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Nutrição Humana - Vitaminas

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Gabriela Pereira da Silva
Nutrição-UFGD
Vitaminas
São substâncias orgânicas, cuja presença na alimentação, mesmo em quantidades mínimas é indispensável para garantir o perfeito desenvolvimento e funcionamento do organismo.
Não são fontes de energia.
São denominadas micronutrientes.
Em excesso ou em deficiência podem causar Hipervitaminose (excesso de ingestão), hipovitaminose (carência parcial), avitaminose (carência extrema ou total).
Pró-vitaminas: substâncias que podem ser transformadas em vitaminas pelo nosso organismo (ex.: carotenos → pró-vitamina A).
Classificação – solubilidade
Vitaminas lipossolúveis (solúveis em água): A, D, E, K
Absorvidas no TGI junto com os lipídios e a absorção eficiente requer a presença de bile.
Transportadas para o fígado por quilomícrons via linfática.
Vitamina A e D circulam ligadas as proteínas específicas e vitamina E e K ligadas a lipoproteínas.
Estocadas em vários tecidos corpóreos:
· Vitamina A: no fígado.
· Vitamina D e K: em tecidos adiposo e muscular.
· Vitamina K: não tem capacidade de armazenamento.
Em excesso podem produzir toxicidade.
Excreção: principalmente via fecal, podendo haver discreta excreção via urinária.
Vitaminas hidrossolúveis (solúveis em água)
Englobam as vitaminas do complexo B e a vitamina C.
São essenciais para o metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas.
Atuam como coenzimas ou como grupo prostético de enzimas responsáveis por reações químicas: auxiliam na produção de energia (metabolismo energético).
Várias doenças são associadas à deficiência de vitaminas hidrossolúveis: pelagra (niacina), beribéri (tiamina), escorbuto (vit. C), anemia megaloblástica (ác. Fólico), doença dos três D (niacina).
Não são normalmente armazenadas no organismo em quantidades significativas.
Aporte diário é desejável para evitar depleção e interrupção das funções fisiológicas normais.
Vitaminas Hidrossolúveis
Solúveis em água.
Englobam as vitaminas do complexo B e a vitamina C.
B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (niacina ou nicotinamida), B5 (ácido pantotênico), B6 (piridoxina), B7 (biotina), B9 (ácido fólico ou folato), B12 (cobalamina), C (ácido ascórbico).
Vitamina b1: Tiamina
Características químicas: 
· A tiamina (B1) consiste em um anel pirimidina e outro tiazol unidos por uma ponte de metileno. 
· A vitamina livre constitui uma base.
· As formas fosforiladas da tiamina são tiamina-monofosfato (TM), tiamina-pirofosfato (TP) e tiamina-trifosfato (TT).
Principais funções:
· A tiamina apresenta funções enzimáticas e não coenzimáticas.
· Necessária para o metabolismo dos carboidratos e alguns aminoácidos.
· “Transforma” o ácido pirúvico (glicose) e alfa-cetoácidos (aa metionina, leucina, isoleucina, treonina e valina) → ciclo de Krebs.
· Coenzima no ciclo da pentose-fosfato: utilização da glicose.
Absorção e metabolismo:
· É absorvida no duodeno e no jejuno proximal → transferida para a circulação porta por meio de transporte ativo (este é inibido pelo álcool) → tecidos captam a tiamina livre.
· Alguma tiamina livre é excretada na urina, e também pode ser perdida pelo suor.
· As reservas são pequenas, daí a importância do consumo regular na dieta.
· Calcula-se que o conteúdo total de tiamina nos adultos seja ao redor de 30 mg e sua meia-vida biológica de 9,5 a 18,5 dias.
Fontes alimentares:
· Quantidades moderadas de tiamina podem ser encontradas na maioria dos alimentos, mas as fontes alimentares mais ricas nessa vitamina são: grãos integrais, arroz integral, carne de porco, fígado, leite, soja, nozes, feijões secos, ervilhas e leveduras.
· Nos cereais, a vitamina está concentrada principalmente no gérmen, cobrindo cerca de 40% das necessidades de tiamina em seres humanos.
· Em alguns países, a farinha de trigo é enriquecida com tiamina, já que está se perde durante o processamento.
Deficiência e toxicidade:
· Não possui toxicidade.
· Deficiência pode levar a Beribéri e a síndrome de Wernicke-Korsakoff.
Beribéri: é uma grave síndrome de deficiência de tiamina, observada principalmente em áreas onde o arroz polido é o principal componente na dieta.
· Sintomas em adultos: pele seca, irritabilidade, pensamento desordenado, paralisia progressiva.
· Sintomas de Beribéri Infantil: taquicardia, vômito, convulsões, morte (se não houver tratamento.
· O beribéri infantil ocorre em bebês que são amamentados por uma mãe com deficiência de vitamina B1.
Síndrome de Wernicke-Korsakoff: associada principalmente como o alcoolismo crônico. Ocorre a diminuição na absorção intestinal devido a inibição do álcool no transporte ativo para o sistema porta.
· Sintomas: apatia, perda de memória, movimento rítmico dos globos oculares, prejuízos na memória recente.
Recomendações nutricionais: DRI (2005) – *AI/**RDA
· Idade
· 0 a 6 meses: 0,2 mg/dia*
· 7 a 12 meses: 0,3 mg/dia*
· 1 – 3 anos: 0,5 mg/dia**
· 4 – 8 anos: 0,6 mg/dia**
· 9 – 13 anos: 0,9 mg/dia**
· Sexo masculina: ≥ 14 anos: 1,2 mg/dia**
· Sexo feminino: 14 – 18 anos: 1,0 mg/dia**
· ≥ 19 anos: 1,1 mg/dia**
· Gestação e lactação: 1,4 mg/dia**
VItamina b2 – riboflavina
Caraterísticas químicas:
· A riboflavina é definida quimicamente como 7,8-dimetil-10-ribitil-isoaloxazina e tem uma estrutura planar, apresentada.
· A vitamina livre consiste em uma fase fraca e é pouco solúvel em soluções aquosas. 
Funções:
· Formato de eritrócitos.
· Essencial para gliconeogênese.
· Regulação das enzimas tireoidianas.
· Regulação das enzimas tireoidianas.
· FAD e FMN coenzimas no metabolismo energético.
· FMN: ativação da vitamina piridoxina.
· FAD: conversão do aminoácido triptofano na vitamina niacina.
Absorção e metabolismo:
· É absorvida na porção superior do intestino delgado.
· A parte absorvida é fosforilada na mucosa intestinal e entra na corrente sanguínea.
· A captação pelos tecidos ocorre através de transporte passivo mediado pelo transportador de riboflavina livre.
· A excreção do excesso não utilizado será pela urina.
Fontes alimentares:
· Amplamente distribuída nos alimentos em pequenas quantidades.
· Destaque para: carnes, vísceras (rins e fígado), leite e derivados.
Deficiência e toxicidade:
· Não possui toxicidade.
· A deficiência é rara, embora ela frequentemente acompanhe deficiências de outras vitaminas.
· Os principais sintomas de deficiência são: dermatite, queilose (lesões da margem dos lábios), descamação da língua.
Recomendações nutricionais: DRI (2005) - *AI/**RDA
· Idade
· 0 a 6 meses: 0,3 mg/dia*
· 7 a 12 meses: 0,4 mg/dia*
· 1 – 3 anos: 0,5 mg/dia**
· 4 – 8 anos: 0,6 mg/dia**
· 9 – 13 anos: 0,9 mg/dia**
· Sexo masculina: ≥ 14 anos: 1,3 mg/dia**
· Sexo feminino: 14 – 18 anos: 1,0 mg/dia**
· ≥ 19 anos: 1,1 mg/dia**
· Gestação: 1,4 mg/dia**
· Lactação: 1,6 mg/dia**
Vitamina b3 – niacina
Características químicas:
· As estruturas do ácido nicotínico e da nicotinamida, ambos são sólidos, brancos, cristalinos e estáveis.
· A nicotinamida é mais solúvel que o ácido nicotínico em água, álcool e éter e lipossolúvel apenas na forma neutra – isto é, como um nitrogênio sem carga no anel piridina.
· Suas formas coenzimáticas ativadas são o dinucleotídio de nicotinamida adenina (NAD) e o NAD fosfato (NADP), as quais ocorrem nas formas oxidadas (NAD+ e NADP+) e reduzidas.
Funções:
· Coenzimas NADH e NADPH – 200 enzimas dependentes.
· Essenciais nas reações de liberação de energia dos macronutrientes.
· Síntese de glicogênio.
· Doses altas: redução da concentração de colesterol e triglicerídes.
Absorção e metabolismo:
· Absorção: estômago e intestino delgado → circulação → tecidos → coenzimas nicotinamida adenina dinucleotídeo (NADH) e nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato (NADPH)
· Formação de niacina a partir do aa triptofano: dependente de riboflavina (B2) e piridoxina (B6).
· 60 mg de triptofano = 1 mg de niacina.
Fontes alimentares:
· Cereais integrais, carnes, peixes, nozes, leguminosas e cogumelos.
Deficiência e toxicidade:
· Não possui toxicidade, mas altas doses podem levar a insuficiência hepática (consumo superior a 500 mg/dia).
· A deficiência de niacina causa pelagra.
Pelagra:
· A pelagra caracteriza-se