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Explique os métodos de análise microbiológica da água (teste presuntivo, confirmativo e completo) e relacione com a Resolução CONAMA 20/86 – de classificação de águas.
Partindo de documentos oficiais do Governo, temos que a água potável é aquela que não possui microrganismos patogênicos, estando livre de bactérias indicadoras de contaminação fecal. Esses indicadores de contaminação fecal, normalmente pertencem a um grupo específico de bactérias, denominados coliformes, tendo como principal representante o grupo de bactérias chamadas Escherichia coli.
Com essa finalidade, realiza-se uma análise microbiológica da água, sendo possível calcular o número de um microrganismo específico em uma determinada amostra, utilizando tabelas de probabilidade, através do Método do Número Mais Provável (NMP) A análise possui três etapas:
· Teste presuntivo: determina a densidade do microrganismo que está se reproduzindo. Com a realização desse teste, é possível verificar se ouve ou não a produção de gás, a partir da fermentação de lactose presente no meio. Caso não haja produção de gás, presume-se que a água está microbiologicamente livre de agentes patogênicos. Caso haja produção de gás, presume-se que a água está contaminada, seguindo a amostra para outra etapa do teste.
· Teste de confirmação: o material supostamente contaminado segue para essa etapa de análise, na qual é possível identificar qual (is) população (ões) está (ão) presente (s) na amostra – possíveis poluentes. É utilizado um meio diferencial para análise, contando eosina azul de metileno (EMB). Podem surgir duas colônias: Escherichia coli, apresentando uma coloração verde, com brilho metálico; e Aerobacter, colônias rosadas.
· Teste completo: caso haja, na segunda etapa de análise, a formação de colônias suspeitas (verdes), essas seguem para a última etapa, onde são unificados os resultados dos dois primeiros testes, utilizando um caldo lactosado para teste de gram negativo.
Com o resultado desses testes, é possível utilizar a tabela de NMP e aferir a potabilidade da água, através da presença de coliformes totais e termotolerantes. A Portaria nº 2.914 de 12 de dezembro de 2011 do Ministério da Saúde, determina que a contagem padrão de bactérias não deve exceder a 500 Unidades Formadoras de Colônias por 1 mililitro de amostra (500 UFC/ml).
Essa amostra (e resultado) se relaciona com a Resolução 20/86 do CONAMA, que traz normas e índices para avaliar a qualidade da água e classifica-las em águas doces, salobras e salinas, bem como classifica-las para uso, conforme abaixo.

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