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MODELO 2 DEFICIENTE AUDITIVO

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Daiane Cordeiro Santos Rosa Duarte
	
RELATÓRIO SOBRE INCLUSÃO
Cascalho Rico
2021
SUMÁRIO
 
1	INTRODUÇÃO	3
2	APRESENTAÇÃO	3
3 AÇÕES PARA INCLUSÃO	3
4	CONCLUSÃO	5
REFERÊNCIAS	5
1 INTRODUÇÃO
O objetivo desta atividade é discutir a inclusão dos alunos com deficiência auditiva em escolas regulares e se estas escolas se encontram preparadas para receber estas crianças. A importância de discutir este tema se justifica pelo fato de que, para os deficientes, ainda hoje a inclusão não é uma realidade em todas as escolas, sejam elas públicas ou privadas.
 Sabemos que pessoas deficientes têm o direito de igualdade em qualquer instituição de ensino, mas muito além das obrigações implementadas por lei, não podemos deixar a empatia e humanidade de lado e termos total consciência de que antes de tudo, somos todos seres humanos e lutamos pelos mesmos direitos.
2 APRESENTAÇÃO 
A deficiência auditiva é a incapacidade total ou parcial de ouvir, apresentando assim um entrave ao desenvolvimento social dos indivíduos com deficiência. Nesse sentido, observa-se a importância da inclusão escolar, que deve garantir a igualdade de acesso ao conhecimento a todos os alunos.
 O decreto n. 5.626/05 regulamentou a lei n. 10.436/02, conhecida como Lei de Libras, estabelecendo diretrizes para a inclusão de Libras como disciplina curricular, a formação e certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngue no ensino regular. Além disso, o Plano Nacional de Educação prevê metas e estratégias que visam o acesso, inclusão e permanência dos alunos surdos na escola.
3 AÇÕES PARA INCLUSÃO
Ações para a inclusão do aluno com deficiência auditiva em sala de aula:
Nas aulas
· Apresentar ao aluno uma síntese provisória da aula por escrito;
· Dirigir-se sempre ao aluno para localizá-lo sobre o tema que está sendo falado em sala (falar perto, devagar e olhando para o aluno);
· Orientar a respeito de termos da área, indicando onde se pode, ou não, utilizar sinônimos;
· Oferecer questões indicativas para estudo individual dos conteúdos fundamentais da disciplina, especialmente nos textos mais extensos;
· Cuidar que os vídeos utilizados tenham legenda;
· Quando necessário estabelecer o sistema de monitoria para estudos;
· Fixar em murais recados e avisos sobre trabalhos, provas, aulas práticas, laboratoriais, mudanças de horários de atividades programadas, para garantir que o aluno surdo tenha acesso a todas as informações que os outros alunos estão recebendo;
· Ao serem apresentados seminários pelos outros alunos, considere-se a presença do aluno com deficiência auditiva – inclusive este é um espaço significativo para uma aprendizagem diferenciada;
· Indicar o tema da aula seguinte, no sentido de possibilitar ao aluno a leitura antecipada do conteúdo proposto.
 
Na avaliação
· Corrigir a produção escrita de maneira diferenciada, levando em consideração o que está proposto na portaria N.3284/2003, do MEC (“flexibilidade na correção das provas escritas, valorizando o conteúdo semântico”);
· Propor avaliações mais objetivas, ou, realizar avaliações orais com a tradução do intérprete de LIBRAS. Essas avaliações, caso o professor ache necessário, podem ser filmadas ou gravadas em áudio para ficarem registradas;
· Flexibilização do tempo e diferenciação da metodologia, caso o aluno tenha grandes dificuldades com a interpretação da língua portuguesa escrita;
· Evitar prova surpresa sobre o conteúdo da aula do dia, justamente pelo tempo necessário para internalização do conteúdo pelo aluno.
· Indicar onde seria interessante a presença do intérprete de LIBRAS (avaliações onde o aluno precisaria comunicar-se oralmente com o grupo – docentes e discentes);
· Avaliar continuamente, considerando os diagnósticos iniciais e a construção gradual do conhecimento por parte do aluno em questão.
4 CONCLUSÃO
Contudo a inclusão de todas as pessoas nas escolas comuns é uma conquista social imensa. No entanto, o reconhecimento e a aceitação da diversidade se respaldam na atuação dos profissionais que orientam as escolas em relação aos procedimentos que devem ser tomados, a fim de viabilizar o processo de inclusão. Ainda há muito a ser feito para que a inclusão da pessoa com deficiência auditiva na escola seja efetuada, mas uma gestão inclusiva da escola regular pode contribuir para que a experiência do aluno surdo seja não apenas pedagógica, mas também social.
REFERÊNCIAS
Faz Educação & Tecnologia. A importância da inclusão escolar: conceitos básicos. Disponível em: < https://www.fazeducacao.com.br/post/conceitos-basicos-inclusao-escolar>. Acessado em: 24 de jul. de 2021.
BRASIL. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000.. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm>. Acessado em: 24 de jul. de 2021.
Universidade Metodista de São Paulo. Orientações imediatas para a inclusão do aluno com deficiência auditiva em sala de aula. Disponível em: <http://portal.metodista.br/assessoria-para-inclusao/dicas/orientacoes-para-inclusao-do-aluno-com-deficiencia-auditiva>. Acessado em: 26 de jul. de 2021.