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Materiais Anelasticos - Pasta Zincoenólica

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Materiais Anelástico Pasta Zincoenolica
Características
	Materiais os quais apresentam deformação elástica insignificante tendendo portando a sofrer fraturas e com uso limitado.
	São materiais de moldagem indicados para molde de desdentados totais visto apresentarem mínima deformação elástica sendo limitado, portanto, a moldagens de regiões não retentivas.
Exemplos
· Gesso Paris este apresenta somente caráter histórico visto estar em desuso atualmente, ele foi o primeiro material utilizado para moldagem mesmo sendo um gesso de baixa resistência e muito rígido de modo que quando tomava presa ele ficava retido na cavidade bucal necessitando se pequenas pancadas ao centro do palato com auxílio de um martelo quebrando o modelo para sua retirada e posteriormente colando a mesma para obtenção do modelo de gesso. Hoje é utilizado em laboratório somente para prótese e ou ortodontia quando há necessidade afixação de algo.
· Godiva
· Pasta zincoenólica
Pasta Zincoenólica
Também chamada de pasta para impressão e ou pasta Lysanda que na verdade é a marca comercial, e acabou por ter o nome associado devido ser uma das primeiras a surgir no mercado.
Se trata de um material anelástico a base de Óxido de Zinco e Eugenol, quimioplastico, ou seja ao unir a pasta base junto a catalizadora ocorre uma reação química entre elas acabando por gerar uma presa tornando assim o material sólido e friável.
Composição Química
· Pasta Base: Óxido de zinco, resina hidrogenada, breu, acetato de zinco, cloreto de magnésio e óleo mineral
· Pasta Catalizadora (ativadora): Eugenol, resina vegetal, ácido acético, óleo de oliva/linhaça/mineral leve.
Apresentação
A apresentação comercial consiste em dois tubos, em suma maioria das vezes, com bicos de diâmetros diferentes o que facilita a manipulação visto a mesma se dar com uma proporção de dois para um, e com os bicos de diâmetros distintos (um maior e um menor) você consegue por uma “tirinha” de cada produto de comprimento igual visto o diâmetro de saída da pasta ser diminuído fazendo com que na pasta catalizadora saia a metade de produto do que saiu na pasta base. Lembrando que se a pasta comprada não houver essa divergência no diâmetro de abertura você deve colocar o dobro de pasta base em relação a pasta catalizadora.
A pasta base (oxido de zinco) se apresenta na cor branca e a pasta catalizadora (eugenol) na cor vermelha ou rosa, mas pode ser outra cor.
Além disso, esse tipo de material ele é apresentado na forma espessa (tipo 1) a qual é usada para primeira moldagem ou para pacientes com rebordo regular o que não necessita de uma moldagem para maiores detalhes e a forma fluida (tipo 2) que é usada para pequenos detalhes quando você precisa fazer uma moldagem secundaria para obtenção de maiores detalhes.
Propriedades
· Tempo de Presa:
Inicial de 3-5 minutos (para ficar rígido) e tempo final de <10 minutos (para resistência final) mas deve se considerar sempre esse tempo de presa de 3-5 minutos porque é ai que ela vai ficar com rigidez suficiente para se retirar da cavidade bucal do paciente, mas deve sempre se atentar ao tempo indicado pelo fabricante para evitar problemas com deformação
· Rigidez e resistência a compressão:
70kg/cm² (igual ao do oxido de zinco e eugenol tipo 2)
· Estabilidade dimensional satisfatória: 
Razoável, não deforma quase nada, alteração dimensional de 0,1% e reprodução de detalhes interessante com uma boa precisão de moldagem
· Adesão adequada a moldeira individual de resina acrílica ou ao molde preliminar com godiva 
Não se usa moldeira de estoque nessa moldagem, e sim moldeira individual (a mesma falada na aula anterior de godiva) a qual reproduz o rebordo alveolar do paciente quase que 100% para que quando pormos a pasta zinco enólica obtenhamos de fato os maiores detalhes mesmo 
· As pastas se apresentam com cores contrastantes 
O que permite que a gente observe de forma mais assertiva a homogeneização desse produto
Indicações
· Moldagem para confecção de prótese total 
Existem casos em que ela é indicada também para prótese parcial removível, mas ai é para casos específicos, que seria então com pacientes dentados, mas nesse caso já vai ter uma moldeira individual de resina acrílica onde já tem quase que o formato adequado do rebordo alveolar então se não houver retenções maiores como dentes inclinados, girados... que possa dificultar a remoção da moldeira, ai tem se a possibilidade de se fazer essa prótese com a pasta zinco enólica, visto a camada de pasta ser muito fina então se não houver muitas retenções a gente consegue retirar sem maiores problemas, mas a principal indicação continua sendo prótese total e consequentemente pacientes edentulos
· Utilizada apenas com moldeiras individuais de resina acrílica ou sobre moldagem anatomia com godiva 
Se coloca somente uma camada fina da pasta para realizar a moldagem secundaria/corretiva/detalhamento obtendo assim um maior encaixe e conforto na boca do paciente juntando estética e função. 
Lembrando que em caso de baixa retenção (paciente edêntulo por mais tempo acaba com rebordo mais plano dificultando a retenção e necessitando de componentes que ajudem a manter a prótese na boca como o famoso corega.
Proporção
	Comprimentos iguais de ambas as pastas, ou seja, 2:1 (pasta base/pasta catalizadora) lembrando que caso as pastas apresentem diâmetro de saída distintos sendo o da pasta base o dobro do da pasta catalizadora a gente consegue visualmente colocar uma mesma proporção em comprimento, mas devido a espessura de saída ser menor acaba que na pasta catalizadora sai metade do material que na pasta base.
Técnica de Manipulação 
Usa se bloco de papel impermeável ou placa de vidro, lembrando que a placa de vidro deve ser alta visto na espatulação a espátula dever ser posicionada paralela a placa e quando a placa é mais baixinha (3,4,5 mm) os dedos ficam batendo na bancada atrapalhando os movimentos da manipulação do material se indicando uma placa de 12/15 mm; Na hora da proporção você coloca as duas pastas ao mesmo tempo (seja apertando o tubo ou com uso de chavinha pra girar o tubo e conseguir retirar ambos os materiais de modo simultâneo), para espatulação usamos a espátula rígida de aço nº36 e faz se espatulação rápida e enérgica com espátula paralela a placa em mais o menos 1 minuto até ter uniformização da cor.
Moldagem Preliminar x Moldagem Funcional
	1ª Etapa – Moldagem Preliminar ou Anatômica
	2ª Etapa – Moldagem Funcional
	Realizada com moldeira de estoque 
Fornece um modelo que é uma reprodução sem muitos detalhes do arco do paciente, mas que permite a visualização de limites anatômicos das áreas da mandíbula e maxila da área chapeavel
	Realizada com moldeira individual em resina acrílica confeccionada sobre o modelo obtido na moldagem preliminar; 
Reproduz com fidelidade todos os acidentes anatômicos da área chapeavel identificando inserções de freios, mucosa livre, bridas, dobras e etc. 
É uma moldagem realizada com os músculos em função
Técnica de Moldagem
Após a manipulação se coloca a mistura sobre a modela individual e leva a boca do paciente, comprimir e durante a compressão o paciente deve estar orientado para realizar alguns movimentos faciais para que assim consigamos copiar os freios, bridas, inserções musculares etc., e em seguida pedimos para o paciente ficar parado com molde na boca e sem perturbação, até que ocorra presa evitando assim deformações.
É importante salientar que a saliva apresenta ação aceleradora sobre esse material, então as vezes algumas partes endurecem mais rápido que outras, mas não devemos nos deixar enganar com isso e sim respeitar o tempo de presa para evitar deformações e assim necessidade de repetir o processo.