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1 -Homem de 41 anos, vítima de soterramento, chega ao Serviço de Emergência lúcido, orientado e estável do ponto de vista hemodinâmico. A tomografia de corpo inteiro não evidencia alterações relevantes. Nas primeiras 6 horas de evolução apresentou 200 mL de diurese escura. Mantém-se estável hemodinamicamente, sem necessidade de droga vasoativa. Membros superiores e inferiores sem edemas; pulsos presentes. Exames laboratoriais de admissão: K: 5,8 mEq/L; pH: 7,20; HCO3-: 15 mmol/L; lactato arterial: 35 mg/dL; hemoglobina: 12,1 g/dL; creatinina: 0,9 mg/dL; CPK: 10.300 U/L. Indique a principal hipótese diagnóstica e a conduta recomendada: A) Síndrome do esmagamento. Hidratação endovenosa vigorosa, controle dos distúrbios eletrolíticos e do equilíbrio acidobásico. B) Síndrome do esmagamento. Avaliação da nefrologia para possível diálise. C) Insuficiência renal aguda. Hidratação vigorosa e avaliação da nefrologia para considerar diálise. D) Insuficiência renal aguda. Diuréticos e hidratação endovenosa vigorosa. E) Questão muito interesssante da prova da USP. Devemos ficar atentos a todos os dados do enunciado para chegarmos a uma resposta. Inicialmente, a história do trauma: soterramento. Alélm disso, repare que o paciente apresentou 200 ml de diurese escura, o que nos faz pensar obrigatoriamente em mioglobinúria. A banca até tenta desviar o foco do candidato com pulsos presentes em MMII, mas eles podem estar presentes e, mesmo assim o paciente evoluir com uma síndrome compartimental nos membros. A princípcio, devemos fazer uma abordagem de suporte e, se necessário, descompressão. Logo, gabarito letra A. Video comentário: 189228 2 -Homem de 47 anos encontra-se com hipertensão intracraniana decorrente de lesão cerebral traumática, sendo submetido a monitorização invasiva da pressão intracraniana. Indique a alternativa em que todas as medidas citadas são recomendadas. A) Solução hiperosmolar, pulsoterapia com corticoide, cabeceira elevada com cabeça centrada e pressão arterial média acima de 100 mmHg. B) Hemoglobina acima de 10 g/dL, sedação com midazolan, hiperventilação profilática e pressão arterial média acima de 100 mmHg. C) Craniectomia descompressiva, anticonvulsivantes, hiperventilacão profilática e pulsoterapia com corticoide. D) Sedação com propofol, solução hiperosmolar, cabeceira elevada com a cabeça centrada e hipotermia. E) O paciente com hipertensão intracraniana deve ser monitorizado por ventriculostomia e as seguintes medidas podem ser adotadas: elevação da cabeceira a 30 graus com a cabeça em posição neutra, PaCO2 em torno de 35 mmHg, manitol em bolus endovenoso ou solução salina hipertônica, restrição hídrica, sedação com propofol (limitado até 12h), midazolam ou fentanil, manutenção de normotermia ou hipotermia leve (32 a 34°C) e controle pressórico evitando hipotensão, tolerando hipertensão leve e evitando hipertensão importante. Medidas específicas importantes são a drenagem liquórica e a craniectomia descompressiva. Não há indicação de anticonvulsivantes ou corticoterapia. A hiperventilação profilática levando a menores níveis de CO2 pode causar vasoconstrição cerebral importante e isquemia cerebral. Assim, a única alternativa com medidas indicadas é a letra D. Video comentário: 189230 » » 3 -Homem de 36 anos vítima de colisão de motocicleta versus automóvel. Teve trauma de crânio moderado, fratura de bacia com necessidade de fixação externa, além de contusão pulmonar bilateral. Foi extubado no 3º dia de pós-operatório de craniotomia, porém no 5º pós-operatório apresentou piora do quadro clínico. Na investigação clínica observou-se que: não abre os olhos aos estímulos dolorosos, emite sons incompreensíveis e tem flexão anormal. Saturação de oxigênio de 89% com nebulização por máscara do tipo Venturi com fração inspirada de O2 de 50%; gasometria sem retenção de gás carbônico; frequência respiratória de 38 incursões por minuto, com uso de musculatura acessória; pressão arterial de 90 x 40 mmHg, frequência cardíaca de 130 bpm, tempo de enchimento capilar de 3 segundos; temperatura axilar de 37,9ºC. Função renal preservada. Radiografia de tórax com infiltrado parenquimatoso bilateral difuso e sem derrame pleural. Indique a sequência de condutas recomendadas: A) Ventilação com pressão positiva não invasiva, coleta de culturas e administração de diuréticos, para balanço hídrico negativo. B) Intubação traqueal, coleta de culturas e antibioticoterapia. C) Intubação traqueal, ultrassom Doppler de membros inferiores e tomografia computadorizada, para avaliar a possibilidade de tromboembolismo pulmonar. D) Fisioterapia respiratória, ventilação com pressão positiva não invasiva e antibioticoterapia. E) Nosso paciente politraumatizado ficou em ventilação mecânica por 3 dias e 2 dias após a extubação evolui com rebaixamento do nível de consciência, com escala de coma de Glasgow 6 (abertura ocular 1, resposta verbal 2 e resposta motora 3), portanto já com indicação de intubação orotraqueal. Continuando a avaliação, há hipotensão, taquicardia, taquipnéia, febre e hipoxemia, sinais de síndrome da resposta inflamatória sistêmica. Na investigação infecciosa, a radiografia de tórax é comptaível com pneumonia em bases pulmonares, portanto uma sepse pulmonar, sendo indicada a coleta de culturas, antibioticoterapia e reposição volêmica. Resposta: alternativa B. Video comentário: 189231 4 -Homem de 44 anos foi vítima de colisão automóvel x automóvel. Chegou ao pronto-socorro imobilizado em prancha rígida, com colar cervical. Realizada drenagem torácica à direita por pneumotórax. Na avaliação clínica detectou-se tórax instável com contusão pulmonar, sem outras lesões. Foi encaminhado para a UTI onde chegou lúcido, ainda com dor em hemitórax direito, SatO2 de 94% com máscara de Venturi a 40%, frequência respiratória de 30 incursões por minuto; frequência cardíaca de 115 bpm, pressão arterial de 120 x 70 mmHg e Glasgow 15. Indique 3 medidas de suporte recomendas para o trauma torácico deste paciente: A) Intubação traqueal, sedação e ventilação mecânica protetora. B) Melhora da analgesia, pressão positiva não invasiva e antibioticoterapia profilática. C) Melhora da analgesia, pressão positiva não invasiva e evitar sobrecarga hídrica. D) Intubação traqueal, fixação cirúrgica das costelas e evitar sobrecarga hídrica. E) A contusão pulmonar frequentemente se associa ao tórax instável e deve ser tratada com suporte ventilatório com pressão positiva, sem necessidade de intubação orotraqueal aos pacientes estáveis. Não há contraindicação à reposição hídrica, mas deve-se evitar a sobrecarga. O tratamento das fraturas de costela é realizado com analgesia otimizada e permite a melhora ds movimentos respiratórios. Resposta: alternativa C. Video comentário: 189232 » » 5 -Em relação ao paciente com trauma de crânio grave, pode-se afirmar que: A) Na maior parte das vezes, no momento da chegada do paciente, não é possível prever com segurança o prognóstico neurológico a longo prazo. B) O uso de propofol para sedação profunda e a hiperventilação profilática para neuroproteção estão indicados rotineiramente em pacientes com trauma de crânio grave. C) O uso de corticosteroides é indicado nos casos de edema cerebral após trauma de crânio. D) O uso de tiopental e a hipotermia são terapias iniciais (“1ª linha”) para os pacientes com trauma de crânio e hipertensão intracraniana. E) Vamos analisar cada alternativa: A - Correta: a lesão neurológica é dinâmica, por isso o prognóstico neurológico não pode ser avaliado no primeiro atendimento. B - Incorreta: o propofol pode ser usado por um período mais curto, mas contínuo pode causar acidose e hipotensão. Já a hiperventilação pode gerar vasoconstrição cerebral com piora da isquemia. C - Incorreta: não há indicação de corticóides no tratamento de edema cerebral. D - Incorreta: o coma barbitúrico e a hipotermia são medidas usadas em pacientes refratários ao tratamento inicial da hipertensão intracraniana, como cabeceira elevada,drenagem liquórica, manitol e salina hipertônica. Resposta: alternativa A. Video comentário: 189233 6 -Qual das alternativas abaixo é verdadeira, em relação à dor abdominal no idoso? A) O idoso com dor abdominal tem a mesma necessidade de hospitalização que o paciente mais jovem. B) As diferenças neuroanatômicas, fisiológicas e bioquímicas das vias nociceptivas do idoso justificam as alterações na percepção da dor. C) A dor abdominal por isquemia mesentérica tende a manifestar-se mais precocemente no idoso, em relação ao adulto mais jovem, devido à presença de menor circulação colateral. D) Pacientes idosos com suspeita de peritonite manifestam geralmente exacerbação da descompressão brusca e da defesa abdominal. E) Questão que aborda dor abdominal no idoso... A dor abdominal aguda (não relacionada ao trauma) é queixa comum em idosos que comparecem à emergência. Esses pacientes têm maior probabilidade de necessitar de hospitalização e/ou cirurgia ou outros procedimentos invasivos do que pacientes mais jovens (A errada), e também têm maior probabilidade de ter complicações inclusive podendo evoluir para a morte. Alterações fisiológicas do envelhecimento como diferenças na neuroanatomia, fisiologia e bioquímica das vias nociceptivas podem causar: alterações na percepção da dor e apresentações atípicas de doenças, afetando diretamente o diagnóstico e a abordagem terapêutica (B certa). Além disso, pacientes idosos têm temperatura basal mais baixa e geram menor grau de leucocitose quando doentes do que os pacientes mais jovens e a resposta das adrenais ao estresse agudo é reduzida com a idade, o que pode levar a sinais vitais paradoxalmente normais naqueles com doença grave. Tais diferenças podem resultar em atrasos na procura por atendimento, bem como diminuição da suspeita clínica de patologia grave por parte dos profissionais de saúde. Essas alterações fisiológicas do desenvolvimento associadas a outros fatores como comorbidades e polifarmácia contribuem para piores desfechos em idosos. O exame físico em pacientes idosos pode ser atípico, como por exemplo, em casos de peritonite, eles podem não manifestar sinais clássicos, tais como rebote e defesa (D errada). A avaliação inicial deve se concentrar no ABC, sendo A: airway (via aérea), B: breathing (respiração) e C: circulation (circulação). No entanto, pacientes geriátricos podem ter respostas dos sinais vitais reduzidas (idosos também têm maiores chances de ter alterações mentais e podem não cooperar com o exame). A avaliação abdominal deve sempre incluir avaliação dos ruídos hidroaéreos e palpação em busca de sensibilidade e massas. A isquemia mesentérica aguda é outra emergência vascular que tipicamente se apresenta com dor abdominal e requer rápidos reconhecimento e tratamento para reduzir a morbidade e mortalidade, sendo observada na maioria das vezes em idosos. Sem um achado patognomônico de história ou exame físico, a isquemia mesentérica aguda é um desafio diagnóstico, particularmente em idosos, (C errada) podendo ocorrer elevação dos níveis de lactato como achado tardio. Resposta: B. Video comentário: 189234 » » 7 -Homem de 91 anos com hipertensão arterial, em uso de clopidogrel devido a angioplastia com colocação de stent há 20 dias, apresentou perda momentânea do equilíbrio e queda da própria altura, com trauma em região parieto occipital direita. Chega à sala de emergência 15 minutos após a queda, com pressão arterial de 170 x 60 mmHg, pulso de 87 bpm e saturação de O2de 95%, em ar ambiente. Está em Glasgow 15, com pupilas isocóricas e fotorreagentes bilateralmente. Melhor conduta: A) Tomografia de crânio. B) Suspender o clopidogrel e solicitar a passagem de cateter de pressão intracraniana. C) Eletroencefalograma. D) Internação para observação clínica por 24 horas. E) Temos aqui um paciente de idade avançada, com antiagregação sistêmica devido a angioplastia com stent recente, vítima de trauma cranioencefálico (TCE) leve, com Glasgow 15. A princípio, pacientes com TCE leve podem receber alta sem necessidade de complementação diagnóstica, no entanto esse paciente tem dois fatores de risco para hematomas cerebrais, a idade e o uso de clopidogrel, portanto o ideal é realizar uma tomografia de crânio e, se normal, o paciente pode receber alta com segurança. Resposta: alternativa A. Video comentário: 189235 8 -Qual é a principal causa de trauma no idoso? A) Atropelamento. B) Acidente de automóvel. C) Queimadura. D) Queda da própria altura. E) Questão sobre a principal causa de trauma em pacientes idosos... as quedas foram apontadas como a principal causa da ocorrência de trauma em pessoas idosas, seguidas pelo acidente de trânsito e atropelamento. Estudos apontam que, tanto nas quedas, quanto nos acidentes de transporte, os membros inferiores são os mais atingidos, levando ao comprometimento funcional, o que influencia negativamente na qualidade de vida da pessoa idosa e pode acelerar o processo de morte. Os idosos têm maior probabilidade de sofrer quedas devido a fatores relacionados com as alterações fisiológicas inerentes ao processo de envelhecimento além de outros fatores apontados como originário das quedas e, consequentemente, do trauma em pessoas idosas, como por exemplo, a utilização de calçados inadequados, a disposição dos móveis e utilização de tapetes dentro do próprio domicílio, a presença de diversas patologias, dificuldades nos campos da percepção e do equilíbrio, fragilidade do sistema musculoesquelético, diminuição da capacidade individual e consumo de inúmeros medicamentos, especialmente os benzodiazepínicos. Os acidentes de trânsito (automobilístico e atropelamento) também foram referenciados como responsáveis pela ocorrência do trauma em pessoas idosas. Apesar de constituírem as principais causas de morte na população jovem e adulta, as taxas de mortalidade apresentam-se crescentes à medida que a idade avança. Resposta: D. Video comentário: 189236 » » 9 -Qual é o músculo mais frequentemente utilizado para avaliar a sarcopenia no idoso pela tomografia? A) Bíceps. B) Tríceps. C) Psoas. D) Glúteo. E) Sarcopenia é definida por perda de massa muscular e força e/ou performance física e ocorre principalmente em idosos. Sua fisiopatologia está relacionada ao estado de inflamação crónica decorrente do envelhecimento, alterações neurohormonais, sedentarismo e redução tanto da resposta anabólica ao exercício físico como da resposta anabólica à nutrição. Os exames complementares de diagnóstico podem ser divididos em 4 classes: métodos para determinação de massa muscular, aqueles para avaliar a força muscular, para a determinação de performance física e marcadores biológicos. Os métodos para determinação da massa muscular incluem: densitometria, antropometria, análise de impedância bioelétrica, ressonância magnética (RM), tomografia computadorizada (TC), excreção urinária de creatina, ultrassom e tomografia computadorizada periférica quantitativa. A TC e RM são os métodos mais específicos, sendo os padrão-ouro na determinação da massa muscular. Como nos dão a imagem em cortes axiais, sendo o músculo psoas o mais utilizado para esta avaliação, são também excelentes métodos para avaliar a qualidade muscular através da determinação da densidade muscular e infiltração intramuscular de gordura. Resposta: C. Video comentário: 189237 10 -Homem de 20 anos, vítima de ferimento por projétil de arma de fogo com orifício de entrada no quinto espaço intercostal esquerdo, na linha axilar anterior e com projétil palpável em região infraescapular esquerda. Frequência respiratória: 12 irpm; SatO2: 95%; frequência cardíaca: 100 bpm; pressão arterial: 130x90 mmHg. Pulmões: murmúrio vesicular diminuído em base esquerda. Coração: bulhas rítmicas normofonéticas. Abdome: doloroso à palpação, sem sinais de peritonite. Exame proctológico: mamilos hemorroidários e sangue no toque digital. Melhor conduta: A) Tomografia computadorizada de tórax e abdome. B) Laparotomia exploradora. C) Drenagem torácicaà esquerda e observação. D) Toracoscopia. E) Inicialmente o caso pode parecer estranho, mas precisamos lembrar da zona de transição toracoabdominal, que tem como limites superiores anteriormente por uma linha no 4o espaço intercostal e posteriormente a ponta das escápulas, ou 7o espaço intercostal, e como limite inferior o rebordo costal. Nessa área, o trauma penetrante pode lesar tanto o tórax quando o diafragma e o abdome. Portanto, a dor à palpação abdominal e a saída de sangue ao toque retal são sinais de lesão visceral abdominal e indicam a laparotomia exploradora. Resposta: alternativa B. Video comentário: 189238 » » 11 -Homem de 32 anos vítima de queda de moto, dá entrada no serviço de emergência consciente, hipotenso e descorado 2/4+. Não tem achados significativos no exame físico, a não ser uretrorragia e extensa lesão no períneo (foto). Não foi realizado toque retal nem sondagem vesical. Após reanimação volêmica, ficou estável hemodinamicamente. A tomografia computadorizada de corpo inteiro não evidenciou lesões em outros segmentos corpóreos. Na pelve, mostrou fratura do osso sacro e hematoma de pequeno volume; sem imagens sugestivas de sangramento ativo ou blush. Recebeu vacinação antitetânica e antibioticoterapia profilática. Foi encaminhado ao centro cirúrgico. Indique o conjunto de medidas que contempla o tratamento recomendado para este paciente: A) Toque retal seguido de sondagem vesical, limpeza e desbridamento do ferimento perineal, reconstrução dos planos lesados e drenagem com dreno fechado. B) Cistostomia guiada por ultrassonografia, desbridamento e tamponamento do ferimento perineal com compressas e colostomia à Hartmann no sigmoide. C) Uretrocistografia retrógrada para avaliar a necessidade de derivação vesical, hemostasia, desbridamento, limpeza do ferimento, curativo e colostomia em ângulo hepático. D) Cistostomia por técnica aberta, avaliação da integridade do esfíncter anal e da musculatura perineal, para indicar possível amputação de reto, desbridamento e curativo com técnica a vácuo. E) Temos um caso de trauma perineal complexo, sendo o tratamento a hemostasia e o desbridamento das lesões, a limpeza da ferida e a derivação proximal. Aparentemente houve preservação da uretra peniana, por onde podemos realizar uma uretrocistografia retrógrada para avaliação da uretra posterior, cuja lesão indica a derivação vesical e contraindica a sondagem vesical. Podemos observar na imagem que há lesão anorretal, cujo tratamento é a derivação do trânsito gastrointestinal por colostomia em alça. Resposta: alternativa C. Video comentário: 189239 » 12 -Motorista usando cinto de segurança é vítima de colisão de auto X anteparo fixo. Tem dor abdominal à palpação. A tomografia de abdome está representada abaixo. Indique o principal achado observado neste corte tomográfico: A) Lesão de músculos da parede abdominal. B) Blushno mesentério. C) Pneumoperitônio. D) Dissecção de artéria ilíaca direita. E) O trauma abdominal contuso contra anteparo é fator de risco para lesão de órgãos abdominais sólidos, como o baço, o fígado e até mesmo o pâncreas, sendo a lesão de vísceras ocas menos comum. Em pacientes estáveis, a tomografia é o principal método diagnóstico para avaliação dessas lesões. Na imagem dada pela questão, vemos alargamento da musculatura da parede abdominal, que se encontra com áreas hipodensas e limites imprecisos, sugerindo lesão muscular e edema e hematoma parietais. Não há pneumoperitôneo ou líquido livre, as alças intestinais, as artérias ilíacas e o mesentério estão normais e não há outras vísceras que possamos avaliar nessa foto. Assim, o principal achado é a lesão muscular e a resposta, a alternativa A. Video comentário: 189240 13 -Em que situação a hipotensão permissiva não é adequada para o paciente traumatizado? A) Ferimento precordial. B) Trauma abdominal fechado associado a tórax instável (respiração paradoxal). C) Pneumocrânio. D) Trauma pélvico aberto. E) Essa questão pode parecer difícil inicialmente, mas vamos pensar um pouco. A hipotensão permisiva no trauma visa menor perda sanguínea durante a reposição volêmica, menos agressiva, no paciente com choque hipovolêmico. Como pode levar a hipoperfusão, está contraindicada em paciente com trauma cranioencefálico ou raquimedular, pelo risco de agravar a lesão neuronal. Logo, a resposta é a alternativa C. Video comentário: 189242 » » 14 -Qual das alternativas abaixo está correta, em relação aos procedimentos cirúrgicos realizados em ambulatório? A) As biópsias excisionais podem não respeitar as linhas de força da pele, em se tratando de lesões com suspeita de malignidade. B) Devem ser usados anestésicos locais com vasoconstritor em procedimentos como cantoplastias, para redução do sangramento. C) Pequenas lesões cutâneas suspeitas de malignidade devem ser submetidas inicialmente a biopsia, sem se preocupar com a remoção completa da lesão. D) Sintomas neurológicos como convulsões e até parada respiratória são decorrentes de reações alérgicas do paciente aos anestésicos locais. E) Vamos analisar as alternativas: A - Correta: quando há suspeita de malignidade, a prioridade é realizar a biópsia excisional no sentido que permita a excisão ampla futura das margens, se necessário, e não as linhas de força. B - Incorreta: deve-se evitar vasoconstritores nas extremidades. C - Incorreta: a biópsia de lesões cutâneas suspeitas é excisional, removendo toda a lesão e toda a espessura da pele para estadimento. D - Incorreta: anestésicos locais são neurotóxicos e cardiotórxicos e podem causar convulsões e até parada cardiorrespiratória em doses elevadas, mas não por efeito de reação alérgica. Resposta: alternativa A. Video comentário: 189244 15 -Mulher de 67 anos com IMC = 19,9 kg/m2 deu entrada no Serviço de Cirurgia de Emergência referindo dor em região inguinocrural direita há 6 horas, associada a abaulamento não redutível, no mesmo local, e distensão abdominal com desconforto difuso. Exame físico: ausência de cicatrizes; presença de abaulamento com origem abaixo do ligamento inguinal direito, associado a distensão abdominal, com abdome timpânico e ruídos hidroaéreos aumentados, com timbre metálico; dor discreta à palpação profunda do abdome. Com base nessas informações indique a alternativa correta: A) O diagnóstico mais provável é abdome agudo obstrutivo, por hérnia de Spiegel encarcerada. B) A ausência de hiperemia na pele descarta a presença de hérnia estrangulada. C) A região inguinocrural faz parte do orifício miopectíneo de Fruchaud. D) A laparotomia mediana é a primeira opção de via de acesso para abordagem cirúrgica. E) Temos um caso de uma paciente com abdome agudo obstrutivo por hérnia encarcerada abaixo do ligamento inguinal, portanto um hérnia femoral encarcerada, mais comum em mulheres, como a nossa paciente (A incorreta). Não se pode descartar que haja estrangulamento apenas pela ausência de hiperemia, pois esse é um achado pouco específico e a hérnia está encarcerada há algumas horas (B incorreta). A melhor conduta é levar a paciente ao centro cirúrgico para hernioplastia e avaliação da alça encarcerada por inguinotomia, priorizando o fechamento sem tela caso haja sofrimento isquêmico significativo na alça (D incorreta). As hérnias femorais e as inguinais juntas foram as hérnias da região inguinocrural, que é observada por laparoscopia no orifício miopectíneo de Fruchaud, delimitado superiormente pelos músculos transverso do abdome e oblíquo interno, inferiormente pelo ligamento pectíneo (de Cooper), medialmente pelo reto abdominal e lateralmente pelo psoas maior (C correta). Resposta: alternativa C. Video comentário: 189246 » » 16 -Mulher de 59 anos com IMC= 36,6 kg/m2 foi encaminhada ao ambulatório com queixa de abaulamento na parede abdominal, associado a dores e desconforto aos esforços. Ao exame físico, nota-se abaulamento bilateral em linha semilunar, maior à direita, parcialmente redutível, conforme ilustrado na tomografia. A paciente nãotem cicatrizes no abdome. Com base nessas informações assinale a alternativa correta: A) Os defeitos da linha semilunar são mais frequentes junto à área de transição com a linha arqueada. B) Trata-se de hérnia femoral bilateral. C) A tomografia não mostra defeitos da linha semilunar, e sim da linha arqueada de Douglas. D) O tratamento de escolha preconizado é o reforço da parede abdominal com tela de polipropileno em posição préaponeurótica. E) Os defeitos da linha semilunar, uma linha que delimita a borda lateral do músculo reto abdominal, são denominados hérnia de Spiegel (B incorreta) e são mais comuns na transição com a linha arqueada, que marca o ponto que as três aponeuroses do reto abdominal se unem na bainha anterior e não há bainha posterior (A correta). A tomografia retrata bem as duas hérnias laterais ao reto abdominal, portanto na linha semilunar (C incorreta) e o melhor tratamento é a cirurgia, devido ao risco de encarceramento, sendo suficiente a rafia simples do defeito, geralmente pequeno, reservando o uso de tela apenas para os raros casos de defeitos extensos (D incorreta). Resposta: alternativa A. Video comentário: 189249 » 17 -No tratamento dos defeitos herniários incisionais da parede abdominal deve-se dar especial atenção ao tipo e posicionamento das próteses. Com relação a este último item, pode-se correlacionar o desenho esquemático abaixo da seguinte forma: A) (1) - Sublay (pré-peritoneal); (2) - Inlay; (3) - Onlay (pré-aponeurótica); (4) - Sublay (retromuscular). B) (1) - Inlay; (2) - Onlay (pré-aponeurótica); (3) - Sublay (retromuscular); (4) - Pré-peritoneal. C) (1) - Sublay (retromuscular); (2) - Onlay (pré-aponeurótico); (3) - Inlay; (4) - IPOM (Intraperitoneal). D) (1) - Onlay (pré-aponeurótica); (2) - Inlay; (3) - Sublay (retromuscular); (4) - Pré-peritoneal. E) Ótima questão para você lembrar alguns cocneitos sobre o reparo de hérnias incisionais. Vamos analisar cada figura: (1) A tela é posicionada anteriormente à aponeurose, portanto pré-aponeurótica ou ONLAY. (2) A tela é posicionada entre as bainhas do reto, portanto INLAY. (3) A tela está posterior às bainhas anteriores dos músculos reto abdominais, mas anterior às bainhas posteriores e ao peritôneo, portanto retromuscular ou SUBLAY. (4) Por fim, a tela está posterior a ambas as bainhas do reto abdominal, apenas anterior ao fino peritôneo, portanto é pré-peritoneal. Resposta: alternativa D. Video comentário: 189250 18 -Homem de 35 anos, portador de hérnia inguinal esquerda, será submetido a tratamento cirúrgico. É CORRETO afirmar que: A) A técnica de Lichtenstein é caracterizada pelo fechamento sem tensão e colocação de tela pré-peritoneal, sendo a técnica mais comumente utilizada. B) A recidiva pós-cirúrgica de Lichtenstein ocorre mais comumente junto ao púbis. C) A técnica de Stoppa consiste no uso de tela gigante no espaço pré-aponeurótico, abrangendo os dois lados. D) As técnicas com uso de telas sempre requerem o uso de drenos para a prevenção de seroma. E) A técnica de Lichtenstein é o padrão-ouro na cirurgia das hérnias inguinais, permitindo fixação de prótese de polipropileno, sem tensão na linha de sutura, apresentando baixa recidiva, com ampla aplicabilidade, alta precoce e menores custos. Também conhecida como "hernioplastia isenta de tensão" esta técnica utiliza, por inguinotomia, a tela de polipropileno suturada sobre a fáscia transversal, que por si só representa o reparo real e que se aplica em todos os tipos de hérnias inguinais diretas ou indiretas (A errada). Esta técnica rapidamente atingiu o "padrão-ouro" no tratamento das hérnias inguinais devido à característica de ser eficiente, com ampla aplicabilidade, As suas vantagens também incluem tratamento bilateral no mesmo ato sem prejuízo dos resultados tardios e a recuperação das atividades laborativas sem esforços em menor tempo. Seroma é a complicação associada mais comum das herniorrafias mas as técnicas que utilizam telas nem sempre necessitam uso de drenos para sua prevenção (D errada). As recidivas comentadas na literatura são atribuídas, entre outras causas, principalmente à falha técnica da fixação da tela de polipropileno junto ao púbis (B certa). Sobre a técnica de Stoppa, a alternativa diz que consiste no uso de tela gigante no espaço pré-aponeurótico. O que ocorre realmente nesta técnica é incisão mediana infra- umbilical do espaço pré-peritoneal até o tubérculo púbico, com redução do saco herniário e implantação de tela da cicatriz umbilical até o púbis, cobrindo assim a parede posterior das regiões inguinais e hipogástrio (C errada). Resposta: B. Video comentário: 189251 » » 19 -Homem, 55 anos, portador de hérnia incisional volumosa há 10 anos, sem comorbidades. O volume da hérnia representa 40% do conteúdo abdominal. Foi submetido a hernioplastia incisional, com realização de fechamento primário das aponeuroses sob grande tensão e colocação de tela pré-aponeurótica. A cirurgia teve duração de 4 horas e durante o ato operatório foram infundidos 5 litros de solução cristaloide e 1 unidade de concentrado de hemácias. Foi encaminhado para recuperação pós-anestésica extubado, com frequência cardíaca de 80 bpm, pressão arterial de 130 x 80 mmHg, sem uso de drogas vasoativas. No primeiro dia de pós-operatório, evoluiu com dispneia, sendo necessária intubação e ventilação mecânica. Necessitou de ventilação com pressão positiva e PEEP com valores crescentes, sendo difícil manter o volume corrente. O abdome estava tenso, frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial de 90 x 60 mmHg, diurese de 100 ml em 6 horas. É CORRETO afirmar: A) Deve fazer angiotomografia de tórax com urgência, para investigar tromboembolia pulmonar. B) A insuficiência renal que parece estar se instalando deve-se ao pouco volume recebido durante a cirurgia. C) A taquicardia, a hipotensão e a distensão abdominal sugerem fortemente sangramento abdominal agudo. D) Devem ser iniciadas com urgência medidas para baixar a pressão intra-abdominal. E) Aqui, sabemos que a hérnia era muito volumosa, com 40% do volume abdominal apresentando perda de domicílio, portanto o retorno desse volume à cavidade abdominal associado ao edema das alças com a grande quantidade de volume infundido na cirurgia, resultaram em hipertensão intra-abdominal com síndrome compartimental abdominal, insuficiência respiratória e insuficiência renal. Assim, a melhor conduta nesse momento são medidas para reduzir a pressão intra-abdominal, como diuréticos, restrição de líquidos, analgesia, sedativos e, como há disfunção orgânica, indpendente da medida da pressão intra-abdominal (aferida pela pressão vesical), indicar laparotomia. Resposta: alternativa D. Video comentário: 189253 20 -Homem de 59 anos vem ao pronto-socorro queixando-se de cólicas abdominais difusas de forte intensidade há 3 dias. Refere náuseas e vômitos desde então. O quadro é acompanhado de parada de eliminação de gases e fezes. Refere alteração do hábito intestinal há 6 meses, tendo tratado com fitoterápicos. Nega emagrecimento ou doenças associadas. Não faz uso de medicamentos. Nega cirurgias anteriores. Está em regular estado geral, desidratado +, descorado ++, anictérico, eupneico e afebril. Não tem anormalidades no exame cardiorrespiratório. O abdome é distendido, flácido e doloroso difusamente. Não tem sinais de irritação peritoneal nem massas palpáveis ou visceromegalias. Os ruídos hidroaéreos estão um pouco aumentados, mas sem timbre metálico. Toque retal: fezes na ampola retal, sem lesões tocáveis. Os exames laboratoriais iniciais mostram discreta anemia e função renal normal, sem distúrbios hidroeletrolíticos ou acidobásicos. Inicia-se hidratação com solução isotônica e é passada sonda nasogástrica. Imagens da tomografia realizada na oportunidade. Indique a terapêutica recomendada. A) Laparotomia com proposta de colostomia em alça em ângulo hepático do cólon. B) Tratamento clínico por 48 horas, pois a maioria dos casos de obstrução intestinal não complicada por bridas respondefavoravelmente. C) Colonoscopia para tentativa de desfazer provável volvo de sigmoide. D) Hemicolectomia direita com ileotransverso anastomose. E) Esse caso aborda um paciente com abdome agudo obstrutivo e alguns elementos na história sugestivos de neoplasia colorretal, como a alteração do hábito intestinal e a anemia. Quando analisamos a imagem tomográfica apresentada, vemos distensão importante de alças de delgado e de estômago, com alças de cólon finas e uma massa heterogênea em topografia de cólon direito, onde não há luz intestinal, portanto uma lesão obstrutiva. Diante desse quadro de obstrução intestinal por tumor de cólon direito, a melhor conduta é a hemicolectomia direita com ileotransversoanastomose. Resposta: alternativa D. Video comentário: 189260 » » 21 -Homem de 24 anos, com IMC = 20 kg/m2, vem ao pronto-socorro queixando-se de dor abdominal em pontada, na fossa ilíaca direita, há cerca de oito dias. Refere que nunca havia tido quadro semelhante e que sentiu fortes dores no epigástrio antes que a dor se localizasse em quadrante inferior direito do abdome. Nega doenças ou cirurgias prévias. Não tem antecedentes epidemiológicos infectocontagiosos, mas convive com vários cães em sua residência. Nega náuseas, vômitos, diarreia, anorexia, disúria ou emagrecimento. Nega sangramentos digestivos. Conta que no dia anterior foi atendido em outro serviço, onde foi realizada tomografia de abdome. Está em bom estado geral, com sinais vitais normais, anictérico, eupneico, hidratado, sem adenomegalias. Temperatura axilar = 37,8ºC e retal = 38,5ºC. O exame cardiorrespiratório é normal. No exame abdominal, nota-se abaulamento à inspeção estática, em fossa ilíaca direita. O abdome é flácido, palpando-se tumoração pouco dolorosa em fossa ilíaca direita, de cerca de 8 cm. Não tem sinais de irritação peritoneal. Os ruídos hidroaéreos estão presentes e normais. O toque retal é normal. Apresenta leucocitose com desvio à esquerda, sem eosinofilia, com monócitos normais, sem linfocitose. O valor da PCR é elevado. A tomografia está ilustrada abaixo. Qual o diagnóstico mais provável? A) Doença de Crohn. B) Neoplasia de ceco. C) Toxocaríase (infestação por Toxocara canis). D) Apendicite aguda. E) Frente a um quadro de dor abdominal em FID, em um paciente do sexo masculino, devemos sempre pensar em apendicite aguda. Ainda mais com essa história de dor que se inicia em região periumbilical e migra para FID. A TC, que foi solicitada de maneira correta, devido o tempo de evolução, só corrobora a nossa suspeita e ainda nos demonstra a presença de um abscesso. Gabarito D. Video comentário: 189424 » 22 -Há 14 semanas, homem de 51 anos teve diagnóstico de pancreatite aguda idiopática. Ficou internado por uma semana e recebeu alta, mas desde então, vem apresentando anorexia, vômitos e intolerância à ingestão de qualquer dieta, o que motivou o retorno ao prontosocorro. Está hemodinamicamente estável e sem leucocitose. Foi passada sonda em posição pós-pilórica para nutrição enteral. A tomografia encontra-se ilustrada abaixo. Qual o tratamento recomendado neste caso? A) Observação clínica. B) Drenagem percutânea. C) Cistogastroanatomose. D) Debridamento retroperitoneal. E) Paciente com história de pancreatite aguda há 14 semanas, ou seja, há mais de 4-6 semanas, que se apresenta com queixa de anorexia, vômitos e intolerância a ingesta alimentar, o que configura um quadro de DISFAGIA. Foi investigado com TC que identifica uma lesão cística nas adjacências do pâncreas, lesão esta que é grande que exerce efeito de massa sobre o estômago, o que justifica o quadro atual. Frente a isso, devemos pensar em psudocisto de pâncreas. Na maioria das vezes a conduta é conservadora, salvo naqueles pacientes sintomáticos ou que apresentam alguma complicação. Nestes casos, a conduta ideal é a drenagem endoscópica, transgástrica deste cisto. Gabarito C. Video comentário: 189427 23 -Mulher de 56 anos vem ao pronto-socorro com dor abdominal, náuseas e vômitos há 3 dias. O abdome não tem sinais de irritação peritoneal ou cirurgias anteriores, mas apresenta distensão e timpanismo acentuados. A radiografia de abdome sugere obstrução de delgado. Inicialmente, foi submetida a sondagem nasogástrica e hidratação intravenosa. Os exames laboratoriais após este tratamento estão dentro na normalidade. Qual deve ser o próximo passo na condução do caso? A) Videolaparoscopia diagnóstica. B) Tomografia de abdome com contraste endovenoso. C) Trânsito intestinal. D) Ultrassonografia de abdome. E) Estamos diante de uma síndrome de obstrução intestinal. Repare a presença de distensão e timpanismo abdominal. Outro dado importante, é que a paciente não apresenta cirurgia abdominal prévia e está bem clinicamente e sem irritação peritoneal. Nesses casos, podemos tentar inicialmente uma conduta conservadora. A Rotina de abdome agudo sugere obstrução ao nível de delgado. Mas como não pensamos em brida, e a paciente não apresentou melhor, devemos seguir a investigação com a tomografia computadorizada. Gabarito B. Video comentário: 189434 » » 24 -Mulher de 24 anos, grávida de 31 semanas, apresenta quadro típico de colecistite aguda. É correto afirmar: A) Trabalho de parto prematuro nesta idade gestacional é menos comum do que no segundo trimestre da gravidez. B) Colangiografia intraoperatória está associada a maior risco de óbito fetal. C) Colecistectomia aberta deve ser a abordagem preferencial na gestante. D) A gravidez como fator isolado não aumenta a morbidade da colecistectomia. E) Em relação a colecisite aguda na gestante: A- incorreta: o risco de trabalho de parto prematuro é maior no terceiro trimestre. B- incorreta: quando indicada, a colangiografia pode ser realizada, sem acarretar em aumento no risco de óbito fetal. C- incorreta: seja gestante ou não gestante, a abordagem ideal é a videolaparoscópica. D- correta: a ocorrência mantém incidência semelhante entre gestantes e não gestantes. Gabarito D. Video comentário: 189447 25 -Homem de 35 anos com diabetes melito dá entrada no serviço de emergência referindo que há 10 dias vem apresentando vermelhidão e dor na coxa direita (vide foto abaixo), associados a mal-estar geral e febre de 38,5ºC. Foram colhidas amostras de sangue para exames laboratoriais e hemocultura. Com a chegada dos resultados dos exames, foram corrigidos os distúrbios hidroeletrolíticos. Qual é o tratamento recomendado neste caso? A) Drenagem de abscesso de coxa e oxigenioterapia hiperbárica. B) Antibioticoterapia específica para estreptococo piogênico e seguimento por 48 a 72 horas, para ver se a área demarcada na foto regride. C) Antibioticoterapia empírica e desbridamento cirúrgico. D) Tomografia da coxa para orientar drenagem percutânea de abscesso profundo. E) Questão muito interessante. Repare na imagem a presença de franca indecção de partes moles, em um paciente diabético. Nnehuma dúvida que devemos fazer o debridamento cirúrgico desta lesão. Agora, e em realção ao uso de antobiótico? Neste caso, ele está indicado. O paciente apresenta FEBRE e analisando a imagem, conseguimos perceber uma celulite extensa ao redor da lesão. Melhor resposta letra C. Video comentário: 189454 » » 26 -Homem de 22 anos foi vítima de agressão por arma branca em hemitórax direito. Foi intubado na cena e sedado para transporte aéreo. Sinais vitais na sala de emergência: pressão arterial de 100 x 70 mmHg; frequência cardíaca de 95 bpm; pulso rítmico; SatO₂ de 100%; frequência respiratória de 16 ipm com auxílio de ventilação mecânica; e Glasgow Coma Score 6T. Está descorado (+); enchimento capilar: < 3 segundos. Tórax: ferimento é mostrado na foto abaixo; expansibilidade e murmúrio vesicular diminuídos na base direita. Abdome: plano, flácido, ruídos hidroaéreos presentes; avaliação da dor prejudicada pela sedação. Radiografia de tórax (AP na maca): discreto velamento difuso do hemitórax direito, sem pneumotórax. Demais estruturas sem anormalidades. Qual a conduta recomendada neste caso?A) Limpeza e sutura do ferimento; manter em observação. B) Drenagem pleural à direita, seguida de videotoracoscopia. C) Drenagem pleural à direita, seguida de videolaparoscopia. D) Limpeza e sutura do ferimento, drenagem pleural à direita e nova radiografia de tórax. E) Ótima questão e que aborda questões atuais sobre o trauma. Vamos por partes: O paciente tem uma lesão na transição toraco-abdominal à direita. A grande dúvida é, esta lesão está restrita ao tórax ou atingiu a cavidade abdominal. Em relação a lesão torácica, não devemos fazer o simples fechamento devido o risco de evolução para pneumotórax hipertensivo. Por isso, a drenagem é inidada e, como o paciente se encontra estável hemodinamicamente, para avaliarmos o abdome e o diafragma, a conduta ideal é a realização de uma videolaparoscopia. Gabarito C. Video comentário: 189464 » 27 -Mulher de 35 anos é levada ao serviço de emergência com histórico de tentativa de suicídio, pulando do 3º andar de um edifício. Apresenta hematoma em região plantar do pé direito. Que outra lesão traumática está frequentemente associada ao tipo de fratura ilustrada na radiografia abaixo? A) Fratura de ossos da mão. B) Fratura de coluna vertebral. C) Ruptura de bexiga. D) Trauma hepático. E) Para começar… Qual é o diagnóstico? Bem, baseado na clínica e na radiografia parece que estamos diante de um caso de fratura de calcâneo extra-articular. Assim, vale lembrar que: As fraturas do calcâneo são as mais frequentes nos ossos do tarso; Representam 2% de todas as fraturas; As fraturas intra-articulares deslocadas representam 60% a 75% de todas as fraturas do calcâneo; As fraturas intra-articulares de calcâneo são responsáveis por 90% das complicações decorrentes destas fraturas; 10% dos pacientes apresentam fraturas de coluna vertebral associada e 26% apresentam outras lesões de membros inferiores. Resposta: letra B. Video comentário: 189469 28 -Considerando-se o tratamento do melanoma cutâneo, qual das seguintes caraterísticas possui maior relevância no prognóstico? A) Ulceração. B) Posição acral. C) Mitoses. D) Linfonodo sentinela positivo. E) A presença de metástase linfática (a partir de N1) já nos indica um estágio III.Os achados como localização em cabeça, pescoço e tronco, ser do sexo masculino, idade > 60 anos, intensidade de infiltração linfocitária, regressão tumoral, tipo histológico, índice mitótico, microssateliose, tipo celular predominante, marcadores imuno-histoquímicos e citomorfometria nucleolar, são todos fatores de pior prognóstico, mas linfonodo sentinela positivo é aquele que mais altera o prognóstico. Gabarito D. Video comentário: 189472 » » 29 -Mulher de 46 anos refere massa abdominal em flanco e hipocôndrio direito há 1 ano e 6 meses, de crescimento progressivo, acompanhada de desconforto abdominal, principalmente pós-prandial e empachamento. Nega febre, perda de peso, náuseas, vômitos ou alteração do hábito intestinal. CA19-9: 230 U/mL. Fez a ressonância magnética de abdômen ilustrada a seguir (T2). Qual é o diagnóstico mais provável? A) Cisto hidático do fígado. B) Cisto hepático simples. C) Cisto adenocarcinoma hepático. D) Cisto hemorrágico traumático. E) Imagem em T2: antes de respondermos a questão, veja esta dica. Na RM para sabermos se estamos diante de um corte em T1 ou em T2, devemos avaliar a água. Se onde houver líquido estiver escuro, é T1. Agora, se brilhar, ficar branco onde tiver líquido. a imagem esta em T2. Temos uma imagem, em abdome superior, de conteudo líquido e homogênio, sem septações, o qu enos faz pensar em cisto simples. O cisto hidático, o cistoadenoma e o tumor neuroendócrino metastático são os principais diagnósticos diferenciais. Uma parede espessa ou nodular levanta a suspeita de um cistadenoma, mas também pode representar uma hemorragia dentro do cisto. A complicação mais comum é a hemorragia intracística, mas, no geral, as complicações são raras. Logo, gabarito letra B Video comentário: 189475 30 -Sobre a apendicectomia laparoscópica, é CORRETO afirmar: A) Não está indicada em obesos com IMC > 55 kg/m², devido ao aumento do risco de abscessos na cavidade abdominal. B) Apendicites com gangrena ou perfuração com pneumoperitônio são consideradas situações mandatórias para conversão. C) O coto apendicular pode ser tratado com clipes de titânio ou de polímero. D) A lavagem peritoneal deve ser evitada, pelo aumento do risco de infecção. E) Em relação a apedicectomia videolaparoscópcia. A- incorreta: muito pelo contrário, ela ganha importância no paciente obeso. As cirurgias abertas são extremamente difíceis neste tipo de paciente. B- incorreta: vamos lembrar que a grande contraidicação para a videolpaproscopia chama-se instabilidade hemodinâmica. Nos casos de peritonite difusa, se o paciente está estável, o ideal é realizar a abordagem laparoscócipa. C- correta: além dos clipes, que só devem ser utilizados para os cotos mais finos, podemos utilizar grampeadores, ou até mesmo fio. D- incorreta: muito pelo contrário, uma das vantagens da videolaparoscopia é justamente o fato de podermos avalair os 4 quadrantes e, se necessário, realizar a limpeza desses quadrantes. Logo, gabarito letra C. Video comentário: 189478 » » 31 -Homem de 50 anos com diagnóstico de melanoma extensivo superficial em dorso, Breslow = 1,8 mm, Clark IV, diagnosticado por biópsia excisional, foi submetido a ampliação das margens e pesquisa de linfonodo sentinela, sem intercorrências. O exame anatomopatológico demonstrou: 1. Ampliação de margens: ausência de neoplasia residual; fibrose cicatricial. 2. Linfonodo sentinela axilar direito: metástase em 1 linfonodo ressecado. Foi então submetido a linfadenectomia axilar direita, com o seguinte achado anatomopatológico: 1. Produto de linfadenectomia axilar: metástase em 3 linfonodos de 14 analisados. 2. Tamanho da maior metástase: 8 mm; extensão extracapsular: presente. Qual deverá ser o próximo passo no tratamento recomendado deste paciente? A) Linfadenectomia axilar esquerda. B) Quimioterapia adjuvante. C) Radioterapia adjuvante. D) Seguimento clínico com exames de imagem. E) O assunto melanoma é obrigatório para qualquer candidato. A conduta vai depender do estadiamento da lesão. O tratamento ideal é a ressecção cirúrgica e, dependendo do estadiamento, acrescentamos algum procedimento a ressecção, seja adjuvância ou até mesmo linfadenectomia. O tumor tem Breslow de 1,8, ou seja, maior do que 1 e Clarck IV (inasão até a derme reticular). Como o linfonodo sentinela foi positivo, a linfadenectomia foi devidamente indicada. Observou-se 3 linfonodos regionais acometidos, ou seja, N2 e, consequentemente, no mínimo estágio III. Ou seja, temos indicação de adjuvância sistêmica (indicada nos estágio IIB, IIC e III). Gabarito B. Video comentário: 189572 32 -Mulher de 48 anos apresenta a seguinte lesão melanocítica: Qual é a melhor maneira de realizar o diagnóstico histopatológico? A) Biópsia incisional com punch. B) Biópsia por punção aspirativa com agulha fina(PAAF). C) Biópsia excisional sem margens. D) Não há indicação de biópsia, mas sim de cirurgia radical, com margens de 2 cm. E) Veja o tamanho da lesão apresentada. Impossível partirmos para uma biópsia excisional sem a análise prévia e o devido conhecimento histológico. Analisando as opções: PAAF: não dá o diagnóstico histopatológico, mas sim citológico. Como vimos, a biópsia excisional não é a melhor opção. Ficamos com a letra A, biópsia incisional com punch: na biópsia punch o removemos uma amostra mais profunda, utilizando um cilindro cortante, que atravessa várias camadas da pele, incluindo a derme, epiderme, e a parte superior do tecido celular subcutâneo. É a biópsia queridinha dos dermatologistas. Gabarito letra A. Video comentário: 189583 » » 33 -Homem de 61 anos procura o serviço de urgência com história de vômitos com sangue vivo e evacuações com fezes escurecidas há 3 horas. Refere episódio semelhante há 2 anos, quando foi feitodiagnóstico de doença varicosa de esôfago, secundária a hipertensão portal por esquistossomose. Não fez seguimento médico desde então. Está em regular estado geral, descorado 2+/4, afebril, acianótico e anictérico. Abdome globoso, com sinais de ascite e circulação colateral em parede abdominal. Endoscopia: cordões varicosos esofágicos de médio calibre, com sangramento ativo em um cordão, e gastropatia congestiva intensa, com sinais de sangramento. Feita ligadura elástica do cordão sangrante. É correto afirmar: A) Em caso de ressangramento, este paciente tem indicação de repetir a endoscopia, para ligadura elástica das varizes e tratamento da gastropatia com argônio. B) TIPS é uma boa opção terapêutica, no caso de sangramento refratário a terapêutica medicamentosa e endoscópica. C) Está indicada profilaxia secundária com carvedilol, após estabilização clínica. D) Para melhor visualização, o paciente deve receber eritromicina antes da endoscopia. E) Em relação a abordagem de uma hemorragia digestiva: A- incorreta: a nova EDA deve ser realizada s eo paciente estiver estável hemodinamicamente. No entanto, a gastropatia não é tratada com argônio. B- incorreta: o ideal é tentar uma nova EDA. Se o paciente estiver instável, pensamos no balão de compressão. O TIPS é sim uma das opções, mas a EDA pode ser tentada novamente. C- incorreta: a profilaxia secundária é com beta bloqueio e ligadura elástica. D- correta: a eritromicina auxilia no esvaziamento gástrico. Gabarito D. Video comentário: 189592 34 -Mulher de 75 anos, usuária de antiagregante plaquetário por insuficiência coronariana e vascular periférica, procura o pronto-socorro com queixa de fraqueza e adinamia, associadas a evacuações escurecidas, há quatro dias. Refere que há um dia apresentou evacuação com sangue vivo misturado nas fezes. Estava usando de anti-inflamatório havia duas semanas, por dor em membro inferior direito. No momento, está em regular estado geral, descorada 3+/4, afebril, acianótica e anictérica. Frequência cardíaca de 120 bpm; Pressão arterial de 80x50 mmHg; enchimento capilar: > 3 segundos. Toque retal: sangue vivo. É correto afirmar: A) Se o sangramento for por doença péptica, deve ser feita pesquisa de H. pylori. B) Deve ser administrado omeprazol, 40 mg por via endovenosa, após a definição de se tratar de provável úlcera péptica. C) A escleroterapia com adrenalina é o tratamento de escolha para as úlceras classificadas como Forrest IA, IB e IIA. D) Em caso de ressangramento após a terapêutica endoscópica inicial, o procedimento cirúrgico é o tratamento de eleição. E) Paciente apresenta um quadro de melena, história de uso de AINE's e anticoagulante. Paciente com perda volêmica já comrepercussões hemodinâmicas. A- Correta: na presença de DUP, sempre devemos investigar e erradicar o H. pylori caso seja positivo. Justamente para evitar a recidiva. B- Incorreta: iniciado com uma dose de ataque em bolus associada à bomba de infusão contínua por 72h (ex.: omeprazol, bolus de 80 mg seguido de infusão de 8 mg/h). C- Incorreta: nas lesões IA, IB e IIA, devemos pensar na terapia combinada: injeção de epinefrina seguida de termocoagulação. Considerar hemoclipes nos sangramentos em jato D- Incorreta: podemos tentar uma nova endoscopia antes do procedimento cirúrgico. Gabarito letra A. Video comentário: 189600 » » 35 -No trauma esplênico a angioembolização é a conduta recomendada em que tipo de paciente? A) Paciente hemodinamicamente normal com lesão esplênica grau III, com extravasamento de contraste para a cavidade peritoneal e instabilidade hemodinâmica ao retornar da tomografia. B) Paciente hemodinamicamente normal com lesão esplênica grau IV, com extravasamento intraparenquimatoso de contraste. C) Paciente hemodinamicamente normal com lesão esplênica grau II, sem extravasamento intraparenquimatoso de contraste. D) Paciente hemodinamicamente normal com lesão esplênica grau III, sem extravasamento de contraste e com ruptura intraperitoneal de bexiga. E) Cada vez menos se indica a terapia cirurgica para os pacientes vítimas de trauma abdominal. Um exêmplo é a lesão esplênica. De maneira clássica, a cirurgia era indicada para aqueles pacientes grau IV e V. No entanto, atualmente, naqueles pacientes com lesão grau IV, mas que se encontram estáveis hemodinamicamente, podemos tentar a terapia com angioembolização. Gabarito B. Video comentário: 189607 36 -Homem de 48 anos apresenta hematoquezia há 3 meses. Ao exame proctológico apresenta lesão vegetante, friável ao toque em parede anterior do reto. Retosigmoidoscopia rígida mostra lesão vegetante a 6cm da borda anal, não estenosante. Relatório anatomopatológico confirmou adeonocarcinoma bem diferenciado. Quais exames de estadiamento devem ser solicitados nesse momento? A) Tomografia de tórax, abdome e pelve, colonoscopia completa. B) Tomografia de tórax, abdome e pelve, enema opaco e dosagem de CEA. C) Tomografia de tórax e abdome, colonoscopia completa e ressonância magnética de pelve. D) Tomografia de tórax, abdome e pelve, colonoscopia completa e laparoscopia. E) Para o estadiamento de adenocarcinoma de reto, devemos avaliar bem o T e o N, pois são eles quem definem a estratégia de tratamento. Assim, a ressonância magnética de pelve deve ser solicitada para avaliarmos bem a profundidade da lesão (T) e o acometimento de linfonodos regionais (N). Já para a avaliação de metástases (fígado e pulmão) e de tumores sincrônicos, devemos solicitar uma TC de tórax e abdome e uma colonoscopia, respectivamente. Resposta: letra C. Video comentário: 189618 » » 37 -Homem de 48 anos apresenta hematoquezia há 3 meses. Ao exame proctológico apresenta lesão vegetante, friável ao toque em parede anterior do reto. Retosigmoidoscopia rígida mostra lesão vegetante a 6cm da borda anal, não estenosante. Relatório anatomopatológico confirmou adeonocarcinoma bem diferenciado. Os exames de estadiamento não evidenciam metástases. A sequência de tratamento recomendado é: A) Retosigmoidectomia com colostomia terminal B) Retosigmoidectomia com anastomose primária seguida de quimio e radioterapia C) Quimioterapia e radioterapia seguidos de retossigmoidectomia com anastomose primária D) Retossigmoidectomia com anastomose primária E) No geral, as indicações de tratamento neoadjuvante com QT e RT para o cânceres de reto são: - Estadiamento clínico T3, T4 e/ou N positivo; - Invasão do mesorreto (pois aumenta a possibilidade de recidiva local); - Tumores de reto baixo (pois há uma tentativa de diminuir a massa tumoral e poupar o esfíncter anal na cirurgia). Logo, o ideal aqui é a RT e QT neoadjuvantes seguida da retossigmoidectomia com anastomose primária. Resposta: letra C. Video comentário: 189623 38 -O megacólon chagásico ainda é uma afecção comum no nosso meio. Sobre essa doença, assinale a alternativa correta: A) O tratamento inicial do volvo no megacólon é a sua distorção com auxílio de retossigmoidoscópio ou colonoscopia. B) O tratamento cirúrgico deve ser prontamente proposto no momento do seu diagnóstico. C) Neste caso não há necessidade de investigação de acometimento em outros órgãos devido à doença de Chagas. D) A incontinência anal é manifestação frequentemente associada nessa afecção. E) No megacólon chagásico espera-se constipação e formação de fecaloma (D errada). Todo portador de colopatia chagásica deve ser investigado quanto à presença de outras lesões de órgão-alvo da doença de Chagas, especialmente cardiopatia (que pode contraindicar ou atrasar o tratamento cirúrgico da doença no cólon) - B e C erradas. Enfim, uma das complicações da colopatia chagásica é a obstrução por volvo de sigmoide, que inicialmente - na ausência de sinais de perfuração - deve ser tratada da forma convencional, isto é, distorção retossigmoidoscópica ou colonoscópica. Resposta certa: A. Video comentário: 189628 » » 39 -O condiloma causado pelo HPV (human papiloma vírus) é uma doença sexualmente transmissível bastante frequente. Sobre essa afecção,assinale a alternativa correta: A) A região anal é raramente acometida. B) O tratamento sistêmico é a primeira etapa do tratamento do condiloma anal. C) Os sorotipos 16 e 18 representam a causa mais comum de carcinoma espinocelular do canal anal. D) O seguimento após ressecção somente é necessário quando há associação de lesão genital e anal. E) Questão sobre o HPV! Letra A: A região anal é bastante acometida, principalmente em pacientes que realizam relação sexual por via anal desprotegida. INCORRETA Letra B: A primeira etapa é a o tratamento local (ressecção) do condiloma. INCORRETA Letra C: Conceitual e CORRETA. Letra D: Negativo. O seguimento após a ressecção é necessário independente de haver associação de lesões anais e genitais. INCORRETA Resposta: letra C. Video comentário: 189631 40 -Mulher de 47 anos obesa há 22 anos com muitas tentativas de tratamento medicamentoso e dieta para redução do peso sem sucesso. Apresenta diabetes mellitus medicada com insulina há 8 anos. Atingiu o IMC de 39 kg/m2, sendo indicado o tratamento cirúrgico. Durante o preparo pré-operatório com orientação nutricional perdeu peso e chegou ao IMC atual de 34 kg/m2. A conduta recomendada neste caso é: A) Manter a indicação do tratamento cirúrgico com o desvio gástrico em Y de Roux. B) Suspender o tratamento clínico com insulina e quando recuperar o peso inicial indicar a gastrectomia vertical. C) Aconselhar ganho de peso para atingir IMC elegível ao tratamento cirúrgico. D) Paciente sem indicação de cirurgia bariátrica nesse momento, orientada para tratamento endoscópico com balão intragástrico. E) Paciente com melhora do peso porém mantendo-se dentro da faixa de indicação de cirurgia metabólica. E quais são as indicações para cirurgia metabólica? - IMC entre 30 e 35 (acima de 35 já entra no critério da cirurgia bariátrica); - DM refratária ao tratamento clínico, com diagnóstico a pelo menos 2 anos e menos de 10 anos; - Idade entre 30 e 70 anos. Fiquem atentos: nunca será indicado aumentar peso ou aguarda aumento de peso para indicar cirurgia! Video comentário: 189636 » » 41 -Paciente submetido a gastroplastia redutora há 2 anos apresenta reganho de 80% do excesso de peso perdido. A conduta pertinente nesse momento é: A) Investigação de alterações anatômicas do procedimento anterior. B) Abordagem multidisciplinar para tentativa de perda de peso, sem necessidade de maiores investigações. C) Deve-se propor cirurgia revisional sem necessidade de qualquer investigação complementar. D) Não se pode afirmar que há reganho de peso, uma vez que para isso deve-se reganhar 100% do excesso de peso perdido. E) Paciente com gastroplastia redutora (Sleeve), apresentando reganho de peso. Qual a primeira hipótese? Alterações anatômicas! Precisamos verificar o tamanho do pouch gástrico, que pode ter apresentado diltação, além de avaliar a adequação da calibração da gastrectomia e se houve ressecção adequada do fundo gástrico. Como investigar? Endoscopia digestiva alta, EED (estudo contrastado de esôfago-estômago-duodeno) e tomogragia computadorizada com volumetria. Video comentário: 189639 42 -Paciente de 38 anos em 7o pós-operatório de gastrectomia vertical por laparoscopia vem ao pronto socorro com queixa de alteração no aspecto do dreno abdominal colocado durante o procedimento cirúrgico. Ao exame físico apresenta-se em bom estado geral, com frequência cardíaca = 80bpm, PA: 120x80mmHg, sem dor abdominal, e secreção amarelada no dreno. Foi realizado teste de azul de metileno que corou a bolsa coletora do dreno. Qual a melhor conduta para o caso nesse momento? A) Indicar reoperação para conversão para by-pass gástrico em Y-de-Roux. B) Indicar tomografia de abdome para auxiliar na definição da conduta. C) Indicar reoperação imediata para limpeza de cavidade abdominal e rafia de fístula. D) Indicar tomografia de abdome e reoperação para limpeza de cavidade abdominal com drenagem com dreno mais calibroso. E) Temos uma paciente submetida a uma gastrectomia verticical ou cirurgia de Sleeve. Ela retorna com 7 dias de operada queixando-se de saída de secreção amarelada pelo dreno. Será que há uma fístula na linha de sutura do estômago? É bem possível… Então, o que fazer? Certamente uma Tc de abdome para estudaremos melhor o caso, uma vez que a paciente está plenamente estável. Resposta: letra B. Video comentário: 189643 » » 43 -Mulher de 38 anos com queixa de pirose intensa que melhora parcialmente após uso de inibidor de bomba de prótons em dose plena. Refere alguns episódios de dificuldade para ingestão de alimentos sólidos. Realizou endoscopia digestiva alta na Unidade Básica de Saúde que revelou esofagite Grau C na classificação de Los Angeles. Realizou radiografia contrastada do esôfago, estômago e duodeno que mostrou hérnia de hiato por deslizamento de 4 cm de extensão. Proposto tratamento cirúrgico pela insuficiência do tratamento clínico. Qual a conduta recomendada? A) Hiatoplastia com fundoplicatura laparoscópica sem necessidade de outros exames subsidiários, já que paciente foi investigada com endoscopia digestiva alta. B) Deve-se solicitar manometria esofágica e em função do resultado do exame, hiatoplastia com fundoplicatura laparoscópica na sequência. C) O tratamento cirúrgico não está indicado, pois houve resposta clínica satisfatória com uso de medicação oral. D) Deve-se solicitar estudo do esvaziamento esofágico por cintilografia com refeição marcada para se afastar diagnóstico de megaesôfago. E) Se houvesse megaesôfago este teria sido visto na seriografia esôfago-estômago-duodeno (D errada). Não houve resposta satisfatória ao IBP em dose plena, uma vez que a melhora sintomática é parcial e existe esofagite importante a despeito do tratamento (C errada). Antes de realizar uma cirurgia antirrefluxo é mandatório confirmar o diagnóstico de DRGE com pHmetria e realizar manometria esofagiana a fim de determinar o grau de competência motora do esôfago, o que pode influenciar na escolha pelo tipo de fundoplicatura a ser realizada. Logo, resposta certa: B. Video comentário: 189648 44 -Homem de 60 anos tabagista 30 maços/ano, etilista social e disfagia realizou endoscopia digestiva alta que mostra lesão ulcerada à 20cm de arcada dentária superior, acometendo 2/3 da circunferência do órgão. Apresenta-se em bom estado geral. Quais exames de estadiamento devem ser realizados para o caso em questão? A) Tomografia de tórax, abdome e pelve e PET- CT de corpo inteiro. B) Tomografia de pescoço, tórax, abdome e pelve e laparoscopia. C) Tomografia de pescoço, tórax, abdome e pelve e PET-CT de corpo inteiro. D) Tomografia de pescoço, tórax, abdome e pelve, PET-CT de corpo inteiro e laringotraqueobroncoscopia. E) Estamos frente a um caso de CA de esôfago, provavelmente um carcinoma escamoso (paciente tabagista e etilista com lesão ulcerada em 1/3 PROXIMAL do órgão - os primeiros 26 cm após a arcada dentária representam o limite do 1/3 superior). No estadiamento pré-op é mandatório realizar exame de imagem (de preferência TC) do tórax, abdome e pelve, a procura de metástase a distância, além de exame de imagem cervical e broncofibroscopia, para avaliar invasão locorregional. O PET-CT pode ser associado, se disponível, a fim de complementar a pesquisa de metástase a distância. Melhor resposta: D. Video comentário: 189653 » » 45 -Homem de 60 anos tabagista 30 maços/ano, etilista social e disfagia realizou endoscopia digestiva alta que mostra lesão ulcerada à 20 cm de arcada dentária superior, acometendo 2/3 da circunferência do órgão. Apresenta-se em bom estado geral. Após exames de estadiamento, foi indicado tratamento com neoadjuvância. Ao reestadiamento foi constatada resposta clínica completa, mantendo-se em bom estado nutricional. A conduta recomendada agora neste caso é: A) Seguimento ambulatorial rigoroso com exames de reestadiamento a cada 6 meses nos 2 primeiros anos de acompanhamento. B) Ressecção endoscópica do local acometido para confirmação patológicada resposta clínica completa. C) Esofagectomia por toracoscopia com linfadenectomia e reconstrução com tubo gástrico. D) Esofagectomia trans-hiatal e reconstrução com tubo gástrico e anastomose intratorácica. E) Trata-se de paciente com carcinoma escamoso de esôfago (tabagista, etilista, com lesão em 1/3 proximal - os primeiros 26 cm após arcada dentária)... Após estadiamento inicial foi indicado neoadjuvância, isto é, tratamento radioquimioterápico pré-operatório, cujo intuito é "de-estadiar" o tumor, de modo a permitir uma ressecção R0 posteriormente... Pois bem, o enunciado dá a entender que a estratégia foi inicialmente bem-sucedida, estando indicado, por conseguinte, partir para a ressecção. No caso dos tumores localizados em 1/3 proximal o procedimento consiste numa esofagectomia total acompanhada de linfadenectomia (o que requer acesso trissetorial: incisões cervical, torácica e abdominal), reconstruindo o trânsito com tubo gástrico (ideal) ou interposição de alça intestinal. Lembrar na técnica "trans-hiatal" não é possível realizar linfadenectomia adequada, logo, trata-se de abordagem com menor probabilidade de cura, não sendo ideal num caso que inicialmente apresentava uma doença locorregional mais avançada (haja vista a necessidade de neoadjuvância). Além disso, a anastomose não seria intratorácica, mas sim cervical. Gabarito: C. Video comentário: 189660 46 -Homem de 47 anos, natural e procedente do interior do estado de Minas Gerais, com queixa de disfagia progressiva há 7 anos, com piora importante há 1 ano. O exame contrastado do esôfago revelou megaesôfago grau III e a manometria esofágica revelou aperistalse do corpo do esôfago com ausência do relaxamento do esfíncter esofágico inferior. A endoscopia digestiva com cromoscopia mostrou pequenas áreas lugol negativas, cujo estudo anatomopatológico revelou esofagite inespecífica. A conduta recomenda para o caso em questão é: A) Dilatação endoscópica, uma vez que a capacidade motora esofágica está preservada. B) Esofagocardiomiotomia com fundoplicatura videolaparoscópica. C) Esofagectomia transhiatal devido a presença de alterações na mucosa esofágica. D) Esofagectomia por toracoscopia pelo grau avançado de dilatação do esôfago. E) Como o corpo esofágico mostra aperistalse, a melhor proposta terapêutica para resolver a acalásia deste paciente (que pela história epidemiológica tem forte probabilidade de etiologia chagásica) consiste na realização de esofagomiotomia a Heller (esofagocardiomiotomia), procedimento preferencialmente feito pela via videolaparoscópica. Lembre-se que toda esofagocardiomiotomia deve ser acompanhada de um procedimento antirrefluxo, como a fundoplicatura, pois a secção das fibras do EEI leva à perda da barreira antirrefluxo natural. Resposta certa: B. Video comentário: 189665 » » 47 -Mulher de 47 anos com quadro de epigastralgia há 2 anos, a endoscopia digestiva alta mostra lesão ulcerada em antro gástrico de 1,9 cm de diâmetro. O laudo anatomopatológico confirmou diagnóstico de adenocarcinoma pouco diferenciado do tipo difuso de Lauren. Sobre esse caso, assinale a alternativa correta: A) Caso não é elegível para ressecção endoscópica. B) Deve ser realizado ecoendoscopia para avaliar se a lesão é precoce, e assim realizar a ressecção endoscópica. C) Realizar estadiamento completo com tomografia de tórax, abdome e pelve para somente então definir se a lesão é passível de ressecção endoscópica. D) O caso é cirúrgico, indicando-se diretamente a gastrectomia total com linfadenectomia D1 + linfadenectomia da cadeia 8. E) O tratamento curativo do CA gástrico é feito com ressecção cirúrgica. Esta consiste em gastrectomia + linfadenectomia a D2 (D errada). O CA gástrico precoce pode ser tratado com ressecção mucosa endoscópica RME) em casos muito selecionados, desde que a histologia mostre um adenocarcinoma bem diferenciado (tipo intestinal de Lauren). O tipo difuso - que é o diagnóstico do caso em tela - possui comportamento biológico mais agressivo, logo, não se indica RME nesses pacientes (A correta; B e C erradas). Resposta certa: A. Video comentário: 189671 48 -Mulher de 53 anos com vômitos de repetição e diagnóstico endoscópico de lesão obstrutiva em antro gástrico. Realizou tomografia de tórax, abdome e pelve que mostrou nódulos hepáticos em ambos os lobos sugestivos de metástases. A conduta recomendada neste caso é: A) Deve-se fazer jejunostomia para alimentação enteral. B) Como paciente é jovem e sem comorbidades, deve-se propor neoadjuvância por quimio-embolização hepática seguida de hepatectomia com gastrectomia. C) Como paciente é jovem e sem comorbidades, deve-se proceder com gastrectomia subtotal paliativa. D) Como paciente é jovem e sem comorbidades, deve-se propor gastro-duodeno anastomose para derivação alimentar. E) CA gástrico com implantes hepáticos coloca a paciente no estágio IV da doença, que por definição é incurável. O tratamento, nesta situação, é paliativo, isto é, visa prover o máximo de conforto possível para o paciente... Ora, se existe uma síndrome de obstrução pilórica, qual a melhor conduta paliativa? Considerando que a paciente é jovem e sem comorbidades importantes, o que significa que seu risco cirúrgico não é excessivamente alto, a melhor conduta para resolver o quadro sintomático consiste preferencialmente numa gastrectomia paliativa, cujo intuito será a liberação do trânsito digestivo, com ressecção da lesão tumoral primária e resolução do quadro de obstrução alta, além de evitar possível complicações futuras adicionais como hemorragia digestiva tumoral. A letra D seria uma opção mais apropriada caso se tratasse de paciente com risco cirúrgico elevado... Resposta certa: C. Video comentário: 189674 » » 49 -Paciente no 6o dia de pós-operatório de gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2 e com reconstrução em Y de Roux, volta no ambulatório para retirada de dreno abdominal. Não apresenta nenhuma queixa abdominal, sem febre ou outros sintomas, porém o dreno apresenta secreção de aspecto bilioso. A principal hipótese diagnóstica e a conduta recomendada neste momento são: A) Fístula de coto duodenal e indicar reoperação imediatamente. B) Fístula de coto duodenal e indicar tomografia de abdome para auxiliar na definição da conduta. C) Fístula da gastroentero anastomose e indicar reoperação imediatamente. D) Fístula da gastroentero anastomose e indicar endoscopia digestiva para passagem de sonda nasoenteral. E) Se o dreno apresenta secreção de aspecto bilioso, é sinal que pode haver uma fístula do coto duodenal ou uma fístula da anastomose jejuno-jejunal. Só assim, já ficávamos entre as letras A e B! A conduta que diferenciava aqui… Repare então que a paciente está estável! Nada melhor, portanto, que estudarmos melhor o caso com um bom exame de imagem. Resposta: letra B. Video comentário: 189677 50 -Homem de 49 anos vem ao ambulatório com queixa de “amarelamento” nos olhos há 3 meses. Nega perda de peso no período. Refere colecistectomia videolaparoscópica eletiva há 5 anos. Realizou exame de colangiografia por ressonância magnética que evidenciou ducto colédoco com diâmetro de 4 cm com 4 cálculos no seu interior, o maior deles com 2,5 cm de diâmetro. Qual a conduta recomendada neste caso? A) Colangiografia transparietal com drenagem externa da via biliar para auxílio na exploração cirúrgica a ser realizada em seguida. B) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica para remoção dos cálculos. C) Exploração cirúrgica das vias biliares para remoção dos cálculos e derivação bilio-digestiva em Y de Roux. D) litotripsia extra-corpórea e remoção dos cálculos por via endoscópica. E) Perceba o que temos aqui… Um paciente submetido a colecistectomia, apresenta coledocolitíase. Qual a explicação disso? Provavelmente estamos diante de uma coledocolitíase primária, ou seja, uma obstrução do colédoco por cálculos formados no próprio colédoco ou em outra porção da via biliar que não seja a vesícula. Isso ocorre em apenas 10% doscasos de coledocolitíase. Mas qual deve ser o tratamento? Bem, como se trata de uma coledocolitíase primária, na presença de múltiplos cálculos (tipicamente são mais de seis, mas o caso mostra apenas quatro) e com grande dilatação de colédoco (mais de 4 cm) o ideal aqui derivação bilio-digestiva em Y de Roux. Resposta: letra C. Video comentário: 189678 » » 51 -Paciente de 61 anos vêm ao ambulatório com quadro de icterícia obstrutiva (bilirrubina direta de 7,1 mg/dl). Realizou tomografia de abdome com contraste que evidenciou lesão de 2 cm de diâmetro em cabeça de pâncreas sugestiva de adenocarcinoma, sem invasão vascular arterial ou venosa; não há sinais de metástases a distância. Qual a conduta recomendada para o caso em questão? A) Duodenopancreatectomia. B) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica com passagem de prótese plástica para posterior duodenopancreatectomia. C) Biopsia guiada por ecoendoscopia para início de neoadjuvância. D) Derivação biliodigestiva, uma vez que o caso não é elegível para cirurgia de ressecção oncológica. E) Questão tranquila sobre os tumores periampulares. A paciente apresenta um quadro colestático e tem uma lesão, compatível com adenocarcinoma de cabeça de pâncreas, que não invade nenhuma estrura vascular (o que poderia impedir a ressecção) e não apresenta mestáse à distância. Vamos lembrar que diante de uma suspeita de tumor de pâncreas, se a TC identifica uma lesão ressecável, a cirurgia deve ser indicada mesmo sem analise histopatológica. E para os tumores de cabeça de pâncreas a cirurgia é a DUDENOPANCREATECTOMIA. Gabarito letra A. Video comentário: 189602 52 -Mulher de 52 anos realizou ultrassonografia de abdome total solicitado em avaliação clínica de rotina. O exame mostrou lesão de 2 cm em cauda de pâncreas de natureza desconhecida. Passou em consulta ambulatorial quando foi solicitada colangiopancreatografia por ressonância magnética que revelou lesão de 2,1 cm sugestiva de tumor neuroendócrino em região distal da cauda do pâncreas. A conduta recomendada neste caso é: A) Manter seguimento clínico com realização de exames de imagem a cada 6 meses para acompanhar evolução da lesão. B) Uma vez que a paciente não apresenta sintomas sugestivos de tumor neuroendócrino não há necessidade de indicar-se a ressecção cirúrgica. C) Pancreatectomia distal. D) Duodenopancreatectomia. E) Independente do tumor neuroendócrino do pâncreas, sempre que possível a ressecção deve ser realizada. Vamos lembrar: Nos insulinomas, que são os tumores endócrinos mais comuns do pâncreas, o tratamento é cirúrgico. Somente no caso de impossibilidade de ressecção ou insucesso cirúrgico o controle clínico é tentado. Nos Vipomas, a cirurgia pode ser curativa e é indicada mesmo na doença metastática em que se tenta a ressecção de maior quantidade possível de tecido tumoral. Nos glucagomas, mesmo na doença metastática (geralmente para o fígado e já identificada ao diagnóstico), a ressecção está relacionada a uma melhor sobrevida. Ou seja, sempre que possível, realizamos a ressecção. No caso apresentado, temos uma lesão de corpo e causa, o ideal é realizar uma pancreatectomia corpo-caudal ou distal. Gabarito C. Video comentário: 189604 » » 53 -Homem de 43 anos com retossigmoidectomia há 4 anos por adenocarcinoma de cólon sigmoide. Vem ao ambulatório após 6 meses de tratamento quimioterápico sem sinais de progressão da doença. O exame de imagem de controle mostra múltiplas lesões metastáticas no lobo hepático direito (9 lesões) e 1 lesão no segmento II com 3 cm de diâmetro e uma lesão no segmento III com 3,2 cm de diâmetro. Volumetria hepática: lobo direito 76%. Assinale a alternativa cirúrgica recomendada: A) Nodulectomias não regradas das lesões metastáticas. B) Hepatectomia em dois tempos. C) Hepatectomia direita clássica e nodulectomias das lesões dos segmentos II e III. D) Hepatectomia esquerda clássica com nodulectomias do lobo direito. E) Questão superdifícil e específica! Atualmente, três critérios devem ser respeitados para que se possa realizar uma metastazectomia hepática no câncer colorretal: (1) volume de fígado remanescente > 20% do total, (2) capacidade de preservar pelo menos dois segmentos contíguos, (3) capacidade de preservar a perfusão arterial e venosa, bem como a drenagem biliar dos segmentos remanescentes. Ora, o lobo direito do paciente ocupa menos de 80% do volume hepático, podendo, portanto, ser ressecado. Os segmentos II e III pertencem ao lobo esquerdo, porém, este lobo também é composto por mais três segmentos contíguos: IVa, IVb e I (lobo caudado). A estratégia de realizar a ressecção em dois tempos visa permitir uma adaptação do remanescente inicial, que pode hipertrofiar e permitir a continuidade da ressecção num segundo momento. Logo, primeira faríamos a hepatectomia direita e, depois, a hepatectomia parcial esquerda. Melhor resposta: B. Video comentário: 189606 54 -Mulher de 28 anos com uso de anticoncepcional oral durante 8 anos, vem encaminhada pelo ginecologista por achado de lesão hepática em exame de rotina de ultrassom de abdome. O laudo do exame mostra que a lesão está localizada em segmento II, com 3,7 cm de diâmetro. O exame de imagem de maior acurácia para o caso é: A) Colangiografia por ressonância magnética. B) Ressonância magnética com contraste hepato-específico. C) Tomografia computadorizada com contraste endovenoso. D) Ultrassom de abdome superior com doppler. E) Diante de uma paciente, do sexo feminino, usuária de ACO, que apresenta uma lesão hepática de 3,7 cm devemos pensar obrigatoriamente em ADENOMA hepatocelular. O grande fator de risco associado é o uso de ACO. O diagnóstico é feito através de exames de imagem. Nos casos em que ainda houver dúvida, o diagnóstico histopatológico pode ser indicado. A conduta é cirúrgica devido ao risco de complicações como hemorragia e o de transformação maligna. Em relacão aos exames, os dois melhores para dar o diagnóstico são TC e RM. No entanto, a RM acaba tendo uma maior acurácia. Gabarito B. Video comentário: 189610 » » 55 -Homem de 74 anos vem ao pronto socorro com quadro de icterícia obstrutiva (BD=17,2mg/dL). Refere episódios frequentes de febre de até 38,2°C e dor em flanco direito. Realizada ressonância magnética de abdome com contraste que revelou lesão sugestiva de colangiocarcinoma da junção da via biliar com comprometimento da veia porta e seus ramos direito e esquerdo, sem sinais de ascite. O procedimento recomendado neste momento para o caso em questão é: A) Laparotomia exploradora para drenagem de vias biliares com dreno de Kehr. B) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica para confirmação do diagnóstico. C) Drenagem transparieto-hepática bilateral das vias biliares. D) Laparotomia exploradora com derivação biliodigestiva através de anastomose colecistojejunal. E) Estamos diante do tipo mais comum de colangiocarcinoma. Trata-se do tumor de Klatskin com grave comprometimento vascular. Perceba também que o paciente tem recorrentes episódios de dor e febre e que a sua bilirrubina está em níveis altíssimos! O que fazer, portanto, em caráter paliativo? Descomprimir essa via biliar, evitando uma colangite através de uma drenagem transparieto-hepática bilateral (DTPH). Resposta: letra C. Video comentário: 189612 56 -Mulher de 34 anos apresentou perda progressiva da função renal por hipertensão arterial sistêmica mal controlada. Há 5 anos encontra-se em hemodiálise, com três sessões semanais. Há um ano apresenta dores ósseas intensas. No acompanhamento em seu centro de diálise, os exames laboratoriais mostravam paratormônio = 1.530 pg/ml (normal 10-65); cálcio total = 10,1 mg/dl (normal 8,6-10,2) e Fósforo = 6,7 mg/dl (normal 2,7 a 4,5). Assinale a alternativa CORRETA: A) O diagnóstico de adenoma de paratireoide é o mais provável. B) A dosagem de paratormônio muito elevada sugere carcinoma de paratireoide. C) A paratireoidectomia pode trazer alívio da dor óssea e melhorar a sobrevida dessa paciente.D) Trata-se de hiperparatireoidismo terciário. E) Dada a longa história de doença renal terminal, o achado de PTH absurdamente elevado, aliado a uma calcemia no limite superior da normalidade e uma fosfatemia alta, não deixa dúvida quanto ao diagnóstico de osteodistrofia renal (hiperparatireoidismo secundário à DRC). Não se trata de adenoma primário de paratireoide (A errada) e, apesar de PTH muito alto se associar ao carcinoma de paratireoide, isso é válido somente para pacientes não portadores de DRC avançada (B errada). Para firmar o diagnóstico de hiperparatireoidismo terciário seria necessário haver franca hipercalcemia e refratariedade ao tratamento clínico (D errada). Enfim, como a paciente apresenta dores ósseas intensas a paratireoidectomia subtotal pode trazer alívio, sendo a dor intensa e refratária, inclusive, uma das indicações clássicas deste procedimento! Resposta certa: C. Video comentário: 189614 » » 57 -Mulher de 18 anos, previamente hígida, procura pronto-socorro com história de nódulo em região cervical direita há alguns meses. Crescimento lento e progressivo, indolor. Estava esperando consulta na UBS, mas na última semana apresentou crescimento mais acelerado e paciente procurou pronto- socorro. Associado à aumento de nódulo teve cefaleia, coriza e dor no corpo. No exame físico: bom estado geral, corada, hidratada. Presença de nódulo de 9 cm cervical a direita, níveis II e III, fibroelástico, móvel, sem sinais flogísticos. Sem outras alterações no exame físico de cabeça e pescoço e geral. Assinale a alternativa CORRETA: A) A hipótese mais provável é cisto branquial e o tratamento é cirúrgico. B) A principal hipótese diagnóstica é linfonodomegalia reacional. C) A infecção secundária é comum nesses casos e deve ser tratada com drenagem cirúrgica. D) A principal hipótese diagnóstica é uma má formação congênita de quarto arco branquial. E) Cistos branquiais são cistos congênitos que se desenvolvem devido ao não fechamento das fendas branquiais durante a fase embrionária. Eles se situam em um dos lados do pescoço, mais especificamente anteriormente ao músculo esternocleidomastoideo. Como o nódulo vai ampliando sua forma ovalada aos poucos, ele costuma não ser percebido até a adolescência. Porém, por volta dos 20-30 anos é comum os pacientes perceberem a lesão devido, basicamente, a estética uma vez que atingem 3-5 cm. No geral, são lesões totalmente assintomáticas, podendo apresentar sinais flogísticos diante de infecções locais. O tratamento é feito com remoção cirúrgica devido ao risco de infecções e a estética. Resposta: letra A. Video comentário: 189702 » 58 -Homem de 45 anos com antecedente de hipertensão arterial procura pronto atendimento muito preocupado com nódulo em região cervical há 15 dias, pois um médico falou que poderia ser linfoma. Nega qualquer outro sintoma no período. Ao exame físico está em bom estado geral, corado, hidratado, eupneico. Na palpação cervical apresenta nódulo palpável de 2 cm em nível II a esquerda, fibroelástico, móvel e indolor na região referida pelo paciente. Apresenta também múltiplos outros nódulos palpáveis de aproximadamente 1,5 cm em níveis II, III e V bilaterais, fibroelásticos, móveis e indolores. Sem outras alterações no exame físico geral e da cabeça e pescoço. Traz ultrassonografia que realizou há um dia que descreve: Glândulas submandibulares e parótidas de aspecto normal. Glândula tireoide com parênquima de aspecto preservado, fluxo normal. Presença de imagem nodular hipoecogênica de 0,9 x 0,5 x 0,7 cm em terço inferior de lobo esquerdo, com halo, contornos regulares. Cisto em lobo direito da tireoide de 0,5 x 0,4 cm. Imagem ovalada de 2,3 x 1,2 cm em nível II a esquerda compatível com linfonodo de dimensões aumentadas, contornos regulares, hilo presente. Múltiplas imagens compatíveis com linfonodos em níveis II, III e V bilaterais, com dimensões pouco aumentadas, morfologia preservada. Assinale a alternativa correta: A) Deve ser feita investigação do maior linfonodo com biópsia excisional B) Linfonodos com formato alongado são mais suspeitos para malignidade do que linfonodos arredondados. C) Diferentemente dos homens com menos de 45 anos, nódulos tireoideanos menores que 1 cm e sem características suspeitas para malignidade, em pacientes acima dessa idade, tem indicação de prosseguir investigação. D) A investigação da linfonodomegalia em adultos idealmente inicia-se através da punção aspirativa por agulha fina guiada por ultrassonografia. E) Enunciado complexo, mas de resposta bastante direta. Sempre que for encontrado um nódulo não funcionante de tireoide acima de 1 cm, este deve ser puncionado por agulha fina (PAAF). Caso haja evidência de linfonodomegalia concomitante, esta também deve ser puncionada visto que o acometimento linfonodal caso diagnóstico de câncer de tireoide irá mudar completamente a conduta, necessitando de esvaziamento cervical concomitante à tireoidectomia total. Resposta: D Video comentário: 189709 59 -Homem de 22 anos apresenta episódio de aumento da região submandibular direita há 1 dia associado a dor local e febre não aferida. Ao exame, nota- se abaulamento profundo de 2,5 cm em nível Ib direito, doloroso à palpação, pouco móvel e sem sinais flogísticos. A massa é também evidente no soalho da boca à palpação bidigital. Assinale a alternativa que descreve o diagnóstico mais provável, bem como a terapêutica e a investigação diagnóstica recomendada. A) cisto branquial infectado - antibioticoterapia e tomografia cervical B) sialoadenite - anti-inflamatórios e ultrassonografia cervical C) cisto de retenção em glândula salivar - analgésicos e punção de alívio D) rânula - compressas mornas e punção aspirativa por agulha fina E) A sialoadenite aguda consiste em uma inflamação aguda das glândulas salivares de origem infecciosa. Geralmente se caracteriza por edema, aumento de temperatura, enrijecimento, dor e diminuição ou ausência de salivação da glândula afetada. Geralmente outras patologias das glândulas salivares, como cistos de retenção, não causam sintomas flogísticos, mas o diagnóstico pelo exame clínico nem sempre é preciso demandando a necessidade de exames de imagem, principalmente a ultrassonografia cervical. Outras patologias cervicais comuns, como cistos branquiais, costumam acometer setores mais laterais do pescoço (II, III, IV e V). A sialoadenite costuma ter um curso benigno, principalmente na sua forma não supurativa, necessitando apenas de tratamento com sintomáticos (analgésicos e/ou anti-inflamatórios). Resposta: B Video comentário: 189710 » » 60 -Homem de 59 anos, tabagista, com carcinoma espinocelular de orofaringe de estádio clínico T2N1M0, será submetido ao tratamento com quimioterapia e radioterapia combinadas. Comparece em consulta para reavaliação com exames de estadiamento. As tomografias de face e pescoço confirmam o estádio clínico e não evidenciam outras áreas suspeitas. A endoscopia digestiva alta demonstra esofagite de refluxo não erosiva sem áreas iodo claras à cromoscopia com lugol. Entretanto, no exame locoregional foi evidenciada a lesão demonstrada na imagem. Indique a alternativa que descreve corretamente o diagnóstico e o tratamento recomendado. A) Monilíase oral - enxague oral com solução de nistatina. B) Líquen plano - tratamento tópico com triancinolona acetonida. C) Leucoplasia - exérese cirúrgica com margens mínimas. D) Eritroplasia - desbridamento cirúrgico e manutenção da superfície cruenta. E) Por serem consideradas lesões com potencial de malignidade, como a leucoplasia e a eritoplasia devem ser ressecadas quando identificadas. Vamos lembrar que a primeira possui 5% de associação com carcinoma se houver displasia associada, e a segunda uma associação de mais do que 40%. A resseção não deve ser obrigatoriamente com margens livres, mas uma margem mínima deve ser objetivada. Gabarito letra C. Video comentário: 189716 61 -Mulher de 49 anos refere o surgimento de úlcera oral, levemente dolorosa e com sangramentoeventual há cerca de 90 dias. Refere tabagismo de cerca de 5 cigarros por dia há 20 anos e etilismo social (2 latas de cerveja e 1 dose de destilado aos finais de semana). Pela oroscopia evidencia-se lesão avermelhada plana mal delimitada de aproximadamente 1,5 cm no soalho da boca a direita estendendo-se do ducto de Warthon até a altura do segundo pré-molar do mesmo lado. Não são palpados linfonodos cervicais. A hipótese diagnóstica e a terapêutica recomendada para essa lesão são: A) Eritroplasia – exérese da lesão com margens de 5 mm. B) Carcinoma verrucoso – exérese da lesão com margens de 1,0 cm. C) Carcinoma epidermoide – exérese da lesão com margens de 1,0 cm e esvaziamento cervical seletivo de níveis I, II e III esquerdo. D) Sialoadenite de glândula submandibular – exérese de glândula submandibular esquerda E) A eritroplasia oral é definida como uma placa vermelha, plana, mal delimitada e que sangra com facilidade que aparece na boca doas pacientes tabagistas (fumantes ou que mascam tabaco). A lesão tipicamente se localiza no assoalho da boca, no palato mole ou na língua e o diagnóstico se dá através do histopatológico. Vale lembrar que as eritroplastias verdadeiras apresentam displasia significativa, carcinoma in situ ou até carcinoma espinocelular invasivo ao diagnóstico. Resposta: letra A. Video comentário: 189717 » » 62 -Homem de 65 anos tabagista e etilista de longa data (60 cigarros/dia e ingestão de 6 doses de destilado por dia há 50 anos) com queixa de disfagia progressiva há 8 meses. Há cerca de 3 meses passou a apresentar também odinofagia para sólidos e disfonia, além de emagrecimento de 12 kg. Há dez dias passou a alimentar-se quase que exclusivamente por sonda enteral após passagem no pronto socorro. Ao exame físico apresenta-se disfônico 2+/4, emagrecido, sem lesões de mucosa à oroscopia e notam-se linfonodos endurecidos, arredondados, móveis e indolores assim distribuídos: nível IIA esquerdo de 3,0 X 2,5 cm e nível III direito de 2,5 X 2,0 cm. Qual o provável epicentro da lesão primária e o respectivo método diagnóstico indicado para a realização de biópsia? A) Orofaringe – exame sob narcose. B) Nasofaringe – rinoscopia anterior. C) Esôfago cervical – endoscopia digestiva alta. D) Hipofaringe – nasofibrolaringoscopia. E) Como a lesão não foi identificada na oroscopia, podemos excluir a possibilidade de tumor de orofaringe. Os principais sintomas nos direcionam a região da faringe, em especial a hipofaringe, já que são descritos disfagia (dificuldade para engolir), odinofagia (dor à deglutição) e disfonia. O câncer de esôfago proximal encontra-se afastado das cordas vocais, sendo improvável que cause disfonia. Por esse motivo, a melhor resposta é a letra D. Video comentário: 189719 63 -Homem de 22 anos, fumante desde os 12 anos, com aparecimento súbito de nódulo de 3 cm cervical alto (nível II) esquerdo. Refere pouca dor local. Ultrassom cervical mostra que o nódulo é cístico, sem outras alterações. Qual a hipótese diagnóstica mais provável? A) Cisto branquial. B) Metástase de carcinoma anaplásico de tireoide. C) Metástase de carcinoma epidermoide do trato aerodigestorio alto. D) Linfoma de Hodgkin. E) Cistos branquiais são cistos congênitos que se desenvolvem devido ao não fechamento das fendas branquiais durante a fase embrionária. Eles se situam em um dos lados do pescoço, mais especificamente em frente ao músculo esternocleidomastoideo. Como o nódulo vai ampliando sua forma ovalada aos poucos, ele costuma não ser percebido até a adolescência. Porém, por volta dos 20-30 anos é comum os pacientes perceberem a lesão devido, basicamente, a estética uma vez que atingem 3-5 cm. No geral, são lesões totalmente assintomáticas, podendo apresentar sinais flogísticos diante de infecções locais. O tratamento é feito com remoção cirúrgica devido ao risco de infecções e a estética. Resposta: letra A. Video comentário: 189720 » » 64 -Lactente do sexo masculino de 3 meses apresenta tumoração inguinal redutível a esquerda com testículo tópico deste lado e criptorquidia direita, com testículo palpável em região inguinal direita. A conduta recomendada neste caso é: A) Aguardar até os 2 anos. B) Realizar herniorrafia inguinal esquerda agora e orquipexia direita aos 2 anos. C) Realizar herniorrafia inguinal esquerda e orquipexia direita agora. D) Realizar orquipexia direita aos 6 meses e herniorrafia inguinal esquerda aos 2 anos. E) Hérnias inguinais devem ser operadas em lactentes o quanto antes pelo alto índice de encarceramento/estrangulamento. Estas hérnias são ocasionadas pelo não fechamento do conduto peritônio vaginal, mesma razão da criptorquidia direita neste menino. Por tal motivo, além da correção da hérnia inguinal esquerda, a orquidopexia deve ser realizada no mesmo momento no intuito de prevenir diversas complicações futuras como torção testicular, hérnia inguinal, hidrocele, tumor de testículo etc... Resposta: C Video comentário: 189721 65 -Criança de 3 anos é portadora de importante atraso de desenvolvimento neuropsicomotor por hipóxia neonatal e apresenta desnutrição grave. A mãe refere que a criança tem muita dificuldade para deglutir, engasga-se várias vezes e apresenta episódios de vômitos pós-prandiais alimentares diários. Não faz uso de nenhuma medicação. Traz uma esofagoestomagoduodenografia que revela pequena hérnia hiatal com episódio de refluxo até terço proximal do esôfago. Ao exame físico tem abdome flácido sem massas palpáveis ou peristaltismo visível. A conduta recomendada neste caso é: A) indicar uma fundoplicatura com gastrostomia agora. B) tentar realizar uma gastrostomia endoscópica e, se ao procedimento for identificada esofagite, realizar posteriormente uma fundoplicatura videolaparoscópica. C) passar uma sonda nasogástrica e administrar omeprazol para tratar o refluxo, programando retorno em 6 meses. D) iniciar tratamento com omeprazol e pró-cinéticos e reavaliar em 6 meses. E) Esta criança apresenta um quadro de DRGE grave com comprometimento do estado nutricional. Nota-se, ao exame radiográfico, a presença de desestruturação anatômica da região do EEI (hérnia de hiato). Ora, considerando-se a morbidade inerente à doença de base (paralisia cerebral), a proposta com maior chance de ser realmente eficaz no sentido de aliviar os sintomas e melhorar o estado nutricional é sem dúvida a cirurgia antirrefluxo! Num primeiro momento, devemos aproveitar a oportunidade cirúrgica e implantar também uma gastrostomia, que vai nos permitir otimizar a nutrição dessa criança temporariamente! Com a recuperação nutriconal a gastrostomia poderá ser removida, ou não (ex.: se a disfagia de transferência se mantiver a despeito da correção do refluxo). Resposta certa: A. Video comentário: 189725 » » 66 -Lactente de 1 ano portador de síndrome do intestino curto, dependente de nutrição parenteral, tracionou seu cateter central e a ponta do mesmo passou a se posicionar em veia subclávia esquerda. A conduta recomendada neste momento seria: A) retirar o cateter e administrar dieta enteral em maior quantidade. B) trocar o cateter com fio-guia em centro cirúrgico assim que possível. C) retirar o cateter e administrar soro de manutenção por cateter periférico. D) realizar antissepsia deste cateter e introduzi-lo novamente no próprio leito. E) O lactente da questão é dependente de nutrição parenteral, e necessita do acesso central para sobreviver. A nutrição parenteral apresenta uma osmolaridade que não permite sua passagem em acessos periféricos. Como o acesso não está em posição central, na veia cava superior, o acesso deve ser reposicionado para posição central. Cateteres mal posicionados podem provocar também perfuração nos vasos, hemotórax, até pneumotórax. Resposta: B. 67 -Lactente de 6 meses é trazido ao pronto-socorro com história de queda de estado geral, febre, distensão abdominal, vômitos em pequena quantidade e episódios de diarreia pútrida. Tem história de obstipação desde o nascimento, é desnutridoe cronicamente distendido. Ao toque retal há saída de fezes explosivas acinzentadas e pútridas. A conduta recomendada neste momento é: A) realizar uma colostomia de emergência. B) internar, administrar antibióticos endovenosos e realizar lavagens intestinais. C) realizar um enema opaco e em seguida abaixamento de colo. D) realizar uma biopsia retal e uma colostomia na zona de transição. E) OK, de fato pensamos em um caso de megacólon aganglionar! Mas veja a pergunta: A conduta recomendada neste momento. Ou seja, o que fazer de maneira mais imediata para esta criança. As letras C e D são condutas relacionadas a doença de Hirschsprung, mas não as medidas para este momento. O que queremos é salvar esta criança. Logo, gabarito letra B. Video comentário: 189733 » » 68 -Recém-nascido de termo, em bom estado geral, apresenta salivação abundante e impossibilidade de passagem de sonda orogástrica. Realizada radiografia que revela a seguinte imagem: Qual a conduta recomendada neste momento? A) realizar uma esofagostomia e gastrostomia. B) passar um cateter central para nutrição parenteral e aguardar o alongamento dos cotos para posteriormente realizar uma anastomose primária. C) realizar uma gastrostomia descompressiva. D) realizar um ecocardiograma e em seguida uma toracotomia. E) Salivação abundante e impossibilidade de passagem de SOG - já está aí o diagnóstico: atresia de esôfago. O Rx com injeção de ar ajuda q confimar o quadro, delimitando o coto esofágico proximal, mas ajuda também a identificar se há fístula associada, pela presença ou não de ar no estômago. E o ecocardiograma? Ora, a atresia está associada com uma série de malformações. Lembram quais são? Associação de VACTERL. São anomalias: - Vertebrais; - Atresia Anal; - Cardíacas; - Fístula Traqueo-esofágica; - Atreisa Esofágica; - Renais; - Anomalias dos membros (Limbs). Veja que a questão solicita a conduta ideal para este momento. Logo, devemos investigar as anomalias. Gabarito letra D. Video comentário: 189740 » 69 -Lactente de 11 meses portador de atresia de vias biliares interna para realização de transplante intervivos no dia seguinte. A mãe conta que a criança apresentou febre há 1 dia e no dia da internação, irritabilidade, além de discreto aumento do volume abdominal. Ao exame físico apresenta-se ativa, ictérica, com ascite volumosa, ausculta pulmonar limpa. A conduta recomendada neste momento é: A) esvaziar a ascite, iniciar antibioticoterapia para gram positivos e manter o transplante. B) suspender o transplante intervivos em definitivo e aguardar o aparecimento de um doador cadavérico. C) suspender o transplante e dar alta para a criança. D) realizar triagem infecciosa incluindo punção diagnóstica de líquido ascítico e suspender por ora o transplante. E) Estamos diante de uma paciente de 11 meses portador de atresia de vias biliares no pré-operatório de transplante hepático apresentando sinais de colangite e hipertensão portal, caracterizadas por febre, irritabilidade, icterícia e ascite volumosa. Apesar da questão não citar, a cirança provavelmente já foi submetida ao procedimento de Kasai previamente, visto que é um consenso mundial entre os cirurgiões hepatobiliares e pode cursar com icterícia e hipertensão portal no pós-operatório. Vamos analisar as alternativas: A) Incorreto. Não se mantém o transplante hepático na vigência de colangite aguda. As bactérias gram negativas que são responsáveis pelas colangites nesses pacientes. B) Incorreto. Não se deve manter a conduta de transplante na vigência de colangite, independentemente do tipo de doador. C) Incorreto. Não existe a conduta de alta para colangite aguda, visto que pode evoluir para sepse e óbito do paciente. D) Correta. Deve-se realizar triagem diagnóstica através de exames laboratoriais incluindo hemocultura e cultura do líquido ascítico e adiministração de antibioticoterapia de amplo espectro para gram-negativos. Alternativa D está correta. Video comentário: 189743 70 -Lactente de 1 ano e meio é trazido em consultório por achado em radiografia de tórax. Está em bom estado, um pouco emagrecido, com ausculta pulmonar limpa. Qual a hipótese mais provável dentre as abaixo assinaladas? A) Neuroblastoma B) Timoma C) Cisto pulmonar congênito D) Linfoma E) Questão bastante vaga e com um enunciado muito pouco específico. Para responder, devemos lembrar dos dados epidemiológicos. Primeiro fato importante: excluindo-se os tumores do SNC, o neuroblastoma é o tumor sólido mais comum em lactentes e crianças e veja que a criança está na idade típica para o diagnóstico (geralemente entre 18-22 meses de vida). Além disso, em cerca de 20% dos casos ele se apresenta como uma lesão torácica no mediastino posterior, o que é corroborado pela imagem. Ganarito letra A. Video comentário: 189748 » » 71 -Criança de 2 anos, no 3º dia após transplante hepático intervivos por hepatite fulminante, com ótima evolução, extubada, boa diurese, apresenta ausência de fluxo arterial hepático ao exame ultrassonográfico com doppler. A conduta recomendada neste momento é: A) Observar evolução enzimática nos próximos dias. B) Administrar trombolíticos. C) Iniciar heparinização plena. D) Indicar exploração cirúrgica imediata. E) Qualquer abordagem que não seja uma nova exploração cirúrgica incorrerá em erro pois a cada minuto a possibilidade de perda do enxerto aumenta! Sendo assim, não há discussão aqui. Se não há fluxo arterial essa criança deve ser levada imediatamente ao centro cirúrgico para nova avaliação. Resposta: letra D. Video comentário: 189750 72 -Homem de 35 anos, vítima de atropelamento por automóvel há 2 horas. No atendimento inicial: A= vias aéreas pérvias + colar cervical posicionado B= exame torácico normal, sem alterações ventilatórias C= PA 120x70, FC 90, pelve estável, toque retal normal, fratura tíbia direita D= Glasgow 15, sem déficits neurológicos E= ferimento descolante em perna direita com fratura exposta, perda de cobertura cutânea extensa em região pré-tibial direita com exposição óssea coincidente com a área fraturada no terço distal da perna até a região do maléolo lateral. Pulsos distais presentes e pé com perfusão adequada. Com relação ao tratamento definitivo da ferida, qual a opção mais recomendada considerando-se a localização e complexidade da ferida. A) Desbridamento e coleta de pele para enxertia de pele total B) Transferência de retalho microcirúrgico C) Enxertia de pele parcial em malha D) Enxertia de pele parcial em lâmina E) Atualmente utiliza-se o conceito de elevador reconstrutivo para o reparo de lesões complexas. Nesse conceito deve ser empregado o tipo de reconstrução mais adequado para recuperação funcional. Assim a melhor forma de tratamento para o paciente é a transferênca de retalho microcirúrgico para cobertura de fratura exposta e fechamento de ferida extensa com perda de substância. Enxertos não cobririam adequadamente a tíbia exposta nem promoveriam recuperação funcional. Mesmo que esteja faça parte da conceito antigo de escada de reconstrução. Os procedimentos para tratamento de lesões começariam do mais simples para o mais complexo: rafia primária, enxerto, retalho locais, retalhos à distância, retalhos microcirúrgicos. Resposta: B. Analisando as alternativas a melhor forma de reonstrução para o paciente é a transferência de retalho microcirúrgico. Video comentário: 189752 » » 73 -Homem de 55 anos foi submetido à parotidectomia total à direita por neoplasia maligna e devido à extensão da lesão houve necessidade de sacrifício do tronco do nervo facial. Não foi realizada a reparação imediata. O paciente é encaminhado ao cirurgião plástico para tratamento do defeito funcional resultante. O quadro clínico pós-operatório é de paralisia facial completa a direita. Há queda do supercílio, déficit de oclusão palpebral, incontinência salivar e desvio da rima oral ao falar. Qual é a prioridade de tratamento neste caso? A) Reanimação facial com retalho muscular. B) Reanimação facialcom enxerto de nervo sural. C) Tratamento do lagoftalmo palpebral. D) Suspensão facial estática. E) A paralisia facial comumente gera lagoftalmo (incapacidade de fechar os olhos) e ceratite por exposição, podendo evoluir para úlcera de córnea e perfuração ocular. Portanto, no tratamento da paralisia facial a prioridade é fazer o tratamento do lagoftalmo no olho afetado para evitar perda da visão. Resposta: C. 74 -No tratamento agudo do paciente queimado, a utilização de antimicrobianos tópicos é indicada na redução da colonização bacteriana da ferida. Consequentemente, reduz o risco de infecções sistêmicas. A Sulfadizina de Prata e o Acetato de Mafenide são agentes farmacológicos com boa efetividade, mas a absorção cutânea pode acarretar efeitos sistêmicos adversos. Qual alternativa abaixo cita os efeitos adversos mais frequentes respectivamente para a sulfadiazina e o mafenide? A) delirium e dor B) broncoespasmo e insuficiência renal C) leucopenia e acidose metabólica D) aumento da resistência bacteriana e leucopenia E) Questão interessante que fala sobre dois dos agentes antimicrobianos tópicos mais utilizados em pacientes queimados! Trata-se da sulfadiazina e do mafenide. Sulfadiazina de Prata: Atualmente é o agente antimicrobiano tópico mais utilizado para os cuidados com a queimadura. Trata-se de um composto altamente insolúvel, branco, sintetizado do nitrato de prata e da sulfadiazina sódica. Possui um amplo espectro de eficácia incluindo Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Klebsiella, Pseudomonas e espécies de Proteus. Além disso, também possui um efeito analgésico, mas não penetra bem na escara. A combinação de sulfadiazina de prata com nistatina reduz significativamente a incidência de infecção por candida em queimados. O efeito colateral mais comum desta medicação é a leucopenia causada por marginalização dos leucócitos e é geralmente transitória, ocorrendo em cerca de 5-15% dos pacientes tratados. A modificação para outro agente antimicrobiano tópico geralmente resolve este efeito colateral. Mafedine: Foi introduzido como um agente tópico para queimaduras em meados de 1960. É mais efetivo para penetrar a escara e é frequentemente usado em queimaduras de terceiro grau. Apresenta amploa espectro contra a maioria dos patógenos gram+ e gram -; embora infelizmente tenha mínima atividade antifúngica. A aplicação da substância pode ser bem dolorosa o que limita o seu uso ambulatorial. Em relação aos efeitos colaterais, devemos lembrar que a substância é uma potente inibidora da anidrase carbônica e, portanto, pode causas acidose metabólica. Para evitar este efeito o ideal é usar a medicação em apenas 20% da SCQ, alternando locais e horários de aplicação. Resposta: letra C. Video comentário: 189758 » » 75 -A última etapa da Cicatrização é caracterizada pela maturação da cicatriz, ganho de força tensil e pode perdurar por até 12 meses. Qual o principal processo fisiológico que ocorre nesta fase? A) Organização das fibras de colágeno e substituição do tipo III pelo tipo I. B) Aumento da população de queratinócitos e aumento da espessura da derme. C) Proliferação de fibroblastos e neoformação vascular. D) Aumento dos mastócitos e redução de miofibroblastos. E) Questão que fala sobre a última fase no processo de cicatrização! Trata-se da fase de maturação! Esta, se caracteriza pela formação do tecido cicatricial propriamente dito que, histologicamente, consiste em tecido inicial pouco organizado, composto por colágeno e pobremente vascularizado. Resposta: letra A. Letras B e C: Ambas falam sobre a fase proliferativa que inclui a angiogênese, a fibroplastia e a epitalização. INCORRETAS Letra D: Fala sobre a fase inflamatória. INCORRETA Video comentário: 189762 76 -Paciente com 45 anos de idade apresenta lesão pigmentada em face lateral do braço direito, com 7mm no maior diâmetro, de conformação assimétrica, com pigmentação heterogênea e ulceração central. Refere que a lesão apresentou aumento do tamanho no último mês. Qual a principal hipótese diagnóstica e a conduta recomendada em relação à lesão em questão? A) Melanoma maligno e biópsia excisional marginal. B) Carcinoma basocelular pigmentado e biópsia excisional com margem de 2 mm. C) Nevo displásico e dermatoscopia. D) Melanoma maligno e biópsia excisional com margem de 5mm e pesquisa de linfonodo sentinela. E) Vamos as características da lesão e a epidemiologia do caso: 45 anos; lesão em área exposta ao sol (braço direito); pigmentada; 7 mm de espessura; assimétrica; pigmentaão heterogênea (cores diversas); aumento de tamanho em um mês! Sendo assim, qual a principal hipótese diagnóstica? MELANOMA! E, devido a presença de ulceração em lesão com mais de 4mm, já deve ser um melanoma T4b. E qual é a conduta? Bem, como a lesão tem mais de 4mm de espessura, deverá ser feita a biópsia excisional e, após confirmação histopatológica, posterior ampliação da margem para 2.0 cm ou mais. Além disso, por se tratar de uma lesão de alto risco (por causa da ulceração), após o histopatológico confirmando o melanoma, deverá ser feito a pesquisa do linfonodo sentinela. Resposta: letra A. Video comentário: 189765 » » 77 -Paciente obeso, internado em UTI por choque séptico de origem pulmonar já em resolução, evoluiu durante a estadia na UTI com necessidade de intubação prolongada e sedação. No momento encontra-se extubado e em programação de alta. Não apresenta quadro de paraplegia ou alterações de sensibilidade, mas por reduzida mobilização no leito desenvolveu úlcera por pressão em região sacral com 10 cm de diâmetro. Após desbridamentos sucessivos apresenta ferida limpa, porém com exposição óssea e necessita de cobertura definitiva de partes moles. Qual a opção recomendada neste caso? A) Colocação de Enxerto de pele total após granulação espontânea B) Colocação de Enxerto de pele parcial após granulação espontânea. C) Transplante de retalho livre microcirúrgico. D) Cobertura com retalho fasciocutâneo de avanço bilateral em V-Y E) O tratamento inicial das lesões por pressão consiste em alívio da pressão local, melhora dos espasmos musculares, desbridamento enzimático/cirúrgico, manutenção da ferida limpa e úmida para que ocorra formação de tecido de granulação saudável e fechamento da ferida por segunda intenção. Cerca de 70-90% das lesões por pressão cicatrizam com cuidados. As lesões profundas grau III e IV demandam tratamento cirúrgico com retalhos para cobertura da ferida. Podem ser utilizados retalhos miocutâneos e fasciocutâneos. Como o paciente da questão irá deambular novamente, retalhos fasciocutâneos são a melhor opção. Retalhos miocutâneos podem causar alterações na musculatura envolvida na marcha. Enxertos podem ser empregados para o tratamento de lesões por pressão superficiais. Retalho livre microcirúrgico pode ser utilizado quando forem esgotadas as possibilidades de retalhos locais (miocutâneos e fasciocutâneos). Portanto, resposta D. Video comentário: 189780 78 -Homem de 45 anos, vítima de queimadura, é admitido em unidade de emergência com história de queimadura em ambiente fechado em indústria química após explosão de um tanque contendo material tóxico inflamável. No momento do acidente o paciente estava voltado de costas para o tanque. Outros funcionários sofreram queimaduras graves e houve óbitos no local, em decorrência de traumatismos decorrentes da explosão. O paciente apresenta-se consciente, com queimaduras que acometem toda a região dorsal, membros superiores e inferiores. Há contusões em tórax. A avaliação inicial estima queimadura superior a 60% da área corpórea. Apresenta dispneia com ausculta pulmonar ruidosa e a fala é rouca. Associado à superfície corpórea, quais outros fatores devem ser considerados na manipulação de fluídos durante a ressuscitação volêmica neste caso? A) Risco de lesão inalatória. B) Nível de consciência e idade.. C) Tipo de agente combustível. D) Nível de consciência e óbitos no local. E) Percebam que o indivíduoteve uma queimadura em ambiente fechado e apresenta dispneia com ausculta pulmonar ruidosa e a fala é rouca. O que provavelmente aconteceu? Inalação de fumaça! Assim, nossa atenção deve estar voltada a garantia de via aérea para este paciente! Resposta: letra A. Video comentário: 189782 » » 79 -Mulher de 65 anos faz seguimento clínico com oncologista devido à presença de neoplasia de mama metastática. Há 1 mês apresentou derrame pleural sintomático que melhorou com toracocentese e se identificou também a presença de células neoplásicas. Atualmente refere recrudescimento sintomas com recidiva do derrame pleural. Qual a orientação terapêutica recomendada agora neste caso? A) Nova toracocentese de alívio. B) Tratamento medicamentoso com diurético. C) Pleurectomia parietal ampla D) Passagem de dreno pleural e posterior pleurodese química. E) Derrame pleural neoplásico recorrente é indicação de pleurodese química. Neste procedimento um agente esclerosante é injetado na cavidade pleural afetada, promovendo inflamação e posterior fibrose, o que literalmente "cola" as pleuras parietal e visceral entre si, impedindo que o derrame se refaça. Tal conduta faz parte dos cuidados paliativos recomendados para a situação descrita, melhorando a qualidade de vida do paciente. Evidentemente, antes de realizar a pleurodese é preciso drenar mais uma vez o derrame que se refez... Resposta certa: D. Video comentário: 189783 80 -Homem de 37 anos vítima de trauma de tórax fechado foi submetido à tomografia de tórax que identificou fratura de costela à direita e observou-se também a presença de lesão sólida de 2x3x2 cm em goteira paravertebral à direita. Quais as principais hipóteses diagnósticas? A) Timoma ou hematoma extrapleural relacionado à fratura da costela. B) Cistos mesoteliais ou lesões esofágicas. C) Timoma ou tumor de células germinativas. D) Tumor de linhagem neurogênica. E) A principal etiologia de um tumor localizado no mediastino posterior (goteira paravertebral direita) são os tumores neurogênicos, sendo os mais comuns o schwanoma e o neurofibroma. No mediastino médio são os cistos broncogênicos e no anterossuperior o timoma. Gabarito letra D. Video comentário: 189785 81 -Há 2 meses, homem de 27 anos foi vítima de acidente com motocicleta, tendo apresentado trauma cranioencefálico e torácico com múltiplas fraturas de arcos costais, hemotórax à esquerda. Foi submetido à drenagem torácica à esquerda e ventilação mecânica por 14 dias, recebendo alta hospitalar após 25 dias. Hoje retorna ao pronto atendimento com queixa de dispneia de instalação progressiva associada à cornagem. Qual a hipótese diagnóstica mais provável? A) Fístula traqueoesofágica. B) Estenose de traqueia. C) Lesão de nervo frênico. D) Fístula broncopleural com derrame. E) Atenção aqui… Temos aqui um paciente que ficou em intubação prolongada (14 dias) e que após a retirada do tubo evolui com dispneia progressiva e associada a cornagem! O que provavelmente está acontecendo? A complicação que ocorre em 5-6% dos pacientes intubados por mais de 8 dias! Trata-se portanto de uma provável estenose de traquéia. Resposta: letra B. Video comentário: 189786 » » » 82 -Homem de 50 anos e obeso deu entrada no pronto atendimento com insuficiência respiratória secundária a grave pneumonia. Mantem hipoxemia mesmo com suplementação de oxigênio, evoluindo com instabilidade hemodinâmica. Foi indicada intubação orotraqueal. Apresenta Mallampati IV, sendo realizada laringoscopia direta para intubação orotraqueal que falhou em 3 tentativas. Durante o procedimento apresentou subitamente dificuldade extrema de ventilação por máscara facial e por máscara laríngea. Considerando-se estas condições qual a atitude recomendada? A) Broncoscopia e Traqueostomia B) Intubação retrógrada C) Cricotireoidostomia D) Intubação com laringoscópio articulado E) Repare que estamos evoluindo para uma situação sem saida. Paciente com via aérea difícil, Mallampati IV que após 3 tentativas de laringoscopia direta não conseguimos intubar e no momento não conseguimos ventilar com mascara facial e nem máscara laríngea, devemos pensar em uma via aérea cirúrgica. Dentre as opções a melhor seria uma cricotireoidostomia. Pode ser realizada cirurgicamente ou percutânea. Gabarito C. Video comentário: 189787 83 -Homem de 40 anos com história de bronquiectasia em tratamento clínico devido à tuberculose tratada há 10 anos, chega ao pronto atendimento com hemoptise estimada em 130ml dia a conduta inicial para hemoptise neste paciente deve ser: A) Broncoscopia flexível, que além do controle permite identificação do local de sangramento. B) Embolização pela radio intervenção. C) Ressecção pulmonar de emergência, devido ao volume superior a 100ml/dia. D) Broncoscopia rígida, por ser a maneira eficaz de bloquear o sangramento. E) Paciente com hemoptise estimada em 130 ml por dia. O que fazer visando a identificação e o tratamento? Certamente a broncoscopia flexível. Afinal, este procedimento tem a finalidade diagnóstica e terapêutica. Mas como pode haver este tratamento? Simples, através do uso de vasoconstritores tópicos na mucosa ou até eletrocauterização de lesões sangrantes. Resposta: letra A. Video comentário: 189789 » » 84 -Em relação ao tratamento do carcinoma pulmonar não pequenas células precoce é correto afirmar: A) Preconiza-se a lobectomia pulmonar por toracotomia sempre que possível por ser mais radical e estar relacionada a maior sobrevida em 5 anos. B) A extensão da ressecção pulmonar tem importância menor, sendo o fator crucial para o sucesso do tratamento a realização da linfadenectomia radical do hilo pulmonar. C) O tratamento de escolha é a lobectomia radical, preferencialmente usando uma técnica minimamente invasiva como a videotoracoscopia. D) A ressecção sublobar deve ser empregada uma vez que a melhor evidência da literatura mostrou recidiva local semelhante entre as técnicas. E) O tratamento de escolha para o câncer pulmonar ressecável - em pacientes clinicamente aptos para a cirurgia - consiste na lobectomia radical, isto é, ressecção completa do lobo pulmonar que alberga o nódulo, acompanhada de linfadenectomia hilar e mediastinal. A técnica de escolha é a videotoracoscópica, que é menos mórbida do que a toracotomia convencional. Ressecções sublobares (ex.: segmentectomia) só são indicadas em pacientes com baixa reserva pulmonar e/ou elevado risco cirúrgico, sendo a taxa de cura inferior com tal estratégia... Resposta certa: C. Video comentário: 189791 85 -Homem de 35 anos procura pronto socorro com queixa de dor no pênis há 3 horas. Durante relação sexual e durante a penetração ouviu um estalido e, a seguir, apresentou detumescência peniana com perda da ereção. Ao exame físico, o paciente apresenta equimose na haste peniana e uretrorragia. Assinale a alternativa que melhor descreve a conduta a ser tomada no pronto-socorro: A) Solicitar ressonância magnética de pelve e pênis, realizar a sondagem vesical de demora e, a seguir, a exploração cirúrgica. B) Solicitar ressonância magnética de pelve e pênis, não realizar a sondagem vesical de demora e explorar apenas se os exames confirmarem alguma lesão. C) Solicitar ultrassom do pênis e uretrocistografia, não realizar a sondagem vesical de demora e baseado nos exames realizar exploração em dois tempos das possíveis lesões. D) Solicitar ultrassom do pênis e uretrocistografia, não realizar a sondagem vesical de demora e baseado nos exames, realizar exploração simultânea das possíveis lesões E) Observem a situação… Durante a relação sexual, o homem percebeu certo estalido com detumescência peniana. Além disso, apresentou uretrorragia. O que provavelmente aconteceu? Uma fratura de pênis com lesão da túnica albugínea que envolve os corpos cavernosos. Há também a possibilidade de lesão uretral. E o que fazer? 1- Ultrassom de pênis para avaliar o grau de lesão ocorrida; 2- Não sondar em nenhuma hipótese, pois se houver lesão de uretra corremoso risco lesões iatrogênicas; 3- Estudar essa uretra através de uma uretrocistografia retrógrada e 4- Realizar exploração simultânea das possíveis lesões. Resposta: letra D. Video comentário: 189793 » » 86 -Homem de 60 anos, sem comorbidades, totalmente assintomático, procura urologista para realizar exame da próstata. Ao exame físico apresenta próstata de 40 gramas, fibroelástica, sem nódulos. PSA = 6,2 ng/dL. Submetido à biópsia prostática que revelou adenocarcinoma de próstata Gleason 7 (4+3) em 50% de 5 fragmentos entre 14 analisados. Indique a alternativa correta: A) O paciente deve ser estadiado com tomografia de pelve e cintilografia óssea. Se os exames demonstrarem doença localizada, o paciente deve ser submetido à prostatectomia radical. B) O paciente deve ser submetido a tratamento cirúrgico ou radioterápico. A realização de cintilografia óssea é facultativa dada a baixa probabilidade de metástase óssea. C) O paciente é candidato à vigilância ativa do câncer de próstata, devendo realizar toque prostático, PSA e biópsia prostática anual para seguimento. D) O paciente é candidato à vigilância ativa do câncer de próstata, devendo realizar tomografia da pelve e cintilografia óssea anualmente durante o seguimento. E) Temos um paciente de 60 anos e sem qualquer comorbidade que recebe o diagnóstico de adenocarcinoma de próstata gleason 7 (4+3) - ISUP 3. Repare que o PSA vale 6,2 e a próstata apresenta 40 g (densidade do PSA = 0,15). Qual será a conduta? Bem, tanto a radioterapia, como a cirurgia são condutas corretas aqui, devendo ser apresentado ao paciente os prós e contras de cada técnica. Já em relação a realização ou não de cintilografia, polêmica! Afinal, várias bibliografias citam que este exame deve ser solicitado para todo caso gleason 7, enquanto outras citam que o memo deve ser pedido apenas com elevações maiores de PSA. De um modo ou de outro, só com a conduta já “matávamos” a questão. Resposta: letra B. Video comentário: 189794 87 -Homem de 74 anos procura o pronto socorro com queixa de dificuldade miccional há 12 horas. Refere que há seis meses apresenta micção com jato fraco, entrecortado e sensação de esvaziamento vesical incompleto. Acorda 3 a 4 vezes à noite para urinar. Ao exame físico apresenta abdome doloroso a palpação em hipogástrio. Toque retal: próstata 80 gramas, sem nódulos. PSA = 3,5 ng/dL. Creatinina = 3,2 mg/dL. Ultrassom: ureterohidronefrose moderada bilateral, bexiga espessada e com divertículos, próstata de 90 gramas. Resíduo pós-miccional de 340 mL. Assinale a alternativa correta: A) Trata-se de uma urgência urológica, devendo o paciente ser submetido à nefrostomia percutânea bilateral para melhora da função renal e, posteriormente, a cirurgia da próstata B) Trata-se de uma urgência relativa, uma vez que o paciente apresenta sintomas miccionais há meses. Pode-se iniciar alfa-bloqueador e finasterida e observar a evolução do quadro. C) Trata-se de uma urgência relativa, devendo o paciente ser submetido a sondagem vesical de alívio e a tratamento clínico com bloqueador alfa- adrenérgico e dutasterida. D) Trata-se de uma urgência urológica, devendo o paciente ser incialmente sondado com sonda de Foley para melhora da função renal e posterior cirurgia prostática. E) Estamos diante de um paciente com próstata aumentada (normal: 30 g) e história de sintoma de trato urinário inferior de longa data. Repare que os sintomas são irritativos (nictúria) e obstrutivos (jato fraco, intermitência…). Este provavelmente já é portador de retenção urinária crônica e essa urina residual na bexiga por longo período já está, inclusive, causando refluxo vesico-ureteral (reparem na ureterohidronefrose bilateral). Ok, mas no momento o que está acontecendo? Certamente uma descompesação com retenção urinária aguda! Se nada for feito o paciente entrará em insuficiência renal aguda por componente pós- renal! O que fazer então? Passar uma sonda vesical de demora (Foley), desobstruindo a via urinária. Resposta: letra D. Video comentário: 189796 » » 88 -Homem de 35 anos apresenta episódios de cólicas nefréticas subentrantes há 3 dias com várias passagens por serviços de pronto atendimento para analgesia. Realizou ultrassom que diagnosticou discreta dilatação pielo-ureteral a direita. É portador do vírus HIV e faz tratamento com várias drogas, entre elas o Atazanavir. A carga viral está indetectável e a creatinina sérica é de 1,1 mg/dL. Indique o exame recomendado para a elucidação diagnóstica neste caso. A) tomografia computadorizada de abdome e pelve sem contraste. B) ultrassom de vias urinárias com doppler colorido. C) tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste iodado. D) ressonância magnética de abdome e pelve com gadolíneo. E) Vários estudos já provaram que usuários do inibidor da protease atazanavir apresentam cerca de 4 vezes maior propensão a formar cálculos. Embora apenas 2% dos usuários iram, de fato, apresentar esta condição. Aqui, esta com certeza é a principal hipótese diagnóstica e, para confirmação, devemos lançar mão do padrão-ouro para este diagnóstico. Este é a tomografia de abdome e pelve com contraste que servirá para avaliarmos se há obstrução ureteral completa ou não. Resposta: letra C. Obs.: Vale lembrar que algumas bibliografias advogam que o exame seria a TC de abdome e pelve SEM CONTRASTE. Afinal, o constraste pode impossibilitar a localização exata do cálculo. Entretanto, em suspeitas de cálculos obstrutivos em ureter o contraste deve ser utilizado após uma TC sem constraste para avaliarmos o grau de excreção e obstrução do rim afetado. Video comentário: 189797 » 89 -Homem de 33 anos apresenta episódios de lombar em cólica de forte intensidade há três dias, acompanhada de náuseas e vômitos. Nega outras doenças. Deu entrada no pronto-socorro há 3 horas. Ao Exame Físico: Regular Estado Geral, corado, desidratado +, eupneico, anictérico. Pressão Arterial: 120X80 mmHg; Frequência Cardíaca: 100bpm; Temperatura axilar: 38°C Abdome: flácido, doloroso no flanco direito. Giordano positivo à direita Ruídos hidroaéreos presentes e normais. Descompressão Brusca negativa. Exames laboratoriais: Hemoglobina: 14,5 g/dL; Leucócitos: 13200 com desvio à esquerda; PCR: 15; Creatinina: 1,1 mg/dL e Glicemia: 92 mg/dL. Realizado o exame cuja imagem é mostrada abaixo: O achado desse exame e a melhor conduta recomendada para este paciente são respetivamente: A) cálculo calicial superior e ureteral; antibioticoterapia e drenagem da via urinária B) cálculo coraliforme incompleto; antibioticoterapia e drenagem, da via urinária. C) cálculo coraliforme incompleto; antibioticoterapia de largo espectro. D) cálculo calicial superior e ureteral; remoção dos cálculos por ureteroscopia. E) Temos um paciente com sinais evidentes de infecção e com clínica apontando para alguma causa renal. A TC (padrão-ouro para nefro e ureterolitíase) mostra um cálculo em cálice superior e um outro, provavelmente obstrutivo, em junção uretero-pélvica (JUP). Conduta? Iniciar antibioticoterapia e descomprimir a via urinária com cateter ureteral (duplo J). Resposta: letra A. Video comentário: 189798 » 90 -Homem de 60 anos refere dor em flanco direito, continua de intensidade moderada associada a episódios de hematúria indolor há um ano. É hipertenso, controlado com medicações. Tabagista: fuma 20 cigarros/dia há 35 anos. Ao Exame Físico: Bom Estado Geral, corado, eupneico. Pressão Arterial=130X90 mmHg. Abdome: globoso, flácido, levemente doloroso a palpação do flanco direito. Ruídos hidroaéreos presentes e normais. Descompressão brusca negativa. Foi submetido ao exame mostrado abaixo. Com relação ao diagnóstico e tratamento, assinale a alternativa correta. A) Cistos renais bilaterais - enucleação. B) Cistos renais bilaterais e tumor renal à direita - nefrectomia radical à direita. C) Cistos renais bilaterais e tumor renal à direita- enucleação. D) Cistos renais bilaterais e tumor renal à esquerda - enucleação.E) Paciente tabagista com hematúria macroscópica e mais de 40-50 anos deve ser investigado para neoplasia do trato urinário! Câncer de bexiga, inclusive, seria o primeiro a se pensar aqui! Entretanto, para nossa surpresa, o que apareceram foram múltiplos cistos bilaterais e um grande tumor sólido que aparenta ser bastante endofítico e de grande tamanho. Conduta? Nefrectomia direita! Resposta: letra B. Video comentário: 189779 » 91 -Homem de 16 anos é trazido pela mãe ao pronto-socorro da Santa Casa de pequena cidade do interior de São Paulo. O rapaz referia dor testicular à esquerda há aproximadamente 4 horas, de forte intensidade. Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral, corado, fácies de dor, abdome flácido, e indolor. O exame da genitália masculina revelou leve vermelhidão em prepúcio; testículo direito tópico, de tamanho e consistência normais; testículo esquerdo aumentado de volume e eritematoso, de difícil palpação devido à dor e edema local. A elevação do testículo esquerdo resultava em discreta melhora da dor, e o reflexo cremastérico estava abolido deste lado. A Santa Casa não possui setor de medicina nuclear, mas possui médico ultrassonografista de plantão à distância que reside em cidade vizinha e que leva em torno de duas horas para chegar ao local. Caso seja indicada cirurgia, o tempo de preparo do paciente e da sala cirúrgica leva duas horas. Frente a esse quadro e hipóteses diagnósticas, a conduta recomendada é: A) Solicitar USG Doppler de testículos indicar cirurgia conforme o resultado deste. B) Solicitar hemograma, PCR, urina I e urinocultura. C) Iniciar antibioticoterapia via oral e reavaliar o paciente em 12 horas. D) Exploração testicular em centro-cirúrgico. E) Estamos diante de um caso de escroto agudo! Sendo assim, quais são as duas hipóteses diagnósticas principais que tem que “pular” na sua mente? Epididimite (orquite ou orquiepididimite) e torção testicular. Ok, mas quais são os sinais e/ou sintomas clássicos típicos de cada um deles? Epididimite: É comum a melhora da dor com elevação do testículo aometido. (sinal de Prehn presente) e o reflexo cremastérico está presente. Torção de testículo: O sinal de Prehn está ausente, assim como o reflexo cremastérico. Sendo assim, embora a questão tenha mostrado uma “discreta” melhora com a elevação, o que chama a atenção mesmo é o reflexo abolido. Conduta: exploração testicular em centro-cirúrgico, afinal este diagnóstico não permite muita espera. Resposta: letra D. Video comentário: 189776 92 -Menino de três anos é trazido pelos pais ao urologista com quadro de hematúria macroscópica indolor e sem coágulos há dois meses. O menino não apresenta comorbidades. O exame físico revela-se normal, estando a criança em bom estado geral, corada, e com discreta dor a palpação do flanco e hipocôndrio direitos. A tomografia computadorizada com contraste intravenoso revelou rim direito normal e massa renal a esquerda, de 8 cm, preservando o polo inferior, chegando quase até a linha média, heterogênea. A principal hipótese diagnóstica e o tratamento mais indicado são: A) Rim multicístico; nefrectomia esquerda vídeolaparoscópica. B) Nefroblastoma: nefrectomia polar inferior; quimioterapia adjuvante. C) Neuroblastoma: quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia. D) Nefroblastoma; quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia. E) Questão que fala sobre o tumor renal maligno mais frequente em crianças! Afeta principalmente os indivíduos até 5 anos de idade e tem seu pico de incidência entre 3-4 anos. As manifestações mais comuns são: distensão abdominal, hipertensão arterial, dor abdominal, febre, anorexia, náuseas, vômitos e hematúria. E o nome do tumor? Tumor de Wilms ou nefroblastoma, que corresponde a uma neoplasia embrionária. E como deve ser o tratamento? Em relação a isso a bibliografia é bem discordante. Alguns centros optam pela nefrectomia total “de cara”, enquanto outros iniciam uma quimioterapia neo adjuvante antes da cirurgia. Melhor resposta: letra D. Video comentário: 189774 » » 93 -Mulher de 68 anos, portadora de doença pulmonar obstrutiva crônica, hipertensão arterial e ex-tabagista tem achado incidental de aneurisma da aorta abaixo da emergência das artérias renais com diâmetro máximo de 5,5cm. É assintomática com relação ao aneurisma. Realiza atividades domésticas sem auxílio. Qual a conduta recomendada neste caso? A) Deve-se indicar a correção por laparotomia mediana já que este acesso é o ideal para as correções infrarenais. B) Deve-se preferir a correção endovascular do aneurisma, pois o sexo feminino e a doença pulmonar aumentam os riscos de rotura. C) Deve-se preferir o tratamento clínico, pois a doença pulmonar aumenta o risco de morbi mortalidade cirúrgica. D) Deve-se preferir o tratamento clínico, pois a paciente é assintomática. E) Primeira pergunta: Há indicação de tratar esse aneurisma, sabendo que não há sintomas, não complicações, não há como saber a taxa de crescimento e não há dados que apontem para um aneurisma sacular? Segundo a 20ª Ed. do Sabiston, nestes casos o aneurisma deve ser tratado quando apresentar mais de 5,5cm em seu maior diâmetro e o da questão apresenta exatamente 5,5 cm. Porém, nas mulheres, este valor de corte é de 5,0 cm. Como a nossa paciente é do sexo feminino, já temos indicação clara de abordagem cirúrgica e, neste caso, a correção de escolha é, certamente, a endovascular, devido ao risco cirúrgico elevado. Resposta: letra B. Video comentário: 189767 94 -Homem de 78 anos com hipertensão arterial sistêmica tem identificada a presença de sopro cervical em exame de rotina. Ao duplex scan, a velocidade de pico sistólico na bifurcação carotídea esquerda foi de 320cm/s. A tomografia mostrou que a origem das carótidas e subclávia direita em tronco único, com calcificações na convexidade do arco aórtico. Qual a conduta recomendada neste caso? A) Deve-se realizar endarterectomia carotídea. B) Deve-se optar pela dupla antiagregação. C) Deve-se realizar angioplastia sem uso de stents. D) Há indicação de intervenção, deve ser realizada angioplastia com uso de stent. E) Um paciente idoso e hipertenso apresenta sopro cervical ao exame físico, que indica a presença de doença aterosclerótica carotídea significativa. O duplex scan, como esperado, mostra uma velocidade elevadíssica na bifurcação carotídea, sinal de estenose grave da carótida. O estudo do Dopplerfluxometria permite a avaliação da velocidade do fluxo arterial e de suas variações, com isso permitindo estimar, com base na hemodinâmica, o grau da estenose. Na doença carotídea, o pico de velocidade sistólica é o principal fator determinante do grau da estenose. A velocidade acima de 230 cm/s deve-se a uma estenose superior a 70%. Mesmo assintomático, este paciente tem estenose grave e indicação de tratamento cirúrgico. Daí a importância da avaliação tomográfica, que consegue definir fatores relevantes no pré-operatório e na decisão da técnica cirúrgica a ser empregada. A endarterectomia cartotídea segue, até hoje, como a melhor técnica no tratamento da doença cerebrovascular, com menor risco para o mesmo benefício. A angioplastia é preferida à endarterectomia apenas em casos de pescoço difícil, como quando há cirurgia prévia, história de radiação cervical, traqueostomia e bifurcação carotídea alta, próxima ao ângulo da mandíbula. Nosso paciente tem apenas um achado curioso na tomografia: a carótida esquerda emerge em um tronco único com o tronco braquicefálico, uma variação anatômica denominada tronco bovino, presente em 10% dos casos. Esse tipo de arco aórtico oferece certa dificuldade na cirurgia endovascular, portanto a melhor técnica é, de fato, a endarterectomia. Resposta: alternativa A. Video comentário: 189755 » » 95 -Homem de 68 anos com antecedente de tabagismo de 75 maços-ano, apresenta dor em panturrilha para caminhar há 3 anos. A dor surge aproximadamente após 800 m de caminhada e melhora após alguns minutos de repouso. Há 2semanas, após trauma no pé, surgiu uma ferida que não cicatriza, com crosta necrótica, odor fétido e evolução para dor em repouso. Ao exame de pulsos, nota-se a presença de pulso femoral e ausência de pulsos poplíteo e tibiais. Qual a alternativa que contem respectivamente o nome da condição anterior ao quadro agudo, o termo que descreve a condição atual e a localização da obstrução arterial? A) Claudicação limitante, isquemia limitante e segmento femoropoplíteo. B) Claudicação intermitente, isquemia crítica e segmento aortofemoral. C) Claudicação limitante, isquemia crítica e segmento femorotibial. D) Claudicação intermitente, isquemia crítica e segmento femoropoplíteo. E) O paciente tem dor na panturrilha ao caminhar grandes distâncias com melhora após repouso. Diagnóstico? Claudicação intermitente! E no momento… Qual a condição atual? Certamente estamos diante de uma isquemia crítica, demonstrada através da ferida que não cicatriza! E onde está a obstrução? Se há pulso femoral e não há poplíteo, certamente a obstrução é no segmento femoropoplíteo. Resposta: letra D. Video comentário: 189747 96 -Mulher de 81 anos, portadora de hipertensão arterial sistêmica de longa data. Relata tabagismo prévio e abstinente há 10 anos. Chega ao pronto atendimento com sintomas de amaurose fugaz em olho esquerdo (3 episódios nos últimos 2 dias com 3 minutos de duração cada), e um episódio há 1 hora de perda da capacidade de fala, com recuperação em 10 minutos. Ao exame físico as bulhas cardíacas são normofonéticas e o ritmo é regular. O que se espera encontrar no exame físico e qual o primeiro exame complementar indicado para identificar a provável etiologia da doença? A) Perda de campo visual e tomografia de crânio. B) Sopro cervical à esquerda e ultrassonografia com doppler de carótidas. C) Sopro cervical à direita e ultrassonografia com doppler de carótidas. D) Sopro cervical à direita e tomografia de crânio. E) Temos uma paciente com déficit focal transitório, a amaurose fugaz, que é o sintoma de doença aterosclerótica carotídea sintomática mais comum, além de distúrbios da fala, já revertidos. Portanto um ataque isquêmico transitório (AIT). Nesse caso, espera-se que haja uma placa de ateroma estenótica significativa (acima de 50%) na carótida ipsilateral, isto é, à esquerda. Ao exame clínico, podemos perceber um leve frêmito carotídeo esquerdo ou um sopro cervical à esquerda, no entanto o exame normal é muito comum. Diante disso, é essencial investigar ambas as carótidas com ecografia com Doppler colorido das carótidas, e também avaliar as vertebrais. Pacientes com AIT tem risco alto de desenvolver um acidente vascular cerebral (AVC) nos próximos 6 meses, mas principalmente no mesmo mês do episódio, portanto a investigação adequada e o tratamento são essenciais para evitar as consequências de um AVC. Resposta: alternativa B. Video comentário: 189734 » » 97 -Homem de 75 anos com diagnóstico de fibrilação atrial procurou o Pronto Socorro com queixas de dor persistente, parestesia, paralisia de pododáctilos e diminuição de temperatura em membro inferior esquerdo, de início súbito, há 6 horas. Não estava recebendo anticoagulação plena. O exame físico evidenciou ausência de pulsos femoral, poplíteo e distais neste membro. Com relação ao caso em questão pode-se afirmar que: A) Trata-se de um quadro de oclusão arterial aguda compatível com indicação de amputação primária. B) O diagnóstico do local obstruído é impossível apenas com base na história e exame físico cuidadoso. C) A via de acesso mais indicada não é a bifurcação da artéria femoral comum no triângulo de Scarpa. D) A heparinização sistêmica deve ser realizada assim que o diagnóstico de oclusão arterial aguda tenha sido estabelecido. E) Vamos pensar juntos… O que provavelmente aconteceu? Bem, certamente um embolo se “soltou” e fez uma oclusão arterial aguda na altura da ilíaca externa. Perfeito. Mas o que fazer? Amputar? Calma… Provavelmente o membro ainda é viável. Sendo assim o melhor é confirmar o diagnóstico e, após, realizar heparinização sistêmica. Resposta: letra D. Video comentário: 189726 98 -Mulher de 66 anos portadora de diabetes mellitus há pelo menos 12 anos, procura o hospital com quadro de úlcera plantar infectada de odor fétido, com flegmão ascendente e pulsos periféricos palpáveis. Assinale a alternativa correta: A) A neuropatia é incomum como causa das úlceras plantares enquanto a microangiopatia favorece as infecções. B) A conduta recomendada consiste em antibioticoterapia endovenosa e desbridamento por cirurgião experiente com quadros de pé diabético. C) Por ter pulsos periféricos palpáveis a paciente tem baixo risco de perda do membro. D) Deve-se atentar ao exame físico para presença de crepitação, que pode significar fratura e, portanto, uma emergência vascular. E) Estamos diante de um caso de úlcera plantar infectada em paciente diabética, muito provavelmente, mal controlada. O que fazer? Controle da infecção e desbridamento cuidadoso dos tecidos acometidos mantendo o máximo de tecido são. Resposta: letra B. Video comentário: 189707 » » 99 -Mulher de 34 anos foi vítima de ferimento por arma branca no braço direito. Apesar de perder grande volume de sangue, apresenta pulso presente distal à região da lesão. Assinale a alternativa correta: A) Se não houver congruência da lesão com trajeto arterial, deve-se realizar apenas um exame de imagem não invasivo para fins legais. B) A arteriografia é mandatória em casos que o trajeto arterial foi atingido pelo trauma. C) Uma vez que há pulso distal presente as lesões arteriais estão descartadas. D) Em caso de trajeto arterial do ferimento com pulso distal presente, deve-se proceder ao exame de imagem não invasivo para identificar lesões parciais. E) Temos uma mulher jovem, vítima de ferimento por arma branca em braço direito. No exame, há pulso distal embora tenha perdido grande quantidade de sengue. Antes de analisar as opções, o que podemos concluir com essas informações? Que provavelmente um grande vaso foi acometido. Mas será que foi uma artéria? Não sabemos… A lesão pode ter sido parcial. Assim, o melhor a se fazer é avaliar o trajeto do ferimento (dinâmica do trauma) e investigar (com exames não invasivos) se há lesões parciais. Resposta: letra D. Video comentário: 189704 100 -Homem, 72 anos, previamente com hipertensão arterial e sem outras comorbidades sabidas prévias. Chega ao pronto socorro contando história de dor abdominal em hipocôndrio direito. Ao exame físico está estável, pulsos periféricos todos palpáveis e massa abdominal pulsátil indolor em mesogástrio e dor a palpação de hipocôndrio direito. Ao ultrassom visualizado cálculos biliares em grande quantidade não obstrutivos e dilatação da aorta abdominal de 6cm de diâmetro. Assinale a alternativa que representa a conduta recomendada neste caso: A) Deve-se priorizar o achado do aneurisma, indicando investigação complementar e correção eletiva, precedendo-se à colecistectomia. B) Trata-se de aneurisma de aorta roto, sendo imperativa a sua correção de urgência. C) É um caso de aneurisma de aorta abdominal em iminência de rotura, indica-se correção imediata. D) Os sintomas são referentes à colecistopatia calculosa e, portanto, deve-se realizar a colecistectomia em caráter de urgência. E) Caso comum em grandes hospitais! Repare que temos uma paciente com colelitíase sintomática e que, no exame físico, foi vista uma massa pulsátil em mesogástrio. Hipótese diagnóstica? Aneurisma de aorta abdominal! Conduta? Avaliar o diagnóstico de aneurisma e indicar correção eletiva. Após, realizar a colecistectomia. Resposta: letra A. Video comentário: 189701 » »