixo e pisca rapidamente, o que dura de 3 a 5 segundos. A crise de ausência tem um pico muito distinto de 3 picos de registro de atividade ele ́trica no EEG por segundo e descarga em ondas vista no eletrencefalograma (EEG). Mioclônicas: Essas crises consistem em episódios curtos de contraça ̃o muscular que podem recorrer por vários minutos. Em geral, elas ocorrem após o despertar e se revelam como breves contraço ̃es espasmódicas dos membros. As crises mioclônicas ocorrem em qualquer idade, mas em geral iniciam na puberdade ou no adulto jovem. Clo ̂nicas: Essas crises consistem em episódios curtos de contra- ça ̃o muscular que podem parecer muito com crises mioclônicas. A conscie ̂ncia esta ́ mais comprometida nas crises clônicas em com- paraça ̃o com as mioclônicas. To ̂nicas: Essas crises envolvem aumento do tônus nos mu ́sculos extensores e, em geral, duram menos de 60 segundos. Atônicas: Também chamadas de ataques de queda, essas crises se caracterizam pela perda súbita de to ̂nus muscular. Tem também o tipo de convulsão que é parcial (tem com muita clareza uma área do corpo atingida) e secundariamente generalizada, ou seja, se generaliza depois de ter em um ponto (isso é visível) Aura: **Crises Parciais Secundariamente generalizadas** Denomina-se aura a condição prévia a convulsão em que o indivíduo percebe sons, sensações gustativas, olfativas ou ainda visuais. Características: Perda de consciência, emoções exageradas (pode ser confundido com indivíduos alcoolizados), movimentos repetitivos (mandibulares ou labiais), crises não duram mais que 2 minutos, podem ser eventuais ou diárias, fortes dores de cabeça podem surgir depois da crise. FÁRMACOS ANTICONVULSIVANTES No SNC, os neurônios possuem receptores para o neurotransmissor GABA, que é inibitório, e para o neurotransmissor Glutamato, que é excitatório. As convulsões são causadas pelo desequilíbrios dos níveis desses neurotransmissores, pois se a quantidade de glutamato, que é excitatório, aumenta, ou a quantidade de GABA diminui, o cérebro entra em estado de hiperexcitabilidade, o que gera as descargas elétricas desordenadas que causam as convulsões. Os fármacos anticonvulsivantes irão agir no SNC, nos receptores de GABA ou nos receptores de Glutamato. Os receptores glutamatérgicos são ionotropicos, se abrem com a ligação com o sódio, enquanto os gabaérgicos também ionotropicos se abrem com a ligação com o cloro. Quando o íon passa há despolarização, portanto quando há despolarização do neurônio pos sináptico de uma via gabergica temos inibição, por exemplo. Existe a possibilidade de uma molécula de benzodianpinico (diazepam) se ligar quimicamente a uma subunidade do receptor gabaérgico. Claro que o gaba se liga de uma forma melhor, porque é endógeno (natural). Quando o gaba se liga o canal de cloro se abre separando as subunidades do receptor, daí o íon cloro passa e tem despolarização dessa membrana. Cargas positivas fora e cargas negativas dentro em estado de repouso, quando o gaba se liga ao receptor gabaergico esse canal se abre por afastamento das subunidade, o cloro passa e terá uma inversão dessa polaridade (DESPOLARIZAÇÃO- mensagem enviado do neurônio pré para o pós). Relembrando: Receptores de membrana que afetam a permeabilidade io ̂nica (receptores ionotrópicos). São em forma de canal para passagem de ions. Os receptores de neurotransmissores são proteínas de membrana que disponibilizam o local de ligaça ̃o que reconhece e responde a ̀ molécula neurotransmissora. Alguns receptores, como os nicotínicos po ́s-sina ́pticos nas ce ́lulas musculares esqueléticas, esta ̃o ligadosdiretamente a canais io ̂nicos de membrana. Por isso, a ligaça ̃o do neurotransmissor ocorre rapidamente (em fraça ̃o de milissegundos) e afeta diretamente a permeabilidade iônica. Esses tipos de receptores são conhecidos como receptores ionotrópicos. Receptores de membrana acoplados a segundos mensageiros (receptores metabotrópicos) Perpassa a membrana ser formar canal, forma alças internas e externas ao citosol. Va ́rios receptores na ̃osão acoplados diretamente a canais io ̂nicos. Nesses casos, o receptor sinaliza o reconhecimento da ligaça ̃o de um neurotransmissor, iniciando uma se ́rie de reações, que no final resultam em uma resposta intracelular específica. Mole ́culas segundas mensageiras – assim denominadas porque interve ̂m entre a mensagem inicial (neurotransmissor ou hormônio) e o efeito final na ce ́lula – sa ̃o parte de uma cascata de eventos que traduz a ligaça ̃o do neurotransmissor em uma resposta celular, em geral, com a intervença ̃o de uma proteína G. Os receptores acoplados ao sistema de segundo mensageiro são denominados receptores metabotrópicos. Os receptores muscarínicos e adrenérgicossa ̃o exemplos de receptores metabotrópicos. ETAPAS DA CONVULSÃO O processo convulsivo envolve,: (1) Desequilíbrio na proporção de moléculas excitatórias(sódio, glutamato, cálcio) e inibitórias (GABA, cloreto, potássio) no cérebro; (2) Os neurônios começam a transmitirinformações desorganizadamente. Essas mensagens chegam å medula; (3) Neurônios na medula passam as "ordens"de contração desordenada para os músculos, gerando a convulsões. As consequências mais evidentes após uma crise epilépticasao: dores musculares; mal-estar; dor de cabeça;dificuldade de concentração; sonolência; em alguns casos há fraturas por causa da contração muscular. Os anticonvulsivantes são drogas de ação seletiva no SNC. Eles agem equilibrando as vias excitatórias e inibitórias, gerando redução das cargas neurais excessivas e seu espraiamento. Esses medicamentos NÃO possuem ação curativa MECANISMO DE AÇÃO:os fármacos usados para tratar a epilepsia geralmente inibem o disparo dos neurônios no cérebro por (1) aumentar os efeitos inibitórios do ácido gama- aminobutírico (GABA), (2) reduzir os efeitos dos aminoácidos excitatórios glutamato e aspartato ou (3) alterar o movimento dos íons sódio e cálcio pelas membranas dos neurônios. Na superfície dos receptores gabaérgicos, há sítios de ligação para os fármacos da classe dos benzodiazepínicos, barbitúricos, neuroesteroides e etanol. Essas substâncias agem nesses receptores estimulando a atividade inibitória. GABAt destrói gaba e resulta em vários metabólicos, logo, GABAt é a enzima. Se o GABAt, por algum motivo ( como o bloqueio dos neurônios pré sinápticos – liberam GABt para recaptura, o que deixa a célula cega para o GABA na fenda), não destruir o GABA há acúmulo na fenda e, dessa forma, garante o movimento de “liga desliga por muito tempo”, ou seja, muito receptores serão abertos para passagem de cloro, logo, há um aumento da atividade inibitória. O mecanismo de ação do valproato de sódio consiste no aumento da neurotransmissãoGABAérgica, através da intensificação da síntese e liberação do GABA, por meio da ativação da enzima glutâmica descarboxilase (ajuda descaboxilar o glutamato) e da inibição do GABAt. Esse mecanismo é capaz de reduzir a neurotransmissãoglutamatérgica, ou seja, reduz o efeito excitatório. Esse efeito correlaciona-se com a atividade anticonvulsivante do valproato de sódio (capaz de degradar o GABAt) Já nos receptores glutamatérgicos, a Carbamazepina ,Fenitoína, Lamotrigina e Valproato diminuem a atividade excitatória. A Dimetadiona e a Etosuccimida também são utilizadas, e são mais indicadas para crises de ausência. BARBITURICOS Os barbitúricos são fármacos amplamente utilizados como hipnóticos, sedativos, ansiolíticos e anticonvulsivantes. Mecanismo de ação. Os barbutúricos atuam em canais gabaérgicos, aumentando o influxo de cloreto (Cl-), simulando a atividade do GABA endógeno sem a necessidade da presença deste neurotransmissor inibitório. Ao se ligar aos receptores gabaérgicos, os barbitúricos abrem canais de Cl- , íon responsável por hiperpolarizar a célula e dificultar a sua despolarização, inibindo, assim, a propagação do impulso nervoso. Portanto, de maneira semelhante aos benzodiazepínicos, os barbitúricos aumentam a ação do GABA, via de regra, um neurotransmissor inibitórico do SNC; esse aumento é feito por uma ligação em sítio específico do receptor de GABA tipo A, porém em local diferente dos benzodiazepínicos, com ação menos específica. Na verdade, esses receptores nada mais são que canais iônicos de cloreto. Os barbitúricos intensificam uma variedade de sistemas sinápticos medidos pelo GABA, envolvendo inibição tanto pré-sináptica quanto pós-sináptica. Não interferem na Glicina e Glutamato. Efeito adverso: o efeito adverso mais comum é a sedação. Em alguns casos, o fenobarbital pode induzir irritabilidade e hiperatividade em crian-ças, e agitação e confusão em pacientes idosos. BENZODIAZEPINICOS : INDICAÇÃO- grupo de fármacos ansiolíticos utilizados como sedativos, hipnóticos, relaxantes musculares, para amnésia anterógrada e atividade anticonvulsionante.IndicaçõesComo antiepilépticos, os benzodiazepínicos são largamente utilizados no tratamento das crises parciais tânico-clônico, sendo eles mais seguros em relação aos barbitàricos. São ainda utilizados como drogas ansiolíticas e indutoras do sono. Modificam a percepção da dor e do perigo, não afetando a condução dos estímulos, mas relativizando-os emocionalmente (o doente sente a dor ou perigo, mas já não o incomodam). Mecanismo de ação-se ligam ao receptor GABA e aumentam a sua eficiência inibitoria ,eles atuam favorecendo e facilitandoo acoplamento do neurotransmissor GABA ao seu receptor, aumentando, desta forma, o influxo de cloreto e a atividade do GABA endógeno. Promovem, portanto, acentuação da atividade gabaérgicasem abrir, por conta própria, os canais de cloreto. OBS: Note que há uma diferença básica no mecanismo de ação dos barbitúricos e dos benzodiazepinicos: estes provocam a entrada de cloro na célula excitando o receptor gabaérgico, o qual, mesmo em pequenas concentrações de GABA, é excitado; já os barbitúricos, que se ligam em um outro sítio nos receptores gabaérgicos, são responsáveis por desencadear a abertura dos canais de cloro por si só, sem que seja necessário a ligação do GABA nestes receptores. Existe a possibilidade de uma molécula de benzodianpinico se ligar quimicamente a uma subunidade do receptor gabaérgico. Porém, o GABA se liga de uma forma melhor, porque é endógeno. EFEITO ADVERSO: Sedação Podem ser potencializadas por etanol (ou por qualquer droga de ação central), sob pena de favorecer a parada cardiorrespiratória. Alguma euforia e alucinações Amnésia Indiferença e má avaliação do perigo. Tendem a responder mais a agressões por outros indivíduos. Hipotermia Dependência Aumento da hostilidade VIGABATRINA : inibe irreversivelmente a GABA-T GABAPENTINA : provável interferência na receptação de GABA. Provável modulação do transporte de aminoácidos no cérebro TIAGABINA :interferêncianarecaptação de GABA *recaptação de GABA: GAT-1 transporta GABA para os neurônios e GAT-2,3 para a glia, no sentido de limpar a fenda sináptica, Tiagabina bloqueia a recaptação aumentando a quantidade de GABA extracelular HIDANTOÍNAS INDICAÇÕES: é eficaz em todos os tipos de crises epiléticas parciais e tônico-clônicas, mas não nas crises de ausência. MECANISMO DE AÇÃO: esta classe de fármacos bloqueia os canais de sódio voltagem-dependentes e inibem a geração de potenciais de ação repetitivos.EFEITOS ADVERSOS:. Hiperplasia gengival- aumento excessivo do número de células na gengiva Hirsutismo- aumento de pelos na mulher Hiperatividade. REPRESENTANTE: FENINTOÍNA- Quanto à função tireoidiana, fenitoína pode diminuir o nível de iodo ligado às proteínas, provavelmente devido ao deslocamento de tiroxina dos sítios de ligação proteica Fenitoína, CARBAMAZEPINA : bloqueiam os canais de sódio INDICAÇÕES:Acarbamazepina é considerada um fármaco de escolha para as convulsões parciais, sendo frequentemente usada para o tratamento das convulsões tônico--clônicas generalizadas MECANISMO DE AÇÃO:atuam em canais de Na+ voltagem- dependentes, bloqueando-os e prevenindo a dispersão das ondas elétricas (inibindo, assim, os ataques epilépticos). Pode ser utilizada em associação a hidantoínas (como a FenitoÜna), agindo, assim, como fÄrmacos tradicionais e mais seguros. FELBAMATO : INDICAÇÕES: convulsões parciais e convulsões mioclônicas MECANISMO DE AÇÃO: bloqueia os canais de sódio, modula o sítio do receptor NMDA EFEITOS ADVERSOS-pode provocar anemia aplásica e grave hepatotoxicidade de forma inesperada LAMOTRIGINA : bloqueia os canais de sódio, interfere na liberação patológica de glutamato - Agem nos neurónios pré-sinápticos ETOSUCCIMIDA : INDICAÇÕES- ataques de crises de ausências; MECANISMO DE AÇÃOatua nos canais de cálcio EFEITOS ADVERSOS-sonolência, ataxia, rashes, disfunção renal ou hepática. VALPROATO :. É ESTRITAMENTE contraindicado para grávidas, e podem causar efeitos colaterais nos cabelos. INDICAÇÕES:convulsões generalizadas (de ausência),convulsões parciais, tônico-clônicas generalizadas e mioclônicas. MECANISMO DE AÇÃO:aumento da transmissão gabaérgica em circuitos específicos, bloqueio dos canais de sódio, bloqueio dos canais de cálcio EFEITOS ADVERSOS:desconforto gastrintestinal, anorexia, náuseas e vomito; hepatotoxicidade e perda temporária de cabelo. Os efeitos no SNC incluem sedação, ataxia e tremor. Esses sintomas são infrequentes e geralmente melhoram com a redução da dose. O ácido valpróico apresenta maior risco de induzir efeitos teratogênicos, inclusive anomalias do tubo neural e, portanto, é contraindicado na gestação. - TOPIRAMATO : MECANISMO DE AÇÃO- bloqueia os canais de sódio, aumenta a frequência com que GABA abre os canais de cálcio, antagoniza a ação do glutamato. INDICAÇÃO- convulsões parciais e tônico-clônicas generalizadas EFEITOS ADVERSOS-primeiras quatro semanas e consistem em sonolência, fadiga, tontura, retardo cognitivo, parestesias, nervosismo e confusão LEVETIRACETAM : mecanismo de ação ainda não é muito conhecido, provavelmente promove depressão dos canais de cálcio. VISÃO GERAL DO TRATAMENTE DAS EPILEPSIAS Na maioria das vezes não é necessário tratar crises isoladas. Para pacientes epilépticos, fármacos que inibem a atividade cerebral tem eficácia em 75% dos casos. Em alguns casos é possível a realização de cirurgia, removendo a região desencadeadora do A Primidona, ao ser metabolizada, se transforma em Fenobarbital, um barbiturato. O Fenobarbital possui efeitos colaterais importantes, como ataxia, fadiga, depressão, sedação, dificuldade de atenção e memória, deficiência de folatos, agranulocitose, dermatite alérgica, trombocitopenia, etc.. sinal epiléptico. Uma vez feito o diagnóstico, devemos diferenciar se a crise é focal, focal secundariamente generalizadas ou generalizadas. No tratamento da epilepsia, qualquer que seja a forma, existem fármacos de “primeira escolha”, que são os que proporcionam melhora da crise em 75% dos casos e, de “segunda escolha”, que propõe remissão nos 25% dos casos , em associação com a primeira escolha. Deve-se fazer um trabalho preventivo educando os pacientes e as famílias de forma a faze-los entender que a medicação não é um mecanismo curativo, alertando sobre a importância de sua constância. A farmacocinética estuda o que o organismo faz com o fármaco, ao passo que a farmacodina ̂mica descreve o que o fármaco faz no organismo. Quatro propriedades farmacocinéticas determinam o início, a intensidade e a duração da ação do fármaco: • Absorção: Primeiro, a absorção desde o local de administração permite a entrada do fármaco (direta ou indiretamente) no plasma. • Distribuição: Segundo, o fármaco pode, então, reversivelmente, sair da circulação sanguínea e distribuir-se nos líquidos intersticial e intracelular. • Biotransformação: Terceiro, o fármaco pode ser biotransformado no fígado ou em outros tecidos. •Eliminação: Finalmente, o fármaco e seus metabólitos são eliminados do organismo na urina, na bile ou nas fezes. Usando o conhecimento das variáveis farmacocinéticas, os clínicos podem eleger condutas terapêuticas ideais, incluindo via de administração, dosagem, frequência e duração do tratamento. DROGAINDICAÇÃO CARBAZAPINA Convulsões paciais e generalizadas tonico- clônicas CLOBAZAM Convulsões parciais e generalizadas CLONAZEPAM Conv generalizadas- tonico-clônicas ETOSUCCIMIDA Crises de ausência GABAPENTINA Conv parciais LAMOTRIGINA Conv parciais e generalizadas tônico- clônicas FENOBARBITAL Convparciais e generalizadas Tonico- clônicas, mioclonicas e eplepsia FENITOÍNA Conv parciais e generalizadas tonico- clonicas, epilepsia PRIMIDONA Convulsões parciais e generalizadas tónico-clôn VALPROATO Todas as convulsões parciais e generalizadas TOPIRAMATO Convulsões parciais e generalizadas VIGABATRINA Conv parciais No momento da administração o nível plasmático era zero, foi sendo absorvido ate chegar no nível sérico. Vai distribuindo para os tecidos, metabolizando e eliminando. No meio do processo há a meia vida- intervalo que se deve respeitar para administrar uma nova dose. Se a administração for feita no intervalo correto, o nível plasmático da substancia fica constante, logo, o sistema se estabiliza. Área sobre a curva (ASC)- no nível máximo de absorvição da substancia esta o Tmax. Pode se pedir a partir disso a monitoração dos níveis plasmáticos das drogas. O calculo da ASC diz a quantidade total de droga presente no organismo. Compara-se medicamentos genéricos do medicamento de referencia- quanto mais a área de cada um for semelhante, melhor o genérico. Para diferenciar a via de administração- administração endovenosa já parte de um nível plasmático que só vai decrescer. Atendimentos emergenciais usa-se via intravenosa, depois a manutenção faz-se por via oral ( mais pratico e pode fazer em casa) Doença é um desequilíbrio/ alterações da célula Os 7 pilares da patologia : 1- Lesões Irreversíveis : necrose, apoptose 2- Lesões Reversíveis :degererações vacuolares, pigmentação patológica, calcificação patológica, amiloidose 3- Inflamação : aguda, crônica, granulomatosa 4- - Reparo tecidual : regeneração, cicatrização 5- Distúrbios circulatórias : hemostasia (trombose, infarto, embolia, hemorragia), hemodinâmicas (hiperemia, congestão, edema não inflamatório), hoque (hipovolêmico, cardiogênico, neurogênico, anafilático, séptico) 6- Alterações de crescimento e diferenciação celular ( agenesia, aplasia, hipoplasia, hiperplasia, metaplasia, anaplasia 7- Neoplasia (benigna, maligna) Dentre os distúrbios circulatórios podemos apontar os seguintes principais pilares da patologia: Disturbios Hemodinâmicos Disturbios da Hemostasia Choques Os distúrbios hemodinâmicos caracterizam-se por uma perfusão alterada que acarreta lesão em órgãos e células.EDEMA Recordando alguns pontos: A produção, a reabsorção e a circulação do liquido intersticial ( se origina da filtração do sangue e circula entre as células no MEC) dependem das forças de Starling ( pressão hidrostática do sangue que força a filtração, pressão oncótica do plasma e osposta a pHs, pressão hidrostática e oncótica do MEC ( pHm e pOm). No lado arterial dos capilares, a pHs é maior do que a Po e as pressões do MEC são muito menores que as do sangue, resultando na filtração do plasma para o MEC. No lado venoso dos capilares, a pHs é menor que a Po, resultando em uma força de reabsorção, forçando o liquido a retornar para a circulação. O sistema linfático drena o liquido em excesso e carrega macromoléculas livres no liquido intersticial. O que é o edema?Acúmulo anormal e excessivo de líquido nas células, no interstício ou em cavidades do organismo. Denominações: aAnasarca: edema intenso e generalizado. a Ascite ou hidroperitônio: edema na cavidade peritonial (abdominal). aHidrotórax: na cavidade pleural. aHidropericárdio: no saco pericárdico. a Hidrocefalia: edema cerebral. aHidroartrose: nas articulações. Pode ser: Inflamatório: Quando esta relacionado a permeabilidade vascular aumentada, com o escape de EXSUDADO (liquido rico em proteínas e/ou células inflamatórias). Acontece em inflamações, traumatismos na microcirculação e em vasos malformados no interior de neoplasias. Esse edema surge om um processo inflamatório agudo em que as alterações no fluxo geram tal aumento da permeabilidade vascular causando o extravasamento de liquido, proteínas e células (exsudado) para o instersticio. Não inflamatório: Ou Hemodinamico, relacionado com o desequilíbrio das forças de Starling com perda de TRANSUDATO (liquido pobre em proteínas rico em agua e eletrólitos), com maior filtração que capacidade de reabsorção. Acontece em casos de insuficiência cardíaca, quando o desequilíbrio do transudo causa extravasamento para o interstício. Pode ser: • Localizado : o aumento é causado por obstrução de veias por trombos ou por complicações como varizes. • Generalizado: ocorrem por insuficiência de algum órgão envolvido na homeostasia. O aumento generalizado da pressão venosa devido ao acumulo dentro doa vasos, resulta em congestão e edema sistêmico (anasarca), Ocorre com maior frequência na insuficiência cardíaca congestiva (ICC) - na qual o comprometimento da função ventricular direita leva a um acúmulo de sangue na circulação venosa. ICC direita (ex de edema generalizado)- com menos sangue indo a frente, mais sangue fica congestionado nos vasos- uma insuficiência do Vent Direito incapacita o miocárdio de jogar sangue na circulação sistêmica, deixando o AtrDireiro congesto e depois prejudicando o retorno venoso. Inicialmente há a congestão sistêmica, hepatomegalia congestiva e aumento da pressão venosa central e em seguida, edema de membros inferiores por açao da gravidade e anasarca. Mecanismos causadores do edema não inflamatório 1- Aumento da pressão hidrostática DIFICULDADE NO RETORNO VENOSO É provocado por aumento da pressão intravascular em veias e vênulas. O aumento local da pressão hidrostática pode resultar em drenagem venosa local também deficiente e, consequentemente, edema EXEMPLOS: -Insuficiência cardíaca congestiva direita -Insuficiência cardíaca congestiva esquerda -Dificuldade do retorno venoso nos membros inferiores •PERDA EXCESSIVA OU REDUÇÃO DA SÍNTESE DE ALBUMINA (principal proteína plasmática,) EXEMPLOS -Glomerulopatias com perdas de proteínas -Cirrose -Desnutrição •DISTURBIOS DA DRENAGEM LINFÁTICA a drenagem linfática deficiente e insuficiente resultará emlinfedema (acúmulo de líquido linfático no tecido) que é normalmente localizado. EXEMPLOS -Parasitária (Filariose) -Neoplásica -Mastectomia Suas características são mais peculiares: ´ 1- É mais duro devido a falta de drenagem de proteínas do liquido intersticial, acumulando elas na MEC e aumentando a consistência do tecido. 2- Linfedema evolui com deposição de matriz extracelular. Nos membros inferiores, o linfedema crônico aumenta muito o volume, a espessura e a consistência da pele, que se torna dura e pregueada ( lembra o membro de um elefante- Elefantíase, associada ao aumento exagerado dos órgãos acometidos por edema linfático crônico, os quais tem um idametro muito maior do que o normal) 4- Ingestão excessiva de sal e/ou aumento da reabsorção tubular de sódio •INGESTÃO EXCESSIVA DE SAL A elevação da retenção de sal, associado, obrigatoriamente à agua (“ onde o sal vai, a água vai atrás”♬) , terá como consequência tanto o aumento da pressão hidrostática quanto a diminuição da pressão osmótica coloidal vascular. Quando a função renal estiver comprometida, haverá retenção de sal. Ingestão excessiva de sódio com redução da função renal. q Maior reabsorção tubular de sódio: redução da perfusão renal ou maior excreção renina-angiotensina aldosterona (insuficiência cardíaca congestiva, cirrose, nefropatias) HIPEREMIA No interior das células existem vacúlos, os quais podem armazenar certas substancias. Relacionado a isso está a DEGENERAÇÃO, que acontece quando os vaculos preenchidos começam a se agrupar. A degeneração pode ser do tipo Hidrófila ( quando há agua dentro destes vaculos), Gordurosa ( acumulo de lipídeos, também denominada Esteatose) e Glicogênica. Quando não se identifica o conteúdo dos vaculos, denomina-se o quadro de DEGENERAÇÃO VACULAR. Quantidade excessiva de sangue em um órgão ou tecido. É reversível. Hiperemia ativa (arterialDilatação arteriolar(vasodilatação) com aumento do fluxo sanguíneo no interior dos vasos de um órgão ou tecido.. O tecido afetado torna-se vermelho (eritema) devido ao congestionamento dos vasos com sangue oxige-nado. Pode ser:Fisiológica: musculatura esquelética em exercícios: digestão; emoções. Patológica: inflamatórias. Mecanismos: Neurogênico: se deve à paralisia dos nervos vasoconstritores, ou à excitação dos nervos vasodilatadores; Miogênico: excitação da musculatura arterial ou arteriolar Liberação de mediadores químicos. Clinicamente: vermelhidão (rubor) - aumento do calor local. Microscopicamente: vasos dilatados e cheios de sangue, edema. É um aumento da quantidade de sangue em um determinado órgão ou tecido pela redução da drenagem venosa. diminuição da velocidade do sangue. Local: processo circunscrito à determinado setor do organismo. Ocorre devido à trombose, embolia, pressão externa. Geral: processo envolve todo o organismo, devido à Insuficiência ventricular direita, alterações valvulares, etc. Clinicamente: coloração arroxeada das partes afetadas devido ao represamento de sangue venoso - cianose. Os tecidos com congestão apresentam uma cor que va-ria do vermelho escuro ao azul. Microscopicamente: os vasos estão dilatados cheios de sangue - edema, degenerações, necrose. Consegue –se visualizar as hemáceas Com frequência, a congestão leva ao edema, como resultado do aumento do volume e da pressão. Na congestão passiva crônica de longa duração, a ausência de fluxo sanguíneo causa hipóxia crônica, resultando em lesão tecidual isquêmica e cicatrização. Microscopicamente, a congestão pulmonar aguda apresenta capilares alveolares congestionados e, com frequência, edema septal alveolar e hemorragia intra-alveolar focal. Possivel causa da congestão pulmonar: ICCE( InsuficienciaCardiaca Congestiva Esquerda)- Na IC o coração não faz o bombeamento adequado do sangue, causando acumulo de fluido em diversas partes do corpo. Na ICCEsquerda ocorre umafalha do ventrículo esquerdo que o torna incapaz de bombear todo o seu conteúdo para a rede arterial periférica. A manifestação inicial é a congestão pulmonar. Na ICCD ( direita) inicialmente há a congestão sistêmica, hepatomegalia congestiva e aumento da pressão venosa central e em seguida, edema de membros inferiores. Congestão hepática: SINUSÓIDES REPLETOS DE HEMÁCIAS (CONGESTÃO), HEPATÓCITOS COM O CITOPLASMA VACUOLADO (ESTEATOSE). A ICCD causa, no fígado, fenômenos degenerativos nos hepatócitosque se tornam cada vez mais tumefeitos por degeneração hidrópica e esteatose ( pode ser chamada de degeneração vacuolar ). Os hepatócitos tumefeitos comprimem os sinusoides Esse evento aumenta a pressão hidrostática. O fígado é um grande produtor de proteínas da coagulação, portanto, com a disfunção apresentada, a pressão oncótica cai. Esses fatores contribuem para a formação de edema. É a saída de sangue (hemácias) do compartimento vascular para fora do corpo ou para espaços não vasculares do corpo. Geralmente ocorre por lesão ou ruptura da parede vascular. Ruptura por trauma direto acidentes (politraumatizados); excisões cirúrgicas; zonas de fraturas em extremidades ósseas; Ruptura por erosão: lesões tuberculosas; úlceras do tubo digestivo; neoplasias malignas; Afecções intrínsecas da parede dos vasos (angiopatias): malformativas (aneurismas); inflamatórias (arterites); degenerativas (arterioesclerose) Patogenia das hemorragias •1- Per diapedese- Hemácias saem dos capilares ou vênulas por entre as células endoteliais •2- Per rexis- Em geral por lesão traumática da parede vascular •3- Per diabrose- Por doenças crônicas que causam erosões teciduais Classificação das hemorragias quanto ao tamanho: •Petéquias: 1 a 2 mm •Púrpura: maior que 3mm •Equimose: 1 a 2 cm •Hematoma: Acúmulo volumoso de sangue no tecido Nomenclatura das hemorragias quanto ao local de ocorrência •Hemotórax- sangue no tórax •Hemopericárdio- Sangue no pericárdio •Hemoperitônio- no peritônio •Hemartrose- nas articulações •Epistaxe- saída de sangue pelo nariz •Hemoptise- sangue presente na tosse •Hematemêse- presente no vômito •Melena- fezes com presença de sangue •Enterorragia-hemorragia do intestino HEMORRAGIA PULMONAR Hemorragia intraparenquimatosa Secundária a pico hipertensivo da hipertensão arterial sistêmica (50 a 60%) ou malformações arteriovenosas.É uma hemorragia no parênquima do sistema nerv. Hemorragia cerebralsubaracnóide É o extravasamento súbito de sangue no interior do espaço subaracnóideo ( entre a aracnoide e a pia-máter). A causa mais comum de sangramento espontânea é a ruptura de um aneurisma sacular das artérias cerebrais. Aumenta a pressão intracraniana. O vasoespasmo subsequente pode produzir isquemia cerebral focal. . Quando a carótida chega ao encéfalo ela o contorna formando os polígonos. A má formação do polígono de Willis pode favorecer a hemorragia diante do aumento da pressão ou do envelhecimento do vaso Hemorragia epidural (extra dural) O sangue fica entre o osso e a dura mater. Secundária a fratura de crânio com lesão da artéria meníngea média. O sangramento arterial sob pressão separa a dura-máter da tabua óssea interna da calota craniana. Hemorragia subdural O sangue está entre a camada externa e a camada média (aracnoide-máter) Essas hemorragias aumentam muito a pressão intracraniana, comprimindo o encéfalo ( pois o osso craniano não expande), havendo alterações dependendo da região acometida. PRINCIPAIS CAUSAS DE HEMORRAGIA: hipertensão, causas traumaticas Edema Cerebral O edema encefálico, o acúmulo de liquor (hidrocefalia) e lesões expansivas com “efeito de massa” podem causar hipertensão intracraniana, levar a déficit neurológico e morte. HERNIA CEREBRAL: Pode ter varias causas, dentre elas: obstrução do fluxo de líquor (p. ex., decorrente de hidrocefalia- liquorn consegue escoar, vai acumulando dentro da cavidade e como o osso ainda n se formou, o osso vai acompanhando o tamanho da pressão; mas tbm pode acontecer quando o osso está formado), edemas ou lesões. Como o crânio é rígido após a infância, as massas ou edemas intracranianos podem aumentar a pressão intracraniana, algumas vezes causando protrusão (herniação) do tecido cerebral penetrando uma das barreiras rígidas intracranianas (ventrículos, forame magno e etc) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ORIENTADORES DEESTUDO: - DISCUTIR O PAPEL FISIOLÓGICO DA PRESSÃO HIDROSTÁTICA, ONCÓTICA NOS VASOS SANGUÍNEOS : A pressão Hidrostática força a saído dos líquidos dos capilares. À medida que o liquido sai dos vasos para o interstício, as proteínas do sangue aumentam, exercendo uma força de atração de água para os vasos sanguíneos, que é a Pressão Oncótica . - DEFINIR EDEMA, CLASSIFICAÇÃO COMO TRANSUDATO E EXSUDATO - DIFERENCIAR EDEMA VASOGÊNICO E CITOTÓXICO O edema cerebral pode ocorrer por alteração de Barreira HE (vasogênico). Pode ainda ser intracelular, o chamado citotóxico, , decorrente de lesão isquêmica, a barreira hematoencefálica pode permanece intacta, mas a diminuição do fluxo sanguíneo e do suprimento de glicose leva a uma interrupção no metabolismo celular e à criação de fontes de energia, como ATP, e ainda que altera a bomba de Na+K+ celular, favorecendo a entrada de água. - DISCUTIR AS HEMORRAGIAS QUANTO A SUA PATOGENIA, CLASSIFICAÇÃO E NOMENCLATURA - DIFERENCIAR HIPEREMIA ATIVA E CONGESTÃO JÁ VISTO NO RESUO - ILUSTRAR E CITAR MICROSCOPICAMENTE AS DIFERENTES CARACTERÍSTICAS DO CORTE HISTOLÓGICO COM EDEMA/HEMORRAGIA EM RELAÇÃO AO CORTE HISTOLÓGICO NORMAL Em um edema observa-se substancia levemente acidofílica acumulada no parênquima de um órgão. Hemorragia- extravasamento de hemácias para fora dos vasos sanguíneos. FISIOLOGIA Responsável pela maioria das funções vicerais. PORÇÃO EFERENTE DO SIS NERVOSO PERIFÉRICO (que sai para o organismo/ resposta): Dividido em neurônios motoressomáticos(inervam fibras musculares esquelético)- predominantemente voluntários, e neurônio autonômicos ( inervam a musculatura cardíaca, tecido adiposo, glândulas...) são predominantemente involuntários. O SIS NERV AUTONOMO é dividido em SIMPÁTICO e PARASSIMPÁTICO. O estímulo parassimpático atua na estimulação de movimentos da motilidade gastrointestinal,secreções gastrointestinais. O estimulo simpático causa um efeito tônico no sistema vascular (estado de pre contração). Aumento do est simpático- constrição. Atenuação- vasodilatação. O exemplo mais marcante de estimulação do sistema parassimpático é a resposta generalizada de luta e fuga. O mecanismo de controle antagonista é uma característica do SNA As divisões simpática e parassimpática do SNA apresentam as quatro propriedades de controle da homeostasia: (1) preservação das condições do meio interno, (2) regulação para cima ou para baixo (up ou down-regulation) por controle tônico, (3) controle antagonista (4) sinais químicos com diferentes efeitos em diferentes tecidos Se origina no SNC nos segmentos torácicos e lombares da medula espinal Seus gânglios ( corpos de neurônios) estão próximos a medula espinal Neuroniospre-ganglionares curtos e pós-g longos ANATOMIA Fisiológica do SIMPÁTICO: (1) cadeias de gânglios simpáticos paravertebrais, interconectadas com os nervos espinais (2) gânglios pré-vertebrais (celíaco, mesentérico superior, aórtico-renal, mesentérico inferior e o hipogástrico); e (3) nervos que se estendem dos gânglios aos diferentes órgãos internos. 1) Origina-se no SNC no tronco encefálico e segmentos sacrais da medula esp 2) Gânglios próximos ou sobre os órgãos alvo 3) Neurônios pré- ganglionares longose pós curtos ANATOMIA FISIOLOGICA do Parassimpático: - Fibras parassimpáticas deixam o SNC pelos III, VII, IX e X nervos cranianos; - Fibras adicionais pelos nervos sacrais. - Aprox., 75% de todas as fibras parassimpáticas cursam pelo nervo vago - Fibras pós-ganglionares curtas, deixam os neurônios para inervar os tecidos do órgão/ estão localizados na parede do órgão https://pt.wikipedia.org/wiki/Barreira_hematoencef%C3%A1lica https://pt.wikipedia.org/wiki/Barreira_hematoencef%C3%A1lica https://pt.wikipedia.org/wiki/Metabolismo_celular CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DA FUNÇÃO SIMPÁTICA E PARASSIMPÁTICA Fibras simpáticas e parassimpáticas secretam uma das duas substâncias transmissoras sinápticas: ACETILCOLINA – FIBRAS COLINERGICAS( liberam a Ach) NOREPINEFRINA- FIBRAS ADRENÉRGICAS ✓Todos os neurônios pré-ganglionares são colinérgicos ✓ Todos ou quase todos os neurônios pós- ganglionares do sistema parassimpático são colinérgicos. ✓ A maioria dos neurônios pós-ganglionares simpáticos são adrenérgicos. As vias autonômicas são formadas por dois neurônios eferentes dispostos em série : O 1º neurônio → pré-ganglionar, sai do SNC e projeta-se para um gânglio autonômico, localizado fora do SNC. No gânglio, o neurônio pré-ganglionar faz sinapse com um 2º neurônio, chamado de neurônio pós- ganglionar. O SNA utiliza diversos sinais químicos 1. Neurônios pré-ganglionares simpáticos e parassimpáticos liberam acetilcolina (ACh), o qual atua sobre os receptores colinérgicos nicotínicos (nAChR) dos neurônios pós-ganglionares. 2. A maioria dos neurônios pós-ganglionares simpáticos secreta noradrenalina (NA), a qual atua sobre os receptores adrenérgicos das células-alvo. 3. A maioria dos neurônios pós-ganglionares parassimpáticos secreta acetilcolina, a qual atua sobre os receptores colinérgicos muscarínicos (mAChR) das células-alvo. As vias autonômicas controlam os músculos liso e cardíaco e as glândulas Os neurotransmissores são produzidos ( noaxonio) e armazenados dentro de vesículas, as quais encontram- se dentro de varicosidades. O neurotransmissor é liberado na superfície da célula alvo. PROCESSO dos neurotransmissores: RECEPTORES NOS ÓRGÃOS EFETORES ✓Neurotransmissores se ligam a receptores específicos nas células efetoras ✓ Alteração conformacional na estrutura da molécula proteica ✓ A molécula proteica alterada excita ou inibe a célula: (1) causa alteração da permeabilidade da membrana celular para um ou mais íons (2) ativa ou inativa a enzima, ligada do outro lado do receptor (interior da célula). ✓ A substância transmissora autônoma pode provocar inibição em alguns órgãos e excitação em outros. ✓ Determinado pela natureza da proteína receptora na membrana e pelo efeito da ligação do receptor sobre seu estado conformacional. Em cada órgão, os efeitos resultantes são diferentes dos outros órgãos. Dois Tipos Principais de Receptores de Acetilcolina ▪ Receptores Muscarínicos(utilizam proteínas G como mecanismos de sinalização) ▪Nicotínicos(canais iônicos ativados por ligandos). ▪Receptores Adrenérgicos — Receptores Alfa (α) e Beta (β) ▪α1 e α2 (se ligam a diferentes proteínas G) ▪β1, β2 e β3 (utilizam também proteínas G para a sinalização) RECEPTOR ALFA RECEPTOR BETA Vasocontrição Vasodilatação b2 Dilatação da íris Cardioaceleração Relaxamento intestinal Força aumentada do miocárdio Contração dos esfíncteres intestinais Relaxamento intestinal e uterino Contração pilomotora Broncodilatação Contração dos esfíncter vesical Calorigenese Inibe a liberação de neurotransmissor a2 Glicogenólise, lipólise, relaxamento bexiga, termogênese Receptores Simpáticos Receptores Parasimpáticos A ativação desses receptores ativa vias de segundos mensageiros, algumas das quais produzem a abertura de canais de K+ ou de Ca2+ . •A resposta tecidual à ativação de um receptor muscarínico varia de acordo com o subtipo do receptor (existem pelo menos cinco subtipos de receptores muscarínicos). Arteríolas e veias não possuem receptores parassimpáticos ÓRGAO EFEITO SIMPATICO EF PARASSIMPÁTICO Coração Frequencia aumentada Frequência diminuída Musculo Aumenta ofrça de contração Diminui força de contração ( átrios princ.) Coronárias Dilatadas (b2) contraias (a) Dilatadas Vasos sanguineos Vasoconstrição Pouco ou nenhum efeito Efeito da Estimulação Simpática e Parassimpática na Pressão Arterial. PA é determinada por 2 fatores A propulsão do sangue pelo coração e a resistência ao fluxo do sangue pelos vasos sanguíneos periféricos. Estimulação simpática Aumenta tanto a propulsão pelo coração, como resistência ao fluxo → aumento agudo da PA. Estimulação parassimpática Diminui o bombeamento cardíaco não tendo quase nenhum efeito na resistência vascular periférica →leve diminuição da PA PA= DC x RP VS x FC A medula da glândula suprarrenal secreta catecolaminas A medula da suprarrenal é considerada um gânglio simpático modificado Normalamente, no sistema simpático o neurônio pre ganglionar é mais curto, faz sinapse com o gânglio , o qual faz sinapse com o pós ganglionar longo que, por sua vez, faz sinapse com o órgão alvo. No entando, aqui a sinapse acontece na própria medula. Isso estimula a liberação de neuro-hormônio (adrenalina) na corrente sanguínea que atuará estimulando o tecido alvo. “TÔNUS” SIMPÁTICO E PARASSIMPÁTICO Normalmente, os sistemas simpático e parassimpático estão continuamente ativos Tônus simpático Mantém quase todas as arteríolas sistêmicas constritas até cerca de metade do seu diâmetro máximo. Se não fosse pelo contínuo tônus simpático de fundo, o sistema simpático poderia causar somente vasoconstrição, nunca vasodilatação. O aumento do estimulo ismpatico aumenta ainda mais a constrição e uma estimulação reduzida causa vasodilatação. Tônus parassimpático A retirada cirúrgica da inervação parassimpática do trato digestivo →“atonia” gástrica e intestinal → bloqueio de boa parte da propulsão gastrointestinal normal e constipação Agonistas e antagonistas autonômicos - ao se ligar a um receptor causa uma resposta semelhante ao que acontece quando uma substancia fisiologica se liga a esse receptor. Antagonista- bloqueia essa ação Agonistas e Antagonistas Indiretos- vai interferir ou no processo de síntese, liberação ou degradação ou receptação dos neurotransmissores. Ao se deparar com um paciente de TEC: - Abordagem inicial - Nível de Consciência -Sinais Vitais - Escala de Glasgow - Avaliação Pupilar - Sinais de gravidade A manutenção da estabilidade hemodinâmica é essencial para o tratamento do paciente com TCE grave, já que a lesão cerebral pode levar a perda da capacidade de autoregulação vascular de modo localizado, no SNC, ou sistematicamente. Um exemplo de quadro provocado pelo TCE é o desequilíbrio entre os Sistemas simpático e parassimpático, o qual pode gerar a redução da resistência periférica tendo em vista o acumulo de sangue na pequena circulação. Com isso, aumenta-se o Débito cardíaco, reduzindo o volume sistólico ( ou seja, menos sangue é ejetado pelo coração para a circulação sistêmica) e ainda , como tentativa de compensação, a frequência cardíaca é aumentada. Isso a partir da relação da Pressão arterial: PA= DC x RP VS x FC Nesse contexto, acontece uma hipovolemia relativa, pois o sangue encontra-se estocado na microcirculação, o que reduziu o volume sistólico. Recomenda-se nesse quadro a administração de soro no paciente para que se reequilibre o volume sanguíneo como uma medida inicial a ser tomada. SISTEMA NERVOSO CENTRAL: O SNC é constiuido pelo encéfalo e pela medula espinhal. Unidades básicas: neurônios e células da glia( suporte físico emetabólico O CÉREBRO : Controla com outras partes do encéfalo, as sensações e os ósgãos efetores. É o centro de inteligência, memoria e imagem. O CÓRTEX CEREBRAL é a fina camada de substância cinzenta que recobre o centro branco medular de todo o encéfalo. Aqui chegam impulsos nervosos de todas as vias de sensibilidade, onde se tornam conscientes e são interpretadas. Saem os impulsos nervosos que iniciam e comandam os movimentos involuntários .O ENCÉFAO: CÉREBRO TELENCÉFALO: 2 hemisférios cerebrais DIENCÉFALO: situado na linha média entre os dois hemisférios cerebrais, e se divide em: - EPITÁLAMO: forma a glândula pineal (secreta melatonina) e a Habênula - TÁLAMO: estação retransmissora de informação no cérebro, exceto das informações oftálmicas. Relaciona-se com o controle da motricidade extrapiramidal, no comportamento emocional e no grau de ativação do córtex. Ou seja, suas atividades estão muito relacionadas com o córtex cerebral. -HIPOTÁLAMO: é um dos principais reguladores da homeostasia. Regula a temperatura, realiza controle emocional, controla as atividades viscerais, regula sono/ vigília, fome/sede, diurese, metabolismo e a Adenohipófise. A maior parte do diencéfalo é constituída pelas paredes laterais do III ventrículo O III ventrículo se comunica com os Ventriculos laterais ( Telencéfalo) por emio dos forames interventriculares (Monro) e com o IV ventrículo através do Aqueduto de mesencéfalo ( Sylvius) Na parede lateral do III ventrículo esta o Sulco Hipotalamico. Acima do sulco está o Tálamo e abaixo está o Hipotálamo. aCEREBELO: É responsável pelo equilíbrio e coordenação motora, controle postural, tônus muscular e equilíbrio aTronco Encefálico: OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ORIENTADORES DE ESTUDO: - Definir substância cinzenta, substância branca, tratos e núcleos no SNC. SUBSTANCIA CINZENTA- formado por corpos celulares dos neurônios SUBSTANCIA BRANCA- é formada basicamente por axônios mielizinados (fibras nervosas) . São organizadas em 3 tratos:)FIBRAS DE PROJEÇÃO, FIBRAS DE ASSOCIAÇÃO e FIBRAS COMISSURAIS. NUCLEOS DA BASE: são os acúmulos de corpos celulares no SNC/ aglomerados de substancia cinzenta localizados dentro de cada hemisfério cerebral. Tem função de auxiliar a regulação do inicio e do termino dos movimentos e controle de de contrações subconscientes dos músculos lisos. a) CLAUSTRO: fina camada de subst. cinza lateralmente ao putame b) CAUDADO: dividido em cabeça, corpo e cauda .envolvidos no controle motor (músculos) na aprendizagem e na memória c) LENTIFORME: formado pelo GLOBO PÁLIDO(medialmente- regulação do tônus muscular para movimentos especificos) e PUTAMEN (externamente- atividade precede movimentos corporais). Todos os nucleos da base trabalham juntos, como um sistema cerebral integrado, para ajudar a garantir que os movimentos físicos sejam harmônicos e coordenados. TRATOS: representam as estradas do sistema nervoso central localizadas no cérebro e na medula espinhal. são formados por neurônios que fazem sinapse uns com os outros, e esses neurônios podem ser classificados em neurônios de primeira ordem, segunda ordem ou terceira ordem dependendo de sua localização e ordem dentro do trato. - Nomear as membranas e outras estruturas que envolvem o encéfalo O crânio e as meninges cranianas envolvem e protegem o encéfalo. Dura-máter ( mais externa), Aracnoide-máter ( camada média) e a Pia-máter ( mais externa). A dura-máter encefálica tem 2 camadas- camada periosteal ( externa) e camada meníngea (interna). - Explicar a formação, a distribuição e as funções do líquido cerebroespinal É um líquido claro e incolor, formado pincipalmente por agua. Funções: Importante na circulação- meio para trocas secundárias de nutrientes e excretas entre sangue e tecido encefálico. Transporta quantidades de glicose, oxigênio e outras subst. para os neurônios e neuroglia. Proteção mecânica- amortecedor contra cargas que causariam impacto na estrutura contra o crânio e o canal vertebral, e permite que o encéfalo flutue na cavidade craniana. Hemostasia- Ph do liquido é importante p o equilíbrio hemostático.Tambem funciona como um sistema de transporte de hormônios secretados pelos neurônios do Hipotalamo que agem em locais remotos do encéfalo. Formação: a maior parte é produzida pelos plexos corideos.(redes de capilares localizados nas paredes dos ventrículos). Os plexos coroideos são recobertos por CÉLULAS EPENDIMÁRIAS ligadas entre si- elas secretam principalmente agua do plasma sanguíneo, filtradas dos capilares, para produzir o líquor. Devido as junções de oclusão que unem as celependimarias, essa barreira permite a entrada de algumas substancias no liquido e exclui outras, o que protege o encéfalo e a medula espinal de substancias sanguíneas nocivas. Circulação: É produzido nos plexos coroides dos ventrículos cerebrais e no epitélio ependimário, sendo que 70% do LCR é derivado de filtração passiva do sangue e secreção através do plexo coroide Das aberturas o liquor segue para o espaço subaracnóidea até chegar nasgranulações da aracnoide, onde ele é devolvido ao sangue e REABSORVIDO. . . - Descrever a estrutura e as funções da barreira hematencefálica. É formada principalmente por junções oclusivas que unem as células endoteliais dos capilares encefálicos junto com uma espessa membrana basal que envolve esses capilares. É uma barreira que impede contato do sangue com o encéfalo dificultando passagem de certas substâncias devido à diminuição da permeabilidade dos capilares sanguíneos. Logo, protege o SNC de níveis flutuantes de eletrólitos, hormônios e metabólitos teciduais que circulam nos vasos sanguíneos. Moléculas pequenas como o O2 e o CO2 e substâncias hidrossoluveis como o etanol e a maior parte dos anestésicos passam com facilidade. Entretanto, a maioria dos eletrólitos e metabólitos não conseguem passar do sangue para o encéfalo por causa dessa barreira. Substancias hidrossolúveis atravessam por transp. Ativo, como a glicose. - Discutir o papel fisiológico do sistema nervoso autônomo e de suas divisões O sistema nervoso autônomo controla a maioria das funções viscerais do organismo, considerado como parte do sistema motor. Entretanto, ao invés dos músculos esqueléticos, seus agentes efetores são os músculos lisos, o músculo cardíaco, as glândulas e parte do tecido adiposo.suas fibras aferentes e eferentes desempenham uma importante função na manutenção do ambiente corporal interno, a homeostasia. Os sinais autônomos eferentes são transmitidos aos diferentes órgãos do corpo por meio de duas grandes subdivisões chamadas sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. Em momentos de repouso, descanso, o parassimpático está no comando, assumindo o controle de atividades rotineiras, como a digestão após uma refeição. Em contrapartida, o simpático tende a assumir o comando em situações estressantes, quando há alguma ameaça em potencial, o que promove uma descarga simpática maciça e simultânea em todo o corpo.Devemos compreender que as duas divisões autônomas normalmente atuam de modo antagônico no controle de um determinado tecido-alvo. No entanto, às vezes, eles atuam de maneira cooperativa em diferentes tecidos para atingir um objetivo - Comparar e diferenciar as características anatômicas e neuroquímicas das divisões simpática e parassimpática. Simpático: Se origina no SNC nos segmentos torácicos e lombares da medula espinal Seus gânglios ( corpos de neurônios) estão próximos a medula espinal Neuroniospre-ganglionares curtos e pós-g longos Parassimpatico: Origina-se no SNC no tronco encefálico e segmentos sacrais da medula espinal. Gânglios próximos ou sobre os órgãos alvo. Neurônios pré- ganglionares longos e pós curtos Neurônios pré-ganglionares simpáticos eparassimpáticos liberam acetilcolina (ACh), a qual atua sobre os receptores colinérgicos nicotínicos (nAChR) dos neurônios pós- ganglionares. A maioria dos neurônios pós-ganglionares simpáticos secreta noradrenalina (NA), a qual atua sobre os receptores adrenérgicos das células-alvo.Todos os neurônios pré-ganglionares são colinérgicos Todos ou quase todos os neurônios pós-ganglionares do sistema parassimpático são colinérgicos. A maioria dos neurônios pós-ganglionares simpáticos são adrenérgicos - Nomear os quatro lobos do córtex cerebral e explicar quais áreas sensoriais, motoras ou associativas estão relacionadas a cada lobo. Lolofronta: Área de Broca e Giro pré- central. Lobo Temporal: Área de Wernick. Lobo parietal: Giro pós central Compreende os dois hemisférios cerebrais e núcleos da base Os hemisférios são unidos pelo corpo caloso Hemisferios possuem cavidades: ventrículos laterais direito e esquerdo Ventriculos se comunicam com III ventrículos pelos forames interventriculares Cada hemisfério possui lobos: perietal, occiptal e insular Fissura Longitudinal- divide os hemisférios cerebrais em partes simetricas. É a linha média na tomografia. Qualquer alteração/desvio na fissura não é normal, podendo ser associada a hipertensão intracraniana Os sulcos ( depressões) delimitam os giros ( estruturas com movimentos circulares) cerebrais e também ajudam a delimitar os lobos. Em cada hemisfério os sulcos mais importantes são: SULCO LATERAL/ DE SYLVIUS- separa o lobo temporal dos lobos fontal e parietal. SULCO CENTRAL- separa os lobos frontal e parietal Face dorsolateral do cérebro Lobo frontal– responsável pelo “ bom senso”. Segura os impulsos humanos. Desarranjos nesse lobo prejudicam o convívio social ( área extensa do lobo frontal) Giro pré central- contribui para a função motora. Giro frontal inferior do hemisfério cerebral esquerdo/ Giro de Broca - responsável pela fala Identificam –se três sulcos principais em sua superfície: Sulco pré central Sulco frontal superior Sulco fontal inferior LOBO TEMPORAL – Área da audição • Giros transversais – giro temporal transverso anterior – área de audição Apresenta dois sulcos principais: Sulco temporal superior Sulco temporal inferior LOBO DA ÍNSULA- está abaixo do lobo temporal e do sulco lateral. Sistema límbico e emoções LOBO PERIETAL E OCCIPITAL- Sulco Pós Central Sulco intraparietal Giro pós centralé uma das áreas mais importantes responsável pelas sensações Ha prejuízos na sensibilidade (colocar a mão no fogo, ser tocado e não sentir) Sulco central- separa os lobos parietal e occipital Lobo Occipital- área visual Área de Broca- responsável pela fala. Está no hemisfério esquerdo, mais concretamente na parte inferior do lóbulo frontal Área de Wernick- compreensão da fala. Está no lobo tempotal do hemisfério esquerdo Uma lesão nessas áreas é extensa, o estado é grave, paciente fica sem comunicação. QUESTÕES DE ESTUDO Estrutura que une os hemisférios cerebrais? Corpo Caloso Três principais sulcos do telencefalo? Lateral( Sulco de Sylvius), central ( ou Sulco de Rolano), parietociptal Face medial do Cérebro CORPO CALOSO- formado por grande número de fibras mielínicas ( cor branca do corpo caloso) que cruzam o plano sargital mediano e penetram de cada lado no centro branco medular do cérebro Giro do cíngulo- relação com a memória olfativa Septo Pelúcido- Esta abaixo do corpo caloso. É uma membrana que Divide os ventriculos laterais direito e esquerdo. Precisa estar centralmente localizado. Seu deslocamento indica hidrocefalia ( aumento do liquido cefaloraquidiano) É outro marcador na tomografia Fórnix- abaixo do septo, é um feixe complexo de fibras. Suas extremidades não estao ligadas ao corpo caloso, mas seu centro sim QUESTÕES MOTIVADORAS - Descrever a organização do telencéfalo: o telencéfalo compreende os dois hemisférios cerebrais e a lâmina terminal situada na porção anterior do III ventrículo. Os dois hemisférios cerebrais são pelo corpo caloso. Os hemisférios cerebrais possuem cavidades, os ventrículos laterais direito e esquerdo, que se comunicam com o III ventrículo pelos forames interventriculares. Cada hemisfério possui três pólos: frontal, occiptal e temporal; e três faces: face dorsolateral, convexa; face medial, plana; e face inferior ou base do cérebro, muito irregular, repousando anteriormente nos andares anterior e médio do crânio, e posteriormente na tenda do cerebelo. - Delimitar os lobos cerebrais e seus principais giros e sulcos: LOBO FRONTAL- delimitado pelo Sulco central, que separa ele do Lobo parietal, e pelo Sulco lateral que o separa do Lobo temporal. Seu principal giro é o Pré-central (área motora) e o Giro frontal inf do hemisfério esquerdo ( área de Broca) LOBO PARIETAL- delimitado pelo Sulco central ( separa-o do lobo frontal) e pelo Sulco Lateral ( o separa do lobo temporal), e ainda pelo Sulco Parietocciptal ( osepara do lobo occiptal). Principal giro_ Giro Pós central ( área sensitiva) LOBO TEMPORAL – delimitado pelo Sulco Central ( osepara dos lobos frontal e parietal). Seus giros denominam-se giros transversos, com destaque para o Giro Tranv anterior ( área da audição) e a Área de WERNICK LOBO OCCIPITAL- delimitado pelo sulco parietoccipital( o separa do lobo parietal). Possui o Sulco Calcarino . - Explicar as áreas de Broca e Wernicke: Quando a lesão cerebral ocorre em um determinado lado do hemisfério o comprometimento manifesta-se no lado oposto do corpo. Broca: responsável pela expressão da linguagem( geração da resposta motora da fala). Compreende o giro frontal inferior esquerdo. DWernicke: responsável pela compreensão da fala ( organização e integração de estímulos auditivos. Está na parte posterior do lobo temporal, ascendendo ao lobo parietal. Se estende do tronco encefálico ate o Telencéfalo e circunda o III ventriculo. Seus componentes: • Epitálamo • Tálamo • Hipotálamo O SULCO HIPOTALÂMICO divide talamo e hipotálamo, ou seja, as porções situadas acima desse sulco são do Tálamo e abaixo do Hipotálamo. ADERÊNCIA INTERTALÂMICA- une os dois tálamos Duas massas volumosas de substância cinzenta dispostas uma de cada lado na porção laterodorsal do diencefalo. Ele gerencia/direciona os estímumos que chegam nele. Funções: – Sensibilidade – Motricidade – Comportamento emocional – Memória – Ativação do córtex Local onde esta a glândula pineal( produz melatonina). Encontra-se na face posterior acima do sulco hipotalamico. Compreende as estruturas situadas nas paredes laterais do III ventrículo, estando abaixo do tálamo. • Apresenta as formações: quiasma óptico (parte anterior do III vent), túber cinéreo, infundíbulo e os corpos mamilares. Quiasma é a região mais protusa na região do hipotálamo. Segunda região mais protusa é a Hipofise. A terceira é o corpo mamilar • Uma das áreas mais importantes do sistema Nervoso, sobretudo relacionada a atividade visceral. Um almento da hipófise pode comprimir regiões próximas (as vizinhanças anatômicas), como o quiasma optico, por exemplo. Logo, a causa de uma desordem em determinado local pode ter origem em outro. Membranas conjuntivas que recobrem todo o SNC. Mais superficial Espessa e resistente ( tecido conjuntivo rico em fibras colageno) A dura mater do encefalo é formada por 2 folhetos, diferente da medula espinal.Mantendo- se um folheto colada ao crânio (membrana externa), enquanto a outra (interna) penetra parcialmente nas fendas, de tal forma que formam espaços repletos de sangue, denominados seios venosos Ricamente vascularizada:Irrigadoprincipalmente pela arteria meningea media no encefalo Ricamente inervada (ao contrário das outras meninges). Quase toda a sensibilidade está localizada na dura-máter, pois o encéfalo não possui terminações nervosas. ESPAÇO EPIDURAL:é o espaço existente entre a dura-máter e a superfície dos ossos que esta meninge reveste interiormente (crânio e canal raquidiano), sendo mais evidente em torno da medula espinal (espaço real na medula). No encefalo é um espaço virtual, visto que no encéfalo a membrana encontra-se muito unida ao crânio, os espaços são muito reduzidos. Não há passagem de líquor SEIOS VENOSOS:feitos de membrana interna da dura mater + tec. Endotelial. Estão em comunicação com as veias e no seu interior penetram as ramificações da aracnóide, denominadas granulações aracnóideas, encarregues da filtração do líquido cefalorraquidiano, o que permite a sua passagem para o sangue. ESPAÇO SUBDURAL:espaço virtual localizado entre a dura- máter e a camada laminada da Aracnoide. Há apenas uma pequena quantidade de liquido para lubrificação Membrana muito delicada justaposta à dura- máter GRANULAÇÕES DA ARACNOIDE: são “tufos” que penetram no interior dos seios da dura-máter responsáveispela reabsorção do líquor, que é devolvido à corrente sanguínea nos seios da dura. Mais abundantes no seio sagital superior. ESPAÇO SUBARACNOIDEO: espaço entre pia-máter e aracnoide por onde CIRCULA o LÍQUOR ou LIQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL. Membrana mais interna Adere intimamente à superfície do cérebro e da medula acompanhando seu relevo. Acompanha os vasos que penetram no tecido nervoso a partir do espaço subaracnóideo. Confere resistência aos órgãos nervosos que são muito moles e frágeis. Na prática é inseparável do cérebro e imperceptível à olho nu. LíQUOR: fluido aquoso e incolor que ocupa o espaço SUBARACNOIDEO e as CAVIDADES VENTRICULARES. FUNÇÕES: o proteção mecânica do SNC. Eficiente mecanismo de amortecimento de choques. o Excreção e regulação do meio químico do SNC (o encéfalo não tem sistema linfático, então os metabólitos que atravessam a barreira hemato-encefálica difundem-se para o líquor) o Atua como canal de comunicação química dentro do SNC 1) O líquor é FORMADO PELOS PLEXOS COROIDES 2) É ATIVAMENTE SECRETADO pelas células ependimárias, principalmente do plexo coroide. 3) Existem plexos coroides no teto dos III e IV ventrículos, porém os ventrículos lateraissão os que mais contribuem com o contingente liquórico. 4) Dos ventrículos laterais o liquor segue para o III ventrículo pelo FORAME DE MORNO/INTERVENTRICULARES 5) Continua até o AQUEDUTO DO MESENCÉFALO/ sylvius ( comunica o III e IV ventriculo) 6) Segue para os 2 FORAMEs DE LUSHKA (laterais) e pelo de MAGENDIE (medial) até chegar a CISTERNA MAGNA 7) Saindo dessas aberturas ele vai para o ESPAÇO SUBARACNOIDE ate chegar nas GRANULAÇÕES ARACNOIDEAS, onde é reabsorvido. Área oca no interior do encéfalo, geralmente preenchido pelo liquor. Quase todas as partes do sistema ventricular contem o plexo coroide ( que contem as cel ependimarias produtoras de liquor) 2 VENTRICULOS LATERAIS:dentro dos lobos do cérebro Terceiro ventrículo encontrado entre os tálamos Quarto ventrículo localizado sobre a ponte e a medula e abaixo do cerebelo Estes ventrículos são conectados por forames através do qual o LCR passa. Forame interventricular (de Monro) entre os ventrículos laterais e o terceiro ventrículo Aqueduto cerebral (de Sylvius) entre o terceiro e o quarto ventrículos Duas aberturas laterais (de Luschka) entre o quarto ventrículo e a cisterna magna Abertura mediana (de Magendie) entre o quarto ventrículo e o canal central da medula espinhal OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ORIENTADORES DE ESTUDO: - Descrever o cérebro; - Descrever as meninges, os ventrículos e a circulação do líquido cefalorraquidiano do sistema nervoso central, - Relacionar os déficits funcionais de uma lesão com as regiões encefálicas RESPONDIDOS NO RESUMO. Aula2 - imagemI: corte transversal visualizando o aumento dos ventriculos. Imagem II: Sangramento que causa deslocamento do encéfalo e desvio da linha média ( um dos sinaos e sintomas da pressão intracraniana aumentadaa). Imagem III:região em branco representa sangramento causando edema e tbm deslocamento da linha média. Caso clínico I: hidrocefalia e edema cerebral difuso, tratamento cisticida (provavel cisticercose). Quando há aumento do liquor deve-se fazer drenagem (DVP). Na hidrocefalia em crianças a DVP é mais facil de ser realizada pois as suturas ainda não estao fundidas. A TC apresenta corte transversal mostrando o sventriculos laterais dilatados por aumento desse liquor e o cisto, o que comprimi as outras regiões. Caso clinoco II: glasgow 8 já é indicativo de intubação. TC mostra sangramento fora da calota craniana ( galo)- remete ao TCE, provavelmente teve um treuma. Quais achados demonstram TCE? Sangramento, desvio da linha média FUNÇÃO: detectar alterações externas, transmitir, analisar, organizar e coordenar funções. Essas informações são geradas por luz, calor, energia mecânica e modificações químicas. Meninges: tecido conjuntivo que recobre o cérebro e a medula Dura-mater: mais externa das meninges e é um tecido conjuntivo (denso), logo é vascularizada, apresenta fibroblastos e colágeno (grande quantidade de colágeno deixa a camada dura). Além disso, a sua adesão é fraca à camada seguinte. Aracnoide (intermedária): é uma fibra membrana avascular. Constituída de fibroblastos, colágenos e algumas fibras elásticas. Apresenta trabéculas formadas por tecido conjuntivo que se une à pia máter, deixando um espaço com líquido cefalorraquidiano o qual é nutritivo. Pia mater (mais interna): é vascular (vaso sanguíneo foi formado na pia mater, porém esses vasos ficam localizados na subaracnoide). Constituída de fibroblastos modificados, achatados, vasos sanguíneos abundantes, finas fibras elásticas. DESENVOLVIMENTO DAS MENINGES As meningescomeçam se formar entre a 20 e 35 semana. A dura-máter é proveniente do mesênquima que circunda o tubo neural, já a Pia-máter e Aracnóide são derivadas das células da crista neural. O líquido cefalorraquidiano. embrionário começa ser formado no início da quinta semana. Barreira hematoencefálica – barreira que impede contato do sangue com o encéfalo É uma barreira que impede contato do sangue com o encéfalo dificultando passagem de certas substâncias devido à diminuição da permeabilidade dos capilares sanguíneos. Logo, protege o SNC de níveis flutuantes de eletrólitos, hormônios e metabólitos teciduais que circulam nos vasos sanguíneos. Moléculas pequenas como o O2 e o CO2 e substâncias lipossolúveis como o etanol passam com facilidade. Entretanto, a maioria dos eletrólitos e metabólitos não conseguem passar do sangue para o encéfalo por causa dessa barreira. As substâncias que atravessam a parede do capilar são transportadas ativamente por endocitose mediada por receptores específicos. Apresenta capilares sanguíneos contínuos – não fenestrados - e apresenta uma lâmina basal completa que forma uma camada homogênea. Os pés dos astrócitos recobrem o vaso (mais uma camada que impede passagem de substâncias). Entretanto, algumas partes do SNC são sem barreira: Ao longo do terceiro e do quarto ventrículos cerebrais, chamados de órgãos circunventriculares, são eles: glândula pineal, eminência mediana, órgão subfornicial, área postrema, órgão subcomissural, órgão vascular da lâmina terminal e neuro-hipófise (lobo posterior da hipófise). Composição do Tecido Nervoso: Neuronios + células da Glia Células da glia são compostas por oligodentrócitos (células responsáveis pela produção de bainha de mielina no SNC), células de Schwann (formabainha de mielina no SNP), astrócitos (tem formato estrelado devido aos seus prolongamentos; Entre as funções que podem ser atribuídas aos astrócitos, podemos destacar a função de sustentação, controle da composição iônica e molecular do ambiente onde estão localizados os neurônios, transferência de substâncias para os neurônios, resposta a sinais químicos, entre outras atividades.), células ependimárias(Essas células revestem cavidades no cérebro como os ventrículos e o canal central da medula espinhal. Sua função é garantir a movimentação do líquido cefalorraquidiano.) Neurônios : CORPO CELULAR (pericário) - O corpo celular dos neurônios é rico em retículo endoplasmático granuloso, que forma agregados de cisternas paralelas, entre as quais existem numerosos polirribossomos livres. Esses conjuntos de cisternas e ribossomos são vistos ao microscópio óptico como manchas basófilas espalhadas pelo citoplasma, os corpúsculos de Nissl DENDRITOS - são prolongamentos especializados em receber estímulos do meio ambiente e de outras células. Antes do Axônio existe o cone de implantação. É uma região não envolvida por bainha de mielina pois nesse local existe grande quantidade de canais iônicos. O segmento inicial recebe muitos estímulos, tanto excitatórios como inibitórios, de cuja somatória pode originar-se um potencial de ação. A propagação do potencial de ação ao longo da membrana do axônio constitui o impulso nervoso. Obs: nucléolo proeminente significa que possui bastante RNA para a produção proteica. Além disso, o nucleo é claro, ou seja, está rico em eucromatina- o que reforça que é uma celula bem ativa. Portanto, o neuronio é mt efetivo na produção proteica AXÔNIO - são prolongamentos únicos com diâmetros variados, o axônio conduz o impulso do corpo celular para outras células O neurônio possui 3 partes: Corpo celular, Dendritos e Axônios. Sendo que o corpo celular e os dendritos recebem a informação que é conduzida pelo axonio e entre a bainha de mielina tem o nodo de ranvier corte transversal corte longitudinal. Parte branca: axônio; parte em azul: bainha de mielina; partes falhadas: nó de Ranvier Incisuras de Schmidt-Lantermann :Formam-se pelo aprisionamento de pequena quantidade do citoplasma da célula de Schwann durante a formação da mielina. Nódulo de Ranvier: O intervalo entre duas células de Schwann adjacentes é um nódulo de Ranvier. No SNP o nódulo de Ranvier é recoberto por prolongamentos laterais da célula de Schwann. Corpos celulares, núcleo e nucléolo: substância cinzenta Substância branca: axônios TIPOS DE NEURÔNIOS BIPOLARES: apresenta dois polos. Cada polo origina 1 dendrito e 1 axônio. Estão mais presentes no gânglio coclear e vestibular, retina e olfato MULTIPOLARES: vários polos que originam vários dendritos e 1 axônio.Está presente na maioria dos neurônios PSEUDOUNIPOLARES: origina apenas 1 axônio que logo se divide em dois, dirigindo-se um ramo para a periferia e outro para o SNC.Está presente nos gânglios espinais (sensoriais) e nervos cranianos. De acordo com a função: Neurônios motorores – eferentes : transmitem impulsos do SNC para controlar órgãos, músculos e glândulas. Neurônios sensoriais - aferentes : transmitem para o SNC informaçõe do corpo, referentes a estímulos externos/internos. Interneurônios:são neurônios, mas estão entre neurônios e estabelece conexões entre eles. É responsável, basicamente, por receber a informação na sinapse e transmitir. Isso diminui a demanda energética do SN. ORIGEM EMBRIONÁRIA TERCEIRA SEMANA:terceira semana começa formação doSNC E SNP; epitélios sensoriais; epiderme e anexos; glândulas mamárias; hipófise; glândulas subcutâneas; esmalte dos dentes; gânglios espinhais, autônomos e cranianos (V, VII, IX, X); bainha dos nervos do SNP; meninges do encéfalo e da medula espinhal Origem das células neurais Tubo neural tem um neuroepitélio que se diferencia em células da glia e em neurônios. GLIOBLASTOS: células de sustentação primordiais, provenientes de células neuroepitaliais. CÉLULAS MESENQUIMAL (está ao redor do tubo neural – é um tipo de célula tronco indiferenciada): se diferenciam em micróglia – sistema mononuclear fagocitário. *Ao redor do tubo neural tem célula mesenquimal que origina a microglia. Legenda: Embaixo da pia-mater existe os pés dos astrócitos que forma mais uma barreira e impede a entrada de substâncias. Essa camada é chamada de glia limitante. CÉLULAS DA GLIA Em geral são estáticas, algumas tem pouca movimentação como a microglia. Influenciam durante toda a formação do nosso corpo, orientam, por exemplo, o desenvolvimento do SN, do nascimento, migração, tipo de axônio... Proporção de 10:1- proporção de 10 células da glia para cada neurônio (mas varia em regiões, quando está em estágios de desenvolvimento, por ex., a proporção chegando de 1:1) Quando o sistema nervoso está formado a proporção é mais ou menos fixa e são as principais reguladoras do número de células no SNC Oligodendrócitos : produzem a bainha de mielina para os neurônios do SNC Seus precursores são os mais proliferativos no SNC Além de compor a bainha de mielina, regula o timing da propagação dos impulsos. Quando o axônio é mais espesso, o oligodendrócito se enrola mais vezes e quando o axônio é menos espesso ele se enrola menos vezes. Isso acontece porque o axônio tem proteínas específicas sendo liberadas as quais interagem com a membrana do oligodendrócito. Logo, quanto mais espesso, mais essa proteína é produzida. Bainha de mielina COMPOSIÇÃO: • Lípideos (70%): esfingolipídeos (cerebrosídeos, ceramidas, gangliosídeos), fosfolípides, colesterol. • Proteínas (30%) • Proteína próteo-lipídica: alto teor de aminoácidos hidrofóbicos e adição covalente de lípides. • Proteína básica da mielina: são pelo menos 7 proteínas relacionadas, cujo gene localiza-se no cromossomo 18. *Quem forma a bainha de mielina no SNP são as células de schwann e no SNC são os oligodendrócitos, logo, a composição varia dependendo da região, pois são originadas por células diferentes, ou seja, apresentam morfologia diferente e processo de formação diferente. Células de Schwann - produzem a bainha de mielina para os neurônios do SN periférico. Processo de formação: se enrola no axônio e dá um espaço para formar o nodo de R.anvier Micróglia São pequenas e alongadas (pois tem um citoesqueleto desorganizado), com prolongamentos curtos e alongados. Espalhadas no SNC e atuam como fagócitos na limpeza de resíduos e estruturas danificadas do SNC. Apresentam uma certa movimentação. Produz e transporta moléculas aos neurônios para aprendizagem motora. Astrócitos Função básica: nutrição são as maiores células neurogliais, com vários prolongamentos. Amadurecem os neurônios para as sinapses e receptivos aos sinais emitidos pelos astrócitos Emitem sinais para bloquear e disparar a sinapse Fornecem colesterol aos neurônios Produzem glicogênio e transmite o lactato para os vizinhos – pode estar envolvido na formação de memória Regulam a captação de neurotransmissores Interagem também pelo nódulo de Ranvier Astrócito protoplasmático está na substância cinzenta e o fibroso na substância branca. Astrócito protoplasmático na substância cinzenta Legenda: astrócito se une ao vaso sanguíneo e emiteprologamentos que vão nutrir o axônio. Células ependimárias São células epiteliais colunares que revestem os ventrículos do cérebro e o canal central da medula espinhal. Em alguns locais são ciliadas para facilitar o movimento do LCR. • Pregas da pia-máter ricas em capilares fenestrados e dilatados - situados no interiordos ventrículos cerebrais. • Constituídos pelo tecido conjuntivo frouxo da pia-máter, revestido por epitélio simples, cúbico ou colunar baixo, cujas células são transportadoras de íons. • Secreta o LCR (~140 mL) continuamente - líquido claro, de baixa, com raras células descamadas e dois-cinco linfócitos/mL. LCR presente nas cavidades dos ventrículos, o canal central da medula, o espaço subaracnoideo e os espaços perivasculares. • Importante para o metabolismo do SNC e o protege contra traumatismos. – sistema nervoso fora do sistema nervoso central Composição: nervos são agrupamento de fibras nervosas e gânglios (acúmulo dos corpos dos neurônios/pericário); são um acúmulo de neurônios fora do SNC Nervos = feixes de fibras nervosas (axônio e suas bainhas envoltórias) envoltos de tecido conjuntivo para fazer proteção; Organização dos nervos 1) Epineuro: enrola os feixes e é externamente revestido por uma faixa de tecido conjuntivo 2) Perineuro: apresenta tecido conjuntivo denso (especializado) que reveste cada feixe individual; apresenta vasos sanguíneos semelhantes a barreira hematoencefálica. *O tecido conjuntivo denso é dito especializado porque é composto por vasos sanguíneos semelhantes à barreira hematoencefálica e a lâmina basal é incompleta e não apresenta fenestras. 3) Endoneuro: enrola cada axônio; Entre as fibras nervosas individuais, há uma delicada camada de tecido conjuntivo frouxo (particularidade: não apresenta todas as células típicas do tecido conjuntivo apenas fibroblastos, mastócitos e macrófagos. Não encontra células imunes porque poderiam produzir anticorpos ou agir de maneira fagocitica e isso seria danoso para a bainha de mielina e, consequentemente ao axônio). Endoneuro é sintetizadas, principalmente, pelas células de Schwann (A contribuição do fibroblasto é muito pouca) *Tecido conjuntivo enrolando cada estrutura para proteger o axônio para não entrar em contato com sistema imune que está presente no tecido conjuntivo. *Quando fala-se sobre o reparo a falta do tecido conjuntivo é prejudicial pois, não tem célula de reparo como os fagócitos. Nem todo neurônio é mielinizado, apesar de serem envoltos pela célula de Schwann pode produzir a bainha de mielina ou não. Quando produzem são chamados de nervos mielínicos e quando não aproduzem são chamados de nervos amielínicos. Organização dos Gânglios Os pericários do SNP reúnem-se em estruturas anatômicas geralmente encapsuladas por tecido conjuntivo denominadas gânglios nervosos. Além disso, inúmeros pericários de neurônios pseudounipolares estão envolvidos por células satélite (“células da glia”). Células satélite: A célula satélite enrola completamente cada corpo e protege isoladamente; além disso, é importante no processo de regeneração, pois são também uma célula tronco. Ficam ao redor dos corpos dos neurônios nos gânglios nervosos, são pequenas, achatadas com núcleo escuro e não mielinizadas. Mantêm um microambiente controlado em torno do neurônio, permitem isolamento elétrico e uma via para trocas metabólicas. Sua função ainda é estudada Regeneração da fibra nervosa Quando as fibras nervosas são seccionadas ocorrerá um processo de reparo. No SNP existem diversos macrófagos que podem fagocitar a bainha de mielina (ela inibe a regeneração do neurônio). Além disso, só tem macrógafo no SNP (microglia do SNC atua de forma parecida, mas não consegue digerir tão bem essa bainha de mielina); logo, o reparo é melhor no SNP. Quando o processo de regeneração começa, o núcleo vai para a periferia, a bainha de mielina é fagocitada e as células de NISSL diminuem. A partir dessas “limpezas”, as células de schwan começam se proliferar e formam um túnel oco. Esse túnel é perfeito para que o axônio se encaixe, pois é formado um “molde” em que o axônio nas próximas semanas, meses vai se encaixando. Ocorre até 3 mm de regeneração por dia e depois de um tempo, quando o axônio encontra o túnel, o órgão que está vinculado volta funcionar normalmente. Em alguns casos, como em um caso de amputação do órgão, o axônio se enrola, o local fica muito sensível e isso é chamado de Neuroma de Amputação. Origem Embrionária Ectoderma: SNC e SNP; epitélios sensoriais; epiderme e anexos (unhas e pelos); glândulas mamárias; hipófise; glândulas subcutâneas; esmalte dos dentes; gânglios espinhais, autônomos e cranianos ( V, VII, IX, X ); bainha dos nervos do SNP; meninges do encéfalo e da medula espinhal. Mesoderma: tecido conjuntivo; cartilagem; ossos; músculos estriados e lisos; coração; vasos sanguíneos e linfáticos; rins; ovários, testículos; ductos genitais; membranas pericárdica, pleural e peritonial; baço e córtex das adrenais. Endoderma: epitélios dos tratos respiratório e gastrointestinal; tonsilas; tireoide e paratireoides; timo, fígado e pâncreas; revestimento epitelial da bexiga e maior parte da uretra; revestimento epitelial da cavidade do tímpano, antro timpânico e da tuba auditiva. Gastrulação É o processo pelo qual o disco embrionário bilaminar se transforma em trilaminar. • Ocorre durante a 3ª semana. • Durante a gastrulação se formam a linha primitiva, as camadas germinativas e a notocorda. • Notocorda - eixo primitivo do embrião - base para a formação dos ossos da coluna vertebral e da cabeça. - Define o eixo do embrião - Base para formação do esqueleto axial - Local dos corpos vertebral. O tecido nervoso é formado pelo ectoderma. A formação começa a partir da terceira semana em um período chamado Gatrulação; O blastocisto se implanta ao endómetrio, começa sofrer modificações e formam-se duas camadas de células: uma inferior chamada de epiblasto e uma superior chamada de hipoblasto. A partir da terceira semana começa a formação da terceira camada. O Epiblasto pode ser chamado de ectodermoa, o hipoblasto de endoderma e a terceira camada de mesoderma. Nesse período começa formar o SNC e o SNP (O consumo de alcool pode inibir a terceira camada). As células que estavam no epiblasto começam migrar para a linha primitiva e empurram o hipoblasto para baixo formando, dessa forma, a terceira camada (mesoderma). Ao mesmo tempo, as bordas laterais se elevam para formar as pregas neurais. Com o desenvolvimento, as pregas neurais continuam a se elevar, aproximando-se uma da outra na linha média e, finalmente se fusionam, formando o tubo neural. O tubo neural se fecha primeiramente na região medial do embrião, depois são fechadas as extremidades superior (neuróporo cranial) e a inferior. Cada região do tubo vai começar se diferenciar nas regiões do sistema nervoso. Inicialmente, tem-se prosencéfalo, robencéfalo e mesencéfalo e depois cada região irá gerar uma região específico. Na região do mesencéfalo, por exemplo, será gerado o cerebelo e a ponte. -Quando o tubo neural não fecha podem nascer crianças com anencefalia (sem SNC, meroencéfalo (tem um pouco de SNC), ser uma espinha bífida... Ácido fólico Tem a função de multiplicação celular, maturação das hemácias, síntese das purinas e pirimidinas que fazem parte das bases nitrogenadas, alargamento do útero e o crescimento da placenta. Teratogênese associada à gastrulação Sirenomelia (disgenesia caudal) Má formação do mesoderma contribui para a deformidade dos membros inferiores, do sistema urogenital e das vértebras lombossacrais. • Gama variável de defeitos: hipoplasia e fusão dos membros inferiores, anomalias vertebrais, agenesia renal, ânus imperfurado e anomalias nos órgãos genitais . • Condição associada a diabetes materno e a outras causas. Teratogênese associada à gastrulação Mesoderma expande bastante e o efeito disso são Teratomas (tecido indiferenciado que dá origem a diversos tipos de tecidos) sacrococcígeo resultante provavelmente de remanescentes da linha primitiva. Formação da Bainhade Mielina Bainhas de mielina começam se formar durante o período fetal tardio até 1 ano pós nascimento (no SNC e SNP), pois isso é importante fornecer nutrientes para a criança para poder formar oligodendrócitos que formarão a bainha de mielina. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ORIENTADORES DE ESTUDO: - Descrever as meninges relacionando com o traumatismo crânio-encefálico. - Descrever a morfologia, composição e função das células do sistema nervoso central e periférico.*já visto no resumo - Compreender o desenvolvimento do sistema nervoso.*já visto no resumo