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Vitamina K BCMOL III Alexandre Lima, Bruno Azevedo, Carla Beatriz, Celso Cesário, Laura Brito, Letícia Cantuária, Marco Antonio, Rebeca Correia INTRODUÇÃO Não existe “uma vitamina K” Nome genérico dado a um grupo de compostos que atuam como COENZIMA Síntese pós-translacional de ácido y-carboxiglutâmico (Gla). Esta é uma reação de oxirredução, onde a vitamina K atua como agente redutor e o resíduo de glutamato (GLU) é reduzido a y-carboxiglutamato (Gla). Proteínas precursoras Proteínas completas Carboxilase Vitamina K CH2 CH2 COO Resíduo Glutami (GLU) Resíduo Gama Carboxi Glutâmico (GLA) CH2 HC- COO Vitamina K1 - Sintetizada pelos vegetais Vitamina K2 - Sintetizada pela microbiota intestinal 2-metil-3-phytyl-1,4 naftoquinona ESTRUTURA As formas naturais de vitamina K são a filoquinona e as menaquinonas. PARTICIPAÇÃO NO METABOLISMO Absorção no intestino delgado Transporte pelas vias linfáticas Necessita de fluxo biliar e suco pancreático Excreção: 20% urina 40% fecal Vitamina KH2 (hidroquinona) Vitamina K Epoxi Vitamina K1 Vitamina K redutase Vitamina K epoxi redutase Carboxilase dependente da vitamina K Ciclo da Vitamina K Varfarina FONTES Óleo de soja Hortaliças verde-escuro Leite Fígado (órgão que armazena a filoquinona). A forma predominante de vitamina K nos alimentos é a filoquinona, amplamente distribuída em alimentos de origem animal e vegetal: IMPORTÂNCIA Coagulação O anel aromático da vitamina K passa por um ciclo de oxidação e redução durante a formação da protrombina ativa (trombina), que quebra ligações peptídicas na proteína sanguínea fibrinogênio para convertê-la em fibrina, a proteína fibrosa insolúvel que une os coágulos sanguíneos. O Gla é um bom quelante, o que facilita a ligação da proteína ao Ca2+. Sete proteínas (os fatores: II, VII, IX, X; e as proteínas: C, S e Z) relacionadas à coagulação sanguínea são dependentes de vitamina K para serem produzidas e/ou ativadas. Trombina Vit. K Tecidos com lesões Plaquetas aglomeradas Tromboplastina Protrombina FibrinogênioFibrina Ca++ (plasma) (Coágulo) (Plasma) (Plasma) O cálcio ligado a essas proteínas promove a aderência dessas proteínas a fosfolipídeos aniônicos que aparecem na superfície de plaquetas ativadas, fazendo com que os fatores da coagulação se localizem na área onde o coágulo deve se formar. IMPORTÂNCIA Metabolismo ósseo A osteocalcina é a proteína não colágena mais abundante do tecido ósseo e necessita do resíduo de ácido gama carboxiglutâmico para se ligar aos cristais de hidroxipatita, estando relacionada à mineralização óssea normal. A proteína Gla da matriz também está relacionada à manutenção do osso maduro saudável, além de prevenir a calcificação vascular. CARÊNCIA Inadequação Dietética Doença Hemorrágica do recém-nato Megadoses de vitaminas A e E Principais causas: Sintomas carenciais: Sangramento(hemorragia) Debilitação dos ossos. A hipovitaminose é rara nos adultos em virtude da síntese pela microbiota intestinal, por ser reciclada a nível celular e pela grande distribuição na dieta balanceada. CARÊNCIA Apesar de rara, a deficiência de vitamina K pode acarretar distúrbios de coagulação, demora para a formação dos coágulos e agravo dos sangramentos. A hipovitaminose pode ser secundária às condições segundarias: Deficiência na absorção de gordura Icterícia obstrutiva Fibrose cística Síndrome do Intestino curto Terapia longa com antibióticos Porém... HIPERVITAMINOSE K E D A Absorvidas com as micelas lipídicas no intestino delgado e armazenadas no tecido adiposo. Tendem à hipervitaminose e toxidade, devido à maior chance de acúmulo. Grande parte da filoquinona absorvida é excretada nas fezes e urina. RARO! HIPERVITAMINOSE Administração prolongada Efeitos tóxicos na membrana celular dos eritrócitos evoluindo para icterícia e anemia hemolítica no bebê. O excesso de vitamina K pode hiperestimular a coagulação sanguínea e aumentar o risco de trombose. Lactente de 43 dias de vida, do sexo masculino, branco, foi internado no Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG) com febre, hipoatividade, gemência, sangramento cutâneo em nariz por ferimento banal nas 24 horas anteriores. Não havia antecedentes pré-natais relevantes. Não houve problemas durante o período neonatal e não recebeu profilaxia com vitamina K ao nascimento. Vinha sendo alimentado exclusivamente com leite materno. CASO CLÍNICO Doença hemorrágica tardia Vitamina K materna CASO CLÍNICO Vitamina K Bebê Barreira placentária Baixo gradiente Leite materno Distúrbio de absorção de gorduras Hemorragia Entre 2 e 12 semanas Concentrado de hemácias, plasma fresco e vitamina K Alta após 5 dias 4 dias seguintes por via endovenosa CASO CLÍNICO Perímetro cefálico e USG Desenvolvimento adequado Tratamento K REFERÊNCIAS DÔRES, Sílvia Maria Custódio das, PAIVA, Sérgio Alberto Rupp de e CAMPANA, Álvaro OscarVitamina K: metabolismo e nutrição. Revista de Nutrição [online]. 2001, v. 14, n. 3 [Acessado 17 Agosto 2021] , pp. 207-218. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1415-52732001000300007>. Epub 15 Fev 2002. ISSN 1678-9865. https://doi.org/10.1590/S1415-52732001000300007. GOUVEIA, Maria Gabriela. Tudo que você precisa saber sobre a vitamina K: fontes, importância e deficiência. fontes, importância e deficiência. 2020. Disponível em: https://www.sanarmed.com/tudo- que-voce-precisa-saber-sobre-a-vitamina-k-fontes-importancia-e-deficiencia-colunistas. Acesso em: 19 ago. 2021. LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed GRILLO, Eugênio; SILVA, Ronaldo José Melo da; HUMBERTO FILHO, Jorge. Hemorragia intracraniana por deficiência de vitamina K em lactentes: relato de 2 casos. Jornal de Pediatria. Florianópolis, p. 233- 236. ago. 2000.