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Hipertensão

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Hipertensão 
® Pressão: é a força exercida pelo sangue nas 
paredes dos vasos em todas as direções. 
® Hipertensão primária ou essencial: 95% dos 
casos; 
® A HAS é a elevação da pressão arterial de 
forma sustentada. 
® É uma doença multifatorial que vai estar 
frequentemente associada à alterações ou 
lesões de órgãos-alvo. 
® Fatores que regulam a PA: 
à Débito cardíaco: volume de sangue 
ejetado pelos ventrículos; 
à Resistência vascular periférica: é a força 
que os vasos exercem contra o sangue; 
® Fatores de risco: 
à Etnia: os negros possuem uma prevalência 
mais alta para HAS e mais difícil de tratar; 
• No continente africano, 37% são 
hipertensos; 
à Idade: a prevalência aumenta a medida 
que a idade também aumenta. 
à Sexo: mais prevalente em mulheres 
(depende da faixa etária); 
à Obesidade: IMC > 25/30; 
à Ingestão de sal; 
à Ingestão de álcool: consumo crônico e em 
altas quantidades favorece o aumento da 
PA. 
à Sedentarismo; 
à Estresse; 
à Fatores socioeconômicos; 
à Hereditariedade; 
à Tabagismo: não foi ligado diretamente à 
hipertensão, mas aumenta os riscos 
cardiovasculares e consequentemente da 
hipertensão; 
® Muito associada à outras patologias, tanto 
como causa como consequência; 
® 30% da população brasileira é hipertensa: 
à 5% tratam; 
à 10,5% sabem, mas não tratam; 
à 15% não sabem; 
® HAS é assintomática. 
à Muitas vezes, a dor de cabeça que muitos 
pacientes relatam como sintoma de HAS 
pode ter sido justamente a causa do 
aumento da PA (estresse, ansiedade, etc). 
® Aferição da PA: 
à Usar o manguito no tamanho adequado; 
à Paciente sentado, de bexiga vazia, com os 
pés apoiados, braço apoiado na mesa e 
com a palma da mão para cima 
à Em pacientes muito obesos, em que não há 
tamanho de manguito adequado, fazer 
aferição da artéria radial. 
à Esperar que o paciente de acalme por 
pelo menos 10 minutos em ambiente 
tranquilo. 
à Sem ter feito uso de cigarro ou álcool nos 
últimos 30 minutos. 
à Realizar o método palpatório e só depois 
o auscultatório. 
• O método palpatório é importante para 
não ser pego de surpresa pelo hiato 
auscultatório (intervalo em que não se 
escuta os batimentos, sons de Korotkoff) 
em idosos principalmente. 
• Manobra de Osler: palpar o caminho da 
artéria radial para identificar 
arteriosclerose. 
à Na primeira consulta aferir pelo menos 2 
vezes e de preferência nos dois MMSS. 
à Sinal de Hill: nos MMII a PAS está >20mmHg 
acima da PA nos MMSS, pensar em 
insuficiência aórtica. 
à PAS em MMII < que em MMSS, pensar em 
coarctação da aorta ou DAOP. 
à Hipotensão postural: idosos e diabéticos, 
medir 3 min após se levantar, mais de 
20mmHg de queda na PAS; 
à Atentar para pseudohipertensão nos 
idosos (realizar manobra de Osler); 
à Não arredondar valores; 
à Repetir a aferição após 2 minutos; 
à Critérios diagnósticos da HAS: 
 
 
 
 
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à MRPA: monitorização residencial da PA; 
à MAPA: monitorização ambulatorial da PA; 
à Indicações para MAPA e MRPA: 
• Suspeita de HAS do jaleco branco; 
• Suspeita de HAS mascarada; 
• Grande variação da PA no consultório 
(mesma consulta ou duas diferentes); 
• Hipotensão postural, pós-prandial ou por 
fármacos; 
• Avaliar a PA durante o sono; 
• Avaliar HAS resistente; 
® Hipertensão do jaleco branco: 
à Pacientes nervosos na frente do médico ou 
profissional (mesmo que inconscientemente); 
à Acima de 140x90mmHg; 
à Prescrever, por exemplo, um MAPA para 
confirmar o diagnóstico; 
à 70% das pessoas podem desenvolver HAS 
ao longo dos 10 anos seguintes; 
à Efeito do jaleco branco: diferente, 
configura um leve aumento da PA, mas sem 
ser classificada como possível hipertensão; 
• EX.: PA normal = 110x75mmHg e a PA no 
consultório = 120x80mmHg; 
® Hipertensão mascarada: 
à Difícil de ser encontrada; 
à Pessoas que normalmente apresentam uma 
PA mais elevada, mas no consultório sente 
segurança e a PA baixa (mas não baixa 
muito, fica em torno de 140x90mmHg); 
à Pode apresentar alguma lesão de órgão-
alvo; 
® Pseudohipertensão: 
à Casos de arterosclerose, a PA aferida é 
maior do que ela realmente é; 
à Manobra de Osler; 
à Geralmente em idosos; 
à Pode ser um paciente que teve uma 
consulta médica, iniciou tratamento para 
hipertensão e começou a apresentar 
sintomas de hipotensão; 
 
- HIPERTENSÃO SECUNDÁRIA- 
® 5% dos casos; 
® Lesões de órgão-alvo: 
à SNC: 
• AVC; 
• Microaneurismas de Charcot-Bouchart (= 
AVEh); 
• Demência; 
• Retinopatia; 
à Coração: 
• Hipertrofia do VE; 
• Angina; 
• IC; 
• IAM; 
à Rins: 
• Microalbuminúria; 
• Proteinúria; 
• Insuficiência renal crônica; 
à Lesões periféricas: 
• Claudicação (comprometimento da 
capacidade de caminhar); 
• Aneurisma; 
• Isquemia de MMII; 
® Indícios de HAS secundária: 
à HAS que se manifesta muito cedo ou muito 
tarde; 
à Inicio súbito; 
à HAS grave ou resistente; 
à Uso de fármacos; 
à Fácies ou biótipo característicos de 
alguma doença específica; 
à Massas ou sopros abdominais; 
à Assimetria de pulsos; 
à Aumento da creatinina; 
à Hipocalemia; 
à Proteinúria; 
à Hematúria; 
® Principais causas: 
à Doença parenquimatosa renal (principal): 
pode se manifestar por nefropatia 
diabética ou glomerulonefrite crônica; 
à Hipertensão renovascular: que pode ser 
causada por aterosclerose (nas artérias 
renais) ou doença fibroplásica; 
à Causas adrenais: hiperaldosteronismo 
primário (ex.: tumor produtor de 
aldosterona), síndrome de Cushing 
(cortisol), feocromocitoma/FEO 
(catecolaminas, tríade: hipertensão 
relacionada à sudorese, palpitação e 
cefaleia); 
 
 
 
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à Coarctação de aorta (menos comum): 
estenose depois do arco aórtico que vai 
diminuir a quantidade de sangue que vai 
para a parte inferior do corpo; 
à Uso de contraceptivos orais (menos 
comum): principalmente em mulheres com 
alguma alteração hematológica; 
à Síndrome da apneia obstrutiva do sono / 
SHAOS (menos comum): muito relacionada 
com HAS resistente; 
® Bisu p/ as causas: 2 2 2. 
à 2 na cabeça: 
• Desbalanço do eixo hipotálamo-hipófise 
(como a síndrome de Cushing ou a 
desregulação dos hormônios de 
crescimento); 
à 2 na tireoide: 
• Hipotireoidismo e hipertireoidismo; 
• Hiperparatireoidismo; 
à 2 no abdome : 
• Rim: doença renal parenquimatosa e 
hipertensão renovascular; 
• Causas adrenais; 
® Suspeita x exames: 
à Doença parenquimatosa renal: solicitar um 
USG renal (avaliar tamanho e parênquima), 
CICr (clearence de creatinina) e PTN 
(proteínas, p/ avaliar a taxa de filtração 
glomerular) 24h; 
à Estenose de artéria renal: USG doppler, 
angioRNM e arteriografia; 
à Hiperaldosteronismo: níveis de aldosterona, 
renina e a relação da aldosterona com a 
renina plasmática, além de TC abdominal; 
à SHAOS: polissonografia (avaliar a 
qualidade do sono); 
à FEO: catecolaminas, TC de abdome ou 
cintilografia com MIB (capta as células 
cromafins); 
à Coarctação de aorta: ECO doppler e TC 
de aorta; 
 
Tratamento: 
® Prevenir a evolução da doença e a chance 
de lesão de órgão-alvo. 
® Pacientes de alto risco: 
à Hipertensão estágio 3; 
à HAS estágio 2 + 1 fator de risco; 
à HAS estágio ! + 3 fatores de risco; 
à Paciente já com histórico de lesão de 
órgão-alvo, doença cardiovascular 
estabelecida ou diabetes mellitus; 
® A primeira medida a ser tomada é a 
mudança de estilo de vida; 
® Exemplos de lesão de órgão-alvo: 
à Hipertrofia ventricular esquerda; 
à Doença renal crônica; 
à Albuminúria entre 30-300mg/24h; 
® Doença cardiovascular estabelecida: 
pacientes que já apresentaram doença 
cerebrovascular ou coronariana; 
à Doença cerebrovascular: AVC, acidente 
isquêmico transitório, hemorragia cerebral, 
etc. 
à Doença coronariana (DAC): infarto, angina, 
revascularização, doença arterial 
obstrutiva periférica (DAOP), retinopatia, 
etc. 
® Fatores a serem considerados para 
classificação do risco: 
à Sexo masculino; 
à Idade (Homens > 55 anos/Mulheres > 65 
anos); 
à Histórico familiar 1º grau (jovem, abaixo