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ECG: Ondas e Derivações

Resumo de fisiologia sobre eletrocardiograma: descreve ondas (P, QRS, T), segmentos e intervalos (P‑R, S‑T, QT) com durações, métodos de cálculo de ritmo (método dos 1500; 1mm=0,04s; 5mm=0,20s), derivações bipolares e unipolares (D1‑D3, aVR/aVL/aVF, V1‑V6), triângulo de Einthoven e sistema hexaxial.

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Camila Mariana Castro de Oliveira 
 Medicina Nove de Julho 
 BMF 2 – Fisiologia 
 
➛ O ECG é formado por ondas de despolarização e 
por ondas de repolarização 
➛ Para realiza-lo é colocado placas de eletrodos no 
paciente, em dois locais 
➛ Sinal do ECG: mede a atividade elétrica – sempre 
que tem despolarização ou repolarização 
 ✓ Repolarização atrial – acontece dentro do intervalo 
de tempo que ocorre a despolarização ventricular (sinal 
muito rápido/intenso) 
➛ Ondas do ECG: 
 ✓ Onda P: despolarização atrial 
 ✓ Complexo QRS: despolarização ventricular 
 ✓ Onda T: repolarização atrial 
 
 
Ondas: 
 ➛ Onda P: 
 ✓ Representa que o coração está sendo comandado 
pelo nó sinoatrial (ritmo sinusal) 
 ✓ Momento em que ocorre a despolarização 
ventricular 
 ✓ Duração: 60 a 120 ms 
 ✓ Configuração normal: arredondada e voltada para 
cima – sua configuração anormal pode indicar lesões 
próximas do nó SA 
 ➛ Intervalo P-R: 
 ✓ É o tempo decorrido entre o início da onda P e o 
início do complexo QRS 
 ✓ Esse intervalo representa a condução do impulso 
atrial através dos átrios 
 ✓ Duração: 120 a 200 ms 
 ✓ PR < 120ms: impulso originado em um local 
diferente do nó SA 
 ✓ PR > 200ms: retardos na condução pelos átrios 
 ➛ Onda QRS: 
 ✓ Momento em que ocorre a despolarização dos 
ventrículos 
 ✓ Duração: 70 a 100ms 
 ✓ Quando não aparece a onda P o impulso pode ter 
origem nos ventrículos 
 ➛ Segmento S-T: 
 ✓ “Platô” 
 ✓ Propagação de ação antes da repolarização 
 ✓ Alterações desse segmento podem indicar lesões 
do miocárdio 
➛ Onda T: 
 ✓ Representa a repolarização ventricular 
 ✓ Geralmente é arredondada e lisa 
➛ Intervalo QT: 
 ✓ Tem inicio no complexo QRS e se estende até o 
fim da onda T 
 ✓ Duração: de 360 a 440 ms 
 
 
 
 
 
ATENÇÃO: 
➛ Segmento – é constante; 
➛ Intervalo – é uma onda 
 Camila Mariana Castro de Oliveira 
 Medicina Nove de Julho 
 BMF 2 – Fisiologia 
 
Determinação do ritmo: 
➛ Interpretação do traçado de ritmo 
 ✓ 5mm = 0,20s 
 ✓ 1mm = 0,04s 
 ✓ 10mm = 1mV 
 
Para cálculo da frequência cardíaca: 
➛ Método do 1500: 
 ✓ Se o ritmo for regular conte as quadriculas 
existentes entre duas ondas R consecutivas e divida 
1500 pela quantidade de quadriculas entre duas ondas R 
consecutivas 
 - Ou seja, quanto menor esse intervalo entre R-R 
(consecutivos), maior a FC – taquicardia 
 
 
 
 
Derivações: 
➛ Diferentes visões elétricas do coração 
➛ São formas diferentes de reconhecer/medir a 
atividade elétrica do coração 
➛ Fornece uma visão da atividade elétrica do coração 
entre um polo positivo e um polo negativo 
➛ ECG informa somente a atividade elétrica e não a 
atividade mecânica 
➛ Na pratica, normalmente são utilizadas 12 derivações 
– na teoria, são possíveis 40 derivações diferentes 
Divisão das derivações: 
➛ Bipolares (D1, D2 e D3) 
 ✓ D1: entre braço esquerdo (terminal +) e braço 
direito (terminal -) 
 ✓ D2: entre braço direito (terminal -) e a perna 
esquerda (terminal +) 
 ✓ D3: entre braço esquerdo (terminal -) e perna 
esquerda (terminal +) 
 
 
 
V=25mm/s 
FC = 1500 
 R-R 
 Camila Mariana Castro de Oliveira 
 Medicina Nove de Julho 
 BMF 2 – Fisiologia 
 
 
 
 
 
 
 
➛ Unipolares (aVR, aVL, aVF e V1 a V6) 
 ✓ Derivaçoes torácicas (precordiais): V1, V2, V3, V4, 
V5, V6 
 ➛ É colocado o eletrodo positivo no tórax, bem em 
cima do coração, e o eletrodo negativo colocado, 
simultaneamente, no braço direito, braço esquerdo e 
perna esquerda 
 
 
 
 
✓ Derivações unipolares amplificadas: aVR, aVL, aVF 
 ➛ Dois dos membros são conectados ao terminal 
negativo do eletrodo e o terceiro membro é conectado 
ao terminal positivo 
 ✓ aVR: terminal positivo no braço direito 
 ✓ aVL: terminal positivo no braço esquerdo 
 ✓ aVF: terminal positivo na perna esquerda 
 
 
 
Obs: a base cardíaca permanece eletronegativa durante 
a despolarização ventricular e o ápice cardíaco 
permanece positivo. 
No ECG: 
 
Obs: D1 sempre vai estar com aVR, D2 sempre com 
aVL e D3 sempre com aVF 
Triangulo de Einthoven: equilátero e o coração 
está no centro desse triangulo 
Lei de Eithoven: a soma dos potenciais gerados 
nas derivações 1 e 3 é igual ao potencial da 
derivação 2 
 Camila Mariana Castro de Oliveira 
 Medicina Nove de Julho 
 BMF 2 – Fisiologia 
 
 
 
Resumindo...... 
 
Sistema de referência Hexaxial: 
 
 ✓ Relacionar o eixo hexaxial com despolarização 
cardíaca 
 ✓ Vetor do complexo QRS: para baixo e para 
esquerda do paciente – para determinar o eixo 
precisamos olhar o complexo QRS nas derivações DI e 
aVF. 
Eixo elétrico cardíaco: 
➛ O plano cartesiano é dividido em 4 partes 
➛ O eixo normal é entre 0° e 90° - algumas 
bibliografias inclui entre -30° e 90° 
 
 
 
Desvios: 
 
 
✓ Eixo normal: complexo QRS predominantemente 
positivo em ambos DA e D2 
✓ Desvio para direita: QRS negativo em D1 e positivo 
em aVF 
✓ Desvio para esquerda: QRS positivo em D1 e 
negativo em D2 
✓ Desvio extremo: QRS predominantemente negativo 
em ambos 
 Camila Mariana Castro de Oliveira 
 Medicina Nove de Julho 
 BMF 2 – Fisiologia 
 
 
 
 
 
 
 
Definindo o eixo cardíaco: 
➛ Olhar apenas para D1, D2 e D3 e aVR, aVF e aVL 
(ignorar as precordiais) 
➛ 1° passo: definir a derivação em que o QRS 
isodifásico – fase positiva e negativa de amplitude 
similar em alguma das derivações – significa que está a 
90° (perpendicular) deste local 
 
 (nesse exemplo: aVL) 
➛ Achar a derivação no eixo hexaxial – ele estará a 
90° para um lado ou para outro 
 
➛ 2° passo: Olhar as outras derivações (dica: olhar para 
as que estão 90° do ponto encontrado no eixo) 
definindo se está mais positivo ou negativo 
 ✓ Se for negativo: o vetor está fugindo da região 
 ✓ Se for positivo: o vetor está apontando para essa 
região 
 
 (Obs: nesse exemplo olhar para D2 ou aVR) 
Obs: eixo indeterminado – quando há varias derivações 
com QRS isodifásico 
 
Forma rápida de definir se o eixo está normal: 
➛ Olhar para D1 e D2 – se o QRS for 
predominantemente positivo ou isodifásico significa eixo 
dentro da normalidade 
➛ Eixo em relação as derivações precordiais: 
 ✓ Define se o vetor está indo para trás ou para frente 
 ✓ Olhar apenas para a derivação V1 que deve estar 
com QRS negativo 
 - Em casos de hiperplasia de VD (hipertensão 
pulmonar, estenose pulmonar), o V1 vai estar positivo 
 
O desvio do eixo para esquerda é comumente 
encontrado na hipertrofia ventricular esquerda, no 
bloqueio fascicular anterior esquerdo e no infarto 
inferior. 
O desvio do eixo para direita é comumente 
observado na hipertensão pulmonar, no bloqueio 
divisional posterior esquerdo e no infarto lateral

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