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ASSISTÊNCIA AO TRABALHO DE PARTO

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a 1/3 do 
período de dilatação. Duração de 6 a 12h. 
Tem duração variável para cada parturiente: nas 
primíparas a dilatação ocorre aproximadamente 
1cm/h, com tempo total em torno de 10 a 12hrs; nas 
multíparas, a dilatação ocorre na velocidade de 
1,5cm/h, com tempo total em torno de 6 a 8hrs. 
A descida fetal e o esvaecimento do colo também varia 
de acordo com cada parturiente; nas primíparas, o colo 
uterino primeiro esvaece completamente, em seguida 
inicia a dilatação e descida do polo cefálico. Já nas 
multíparas, o colo uterino dilata e esvaece junto, e a 
descida do concepto se dá no final da dilatação, quase 
no período expulsivo. 
 
Assistência ao 1º período: Partograma. 
Monitoramento fetal. 
PARTOGRAMA 
Recomendado pela OMS para acompanhamento do 
trabalho de parto. Construção simples, bastando um 
papel quadriculado para confecção. 
As ordenadas correspondem a dilatação e descida. O 
tempo é representado pela abscissa, com cada 
quadrado representando uma hora. 
As linhas de alerta e ação, são construídas a partir de 
1h e 4h, respectivamente, a frente do ponto de 
registro. Estas linhas dividem o partograma em 3 zonas, 
as quais representa anormalidades na evolução do 
trabalho de parto. 
 
Como utilizar? 
Realiza exame de toque vaginal a cada 2h, anotando no 
gráfico. A dilatação é expressa por um triangulo e a 
descida por um círculo. O trabalho de parto deve 
evoluir dentro da zona I, sem ultrapassar a linha de 
alerta. 
A linha de alerta indica melhor avaliação, e a linha de 
ação indica intervenção médica. 
 
 
No partograma ainda são registrados: a frequência 
cardíaca fetal (BCF), padrão da contratilidade, 
característica da bolsa das águas (íntegra ou rota, bem 
como a cor), uso de medicamentos e analgesia. 
 
MONITORAMENTO FETAL 
Serve como screening para o diagnóstico de asfixia 
fetal: 1 – Ausculta fetal intermitente. 2 – 
Cardiotocografia. 
AUSCULTA FETAL INTERMITENTE – Realizado com 
sonar doppler ou pinard. No primeiro período, 
gestantes baixo risco, faz-se a cada 30min e em 
gestantes de alto risco a cada 15min. No segundo 
período a cada 5min independente do risco. 
CARDIOTOCOGRAFIA – Monitoramento eletrônico da 
frequência cardíaca fetal. Pode ser realizado por duas 
técnicas: interna e externa. 
1 – Interna: fixa eletrodos no couro cabeludo do feto. 
Aplicabilidade limitada, pois somente da pra fazer com 
colo dilatado 3cm, com amniotomia. É contra indicado 
em pacientes HIV, HepB, e infecção do colo cervico 
vaginal. Limitada devido alto custo e dificuldade 
técnica. 
2 – Externa: baseia-se na detecção do BCF associado ao 
monitoramento das contrações uterinas, através de 
transdutores colocados sobre o abdome materno. 
Paciente deve estar em posição de semi-fouler (45 
grau), ou decúbito lateral esquerdo, para evitar 
hipotensão supina. 
 
CARDIOTOCOGRAFIA – PARÂMETROS A ANALISAR: 
Linha de base, variabilidade, aceleração transitória e 
desacelerações. 
LINHA DE BASE 
Média aproximada da FCF. Avaliado em segmento de 
10min. Normal entre 110 a 160. Taquicardia acima de 
160, leve entre 160 a 180, grave acima de 180. 
Bradicardia abaixo de 110. Leve entre 110 a 100 e grave 
abaixo de 100. 
 
VARIABILIDADE 
Oscilação da linha de base, visualizando a amplitude. 
Normal: entre 6 a 25bpm. Ausente: quando amplitude 
não detectável. Mínima ou comprometida: quando a 
amplitude está entre indetectável a 5bpm. Padrão 
sinusoidal. 
 
 
A diminuição ou perda pode ocorrer em: imaturidade 
do SNC, período de sono fetal, utilização de drogas 
sedativas a mãe, anestesia geral, hipóxia ou anoxia 
fetal. 
Variabilidade ausente
 
 
Padrão sinusoidal: ondas em forma de sino. Amplitude 
de 5 a 15bpm. Padrão monótono, ritmo fixo e regular. 
Frequência a cada 3 a 5 ciclos com duração superior a 
20min. Representa hipóxia grave. Elevada taxa de 
mortalidade perinatal. 
 
ACELERAÇÕES 
Ascenção abrupta, com acme igual ou superior a 
15bpm, em relação a linha de base, com duração entre 
15seg a 2min. Quando a aceleração é superior a 10min, 
considera mudança da linha de base. 
 
DESACELERAÇÃO 
Queda rápida da FCF, associadas a contração uterina. 
Se divide em: 
- Desaceleração precoce. – Desaceleração tardia. – 
desaceleração variável. 
DESACELERAÇÃO PRECOCE – Queda gradual da FCF, 
com retorno a linha de base, coincidindo com a 
contração uterina. Nadir da desaceleração coincide 
com o pico da contração uterina. Considerada 
fisiológica durante o trabalho de parto, em bolsa rota, 
oligoamnio. Devido a compressão do polo cefálico. 
 
DESACELERAÇÃO TARDIA – Queda gradual da FCF, com 
retorno lento a linha de base, que inicia após 20seg ou 
mais do início da contração uterina. O nadir da 
desaceleração encontra-se após o pico da 
concentração. Causada por hipóxia fetal, devido a 
redução do fluxo útero placentário. Sinônimo de 
sofrimento fetal agudo. 
 
DESACELERAÇÃO VARIÁVEL – Queda abrupta da FCF, 
com início, profundidade e duração variando em 
contrações sucessivas. Queda igual ou superior a 
15bpm, com duração superior ou igual a 15seg e 
inferior a 2min. Algumas denunciam mal prognóstico, 
como a morfologia em W. 
 
 
 
CARDIOTOCOGRAFIA – INTERPRETAÇÃO 
1 – PADRÃO NORMAL OU CATEGORIA 1: 
A – Linha de base: variação entre 10 a 25bpm. 
B – FCF normal: 120 a 160bpm. 
C – Ausência de desaceleração. 
D – Variabilidade: normal 6 a 25bpm. 
E – Presença de aceleração transitória: acme superior 
a 15bpm em relação a linha de base, com duração 
mínima de 15seg e menor que 2min. 
 
DESACELERAÇÃO NÃO PERIÓDICA – Aquela que não 
apresenta relação com as contrações uterinas, 
classificadas em: 
DIPs 0: Queda rápida e pouco ampla da FCF, associado 
aos movimentos fetais. Sem importância clinica. 
Desaceleração prolongada: Queda rápida e ampla da 
FCF, amplitude variável, duração de 2 a 10min, com 
retorno a linha de base. 
 
Desaceleração prolongada 
 
MONITORAMENTO FETAL 
Microanálise do sangue fetal – detecta as condições 
de oxigenação fetal, análise do sangue do couro 
cabeludo, dilatação de 3cm, amminiotoma, exige 
técnica e experiência. 
 
ASSISTÊNCIA AO SEGUNDO PERÍODO 
Expulsão – inicia com a dilatação completa, termina 
com a expulsão do feto, duração variável: 50min para 
nulíparas, 20min para multíparas. 
Incentivar os esforços da mãe. Proteção perineal. 
Episiotomia se necessário. Auxiliar e orientar a 
deflexão do polo cefálico. Auxiliar na expulsão dos 
ombros, tracionando levemente para baixo o ombro 
anterior e depois para cima o posterior, facilitando o 
desprendimento. Clampeamento do cordão umbilical. 
Colocar RN sobre o tórax da mãe, incentivando o afeto. 
Incentivar aleitamento materno. 
TERCEIRO PERÍODO 
Dequitação – inicia após a expulsão do concepto. 
Termina com a expulsão total da placenta. Tempo 15 a 
30min. Revisão do canal de parto. Suturas se 
necessário. 2 tipos: 
- Baudeloque Schultz. Baudeloque Dunkan. 
 
QUARTO PERÍODO 
Observação / Greenberg – inicia após a dequitação 
completa da placenta. Termina 1h após. Observação da 
contratilidade uterina. Formação das pingas de 
“Pnard”. Observar sangramento volumoso. 
 
CONDUTA ATIVA NO TRABALHO DE PARTO 
1 – Amminiotomia – reservado apenas para pacientes 
com evolução anormal do trabalho de parto. 
Benefícios: redução do tempo do TP. Riscos: 
amminiorrexe prolongada, prolapso de cordão. Contra 
indicado: feto alto, HIV, vasa prévia.