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@ RIANYORNELAS_ Exame periodontal Introdução ● Só é possível identificar a doença quando entendemos, primeiro, o que é normal. ● Critérios de normalidade: → Altura gengival → Forma → Festonamento → Papila → Textura Exame clinico periodontal → Sonda de Nabers → Sonda periodontal → Espelho clinico → Pinça clinica Parâmetros clínicos periodontais → Profundidade de sondagem – OS → Nível de inserção clínica - NIC → Sangramento sob sondagem – SS → Recessão e hiperplasia → Mobilidade → Envolvimento de furca Profundidade de sondagem ● Corresponde a distância da margem gengival ao fundo de sulco gengival (isto é, onde a ponta da sonda para). ● Admite-se normalidade com até 3mm de OS, e não deve ocorrer sangramento, nem supuração. ● Requer instrumentos calibrados ● Durante a sondagem, devemos explorar a bolsa de forma cuidadosa, sem arrasto, realizando discretos movimentos de vai-e- vem dentro do sulco, sem necessariamente remover a sonda ambiente subgengival. ● Uma discreta inclinação da sonda pode ser realizada para identificar uma morfologia atípica. ● A sondagem é feita acompanhando o longo eixo do dente, mas nas áreas proximais pode ser inclinado um pouco para poder acessar defeitos mais profundos. → Erros inerentes a sondagem ● Quanto ao instrumento: → Calibração → Espessura ● Quanto à técnica: → Ângulo de inserção → Pressão → Movimento → Posicionamento ● Quanto ao estado gengival: → Grau de inflamação gengival Nível de inserção clinica ● A bolsa periodontal verdadeira é maior que 3 mm. Ela é quando o aumento da profundidade de sondagem está relacionado a uma perda óssea, já a bolsa falsa pode apresentar uma profundidade de sondagem mais que 3 mm, mas não está relacionada a uma perda óssea, ex: hiperplasia, gengivite. ● Definido com a distância que vai da junção cemento esmalte até a posição em que a ponta da sonda encontra resistência (fundo do sulco). A distância ideal = 0. ● Melhor indicador para monitorar pacientes ● A recessão gengival é medida da junção cemento esmalte à margem gengival. NIIC = PS + REC NIC = PS - HIP PS = MG até o FS (fundo de sulco) REC/HIP = JCE até a MG ● Sempre que a MG (margem gengival) for superior a JCE (junção cemento esmalte) os números serão negativos, será hiperplasia (subtração). ● Sempre que a MG (margem gengival) for inferior a JCE (junção cemento esmalte), os números serão positivos, sendo REC (adição). ● A organização histológica, determina os valores normais de profundidade de sondagem e inserção clínica, sendo: ● Com relação ao nível de sondagem: 0,69 mm – sulco gengival 0,97 – epitélio juncional 01,04 – inserção conjuntiva → Sendo assim, a média pra uso clinico é então: 3 mm. ● Com relação ao nível de inserção clínica: → Tendo em vista que o conceito de nível de inserção clinica é a distância em mm da JCE até o fundo de sulco/bolsa, então teríamos o fundo de sulco/bolsa incidindo com a JCE, portanto em saúde, o NIC será 0. ● Com relação ao exame de furca: → Sondas milimetradas não se prestam para esse fim; → Sondas de Nabers graduadas graus I, II e III; → Variações nos acessos nas várias conformações de furcas existentes. ● Com relação a mobilidade: → A verificação da mobilidade pode ser realizada por dois sistemas; → É necessário o uso de instrumentos rígidos para confirmar a mobilidade; → Ter mobilidade não significa, necessariamente, dente com prognóstico ruim. Bolsa periodontal ● A evolução dos sinais incipientes produz a periodontite e seu sinal mais clássico: → Aumento na profundidade de sondagem; → Ser verdadeira, sinal de perda óssea; → Ser falsa, sinal de hiperplasia Índice gengival → Determina inflamação gengival; → Marcação expressa em %; → Cada dente, 4 faces (V, L, M, D). Índice de placa → O’LEARY → Critérios para evidenciar a placa → Resultante expressa em % → Cada dente, 4 faces (VLMD) → Mesa para o controle de placa: Avaliação radiográfica do periodonto ● A forma da crista para os dentes anteriores espera se uma crista afilada, já para os dentes posteriores espera se uma cista plana. ● Observar a presença de ponto de contato ou área de contato verificar a presença de diastemas ● A localização da crista, aceita-se como referencial de normalidade para a localização anatômica das cristas: ● Paralelismo entre linhas traçadas de JCE a JCE de dentes adjacentes e sobre a crista óssea alveolar ● A distância entre essas linhas pode ser de até 2 mm. Tipos de defeitos ósseos ● Defeito ósseo horizontal: Identificaremos um defeito horizontal quando o paralelismo existir e a distancia entre as linhas for > 2mm (doença periodontal). ● Defeito ósseo vertical: Identificaremos um defeito vertical quando o paralelismo estiver ausente independente da distância entre as linhas. (trauma oclusal). IG = N° total de faces sangrantes x 100% N° total de faces presentes IPC = N° total de faces coradas x 100% N° total de faces presentes ● A triangulação é um discreto alargamento do espaço do ligamento periodontal na crista. Provável precursor dos defeitos verticais. ● O esfumaçamento é a perda brusca da radiopacidade da crista óssea. Provável precursor do defeito horizontal. ● Admite-se um discreto alargamento do espaço do ligamento periodontal na região de furca para sugerir lesão visível por imagem. Limitações do exame radiográfico → Colocação de estruturas 3D em 2D; → Não mostra a relação entre tecidos duros e moles; → Mostram menos perda do que a real; → Só mostram imagem após perda mineral de 30%; → Sensível a modificações geométricas na técnica; → Dificuldade de se interpretar sítios tratados de não tratados. Recomendações sobre exame radiográfico → Periapical de boca toda em doenças generalizadas; → Rigor técnico durante a tomada e processamento radiográficos; → Complementar exame dos dentes posteriores com bite-wings.