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A V A L I A Ç Ã O E T R A T A M E N T O D A D O R
O S O P I Ó I D E S
ANESTESIOLOGIA
Experiência sensorial e emocional
desagradável, associada a uma lesão real ou
potencial, ou descrita em termos de tal dano.
É a percepção consciente de um trauma
tecidual
Se o paciente tem estímulo de dor mas não
consegue perceber, como quando
anestesiado, ele teve um estímulo nociceptivo,
não "dor" de fato.
Principal fármaco: morfina
O que é dor? Classificação
Tratamento da dor quando negligenciado por
tratamentos inadequados gera prejuízo ao bem-
estar animal.
Dor Crônica: eutanásia para se aliviar o sofrimento
Longevidade: 86% de proprietários de cães e 93% e
proprietários de gatos preferem que o animal viva
bem, porém menos do que viva mais e
desconfortável.
Analgesia: avaliação da dor
Subjetividade e complexidade estão muito
presentes na veterinária pois os pacientes não
falam.
O mau manejo era pela falta de conhecimento de
forma geral.
Características
Duração
Aguda: estímulo nociceptivo que,
quando mal tratado pode levar ao
crônica
Crônica: é neuropática por causa da
ativação neuronal contínua
Intensidade
Leve, moderada ou severa
Leve: sonda esofágica
Moderada: esplenoctomia
Severa: ortopédica, mastecto, retirada
de membro
Origem
Nociceptiva: normalmente agudo
fisiológica (todas começam como
"fisiológica")
Inflamatória: dura em média 15 dias, em
caso de cirurgia, em caso de biópsia uns
5 dias...
Neuropática: estímulo neuronal contínuo
crônico. A dor é irreversível, mas pode
ser controlada.
Manutenção dos comportamentos normais
Perda de comportamentos normais
Desenvolvimento de novos comportamentos
Ex: lambedura, prostração, não comer, apatia,
isolamento, mancar, letargia, vocalização,
mudança no comportamento de forma geral.
Comportamento Animal x Parâmetros Fisiológicos
H I S T Ó R I A D A A N E S T E S I O L O G I A
ANESTESIOLOGIA
Identificação da Dor
Controle da dor -> terapia multimodal
Fármacos com diferentes Mecanismo de Ação
-> diferentes vias de dor
Anestésicos locais
Opióides
AINES
Tripé da Analgesia:
Controle da Dor
Classe de fármacos mais eficaz no tratamento
da dor
Dor crônica e Aguda
Analgesia protetiva em casos cirúrgicos
Mecanismo de Ação:
Agem diretamente nos receptores
opióides
Reduzam a liberação dos
neutrotransmissores excitatórios
(glutamato e subst. P)
Ativam as vias inibitórias descendentes
noradrenérgicas e serotonérgicas
Reduzem os efeitos psicológicos da dor,
causando leve sedação
Efeitos desejáveis:
Ótima analgesia
Sedação
Relaxamento muscular
Efeitos indesejáveis:
Causam depressão respiratória e cardíaca
Causam diarréia e vômito (alteração no
TGI)
Hipertermia
Midríase
Euforia
Excitação
Opióides
Antagonista puro
Deslocam os agonistas e agonistas-
antagonistas e ocupam os receptores,
mas não ativam, inclusive desativam-
nos!
SE FOI ANTOXICADO POR AGONISTA TOTAL OU
USA AGONISTA-ANTAGONISTA OU ANTAGONISTA
TOTAL!
H I S T Ó R I A D A A N E S T E S I O L O G I A
ANESTESIOLOGIA
3 receptores mi e kappa (o delta não se fala
muito)
4 grupos
Agonistas totais
Morfina
Estimula TODOS os receptores, mas
tem mais afinidade com o mi,
ocasionando maior alívio de dor
quando comparado com agonistas-
antagonistas
Agonista-parciais
são considerados "coringa", podendo
ser agonista ou antagonista e esse
estado depende da situação.
Ele será agonista quando são
administrados como agem com
opióide menos potente (como
agonistas parciais)
Da mesma forma, será antagonista
quando for administrado com agentes
opióides mais potentes, como os
agonistas totais (morfina).
Agonista-antagonista
Não age no receptor mi, apenas no
receptor kappa, que são
extretamemente sedativos, mas
analgesia média/morderada.
Se for aplicar um opióide mi, não deve
aplicar um agonista-antagonista
porque ele vai dificultar que o
agonista puro aja no receptor. Pode
ser usado para reverter!
H I S T Ó R I A D A A N E S T E S I O L O G I A
ANESTESIOLOGIA
Agonistas mi
Aumenta o tônus vagal e, portanto, diminui a
FC.
Depressão respiratória
Analgesia
Metadona, morfina, fentanil, petidina
Contratilidade miocárdica inalterada
Morfina
Opióide "mãe"
Agonista total de receptor mi
Pode ser usado 0,1-0,5ml/kg - IV ou IM
IV pode liberar histamina, gerando
hipotensão
Por isso é melhor usar IM
Efeito: vômito, salivação ou defecação
Efeito: liberação histamina
Latência: 5-10 min
Duração: 2 a 6h
Peridural: 24h
Metadona
Prima "ryca" da morfina
Agonista total nos receptores opióides mi +
antagoismo de receptores NMDA
No gato é mais anestésica que a morfina e
tem menos efeitos colaterais, mas a
bradicardia é mais intensa
Não libera histamina
Não causa vômito
Gatos: metabolização independente da
glucoronidação
Dose: 0,3 a 0,6mb/kg por IV ou IM ou
TRANSMUCOSA (sendo até mais duradoura)
Benzodiazepínicos
Para gatos a
metadona tem mais
chances de uma
anestesia bem
sucedida
H I S T Ó R I A D A A N E S T E S I O L O G I A
ANESTESIOLOGIA
Petidina
Agonista total nos receptores opióide mi
Dose: 2-4mg/kg IM (NUNCA IV)
Efeitos: estabilidade cardiovascular
Efeitos: não causa vômito
Duração curta: 40-60min
Em mastocitoma causa degranulação,
nunca usar.
Para drenar um gato, por exemplo, seria
legal usar petidina porque será algo
rápido e não vai alterar a hemodinâmica
Anestesia muito bem
Usado em pacientes críticos
Tramadol
Outras vias de dor, é considerado um
opióide mas pode ser que saia da
classificação porque também age em outras
vias descendentes inibitórias
Dose: 1-2mg/kg em gatos IM
Dose: 1 até 6mg/kg em cães IM
Analgesia similar a da petidina (dura menos
que da morfina)
Efeito: midríase
Duração: 6-8h
Só promove analgesia
Pode ser aplicado via oral (Cronidor)
Na dose de 2mg/kg bid foi usado em gatos
geriatras com dor crônica por até 6 meses
Fentanil
Muito potente, MAIS POTENTE QUE
MORFINA
Agonista total nos receptores opióide mi
Dose 2,5-micrograma/kg - IV ou IM
Efeito: + bradicadia/depressão
respiratória/midríase
Analgesia superior a da morfina
Latência 3-5 min duração: 15-30 min
Usamos mais como transanestésico,
recebendo pequenas quantidades durante a
cirurgia
Infusão Contínua (IC)
5micrograma/kg/hora
Para uso clínico: adesivo transdérmico de
fentanil (durogesic) - excelente opção em
politraumatismos
3 dias de analgesia
25microgramas/h para animais até
5kg... (doses de 50, 75, 100
microgramas/hora)
H I S T Ó R I A D A A N E S T E S I O L O G I A
ANESTESIOLOGIA
Agonistas-antagonistas
Butorfanol
Extretamemente sedativos (ótimo para
procedimentos rápidos)
Menos analgesia do que opióides mi
Diminui pouco a depressão respiratória e
cardiovascular
Tem mais estabilidade
Entretanto, para procedimentos muito
dolorosos não adiantará...
Pode ser antagonista de recpetor mi
Agonistas-parciais
Buprenorfina
Não temos no Brasil
É um opióide agonsita-parcial
Analgesia superior ao butorfanolOutras vias
de dor, é considerado um opióide mas pode
ser que saia da classificação porque
também age em outras vias descendentes
inibitórias
Dose: 1-2mg/kg em gatos IM
Dose: 1 até 6mg/kg em cães IM
Analgesia similar a da petidina (dura menos
que da morfina)
Efeito: midríase
Duração: 6-8h
Só promove analgesia
Pode ser aplicado via oral (Cronidor)
Na dose de 2mg/kg bid foi usado em gatos
geriatras com dor crônica por até 6 meses
Fentanil
Muito potente, MAIS POTENTE QUE
MORFINA
Agonista total nos receptores opióide mi
Dose 2,5-micrograma/kg - IV ou IM
Efeito: + bradicadia/depressão
respiratória/midríase
Analgesia superior a da morfina
Latência 3-5 min duração: 15-30 min
Usamos mais como transanestésico,
recebendo pequenas quantidades durante a
cirurgia
Infusão Contínua (IC)
5micrograma/kg/hora
Para uso clínico: adesivo transdérmico de
fentanil (durogesic) - excelente opção em
politraumatismos
3 dias de analgesia
25microgramas/h para animais até
5kg... (doses de 50, 75, 100
microgramas/hora)