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1 
 
Disciplina: Organização do trabalho administrativo 
Autores: Esp. Elizabeth Nater 
Revisão de Conteúdos: Esp. Irajá Luiz da Silva 
Revisão Ortográfica: Ana Carolina Oliveira Freitag 
Ano: 2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Copyright © - É expressamente proibida a reprodução do conteúdo deste material integral ou de suas 
páginas em qualquer meio de comunicação sem autorização escrita da equipe da Assessoria de 
Marketing da Faculdade São Braz (FSB). O não cumprimento destas solicitações poderá acarretar em 
cobrança de direitos autorais. 
 
2 
 
Elizabeth Nater 
 
 
 
 
Organização do trabalho 
administrativo 
1ª Edição 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2018 
Curitiba, PR 
Editora São Braz 
 
 
3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FICHA CATALOGRÁFICA 
 
 
 
NATER, Elizabeth. 
Organização do trabalho administrativo / Elizabeth Nater. – Curitiba, 
2018. 
40 p. 
Revisão de Conteúdos: Irajá Luiz da Silva 
Revisão Ortográfica: Ana Carolina Oliveira Freitag. 
Material didático da disciplina de Organização do trabalho administrativo 
– Faculdade São Braz (FSB), 2018. 
 ISBN: 978-85-5475-189-0 
 
4 
 
PALAVRA DA INSTITUIÇÃO 
 
Caro(a) aluno(a), 
Seja bem-vindo(a) à Faculdade São Braz! 
 
 Nossa faculdade está localizada em Curitiba, na Rua Cláudio Chatagnier, 
nº 112, no Bairro Bacacheri, criada e credenciada pela Portaria nº 299 de 27 de 
dezembro 2012, oferece cursos de Graduação, Pós-Graduação e Extensão 
Universitária. 
 A Faculdade assume o compromisso com seus alunos, professores e 
comunidade de estar sempre sintonizada no objetivo de participar do 
desenvolvimento do País e de formar não somente bons profissionais, mas 
também brasileiros conscientes de sua cidadania. 
 Nossos cursos são desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar 
comprometida com a qualidade do conteúdo oferecido, assim como com as 
ferramentas de aprendizagem: interatividades pedagógicas, avaliações, plantão 
de dúvidas via telefone, atendimento via internet, emprego de redes sociais e 
grupos de estudos o que proporciona excelente integração entre professores e 
estudantes. 
 
 
 Bons estudos e conte sempre conosco! 
 Faculdade São Braz 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
Apresentação da disciplina 
 
A administração escolar tem sofrido modificações importantes para 
acompanhar as novidades exigidas da atualidade. Novos documentos estão 
acrescentando elementos essenciais que deverão fazer parte de uma gestão 
escolar eficaz. Ou seja, aquela que atenda o ser humano integralmente para 
entender melhor o que é necessário na gestão escolar. 
A disciplina: Organização do Trabalho Administrativo irá desmembrar 
funções e atribuições no que se refere os conceitos de administração, 
organização, gestão, direção e cultura organizacional escolar. Bem como, 
autonomia escolar, descentralização administrativa, composição da estrutura 
organizacional interna da Instituição e definições das relações de poder no 
interior da escola. 
 
 
Aula 1 – Conceito de Administração Escolar 
 
Apresentação da Aula 1 
 
 Inicialmente uma habilitação do curso superior de Pedagogia, obtida em 
graduação ou em especialização. 
 É uma dimensão da gestão democrática e tem pareabilidade com a 
dimensão pedagógica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://http2.mlstatic.com/curso-de-administraco-escolar-video-aula-
D_NQ_NP_676489-MLB26913629778_022018-F.jpg 
 
6 
 
Os estudos e as discussões que compreendem a administração 
escolar ganham força no Brasil, principalmente com a 
Constituição Federal de 1988 e mais tarde com a Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9394/96, que 
garante a gestão democrática da escola, na qual os sistemas de 
ensino devem definir normas para a realização da gestão 
democrática, em acordo com as peculiaridades de cada sistema 
e favorecendo a participação dos profissionais da educação na 
elaboração do projeto pedagógico da escola e a participação da 
comunidade escolar e local em órgãos de representação como 
conselhos de escola e/ou equivalentes 
 
 
 
 
1.1 Organização 
 
 Visa a produção de bens não-materiais, a medida que o produto não se 
separa do processo de sua produção, onde o aluno é sujeito e objeto no 
processo dessa produção e socialização do conhecimento historicamente 
produzido, visto a formação humana ser o principal objetivo da construção da 
identidade escolar, segundo seus atores sociais, buscando como instância 
contraditória contribuir para a superação da dominação e para a manutenção 
das condições objetivas, devido a sua função social (atender a todos) e ao fato 
de seu objeto de trabalho ser o próprio homem, não podendo escolher a matéria 
prima com a qual vai trabalhar. 
Gerenciar= Trata-se de cuidar para que os processos que existem dentro da 
instituição escolar funcionem e que as pessoas encarregadas pela execução 
possam trabalhar de forma clara e objetiva. 
Gerir= Trata-se de gerenciar e aperfeiçoar os processos, como também, 
gerenciar as pessoas para que executem com êxito os processos que lhe foram 
designados. 
 A organização deve ser entendida como um todo. O gestor escolar com 
essa visão organizacional cuidará da planilha financeira da escola, dos 
processos e suas objetividades e coletividades, dos recursos humanos e as 
relações entre eles com acompanhamento, orientação/motivação. 
Ressaltando o conselho escolar, também conhecido como colegiado, formado 
por representantes de todas as categorias que compõe a comunidade escolar, 
com função importante na tramitação e processos, principalmente os de cunho 
 
7 
 
administrativos e participação direta no contexto orçamentário e financeiro da 
Instituição, quando se trata de escolas públicas a função básica do conselho 
escolar é de democratizar as relações de poder. 
 
1.2 Gestão Pedagógica 
 
A organização escolar conta com a gestão pedagógica que irá atender a 
gestão curricular, bem como as ações docentes e avaliações de resultados. 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://cdn.agensite.online/arquivos/1490/conteudo/posts/579628.png 
O quadro explicativo auxiliará na compreensão. 
GESTÃO DE CURRÍCULO GESTÃO 
DE AÇÃO DOCENTE 
GESTÃO DE RESULTADO 
Conversa diretamente 
com o PPP da escola, 
para entender quem a 
escola é, quais seus 
ensinamentos. 
 
Conversa diretamente 
com a aprendizagem, 
como o professor está 
realizando a avaliação. 
Procura investigar as 
ações docentes e 
orientar sempre que 
necessário. 
Conversa com as 
avaliações externas tais 
como as estaduais, 
Provinha Brasil, porém, 
conversa com as 
avaliações internas 
(pesquisa de 
satisfação). 
Fonte: Elaborada pelo autor (2018). 
 
8 
 
Saiba Mais 
STAKEHOLDERS – Palavra bem comum no meio da 
administração, sendo que no contexto escolar são os 
próximos segmentos que os alunos de uma instituição 
escolar irão, partes interessadas. 
Por exemplo: seus alunos de Educação Infantil irão para o 
Ensino Fundamental I, faça um contato com seus 
stakeholders e saiba como seus alunos estão chegando para 
eles. 
 
1.3 Gestão de Sala de Aula 
 
 Monitorada pelo professor, a gestão de aprendizagem será acompanhada 
com resultado da mesma, entretanto, foi antecedida pelo planejamento, mediada 
pelas atividades e desenvolvida com criatividade, legitimidade exigida para o 
ensino. 
➢ Gestão da conduta, tramita pela construção de regras formadas pelas 
contribuições do aluno. Como parte do ensino e da instituição, essa 
gestão prima por promover um aluno ativo no processo, a busca é por 
um olhar direcionado ao valor e significado da escola para ele e 
comunidade. 
➢ Gestão da interação cultural, é a percepção e todas as considerações 
relacionados ao ambiente em que o aluno está inserido. Para poder 
entender e ao mesmo tempo criar uma proximidade com o aluno, 
favorecendo a aprendizagem e a interação relacional. 
A gestão vai sevaler de estratégias em sua execução, produzindo dados 
para as conclusões avaliativas e retomadas de ações para obter os resultados 
almejados. 
 
 
9 
 
Para Refletir 
As estratégias constituem como atingir os objetivos? 
“A estratégia é o produto de um conjunto de ações lógicas e 
criativas aplicáveis que conduzem à formulação de objetivos 
amplos de políticas principais e de alocação de um recurso 
para atingir as metas transcendentais de uma organização, 
na busca de uma melhor, posição competitiva e de uma 
resposta mais coerente ao entorno atual e futuro”. Garcia 
(1999). 
 
1.4 Cultura Organizacional 
 
 Saviani apresenta em seus relatos que o Sistema Educacional precisa ter 
conhecimento da realidade de acordo com a região, bem como das estruturas 
dos recursos dos professores e conhecimento teórico da educação. As 
abrangências dos itens citados unem importantes considerações quando se trata 
de observar e acompanhar a cultura organizacional de uma instituição. Para 
entender é possível dizer que baseado nesses conhecimentos tudo o que virá 
posteriormente de ação da empresa terá influência deles. 
 
1.4.1 As necessidades da Cultura Organizacional 
 
➢ Trazer clareza na sua comunicação; 
➢ Ser realizada por seus gestores; 
➢ Ser praticada por seus colaboradores; 
➢ Impactar assertivamente e objetivamente a organização. 
 
 
 
Fonte:https://i1.wp.com/perfilwe.com.br/wp-
content/uploads/2018/02/maxresdefault.jpg?fit=700%2C394&ssl=1 
 
 
10 
 
O acompanhamento do processo de aprendizagem deverá ser algo 
rotineiro, afinal ele norteia em grande parte os caminhos traçados para a 
organização do trabalho administrativo. 
Um exemplo clássico é o confronto do planejamento dos professores 
comparados a prática e a metodologia adotada para o desenvolvimento das 
aulas, lembrando que um dos motivos do fracasso escolar é a mudança de 
função do professor para punitiva e liberativa. Dependendo da forma que esse 
planejamento for ministrado, as aulas poderão se tornar cansativas, sem reflexão 
e significado ou mesmo exaustivas, tornando difícil a aprendizagem e absorção 
dos conteúdos, e seu seguimento não ocorre de maneira produtiva. É importante 
que o professor tenha uma aula bem elaborada apropriada para a idade, 
recordando constantemente que ele é o adulto nesse contexto, o resultado será 
alunos reflexivos e que saibam argumentar e debater dentro de contextos para 
eles elaborados. 
Ví deo 
Assista: Prêmio Educador Nota 10 - Diego Mahfouz Faria Lima 
Link: https://youtu.be/eda9xvqEEak 
 
 
 
1.5. Estrutura Denominada Democrática 
 
 A concepção denominada democrática vai em busca de objetivos comuns 
entre a direção e os envolvidos na escola. Cuja premissa é atuar coletivamente 
e assumir além de suas tarefas as suas responsabilidades. 
A grande dica é: 
 
 
 
 
Fonte: elaborada pelo autor (2018) 
Avalie Permita ser avaliado
https://www.youtube.com/watch?v=eda9xvqEEak
 
11 
 
 Vale ressaltar que mesmo essa estrutura democrática reflete o 
pensamento do homem no seu individual, no coletivo, no posicionamento isolado 
ou até mesmo político. 
 Em conformidade com o coletivo e PPP (Projeto Político Pedagógico), é 
necessário buscar excelência, qualidade e competência. Na gestão democrática 
a direção atua e decide coletivamente com todos os membros do colegiado, 
através da delegação de tarefas, mediação e participação de pais e alunos. Para 
se buscar a excelência na gestão escolar, os processos devem se dar por 
avaliações diagnósticas sobre a referida e o trabalho pedagógico, focada nas 
pessoas. 
 É relevante que toda instituição escolar siga uma organização interna 
apresentada em seu Regimento Escolar. As funções são descritas nesse 
documento e possuem relatividades com os elaborados para a criação do PPP. 
Lembrando que a gestão na área educacional é movida pelo enfoque crítico que 
coloca nas pessoas o foco onde há construção da sociedade e fortalecimento de 
valores com componentes como pais, alunos e profissionais. A organização 
dentro da estrutura denominada democrática, utiliza um organograma onde os 
que exercem as funções se interligam, pois, os interesses são comuns. 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Elaborada pelo autor (2018). 
 Com base nas relações criadas na gestão democrática e de acordo com a 
legislação vigente, a instituição de ensino legitimiza sua identidade e realiza seu 
compromisso respeitando o grupo e valores que o define. O objetivo é a equipe 
atuar com autonomia, proatividade e comprometimento. Para os alunos o 
GESTÃO 
DEMOCRÁTICA 
 
12 
 
esperado é um engajamento diante das oportunidades oferecidas a eles de tal 
forma que se insiram no grupo e atuem como cidadãos. 
Seguindo esse raciocínio, identificamos a gestão como ação direcionadora 
e condutora da identidade da escola. As práticas dessas informações vão 
propiciando segurança para a instituição, reduzindo a vigilância por insegurança, 
aumentando a autonomia e o desejo da ação no grupo. Mesmo porque a própria 
reforma curricular dos cursos de Pedagogia e Licenciaturas ocorridas nos anos 
80, onde as disciplinas de O.T.P ou O.T.E. adota o enfoque crítico. 
Uma escola preocupada com a gestão democrática deve propagar uma 
administração que contemple a participação de todos os membros da 
comunidade escolar, pois com esse diálogo coletivo com os responsáveis pelo 
desenvolvimento do ensino e da aprendizagem tem compromisso com a 
construção da cidadania humana. 
 
Resumo da Aula 
 
 Foi possível, devido ao conteúdo deixar claro que uma instituição 
necessita ter uma organização de trabalho e ser administrada em toda sua 
complexidade, não deixando “brechas” para situações enganosas e descuidos 
perigosos, que podem colocar a instituição em situação difícil, ou mesmo levá-la 
ao fracasso. A aula apontou nas entrelinhas, que rotina de tempo são elementos 
que ajustam a administração, porque a prática constante leva a aprendizagem e 
o tempo porque distribui uma observação e ação de curto, médio e longo prazo. 
Sendo assim é fundamental para construção de atividade constante e 
administrativa do tempo, constituído para atender as demandas. A contribuição 
do autor Saviani, intitulado idealizador da Pedagogia Histórico-Crítica, foi para 
esclarecer que a escola entre suas inúmeras funções tem a de levar o aluno aos 
conhecimentos previamente produzidos e sistematizado. Como importante a 
aula abordou sobre as documentações (Regimento Escolar, PPP, 
Constituição...) que legitimam a escola e elas devem conversar entre si, na busca 
de uma estrutura denominada democrática, e que o Projeto Político Pedagógico 
atua em conformidade com a coletividade e que todos atuam com foco na 
qualidade. 
 
13 
 
 
Atividade de Aprendizagem 
Alguma vez já pensou em ser um Gestor de sala de aula? 
Se sim, esta é uma oportunidade de descrever como seria essa 
prática e se não, convido para que aplique aqui o exercício de 
pensar sobre o assunto e escrever sobre o mesmo. 
 
 
Aula 2 – Direção 
 
Apresentação da Aula 2 
 
 As organizações têm presenciado muitas modificações no ensino. 
Durante os períodos novas nomenclaturas e legislações surgem, atualizando as 
necessidades educacionais. Acompanhar as mudanças é ficar debruçado nas 
novas informações, mas acima de tudo saber o motivo pelo qual elas estão 
surgindo. Para esse processo de levar os envolvidos ao desejo e interesse em 
ampliar o conhecimento frente as regras, normativas e alteração curricular 
contaremos com o Diretor, onde poderá compreender sua função e o quanto ele 
é crucial no ambiente escolar para promover uma oferta de ensino de qualidade. 
O diretor exerce o papel de liderança e sua influência age diretamente em 
sua equipe. Ele precisa fazer com que o local de trabalho seja organizado em 
todos os aspectos. Para tal, contará com sua formação acadêmica e com sua 
capacidade de conduzir a equipe para o bem da coletividadeescolar. Sendo 
assim, ser diretor escolar é acompanhar o funcionamento da estrutura física da 
instituição, porém o chamado capital humano é a base de tudo para a ação 
professional do diretor. Ele deve focar nesse capital humano, pois sua atuação 
pode afastar ou atrair alunos e docentes para o ambiente escolar, portanto o seu 
papel de liderança dentro da escola influência diretamente sua equipe, 
promovendo a integração sadia entre alunos, professores e família. 
 
 
14 
 
Saiba Mais 
Embora o papel estratégico desse profissional para a 
aprendizagem seja um consenso entre especialistas, o cenário 
não é nada animador. Segundo dados da Prova Brasil, compilados 
pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação 
Comunitária (Cenpec), 45,5% dos gestores escolares 
assumiram ter sido escolhidos por indicação em 2015. Ou 
seja, uma seleção baseada exclusivamente em questões pessoais 
e políticas. 
Leia mais: https://blogs.oglobo.globo.com/todos-pela-
educacao/post/quem-pode-ser-diretor-escolar.html 
 
2.1 Funções do Diretor Escolar 
 
 Antes de abordar o que compete ao Diretor escolar, é necessário 
mencionar que suas atribuições são extensas e a prática ainda maior, não com 
a ideia de desestimular, mas ao contrário, destacar o quanto o cargo é importante 
para o equilíbrio de uma organização. 
 Na aula anterior o estudo focou o Regimento Escolar. É nesse documento 
que as atribuições de um Diretor estão mencionadas e são identificadas em 
deveres e direitos, dentro de seção e artigos. 
 
2.2 Direitos do Diretor 
 
 Cada escola carrega sua identidade, mas os direitos que serão 
apresentados, assim como os deveres, são similares. 
➢ Caberá ao Diretor fazer acontecer o funcionamento da escola, inserindo 
professores, alunos e a comunidade; 
➢ Poderá contar com o cargo do Vice-diretor, sendo sua atribuição o 
assessoramento; 
➢ O Vice-diretor para assessorar o Diretor será um profissional qualificado; 
➢ Caberá ao Diretor a indicação para a contratação do corpo docente; 
➢ Estabelecerá diretrizes gerais que atendam o planejamento e organização 
do estabelecimento de ensino, mas estejam alinhadas com a Secretaria 
do Estado da Educação; 
http://educacao.estadao.com.br/blogs/de-olho-na-educacao/estamos-avancando-na-construcao-de-uma-gestao-educacional-democratica/
http://educacao.estadao.com.br/blogs/de-olho-na-educacao/estamos-avancando-na-construcao-de-uma-gestao-educacional-democratica/
 
15 
 
➢ Definir prioridades educacionais; 
➢ Decidir as ações pedagógicas e administrativas indicadas em prol da 
oferta de ensino; 
➢ Acompanhar e avaliar os resultados; 
➢ Criar ações assertivas decorrentes dos resultados; 
➢ Promover o respeito entre todos os envolvidos no contexto escolar 
internamente e externamente; 
➢ Autorizar matrículas de alunos; 
➢ Caberá ao Diretor cumprir a legislação em vigor; 
➢ Caberá ao Diretor fazer cumprir a legislação em vigor. 
 
2.3 Deveres do Diretor 
 
Prioritário no exercício de suas funções o Diretor possuir requisitos 
básicos exigidos pelos órgãos competentes. 
➢ Caberá ao Diretor o dever de substituir o docente sempre que necessário; 
➢ Atuar imediatamente se perceber omissão no cumprimento do Regimento 
Escolar; 
➢ Estar presente ou ser representado em eventos que exijam a sua 
presença; 
➢ Acompanhar e despachar a documentação agilizando as mesmas; 
➢ Encaminhar as documentações aos órgãos competentes na forma exigida 
e em tempo hábil; 
➢ Identificado como Parágrafo Único – Cumprir e fazer cumprir a legislação 
em vigor. 
 
2.4 Proibições e Sanções 
 
 Toda a instituição ganha com o Diretor sabendo o que lhe é de direito e o 
que lhe é de dever, assim como os profissionais que atuam com ele, alunos e 
comunidade. O grande destaque aqui em nosso estudo é que ao saber dos seus 
direitos e deveres o Diretor colocará em prática assegurando a qualidade do 
ensino, a qualidade nas relações e a autenticidade de sua oferta. 
 
16 
 
 A escola que tem o privilégio de contar com um Diretor que ouve os alunos 
nas suas sugestões ou seus anseios, ouve os professores nas suas colocações 
e contribuições, estabelece um relacionamento entre as normas, 
obrigatoriedades e as necessidades significativas criando um clima 
organizacional apropriado para que o ano letivo transcorra bem. Também 
consegue colher material devolutivo de resultados e agir prontamente para 
atingir o propósito da instituição a qual representa. 
 Ele tem proibições e sanções em decorrência de seus atos, veja abaixo: 
➢ É vedado ao Diretor descumprir a legislação em vigor; 
➢ É vedado tomar decisões em causa própria deixando de atender o 
estabelecimento no que se refere a administração e ações pedagógicas; 
➢ É vedado se valer de seu cargo com autoritarismo e abuso de poder; 
➢ É vedado atuar opostamente ao Regimento Escolar. 
 
Quanto as sanções o Diretor sofrerá penalidades sempre que não cumprir 
Seus deveres e transgredir as proibições. 
 
 
Cabe a equipe da direção pleno direito de defesa junto ao órgão 
competente no prazo de 72 (setenta e duas) horas de dias úteis, 
a partir da data de comunicação dos resultados decisórios no 
referido módulo. 
 
 
2.5 Desafio do Diretor 
 
 O maior desafio do Diretor é conseguir alinhar seus direitos e deveres em 
conformidade com a legislação em vigor e com a aceitação da equipe escolar 
composta por funcionários diversos, equipe administrativa, equipe pedagógica, 
corpo docente, alunos, pais e a comunidade, inserido a identidade da escola com 
base na cultura trazida pelos seus membros. O exercício entre selecionar o que 
poderá fazer parte dessa identidade demanda de posicionamento firme, mas 
coerente, da prática de ouvir e também saber falar, da seleção de prioridades 
com visão para o presente e futuro do aluno/cidadão que está em constante 
desenvolvimento. Sim, o Desafio não é pequeno, porém acima de tudo ele é 
 
17 
 
alcançável, sendo assim a intenção é enriquecer a compreensão do exposto 
dividindo o relato de resultado quanto ao reconhecimento da prática de Diretores 
de sucesso. 
Curiosidade 
Diretor de escola recebe prêmio Gestor Nota 10 
O diretor do Centro de ensino fundamental 427 de 
Samambaia, Amarildo Reino de Lima, vai receber o prêmio 
Gestor Nota 10, concebido pela Fundação Victor Civita. Lima 
obteve o reconhecimento por ter conseguido, em apenas um 
ano, reduzir de 40% para 10% a distorção idade/série entre 
os mil estudantes da 5ª a 7ª série, por meio de um programa 
próprio de correção de fluxo Escolar. 
A proposta do diretor refletiu também no índice geral de 
aprovação Escolar. A repetência, que antes alcançava 35% 
por cento dos estudantes do Ensino Regular, caiu para 5%. 
Pelos critérios da fundação, o projeto venceu a disputa 
porque a Escola acreditou que o aprendizado é possível para 
estudantes com defasagem. A partir desta concepção, 
reformulou a forma de ensinar de acordo com o perfil dos 
alunos, criou condições adequadas para a atuação do 
professor e envolveu toda a comunidade no processo. 
Fonte: JORNAL DE BRASÍLIA (DF) 
 
 
2.6 Coordenador 
 
 O Coordenador Pedagógico é um parceiro de trabalho para fazer cumprir 
as atribuições do Diretor. O Coordenador vai auxiliar na prática educacional, mas 
vale ressaltar que essa prática não é apenas pedagógica, ela também tem 
elementos sociopolíticos, tais como: leis, justiça, economia e momento social. 
 Como função o Coordenador Pedagógico desenvolve em suas atribuições 
um plano que atende a avaliação, com o objetivo de fazer planejamento andar 
em conformidade com a necessidade do ensino e levar o professor a analisar o 
que tem ensinado. O material usado pelo aluno, por exemplo: o caderno, 
contempla registro indispensáveis ao professor e, o Coordenador destaca esse 
material como uma forma da sua equipe saber o que ensinar, como ensinar, para 
que ensinar e como receber ensinamentos. Isso reafirma a importância na 
contribuiçãode suas ações junto ao Diretor, ele precisa contar com essas 
 
18 
 
atribuições do Coordenador para realizar a organização do trabalho 
administrativo. 
 O olhar de Coordenador é agir baseado na visão de um Professor 
Reflexivo e aquele que compreende sobre a Formação Continuada, contribuindo 
também com a integração da qualidade da educação através do diálogo para 
solução de conflitos e questionamentos do ambiente escolar. 
 
2.7 Coordenador Pedagógico 
 
 Ao sair da universidade para assumir a função na Coordenação 
Pedagógica nem sempre o profissional sabe o seu papel. Portanto, algumas 
redes dizem que a experiência de sala de aula é suficiente para conseguir 
desenvolver suas atribuições. Já outras redes exigem a formação em 
Pedagogia, pois a formação direciona para execução que lhe for proposto e 
saber acima de tudo o que não fazer em decorrência dessa função. Muitos 
profissionais, no entanto, concordam que aliar o conhecimento teórico com a 
prática é o melhor para o Coordenador conseguir auxiliar a instituição e seus 
elementos humanos. Baseados nesses pensamentos é que muitos ex-
professores com formação em pedagogia são convidados para realizarem a 
função ou sentem-se em condições de atuar, buscando um contexto preventivo, 
procurando sempre a melhoria do processo ensino aprendizagem e a superação 
de dificuldades dos professores, tendo uma postura construtiva na coordenação 
escolar. 
 O Coordenador vai envolver todo o grupo, olhar o que se tem e ao localizar 
o problema irá construir um plano de formação. Foi mencionado sobre a 
avaliação, porém o Coordenador não se preocupa somente com a avaliação, ele 
quer atender gradativamente o desenvolvimento durante o ano escolar. Sua 
atribuição é acompanhar o professor junto ao aluno e ao ensino. Irá sugerir 
orientações, dará suporte, oferecerá devolutivas aos professores. Aqui as 
universidades vão contribuir imensamente se repensarem seus currículos 
oferecendo mais esclarecimentos do desempenho do seu papel. 
 
 
 
 
19 
 
 
 
2.8 Coordenador Pedagógico Parceiro X Fiscalizador 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://thumbs.dreamstime.com/t/observador-da-guarda-florestal-do-
ex%C3%A9rcito-79932855.jpg 
 
Fonte: ttp://www.atividadeseducacaoinfantil.com.br/wp-
content/uploads/2014/07/coordenador-pedagogico1.png 
 
 
 As imagens postadas irão ilustrar o contexto do conteúdo, onde o assunto 
é: Coordenador Pedagógico Parceiro X Fiscalizador, que tem a intenção de 
apresentar que as duas características não conversam entre si, e se estiverem 
unidas é o que podemos mencionar de paradigma da comunicação. Ou seja, 
contraditório, o Coordenador é um parceiro, aquele que une, orienta e não aquele 
que assusta, afasta e somente crítica. 
O Coordenador auxilia e acompanha o trabalho pedagógico do professor. 
Visa a interação da qualidade da educação. 
 
SOLUÇÃO DIÁLOGO 
 CAMINHO PERCORRIDO 
 
Fonte: Elaborada pelo autor (2018). 
 
20 
 
 
2.9 Trabalho Pedagógico 
 
 O trabalho pedagógico quando bem desenvolvido, leva a atingir os 
resultados pretendidos da escola. Ocorre com o direcionamento da legislação 
que está vigorando e se une aos ambientes e seus membros. A contribuição de 
todos faz a diferença assertiva e qualifica o trabalho, onde o colaborador sai da 
posição de vítima diante das circunstâncias e se coloca como aquele que atua. 
Longe de inibir respostas o trabalhador esperado no mundo escolar é o que faz 
reflexões, responde aos acontecimentos de forma organizada. 
 É possível se surpreender positivamente com os avanços de atitudes 
quando uma equipe tem um gestor que consegue organizar o trabalho e atribuir 
aos colegas autonomia. O trabalhador precisa do reconhecimento positivo para 
ter reforço em sua autoestima e saber lidar com situações onde o 
reconhecimento é negativo. 
 
2.10 Cultura Organizacional Escolar 
 
 Pode ser conhecida como identidade da escola e se refere ao modo 
particular da Instituição, ou seja: o pensar, agir, interagir e desenvolver o seu 
trabalho. 
 De acordo com Nóvoa (1999), o conceito de “cultura organizacional”, 
originado no mundo das empresas, foi transposto para a educação na década 
de 1970, originando muitos trabalhos de investigação. É importante saber quais 
politicas devem ser aplicadas. 
 O professor precisa conquistar o outro para fazer o seu trabalho e isso 
requer um olhar para o professor, lhe dando a devida atenção. O professor 
precisa ser recolocado no centro das preocupações, para receber apoio, uma 
vez que executa uma profissão com vasta complexidade e importância. 
 Para que a forma autogestionária seja feita corretamente, se faz 
necessário que todos os envolvidos sejam participativos e estejam 
comprometidos com a qualidade do ensino, não deixando a decisão somente 
 
21 
 
para o diretor escolar, contanto com a participação direta e igualitária da equipe, 
como também objetivando a responsabilidade coletiva. 
Saiba Mais 
Psicólogo e professor universitário, Antonio 
Novoa (1954) é português. Trabalhou no 
Instituto de Educação da Universidade de 
Lisboa e foi agraciado com a Grã-Cruz da 
Ordem da Instrução Pública. Novoa é também 
reitor da Universidade de Lisboa e possui 
doutorado em História pela Universidade de 
Paris IV - Sorbonne e doutorado em História da Educação, 
pela Universidade de Genebra. 
 
Resumo da Aula 
 
 Nesta aula os pontos abordados foram as relações e a forma que a 
maioria dos professores se colocam diante a Instituição. Lembrando que o 
Professor precisa de uma recolocação no seu reconhecimento de pessoa 
importante para o progresso de uma sociedade. Ele não é substituído e sua 
profissão por mais que pareça fácil aos olhos de muitos, não o é, merecendo um 
apoio diante disso. 
 O Diretor em síntese tem inúmeras atribuições que quando realizadas 
gradativamente, conscientemente dão bons resultados e ainda não geram 
sanções para ele. O Diretor não atua sozinho, precisa de uma equipe firme em 
propósitos convergidos para o equilíbrio da instituição. Haja vista, que uma 
organização equilibrada revela um diálogo como presente na solução dos 
problemas. 
 O elo recai sobre o coordenador, aquele parceiro colaborativo ao diretor 
e ao professor, cujo o entendimento distorcido de ser ele um fiscalizador já não 
é mais possível para o período em que vivemos. O atual Coordenador atua com 
conhecimento teórico e prático quando orienta e apoia o professor, seu foco final 
se dá nos resultados dos alunos, agindo como mediador sempre que os referidos 
precisarem. O discente é convidado a ter uma aprendizagem denominativa, esse 
convite deve ser feito pelos três profissionais abordados. 
https://www.livrariacultura.com.br/e/antonio-novoa-80870
 
22 
 
Segundo Jean Piaget (1896-1980) “O objetivo da educação é criar 
homens e mulheres capazes de fazerem coisas novas”. 
Atividade de Aprendizagem 
Dentre as três funções DIRETOR, COORDENADOR E 
PROFESSOR qual delas se identifica com o seu perfil? Para 
atuar aproximadamente 5 anos? 
 
 
Aula 3 – Autonomia Escolar 
 
Apresentação da aula 3 
 
Nesta aula, a abordagem será em relação a autonomia escolar, que 
estabelece as diretrizes e bases da educação com base nos princípios do 
pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, conforme mencionado na 
LDB, percebendo que não há uma obrigatoriedade na escolha do método, 
podendo existir diferentes preferencias. Ressaltando o Art. 15 da mesma, onde 
os sistemas de ensino deverão assegurar progressivos graus de autonomia 
pedagógica e administrativa e de gestão financeira observadas as normas de 
direito financeiro público. 
 
3.1 – Autonomia Escolar e os Ganhos 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://www.moodlelivre.com.br/images/2016/noticias/agosto_2016/professores-
min.jpg 
 
23 
 
Conforme exposto na LDB é possível observar que não há uma 
obrigatoriedade na escolha do método, podendoexistir diferentes preferências. 
Sobre a autonomia escolar é essencial mencionar a divisão de opiniões entre os 
envolvidos com a educação, sendo que muitos consideram a escola com muita 
liberdade de ação e outros se queixam pela falta de liberdade. 
Importante considerar que liberdade não pode ser confundida com 
autonomia, pelo simples significado das palavras. A liberdade está expressa nas 
Leis e regulamentações, como forma de escolha e métodos de aplicabilidade, 
sem esquecer por nem um minuto que a escola está livre para fazer o que tem 
que ser feito. Pois essa apresenta um trabalho participativo onde a docência é 
concebida a trabalhos das interações, permeada pelo diálogo, troca de ideias 
que se somam para encontrar melhorias e soluções dentro do ambiente escolar. 
 
 
 LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996. 
 
 
Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 
 
 
 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu 
sanciono a seguinte Lei: 
 
TÍTULO II 
Dos Princípios e Fins da Educação Nacional 
 
Das Disposições Preliminares 
 
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
 
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; 
 
Disponível em: // http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm 
 
 A autonomia na administração escolar deve ser construída na escola e 
com a própria escola, onde as ações buscam a autonomia. Essa autonomia se 
relaciona a conquista da formatação dos documentos que evidenciará todo 
trabalho desenvolvido na Instituição. 
 
24 
 
 Nos estudos da sociologia da educação encontra-se uma nova vertente 
denominada de “sociologia da organização escolar”, que analisa as dimensões 
pessoais, pedagógicas, políticas e simbólicas da escola. E por que aparece esse 
comentário nesse momento? Porque não há autonomia sem que possa contar 
com outros elementos políticos para fazer parte do crescimento e avanço. O 
professor não deve ser um ser solitário, mas aquele que se relaciona com o outro 
e estimula ele para essa forma de produzir em grupo. A construção social é um 
espaço importantíssimo para se alcançar a autonomia, condição que mantém a 
ética, que respeite a escola como parte do corpo e que tem portas abertas para 
a comunidade. Dentre os erros relevantes da gestão escolar, vale ressaltar 
alguns que são cruciais na manutenção da gestão: a falta de planejamento 
escolar e da transparência na relação com os pais e pouca valorização dos 
professores. 
 
Curiosidade 
Convite à reflexão 
O ser humano traz um dado significativo em si mesmo: é um 
ser ético por excelência! Esse pressuposto óbvio assegura à 
vida, pessoal e socialmente, um consenso fundamental em 
termos de valores, normas e posturas. Diante do que parecia 
um fracasso moral da modernidade e da pós-modernidade, 
ressurge hoje a ética, numa revitalização de sua exigência. 
Ela constitui-se numa tarefa de cada ser humano, bem como 
uma busca coletiva para alicerçar a humanidade a uma ética 
mundial. A esta tarefa não podemos nos furtar “O século XXI 
será ético ou não existirá” (Gille Lipovetsky). 
 
A curiosidade acima trazida para complementar o estudo tem a intenção de 
contribuir para as ações em tudo que ocorre na escola. A ética ajuda no 
desenvolvimento, ampliando cada vez mais os próprios de valores. Ouvir os 
outros não significa concordar sempre, mas saber dialogar e se expressar. 
Uma gestão pautada na projeção da Instituição e que vise resultados, 
principalmente no desenvolvimento acadêmico de seus alunos e da comunidade, 
precisa ouvir e abrir o espaço para interação dos envolvidos no processo de 
 
25 
 
ensino e aprendizagem, ressaltando o respeito pelas diferenças, seja de opinião, 
comportamental ou de qualquer outra natureza que possa imprimir situações de 
julgamentos. 
a) Como ouvir a comunidade= Através de atividades que levem a visão 
ideológica dos familiares adentrar a escola. 
b) Como ouvir o estado= Através das leis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Elaborada pelo autor (2018) 
 
Segundo Paulo Freire além da autonomia, precisa ter a participação e a 
dialocidade. É de Paulo Freire a informação que o homem aprende mutuamente, 
dentro da escola e que todos devem participar da sua gestão. A gestão é um 
processo de educação que conta com ações planejadas, mesmo que no seu 
início não dê certo. O jeito é não desistir, o cogestor precisa se firmar e isso se 
dá quando ele atua. A escola não pode se cansar de oportunizar essa 
aprendizagem que ultrapassa os seus próprios muros. 
O 
administrador 
escolar está a 
serviço:
Aluno
Professor
Comunidade
Conheci
mento
 
26 
 
Em sua biografia Paulo Freire apresenta inúmeras informações 
importantes para aquele que almeja uma educação não opressora, mas 
condutora do aluno para a transformação do mundo, mesmo que esse aluno seja 
adulto. Nascido em 1921 e tendo vivido até 1997, esse educador brasileiro não 
ficou no anonimato, ele teve seu reconhecimento internacionalmente. 
Curiosidade 
Frases de Paulo Freire 
Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os 
homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo. 
Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as 
possibilidades para a sua própria produção ou a sua 
construção. 
Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender 
a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o 
sonho pelo qual se pôs a caminhar. 
Educar-se é impregnar de sentido cada momento da vida, 
cada ato cotidiano. 
 
 
3.2 Equipe de Gestão / Processo Educativo 
 
A equipe gestora unida para trocar ideias, tem muito para ganhar em 
resultados. Pois essa abertura de diálogo deixa possível saber que existem 
campos de visões diferentes, mas que democraticamente, em diálogo não 
escasso, a equipe buscará um consenso assegurado pelas experiências do 
cotidiano. 
O processo educativo levará a equipe a entender o que de fato está 
acontecendo e criar soluções para alcançar os objetivos. 
O importante é não ter o medo como barreira, o referido é apenas para 
conduzir a equipe ao pensamento, a leitura do mundo como se apresenta e 
também o entendimento de sua possível transformação em decorrência do 
conhecimento. 
 
 
 
 
27 
 
3.3 Descentralização Administrativa 
 
 Acredita-se que uma escola preocupada com a democracia deve 
propagar uma administração que contemple a participação de todos os membros 
da comunidade escolar. Pois uma escola sem esse diálogo coletivo com os 
responsáveis pelo desenvolvimento do ensino e da aprendizagem não tem 
compromisso algum com a construção da cidadania humana (LIMA, 2007). 
 Vamos conceituar a centralização e descentralização. 
➢ Centralização é quando se tem órgãos e agentes que estão 
trabalhando para a administração pública direta. 
➢ Descentralização são as técnicas administrativas e ocorre por 
outorgar legalmente ou delegação por colaboração. É preciso ter 
administração direta (União, Estado, D.F. e Município) é quando se 
tem competência legal do serviço, mas não que executar ela está 
descentralizando. Ou seja, quando o Estado desempenha algumas de 
suas funções por meio de outras pessoas jurídicas, denominada como 
descentralização a administração. 
 
3.4 BNCC 
 
 Quando o estudo fala em andar de acordo com a legislação em vigor a 
intenção é mostrar que a organização do trabalho administrativo conta com a 
presença de documentos, leis e normativas condutoras. 
 A nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) faz referência a um 
documento que apresenta competências gerais comuns que se inter-relacionam. 
O grande destaque é que se abre um campo de discussões importantes, o das 
instituições de ensino revisitarem os seus currículos. Com a intencionalidade 
esperada pelo documento a revisitação conduzirá os profissionais da educação 
a terem um olhar amplo, que vislumbre a atualidade e seus desafios.Os novos 
tempos estão levando os profissionais a serem mais inovadores, pois a 
autonomia escolar é necessária no cenário educacional. Para isso, se faz 
necessário que as escolas busquem e revejam seus currículos, adequando-os 
aos novos tempos. 
 
28 
 
 O BNCC é um documento aliado na proposta de inovação do currículo, 
pois a escola está sendo desafiada a levar os docentes a percorrer em uma 
trajetória que estimule conhecimentos e habilidades e levar o estudante a 
percorrer uma trajetória que estimule conhecimentos e habilidades. 
 A organização do trabalho administrativo em toda sua especificidade 
almeja favorecer a aprendizagem e a BNCC estabelece objetivos de 
aprendizagem quando define competências e habilidades. 
Vocabula rio 
Competência: é o substantivo feminino com origem no termo 
em latim competere que significa uma aptidão para cumprir 
alguma tarefa ou função. 
Habilidade: é o substantivo feminino que indica a qualidade 
de uma pessoa hábil, que revela capacidade para fazer 
alguma coisa. 
 
 
 São 10 competências, distribuídas da seguinte forma: 
 
1) Valorização e utilização de conhecimentos, onde as ações solidárias são 
esperadas; 
2) Utilização das ciências para esclarecimento de hipóteses e exercício da 
curiosidade intelectual; 
3) Aplicar o fazer artístico e desenvolver o senso estético; 
4) Utilização das variadas linguagens como meio de troca de informação; 
5) Utilização da tecnologia para solucionar problemas e ampliar 
conhecimentos; 
6) Valorização da diversidade e exercício das escolhas com autonomia e 
com significados; 
7) Atuar com posicionamento ético ao defender ideias; 
8) Autoconhecimento para lidar consigo e com os outros; 
9) Exercitar o respeito para consigo mesmo e os outros, aplicando a relação 
empática e o diálogo; 
 
29 
 
10) Fazer uso dos conhecimentos adquiridos na escola com: 
responsabilidade, ética e se colocando no lugar do outro. 
 
Resumo da aula 
 
É notório que a nova BNCC oportuniza a equipe escolar, colocar em 
prática o conteúdo abordado nesta aula e também nas anteriores, é como uma 
síntese de todo conteúdo. A BNCC contribui para a qualidade no ensino, permite 
ainda que não haja disparidade entre ele, devido serem aplicados em escolas 
diferentes, devido sua missão ou mesmo localização. Apesar da identidade 
preservada da instituição, não se pode negar que com a BNCC a localidade 
regional não mais trará prejuízo ao ensino. 
 Art. 15. da LDB fala que os sistemas de ensino assegurarão às unidades 
escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de 
autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira observadas as 
normas gerais de direito financeiro público. 
 Para fechar a aula e esclarecer possíveis dúvidas, alguns mencionam que 
a escola tem liberdade de ação, porém alguns se queixam pela falta de liberdade. 
Importante considerar que liberdade total não pode ser confundida com 
autonomia, ao contrário ela dificulta o desenvolvimento integral e a falta de um 
olhar para o outro. 
Atividade de Aprendizagem 
Leia a LDB que estabelece as diretrizes e bases da educação 
nacional, depois discorra a respeito informação contida no Art, 
3º. 
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes 
princípios: 
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas. 
 
 
 
 
 
30 
 
 
 
Aula 4 – Novo Caminho e Novo Tempo Escolar 
 
Apresentação da aula 4 
 
 A escola está buscando um novo caminho. Os novos tempos buscam 
fazer com que as escolas revejam seus currículos e os adeque. Ela está sendo 
desafiada a levar o estudante a percorrer uma trajetória que estimule 
conhecimentos e habilidades. Nesta aula, será abordado o ato de planejar para 
se obter sucesso na ação educativa, trazendo as fundamentações necessárias 
para legalizar o trabalho da Instituição e respaldar os procedimentos e 
tramitações adotadas pelos profissionais inseridos. 
 
4.1 Planejamento 
 
O planejamento é uma ferramenta usada para permitir que qualquer 
elemento da equipe pedagógica desenvolva suas atividades com maior 
possibilidade de acerto. Esse exemplo abaixo, elucida as orientações que o 
aluno deve seguir ao participar de uma ação indicada pela escola. Nesse 
exemplo tenho simulado o que contempla a atividade e informa instruções 
essenciais para que o simulado ocorra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://www.educacaoetransformacao.com.br/wp-
content/uploads/2018/01/modelo-de-planejamento-semanal-1.jpg 
https://www.educacaoetransformacao.com.br/wp-content/uploads/2018/01/modelo-de-planejamento-semanal-1.jpg
https://www.educacaoetransformacao.com.br/wp-content/uploads/2018/01/modelo-de-planejamento-semanal-1.jpg
 
31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segue um modelo de planejamento para estudo de caso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO – INSTRUÇÕES – TARDE 
➔HORÁRIOS =ETAPA I 
- 13h10min às 13h30min: Orientações gerais em sala. 
- 13h30min às 15h40: Tempo mínimo de simulado. 
- 15h40min às 16h10: Tempo máximo do simulado - Etapa I 
- 16h10 às 16h30min: Intervalo 
ETAPA II 
- 16h30min às 17h40: Tempo máximo de simulado 
*** A porta da sala fechará às 13h25min, não podendo entrar depois deste horário. 
➔ O QUE TRAZER 
- Água em garrafa transparente. 
- Caneta azul ou preta (tubo transparente). 
- Lápis e borracha. 
*** Qualquer outro material ficará fora do alcance do aluno durante o simulado. 
➔ DURANTE O SIMULADO 
- A ida ao banheiro será acompanhada. 
- Caso o aluno tente se comunicar com outro colega, seu simulado será anulado. 
 
➔ QUESTÕES DE PONTUAÇÕES 
- Serão 10 questões de cada matéria (Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, 
Ciências, Inglês e Arte), mais uma Redação. 
- Cada questão valerá 10 pontos, totalizando 100 pontos por área de conhecimento. 
- O aluno que acertar 90% a 100% ganha 3 pontos em todas as disciplinas no boletim. 
- Para avaliar a redação usaremos as cinco competências cobradas no Enem: 
1ª - Domínio da norma padrão da língua escrita. 
2ª - Compreensão da proposta. 
3ª - Capacidade de organizar e relacionar informações. 
4ª - Construção da argumentação. 
5ª - Elaborar proposta de intervenção do problema. 
- O aluno com a melhor redação da turma ganha 3 pontos em português no boletim. 
 
Li e estou de acordo com as instruções. 
_______________________________________ 
Assinatura do Aluno 
 
 
 
 
32 
 
 
Fonte: Elaborada pelo autor (2018) 
4.2 Composição da Estrutura Interna da Escola 
 
 A estrutura organizacional interna de uma escola encontra-se prevista 
dentro do documento denominado Regimento Escolar. Sua forma demonstrativa 
conta com um organograma que a representa, deixando bem explícito como é a 
característica da instituição, ações de comandos e de setores. 
Exemplo: 
 
Fonte: Elaborada pelo autor (2018) 
 
 Além de útil é necessário a elaboração de um organograma onde a 
Instituição possa explicitar sua hierarquia, bem como transcrever as funções e 
suas respectivas responsabilidades, gerando para cada setor a autonomia 
necessária para obter os resultados almejados. E também para que o funcionário 
se oriente dentro da empresa e reporte corretamente a definição clara da 
composição da estrutura interna da escola, que deve estar ao seu alcance. 
Existem organogramas maiores que além da apresentação em cargos, ainda 
apresentam os nomes dos funcionários. No exemplo exposto não aparece, 
A
B
D E
C
F
 
33 
 
porém existem algumas variedades de organogramas, embora sua principal 
meta é dar um mapeamento da escola. 
 Todos precisam atuar de acordo com suas funções objetivando um 
equilíbrio no local. Assim como não se deve ultrapassar o que lhe é indicado a 
fazer, para que não haja atropelos diante das tarefas, também não se deve ter 
medo de agirdiante daquilo que lhe é indicado. O medo pode afetar as decisões, 
e em algumas situações é confundido com o pânico e, portanto, é rejeitado 
quando se manifesta, mas o medo é um estado de alerta e senti-lo é natural. 
Veja um exemplo: A criança que não tem medo de atravessar a rua, talvez não 
olhe para os dois lados com a intenção de procurar ver se os carros estão vindo 
e atravesse descuidadamente podendo ser atropelada. O estado de alerta é 
necessário, mas apenas alerta, não trava. É mais comum do que se pode 
imaginar a dificuldade das empresas em conseguir um grupo coeso em ações, 
constantemente alguns funcionários agem com dificuldades nas suas tarefas, ou 
não executam as mesmas por não se sentirem capazes. Alguns por terem uma 
experiência frustrada evitam passar por uma situação similar e rompem seus 
sonhos e do local em qual trabalham. 
 
Saiba Mais 
“O pensamento de realizar esse potencial pode ser 
paralisante e assustador. Muitos dos nossos 
comportamentos têm a sua raiz no medo. O medo de falar 
em público, do fracasso, da rejeição, do embaraço, 
chegando por vezes ao extremo da pessoa desenvolver 
medo do sucesso”. 
Fonte: Revista Voz da esperança - Ano 18 nº 9 – 2015. 
 
 
4.2.1 Composição da Estrutura Interna da Escola 
 
 A composição de uma organização reúne pessoas com interesses 
comuns em prol de uma empresa, porém esse agregar invade a construção 
social e seus elementos partilham e absorvem culturas dos demais. A 
 
34 
 
organização do trabalho escolar se refere aos princípios e procedimentos 
relacionados à ação de planejar o trabalho da escola, racionalizar o uso dos 
recursos (materiais, financeiros e intelectuais) e coordenar e avaliar o trabalho 
de pessoas, tendo em vista a consecução de objetivos. Paralelamente vão 
imprimindo entre essas trocas a identidade da instituição, que agora fazem parte. 
O convívio no interior da empresa torna o funcionário alguém com possibilidades 
de emitir opiniões construtivas sempre que solicitado e com maior frequência se 
a organização do trabalho administrativo for democrática. 
 Para complemento destaca a seguinte informação: 
 A concepção democrática-participativa baseia-se na relação orgânica 
entre a direção e a participação do pessoal da escola. 
 
4.3 Gestora Cleide Lourdes Barbosa 
 
Para a gestora Cleide de Lourdes Barbosa, ao planejar esses ambientes, 
deve-se levar em consideração as possibilidades de interações entre as crianças 
e os adultos, bem como o tempo de permanência na escola. 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://image.freepik.com/fotos-gratis/pronto-para-voltar-para-a-escola_1134-
12.jpg 
 
O aluno deve se sentir bem em seu ambiente escolar, seu agrado deve 
estar no que oferece internamente sua escola, sua sala, os outros setores, os 
materiais e as relações humanas. Acompanhar é tarefa não somente dos pais, 
 
35 
 
mas da própria escola, para que ela não deixe escapar nenhum ponto que 
favoreça a criança solicitar sua saída de forma explícita ou implícita, como: 
➢ Agressividade; 
➢ Silêncio profundo; 
➢ Apatia; 
➢ Desatenção; 
➢ Desobediência. 
São vários os sinais expressos que a equipe deve trabalhar, mas acima 
de tudo acompanhar o desenvolvimento da sua escola diante do que se propôs 
no PPP. 
As Instituições normalmente apresentam o manual de cargos, salários e 
funcionamento aos seus colaboradores com a proposta de munir o funcionário 
de informações relevantes para atuar. 
Durante o início de uma contratação até a efetivação da mesma, o 
professor vai revelando a sua identidade. Ele conta com currículo, indicação, 
entrevista e testagens até a sua aprovação. 
Com o desenvolvimento das atividades o professor revela mais das suas 
características e elas servem para a construção de quem é o professor, seu perfil 
e características. Aliado ao perfil ele se insere na proposta da Instituição, da qual 
agora faz parte, e com essa identificação, escola, família e alunos esperam que 
ele seja, além de mestre, um ser humano de valores íntegros e princípios éticos 
para auxiliar na formação dos alunos. 
 
4.4 Fuja da Estética Pronta 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.iscicommunications.com/wp-
content/uploads/2016/10/isci_blog_images_standout.png 
http://www.iscicommunications.com/wp-content/uploads/2016/10/isci_blog_images_standout.png
http://www.iscicommunications.com/wp-content/uploads/2016/10/isci_blog_images_standout.png
 
36 
 
 
 Na sala de aula, é essencial respeitar a individualidade da turma, 
conforme o exemplo apresentado no manual em que pede para enaltecer a 
participação do aluno, fica mais evidente a sua forma de pensar e agir e por mais 
que haja a coletividade nas atividades o aluno não perde a sua identidade. 
 
4.5 Legislação 
 
A estrutura organizacional da escola deve se valer da legislação em vigor 
para escolher a iluminação e mobiliários apropriados, ventilação e espaços que 
assegurem a boa permanência do estudante. 
No PPP existe um espaço determinado para se descrever o mobiliário 
utilizado, a quantidade e o que atende, sendo que algumas especificações para 
compra são determinadas pelo órgão competente. Sim, uma obrigatoriedade, 
não podendo a escola fugir da sua reponsabilidade na aquisição correta daquilo 
que foi indicado. Por exemplo a luminária das salas de aula deve apresentar uma 
grade protetora embaixo dela, para evitar que as lâmpadas possam cair sobre 
os alunos. 
 
4.6 Composição da Estrutura Interna da Escola 
 
A composição deve alinhar sua existência e entre os sujeitos envolvidos, 
afinal todos precisam agir com autonomia e o local influencia diretamente essa 
prática. 
 
 
 
 
Fonte: https://image.freepik.com/fotos-gratis/fila-de-estudantes-de-ensino-fundamental-
multietnico-lendo-livro-na-sala-de-aula-imagens-de-estilo-de-efeito-vintage_1253-
1132.jpg 
 
37 
 
 
O local deve dar condições de todos os integrantes se sentirem 
verdadeiramente parte da instituição. Observando a ilustração acima, onde a 
cena apresenta um ambiente que integra diferentes idades e culturas. O 
ambiente proposto contempla a sua própria proposta e acolhe através do 
mobiliário que precisa fazer o seu uso. A identidade da escola deve ser um local 
que incluiu e não é excludente. A possibilidade de acesso ao material oferecido 
é alcançável, deixando de incorrer em erros comuns em muitas escolas. Tudo 
fora do alcance da criança ou adolescente, apenas material decorativo para eles 
e de acesso restrito ao aluno. 
Sendo assim, a estrutura física é tão importante quanto a aprendizagem, 
pois é possível comparar com a importância metodológica utilizada na escola. 
Os membros devem atentar para a estrutura física, investigando se ela conduz 
a aprendizagem, decorrente da independência oferecida pelo local, é esperado 
que os espaços sejam flexíveis e versáteis. 
 
4.7 Relações de Poder na Escola 
 
 Ela deve produzir “efeito” e se dá em virtude de uma relação social, com 
a necessidade de se ter o controle. 
 A escola por muito tempo mostrou uma realidade social quanto a relação 
de poder entre os seus membros. Em tempos atuais surgiu a preocupação de 
tornar essa relação mais produtiva e harmoniosa. A proposta é dessa relação 
apresentar uma ação disciplinadora, com o objetivo de produzir um saber. O 
pensador Michel Foucault já falava sobre isso, ou seja, o poder de disciplinar 
produz saber. 
Importante 
Segundo JOHN GALBRAITH 
1) O PODER CONDIGNO da punição. 
2) O PODER COMPENSATÓRIO da troca. 
 3) O PODER CONDICIONADO do convencimento. 
 
 
 
 
38 
 
Conclui-se que a escola precisa impregnar-se de novos estudos que 
ofereçam uma ação de autonomia e libertadora ao aluno. Foi possível 
acompanhar a chegada de um novo documento BNCC recheado de objetivos 
para o aluno expressar suas competências e habilidades. Na escola tudo tem 
significado, sendo assim não se pode deixar de atentar para o queentra na 
escola. 
 
Resumo da Aula 
 
 A aula transitou por mais informações necessárias ao seu conhecimento, 
ofereceu oportunidades de entender como o aluno deve ser considerado no 
âmbito escolar, as situações destacam a coletividade nas relações e respeitam 
as individualidades, retirando o medo que se não caminhar apenas como alerta, 
pode impedir o aluno de aprender a ser, a fazer. A escola deve ainda, permitir 
que as interações humanas aconteçam. 
É possível se valer dessa frase para concluir: 
 
“A educação é um processo social, é 
desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é 
a própria vida. ” 
 John Dewey 
Atividade de Aprendizagem 
Mediante ao exposto, vale transcorrer alguns pontos que 
realmente são relevantes para a construção de uma diretriz 
administrativa. Sendo assim, construa um pré projeto, 
destacando os ítens essenciais que jamais poderiam ficar de 
fora no processo de Regimento. 
 
 
 
 
 
 
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Resumo da disciplina 
 
 Durante as aulas o contato foi com inúmeras informações para entender 
a grandiosidade da Organização do Trabalho Administrativo. Foi possível tomar 
conhecimento de que a escola precisa de muitos gestores que conversem entre 
si e emparelhem suas propostas, processos e projetos sem esquecer de atender 
a equipe como um todo. O gestor responsável atuará com sabedoria e delegando 
responsabilidade aos demais, cumprindo e fazendo cumprir suas atribuições. A 
legislação nunca deixou de marcar as aulas, com a proposta intencional de 
apresentar a Lei como norteadora que auxilia, devendo ser conhecida por todas. 
O estudo se valeu de autores como Saviani, Paulo Freire, Nóvoa entre 
outros para gerar o interesse pelos profissionais da educação. Encerramos as 
aulas, mas não terminamos o avanço nos estudos, o aperfeiçoamento se dá 
diariamente. Portanto, a atenção e a responsabilidade deverão ser redobradas, 
principalmente nas tendências mercadológicas e nas alterações das legislações 
e acima de tudo, nas necessidades dos alunos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Referências 
 
AGOSTINI, Nilo. Ética: diálogo e compromisso.1ª ed. São Paulo: FTD 2010. 
 
HERMETO, Clara m., MARTINS, Ana Luisa. O livro da psicologia. ed. São 
Paulo: Globo Livro, 2016. 
 
LIMA, M. R. C de. Paulo Freire e a administração escolar: a busca de um 
sentido. Ed. Liber – São Paulo. 2007. 
 
__________. Revista Voz da esperança - Ano 18 nº 9 – 2015. Pag.12-13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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